Digital Drops Blog de Brinquedo

TechEd : Dia 1

Por em 28 de dezembro de 2007 - 207 Comentários

O primeiro dia do TechEd foi iniciado as 14hs e com sessões gerais para todo o público, ao invés das inúmeras salas dividindo o público.

A recepção foi boa, bem organizada. Foi realizada, porém, uma grande campanha visando a certificação Microsoft. Cada profissional com certificação Microsoft ganhava brindes extras, que variavam conforme a certificação do profissional.

A fila para tais brindes encontrava-se gigantesca, era necessário que cada profissional abrisse seu transcript online no site da Microsoft para que as certificações fossem conferidas.

Houve bastante reclamação e a pergunta óbvia : Por que o cadastro do TechEd já não pediu o MCPID dos participantes, fez a junção com a base de profissionais e os brindes já não foram trazidos juntos com o Welcome Kit do TechEd ?

Conhecendo a Microsoft, sei que o pessoal da Microsoft Brasil fez o melhor que pode e os parabenizo por isso. Se pedissem a carteirinha, por exemplo, muitos não teriam levado, estariam com ela desatualizada ou usariam uma falsa. Portanto foi a melhor opção disponível.

Mas se o pessoal da Corp. vê todos os brasileiros como índios ("O queeee ??? Dar acesso a base de profissionais para esse monte de índios ? Nem pensar!!!!!" ), fazer o que, né ? Essa filosofia não é exclusividade de uma ou outra empresa, trata-se da visão que paises desenvolvidos tem a nosso respeito.

Mas, voltando ao ponto, a campanha de certificação realmente teve grande destaque. A marca da campanha no TechEd foi o Sou/Não Sou. Todos os profissionais certificados andavam pelo Teched com uma tarja verde escrito "Eu Sou" (e imaginem todos os duplos sentidos possíveis para isso).

Próximo ao stand de distribuição dos brindes de certificação, um casal de atores contratados faziam uma grande agitação. Ela, uma gostosona tirando fotos com todos que levavam a marca "Eu Sou". Ele, vestido de mendigo, roupa rasgada, barba enorme, tocando um pandeiro e todo grudado de tarjas vermelhas com "Num sô", que foram distribuidas no TechEd e quando menos se esperava alguém colava uma em suas costas.

(Alguns dos tópicos adiante serão cada vez mais técnicos, afinal trata-se da cobertura de um evento de alto nível técnico… mas neste 1o dia ainda está bem light)

 

Acho que esta abaixo foi a melhor foto que consegui dos dois, se alguém tiver melhor envia ai prá nóis :

Editado – troquei pela foto do Eberard, muito melhor, valeu !

SouNaoSou

Pouco antes do inicio das sessões, foi hora das fotos entre os velhos amigos :

Eu, Marden Menezes e Luciano Reis. Para quem não conhece, Marden Menezes é o responsável (culpado) pelo surgimento das comunidades de usuários .NET no Brasil. Foi esse Pernambucano que, quando o .NET estava em seus betas, perturbou os palestrantes Microsoft para descobrir como aprender esta tecnologia, descobriu a existência da INETA, criou o primeiro grupo de usuários .NET do Brasil – SharpShooters – e se tornou representante nacional de relacionamento da INETA com as comunidades (na época, fazem anos). A foto foi tirada pelo Marco Chilá (palestrante paulista e futuro prof. da UniNove).

FotoMarden

Da esquerda para a direita (espero não errar o nome de ninguém) : Marcelo Di Pauli (MVP), Luciano Reis, André Furtado (novo funcionário Corp – e palestrante TechEd), eu, Leonardo Bruno Lima (MVP), não lembro se era Marden ou Chilá  que estava com a câmera.

FotoPalco Apresentadora

Eis que inicia-se o show. Sobe uma gostosa famosa no palco para fazer a abertura. A garota se acha tanto que não se dá ao trabalho de se apresentar. Legal. No  ano passado foi Gabriel Pensador, mas esse dispensava apresentações, só que desta vez ninguém reconheceu a garota : Perguntei para o Luciano, para o Marden, ninguém sabia quem era ela, só ficamos sabendo agora, semanas depois do TechEd, quando no MSDN Flash saiu o nome da guria : Tina Roma, apresentadora da Jovem Pan . Mas de que importa ?

A sala estava completamente lotada. Mas diferentemente do lançamento do Visual Studio, da vez anterior, desta vez isso foi previsto. A passagem de participantes para a sala ao lado, para assistirem por video-conferência, foi algo que ocorreu de forma tão sutil que eu não saberia que aconteceu se não tivessem contado, para dar uma noção do volume de participantes. Coisas assim são vistas como pura obrigação, mas não são nada fáceis de organizar e a equipe do evento tem todo o mérito por isso.

O evento estava lotado. Não, você não entendeu. Eu disse lotado mesmo. Cheio. Muito cheio. Sabe trem em hora de Rush ?

OPublico

Digam se não parece a hora do almoço da tropa do Bope ? Só estava faltando o Capitão Nascimento. Em meio a tanta gente, uma empresa de treinamento tem uma idéia de marketing diferente : Cola uma etiqueta numerada em todo mundo. Se alguém conseguir achar outra pessoa com o mesmo número dentro do TechEd, os dois ganham um treinamento de graça. Coisa simples, achar seu "par" nesta sala da foto…

De fato, o WTC ficou sub-dimensionado para este evento. Ora, mas é questão de planejamento de evento, é coisa imprevisível. Nos eventos de comunidade, por exemplo, é hábito que apenas 60% do público inscrito apareça. Então sempre fica 40% de incógnita e isso é uma incógnita muito grande. A Microsoft nem ao menos está presa ao WTC, o TechEd anterior foi realizado em outro local, não lembro agora. Portanto, estão fazendo os ajustes corretos e, de fato, a organização deste TechEd ficou realmente muito melhor, nos detalhes, que a organização de anteriores.

Depois de uma apresentação falando sobre comunidades on-line (mais ou menos isso), Eduardo Campos, gerente geral da divisão de Windows Server no Brasil, iniciou sua apresentação.

Visão Geral

Além de usar até no título o termo TI dinâmica (velha estratégia DSI da Microsoft, a qual nunca compreendi muito bem), Eduardo mostrou os pontos centrais no lançamento de cada um dos 3 produtos em foco (Windows Server 2008, SQL Server e Visual Studio) . Um link meio perdido em minhas anotações e que deve ser útil para quem desejar se aprofundar em DSI é http://www.microsoft.com/IO . O que me chamou a atenção de imediato foram os recursos de aprendizado para evoluir a TI da empresa de Básica -> Padronizada -> Racionalizada -> Dinâmica, o material parece bem interessante.

FundamentosProdutos

Inicialmente os pilares demonstrados para cada produto não pareciam esconder surpresa alguma. Tudo dentro do previsto para quem tem acompanhado o processo de desenvolvimento.

Mas não é bem assim. Ao entrar nos detalhes dos produtos, algumas surpresas surgiram.

Nos pilares de Windows Server, foi uma surpresa encontrar menção a arquitetura baseada em serviços, já que até o momento apenas aqueles que se especializaram neste assunto haviam se dado conta desta novidade.

Pode até parecer hype, como muitos diriam, mas está muito longe disso. Com os novos recursos do IIS 7 o Windows Server 2008 é o primeiro Windows Server que fornece suporte simples a uma arquitetura baseada em serviços sem que você tenha que implementar todo o gerenciamento dos serviços, o IIS gerencia para você (Veja um webCast sobre a utilização de WCF com o WAS).FundamentosWindowsServer

Neste momento eu ainda não tinha noção do quanto dariam destaque ao gerenciamento de escritórios remotos no Windows Server 2008, listado como um dos pilares do sistema. Foi tanto que foram feitas duas palestras sobre o mesmo tema (duas, pelo menos, que eu assisti).

Já sobre PowerShell, que a Microsoft vinha dando muito destaque a ele isso não era novidade para mim. Mas eu iria descobrir no dia seguinte a importância dele para todo o sistema e a bela e íntegra arquitetura extensível montada com uso do PowerShell

Virtualização

A estratégia de virtualização se tornou então ponto central da apresentação. Como não tenho lidado tão diretamente com TI, virtualização é algo que estava Virtualizacao me escapando – comprar um servidor grande com capacidade de fazer o papel de muitas máquinas seria realmente melhor do que comprar muitas máquinas ?

Esse é apenas um dos pontos de vista. O uso de virtualização permite um melhor gerenciamento de problemas físicos, recuperação de máquinas virtuais a estados anteriores e a distribuição de servidores através da empresa, o que achei mais chamativo e impressionante. Utilizando o Virtual Server em conjunto com o System Center um administrador pode criar em uma intranet templates de máquinas virtuais. Servidores web, servidores de banco, enfim, inúmeros templates de máquinas virtuais. Tudo isso sem falar do SoftGrid, servidor de virtualização de aplicações, conceito que ainda é bem nebuloso para mim.

Os administradores determinam quanto de hardware cada máquina virtual poderá consumir e distribuem a administradores setoriais a permissão de criar máquinas virtuais. Um gerente de desenvolvimento, por exemplo, pode requisitar via intranet um servidor de banco novo. Depois de 30 minutos, recebe o aviso de que o novo servidor encontra-se a disposição para uso.

SystemCenter Nada melhor, aliás, do que uma boa demonstração de virtualização do Suse Linux rodando dentro do Windows.

O System Center também não ficou para trás, sendo neste ponto apresentado como o gerenciador central das máquinas virtuais, mas nem por isso o palestrante deixou de dar o ar da graça para a família System Center, que inclui, por exemplo, o Data Protection Manager. Fazendo o resumo do resumo, é um gerenciador de backup coorporativo. Agora backups do SQL Server, Exchange Server e de servidores de arquivo não vão mais ser 3 coisas diferentes, mas uma tarefa só gerenciada pelo System Center Data Protection Manager, que promete ser ferramenta para qualquer pé de salsa usar, incluindo até mesmo um desenho de workflow do processo de backup dos dados (colocaram o Workflow Foundation até aqui ?!)

Foi dado destaque também a possibilidade de migração de outras máquinas virtuais, sendo feita demonstração com uma máquina virtual do vmware sendo migrada para o virtual server. Com relação ao licenciamento, destacou-se que o Windows Server Enterprise já inclui permissão de uso de 4 máquinas virtuais (leve 5, pague 1), enquanto que o Windows Server DataCenter Edition não tem limitação no número de máquinas virtuais que permite.

O Windows Server "Centro" já vem sendo há muito comentado. Com mais recursos do que o Small Bussiness Server, porém com limitações maiores do que a aquisição individual dos softwares servidores, a intenção é que o "Centro" atenda as necessidades das médidas empresas com uma melhor relação custo/benefício

Nesta palestra inicial do evento aproveitaram para anunciar o nome oficial do "Centro" : Windows Essensial Bussiness Server.

 

AndreHass André Hass causou em sua apresentação um show de WOW ao mostrar o funcionamento das policies no SQL Server 2008. Que os palestrantes de SQL Server seriam um grande arraso neste TechEd, isso eu já sabia, afinal acompanho o trabalho do Luti ha bastante tempo e vi o Saturday Night Code do Luti e André Hass, que foi muito bom (vale a pena ver também o WebCast sobre Entity Framework do Luti). Mas ainda assim as novidades conseguiram me surpreender, o que acredito que consegui transmitir bem para o público do Rio em meu retorno, conforme relatou o Cobalto aqui mesmo no MeioBit.

SQLServer

Visual Studio

Após Eduardo Campos foi a vez de Tom Robins, que logo de saida já deixou claro o que as novas versões do Framework .NET NÃO vão fazer : Quebrar compatibilidade com versões anteriores.

O que esperar da palestra de um produto que mudou muito pouco ? Muito pouco. Mas Tom Robins deu o máximo de si para chamar a atenção para os novos recursos, que não deixam de ser bonitinhos.

Vocês tem dúvida sobre o grande destaque ? User Experience, o que mais ?

Não só WPF e Silverlight, mas também os novos recursos de integração com Office 2007 que permitem a personalização do Ribbon.

Vejam exemplos que foram dados do uso do Silverlight :

http://www.festivalmenteaberta.com.br

Live Search para vídeos

http://www.tafiti.com  (ferramenta beta)

Mas sem dúvida os melhores exemplos continuam sendo http://www.microsoft.com/silverlight/ 

Impossível não lembrar do artigo do Ricardo Bicalho sobre Silverlight, aliás um artigo muito bom. Adorei o ponto de vista de que enquanto o Flash pegou o mercado de designers e a partir dai tentou entrar no mercado de programação, o Silverlight pegou o mercado de programação e a partir dai está tentando pegar o mercado de design. Realmente, quando penso em firulas para página e animações gráficas, penso em flash (nem tinha reparado que o Expression Blend tem timeline), mas quando penso em interface de usuário avançada penso em Silverlight. Quem vencerá ? Mais uma questão do artigo "Onde estão e para onde vão os designers?"

Vejam 3 vídeos de demonstração que montei :

 

TeamSystem Colaboração, claro, não podia faltar como um dos pilares. Afinal de contas, precisavam anunciar o novo Team Editon for Database Developers, com capacidade de versionamento de estrutura de banco, comparação de estrutura e dados entre ambientes distintos, entre muitos outros recursos tão tentadores que dão vontade de experimentar.

Para quem ainda não conhece o Team System, vou colocar aqui uma breve descrição dele que fiz em meio aos comentários de meu artigo sobre o Visual Studio 2008 :

O TFS não é minha especialidade, portanto a descrição que farei a seguir é ilustrativa, os recursos existem mas existirão pequenas variações na forma de aplicação, ok ?

O gerente de projetos resolve iniciar um projeto. Ao iniciar um novo projeto – uma solução para um problema – o gerente especifica qual metodologia de projeto ele desejará utilizar : MSF, MSF Agile, enfim uma metodologia de projeto. Se o gerente de projetos desejar, ele pode personalizar as características da metodologia de projeto, inclusive definindo as características do RUP. Acredito que junto aos especialistas nesta área já existe configuração específica do TFS para o RUP, assim como existem configurações específicas de metodologias de projeto para permitirem a empresa atingir o CMMI.

Escolhida a metodologia, o projeto é registrado no TFS, um servidor de projetos na empresa. O próximo passo do trabalho então pertence ao gerente de infraestrutura.

O gerente de infraestrutura precisa fazer o desenho da rede da empresa, dentro do Visual Studio. Neste desenho o gerente de TI especifica os servidores existentes na empresa, os recursos de hardware disponíveis em cada um e as restrições existentes em cada um devido a políticas da empresa, tal como política de segurança. Feito o desenho, este é armazenado no TFS.

Chega então a vez do arquiteto de software. O arquiteto de software faz o desenho da arquitetura da aplicação definindo cada uma de seus partes, client, webServices, sites, banco de dados, enfim, como tais partes vão se interligar. Mais uma vez o desenho é armazenado no TFS.

Chega então a hora de juntar os dois desenhos. Gerente de TI e arquiteto de software sentam-se lado a lado e pedem ao Visual Studio para iniciar o desenho de deployment. O arquiteto de software tenta então encaixar os pedaços de sua aplicação nos servidores disponibilizados pela empresa e atendendo as políticas da empresa (isso é feito com drag-and-drop). O visual studio valida o deployment e aponta quando um pedaço da aplicação não estiver adequado ao servidor no qual planeja-se coloca-lo.

O gerente de TI e o arquiteto de software resolvem os desencontros amigavelmente (!) como é de se esperar, chegando enfim a um acordo sobre o diagrama de deployment.

Tendo chegado ao acordo, o arquiteto de software clica com o botão direito sobre o diagrama de deployment e pede ao visual studio para gerar a solução. O VS gera toda a estrutura da solução, com seus devidos projetos e referências entre os projetos conforme o desenho do arquiteto.

Você pode ver um passo a passo da montagem destes diagramas em montagem dos diagramas.

Feito tudo isso, a estrutura da solução e os diagramas são armazenados no TFS. O trabalho volta ao gerente de projeto.

O gerente de projeto começa então a especificar tarefas necessárias ao projeto, de acordo com um cronograma. Distribui estas tarefas para os desenvolvedores disponíveis. Antes da distribuição, porém, reforça os passos da metodologia escolhida, que pode ser a RUP, através de personalizações possíveis. O gerente pode determinar tudo, desde a sequencia de trabalho até a forma de escrever um if.

Os desenvolvedores recebem estas tarefas através do próprio Visual Studio. Para começar a escrever algo o desenvolvedor precisa indicar qual tarefa está iniciando. Ao fazer isso o TFS registra "Zezinho começou a tarefa x na hora z".

A cada compilação que o Zezinho faz, o TFS registra "Zezinho compilou a tarefa x na hora z+1 e resultou em y bugs". Por fim, quando o Zezinho houver terminado, sobe o código para o TFS, o que marca a tarefa como encerrada.

Esse acompanhamento permite ao gerente utilizar as ferramentas agregadas ao TFS (Sharepoint e Reporting Services) para identificar não só o andamento atual do projeto mas o índice de produtividade de cada desenvolvedor, bem como suas formas de trabalhar, identificando rapidamente um problema, como um desenvolvedor com uso excessivo de messenger, por exemplo.

Voltando ao Zezinho, se o gerente determinou que antes de subir o código para o TFS o Zezinho precisa fazer um teste, então se o Zezinho esquecer do teste o Visual Studio irá avisar que as regras da metodologia em uso exigem que o teste seja feito. O Zezinho, então, clica com o botão direito na classe que criou e pede para o próprio Visual Studio fazer a geração automática do teste, tendo apenas o trabalho de indicar a seguir quais os valores válidos de resultado. Veja um exemplo no mesmo artigo : Artigo com exemplo de teste.

Observe ainda que o gerente tem flexibilidade suficiente para determinar, por exemplo, que o teste precisa ser feito no inicio do desenvolvimento e não só no final, de acordo com a TDD (Test-Driven Development).

Se o programador, ao receber o aviso de que algo não está de acordo com as regras da metodologia, como por exemplo a forma como escreveu o IF, ele resolver ignorar o aviso, o VS até deixa, mas envia um e-mail para o gerente e para o RH avisando "Zezinho escreveu o IF errado…"

Eu não conhecia nenhuma ferramenta de controle de projetos com essa capacidade até ser apresentado ao VSTS com TFS. Sei que existem outras, já ouvi falar, como também já ouvi falar que são muito mais caras.

Observe ainda que estes são recursos para projeto e gerencia de projeto, não trata-se de uma ferramenta case. Para case, a IBM tem o Rose e a Borland tem um que esqueci o nome agora, mas ambos são simplesmente fantásticos e possuem uma enorme integração com o Visual Studio.

Há anos atrás em um TechEd, assisti uma apresentação da ferramenta case da IBM. A demonstração foi feita com o jogo campo minado do windows – com código fonte aberto e escrito em .NET.

O palestrante desejava implementar uma funcionalidade de undo nas jogadas, mas não conhecia nada sobre como funcionava o código.

Resumindo : O palestrante rodou a aplicação e a ferramenta case criou um detalhadissimo diagrama de sequencia a nível físico que permitiu o palestrante identificar exatamente em qual ponto e qual objeto deveria manipular para implementar o undo. Como isso envolvia, porém, um design pattern, o palestrante abriu uma biblioteca de patterns pré-implementados, escolheu o que ele desejava, jogou sobre o diagrama de sequencia e pronto, estava feito.

A única coisa que o palestrante codificou foi o reconhecimento da tecla CTRL+Z para fazer o undo.

Lembrando : Isso foi a anos atrás.OfficeDevelopment

A suite Expression e os novos recursos de design gráfico do Visual Studio (que estão para designer nenhum colocar  defeito) foram apresentados como novos recursos para colaboração entre desenvolvedores e designers. Colaboração essa, por sinal, sobre a qual já havia divagado por aqui no artigo Onde estão e para onde vão os designers?

 

Comunicação Integrada

Comunicacao A bola passou então para Eric Swift para falar sobre comunicação integrada, contando com o auxilio de André Serpa e sua assistente. Enquanto Eric Swift discorria sobre a importância da comunicação integrada para os negócios, André Serpa fazia uma grande demonstração de integração da comunicação com Exchange Server e o PABX do hotel que (segundo eles) eles não conheciam.

A palestra teve um timing excelente : Durante a demonstração do André Serpa, Eric fazia os cortes na hora certa para fornecer estatísticas interessantes e curiosas e demonstrar a importância da comunicação integrada na coorporação.

E o que André Serpa demonstrou ?

Um sistema totalmente integrado de Instant Messaging, Exchange e telefonia, de forma que ele, ao atender um telefone, imediatamente aparece no Instant Messaging como não disponível. Pode do Instant Messaging escolher outras pessoas na empresa e coloca-las em conference-call no telefone, celular ou video-conferência, além de poder transferir chamadas com extrema facilidade de um local para outro, utilizando diversas regras (por exemplo, se está em reunião, pode estar disponível para algumas pessoas e não para outras).

Foram mostrados vídeos com cases de implantação e achei super interessante especialmente porque um dos vídeos foi da Aneel, empresa para a qual já prestei serviços e conheço pessoalmente a pessoa que apareceu no vídeo dando seu depoimento.

Open Source

Eis que deixaram o melhor vinho para o final. A palestra do Roberto Prado, como sempre, foi um grande show. O Prado simplesmente arrasa em suas palestras falando sobre a relação da Microsoft com Software Livre ("contrato de licença é coisa de advogado, vocês são advogados ou desenvolvedores ?"). Eu não sabia, por exemplo, que Stallman havia feito um grande protesto em uma convenção de software livre no sul do país contra o fato de Roberto Prado estar Stallman palestrando na convenção (veja aqui e aqui). Ora, eles não pregam tanto a liberdade ? Cadê a liberdade nesta hora ? Porque os adoradores do free tem toda liberdade de acesso ao TechEd da Microsoft, tanto oficialmente, como no caso da Novell, como extra-oficialmente, como os freeTardados que ficam nas salas tentando pegar todo tipo de sinal wireless para invadir máquinas dos palestrantes e fazer as palestras falharem. Luciano (Reis) pegou uma tentativa de invasão no pocket dele, totalmente em vão.

O que eu já havia ouvido falar, sim, é que uma MSP que recebeu instruções da Microsoft para assistir a palestra do Prado no sul foi expulsa do local da palestra apenas por estar vestindo seu uniforme de MSP. Haja liberdade !!!!

Outra questão interessante que encontrei enquanto pesquisava sobre isso é o fato de que foi neste evento em que Stallman foi pego cobrando por autógrafos. Longe de qualquer deboche, acredito que o fato deveria ser analisado mais friamente : Se o grande defensor do software livre precisa ganhar dinheiro cobrando por autógrafos, há algo de errado no modelo de negócios, não ? Aliás, o CoberturaWiki, linkado acima e que é voltado a software livre, tem um pentelho de um banner do fireFox que simplesmente não tem como ser fechado e fica passando em cima do texto enquanto estamos lendo. Liberdade !!

Alguém tem dúvida de qual foi o foco do ano ? OpenXML. Prado me surpreendeu com a política Microsoft. Pensei que fossem destacar as vantagens do OpenXML e os detalhes do porque não foi aprovado de primeira e como estaria sendo aprovado em breve, mas não :  A política está voltada a defesa de que um padrão único não atende ao mercado e que não existe mal algum em haverem 2 padrões, a partir do momento em que haja interoperabilidade entre os dois ("É uma simples questão de Save as").

XMLNoOffice Prado fez questão de destacar o fato do OpenXML não ser a "Microsoft correndo atrás" como alguns gostam de dizer, mas sim uma evolução natural de um trabalho com XML que vem ocorrendo há muitos e muitos anos (como eu pude esquecer que os documentos Office usam XML desde o Office 2000/XP ?!).

Forneceu vários links para quem deseja saber mais sobre OpenXML, tal como http://www.openxmldeveloper.org e também o site http://www.pingosnosis.com.br , para tirar dúvidas e desmistificar as lendas absurdas que frequentemente são levadas adiante.

A Novell que o diga : Em seu stand, servindo de excelente complemento para a palestra do Prado, estava pronta a mostrar o OpenOffice abrindo documentos em OpenXML do Office, bem como o Office abrindo documentos em ODF do OpenOffice. Adeus desculpa inglesa para não utilizar o MS Office.Laboratorio1

As fotos do laboratório de Open Source da Microsoft (2o maior do mundo ? Não lembro bem, falaram algo assim…) já são velhas conhecidas dos frequentadores  das palestras do Prado. Vocês podem observar também os produtos instalados no laboratório em questão.

Algo muito interessante na palestra do Prado foi que, enquando falava sobre interoperabilidade entre ambientes diversos Prado citou como exemplo o SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro – o mais moderno do mundo e, para quem não sabe (ainda existe alguem que não saiba disso?), desenvolvimento com a participação da equipe de arquitetos da Microsoft e com uso do Microsoft BizzTalk Server, portanto foi a solução Microsoft que permitiu que uma transferência bancária entre Laboratorio2 2 bancos ocorra em … adivinhem… 3 segundo. Pois é. 48 horas, né ? Nada disso, 3 segundos.

Prado, aliás, nos fez uma grande surpresa, que só fiquei sabendo quando já tinha chegado ao Rio : Distribuiu a todos os participantes um CD do blog Porta 25 que ele mantém para postar noticias sobre interoperabilidade. Até ai, nada demais. Só que no CD ele incluiu o artigo "Coisas que quase ninguém sabe sobre a Microsoft", que foi meu primeiro artigo aqui no MeioBit, com a devida autoria e link para o MeioBit. É o MeioBit conquistando a fama no TechEd. (Alias, se alguém daqui esteve lá e possui o CD, poderia por favor enviar o PDF para o Leo, porque o meu está com erro de CRC ao tentar copiar. Mas enviem só um, ok ?)

 

Já que estamos falando de palestras de Open Source como a do Prado, então porque deixar para depois ? Investigando o material do TechEd descobri, em meio a palestra sobre o Service Pack 1 do Windows Vista, um relatório para lá de interessante. Trata-se de um estudo extremamente detalhado, bug a bug, que demonstra que em seus primeiros meses de vida o Windows Vista teve um volume muito inferior de falhas de segurança do que os primeiros 6 meses de vida de diversos outros sistemas. Se fosse simplesmente um gráfico bobinho eu nem ia perder meu tempo publicando isso, ainda mais aqui. A questão é que o gráfico está muito bem acompanhado de um detalhado PDF que faz a análise dos bugs . Clique no gráfico abaixo para ampliar ou veja o relatório completo em http://www.csoonline.com/pdf/6_month_vista_vuln_report.pdf . Qualquer informação técnica séria sobre o conteúdo do relatório é bem vinda.

SNAG-0173

 

Framework 3.5 no Rio

Dia 26 de Janeiro, sábado, quando já estarão descansados das festas, teremos um grande evento sobre o Framework .NET 3.5 no Flamengo, Rio. Podem se inscrever no site da Microsoft.

No mesmo dia, a partir das 20:00hs 21:00hs , estarei realizando um webCast sobre aplicação de orientação a objetos no Framework .NET, vocês poderão assistir de casa.

 

 

Heroes Community Launch

O evento de lançamento dos produtos, que agora se chama Heroes Community Launch (já mencionado antes) e cuja data exata ainda é um segredo apenas entre os palestrantes, está indo muito bem. O que posso adiantar é que será um evento simultâneo, ocorrendo em inúmeros locais do país e sendo aberto por um webCast, uma transmissão ao vivo direto da Microsoft em SP.

No momento já reuni mais de 40 palestrantes para realizarem um treinamento técnico preparatório até a data do evento e continuo aceitando mais. Da mesma forma, se você deseja que este evento aconteça em sua faculdade, demonstrando o Windows Server 2008, SQL Server 2008 e Visual Studio 2008, basta me enviar um e-mail : dennes@bufaloinfo.com.br . Não há custo algum a não ser, em alguns casos, transporte.

emArtigo Destaque Open-Source Produtividade Software

Forum’s Highlights

Por em 28 de dezembro de 2007 - 6 Comentários

Os fórums Meio Bit continuam crescendo e trazendo tópicos relevantes para os nossos usuários. Entre os últimos tópicos, podemos destacar na seção "Software" algumas boas discussões, como a notável abundância de aplicativos beta, ou então a chegada do Adobe Thermo, um software que facilitará a vida de webdesigners e programadores na construção de sites e RIAs.

Nas seções de games, entre os mais variados tópicos de ajuda e soluções, destaque para a dicussão sobre os games mais esperados para 2008.

Outro ponto que está rendendo uma boa conversa é sobre aquele jogo fantástico que você não achou tão bom assim (Hitman assumiu a dianteira nessa discussão).

Já nas seções de "Hardware", uma das discussões gira em torno dos novos "brinquedinhos" que o pessoal ganhou no Natal.  Outro tópico traz à tona a velha discussão PC vs MAC. E você, vai de maçã ou caixa cinza?

Na seção mais movimentada do fórum – Internet, é claro! -  podemos acompanhar as mais variadas discussões, desde Drupal versus WordPress, passando pelos comentários sobre a nova versão do GMail,  e indo até o uso de WiFi nas universidades brasileiras.

E você, o que está esperando para entrar em todas estas discussões? O fórum Meio Bit o aguarda de portas abertas!

emAnúncios Miscelâneas

O mito dos megapixels

Por em 28 de dezembro de 2007 - 44 Comentários

Ken Rockweel é uma figura folclórica no mundo da fotografia. Através de seu site ele divulga idéias e alguns testes práticos que acabam gerando muita polêmica. Alguns meses atrás ele comparou uma Olympus Trip (câmera rangefinder bem antiga) com uma Canon EOS 5D (câmera de sensor Full Frame top da Canon). O surpreendente do teste é que a Olympus Trip ganhou a parada. Ele é tão polêmico que até já criaram o Ken Rockwell Facts dizendo que ele é o Chuck Norris da fotografia. Mas, mesmo sendo polêmico, e as vezes não demonstrando nenhum tipo de padrão técnico em suas análises, Ken fala muito do que a industria fotográfica não quer que seja dito. O mais recente e revelador artigo de Rockweel é a respeito do mito dos megapixels, coisa que todo mundo mais esclarecido sabe, mas que não é divulgado na grande mídia e nem pelos fabricantes em suas propagandas.

Segundo Rockweel, os grandes fabricantes precisavam de um elemento que levasse os consumidores a trocarem de câmera constantemente. O fator escolhido foi a quantidade de megapixels no sensor, ou resolução máxima de cada câmera. Porém, o que o consumidor comum não entende é que a quantidade de megapixels não tem nada a ver com a qualidade da imagem e sim com seu tamanho máximo de impressão. Questões como nitidez da imagem, representação das cores e contraste não são levados a sério, sendo que são fatores bem mais importantes para a qualidade de uma câmera digital. Recentemente, em uma propaganda veiculada em um suplemento de fim de ano da Revista Veja, duas câmeras eram anunciadas como sendo as únicas do Brasil que faziam fotos em Full HD. Ou seja, aproveitando todo o marketing sobre o lançamento da TV Digital os fabricantes estavam empurrando um equipamento que tem como opção fazer fotos em uma definição de 1920×1080, ou seja, 2 megapixels. Mas, poucos fazem as contas. Acabam sendo levados pela propaganda.

Tendo como base a real necessidade do consumidor de câmeras digitais no Brasil, não precisaríamos de equipamentos com mais de 3 megapixels. Ken ainda faz uma boa comparação entre a resolução da imagem (que é a quantidade efetiva de pixels), resolução da imagem no monitor (que é como vemos essa foto no computador) e a resolução de impressão (com o eterno problema da compreensão dos DPIs). Porém, no final, ele cai em seu velho problema que é a comparação da imagem digital com a imagem gerada pelas câmeras analógicas de filme. Ele faz uma defesa apaixonada de suas câmeras analógicas colocando como é possível fazer ampliações gigantes com o negativo de 35mm e tentando fazer um comparativo de quantos megapixels seriam necessários para gerar uma imagem do mesmo tamanho. Por isso, nesse momento, ele cai em contradição.

Megapixels não nos dão parâmetro para classificar a qualidade da imagem. A quantidade de pixels apenas nos informa até que ponto podemos ampliar em papel a cena fotografada. Por exemplo, se o individuo faz no máximo ampliações do tamanho padrão de 10×15 cm, apenas 1 megapixel é suficiente para gerar fotografias de qualidade, enquanto 6 megapixels são suficientes para gerar uma ampliação de 20x30cm com qualidade. Com o filme não existe um limite para essa ampliação, mas isso não é sinônimo de qualidade de imagem, apenas de capacidade de ampliação. Já há algum tempo sabemos que algumas câmera digitais podem gerar imagens com a mesma qualidade da película de prata. Mas, esse é um debate muito violento no mundo da fotografia que tende a durar um bom tempo ainda.

Então, o mais acertado na hora da compra de uma câmera digital é pesquisar os diversos equipamentos que estão disponíveis no mercado. Existem vários sites de reviews na internet com demonstrativos e analises de imagens geradas pelas câmeras. As vezes, uma câmera de 5 megapixels vai ter uma melhor qualidade de imagem do que uma de 12 megapixels.

emDestaque Fotografia

Análise do notebook HP Pavillion DV6427CL

Por em 28 de dezembro de 2007 - 31 Comentários

Há tempos que venho tentando colocar as mãos num notebook da HP (pelo menos, num modelo recente). Além do apelo da marca, há aquele controle remoto embutido que, se não é tão bonitinho quanto o do MacBook, fica muito bem escondido no slot ExpressCard e deve quebrar um galhão quando se precisa assistir àquele vídeo caseiro na TV da sala.

Pois consegui! Será que o tal controle (e o sistema como um todo) corresponde às expectativas? Vamos ver…

Imag006

Primeiras Impressões

O que esperar de uma máquina com as seguintes características:

  • Processador 1.8 GHz AMD Turion ™ 64 X2;
  • 2GB RAM DDR2;
  • Placa de vídeo NVIDIA GeForce Go 6150;
  • Display de 15,4”, 1280×800 pixels;
  • HD SATA de 160GB (5400 RPM);
  • DVD +-R/RW 8x;
  • Modem 56kbps;
  • Ethernet 10/100;
  • WiFi 802.11b/g;
  • Webcam 1.3 MPixels;
  • Slot ExpressCard;
  • Slot SDCard (lê também MMCs, Memory Sticks, Memory Sticks Pro, xD Picture Card);
  • 3 Conectores USB;
  • 2 microfones embutidos;
  • 1 entrada para microfone externo;
  • 1 saída para fondes de ouvido;
  • 1 saída VGA;
  • 1 saída para TV (S-video);
  • 1 porta FireWire (IEEE 1394);
  • 1 saída Infra-vermelho (apenas para o controle remoto, nada de IrDA);
  • Windows Vista Home Premium;
  • 3kg, 36cm x 25cm x 3,8cm.

O gabinete é realmente muito bonito. Infelizmente, as fotos não têm boa resolução, mas os detalhes no acrílico (tanto internos quanto externos) causam uma excelente impressão. Como tudo na vida tem um preço, a tampa parece arranhar facilmente, como aconteceu com o Toshiba A205.

O teclado é macio, muito agradável ao tato. As teclas são "porosas" e dão uma excelente resposta ao clique. Particularmente, preferia que fossem da mesma cor do gabinete, o preto fica um pouco destoado, mas é só questão de gosto.

Duas coisas chamam a atenção, quando se levanta do display: os dois microfones embutidos, no topo, perto da câmera e as teclas multi-mídia, com leds azuis. Não são teclas mecânicas, mas sensores capacitivos. Sem o "clique" mecânico, o driver do teclado é o responsável pelo aviso sonoro de ativação. Visualmente, ficou muito agradável, mas o problema é fazer isso funcionar no GNU/Linux®, por exemplo.

O som vem de dois alto-falantes com a marca Altec Lansing. Não espere nada muito sofisticado, até pelo tamanho do sistema. É o suficiente para conversas no skype mas vai fazer sofrer os ouvidos dos amantes de música.

O display é muito bonito e brilhante. Tem a tecnologia anti-reflexo, que já é padrão nessa classe de micros.

A parte frontal tem a chave de controle da rede WiFi, os conectores de fones-de-ouvido, microfone, S/PDIF e o sensor do controle remoto. Para os enamorados que gostam de ver DVDs água-com-açucar juntinhos, a saída S/PDIF pode ser convertida em áudio normal, o que permite ter dois fones-de-ouvido no mesmo micro.

Na lateral direita está o conector ExpressCard, o drive de DVD RW, um conector USB e a entrada para a fonte de alimentação. Aliás, um ponto falho no excelente acabamento do sistema aparece justamente nesse conector USB: com o cabo de energia ligado, vai ser muito difícil espetar um pendrive ali.

Imag009

O controle remoto pode ficar "alojado" no slot ExpressCard, bastando um aperto para que ele saia. Uma ótima solução, realmente muito bem bolada.

Imag010

Na lateral esquerda ficam as saídas de vídeo e VGA, o conector de expansão da HP (Expansion Port 3), o conector Ethernet, modem, duas portas USB, uma FireWire e o leitor de cartões MMC/SD.

Testando…

Não é novidade que a tecnologia AMD está comendo poeira da Intel já faz tempo. Nada mais natural que a curiosidade sobre como esse Turion se revelaria nos testes.

Começando pelo vídeo, uma anedota interessante: o vendedor jurou de pés juntos que a memória da GeForce Go 6150 não era compartilhada. Balela… bastou uma olhada rápida nas especificações para descobrir o contrário. Inclusive, na BIOS há uma opção de se configurar a quantidade de memória a ser "roubada" do sistema.

Rodando o Aquamark 3, o resultado foi pior que o da GMA950: 7014 pontos contra 8997 do nosso último teste.

AquaMark

Na avaliação do Windows Vista, a nota ficou abaixo do nosso Toshiba A205: 3,0 pontos contra 3,1, justamente por causa do vídeo.

INDEX

Para um sistema dedicado a aplicações "home office" está de ótimo tamanho. Jogos mais antigos (Crimson Skies, alguém?) também rodam sem grandes engasgos.

O desempenho do HD, medido pelo HDTach, não foi dos piores (considerando, sempre, que é um portátil):

hdtach-long

Poderia ser um pouco melhor, mas entre velocidade/rapidez e o consumo da bateria, está aceitável.

Falando em bateria, esse é um ponto que merece destaque. Nesse modelo, são 12 células de íon lítio, o que fez o micro funcionar por até cinco horas usando suites de escritório e com a rede WiFi habilitada. Esse resultado foi obtido usando o Kurumin, já que o Vista é um conhecido devorador energia. Na parte de baixo do laptop, é possível ver um "calombo", pois a bateria é muito grande para ficar alinhada com o gabinete. A HP utilizou esse que poderia ser um ponto fraco como arma, fazendo que haja um bom espaço para ventilação entre a superfície e as entradas de ar.

Um ponto fraco, facilmente percebido depois de algumas horas de uso, é o calor excessivo. Deixar o laptop sobre a perna é impossível e as palmas das mãos também sofrem… todo o teclado, além do "touch pad" esquentam ao ponto de incomodar, quando o ambiente está acima dos 30 graus Celsius.

O controle remoto funcionou perfeitamente com o Media Center do Vista. O único senão fica por conta da velocidade… às vezes é preciso esperar um pouco entre cada "aperto de botão", mas nada que o uso contínuo não resolva.

Palavras Finais

Para um micro destinado a "home office" está de bom tamanho. Jogos e compilações não são muito indicadas, mas possíveis. A temperatura também é um problema: pense duas vezes antes de utilizá-lo em ambientes quentes ou sem condicionamento de ar.

A falta do Bluetooth foi sentida, também. Sem o IrDA, ele seria a única forma de trocar arquivos com celulares sem utilizar fios (essa é a idéia de um portátil, certo?).  Outra coisa: o máximo de memória permitida no sistema é 2GB. É o suficiente para o Vista e as aplicações mais comuns, mas se o seu caso for específico, fique atento.

No final das contas, é um bom micro que vale os R$ 2.850,00 pagos. Se bem que, por esse preço, os DVDs de recuperação poderiam ser fornecidos. Existe a opção de gerá-los a partir das imagens previamente gravadas no HD mas, convenhamos, HP, seria um custo adicional assim tão alto?

emAnálise Artigo Computação móvel Destaque Hardware

Ruby 1.9.0 Developer Disponível

Por em 28 de dezembro de 2007 - 4 Comentários

mb_rubylogo A linguagem dinâmica Ruby, versão 1.9.0, para desenvolvedores,  já está disponível para download e possui uma enorme lista de melhorias, que só devem ser integradas ao framework Rails quando estiver devidamente estabilizada, já que há algumas quebras de compatibilidade.

De qualquer forma, como ferramenta de estudo para quem está trabalhando com a linguagem, vale a pena testar as novidades. E por favor, não faça nada em ambiente de produção. O ideal é criar uma máquina virtual em ambiente *nix.

Fontes: Ruby, PragDave

emDownload Open-Source Software

O MB Games não pára!

Por em 28 de dezembro de 2007 - 6 Comentários

Mesmo com o feriado de natal, o Meio Bit Games não parou e continuou trazendo notícias e artigos interessantes para vocês. Publicamos uma análise do ótimo, porém pouco conhecido ATV Offroad Fury 4 para PS2, demos uma mostra da versão sobre games do Guinees Book 2008 e falamos sobre uma seleção dos melhores mods do ano.

Aproveitamos também para perguntar qual jogo você está jogando durante esses dias de folga e mostramos onde encontrar vários jogos gratuitos, além de lembrar que a Steam está com uma super promoção de natal, com até 50% de desconto em alguns jogos. Aproveite e relembra da década de 90 assistindo um Globo Reporter sobre games.

emGames

DRM continua a cair. Agora é a vez da Warner

Por em 28 de dezembro de 2007 - 10 Comentários

A Amazon continua mostrando que tem muita força (quem vende 17 Nintendo Wiis por *segundo* não é fraco). Agora a Warner Music fez um acordo com a Amazon para vender seu catálogo de 3 milhões de músicas a US$0.89, sem DRM. Já mostrei como é simples comprar música na Amazon MP3, e imagino que esteja vendendo muito bem.

Creio que seja uma questão de (pouco) tempo para os maiores vendedores de música serem online. Atualmente a Wal-Mart e BestBuy estão no topo da lista, seguidos por iTunes e Amazon.

emFotografia Indústria