Digital Drops Blog de Brinquedo

Japão na vanguarda dos ebooks. Adivinhem o tema preferido

Por em 3 de dezembro de 2007 - 13 Comentários

Uma enfermeira japonesa (calma, a sacanagem não começou ainda) está vendendo mais que Dostoievsky. E não é a única. Dos 10 campeões de vendas, com média de 400.000 exemplares (físicos) vendidos, metade são keitai shousetsu, livros escritos em celular.

A moda pegou, revelando um monte de escritores despretensiosos que estão ganhando uma baba, com histórias de e para meninas adolescentes, bem no estilo japonês. Um campeão de vendas é Koizora (Love Sky), que conta a linda história de uma colegial que foi atacada, passou por um estupro coletivo e engravidou. A típica historinha edificante (tm Borbs) adorada pelas japinhas. Vendeu 1.2 milhão de exemplares.

Ou seja: Enquanto aqui a gente ainda pensa em ebooks, no Japão já estão escrevendo E lendo livros em celulares. Não esqueçam que os números acima são só de vendas tradicionais, online os números são bem maiores.

Só não esperem nada digno de Hemingway, o nível da literatura de celular é semelhante aos livrinhos de faroeste vendidos em bancas de jornal. Os textos contam com nenhum desenvolvimento de personagens, e os autores usam emoticons para pontuar as emoções, coisa que faria até Paulo Coelho virar-se no túmulo, se morto fosse.

Que sexo vende, é um fato, mas não deixa de ser agradável surpresa a literatura porno-erotico-safada colegial ter renascido no Japão. Em tempos de MSN “tem cam?” onde a arte da safadeza escrita vem virtualmente se extinguindo, ter um nicho de escritores E leitores, em crescimento, é maravilhoso.

Mesmo para quem não consome sacanagem (escrita) japonesa.

Fonte: The Sidney Morning Herald

emIndústria

Bombas, raiva e top 100

Por em 3 de dezembro de 2007 - 6 Comentários

Quem não está acompanhando o Meio Bit Games perdeu muita coisa sobre o mundo dos jogos eletrônicos nos últimos dias. A grande bomba da semana foi a união entre a Actvision e a Vivend Games, dona da Blizzard. Comentamos também sobre a atualização do Xbox 360 que acontecerá amanhã e que apesar de suportar vídeos em DivX e Xvid, não permitirá o uso de legendas externas. Outro assunto que vêm repercutindo na internet foi a demissão de um editor da Gamespot por ter criticado o jogo Kane & Lynch: Dead Men.

O Rodrigo escreveu um ótimo artigo apontando os motivos pelo qual os jogos estão custando tão caros no exterior e perguntamos o que mais te irrita nos videogames. Para descontrair, dê uma olhada na lista da IGN com os 100 melhores jogos já criados.

emGames

O perigo dos dias que virão

Por em 3 de dezembro de 2007 - 33 Comentários

Algumas tecnologias são inerentemente ruins. Napalm, Gás mostarda, karaokê, assim que inventados a gente já sabia que não iria dar em boa coisa. Outras são inventadas com propósitos nobres, mas têm seu uso desvirtuado, como a energia nuclear e a dinamite.

No caso das molduras digitas, temos uma tecnologia que veio para resolver um problema que ninguém tinha. Quando escolhemos uma foto para decorar nossa casa, ou nossa mesa de trabalho, é sempre uma foto especial, que gostamos de olhar. E ninguém tem 50 fotos especiais. Mesmo que tenha, você passa a ter uma chance em 50 de olhar para a moldura e ver sua foto preferida, entre outras.

Quando essas coisas se popularizarem (e já há versões “nacionais”, da Leadership/Goldship) prevejo um futuro tenebroso, com paredes cheias desses trambolhos, mesas com fotos mudando continuamente, em uma sinfonia distorcida de pura poluição visual.

Sem esquecer que a maioria toca MP3 (“Aperte para ouvir o primeiro choro do Cléverson Carlos”) e vídeo (“O Parto da Clarice”) ou algo assim.

A explicação aqui é científica. O olho humano é atraído por movimento. Isso vem do tempo em que qualquer sombra se mexendo podia ser um predador que iria comer a gente. Muito movimento é estressante, não dá para relaxar em uma sala cheia de imagens mudando nas paredes. Duvida? Coloque um notebook passando um filme, em silêncio, no limite da sua visão periférica, e tente se concentrar na televisão.

Então vejamos: Popularização de câmeras digitais + consumidores sem-noção + molduras digitais com preço acessível = Inferno na Terra.

É só esperar.

emIndústria

Bye-Bye, Nikki. NBC oficialmente fora do iTunes

Por em 3 de dezembro de 2007 - 15 Comentários

Isso mesmo. A MILF de dupla personalidade mais popular da TV já era, ao menos para quem assistia Heroes pelo iTunes. A lavação de roupa suja entre a Apple e a emissora deu em nada. A NBC queria mais dinheiro (muito mais dinheiro) pelos direitos de exibição de seus programas na loja da Apple, e esta queria manter tudo como estava.

Agora foram removidos do iTunes todo o conteúdo dos canais Bavo, mun2, NBC, NBC News, CNBC, NBC Sports, Sci Fi, Sleuth, Telemundo e USA Network. Ah sim, Battlestar Galactica no more, também.

Em uma estratégia burra até para os padrões de executivos de TV, a NBC oferece uma alternativa: Seu serviço NBC Direct. Ao contrário do iTunes, é baseado em browsers (mas com plugins) e “oferece”:

Acesso somente via Internet Explorer, plugin NBC Direct Player que só roda em Windows, exige o último framework .net (isso mesmo, mais downloads), os vídeos só estão disponíveis por sete dias após a exibição na TV, e somem do seu computador 48 horas após você começar a assisti-los.

Você só pode tocar os vídeos no computador que os baixou, e não há como transferi-los para um player portátil.

Nenhuma solução disponível para Macs. E nem pergunte sobre Linux.

Como podemos ver, uma excelente estratégia, os objetivos com certeza serão atingidos. Parabéns ao Pirate Bay por conseguir infiltrar agentes no board de diretores da NBC, e sugerir essa estratégia suicida. Nunca a comunidade de torrents e downloads alternativos teve um incentivo tão grande.

Aos maçãzeiros que ficaram sem pai nem mãe, recomendo o IpodNova, com arquivos já formatados e otimizados para iPods. Desculpe, NBC, mas vocês nos deixaram sem alternativa.

Fonte: The Unnoficial Apple Weblog

emApple e Mac Fotografia Indústria Internet

Programas para aplicações científicas

Por em 3 de dezembro de 2007 - 17 Comentários

Praticamente todo engenheiro ou cientista conhece o Matlab. É o software quando se pensa em simulação de sistemas físicos, aquisição e visualização de dados. É extremamente flexível, tem uma enorme base de usuários, um ótimo suporte… mas é muito, muito caro. Nada é perfeito… se bem que a versão estudantil sai por meros US$ 99,00, sem nenhum "opcional", claro.

Me perguntaram se eu conhecia algo "similar" (na verdade, me pediram um crack, mas me fiz de desentendido) e jurava já ter colocado um artigo aqui no Meio Bit sobre isso. Infelizmente, depois de alguma procura, não consegui encontrar nada… acho que minha memória não é mais a mesma.

Pois bem, vou remediar isso.

scilab_logoNão existe um "clone perfeito" do Matlab, mas vários projetos buscam esse Graal. O que mais se aproxima é o Scilab (pelo menos, no ambiente Windows). Com uma extensa documentação online, tem uma razoável compatibilidade a nível de scripts e funções com o programa da Mathworks. Além disso, tem um "tradutor" que permite a importação quase completa de scripts feitos para o Matlab. Vale cada um dos 15MB de download e o que é melhor: é "di grátis, tio!".

sombreroOutro que pode ser muito interessante, especialmente para quem tem uma workstation Unix ou Linux (não se enganem, esses programas requerem um hardware recente para mostrarem todo o seu potencial) é o Octave. Distribuído sob a licença GPL, desenvolvido pela Universidade de Wisconsin e com um manual de 575 páginas, parece ser o preferido pelos professores de universidades públicas. A compatibilidade com o Matlab parece ser ainda melhor que a do Scilab, mas a instalação em ambientes Windows é mais complexa.

Para quem quer e precisa da compatibilidade com  o Matlab, existe o O-Matrix, da Harmonic Software. Custando US$ 245,00 (sem as toolboxes), traz ambiente um pouco diferente mas dizem que é tão ou mais rápido que o "original". Infelizmente, este eu mesmo nunca usei e se alguém aí tiver uma opinião formada, por favor, coloque nos comentários.

E você? Conhece algum outro que não foi listado aqui?

emMiscelâneas Open-Source Software

Concorra a um iPod nano

Por em 3 de dezembro de 2007 - Nenhum Comentário

Queremos conhecer vocês, caros leitores e, assim, melhorarmos cada vez mais o Meio Bit. Para isto, colocamos no ar uma pesquisa rápida e quem completá-la estará concorrendo a um iPod nano de 2GB.

Para preencher é muito simples: basta seguir este link. Não se esqueça de colocar o endereço de email na última questão ou não saberemos como encontrá-lo!

O sorteio será feito no dia 22 de dezembro de 2007 e estarão participando os leitores que completarem a pesquisa até o dia 21 de dezembro de 2007 ou até o milésimo inscrito.

Algumas regras simples:
– Somente será aceita UMA entrada por pessoa ou endereço de email. Se forem constatadas múltiplas entradas no concurso, nos reservamos o direito de anular a participação do infrator.

– Cada participante terá designado um número, por ordem de chegada, para ser usado no sorteio segundo a Mega-Sena do dia 22/12/07. O critério é o seguinte:
os primeiros 3 dígitos sorteados será igual a onde a contagem começará no número da lista de participantes….a este número serão somados a soma do 3o, 4o, 5o e 6o número sorteado. O vencedor será  este  numero de posições  após o inicio da  contagem.

– O prêmio será um iPod nano silver, de 2 Gb, que será enviado ao endereço do vencedor.

– O vencedor será comunicado por email, além da divulgação em um artigo aqui no Meio Bit, dia 22/12/07. Se não houver resposta do vencedor até o dia 26 (inclusive), um novo sorteio será efetuado.

– Colaboradores do Meio Bit ou seus familiares não podem participar do sorteio.

– Assim que atingirmos 1000 inscritos, as inscrições serão automaticamente fechadas.

Participe já! Antecipamos que rapidamente chegaremos a 1000 inscritos.

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Blogcamp PR 10

Por em 1 de dezembro de 2007 - 4 Comentários

Para quem não pode ir ao BlogCamp PR e ficou em casa para escrever em seus blogs, pode acompanhar via streaming por aqui. Acabei de chegar de lá, quando cheguei já havia começado as apresentação individuais e acabei escutando menos da metade da história do pessoal. Pelo menos conheci pessoalmente o Fugita (ex-Meio Bit) e a Fabiane (SIm! até então, só conhecia o Leo de toda a blogosfera brasileira:).

A tarde voltarei para lá para assistir mais um pouco das desconferências do BlogCamp PR. Até breve.

emInternet