Digital Drops Blog de Brinquedo

iPhone e aplicações de terceiros

Por em 12 de junho de 2007

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Steve Jobs como sempre acionou o Campo de Distorção da Realidade(tm) e “resolveu” o problema do iPhone ser fechado para aplicações de terceiros.

A idéia, em si, é genial. Já que o iPhone roda uma versão completa do Safari, a Apple criou uma API de comunicação entre este e o iPhone. Assim você pode executar aplicações, através de webservices, interagindo com o aparelho. Na demonstração um programa rodando em um servidor externo acessou a lista de contatos, e iniciou uma ligação.

Perfeito. Do ponto de vista do desenvolvedor é MUITO simples. Qualquer idiota com um mínimo conhecimento de PHP cria um webservice. Eu já criei um webservice. É muito mais fácil que bater cabeça com APIs, C++, J2ME, J2D2, J3PO ou seja lá qual a linguagem esotérica escolhida. Também fica muito mais fácil prover o serviço no regime de a$$inatura.

Só que o Campo de Distorção da Realidade(tm) falhou por um momento. O bastante para gente como o Felipe perceber um detalhe:

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas com esse modelo de webservices, o iPhone NUNCA terá aplicações como um Skype, Jogos de verdade, etc. E agora, Mr Jobs? Como o Senhor de Todos Os Sortilégios resolve isso?

PS: Há boas indicações de que embora o Safari seja completo no iPhone, este não rodará Flash. Lá se foi a experiência de Internet indistinguível do desktop. Liga o Campo, Mr Jobs!

emApple e Mac

Adobe Apollo agora é AIR

Por em 12 de junho de 2007

A Adobe acaba de lançar a versão beta da sua plataforma de desenvolvimento AIR
(Adobe Integrated Runtime), antes conhecida como Apollo. O AIR permite criar
aplicativos web que se pareçam com softwares feitos para desktop,
usando
Ajax sem necessidade de Flash
.

O mercado de RIAs (Rich Internet Apps) está crescendo com grandes players no
mercado: Microsoft Silverlight, Google Gears, Adobe AIR, Flex, Firefox 3… O
interessante é que o Google e a Adobe estão trabalhando em conjunto para criar
alguns padrões a serem usados por ambas as empresas. Banco de dados e APIs se
incluem nesta padronização.

Até o iPhone está entrando nesta de aplicativos web. O Jobs disse no keynote
que o iPhone suportará aplicativos web 2.0 com Ajax, essas coisas. O Robert
Scoble até brincou que
AIR
da Adobe poderia significar Adobe IPhone Runtime
.

[via
ZDNet]

emInternet Software

Microsoft salvará o mundo através dos games

Por em 11 de junho de 2007

Ok, isso não vai acontecer, mas a gigante de Redmond tomou uma iniciativa muito interessante hoje, anunciou uma competição em parceria com a Games for Change onde os participantes deverão criar jogos com temáticas sociais. Quem decidir participar poderá falar sobre a fome no mundo, os conflitos raciais e sociais, o efeito estufa, enfim, qualquer assunto que busque conscientizar o jogador sobre os problemas que estão acontecendo em nosso planeta.

A Xbox 360 Games for Change Challenge terá trabalhos enviados por estudantes de mais de 100 países e premiará os vencedores com prêmios em dinheiro além de uma possível inclusão de seus games na Xbox LIVE Arcade. O grande vencedor também ganhará o direito de estudar na Microsoft’s Interactive Entertainment Business, ou seja, um grande negócio para quem pretende ingressar na indústria dos jogos eletrônicos. Os jogos deverão ser desenvolvidos usando o XNA Game Studio Express (ferramenta de criação de jogos da Microsoft).

O que considero mais legal nessa história é o fato de alguém ter iniciado um concurso onde os games poderão instruir ou chamar a atenção das pessoas sobre o que acontece ao nosso redor. Todos já vimos jogos onde aviões são destruídos, gangues entram em guerra ou zumbis atacam uma cidade, mas até hoje ninguém mostrou de maneira significativa as atrocidades cometidas na África, o tráfico de pessoas ou a exploração de trabalho escravo.

Como já disse no começo do texto, isso não vai salvar o mundo, mas sempre comparo os videogames com o cinema e neste ponto a sétima arte está anos luz à frente dos jogos eletrônicos. Talvez seja exatamente isso que falte para as pessoas começarem a aceitar os games como uma forma de arte.

[via Kotaku]

emGames

WWDC: Safari no Windows

Por em 11 de junho de 2007

meiobit-safari.jpg

A maior surpresa reservada por Steve Jobs para a apresentação na WWDC – Worldwide Developers Conference, evento anual onde a Apple congrega seus desenvolvedores, engenheiros e interessados em novidades foi o lançamento do navegador Safari rodando em Windows.

O Safari, como bem sabem os usuários de Macs tem como característica ser rápido. muito rápido. Ele é pelo menos quatro vezes mais rápido que o Internet Explorer 7, e duas vezes mais rápido que o Firefox. Mesmo rodando somente no OS-X, o Safari já tem 18 milhões de usuários, o que equivale a uma participação de mercado de 4.9%, contra 78% do Internet Explorer, 15% do Firefox 15% e 2% dos outros.

Lançando uma versão para Windows, idêntica à do Mac, a Apple vai aumentar bastante essa participação. Embora no Brasil não faça muita diferença, na civilização, com banda larga decente, a velocidade de renderização do navegador faz diferença.

El Jobso aliás pensou em tudo. Como distribuir o Safari, já que a Apple não têm acesso a esse público do Windows? Bem, digamos que enquanto o Firefox tem 500.000 downloads em um dia, o iTunes tem um milhão. Sacaram a jogada? O iTunes será um cavalo de tróia para apresentar o Safari ao usuário. Genial. Digno de… digno do Steve Jobs.

O beta do Safari para Windows já está disponível para download. O MeioBit conseguiu com exclusividade momentânea uma cópia, então vamos a nossa avaliação preliminar:

Com 7.7MB, não é um arquivo grande, a instalação se deu sem maiores incidentes. A primeira impressão que um usuário de Windows percebe é como o Safari é espartano. Não tem firulas, ícones coloridos, “E” ou Raposas Planetárias girando. Um browser elegante, para uma época mais civilizada. Há um leitor RSS integrado, e os principais plugins (Media Player, Flash, Quicktime, PDF) já estão disponíveis para Windows.

Temos integração de buscas com Google e Yahoo, e uma experiência de navegação muito semelhante a um Mac. Pelo visto Jobs quer dar ao usuário Windows um gostinho de como é ter uma maçã.


Um recurso muito interessante é a janela Activity, que lista os últimos arquivos acessados. Lista e linka, selecionando na lista o arquivo em questão é aberto.

meiobit-safari2.jpg


Infelizmente o Beta está com problemas em se entender com o Windows, vários links não estão aparecendo, e o programa está muito instável. Não consegui adicionar bookmarks ou mandá-lo gerenciar RSS, dá pau. Vários títulos aparecem em branco, ou apenas como espaços sublinhados.

Acho que o pessoal virou a noite pra preparar essa versão, e esqueceu de alguma coisa. Esperemos que uma correção seja solta logo, do contrário todo o hype da Apple irá por água abaixo.

emApple e Mac

Eu quero ver a caveira do Linux

Por em 11 de junho de 2007

meiobit-linux.jpg

Se você é um fanboy que só lê títulos, pode ir direto para os comentários soltar seu veneno. Já se for um leitor que chega ao final do primeiro parágrafo, pode clicar na imagem acima, ir no link “all sizes” do Flickr e baixar esse lindo papel de parede do Tux.

A criatividade do pessoal do Pinguim realmente é imbatível.

emAndroid e Linux

Codes sources du logiciel électoral

Por em 11 de junho de 2007

meiobit-french.jpg

DO i = 1 TO 3:
taalkode = i.
/* read version label stored in language table */
{call.i &prg=”mesfil” &param=”,’version,version’,0,OUTPUT ver-msg[i]”}
SUBSTR( ver-msg[i], INDEX( ver-msg[i], “@1″), 2) =
STRING( setup.version[1]) + “.” + STRING( setup.version[2]).
SUBSTR( ver-msg[i], INDEX( ver-msg[i], “@2″), 2) = STRING( setup.v-date).
END.

O que é isso aí em cima? É parte do código-fonte do sistema de urnas eletrônicas e gerenciamento de eleições da Bélgica.

Não, o MeioBit não tem um grupo de black hat 1337 Haxors em sua folha de pagamento. O código-fonte acima está disponível para download aqui nesta página. Vai evitar corrupção, roubo e marmotagens eleitorais? Dificilmente, até porque o fato do código-fonte ser aberto não significa que é esse o código que estará rodando em todas as máquinas, mas iniciativas como essa trabalham um conceito importante: Transparência.

Será que Brasília teria cojones de fazer isso?

emOpen-Source

Bloqueio Não!

Por em 11 de junho de 2007

meiobit-bloqueionao.jpgA idéia dos celulares GSM, onde você tira seu chip e espeta em outro aparelho, foi quase afundada quando os telefones começaram a ser bloqueados pelas operadoras. Até hoje alguns dos posts mais populares em sites especializados são os que ensinam a desbloquear celulares. EM teoria (eu disse em teoria) o bloqueio faz sentido. Se eu te vendo por R$200 um aparelho que custa R$1000 nada mais justo que em troca eu exija uma permanência, uma fidelidade, um dengo, um axé.

Só que a teoria pára de funcionar na hora em que você tem um contrato, onde nem com seu telefone roubado/destruído abduzido você consegue ser abonado. Então a própria idéia do bloqueio do aparelho deixa de fazer sentido. Se torna venda casada. Pombas, já estou preso ao contrato, ainda querem prender o aparelho?

A grande (e bem-vinda) surpresa é que ninguém menos que a Oi se manifestou contra isso. Seus aparelhos não são vendidos bloqueados, o slogan é “Você é nosso cliente, não nosso refém” e tem tudo a ver com a nova visão de negócios do mundo 2.0. Mais ainda: Criaram a campanha Bloqueio Não! onde agregam mais de 70.000 usuários favoráveis ao fim do bloqueio, oferecem recursos para contatar outras operadoras e literalmente colocam a concorrência na parede, dando a entender que ao bloquear os telefones para chips da concorrência as outras operadoras estão sendo retrógradas, arcaicas, egoístas e mesquinhas. A graça? Estão mesmo.

Quem ganha nessa história? O consumidor, por ter sua liberdade de escolha respeitada, e a Oi, que ganha muito mais tendo parceiros do que tendo reféns.


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