Digital Drops Blog de Brinquedo

Microsoft Remix – Silverlight e a dominação global

Por em 3 de julho de 2007

meiobit-silverlight.jpgO negocio é impressionante, inclusive em termos de performance. Nove vídeos rodando ao mesmo tempo, enquanto são aplicados efeitos 3D não é pra qualquer um. O Silverlight .Net, que vem aí então é assustador. 1500 a 3000 vezes mais rápido que o Javascript.

Junto vimos o Expression Studio, uma suíte de aplicações para desenvolvimento de Rich Internet, que (não tão mal) traduzido é “Internet de rico”, onde não há “buffering”, linha discada ou links de 1MBit que alguém ouse chamar de banda larga.

A idéia de unir designers e desenvolvedores juntos sob o mesmo projeto é excelente, evita muita “refação”, assim como evita que os malditos designers estraguem meus lindos códigos “sem-querer”. Com o expression o mundo é XAML, todas as ferramentas falam a mesma língua e você pode editar seu código sem ter problemas com os designers, que por sua vez podem fofoletizar sua aplicação à vontade, sem que todo aquele código chato dos programadores idiotas se enfie no meio de seus lindos layouts.

A ferramenta é toda orientada a objetos, tudo pode ser herdado, reaproveitado, usado e abusado, até no nível de controles de interface. Sim, seu designer pode criar uma combo box do zero, e para usá-la o programador só precisa adicioná-la como uma propriedade de sua própria combo. Combo esta que pode fazer parte de uma aplicação criada no Visual Studio. Sim, isso mesmo. Que tal, usar um ambiente completamente familiar a quase todo desenvolvedor, para criar aplicações com essa nova tecnologia?

Isso tudo com um plugin de 1.7MB para Internet Explorer, Firefox e Safári (Mac e Windows)

Só que os demos maravilhosos do Silverlight não contaram o plano por trás. Bill vai dominar o mundo (de novo) debaixo do nariz dos Stallmanzinhos (tm Moardib). Silverlight não é um concorrente do YouTube. É uma tecnologia que pode tornar os próprios sistemas operacionais de desktop obsoletos. Ou irrelevantes.


O Silverlight é uma quebra de paradigma de uma série de paradigmas. Quase todo ano surge algum gênio que diz: “O futuro é o thin client”. Corre todo mundo pra montar servidores parrudos, aplicações remotas e modelos de acesso. Então outro gênio diz “O futuro é o desktop”. Volta todo mundo pra trás, desenvolve KDEs, Gnomes, programas parrudos, Aeros, Outlooks, tudo rodando local.

Não funciona. Você consegue imaginar um jogo como um Call of Duty ou GTA rodando via Web? Ou um Autocad, um Photoshop? (só para lembrar uma imagem profissional no Photoshop pode ter alguns gigas, não confunda com fotos 640×480 da Bruna Surfistinha que seu primo abriu para colocar um bigode)

O Silverlight consegue associar o poder de processamento local, o acesso e execução off-line E a interatividade com um mundo de webservices, sites, bases de dados remotas, etc.

Pescou?

Imagine isso tudo MAIS a facilidade de ser multibrowser/multiplataforma!

Assim que passar a época dos demos engraçadinhos e surgirem as aplicações sérias, veremos uma ENORME quantidade de programas interessantes. Com a integração com o ambiente .Net e o Visual Studio o desenvolvimento de aplicações Silverlight também está garantido, a base de desenvolvedores já existe, e a menos que a comida aqui do Remix esteja envenenada, essa base já está curiosa e correndo para aprender mais sobre o produto.

Miguel de Icaza está rindo à toa. Seu pet project, o Mono, com o Moonlight (Silverlight rodando em Linux) está se tornando estratégico. Acredito que ele venha inclusive a ser patrocinado pela Microsoft, pois é do interesse deles um mercado multiplataforma completo.

Moonlight – runtime Silverlight feito em Mono no Linux


Notem que em 2008 veremos Silverlight Mobile, só espero que Tio Bill como mobile entenda Symbian, não só Windows Mobile.

A Adobe teve sua oportunidade, quando comprou a Macromedia. Nos tempos do Palm eu já dizia que o Flash poderia ser A aplicação para RAD em PDAs e Smartphones. Uma shell em Flash resolveria a vida de nós, pobres programadores C, faríamos nossos programas em 1/10 do tempo. Eu comecei a portar o player do Flash para o Palm, até que achei uma cláusula na EULA do código-fonte. Éramos proibidos de fazer isso. Bom, né?

Não fizemos, nem a Sony fez (só pro Clié) e nem a Palm fez. Mas a palm nunca fez nada mesmo.

Agora temos outra oportunidade, e o Bill não costuma perder oportunidades. Vide Bluetooth e Internet, duas tecnologias que ele afirmou não darem em nada, mas quando percebeu que estava errado soltou um caminhão de dinheiro e correram atrás do prejuízo.

Desta vez estão saindo na frente. A Adobe com seu apollo AIR vai tentar correr atrás também, mas vai ser difícil brigar com toda uma geração de programadores familiarizados com o Visual Studio e traumatizados pelo Action Script.

Para saber mais:

Tutoriais e demos do Silverlight (inclusive em português)

emIndústria

Google compra… GrandCentral

Por em 3 de julho de 2007

Google compra… é quase uma coluna semanal aqui no Meio Bit e em vários
outros blogs que cobrem a gigante de Montain View. Desta vez a vítima é a
GrandCentral. A empresa permite aos usuários terem apenas um número telefônico
que é redirecionado para qualquer um dos outros números que você possui: em
casa, no escritório, no celular, etc… É possível, por exemplo, começar uma
ligação no telefone de casa, transferí-la para o telefone celular e continuar
conversando no escritório. Tudo sem a pessoa do outro lado sequer perceber
esta transição. Também integra todas as suas caixas postais de voz em um único
lugar e acessíveis pela web.

Essa aquisição não parece estar dentro do “core-business” da Google. Sistema
de número telefônico único? O Google Blog explica que faz parte da estratégia
deles de melhorar a troca de informações colaborativas entre seus usuários. Não
sei exatamente o que isso quer dizer, mas talvez tenha a ver com algum sistema
de voz integrado aos seus serviços e à rede de telefones mundiais. Vamos
esperar pra ver. O Google deve dominar o mundo mesmo…

[via TNow, Google Official Blog e CNet]

emGoogle

Microsoft Remix 2007 – O inimigo de meu inimigo é meu amigo ou quase isso

Por em 3 de julho de 2007

remixlinux.jpg

No segundo dia do Remix 2007 Roberto Prado, responsável pela área de Open Source da Microsoft Brasil e do portal Porta 25, fez a melhor apresentação até então. Basicamente detalhou a estratégia da Microsoft de migrar para serviços, e de como a interoperabilidade era essencial para isso.

De cara foram mais ecumênicos que a Apple. Lembram quando da apresentação do Safári para Windows o mercado de navegadores para Steve Jobs se resumia a Explorer, Safári e “outros”? Bem, tinha até logo do Opera na apresentação do Roberto.

Os dados apresentados também foram bem interessantes. A idéia de brigar com o Linux se mostra idiota, pois nas palavras dele, o problema não é o Linux. Ele e o Windows no Brasil têm o mesmo inimigo, que consome 1/3 da verba de TI no país: Chama-se mainframe.

O Brasil é o lugar (tirando EUA) onde mais se usa mainframe, e nem o Linux nem a Microsoft têm representatividade nessa área. (NÃO, querido stallmanzinho, VM/CMS, OS/390 e similares não vão ser trocados por Linux, desculpe)

Para invadir esse mercado é preciso apresentar um pacote completo de soluções, isso inclúi a palavra-mágica, que vai colocar os SUSEs da vida na dianteira: INTEROPERABILIDADE. O cliente está pouco se lixando se o ambiente é heterogêneo. Ele quer mapear um disco no Mac, no Linux e no Windows com a mesma facilidade.

Se o meu Windows dissesse “Ei, é um Mac, eu não faço filesharing com Macs” eu ficaria muito, muito irritado. Se o Ubuntu falar “Sua impressora não é livre, me recuso a imprimir nela” o que você diria? Agora transporte isso para uma corporação.

Roberto também falou do laboratório de Open Source que a Microsoft tem na Unicamp, onde são desenvolvidos projetos de interoperabilidade e capacitação dos alunos, treinando-os para pensar ambientes heterogêneos como os encontrados no Mundo Real.

Competição a sério? Google. Motivo? Simples: O mercado de publicidade online é pelo menos 5x maior que o mercado de software, onde alguém vai investir? Compare o custo de desenvolvimento de um sistema operacional e o custo de desenvolvimento de uma ferramenta online. O que você prefere? Investir 5 anos para então entrar no mercado, do zero, ou investir um ano e já sair faturando?

Curiosidade: O Windows Me não é exatamente visto como uma obra-prima pela empresa ;)

Migração para plataforma x86: Muita gente saindo de RISC e preferindo a plataforma Intel/AMD. Até Hollywood já viu a vantagem desse hardware. Shrek III por exemplo foi renderizado em servidores HP com processadores Opteron da AMD, rodando Linux.

emAndroid e Linux Indústria

E o ganhador da Powerball é…

Por em 3 de julho de 2007

Como havíamos anunciado na semana passada, um de
nossos leitores da newsletter foi contemplado com a Powerball analisada pelo Marcellus
dias antes. Ontem a newsletter foi distribuída e o sorteio realizado.

E a Powerball
vai para… Wenderlan Viana de Goiânia, GO. Parabéns! Já entramos em contato e ele respondeu.
Deve receber o prêmio em seu endereço em breve. Semana que vem voltamos à
programação normal e sortearemos uma camiseta do Meio Bit junto à newsletter #19.

Avatares

Há algum tempo o sistema de avatares do Meio Bit não estava funcionando, ou seja, não era possível fazer upload de uma nova imagem.
Muitos leitores nos escreviam reclamando deste problema. Agora está
funcionando e você pode ter seu avatar (novo ou trocado) no tamanho
máximo de 85 x 85 pixels.

emAnúncios

Quanto empresas faturam com cada iPhone?

Por em 2 de julho de 2007

Acabei de assistir na CNBC uma análise feita com iPhones desmantelados, quanto cada empresa responsável está faturando na torta de maçã.

Pegaram alguns aparelhos e desmontaram-nos completamente para analisar quanto cada empresa ganha e com isso guiar investimentos.

Fazendo a análise discreta dos componentes, a Apple está faturando 50% com cada telefone vendido. O restante do bolo está com várias empresas, na qual NENHUMA possui contrato de exclusividade. A Apple, espertamente, reservou o direito de mudar para o fornecedor que oferecer peças de qualidade pelo menor preço.

A segunda maior ganhadora é a Samsung, que fica com algo em torno de 52 dólares por telefone, já que uma das maiores fornecedoras de peças e componentes semicondutores e segunda, logo atrás, com 51 dólares, a Infineon, que ganhou duplamente por ter ficando com uma fatia bem maior que sua maior concorrente, a Texas Instruments.

Em quarto, fica a National Semicondutor, mas não foi informado quandos dólares por aparelho ela fatura. Lembrando que os valores acima podem variar, dependendo do modelo vendido.

Analistas financeiros dizem que se as vendas continuarem crescendo e atingir 3 milhões de unidades, essas empresas serão bons investimentos ainda esse ano.

Para saber mais: Forbes

emApple e Mac

iPhone vendendo como torta de maçã quente

Por em 2 de julho de 2007

Eu sei, eu sei… ninguém aguenta mais falar do iPhone. Especialmente por aqui, já que não devemos ver um desses tão cedo.

Mas é interessante notar como Tio Jobs conseguiu aumentar consideravelmente o raio do seu famoso “campo de distorção da realidade”: foram “apenas” que 525 mil pessoas, em três dias! Nada mal para um “pacote” considerado caro ( US$ 499,00 pelo aparelho com 4GB mais dois anos de um plano de US$ 60,00 a US$ 100,00 ).

[via Dailytech]

emApple e Mac Celular Hardware Indústria

HDs 100 vezes mais rápidos?

Por em 2 de julho de 2007

small_5_head_laser_pointer.jpgDe todos os componentes usados no seu micro, qual deles é o que mais prejudica a “performance” geral do sistema? Quem chutou o disco rígido, acertou. Por mais que processadores, memórias, chipsets e barramentos fiquem mais rápidos, os velhos discos magnéticos estão limitados pela velocidade de rotação, pela inércia da cabeça e pela densidade. Como, infelizmente, a última é a única que tem avançado razoavelmente bem, a coisa não parece muito promissora…

Aliás, tanto é assim que o mercado está olhando para os discos de estado sólido ( SSD ) como o novo Graal da computação pessoal. Mas esse é um cálice ainda muito caro e pesquisadores da Radboud University Nijmegen, Holanda, foram em outra direção: aumentar consideravalmente a velocidade dos HDs atuais. Para isso, desenvolveram algo inédito: usaram laser para mudar, diretamente, a polaridade magnética das moléculas do disco ( que é muito diferente dos discos opto-magnéticos que já vimos por aí ). A técnica, ainda em estágio de pré-protótipo, permite a gravação de dados 100 vezes mais rapidamente que as atuais cabeças magnéticas, mas tem a desvantagem de “espalhar” por uma área muito maior cada “bit” no disco. Resultado: menor densidade de informação, o que nos levaria a discos com mais pratos e, portanto, consumidores de mais energia.

A idéia tem suas limitações, mas é promissora. Infelizmente, a previsão é de que a tecnologia esteja pronta para o mercado em dez anos… até lá os SSDs já estarão popularizados, consumindo uma fração do que consomem hoje, custando menos que isso e ninguém vai querer voltar aos velhos pratos rotativos…

[via Sciencemag]

emHardware Indústria