Digital Drops Blog de Brinquedo

Ter dinheiro é bom: Mais um ÜberGeek no Espaço

Por em 8 de abril de 2007

Charles Simonyi nunca cantou no Balão Mágico, mas é uma das estrelas originais da Microsoft. Nascido na Hungria, sob o regime comunista, se interessou por computação através de uma carroça soviética chamada Ural II, e logo virou fera na máquina. Foi trabalhar na Dinamarca, depois conseguiu uma vaga em Berkeley, e logo estava na Xerox. Em 1981 foi para a Microsoft, e o resto, como dizem, é História.

Para os desenvolvedores, basta dizer que o Simonyi é criador da Notação Húngara, usada até hoje, mesmo por programadores relaxados como eu. Ao contrário dos outros bilionários da tecnologia, Simonyi sempre permaneceu principalmente como desenvolvedor, e é um dos raros que é tratado como “Dr” por seus pares.

Como todo True Geek, ele é fã de ficção científica, e com a grana que ganhou em seu tempo de Microsoft, pode se dar ao luxo de algumas pequenas extravagâncias. Entre elas, pagar US$25 milhões para passar 14 dias na Estação Espacial Internacional. Parece muito, mas lembre-se, ele tem uma fortuna pessoal de mais de US$1 bilhão.

É possível acompanhar a aventura através do blog que ele está mantendo, o www.charlesinspace.com. Folgo em reportar que a decolagem ocorreu sem falhas, e já estão no primeiro dos dois dias de manobras orbitais até equalizarem sua órbita com a Estação Espacial Internacional.

Fontes: Space.com, TheOlympian.com e Forbes,com.

emIndústria

AppleTV: o Mac mais barato do mundo

Por em 7 de abril de 2007

Faz duas semanas que o AppleTV foi lançado e desde então inúmeros hacks
surgiram. Outro dia discuti aqui no Meio Bit sobre a possibilidade assistir Joost e rodar Firefox em um equipamento desses. De lá pra cá as coisas evoluíram e já é possível rodar o OS X, com parte do seu poder, neste equipamento de 300 dólares, ou seja, o AppleTV acaba de se tornar o Mac mais barato da empresa da maçã. Na verdade nunca houve um Mac tão barato quando esse… tem gente que já o apelidou de Mac nano.

Claro, pra transformar o AppleTV em um Mac não é tão simples assim. Há toda uma lista a ser seguida à risca, com 13 procedimentos complexos, além do que o OS X rodando não terá todas as funcionalidades da versão encontrada em Macs normais. Mas os hackers estão evoluindo e discutindo em fóruns como implementar novas funções.

Se você tem espírito hacker, quer um Mac mais barato, aguarde até o lançamento no Brasil em Maio (ou compre fora do Brasil) e coloque mãos à obra. Não custa nada lembrar que a garantia fica invalidada.

[via Wired]

emApple e Mac

Controlando o uso da banda

Por em 7 de abril de 2007

Pegando um gancho no post do Leo sobre limite de transferência em banda-larga, resolvi escrever um pouco sobre controle de tráfego (não o aéreo :).

Penso que na área de banda-larga há uma tendência em limitar a banda para os usuários, caso contrário sempre vai terá gente exagerando na dose. O que até não acho errado, afinal, você paga pela velocidade e deveria poder fazer o que quiser com ela. Se você usar muito menos da média eles não te dão nenhum desconto, agora se passar te dão um belo de um corte.

Para evitar esse tipo de situação desagradável (afinal, o que somos sem internet?) existem vários programas que fazem monitoramento da banda. O programa escolhido foi o DU Meter, que é um software bem usado para esta isso.

A função dele é monitorar o tráfego de dados, para isso ele disponibiliza 3 opções de interfaces:

Lembre-se de que para monitorar apenas o tráfego da internet em um computador mude para “Dial-up Connection”, caso contrário irá marcar o tráfego de rede total.

Outro coisa interessante no Du Meter, é o Meter. Ele dá em tempo real a velocidade de download e de upload que está sendo utilizado.

 

A ferramenta StopWatch, permite que você monitore a banda em um intervalo de tempo a sua escolha:

Além disso, o programa é repleto de relatórios diários, semanais, mensais e também faz projeções:

Há também a opção de ativar um alarme para quando você chegar a determinado tráfego em sua banda. Ele pode ser programado tanto para downloads como também para uploads:

 

Uma dica importante em tempos de economia de banda é não esquecer o upload em taxas altas em programas de p2p. Geralmente, a taxa de upload é mais estável que a taxa de downloads nesses programas, e algumas noites rodando direto pode ser suficiente para acabar com o seu limite.

Há muitos outros programas com a mesmo função e diferentes graus de complexidade: BitMeter II, Bandwidth Controller 1.13, NetLimiter, NetMeter e vários outros.

 

Qual vocês têm usado para fazer este monitoramento?

emInternet

Gadgets em Viagens

Por em 7 de abril de 2007

O maior problema dos gadgets do geek moderno é energia. A tecnologia de baterias não acompanhou o ritmo de desenvolvimento do resto do mundo e hoje temos dispositivos maravilhosos com autonomia pífia. Vou testar agora se é viável usar gadgets em uma viagem mais longa. Estou voltando de São Paulo de ônibus, pra fugir do Apagão. Em teoria são seis horas. Vejamos como os gadgets se comportam. No momento tenho, com baterias no máximo:

* iPod vídeo

* Nokia 6600 (com duas baterias)

o celular está sendo usado para GPRS ocasional, voz e sms. Ele tem uma excelente autonomia mas quando chegar mas áreas de sombra  esse moleza acaba. Ele aumentará a potência ao máximo, tentando achar uma ERB e com isso babau bateria.

13h16min – saí de São Paulo 11h40min. Fiz alguns SMS pra aplacar uma mala e fiquei metade do tempo no MSN, usando o Hier, excelente messenger pra Symbian. Passando por Taubaté a bateria já está no final. Hora de economizar e desligar as modernidades. O iPOD foi ligado. Vamos ver quanto tempo ele aguenta.

Ok. Depois de três episódios de The Unit e dois dos Simpsons a bateria indica zero. Coloquei em modo áudio. Continua tocando minhas músicas. Não é uma autonomia impressionante. Mal posso esperar pela próxima geração, trazendo HDs em estado sólido. Sem partes móveis. Dependendo do preço pode ser interessante até mesmo um upgrade. Cálculo que a autonomia aumentaria em uns oitenta percento.

16h57min – altura de Austin. Quase na avenida Brasil. O celular vai bem obrigado. Fui forçado a engolir minhas palavras. Não há uma área de sombra sequer na Dutra. A Régis Bittencourt é especialista em comer baterias, mas a geografia mais plana e o investimento das operadoras ajudou. Se eu tivesse um plano ilimitado teria feito a desta.

Mas não no Rio. Ao contrário do resto do país o GPRS da Claro está um lixo. Já caiu. Como já perdi as contas de quantas vezes não consegui conexão, comecei a ter duas certezas: 1 – GPRS é só pra viagens fora do Rio e 2 – a Claro terceirizou o fornecimento de conexão GPRS no Rio de Janeiro para a Vex, dada a qualidade do serviço.

Quanto ao consumo, somente MSN é desprezível. Acabei de verificar. 50 minutos conectados, 60KB. O único momento onde me sinto feliz em pagar por tráfego.

O iPod resistiu até o desembarque, com 0% de bateria tocou todo o CD duplo da trilha sonora do Fantasma da Ópera.

A conclusão: É perfeitamente viável manter-se plenamente conectado, via GPRS com um smartphone (se você tiver uma bateria extra) mas um iPod não irá agüentar sem uma bateria externa ou uma fonte de energia que o recarregue. Nossos sonhos de mobilidade não existem longe de uma tomada.

emComputação móvel

Problemas à Vista parte XII: Cópias lentas

Por em 7 de abril de 2007

OK, eu entendo que a Microsoft tenha problemas com DRM, que queira limitar cópias ilegais, mas pombas, como é lento copiar arquivos no Vista.

No tempo em que um arquivo era só… um arquivo, cópias eram algo simples. Depois que começaram a complicar os filesystems, incluindo metadata em tudo, copiar um arquivo do disco A pro disco B se tornou algo complexo. Complexo demais pro meu gosto.

Isso, claro, é apenas o fruto de um processo longo. Mais de 10 anos atrás, quando a IBM lançou o OS/2, com seu sistema de arquivos HPFS, já havia problemas. Eu modéstia à parte consegui travar o OS/2, ao mandá-lo copiar mais de 10.000 arquivos de uma vez. Mesmo em sistemas como o OSX a coisa é complicada, em se tratando de muitos arquivos de mídia (os preferidos pra metadata) mas o campeão de irritação é o Vista.

Em teoria o uso de metadata, incluindo tags, é maravilhoso. Podemos indexar nossos arquivos independente de diretórios, usando as ferramentas de busca do próprio SO ou mesmo a de terceiros, como o Google Desktop, mas na prática, bem… alguém vai editar tags de 2000 fotos?

Pior ainda: Um diretório de filmes significa que cada um será devidamente indexado, lido de cabo a rabo, será tentada a geração de um thumbnail, etc, etc e mais etc.

Não me entendam mal, o resultado final é lindo, mas não vale o trabalho. Ver o Vista abrindo um CD com 200, 300 vídeos é algo patético. Outros SOs são bem mais rápidos, mas essa velocidade vem em troca de menos informação, menos metadados, etc. Será que só teremos o Melhor de Dois Mundos quando (e se) o WinFS for lançado?

emSoftware

Usando 2 monitores para aumentar a produtividade

Por em 6 de abril de 2007

Um artigo no excelente Efetividade.net destaca o ganho de produtividade ao usar 2 monitores no mesmo computador. Isto é algo que eu venho usando e realmente é uma interessante forma de fazer mais de maneira mais organizada, mas também pode ser algo ruim se o segundo monitor for usado, por exemplo para manter suas 4 redes de IM abertas para papear com 8 pessoas ao mesmo tempo :-)

Mas para complementar a dica de uso de 2 monitores, as vezes ocorre que alguém tem dois computadores ao mesmo tempo e quer usar o monitor de um ao mesmo tempo. Exemplo é alguém que tem um desktop e um notebook, ou mesmo dois computadores rodando sistemas operacionais diferentes. O aplicativo que eu uso direto no trabalho é o Synergy, que funciona no windows, linux ou mac (no mac o QuickSynergy torna ainda mais fácil a configuração). No trabalho eu trabalho com um Mac como máquina principal, mas mantenho uma máquina rodando Windows com o monitor ao lado do Mac, e este funciona como meu segundo monitor (como uso pouco o Windows, frequentemente eu uso este monitor somente para tocar uma rádio streaming no iTunes com o visualizador em tela cheia :-) ).

Já em casa, eu uso somente Windows com 2 monitores na mesma máquina. Ainda não consegui me acostumar tão bem a usar 2 monitores grandes (20 polegadas), mas estou de fato sendo um pouco mais produtivo. A foto abaixo é do meu desktop rodando Windows Vista Business Edition, com monitores Dell 20″ widescreen.

emProdutividade

Começou a revogação de chaves de HD-DVD e Blu-Ray

Por em 6 de abril de 2007

Uma das características mais criticadas dos novos formatos de mídias HD-DVD e
Blu-Ray é a possibilidade do fabricante revogar chaves criptográficas de seus
players se estas forem quebradas por hackers. Com a revogação o player ou
software em questão fica impossibilitado de exibir filmes em altíssima
definição, ou seja, perdem todo o charme, coisas do DRM.

Muitos ponderaram que seria pouco provável o uso deste
artifício pela indústria pois acarretaria sérios problemas com todos os usuários que nada tem
a ver com o vazamento da chave. Imagine você comprar um caríssimo player
HD-DVD ou Blu-Ray e por causa de algum hacker seu equipamento ficar bloqueado
para assistir filmes em alta definição… Essa é a grandeza do problema.

Ah, para deixar claro, como um player fica sabendo que uma chave foi revogada? Através de novos títulos de HD-DVD ou Blu-Ray que quando inseridos nos aparelhos atualizam o firmware bloqueando chaves invalidadas por hackers.

Mas era questão de tempo, ou seja, finalmente aconteceu. As chaves do WinDVD da Corel foram revogadas e a fabricante lançou um patch praticamente obrigatório ao AACS (Advanced Access Content System) do programa. Quem não atualizar simplesmente perde a possibilidade de assistir
mídias de alta defininção em alta definição. Voltam à qualidade DVD ou inferior e talvez os filmes deixem de funcionar. Legal esse negócio de DRM, não?

[via
Engadget]

emIndústria