Digital Drops Blog de Brinquedo

Aviação no Brasil é a síntese da incompetência

Por em 8 de julho de 2007

Depois de passar um tempo viajando, o caos aéreo no Brasil é o resultado de incompetência generalizada. É a tempestade perfeita, o encontro de burradas durante anos, principalmente no que toca tecnologia: a falta de investimento nela.

Vejamos, por exemplo, o Aeroporto Internacional de Guarulhos, o mais importante do país. Para fazer uma conexão com outro vôo, é preciso refazer a vistoria de segurança. Perfeito. Eu sou a favor de mais segurança nos ares e evitar que um imbecil qualquer tente fazer alguma coisa enquanto estiver numa garrafa pressurizada a 900 km/h.

Vários vôos podem chegar, em intervalos de poucos minutos e sabe QUANTAS máquinas de Raio-X existem para conexões? Uma. Isso mesmo. Para processar e vistoriar vôos que chegam com 100-150 passageiros. O tempo de espera pode variar de 20 minutos até 1 hora ou mais. Parabéns! Depois de 10 horas de viagem é tudo o que um passageiro quer, ficar parado numa fila por mais uma hora.

E não é preciso nem começar a falar sobre os sistemas de radar, velharias que deveriam ter sido aposentadas no século passado. Se o nosso governo tivesse visão, teríamos um programa para desenvolvimento de tecnologia para a aviação civil, ou pelo menos partes delas, e estaríamos exportando e não dependentes como estamos hoje.

Próxima semana, outra viagem. Dessa vez, tenho a opção de ir de ônibus e é o que farei. Viagens de avião, onde é preciso chegar com 3 horas de antecedência, possibilidade de sair com horas de atraso, num mundo veloz como o nosso, é colocar um nariz de palhaço em cada pessoa que tenta usar um serviço de qualidade e não consegue.

Estou de greve da indústria aeroviária.

emMiscelâneas

PS3 mais barato que XBox 360

Por em 8 de julho de 2007

“Onde?! Onde?!” – devem estar se perguntando alguns leitores.

Aqui no Brasil. Uma diferença que so pode ser explicada pelo gigantesco e cretino campo de distorção fiscal do Brasil, o PS3, que custa 100 dólares a mais no mundo civilizado, em nossas terras custa 850 reais menos que um XBox 360 Premium.

Um XBox 360 Premium custa, nas lojas mais baratas, US$ 1500,00 (R$ 3000) e o PlayStation 3, US$ US$ 1075,00. Diferença de “apenas” US$ 425,00; um PSP, comprado aqui no Brasil e ainda com troco para comprar 1 jogo.

E lembre-se, tudo comprado em loja, com impostos inclusos, até que a Polícia Federal prove o contrário. ;-)

Sei que deve haver uma explicação que não necessite de doutorado em “Economia do Brasil”, mas do ponto de vista de um consumidor, isso é estranho demais.

De qualquer forma, os preços são extremamente caros, de qualquer ponto de vista. A nossa economia, até hoje, sofre de um mal que ninguém consegue explicar: não podemos consumir, senão tudo desanda. O brasileiro precisa consumir pouco e contrabandear muito. Por algum motivo, se os impostos caíssem e nós começarmos a comprar de forma legal, movimentando a economia e ajudando a criar uma indústria de entretenimento, isso é ruim.

Vocês sabem, as mazelas de sempre: capacitar nossa indústria de software em games, gerar empregos e eventualmente ter saúde financeira e produtos de qualidade para competir em um mercado que lucra mais do que a indústria de filmes americana.

Alguém arrisca um palpite?

emArtigo Games

Leitor de ebooks da Panasonic

Por em 8 de julho de 2007

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O WordsGear é um leitor de ebooks da Panasonic com tela de 1024×600, 5.6 polegadas e 211DPI, o que garante uma nitidez de texto excelente. É projetado para ser usado com uma só mão, toca áudio AAC, WMA e exibe filmes em MP4. Pesa 325 gramas e tem autonomia de 6 horas. Mesmo assim não é uma boa opção. A graça dos leitores de ebooks que usam tecnologia e-ink é justamente não cansar os olhos. Ficar 6 horas olhando uma tela emissora de luz vai acabar com sua visão, mesmo que sejam 6 horas olhando pra japinha da imagem acima.

Os leitores de ebook são uma daquelas tecnologias que todo mundo quer que pegue mas ainda não atingiram massa crítica. Estão como o áudio digital em tempos pré-iPod. O leitor da Sony tinha tudo para ser o iPod dos ebooks, mas o “it’s a Sony” pode ser bom para equipamentos de áudio, TV e notebooks, fora isso é sinônimo de DRM, formatos proprietários ou mal-documentados e preços exagerados.

Não que esse leitor da Panasonic seja muito barato. No Japão ele custa o equivalente a US$350,00 e chega nos EUA via importadores a US$479,00.

Ele aceita conteúdo em formato PDF ou livros comprados do site www.saidoku.com mas com um nome desses o MeioBit se sente obrigado a declinar de toda e qualquer responsabilidade sobre a qualidade dos produtos que dele provenham.

Fonte: Tecnabob

emHardware

Lente digital que custa os olhos da cara

Por em 8 de julho de 2007

meiobit-nemo.jpgDizem que o trocadilho é a forma mais baixa de humor. Eu concordo, mas não dá pra pensar em algo mais criativo, depois de ver um produto excelente ser inviabilizado pelo preço.

Ao contrário do que as descrições no chat do UOL dão a entender, nem todo mundo na Internet é um verdadeiro deus apolíneo ou uma versão melhorada (como se fosse possível) da Angelina Jolie. Muitos temos pequenos problemas, seja uma espinhela caída, seja uma visão deficiente. Há gente inclusive com grade deficiência visual que mesmo assim usa Internet como ferramenta de trabalho.

Os sistemas operacionais decentes apresentam ferramentas de apoio a usuários com alguma deficiência, seja com sistemas de leitura automática, zooms de tela, ferramentas que fixam o SHIFT para quem não tem capacidade de digitação normal, etc. Isso é MUITO legal, mas não resolve a vida fora da Internet.

O Nemo é uma “lente digital” que aumenta de 4.5X até 9X, completamente portátil, que pode(ria) melhorar a vida de muita gente, seja lendo rótulos em mercados, seja preenchendo formulários (e lendo as letras miúdas) ou, por exemplo, com bulas de remédios.

O equipamento, com uma tela de 4 polegadas, tira uma “foto” do objeto escaneado. Essa imagem pode ser ampliada, reduzida, visualizada em cores, preto e branco, em negativo, em positivo ou com fundos coloridos. Assim um texto preto-e-branco pode ser visto com fundo amarelo ou azul, e letras em azul ou amarelo.

Só que pelo que estão cobrando, vale mais comprar um olho biônico. US$899,00.

Não existe, do ponto de vista econômico, o conceito “preço justo”, o que temos são preços realistas e preços irreais. Com esse preço eles dificilmente vão vender, e quem precisa continuará andando com seus óculos de fundo de garrafa e uma lente de aumento poderosa sempre à mão. O que não é tão cool mas é mais realista que US$899,00.

Site do Produto

Via: Coolest Gadgets

emHardware

Resenha: Dock genérico para iPod

Por em 7 de julho de 2007

meiobit-ipoddock1.jpg

A Apple adora uma economia. Os iPods, por exemplo, não vêm com dock, berço, baia, suporte ou seja lá como você queira chamar. A Palm faz isso com seus modelos mais baratos, mas a Palm é o que se chama, em termos técnicos, de cheap bastard. A Apple cobra caro. Não deveria fazer a mesma coisa.

Mas faz, então vivamos com isso. Ou melhor, vivamos com as alternativas genéricas.

O último ítem de meu pacote da Brando foi um dock para iPod. Preço? US$14,00.

Aqui temos um belo exemplo de logística. O dock é compatível com cinco modelos diferentes:

  • iPod 5G
  • iPod Nano
  • iPod Mini
  • iPod 40G/60G
  • iPod 20G

Como fazem isso? Simples, há uma peça que encaixa no dock, formando uma guia para posicionar o player. Cada dock comprado vem com cinco peças, uma para cada modelo. Parece um contrasenso, mas é muito mais barato comprar 5 peças de plástico e enviar um único modelo de produto, do que criar 5 modelos diferentes, gerenciar estoque de cada um, lidar com erros de envio, etc.

meiobit-ipoddock2.jpg


O dock é bem construído, pesado (evita que o dock saia deslizando pela mesa) e vem até com um protetor no conector USB, algo incomum em produtos chineses. O pequeno Ping, que aos 8 anos já é supervisor de turno na fábrica em Ho-shi-min deve ter recebido um aumento de quase 1/2 cent, por essa idéia.

Encaixada a conexão para o iPod Video de nova geração, foi só conectar o cabo ao PC, e tudo funcionou.

Não acredito que um dock de iPod possa fazer mais do que isso, conectar o iPod ao micro, então não há muito mais o que avaliar. Entretanto há uma característica burra neste equipamento. Há um LED azul indicador de power para o dock. Só que o LED está debaixo do plástico branco, na parte superior traseira do equipamento.

Quando colocamos um iPod no dock, o led fica tampado. Completamente oculto.

Não é nada que inviabilize o equipamento, mas que é estranho, é.


emApple e Mac

Resenha: Carregador de emergência para iPod

Por em 7 de julho de 2007

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Quando você tem um Nano não é muito problema, mas o iPod normal não aguenta o dia inteiro na rua, ainda mais vendo vídeos. E nada, nada é pior do que pegar um busão Rio-São Paulo assistindo episódios de sua série favorita, para na hora H, no momento da revelação sua bateria acabar. Pior, você pegar um engarrafamento na chegada ao Rio e passar mais duas horas sem ter o que fazer.

Esse carregador, disponível na Brando, custa US$10,00. Aceita duas pilhas pequenas, e ressucita ou mantém vivo seu iPod moribundo. O cabo retrátil o torna ideal para viagens.

Não é feito para dar uma carga total, mas vai ajudá-lo a assistir seu filme até o final. Claro, se não quiser comprar o carregador, é só perguntar e eu adianto a informação. Rosebud era o trenô, a Ilsa fica com o Laszlo, o Bruce Willys está morto desde o princípio, Vader é o pai do Luke e o Harry Potter morre no último livro.

O único perigo deste carregador é esquecer as pilhas dentro, e começarem a vazar. Recomendo que ande com ele vazio, as pilhas em sua embalagem original ou uma caixa específica.

emApple e Mac

Go PHP 5

Por em 6 de julho de 2007

Por diversos motivos, o PHP 5 nunca emplacou.

Apesar dos avanços que a nova versão trouxe, ela não possui compatibilidade total com as verões anteriores.

Para uma empresa de hospedagem, ou ela mantém as duas versões funcionando, ou mantém só a versão 4, caso contrário um número enorme de sites  parará de funcionar.

Manter as duas verões funcionando implica em um custo extra no consumo de recursos e soluções customizadas.

Assim, a adoção vem sendo postergada.

Mas os desenvolvedores querem mudar isso para poder aproveitar as vantagens da versão 5 do PHP.

Uma das iniciativas, é o Go PHP 5, onde um contador mostra 213 dias para a adoção do PHP 5.

Vários projetos estão listados na iniciativa, entre eles o Drupal, usado pelo Meio Bit e o phpMyAdmin, que é praticamente um padrão nos servidores que usam cPanel.

Na lista de desenvolvimento do WordPress as opiniões estão divididas, parte dos desenvolvedores deseja abandonar o PHP 4 o mais rápido possível, outra parte, deseja deixar para a versão 3.0.

Mas, esses scripts, em sua maioria, não são possuem força suficiente para mudar o mercado.

A grande exceção é, justamente, o phpMyAdmin.

Praticamente, todos os servidores usam o phpMySql como gerenciador de bancos de dados, no momento que ele deixar de suportar o PHP 4, a mudança será obrigatória para a grande maioria das hospedagem.

Em função do impacto do phpMyAdmin, seria interessante que o foco maior dessa iniciativa fosse no mesmo, pois mudar os demais seria pouco eficiente.

O time do phpMyAdmin promete que passará a funcionar somente com o PHP 5 a partir do dia 5 de fevereiro de 2008, que é a data marcada no contador.

Será essa a data do fim de 8 anos de bons serviços?

emOpen-Source