Digital Drops Blog de Brinquedo

La guierra de los consoles

Por em 17 de agosto de 2007

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Quem vocês acham que ganha? O X-Game360 ou o PowerStation2?

Essa foto incrível foi tirada no México. Os preços estão em pesos mexicanos, 299 pesos deve ser mais ou menos equivalente ao que você acha em moedas caído entre as almofadas do sofá.

Os consoles, se é que dá pra chamar isso de console, são Genéricos do Nintendo original, e esse tipo de falsificação não é, claro, voltada para os gamers. O alvo são os pais muito espertos que vão pra rua comprar o PlayStation 2 que o filho vem pedindo desde o Natal de 1987, não escutam NENHUM dos avisos do filho de onde comprar, no que prestar atenção, etc, encontram essa “ofertona” e vão pra casa achando que economizaram uma grana, afinal “videogame é videogame, esse no máximo é um genérico, mas é tudo igual”.

Nunca, nunca deixe um leigo comprar qualquer equipamento que envolva tecnologia para você. Acredite, o vendedor vai empurrar algo completamente diferente e você ainda vai passar por mal-agradecido ao reclamar que não era o que pediu.

Via Technabob

emGames

Fanboys da Apple teriam derrubado site por falar mal do iPhone

Por em 17 de agosto de 2007

meiobit-fanboysposter.jpgQuando eu digo que fanboy é uma praga ninguém acredita. Eu tenho um Mac, estou na Senda da Retidão, Steve Jobs é O Caminho a Verdade, a Luz e a Vida, não será um site falando mal de um produto que eu sequer coloquei as mãos (embora nem por isso deixe de ter certeza de que é maravilhoso) que balançará minha fé.

Só que nem todo mundo pensa assim. O Mobile Review é um site odiado por todos os fabricantes de celulares. Hospedado na Russia, costumam publicar informação de alcova sobre futuros lançamentos, com fotos, detalhes suculentos, etc. Só que não foram os fabricantes que tiraram o site do ar. Após uma resenha não muito favorável ao iPhone, o site começou a receber tentativas de conexão de dezenas de milhares de máquinas, no melhor estilo Denial-of-Service.

No momento ainda estão fora do ar.

O editor do Mobile Review recebeu um email anônimo alertando que um grupo de fãs da Apple estava por trás do ataque.

A suspeita se encaixou tão bem que o site está oferecendo Dez Mil Dólares para quem produzir documentação apontado o cabeça do ataque.

Eu não sei se sites russos têm necessariamente ligação com a máfia russa, mas essa seria uma péssima forma de descobrir.

Fonte: Infosync

emApple e Mac Miscelâneas

Inclusão digital? Aprendam com os celulares

Por em 17 de agosto de 2007

meiobit-nokia232.jpgQuando comprei meu primeiro celular você só podia adquirir aparelhos de empresas estatais. No Rio de Janeiro era monopólio da TELERJ, uma empresa que chegava a levar 12 anos para instalar uma linha telefônica. Você precisava de uma “carta-convite”, do contrário só comprando no mercado paralelo, onde um celular com linha custava pelo menos uns R$2500,00.

Viajei para o Espírito Santo, e lá, visitando uma loja da TELESTE, fui super-bem atendido, escolhi o aparelho (havia no máximo uns 3 modelos) – um Nokia 232 – e – pasmem- até o número eu podia escolher, de uma lista. A vendedora pediu desculpas pois o escritório central estava no meio da festa de fim de ano (isso foi dia 31/12) e assim não poderiam ativar a linha na hora, eu teria que esperar até o dia seguinte.

Usei durante anos aquele aparelho, era vantajoso mesmo pagando o deslocamento.

Quando saiu a privatização das operadoras de telefonia, e abertura do mercado de celular, tinha gente fazendo fila na porta da ATL no dia do lançamento do serviço, não conseguiam entender que agora as leis de Mercado estavam valendo. Não há necessidade de segurar lugar na fila, enquanto houver gente querendo comprar, eles vão querer vender.

Hoje vejo os últimos números, a quantidade de usuários de celulares cresceu 16,6% desde o ano passado, somos 108.5 milhões de usuários. Lembrando-se que nossa pirâmide social é uma vergonha, um grupo de 108.5 em um universo de 180 milhões é um valor muito significativo.

A movimentação que isso gerou na economia, principalmente nas camadas mais desfavorecidas da população é fantástica. Pense em quantos pedreiros, marceneiros, encanadores, diaristas agora podem ser encontrados com facilidade por seus clientes. Compare com o modelo antigo, onde o pessoal tinha que usar o telefone de alguém na base do favor e contar com a boa-vontade para anotar os recados.

Se você não lembra dessa época, nunca ouviu falar de Plano de Expansão, nunca usou um orelhão de ficha nem manteve uma lista de “quais orelhões funcionam” na sua área, acredite. Você é feliz.

emCelular

Hacker chinês invade 5 servidores da Canonical

Por em 17 de agosto de 2007

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Na noite de segunda-feira uma série de ataques foi traçada até um servidor comunitário da Canonical, a empresa responsável pelo Ubuntu Linux. Uma investigação mais aprofundada revelou que não era uma única máquina, das 8 disponibilizadas para uso da comunidade Linux, 5 estavam comprometidas.

Um invasor assumiu o controle dos servidores, e estava fazendo ataques Denial-of-Service com eles. A invasão foi iniciada de um IP na China.

O time de segurança da Canonical correu atrás do prejuízo. Descobriu que os computadores estavam apinhados de scripts e programas desatualizados, mais de quinze pacotes diferentes (art-web, gallery, drupal, phpmyadmin, wordpress, postnuke, phpbb, smf, moodle, planet, aspseek, moin, taskfreak, cms made simple e mediawiki). Dos que era trivial verificar a versão, TODOS estavam desatualizados e faltando patches de segurança. Qualquer um poderia ser usado para conseguir acesso shell.

Os servidores rodando Ubuntu não foram atualizados depois do lançamento da versão Breezy, isso provavelmente foi o que permitiu que o invasor ganhasse nível de root.

Antes que algum fanboy diga que estou fazendo FUD, os dados acima foram retirados de um email de Jono Bacon, gerente de comunidades do Ubuntu.

Agora rolou um ultimato: Se a comunidade quiser acesso completo aos servidores, terá que arcar com a responsabilidade da administração dos mesmos. Do contrário as máquinas, que ficavam alocados externamente, serão trazidas para o datacenter da Canonical, onde a própria equipe da empresa cuidará da administração, visto que a “comunidade” não foi exatamente feliz. Muito provavelmente deixaram na mão de um fanboy que acredita naquela história de que “Linux é super-seguro, não tem como invadir, se invadir não roda como root, bla bla bla” ao invés de um administrador responsável.

Ficando na Canonical, estará disponível para a comunidade um número reduzido de aplicações. Basicamente o engine de wikis MoinMoin, o WordPress e o gerenciador de fóruns Planet.

Que isso sirva de lição: Na mão de um incompetente, NENHUM computador está seguro.

Fonte: eWeek.com

emAndroid e Linux Segurança

Apple iWork 08: o alvo é o consumidor geral

Por em 17 de agosto de 2007

Walt Mossberg, o jornalista de tecnologia mais senior do Wall Street Journal, escreveu hoje uma coluna comparando o recém-lançado iWork 08, da Apple, com o Microsoft Office 2007. A conclusão dele é que o iWork ainda deixa muito a desejar para quem quer algo mais “business”.

Eu concordo com esta análise. Para quem quer escrever cartas, trabalhos de escola, etc, o iWork é mais do que suficiente, usando o aplicativo Pages. O mesmo vale para o aplicativo de planilhas Numbers. Ambos são orientados para consumidores gerais, que não precisam da sofisticação de um pacote mais complexo como o MS Office. O preço também mostra isso, custando US$79 contra mais de US$400 que um pacote Office custa nos EUA, portanto são produtos para mercados diferentes.

Na minha opinião, a estrela do iWork é o Keynote, que é capaz de gerar apresentações fantásticas, com efeitos agradáveis e muito mais avançados do que os disponíveis no Powerpoint. Mas ao experimentar o Keynote, caí no velho problema que muitos de nós enfrentamos: usar um aplicativo como o Keynote funciona bem quando somente eu vou usar os arquivos gerados, porém fica bem complicado compartilhar os arquivos, já que pouquissimas pessoas o usam. Cenário típico: eu faço minha apresentação, meu professor quer ver…. ele não vai conseguir abrir o arquivo, já que não usa o Keynote (e não faz idéia do que possa ser). É difícil competir com um “padrão” já estabelecido, como os formatos do MS Office.

emProdutividade Software

Web 2.0 em todos os cantos (Parte 1)

Por em 16 de agosto de 2007

Mapa da Web 2.0

A Business 2.0 é uma publicação do portal CNN Money que está sempre atenta aos direcionamentos da tecnologia. Recentemente, ela publicou uma lista de 31 empreendimentos desenvolvidos fora dos Estados Unidos que podem mudar (ou influenciar) nosso comportamento na Web. Nessa primeira parte da série “Web 2.0 em todos os cantos” conheça os dez primeiros da lista:

1. O Joost (Inglaterra) é uma promessa de convergência entre a Internet e a TV. A idéia é oferecer uma programação de alta qualidade sob demanda, agregando serviços interativos como comunicação instantânea aos usuários do serviço. O Joost tem sangue nobre visto que seus pais, o dinamarquês Janus Friis e o sueco Niklas Zennström, já promoveram duas grandes revoluções no mundo da tecnologia. Em 2000, ao criar o KaZaA, os idealizadores do Joost abalaram os alicerces da indústria fonográfica. Em 2004, quando criaram o Skype, sacudiram o mercado de telefonia. Será que agora eles vão conseguir fazer a mesma coisa com a televisão?

2. O Trivop (França) é um mashup baseado no Google Maps que funciona como um guia multimídia para hotéis. O site publica vídeos sobre hotéis de diversas cidades européias. Dessa forma, um viajante pode conhecer virtualmente a infra-estrutura dos hotéis antes de fazer uma reserva. Essa idéia simples pode evitar muitas frustações em uma viagem de férias!

3. O Babelgum (Itália) também é um serviço que usa a tecnologia peer-to-peer para transmitir programação televisiva sob demanda, como o Joost. Apesar da idéia não ser mais tão inovadora, o Babelgum possui um diferencial interessante: ao invés de oferecer conteúdo gerado por grandes nomes como Warner ou MTV, ele publica conteúdo de pequenas produtoras independentes.

4. O Myubo (Eslováquia) é um site de compartilhamento de vídeos como o YouTube. O principal diferencial é que ele também oferece alguns canais televisivos por streaming. A programação da Rapture TV é bastante interessante.

5. O mTouche (Malásia) é um provedor de tecnologia móvel que lançou em abril o M-Bit, a primeira rede de distribuição de contéudo peer-to-peer para telefones celulares. Essa tecnologia inicialmente estará disponível no Japão e na Coréia onde a 4G já é uma realidade.

6. O Rebtel (Suécia) é um serviço que permite fazer ligações telefones celulares em diversos países para pagando o custo de uma ligação local. Se você e seus amigos estiverem nos países habilitados, existe um procedimento bruxo para fazer a ligação gratuitamente. É uma solução bastante inteligente, especialmente porque não exige a instalação de nenhum software. A inscrição já garante um bônus de 10 minutos!

7. O WidSets (Finlândia) oferece milhares de widgets para celulares que funcionam como pequenas aplicações, trazendo conteúdo da Internet onde quer que você esteja. Agora você pode consultar a Wikipedia, ver fotos no Flickr, ou ler o MeioBit de qualquer lugar!

8. O Bezurk (Singapura) é um sistema de busca especializado em viagens, onde é possível pesquisar e comparar preços de passagens aéreas, estadias, pacotes turísticos e aluguéis de carro. O site possui uma interface bastante intuitiva e amigável.

9. O Tractis (Espanha) é um serviço para gerenciamento de contratos online, que facilita atividades como edição, negociação e assinatura. O respaldo jurídico é garantido pelo uso de assinaturas digitais e smart cards. O meio ambiente agradece pela redução da papelada.

10. O Maxthon (China) é o segundo browser mais popular da China, ficando atrás apenas do Internet Explorer. Como isso aconteceu? Os desenvolvedores incluiram uma forma de burlar a censura do governo chinês a alguns sites e mecanismos de busca usando um web
proxy
.

Na segunda parte da série “Web 2.0 em todos os cantos” apresentaremos mais dez serviços. Enquanto isso, qual desses mais chamou sua atenção?

emWeb 2.0

Jatos de tinta imprimindo ossos

Por em 16 de agosto de 2007

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Meu avô era dentista, e eu via como ele sofria com os protéticos até as dentaduras encaixarem nos pacientes. Imagine então um implante ósseo, onde o médico tem que ficar serrando, limando, experimentando, enquanto você está ali, aberto como um figurante de CSI.

Uma pesquisa da Universidade de Tóquio em conjunto com uma firma de tecnologia desenvolveu uma solução ousada: Através de tomografia computadorizada, Raio-X e muita matemática escaneiam as áreas onde há dano ósseo em um paciente, enviam os dados para uma impressora 3D, que através de lasers e uma solução de “alpha-tricalcium phosphate”, uma biocerâmica, esculpe uma prótese, perfeitamente adequada ao contorno do osso pré-existente.

A prótese criada é porosa, com características próximas ao osso verdadeiro, o que facilita sua integração com o tecido circundante. A precisão é de 1mm, o que significa bem menos tempo limando, lixando e testando o encaixe.

Foram feitos testes com 10 pacientes nos últimos dezoito meses. No final do ano começarão novos testes em 10 hospitais, com 70 pacientes.

O material criado ainda é fraco, não pode ser usado para substituir ossos que suportem peso, mas ainda assim é dez vezes mais forte que as alternativas existentes. Por enquanto está sendo muito usado em reconstrução facial, o que considero uma linha de atuação bem válida. Entre não andar e parecer com o Arseface, da série em quadrinhos Preacher (não google por isso se tiver estômago fraco) eu prefiro uma reconstrução facial.

E antes que perguntem, não, eles ainda não estão fazendo com Adamantium.

Comentário do Leo: “Imagine o preço do cartucho de tinta…”


Via Pink Tentacle

emHardware Indústria