Digital Drops Blog de Brinquedo

“Usuários de iPod são ladrões”

Por em 14 de novembro de 2006

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Esse é o sentido da declaração de Doug Morris, CEO da Universal Music, em uma reportagem da revista Billboard, onde detalham a proteção que a Microsoft foi obrigada a pagar.

Sim, o termo, que lembra mais filmes do Scorsese, se aplica: Da venda de cada Zune a Microsoft pagará um percentual para as gravadoras, para evitar processos, propaganda negativa e garantir permissão para venderem as músicas dessas gravadoras. Notem, não estamos falando de royalties sobre as músicas vendidas. Falamos do equipamento. Mesmo que você não use seu Zune para ouvir nada além de podcasts, mesmo que você não o tire da caixa, parte do dinheiro pago irá para as gravadoras.

Isso não afeta os royalties pagos nas vendas de músicas na Zune Store.

Em uma declaração que o colocará fora da lista de cartões de Natal de muita gente, Doug Morris disse, sobre o Zune, iPods e players genéricos:

Esses dispositivos são apenas repositórios de música roubada, e eles [os fabricantes] sabem disso. Então é hora de pagarem por isso.

Eu poderia dizer que ladrão é a mãe dele, mas isso seria deselegante, jamais escreveria algo assim. Então, Mr Morris, fica aqui meu consolo: Em dez anos os artistas estarão todos trabalhando em regime de venda direta nas lojas do iTunes, do Zune e outras, CDs serão coisa do passado e sua indústria inteira perderá a razão de existir. Assustador esse futuro, não? Azar o seu, ele é inevitável, a não ser que mande um Exterminador para matar o Steve Jobs. E nem isso vais conseguir, pois geeks que criam máquinas do tempo adoram seus iPods. Seu destino, Mr Morris, será o poço de piche.

Via BoingBoing

emÁudio Vídeo Fotografia Indústria

Lidando com grandes quantidades de email

Por em 14 de novembro de 2006

Há alguns anos eu costumava usar o Microsoft Outlook, e eu ia levando comigo o arquivo .pst que ele criava, e assim eu ia acumulando todo o histórico de emails. Eis que, antes de surgirem aplicativos como o Copernic ou o Google Desktop, era difícil achar qualquer coisa dentro dos emails. Com o tempo, acabei perdendo o arquivo, corrompido em algum erro, e acabei começando do zero. Migrei para o Gmail, que com 2 Gb na época parecia espaço sem fim. Hoje li no Blog.Macmagazine que o Rafael esgotou a capacidade do Gmail, e passei a pensar no que fazer para manter meu email arquivado com segurança. Alguém com bastante tempo disponível fez inclusive uma calculadora para prever quando o espaço do Gmail se esgotará para um usuário.

Algo que me deixa um pouco preocupado é que dependo demais do Gmail para minha vida pessoal e profissional, e o Gmail ainda é um serviço beta; ficaria mais tranquilo se eu pudesse pagar por um serviço que fosse garantido, que me desse mais espaço se necessário. Imagino que o Google Apps for your Domain seja algo assim. Uma outra opção é ter um provedor pessoal, já que vários provedores disponibilizam vários Gb de armazenamento, e por menos de US$10 por mês pode valer a pena.

E vocês, como manejam a enxurrada de emails que chega sem parar ?

emInternet

Confirmado: Java Open Source

Por em 13 de novembro de 2006

Já era esperado, alguns dizem que demorou demais. A Sun Microsystems anunciou que todo o código-fonte do Java, exceto algumas partes de terceiros será disponibilizado em regime de Open Source, sob a licença GPL.

O código estará disponível em março de 2007.

Via Slashdot

emOpen-Source

KDE4 já roda sobre Windows e MacOS

Por em 13 de novembro de 2006

Falamos aqui das ambições da equipe que desenvolve o KDE4 ao portá-lo para Windows e Linux. O objetivo é ter uma plataforma universal para a execução de aplicações. Em teoria uma aplicação escrita para o KDE4 poderia ser executada em qualquer conjunto plataforma+SO onde o KDE esteja presente. Ao colocar suas bibliotecas no Windows e no MacOS o KDE deseja tornar essa possibilidade real.

Os desenvolvedores poderiam escrever aplicações sobre a API QT4/KDE4 e vê-las rodando em qualquer sistema operacional comercial (Linux, BSD, UNIX, MacOS e Windows) sem qualquer modificação no código fonte, apenas recompilando para o sistema alvo. Caminhando nesse sentido a equipe do KDE4 disponibilizou as core-libs para Win e Mac o que já permite executar algumas aplicações. Screenshots estão disponíveis e mostram a mesma aplicação (escrita para Linux) rodando em Mac e Windows. Não vá lá esperando ver a interface gráfica do KDE4, ela ainda não existe. Esses screenshots são para mostrar uma funcionalidade das bibliotecas do projeto e não eye-candy.

emOpen-Source Software

Pequeno aplicativo para criar .ISO

Por em 13 de novembro de 2006

O pequeno (14Kb) utilitário LC ISO Creator converte seus CDs e DVDs em arquivos no formato ISO. Grátis, leve e simples. Dica do Rafael.

emSoftware

Mais um prego no caixão da Palm

Por em 13 de novembro de 2006

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A Symbol Technologies abriu mão de sua licença para desenvolver hardware com o sistema operacional PalmOS. No dia seguinte a Palm anunciou que está encerrando seu programa de fidelização, onde o comprador acumula pontos por produtos comprados no site da empresa, que poderiam ser trocados por outros produtos, como softwares e periféricos.

Para os que acompanham a empresa, não é uma surpresa. De um empreendimento inovador a Palm passou a ser alvo de piada, depois pura hostilidade, ao não reconhecer erros problemas crônicos como a MDS – Mad Digitizer Syndrome, que afetava a calibração das telas.

Partindo de uma posição de total domínio do mercado, os PDAs da linha Palm estavam anos à frente dos equipamentos rodando Windows CE, e por isso se acomodou. Por anos inovações só vinham de outros fabricantes, como a Sony, com seus lindos Cliés. A chegada do Windows Mobile 2002, e depois do excelente 2003 veio junto com a informação de que a Palm NÃO iria lançar o Cobalto, codinome do Vaporware PalmOS6.0. O PalmOS5, atrasado, chegou com bastante novidade, mas para o usuário final, continuavam as mesmas limitações, como o número de categorias nas aplicações e a dificuldade de executar aplicações em regime de multitarefa, algo essencial em tempos de Internet e conectividade.

O “conector universal” também foi outra grande piada de mau gosto. Depois de trocar os conectores do equipamento a cada novo lançamento, a Palm prometeu que todos usuariam o novo “conector universal”. Cumpriram a promessa. Durante três ou quatro modelos.

A ausência de uma plataforma básica entre os modelos, e suporte pela metade mesmo para o hardware existente também afastou os desenvolvedores. O cartão SD WIFI da Palm não funciona em todos os Palms com WIFI. O Slot, embora seja um SDIO, específico para memória E periféricos, não segue o padrão, o que torna qualquer periférico que não seja feito especialmente para ele, inoperante.

A própria estrutura do PalmOS impede o desenvolvimento de aplicações como o Skype, que roda bem em máquinas Windows Mobile com metade do processador dos Palms topo de linha, e ainda está sendo portado para Symbian S60.

No mercado de Smartphones a Palm conseguiu um grande sucesso no Treo600, depois um excelente produto no Treo650, mas em verdade eles não atentem ao heavy user de Smartphones, e sim ao heavy user de telefones. Quanto aos usuários fiéis, a facada nas costas veio com o Treo700w, rodando Windows Mobile, que teve uma péssima recepção no mercado, e ao menos desta vez a culpa caiu em cima da Palm, visto que os PDAs e Smartphones rodando Windows Mobile são reconhecidos como excelentes produtos, video os Loox da Fujitsu ou os E|Ten e Qtek.

Com a aquisição da PalmSource, “dona” do PalmOS pela Access, os fãs remanescentes acreditaram que o PalmOS poderia ser salvo, mas logo veio o machado: O PalmOS seria descontinuado, nenhum investimento seria feito para finalizar as versões em desenvolvimento.

Faz sentido, a Access é uma Linux House, não há lógica em desenvolvedor dois sistemas operacionais concorrentes, na mesma empresa, e o Linux tem muito mais condição de atender a demanda atual por sistemas robustos, veráteis e que não se confundam com miríades de opções de multimídia, comunicação e gerenciamento de memória.

Como o hardware da Palm não é mais topo de linha, dificilmente a Access irá se preocupar com ele. Mais provavelmente irá se associar aos fabricantes que já estão lançando Smartphones rodando Linux (e sendo muito elogiados) e usará seu know-how para oferecer compatibilidade, via camada de emulação, para os aplicativos legados do PalmOS.

Triste fim para uma empresa que já foi unanimidade, e cujo nome chegou a ser sinônimo de PDA.

emComputação móvel

Curtas: 13/11/06

Por em 13 de novembro de 2006

- Mal saiu a versão 3.0 (beta) do Skype, já estão falando na 3.5. A novidade que deve ser muito bem-vinda para usuários corporativos é a transferência de chamadas.

- Quem tem um celular com suporte a aplicativos Java e usa Gmail, precisa instalar o Gmail Mobile. Instalei no meu Blackberry e funciona maravilhosamente bem. A unica coisa que faltou: recebimento automático de mensagens.

- Acho que finalmente nos veremos livres dos pedidos de conv*te para *rk*t. Finalmente qualquer um, mesmo os que não tem amigos podem se cadastrar. Convenhamos, o dito site é bem 2004, não ?

- A Ars Technica resolveu testar o Windows Vista (RC2) em computadores com alguns anos de uso. Conclusões: nao rode com menos de 1 Gb de RAM; instalações do tipo update (windows XP para Vista) ainda com muitos problemas, porém em várias situações o sistema rodou muito bem. Espero que a versão final tenha corrigod as várias falhas encontradas.

emMiscelâneas