Digital Drops Blog de Brinquedo

Inacreditável: Sequestrado para revelar senha do jogo

Por em 18 de julho de 2007

meiobit-gamer.jpgA primeira impressão é de que é uma ação de marketing viral, mas como não há exatamente um beneficiado, e a Folha de S. Paulo é, até prova em contrário um veículo sério, sou forçado a entender como verdadeira esta notícia.


Uma quadrilha composta por quatro jovens foi presa na manhã desta terça-feira por policiais civis do DAS (Divisão Anti-Seqüestro) de São Paulo. Eles são suspeitos de seqüestrar um jovem para conseguir sua senha no jogo Gunbound.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), Anderson Faquini, 19, Alexsander Kaiser Pereira, 27, Tamires Rodrigues Vieira, 19, e Igor da Silva Carvalho, 27, atuaram em conjunto no seqüestro relâmpago de um jovem de São Paulo em maio deste ano.

A intenção da quadrilha, segundo a SSP, era a de obrigar o jovem a fornecer sua senha para que eles vendessem a pontuação –e o lugar no ranking– por R$ 15 mil usando o site Youtube.

Será que não estão levando isso longe demais? Será que agora nem sentar em casa e jogar podemos? Ou devemos nos esconder atrás de nicknames anônimos? Eu sou o melhor jogador de Duke Nukem do mundo (devo ser mesmo, o único que sobrou) e não posso nem falar isso, pois um esperto vai tentar me sequestrar e vender minha senha no mercado negro?

Isso me parece um daqueles filmes ruins onde o sujeito é um überhacker sequestrado por um vilão e forçado a invadir alguma instalação governamental. Sendo que na vida real não há nenhum Chuck Norris para nos salvar.

emGames

Gears of War, breve no Mac

Por em 18 de julho de 2007

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É com prazer que anuncio; Gears of War está chegando para Macs. Junto com Unreal Tournament 3. Palavra de Mark Rein, co-fundador e vice-presidente da Epic Games. Pelo visto os Macs já são relevantes o bastante para despertar o interesse dos produtores de jogos. Só espero que a comunidade gamer exista dentro do Mundo Mac, e faça sua parte, comprando os jogos.

Antes que perguntem, não, não tenho esperança nenhuma de ver esses lançamentos em alguma loja brasileira, e se aparecer, será com preços extorsivos como tudo para Mac aqui.

Via Macworld


emApple e Mac Games

Harry Potter já está na Internet, antes do lançamento oficial

Por em 18 de julho de 2007

hermione.jpg

Não, eu não estou bebendo. (só a Hermione) O livro está mesmo nas redes P2P da vida.

O assustador é que a editora investiu US$20 milhões para evitar isso.

Qual o melhor? investir 20 milhões agora, e ter o livro vazando quatro míseros dias antes do lançamento, ou economizar esse dinheiro e ter o livro pirateado no lançamento?

Não tem jeito, a pirataria, ainda mais de algo indefeso como um livro vai acontecer. Criar mecanismos para evitar isso, como a ridícula decisão de não oferecer uma versão eletrônica, na edição anterior (uma pirata saiu em 24 horas) só prejudica os compradores legítimos.

Harry Potter tem muitos, muitos fãs. Livros são objetos físicos, não conheço nenhum fã de verdade que não exiba, com orgulho, suas cópias. Bruce Schneier diz, com propriedade, que o tipo de maníaco que baixa centenas de páginas em JPEG é o mesmo tipo de leitor que no dia do lançamento estará na porta da livraria para comprar sua cópia.

Muita gente que vai baixar esse livro não vai passar da primeira página, e mesmo que passe, nunca pensou realmente em comprar uma cópia. Não dá para ser computado como perda. É diferente de filmes e músicas, onde há realmente uma perda (embora nem de longe o horror que as gravadoras e os estúdios choram).

Medo paranóico de pirataria só serve para fazer com que se ande para trás. Seja sabotando a popularização dos eBooks, seja com rootkits e outras técnicas que dificultam a audição de CDs em equipamentos não-convencionais (PCs).

A pirataria sempre vai existir. O que deve ser feito é prover bons produtos, a preços competitivos e privilegiar o usuário honesto. Eu pago, quero ser bem-tratado, quero um diferencial em relação ao que qualquer um consegue de graça nos sites. Disponibilizar uma versão para iPod junto com um DVD comprado é uma iniciativa excelente, merece nossa admiração.

Quanto ao Harry Potter, já me falaram que ele morre no final, a Hermione é filha do Legolas e o Gandalf assume Hogwarts. Ou algo assim.

Fonte: BoingBoing

emIndústria Segurança

Por uns dólares a mais

Por em 17 de julho de 2007

Uma bomba caiu hoje sobre a Microsoft. Peter Moore, o nome forte por trás do sucesso do Xbox 360 pediu demissão do cargo de vice-presidente do setor de entretenimento interativo. Alegando problemas pessoais, Moore juntou suas coisas e deu adeus a empresa de Redmond.

Era tudo muito triste, vocês sabem como é: Despedida, um bom sujeito indo embora, vários funcionários lamentado pois não veriam mais um figurão da empresa soltando a língua nos rivais, até que a EA confirmou que ele é o novo presidente do selo EA Sports.

Sinceramente né Moore? Podia pelo menos ter esperado a poeira baixar. E ainda dizer que saiu da MS por motivos pessoais? Isso parece até aquelas histórias de jogadores de futebol que se apresentam em um novo clube de manhã beijando a camisa e de tarde já está treinando em outro.

[via Kotaku e Kotaku]

emGames

A grande indústria fonográfica morreu

Por em 17 de julho de 2007

A revista Rolling Stone é uma das mais influentes da meio musical. Um excelente artigo escrito em duas partes explica como uma indústria que tem o consumo de seu produto aumentando absurdamente está perdendo dinheiro e falindo.

Baseada em um modelo de venda de pacotes de músicas, em mídias físicas, por praticamente um século, é uma indústria que não inovou seu modelo de negócios, tentou bloquear a tecnologia de todas as formas, matou o Napster, processou pais de crianças de 9 anos e vovós, foi atrás de indivíduos, provedores de internet, usou muito dinheiro e lobby pesado em cima de políticos. Enfim, utilizaram todo o músculo da sua máquina de fazer dinheiro para parar a tecnologia digital e novas formas de distribuição.

O resultado de praticamente 10 anos de luta? A vendas de CDs continuam caindo e apenas esse ano despencaram quase 17%. Nem mesmo os grandes sucessos são fonte de renda garantida mais. A tecnologia atropelou os gigantes da indústria como se fossem barquinhos de papel contra uma tsunami.

E a virada, segundo o artigo, foi justamente na época da morte do Napster. Para quem não tem idéia do que foi o Napster, uma rápida explicação: era um serviço, com servidores centrais, onde pessoas do mundo inteiro e de forma gratuita podiam compartilhar arquivos de música. Os arquivos ficavam na máquina dos usuários do sistema e o Napster apenas mantinha um mapeamento do que cada pessoa possuía. Era muito rápido, pois tudo era catalogado de forma central. A RIAA entrou pesado com processos e o Napster deixou órfãos quase 40 milhões de usuários. Detalhe: a RIAA não foi capaz de substituí-lo e houve um hiato de 2 anos até o lançamento do iTunes.

O resultado desse tempo foi a sofisticação dos programas e redes Peer-to-Peer, ou pessoa-a-pessoa, descentralizado, sem empresas ou servidores centrais. Essencialmente, não havia empresas para serem processadas e a RIAA resolveu atacar os próprios usuários do sistema, numa das piores jogadas de relações públicas da história. A antipatia conquistada da mídia e do mercado consumidor foi enorme, e baixar músicas, mesmo de forma ilegal, tornou-se um movimento de resistência. Quando o iTunes surgiu, o sucesso foi praticamente imediato, mas o controle de distribuição foi entregue a um terceiro, a Apple.

A RIAA defende-se dizendo que processar indivíduos é uma forma de informar que o download ilegal de músicas é ilegal. Parece não ter dado resultado, já que os números têm aumentado. E fica sempre a mesma pergunta no ar: porque esses caras estão falindo? Há interesse no produto, nos artistas e centenas de milhões de aparelhos capazes de reproduzir MP3 estão no mercado. A resposta é fácil: o modelo de negócios está errado.

O artigo ainda vai mais longe, dizendo como as empresas irão sobreviver, através de outros tipos de licenciamento, como filmes, seriados, games, shows, etc.

Anos atrás, praticamente qualquer pessoa ligeiramente mais informada sobre o Napster, sabia que não tinha volta. Mas não é culpa apenas das gravadoras. As grandes redes varejistas e artistas também ameaçavam as gravadoras, com multas sobre perda de lucratividade caso as pessoas conseguissem músicas a preços mais em conta do que em lojas. Resultado de quem remou contra a maré? Artistas que lutaram, ficaram mal vistos com os fãs e continuaram sendo copiados do mesmo jeito. Os varejistas de música? Estão fechando as portas em massa e o fato é fácil de explicar: quando foi a última vez que saímos de uma loja com um lançamento?

Fonte: Rolling Stone: The Record Industry’s Decline

emArtigo Destaque

Programa para Symbian? Pode ganhar US$ 20.000,00!

Por em 17 de julho de 2007

n73.jpgA Nokia está distribuindo US$ 20.000,00 em prêmios para os melhores programas desenvolvidos para os fones N80, E61/E62 ou N73. Além disso, o primeiro colocado poderá mostrar sua criação no Symbian Smartshow, entre os dias 15 e 17 de outubro, em Londres.

As inscrições vão até 31 de agosto.

emAnúncios Celular Computação móvel Indústria Miscelâneas

Dicas para acordar bem

Por em 17 de julho de 2007

Um dos blog que leio sobre produtividade é o Efetividade. Nele costumo achar bons posts que podem ajudar na vida cotidiana. Hoje escreveram um artigo com várias dicas para quem precisa acordar cedo – acho que é o caso da maioria das pessoas que lêem este blog. Muitas delas são fáceis de falar e difíceis de cumprir, mas mesmo assim muito úteis.

Ai vai: Acordar cedo: como criar o hábito e ganhar mais tempo em seu dia-a-dia

PS: Apesar de o assunto não ser diretamente ligado à pauta do Meio Bit, acho que faz parte da vida de todos e vale a pena postar.

Também podem ser úteis: Waking Up Early – 15 Tips That Work
How to Wake Up Without an Alarm Clock

emMiscelâneas