Digital Drops Blog de Brinquedo

Primeiro computador quântico comercial

Por em 19 de novembro de 2007 - 35 Comentários

A D-Wave Systems demonstrou, em uma feira de supercomputação sua tecnologia, com um equipamento de 28 qubits, ou Quantum Bits.

Enquanto os equipamentos digitais normais trabalham com valores absolutos e lógica binária, os computadores quânticos usam os efeitos da Mecânica Quântica para realizar seus cálculos, o que gera processamento não-linear, simultâneo e exponencial.

A perspectiva é que processadores quânticos tornem obsoletos tudo que temos hoje, e a velocidade com que os primeiros equipamentos estão surgindo demonstram um real interesse da indústria E uma real possibilidade de isso acontecer logo, e mesmo os mais primitivos computadores quânticos superam supercomputadores tradicionais em capacidade de processamento.

O modelo de 28 qubits exibido será superado por um de 512 qubits no segundo trimestre de 2008 e um de 1024qubits no final do mesmo ano. O modelo, “Orion”, será disponibilizado online, para aplicações que envolvam reconhecimento de padrão, análises de Monte Carlo e outras aplicações que envolvam força bruta. Sim, o pessoal da área de criptografia está tendo orgasmos pensando no uso de computadores quânticos na decriptação de mensagens, e pesadelos pensando na critptografia quântica, que inviabilizaria todo o processo.

Nos primórdios da Informática ensinavam nos cursinhos sobre os computadores digitais E analógicos, mas sendo realista, eu NUNCA vi um computador analógico. Muito provavelmente o pessoal que está nascendo agora só vai lembrar dos primitivos computadores digitais como brinquedos que usavam até a fase da alfabetização.

Por mim, excelente. A idéia de renderizar vídeos no iMovie em tempo real, jogos com qualidade de cinema e simulações científicas ultra-precisas (imagine os tiros de canhão no BF1942, como ficariam precisos) é maravilhosa.

Ah sim, também será útil para simular síntese de proteínas e pesquisas relacionadas com câncer, acho.

Fonte: Gizmag

emHardware

Google quer imprimir anúncios AdSense na sua revista preferida!

Por em 19 de novembro de 2007 - 11 Comentários

A Google não pára de invertar! A patente registrada no último 8 de novembro mostra que a empresa de Mountain View quer estar presente no cotidiano das pessoas mesmo quando elas estiverem offline. A idéia é tão simples quanto genial: personalização de conteúdo e publicidade em publicações em qualquer formato, inclusive impresso! Isso significa que você poderá assinar um periódico, como um jornal ou uma revista, e recebê-lo totalmente customizado (das matérias aos anúncios publicitários). A Google é uma empresa de tecnologia, mas acima de tudo é uma empresa de publicidade! O império da Google é sustentado pela venda de publicidade contextual na Internet, porém essa patente indica o interesse em ampliar a área de atuação para outras mídias: revistas, TV, etc… Imagine receber uma revista impressa somente com as reportagens e propagandas que você tem interesse. Se um dia isso se tornar verdade, a Google deixará de ser um negócio bilionário para ser um negócio trilionário!

Obviamente, que existem algumas questões operacionais e logísticas que precisam ser tratadas. Como imprimir uma publicação em larga escala com conteúdo customizado para cada um dos seus milhares de assinantes? É difícil, mas não é impossível, pois os caras da Google, realmente, pensam fora-da-caixa! Só falta inventarem o outdoor contextual!

Fonte: TechCrunch

emGoogle Propaganda & Marketing Publicidade Web 2.0

Pokemon e aulas de ciência?

Por em 19 de novembro de 2007 - 9 Comentários

pokemon-education_19112007.jpgUm dos grandes desafios da educação do século XXI é falar a língua do século XXI. As crianças estão submetidas a tanta informação que a tarefa de mantê-las interessadas e transformar este interesse em conhecimento relevante para a vida que acabou de começar mas já tem um e-mail e, quem sabe, um blog, tem se mostrado o desafio de educadores e instituições ao redor do planeta.

Uma das saídas parece ser reunir entretenimento e planos de negócios no oferecimento de um pouco mais do que produtos irresistíveis, merchandisign e filmes (ou jogos) que, pasmem!, podem até educar.

Vejam este exemplo: aproveitando o sucesso (aliás, de muito tempo) dos Pokemons e da linguagem dos mangas na infância americana, a Nintendo, o pessoal do The National Institute of Aerospace (NIA) e a Nortel LearniT, desenvolveram o Masterthescience.org que disponibiliza planos de aulas para passar os principais conceitos do mundo científico, (relativas a questões pertinentes ao século XXI, como por exemplo este aqui sobre Viagens Espaciais).

O lado “plano de negócio” fica ao encargo do que eles chamam da Pokemon Learning League onde os episódios com variados temas (matemática, ciências, artes) podem ser assistidos, mediante assinatura.

Reunir entretenimento e conhecimento, mixar astros da cultura pop com aulas de ciência. Com a dose certa, a escola do século XXI será bem mais divertida, não?

Fonte: Ubergizmo

emInternet Telecom

Tela de e-ink da Seiko-Epson: Estamos chegando lá

Por em 19 de novembro de 2007 - 34 Comentários

Os eBooks são a grande promessa não-cumprida da tecnologia. Existiram vários protótipos, vários produtos finalizados, várias iniciativas, vários padrões, incluindo o doc do Palm, tomeraider, e nenhum vingou, nem mesmo o Microsoft Reader, com padrão aberto e amigável para desenvolvedores e autores.

Maniacos como eu conseguem ler um livro inteiro na tela de um Nokia 6600, mas gente normal não gosta. Abrir mão da textura do papel já é complicado. Ficar olhando para uma fonte de luz (mesmo que fraca) por horas é pedir demais, pois CANSA.

A tecnologia que resolveria isso é a tinta eletrônica, pois se comporta não como mini-lâmpadas, mas como tinta no papel. Mais ainda, essa tecnologia não gasta energia para exibir uma imagem, somente para mudá-la. Com isso equipamentos como o leitor de ebooks da Sony conseguem exibir 4500 páginas com uma carga de bateria, além de tocar MP3, mostrar fotos, feeds RSS, etc. Isso tudo sem cansar a vista.

Mas… como não pegou?

Simples: Do mesmo jeito que o Zune não pegou na versão 1.0: Software. A Sony usava uma loja online horrenda, e mais o seu software-padrão de gerenciamento de conteúdo, o mesmo que destruiu os MiniDiscs.

Agora a Amazon resolveu entrar no mercado de eBooks, vendendo o seu leitor, por US$400,00. Sim, caríssimo. Eu não daria uma grana assim por um bicho feio desses:

Parece algo vendido em camelô, nem dá para comparar com o protótipo da Seiko, no alto do artigo. 1600×1200, 230DPI, do tamanho de uma folha de papel dobrada, 3mm de espessura. Dá pra ser feliz com um leitor de ebooks usando essa tecnologia.

O segredo é lançarem leitores subsidiados e SIMPLES. Não dá para ficar ouvindo os cybertarados que querem e-Ink exibindo vídeos em HD, bilhões de cores, tempo de resposta negativo ou abaixo de 0,02ns.

Abra um livro. Está vendo vídeo? Nem eu. Está vendo letras coloridas, piscando, girando? É, nem eu. Durante dezenas de séculos os livros usaram letras de alto contraste, para passar idéias. Shakespeare não precisava de hyperlinks. Eu quero uma forma de substituir meus livros sem que meus olhos saltem para fora no final de 5 capítulos, quero poder levar TONELADAS de manuais, revistas e gibis, sem precisar pagar um grupo de pigmeus para me acompanhar carregando minhas coisas, dizendo “sim, Bwana” toda hora. Ainda mais depois que descobri que “Bwana” significa “grande idiota branco”.

Será pedir demais, que produzam um leitor de ebooks que seja excelente, ao invés de um leitor caro mais ou menos, junto com um MP3 player ruim, um álbum de fotos meia-bomba e um browser de meia-tigela? Ou teremos que esperar a Apple entrar nesse mercado também?

Fonte: Technabob

emIndústria

Como criar bons jogos

Por em 19 de novembro de 2007 - 17 Comentários

Quando joguei o primeiro Half Life em 1999, pensei: Tomara que a empresa que desenvolveu o game tenha vida longa. Hoje a Valve é muito respeitada, mesmo produzindo praticamente apenas para franquia. Para o lançamento da segunda versão do jogo, a empresa decidiu então criar um serviço de distribuição online, chamado de Steam.

No início parecia loucura, mas o serviço fez sucesso e hoje disponibiliza jogos de softwarehouses do calibre da Capcom, THQ e Activision. Embora os games não possuam caixas e manuais impressos, a grande vantagem é não ter que esperar pelo envio dos jogos e no caso de países como o Brasil que não contam com uma política de distribuição de games bem estruturada, facilita e muito a vida do jogador.

Recentemente a Valve lançou o Steam Community, uma rede de relacionamento onde os jogadores podem fazer amigos, criar grupos e saber seus desempenhos nos jogos da empresa. Algo como a Live do Xbox 360. Por falar em estatísticas, a desenvolvedora mantém uma elaborada planilha de dados em seu site. Lá os jogadores podem ver informações sobre os jogos mais jogados online, onde não surpreendentemente o Counter Striker aparece em primeiro. Há ainda uma página que mostra as configurações das máquinas usadas pelos jogadores.

O controle do que os jogadores fazem nos games é tão grande, que a Valve consegue saber qual a dificuldade mais usada e até em quais partes das fases os jogadores mais morreram, sem falar nas armas usadas, ou mapas mais jogados. Portanto fica fácil perceber porque a Valve consegue criar pérolas como o Portal ou o Team Fortress 2.

Pelo jeito a dupla criatividade + conhecimento do que o jogador deseja, é a formula certa para criar bons jogos.

emGames

Pegaram Bill Gates pra cristo

Por em 18 de novembro de 2007 - 40 Comentários

Que a Microsoft não é santa, todo mundo sabe, mas é preciso reconhecer: Quem está no centro das atenções vira alvo dos mais variados tipos de idiotas (o MeioBit que o diga). Agora foi a vez do pai de um moleque que ganhou um XBOX, assinou o serviço XBOX Live por US$49,99 anuais com o cartão de débito do pai, e seguiu feliz jogando seus jogos.

No final do ano a assinatura é renovada automaticamente, mas como o pai do moleque era um duro, só tinha os míseros US$49,99 na conta. bateu um cheque, voltou sem fundos, e aí o papi descobriu que estava pagando a tal assinatura.

Contactada, a Microsoft devolveu o dinheiro da assinatura. Mas não cobriu a multa do banco.

Aí o paipai processou a empresa, dizendo que ao aceitar o cartão de débito DELE usado por um menor estava criando uma relação contratual fraudulenta.

Então vejamos: O guri pegou o cartão do pai, entrou com os dados, pagou um ano de assinatura, no final do ano a assinatura foi renovada, o pai não gostou, recebeu o dinheiro de volta, e ainda quer as multas, por ter deixado SEU filho pegar o SEU cartão?

Onde foi que abrimos mão de TODA a responsabilidade pessoal?

Fonte: Game Politics

emGames

Chupem, xiitas, Mplayer portado para Windows Mobile

Por em 18 de novembro de 2007 - 93 Comentários

Para a tristeza dos Stallmans de plantão o excelente MPlayer, programa open source que toca até tampa de goiabada está sendo portado para Windows Mobile.

Embora o Windows Media Player seja decente, a plataforma carecia de um programa que aceitasse todos os formatos. O TCPMP era uma alternativa, mas exigia uma certa dose de hacking para tocar quicktime e similares, e nem chegava perto do famigerado RM e RMVB, da (toc toc toc) Real.

O MPlayer Windows Mobile ainda está em fase inicial, mas já funciona em Windows Mobile 5 e 6, em PDAs e Smartphones. Ainda não toca WMA mas a maioria de sua imbatível coleção de codecs já foi portada. O uso de CPU está bastante alto, mas isso também é questão de tempo.

Percebe-se com isso que os desenvolvedores do MPlayer são Hackers de Verdade, preocupados em tornar seu produto acessível e popular, ao invés de perder tempo com ideologias baratas. Parabéns a eles.

(e o HTC Touch ganha mais um ponto sobre o N95, em minha saga por um novo smartphone)

Fonte: PocketPCMagazine

emComputação móvel