Digital Drops Blog de Brinquedo

Liberdade de opção e jogabilidade

Por em 12 de setembro de 2007

Existe uma característica na série Hitman que sempre me chamou a atenção. A forma como os produtores conseguiram desenvolver a jogabilidade dos games de forma que o jogador possa realizar as missões da maneira que achar melhor é simplesmente genial.

Para quem nunca jogou, o game foi desenvolvido pela até então desconhecida Io Interactive e nele você é uma espécie de assassino de aluguel, tendo como objetivo eliminar vários alvos diferentes, de chefes da máfia até bandidos de menor expressão. O jogo brilha por sua história envolvente e principalmente por sua jogabilidade.

O protagonista do jogo, conhecido como assassino 47 possui um vasto leque de habilidades, utilizando-as para matar seus alvos. Na primeira missão do segundo jogo você precisa entrar na casa de um poderoso mafioso e acabar com o bandido. Porém, a casa está cheia de seguranças e você precisa descobrir uma maneira de adentrar o local.

Começa aí suas possibilidades, você pode interceptar o carteiro que está indo entregar um buquê de flores na mansão e roubar suas roupas para que os guardas não desconfiem, mas lembre-se de jogar suas armas fora, já que será revistado. No quintal da casa, cabe a você matar algum guardar ou empregado do mafioso e trocar de roupas de volta, mas sem causar alardes, claro.

Continuando na missão, ao chegar ao quarto do alvo, cabe a você decidir matá-lo enforcado, envenenado ou até com uma arma que você já deve ter conseguindo ao eliminar algum segurança. Ahh! E isso é apenas três das opções.

O que descrevi acima foi apenas uma missão de uma série que já está em seu quarto título, portanto você já deve ter percebido que Hitman é um game par pessoas pacientes. Aqui não adianta dar uma de Rambo e sair atirando em tudo que se move. Você terá que pensar. Arriscaria até a dizer que o jogo é quase um puzzle.

O que quis dizer com este exemplo é que sinto falta de mais jogos com tal liberdade na jogabilidade. Quando joguei Hitman pela primeira vez (e lá se vão alguns anos!) achei que mais jogos iriam seguir seu caminho, o fato é que o jogo do careca assassino ainda é uma raridade. Sinceramente não sei se a série vendeu bem, mas por já estar em seu quarto episódio, ou a produtora possui muito prestígio ou as outras empresas não querem apostar em um jogo de ação mais “cabeça”.

Deixando a jogabilidade um pouco de lado, tenho que mencionar também os jogos que permitem os gamers tomarem decisões em relação ao desenrolar da trama. É óbvio que neste quesito os RPGs se destacam. Games como Chrono Trigger, Knights of the Old Republic e Fable são provas clássicas disso e sempre me fascinaram por me dar a possibilidade de escolher qual desfecho eu gostaria de ver para a história.

Quero ressaltar o trabalho realizado em Fable. Este game conseguiu dar um passo à frente em relação a liberdade de escolha. Durante todo o jogo você está tomando decisões que modificam de alguma forma o desenrolar da história. No game você poderá, por exemplo, casar, roubar, trabalhar, ajudar as pessoas ou não, comprar casas. Enfim, você poderá realmente entrar no personagem.

Outro título que também segue por esta direção é o fantástico Shenmue. Na época de seu lançamento o jogo chegou a ser considerado um simulador de vida, pois nele você precisava dormir, trabalhar, treinar artes marciais e até jogar fliperama.

Quem promete revolucionar também a indústria é o Bioshock e pasmem, aqui não estamos falando de outro RPG e sim de um FPS. Os produtores garantem que o jogador poderá decidir como progredir no game. Um exemplo seria você botar fogo em um inimigo e quando ele correr para água jogar cabos de eletricidade para matá-lo eletrocutado. Some a isso o fato de que a cada partida os inimigos aparecem em lugares diferentes e uma inteligência artificial apurada e teremos um jogo que se diferenciará dos demais.

Como disse em relação a liberdade na jogabilidade do Hitman, acho que deveria haver mais jogos assim. Jogos onde pudéssemos tomar mais decisões e que nos desse pelo menos a impressão de que estamos no controle do enredo. Jogos assim seriam a definição mais perfeita para a palavra interatividade. Ou quase isso.

emDestaque Games

Preparem seus teclados (será?)

Por em 11 de setembro de 2007

Após o game gratuito Frets on Fire ter feito um relativo sucesso, a Activision percebeu um grande público em potencial para sua franquia Guitar Hero, que por sua vez possui uma legião de fãs nos consoles, principalmente no PS2. O jogo será lançado para PC e Mac e deverá chegar ao mercado junto com as versões para consoles (28 de outubro para Xbox 360, PS2, PS3 e Wii).

Jay Gordon, produtor da Aspyr, empresa que fará a conversão do game para o PC e Mac, disse que ainda não foi decidido como novas músicas serão oferecidas para download, mas que esta funcionalidade estará presente. Embora uma especificação mínima não tenha sido revelada, Gordon afirma que os envolvidos estão trabalhando para levar o jogo ao maior número de pessoas possíveis. A produtora promete ainda mais de 70 músicas, multiplayer online e um controle em forma de guitarra que será ligado ao computador pela porta USB.

Agora só nos resta esperar que o game tenha uma opção de configuração do teclado para aqueles que não quiserem (ou não puderem!) comprar o jogo com a guitarra.

[via GameDaily]

emGames

Castlevania em um orgão de tubo

Por em 11 de setembro de 2007

Martin Leung é um pianista que acompanha a turnê da Video Games Live pelo mundo. Na passagem do grupo pelos Estado Unidos, Leung aproveitou a apresentação na Universidade de Yale para tocar algumas músicas da série Castlevania em um orgão de tubo com 104 anos de idade.

O resultado é impressionante e o pianista não poderia ter escolhido uma trilha melhor para aproveitar a oportunidade.

Se quiser ver outra bela versão, só que esta interpretada por Rey Tang e em um piano, basta clicar aqui.

[via EGM #64]

emGames

Tecnologia da HP pode virar injeção sem dor

Por em 11 de setembro de 2007

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Eu odeio agulhas. Mesmo. Abomino. Quando vejo imagens de viciados com as veias em petição de miséria eu tremo. Meu sonho de consumo sempre foi uma tecnologia de Jornada nas Estrelas, onde uma hypospray aplicaria o medicamento sem dor. Na prática temos equipamentos que já aplicam sem agulha (e dói) ou a famosa pistola de vacinação, que dói muito. E as agulhas. Brrr.

Agora a HP está usando sua tecnologia de cabeças de impressão e desenvolvendo uma solução médica. O protótipo é uma peça de uma polegada quadrada, com 400 agulhas de 150 micrômetros de comprimento (1 micrômetro == 1 milésimo de milímetro), cada uma ligada a um reservatório de 1mm cúbico, podendo ser acionadas individualmente.

A idéia é que um chip no equipamento monitore a atividade vital do paciente, e reaja de acordo.

Aplicações futuras incluem uso militar. Imagine um sensor detectando uma arma química, e despejando atropina na corrente sangúinea do sujeito, outro detectando um trauma inesperado e inundando o organismo com morfina, ou um sensor que detecte perda de atenção e fadiga, e caso o soldado esteja em situação de combate, para protegê-lo são liberadas anfetaminas ou outros estimulantes.

Tudo de forma transparente e sem dor. Como cada reservatório pode ter uma droga específica, o equipamento pode ser versátil E barato, desde que não seja facilmente hackeável. Não deve ser interessante estar no trem apertado indo pra casa e um engraçadinho invadir os implantes de todo mundo e despejar Viagra na corrente sanguínea dos passageiros.

Via Technology Review

emHardware Indústria

A Indústria pornô descobriu o P2P

Por em 11 de setembro de 2007

meiobit-ronjeremy.jpgEm uma conferência representantes das principais produtoras de conteúdo adulto se demonstraram preocupados com a pirataria, que corresponde a 4% de seu faturamento, com perdas anuais de US$2 bilhões. Um outro número foi ventilado, mas me parece ridiculamente pequeno: Segundo as mesmas fontes, 5% dos arquivos disponibilizados em redes P2P é conteúdo adulto.

Só 5%? Se procurar por “Madre Teresa” no eMule é capaz de aparecer conteúdo adulto. A sacanagem é a mola-mestra da Internet, 5% é uma ofensa para gente como eu que baixava GIFs, de 320×240 pixels e achava o máximo.

Felizmente o que tem de inovadora (a indústria de entretenimento adulto é sempre a primeira a aproveitar novas tecnologias, como fotografia digital, vídeo streaming, etc) tem de amadora. Embora algumas medidas judiciais sejam ventiladas, a principal atitude tomada até agora foi a criação de um fórum, onde serão armazenados screenshots dos sites que distribuem, em especial via Bit Torrent, conteúdo adulto ilegal. (ilegal no bom sentido, violação de copyright, nada envolvendo baby pandas)

Dada a volatilidade do conteúdo adulto, acho difícil que a maioria dos sites concorde em se envolver nessa iniciativa. A imagem negativa será, bem, negativa, e o retorno será pouco ou nulo. O consumidor de conteúdo adulto pago não é o mesmo consumidor via P2P. Não há uma justaposição, como no caso dos filmes mainstream. E mesmo que esses 4% de perdas forem reais, ainda é melhor tratá-los como aceitáveis do que tentar ganhar onde nem a RIAA ou a MPAA conseguiram sucesso.


Via: Torrentfreak

emInternet

Perigos da falta de senso de humor: Você começa a publicar notícias falsas

Por em 10 de setembro de 2007

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O problema de alguns sites é que os editores se levam a sério demais, consideram perda de tempo frequentar sites de humor, e depois de um tempo assumem que todo mundo é igualmente “sério” (leia-se chato). Assim a máxima “se está na Internet é verdade” para eles vira um credo. Bolas, se ELES são tão sérios, comprometidos com a verdade, a justiça e o american way, como alguém pode usar a Internet para algo menos importante que mudar o mundo?

Bem, a verdade é que usam. A Internet ainda é BEM divertida, por mais que queiram torná-la um lugar chato.

Só não diga isso para o pessoal do CrunchGear, um (normalmente) excelente site, mas que caiu no erro de levar tudo a sério demais. Hoje um dos editores publicou um post completamente sério, criticando uma notícia de que a Apple estaria dando US$7 mil como compensação, para os compradores do Apple Lisa, no rastro dos US$100 dados aos compradores dos primeiros iPhones.

Bom que você esteja fazendo a coisa certa, Steve, mas quase 25 anos depois? Totalmente desnecessário e não exatamente uma grande jogada de RP

Problema: A notícia original (com link) está no BBSpot.com, um site que se define como: BBspot is a satire news and comedy source and meant to be funny. If you are easily offended, gullible or don’t have a sense of humor we suggest you go elsewhere.”.

Isso mesmo, um site de humor, por acaso um dos mais conhecidos. Eles já emplacaram outras notícias falsas, no melhor estilo Cocadaboa, como a que falava que as lojas da Apple iriam cobrar entrada, mas uma simples olhada na lateral, na parte “clássicos” deveria deixar o editor do CrunchGear desconfiado. Afinal, Microsoft adquire o Mal de Satã, Jesus overclocado faz milagres mais rápido ou Bancos Online permitirão que clientes imprimam dinheiro não formam a base de um site de notícias “de verdade”.

Não checar fontes é uma constante, no mundo online. Mas virar pato de um site satírico, ainda por cima com link direto pra ele, é derrota total.

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Submarino foi a pique

Por em 10 de setembro de 2007

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Vários sites reportaram, ontem o Submarino ficou pelo menos quatro horas fora do ar. Não há nada no site justificando a queda, e para ser sincero, não interessa.

É inconcebível que sites grande assim fiquem tanto tempo fora do ar. É uma questão de estratégia. O dinheiro perdido em uma queda dessas mais que cobre o investimento necessário para manter uma estrutura de redundância, que evite esse tipo de apagão.

Mais que isso, é uma questão decredibilidade. O brasileiro já desconfia naturalmente de vendas online. Se tenta entrar em um site e dá de cara com uma horrorosa mensagem de erro, está mais que garantido que ele não voltará ao tal site.

Piora. Uma bola levantada meio que sem-querer pelo Serendipidade faz pensar: Como ficam os milhares, dezenas de milhares de sites que disponibilizam anúncios do Submarino? Qual a sugestão, em relação ao prejuízo que tiveram, ao não intermediar vendas? O que fazem com as comissões que deixaram de receber? Entubam?

É assustador ver o quanto sites que consideramos grandes apresentam tão pouca estrutura real para esse tipo de contingência. Ainda mais em tempos de concorrência acirrada. É bom que o Submarino lembre que a Internet é cruel e darwinista, no momento em que perderem a confiança do público, esta não pode ser recuperada. 4 horas fora do ar sempre foi, é e continuará sendo inadmissível.

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