Digital Drops Blog de Brinquedo

Espere aí! Então a Apple não é a nova Microsoft?

Por em 13 de setembro de 2007

Ontem, eu publiquei um texto falando a respeito do artigo de um colunista da Computerworld que dizia que a Apple era a nova Microsoft. Pois bem, hoje estava lendo o blog do Fake Steve, e em uma postagem ele comenta sobre um outro artigo, desta vez da Macworld, “salvando a pátria” da Apple, e contra-argumentando o outro.

Escrito por Dan Frakes, ele se divide nos mesmos tópicos do escrito por Mike Elgan, desta vez com questionamentos. O autor diz que entende Elgan, mas que os argumentos usados por ele não se justificam.

No primeiro tópico, onde Elgan fala que vender o iPod com o iTunes é o mesmo que vender Windows com o IE, Frakes rebate dizendo que o iPod é um periférico, e como tantos outros, necessita de um software que o gerencie. Se não gosta, não compre o periférico, simples assim, pois há outros tantos players tão bons quanto o iPod no mercado. E ainda completa: você pode instalar o iPod Linux e o BeOS se não quiser o firmware de fábrica. E como lembrou o leitor Weber, há o Amarok que também gerencia as músicas relativamente bem; eu somaria o Banshee à lista, mas realmente nenhum deles se compara ao iTunes nesta tarefa.

Adiante, na resposta ao tópico “Sorry, Dad” do artigo de Mike Elgan, Frakes lembra que o problema de que as músicas compradas na iTunes Store só poderem ser tocadas no player da Apple é tão verdade quanto o fato de que as músicas compradas nas outras lojas vinculadas aos outros players só poderem ser tocadas em seus respectivos players. O problema, portanto, é o DRM, e não a Apple, e que esta oferece música sem DRM. E o mesmo se aplica aos ringtones vendidos na loja.

Quando Elgan fala no artigo da “empresa malvada” que a Apple não foi a primeira ao lançar um dispositivo com WiFi ou touchscreen, porque outros produtos com características semelhantes já haviam sido lançados antes, Dan Frakes diz (tradução livre): “Haviam computadores antes do Apple II, interfaces gráficas antes do Mac e players de áudio antes do iPod. Os produtos da Apple não são inovadores porque ninguém nunca viu a tecnologia usada neles antes. São inovadores porque ninguém antes havia tornado esta tecnologia usável e amplamente disponível“. Ou seja, a partir do momento que a Apple pega uma tecnologia pré-existente e a redefine, ela está sim inovando.

Para finalizar, a contra-resposta sobre o argumento de que o autor do primeiro artigo gosta da Apple apesar de todas as suas malvadezas porque é assim que o mercado funciona: talvez ele esteja certo, mas usou o modo errado (comparações pobres, em suas palavras) de transmitir a mensagem, compararando a Apple e seu modo de agir com a Microsoft nos anos 90.

Confesso que a princípio eu concordava com o articulista da Computerworld, mas Frakes mostrou que não é bem assim que a coisa funciona.

emApple e Mac

Satisfaction: conversando com empresas diretamente

Por em 13 de setembro de 2007

Foi lançado o serviço Satisfaction, que pretende colocar em contato consumidores e quem desenvolve/fabrica produtos. Assim, há uma espécie de fórum de discussão aberto, onde todos podem participar. A idéia de abrir um canal aberto de conversação é ótima, e o sucesso somente vai depender da boa vontade das empresas participarem. Por enquanto, há 232 empresas participando, e já vi nomes interessantes como Apple, Target, Oracle, Facebook, AT&T, Adobe, Coca-Cola, entre outros.

emIndústria

Irreverência. Isso eles possuem!

Por em 13 de setembro de 2007

Kyle Gabler e Ron Carmel não são nomes conhecidos da indústria de games. O primeiro trabalhava na Maxis enquanto o outro era funcionário da EA. Ambos largaram seus empregos e decidiram formar uma empresa para criação de seus próprios jogos, a 2D Boy.

Como uma softwarehouse não é nada sem jogos, eles começaram a desenvolver o primeiro game da parceria e divulgaram um pequeno trailer do experimental World of Goo. Graficamente o título lembra muito o elogiado LocoRoco para PSP e maiores detalhes sobre o jogo não foram revelados.

A princípio a idéia de se construir uma torre não é novidade, mas pelas músicas e animações mostradas no vídeo, o blog/site descontraído dos criadores e até o nome dado para a empresa, pode ser que estejamos vendo nascer uma parceria muito interessante.

Só queria fazer um pedido: Por favor, tragam este game para o Nintendo DS!


[via Kotaku]

emGames

Presidente do Equador é um estadista 2.0

Por em 12 de setembro de 2007



Rafael Correa, presidente do Equador, é um dos estadistas mais conectados do mundo. No seu blog pessoal, ele defende a abordagem colaborativa da Web 2.0 como um instrumento legítimo para promover a democracia. Além de ser um blogueiro ativista, ele também mantem uma conta no YouTube e outra no Flickr. Se o presidente Lula tivesse um blog, poderia postar hoje alguma pérola sobre a absolvição de Renan Calheiros.

emBlog Internet Web 2.0

Invasões via MSN? Use seu Cérebro

Por em 12 de setembro de 2007

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Estava eu cuidando da vida, fazendo o que todo mundo faz quando algo dá errado no computador (nada) quando pisca uma mensagem no MSN. Um conhecido meu dizendo:

hey i’m going to add this picture of us to my weblog

OK. Primeiro de tudo, meus amigos brasileiros falam comigo em português. Segundo weblog em português é “blog”, um brasileiro dificilmente usaria “weblog” em um texto em inglês, por puro hábito.

O ícone do arquivo também era um tanto suspeito. A referência era a UMA foto. Fotos isoladas no MSN aparecem como miniaturas. O ícone era de um ZIP.

CLARO que era algum worm maligno. Selecionei “cancelar” e fui brindado com a mensagem:

You have failed to receive file “IMG-0012.zip” from <fulano>

Então, vejamos se eu entendi: Para ser contaminado eu teria que:

  1. Aceitar um arquivo estranho em uma mensagem em inglês de um contato brasileiro
  2. Achar o arquivo compactado no diretório de arquivos recebidos
  3. Descompactar o arquivo
  4. Encontrar o picture.exe ou picture.com e deduzir que teria que clicar nele
  5. Confirmar a mensagem de alerta do Windows de que aquele arquivo havia vindo via Internet e era inseguro
  6. Confirmar a execução de novo

Isso dá MUITO trabalho. Se depois desses passos todos as pessoas ainda conseguem se contaminar (e acredite, conseguem) eu acho que não há nada que possamos fazer, e sinceramente dispender esforços para proteger as pessoas de si mesmas, a longo prazo pode não ser o caminho mais sábio. Quem nasceu para Dodô não chega a Dente-de-sabre.


emSegurança

QNX abre o código

Por em 12 de setembro de 2007

Vocês talvez se lembrem do Sistema Operacional QNX, que citei na série de artigos “À procura do S.O. perfeito“.

Pois bem, o alto custo das licenças fazia com que a base de desenvolvedores fosse extremamente reduzida ( especialmente no Brasil ). Agora, com o Linux nos calcanhares, a empresa criou um “novo” modelo de licenciamento: estudantes, professores e projetos sem fins comerciais poderão acessar o código-fonte do QNX Neutrino e usar as ferramentas de desenvolvimento sem custo algum.

É uma boa jogada, que pode angariar muitos usuários para o sistema. Mas ainda é cedo para dizer se isso dará um novo fôlego à plataforma em países como o Brasil. Outra coisa a levar em conta: começar um projeto comercial com as ferramentas gratuitas pode ser uma ilusão, pois mais cedo ou mais tarde você precisará pagar todas as licenças. Se seu produto só sobrevive sem o custo do software, procure outra alternativa.

emComputação móvel Hardware Indústria Open-Source

A necessidade faz estranhos companheiros de cama

Por em 12 de setembro de 2007

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“É a Humanidade versus a Microsoft”

“Ballmer e Butthead”

“Com a Microsoft a primeira dose é grátis. Lembre-se disso pelo resto da sua vida”

“A Microsoft fala do sistema nervoso digital. Eu também ficaria nervoso se meu sistema fosse construído com a tecnologia deles”

As pérolas acima são de Scott McNealy, fundador e ex-CEO da SUN. Só que o mundo gira, a lusitana roda e hoje somos agraciados com a notícia:

Sun fecha parceria para vender servidores com Windows Server 2003. Já há até uma lista dos equipamentos compatíveis.

Isso mesmo, a SUN, que fabrica o tal Solaris. A mesma Sun, que brigou feio com a Microsoft por causa do Java. A mesma Sun agora diz, em seu release sobre o assunto:

“A Sun é agora uma fonte única para os sistemas operacionais dominantes atuais – Solaris e Windows” – John Fowler, vice-presidente executivo

O acordo vai mais além. Também inclúi:

1 – Promover a virtualização do Solaris nas ferramentas como o Virtual PC

2 – Incrementar a parceria com o projeto de TV-Sobre-IP Mediaroom da Microsoft

3 – A construção de um laboratório de interoperabilidade para Hardware e Software Sun, no Campus da MS em Redmond

Levando-se em conta que a Sun não é exatamente uma quitanda, me parece um ato desesperado diante de sua crescente irrelevância. Convenhamos, seu único produto de sucesso nos últimos anos é o Java, e não cobram por ele. Dizer que o Solaris é sistema dominante? Desculpe, Mr Fowler, mas seu Campo de Distorção da Realidade está desregulado.

Fonte: Ars Technica


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