Digital Drops Blog de Brinquedo

Reviravolta: Campos eletromagnéticos usados para tratar câncer

Por em 6 de agosto de 2007

meiobit-magneto.jpg

Uma pesquisa do Instituto de Tecnologia Technion-Israel, em Haifa estudou o efeito de campos elétricos em células cancerosas. Pesquisa in vitro determinaram que campos de determinadas frequências afetavam negativamente (pro câncer) a divisão das células.

Depois de estudos em animais, foram feitos testes com dez pacientes humanos portadores de glioblastoma multiforme, um tipo de tumor cerebral com baixa taxa de sobrevivência. Os pacientes receberam eletrodos, com os quais foram aplicados campos eletromagnéticos de 200KHz durante até 18 horas por dia.

Os pesquisadores observaram que os tumores progrediram em uma velocidade bem menor que a usual, levando em média 26 semanas, e em alguns casos houve até regressão. A sobrevida dos pacientes foi consideravelmente longa, em média 62 semanas. Com tratamento convencional a progressão dos tumores leva em média 10 semanas, e a sobrevida dos pacientes fica na casa das 30 semanas.

3 dos 10 pacientes ainda estão vivos, dois anos após o início do tratamento com campos elétricos.

Essa é uma pesquisa séria, não veio da Academia de Ciências do Fantástico. Os resultados foram publicados na edição de agosto da Physics Today, e no The Proceedings of the National Academy of Sciences (Kirson et al., PNAS 104, 10152-10157, June 12, 2007).

Isso é o que se ganha ao fazer pesquisa científica séria. Se esses cientistas caíssem nas armadilhas da mídia histérica “celular dá câncer, todos em pânico!” jamais teriam pensado em iniciar esse estudo.

Agora, claro, só precisamos que alguém faça o óbvio, e confirme que o iPhone emite um discreto porém constante campo eletromagnético na faixa dos 200KHz.

Fonte: Medgadget

emMiscelâneas

Mouse com pequena falha no projeto

Por em 6 de agosto de 2007

meiobit-mousesolar.jpg

A idéia é boa. Um mouse com uma placa fotovoltaica, convertendo energia solar em eletricidade, assim você não precisa trocar pilhas, usar eletricidade da tomada para recarregá-lo, pode salvar os bichinhos da floresta, ser ecologicamente correto, ganhar beijinho das moças bonitas do Greenpeace e da PETA…

OK, não existem moças bonitas no Greepeace ou na PETA, e o projeto acima, que em teoria carrega o mouse com pouco mais de uma hora de exposição direta ao Sol, tem ALGUNS problemas.

Primeiro: Ninguém usa mouses sob a luz direta do Sol. A iluminação artificial não chega a 1/100 da iluminação natural, a quantidade de energia é muito, muito menor. Nenhum carregador solar funciona dentro de casa. No caso desse mouse, você teria que deixá-lo exposto por horas e horas.

Tudo bem, você está trabalhando ele está carregando, certo?

Errado, veja onde sua mão fica: Exato. Em cima da placa coletora.

Ah, ele carrega quando você não estiver usando o computador.

Sim, chama-se “noite”, em geral com luzes apagadas.

Existem dispositivos que convertem movimento em eletricidade, relógios de 30 anos atrás já usavam esse fenômeno piezoelétrico, então seria mais inteligente adaptar esse tipo de gerador, ao invés da energia solar, mas não seria tão cool (e inútil).

Via: Oh Gizmo!

emAnúncios

Faça sua guitarra

Por em 6 de agosto de 2007

No melhor estilo “do it yourself”, um cara fez uma guitarra para o Guitar Hero. Detalhe: de Lego, e completamente funcional.

Ele adaptou os controles do controle do jogo em forma de guitarra para um case feito de peças de Lego. Pode não ser assim tão ergonômica, mas é sensacional.

Fonte: Gizmodo.

emGames

New York Times, se não sabe brincar não desce pro Play

Por em 6 de agosto de 2007

meiobit-fakesteve.jpgUm dos personagens mais divertidos da Blogosfera, amado por muitos, odiados pelos Freetardados e outros desprovidos de senso de humor, o Fake Steve Jobs, teve sua identidade secreta revelada por um repórter sem-graça e invejoso, apoiado por um monte de gente que não sabe brincar.

A graça toda do personagem é não saber sua identidade. É como o Borat, se você sabe quem ele é, não adianta ser entrevistado.

Brad Stone, o autor da façanha, desmascarou Daniel Lyons, que escreve sobre tecnologia para a Forbes.com. Fake Steve já está com um livro encaminhado, e agora Lyons muito provavelmente irá escrever vários outros, contando suas aventuras como um fake CEO, lido inclusive pelos verdadeiros Bill Gates e Steve Jobs.

A Forbes, ao contrário do mané do Brad Stone, tem senso de humor, e não só declarou gostar do blog, como trouxe Fake Steve para debaixo de suas asas. Menos mal.

Quanto a Daniel Lyons, ou melhor, Fake Steve Jobs, neste post contou a história e decidiu transformar “Brad Stone” em um verbo intransitivo, que significa “urinar na piscina”.

emApple e Mac

Simulador virtual de serra elétrica* – Leatherface aprova

Por em 6 de agosto de 2007

A Dolmar, um dos maiores fabricantes de ferramentas do mundo patrocinou a criação de um simulador para treinar profissionais no uso de suas serras elétricas.

O simulator usa técnicas de realidade virtual, com um controlador no formato da serra, dotado de motores e alto-falantes para simular o motor, a vibração e o efeito de torque de uma serra de verdade.

Quem usou disse que o ambiente é de imersão total, excelente para adestrar o uso de ferramentas potencialmente perigosas. Faz sentido. Antigamente essas técnicas eram restritas a aviões e tanques, hoje em dia há usos mais mundanos, mas nem por isso menos nobres, para toda essa tecnologia.

Infelizmente, como podemos ver, a aplicação é BEM sem-graça.



meiobit-chainsaw.jpg

Sugerimos, em uma rara consultoria gratuita, que outras aplicações sejam adaptadas ao equipamento, tornando o treino com a serra mais divertido, didático, lúdico. Por exemplo: Ao invés de serrar um tronco bobo como na imagem acima, não seria mais divertido se o treino fosse assim:?

meiobit-doom.jpg

Fonte: Gizmag

* O nome correto do equipamento é “motoserra”, mas por um erro de tradução idiota no filme “The Texas Chainsaw Massacre”, que virou “O Massacre da Serra Elétrica”, embora Leatherface não andasse atrás dos outros puxando uma enorme extensão, o nome meio que ficou.

emHardware Indústria

Richard Stallman: Não use consoles de videogames

Por em 6 de agosto de 2007

meiobit-stallman2.jpgSabe aquele Wii que você está babando pra comprar, o XBox 360 pra jogar Halo 3, o lindo PSP? Eles são maléficos. Segundo Richard Stallman, o Michael Moore do movimento Open Source você não deve comprar ou jogar em consoles.

Numa entrevista para o site Groklaw, ao final rolou o seguinte diálogo:


Groklaw: Uma última pergunta. Estamos vendo mais e mais equipamentos, e estou pensando especificamente em consoles de games – Eu sei que meus filhos têm um em casa – onde não há –

Stallman: Eu não teria. Você tem que aprender a dizer não para seus filhos.

Groklaw: É verdade, é verdade, não vou negar isso. Agora, não há Software Livre para equipamentos assim [Correção: : Yellow Dog suporta alguns consoles].


Stallman: É por isso que não há nenhuma forma ética que você possa usá-lo [o console], e você não deveria possuir um.

Groklaw: OK, eu acho que vou levar as crianças para andar de bicicleta mais vezes.

Stallman: Seria muito melhor para eles.

Ou seja: Seu console não é Open, então não é livre, então você não deve usá-lo. Dori, jogue aquele Gamecube fora. Vamos todos fazer uma grande fogueira e queimar os PS2 também. E nem pense em não entregar aquele Nintendo DS, senhor. Estamos aqui para garantir a sua liberdade, mesmo que tenhamos que arrancar o videogame de seus filhos.

Devo jogar fora meu celular também? Ele não é Livre… Se precisar colocar um marcapasso, o Stallman vai exigir um que rode Free Open Source Software?

O problema do descontrolado do Stallman é que ele quer atrair pra seu atoleiro tudo que é projeto, e sobra para gente que não tem nada a ver com isso, como o Linux, o Apache, o Firefox. Esse extremismo já está se tornando contraproducente, e se a Free Software Foundation não repensar sua posição, colocando esse Talibã para escanteio, vão se tornar irrelevantes, coisa que não eram até a GPL 2, conseguindo inclusive vitórias legais em casos de violação da licença.

É uma pena, para quem leu obras-primas sobre Open Source como A Catedral e o Bazar, de Eric Raymond, ter que ler essas manisfestações xiitas do Stallman. Contra o Raymond a Microsoft e Cia não podem dizer um “a”, já contra o Stallman, ele se derruba sozinho. O problema é que leva todo o resto junto.

Acha que não? A IBM é, sem dúvida, a maior empresa envolvida com Linux e Open Source, literalmente abrigando o Apache debaixo de suas asas. Só que Steve Mills, Gerente Geral para Software, na IBM, avisou que a empresa não usa a GPL por causa de suas restrições, e alertou para um possível fork do Linux. Parabéns, Stallman. A casa agradece. E a casa fica em Redmond…

Fonte: Floating Point

emOpen-Source

Notebooks’ blog

Por em 5 de agosto de 2007

laptop.jpgCom a queda acentuada dos preços de notebooks nos últimos meses, a procura por informações sobre esse tipo de equipamento tem crescido enormemente.

Infelizmente, ainda são raros os sites dedicados a essas maravilhas portáteis em língua portuguesa. Justamente para suprir essa lacuna, apareceu o Notebooks Blog. Com artigos sobre o mercado nacional, lançamentos e acessórios, parece ser uma ótima fonte para quem quer ( e precisa ) ficar por dentro de tudo que acontece no mundo portátil.

Eu mesmo já estou de olho no “Logitech VX Nano Cordless Laser Mouse for Notebooks“, dica do blog e que, de ruim, só parece ter preço ( US$ 69,90 ).

Faltou apenas um detalhe: alguma informação sobre os colaboradores, as pessoas que escrevem. Sem isso, a coisa fica meio impessoal, ainda que não afete a qualidade geral.

Está aí a dica de ótimas leituras.

[Análise patrocinada pelo Notebooks blog]

(texto contribuido pelo Alexandre Fugita)

emPublicidade