Digital Drops Blog de Brinquedo

LiveStream: meta-indexador no BlogBlogs

Por em 14 de janeiro de 2008 - 5 Comentários

O BlogBlogs, nosso indexador de blogs preferido, agora conta com uma novidade em desenvolvimento. Vai passar a agregar o conteúdo de blogs e outros sistemas, como twitter, para que o público possa acompanhar determinados assuntos.

Em fase experimental, o serviço batizado de LiveStream vai permitir acompanhar a Campus Party, uma espécie de mega-encontro geek que acontece em fevereiro em São Paulo. O serviço trata de colocar nesta página tudo que for postado nos blogs ou twitter com tags específicas.

O visual ainda é bem “inicial”, mas a iniciativa parece interessante. A sugestão é colocar um feed RSS para quem (como eu) não curte ficar dando refresh em várias páginas diferentes.

emBlog Internet

Análise rápida: KDE 4 para um usuário do Gnome

Por em 13 de janeiro de 2008 - 66 Comentários

Lançado há exatos dois dias, o código-fonte já pode ser compilado em qualquer distribuição Linux (usuários de distribuições incompletas podem ter trabalho), e é questão de tempo até sua popularização. A safra 2008 de distribuições já terá suporte ao KDE 4 – muitas delas mantendo ainda o KDE 3.5, como o que já acontece no OpenSuSE – para que os usuários desse ambiente desktop possam se adaptar às novidades.

clip_image002

Porém, existe uma personalização do LiveCD do OpenSuSE Linux que vinha com os BETAS do KDE 4 para os curiosos usuários poderem analisar o desenvolvimento do ambiente desktop, eu mesmo baixei duas vezes. Com o lançamento da versão “final”, também foi disponibilizado o mesmo LiveCD contendo a primeira versão estável do KDE 4, com a mesma finalidade.

Assim, estou utilizando o LiveCD do KDE 4 desde sexta feira no VMware, e escrevi a análise para o usuário recém chegado conferir as novidades. Apesar de ser usuário (e convicto) do Gnome, gostei das novidades e acredito que as próximas grandes versões (KDE 4.1, KDE 4.2…) estarão ainda melhores. Vamos lá?

O novo conceito do Desktop

O KDE 4 é um inovador nato. E como tal, ele tenta lançar um novo conceito de desktop. Nesse conceito, temos o Plasma (o conjunto da obra) que é composto por Plasmoids. Os Plasmoids podem ser várias coisas, widgets, ícones e botões, e podem ficar tanto no desktop quanto no painel, e nessa eu acho que o SuperKaramba dançou. Ao passar o mouse num Plasmoid na área de trabalho, é exibida uma aura transparente com opções de controle, e permite esticar, encolher, mover, girar ou configurar aquele Plasmoid. Demorou (muito) pro KDE permitir essas proezas com ícones SVG, algumas já são possíveis no Gnome desde que eu me entendo por gente. Mas a flexibilidade que isso proporcionou na aliança de Ícones e Plasmoids foi muito interessante.

O antigo Kicker (painel) também foi substituído pelos Plasmoids, ou seja, o Painel agora é um Plasmoid. E o KWin permite nativamente recursos como Exposè (Ctrl + F9) e um Dashboard (Ctrl + F12), que são independentes de um AiGLX/XGL. Nativamente foram inclusos recursos de transparência real e sombras, também direto no KWin, mas não funcionaram adequadamente comigo. Não sei dizer se é um bug ou é por causa do VMware, explico os problemas que tive mais adiante. No canto direito superior da tela também possui um Plasmoid que eu não sei o nome, mas a partir dele adicionamos os outros Plasmoids no desktop. Ele transita de maneira super elegante.

Os drag n’ drops melhoraram bastante (aleluia, né KDE?), e todos os Plasmoids são manipulados assim. Com o gerenciador de Plasmoids – janelinha chamada “Add Widgets” -, é exibida a lista de Widgets disponíveis, podendo ser adicionados ou removidos. Para adicionar um Widget no desktop, basta clicar num, arrastar e soltar onde der vontade, até no Painel. A partir do Dolphin também é possível transformar alguns itens em Plasmoids da área de trabalho. O mesmo widget realmente tem funcionalidade garantida em ambos os locais, desktop e painel.

Os ícones ganharam novo theme, o Oxygen. Assim como no KDE 3.xx, onde os ícones Crystal SVG passavam idéia de transparência, clareza e brilho, os ícones Oxygen transmitem “sensação” de liberdade, vento, oxigênio. Um Briefing interessante, os ícones ficaram muito legais. Até me lembraram do iconset Tango (fanáticos pelo KDE 4 vão querer me matar por causa disso).

Para o KDE 4, agora também inexiste o diretório ~/Desktop. Arquivos direcionados para o Desktop caem na /home, e as configurações do desktop com seus plasmoids fica na ~/.kde4. Acredito que isso seja uma faca de dois gumes, pois a usuabilidade ficou agradável e estranha ao mesmo tempo. Exemplo, eu copiei um PDF do meu PenDrive para o Desktop, mas inexiste um diretório ~/Desktop… Então virou um (lindo) Plasmoid com o nome do arquivo, eu clico e ele abre no Okular. Mas eu excluo o plasmoid e ele não exclui o arquivo (ou seja, simplesmente um atalho, e ele não criou uma cópia do mesmo na /home), eu tenho que abrir o Dolphin, ir ao PenDrive e apagar o desgraçado do PDF. Então, se eu apagar o PDF no PenDrive, ou simplesmente remover o dispositivo, o Plasmoid não desaparece nem dá uma indicação que o link está quebrado, eu clico e ele dá erro por motivos óbvios. Isso precisa ser melhorado – urgente.

Também não encontrei algumas coisas que deveriam ser óbvias, como um configurador do Painel. Ta certo que o KDE 4 ficou legal em tons pretos. Eu também gosto, mas poxa, justamente na primeira impressão (que é a que… não completarei o resto da frase), ficou semelhante demais ao MS Windows Vista, e eu tentei mudar isso. Mas, simplesmente não achei onde alterar as propriedades do Painel. Nas versões anteriores e no Gnome, bastaria clicar com o botão direito no Painel e ir nas propriedades para fazer a festa (mudar tamanho, textura, cor, transparência, botões, comportamento e etc).

Do resto, o KDE 4 foi tranqüilo e naturalmente intuitivo.

clip_image004

Eu não entendi…

Fuçando nas propriedades do Plasma Workspace – vulgo Desktop -, é possível alterar o papel de parede e/ou colocar um slide-show, e mais nada além disso. Também existem duas checkboxes, “Align to Grid” e “Show Icons”. A primeira eu não preciso nem explicar, porém a segunda eu quis entender sua serventia. Desabilitei, apliquei OK, e sumiram todos os ícones Plasmoids de programas do meu desktop (o Opera, Dolphin e Kopete). Prevaleceu o PDF que citei anteriormente, e pensei: “Ahh ta, isso só tira os Plasmoids de atalhos pra programas, o resto fica!”. Marquei de novo o checkbox acreditando que meus antigos ícones voltariam, mas não voltaram, oh shit! Quem for testar, cuidado com esses checkboxes, eles são do mal! Tomara que corrijam isso…

clip_image006

Ainda com relação aos Plasmoids, adicionei um Plasmoid “Lixeira” a partir do Dolphin arrastando o ícone para o Desktop. Funcionou!! Tentei excluir um arquivo da maneira que *eu* excluo (vício do Mac OS X, de arrastar arquivos pra lixeira ao invés de apertar o Delete – argh!) e não funcionou, nada acontecia. Criei de novo, vi as propriedades do Plasmoid e aparentemente estava tudo normal. Cliquei nela e deu erro, não reconheceu o diretório “Trash:/”. Minhas suposições não chegaram num consenso, se isso é Bug do KDE 4 no endereço da lixeira (aconteciam coisas semelhantes no KDE 3.4 do Slackware 10.2), se é um bug DA lixeira ou se o KDE simplesmente não aceita um Plasmoid assim e tenha um Plasmoid próprio pra ser Lixeira. Esperar pra ver.

Os programas GTK (testei o Pidgin e o FireFox) também ficaram horríveis no novo ambiente desktop, mas deixo claro que eu não instalei nenhum aplicativo que pudesse gerenciar os softwares desse Toolkit, como GTK-QT-Engine, GTK-Chtheme ou simplesmente instalar metade do Gnome goela abaixo: Apenas o SuSE com KDE 4 cru. Acredito também que a interoperabilidade deveria ter sido melhorada nesse quesito.

O que tive certeza que é um Bug foi que, se eu abrisse um terminal e digitasse halt (ou telinit 3), ele perdia todas as alterações do Desktop. Também aconteceu com um amigo meu, que compilou o KDE 4 no Slackware 12.

Novos Programas

As primeiras diferenças que alguém vindo do KDE 3 para o KDE 4 irá perceber será o Dolphin. Apesar de existir também pro KDE 3 (não vem por padrão, como o GWenview), no KDE 4 o Dolphin é utilizado para ser apenas um poderoso navegador de arquivos, isolando a navegação Web pro Konqueror. O Konqueror continua sendo total-flex, navega na web, navega em arquivos e visualiza conteúdo de algumas coisas. O Dolphin é leve, agradável e intuitivo.

clip_image008

Assim como o Dolphin, também não faria sentido que o Konqueror fosse “desmembrado” se as imagens e PDFs continuassem sendo abertos nele. Então, surgiram outros programas para suas devidas funções. Pra PDFs foi criado o Okular, um concorrente à altura pro Evince, e pra imagens foi criado o GWenview, também um concorrente legal pro EOG.

clip_image010

O Konqueror continua existindo feliz e contente com as mesmas funcionalidades, mas acredito que o pessoal do KDE deseje colocá-lo como navegador oficial do ambiente, aprimorando seus recursos e podendo fazer um concorrente KHTML pro FireFox, assim como a existência do KOffice está para o OpenOffice.

O Konsole também ficou mais “inteligente”, e pareceu ter menos recursos. Gostei da alteração, antes as opções eram excessivas, e eu me perdia quando estava usando, ou esquecia de salvar as alterações, quando reabria o programa estava tudo da maneira tradicional.

clip_image012

Foi incluído um painel de controle próprio do KDE, o System Settings, que aparentemente substituiu o grande, pesado e confuso KControlCenter (não posso confirmar se substituiu mesmo). Ficou leve e eficiente, sendo possível acessar as configurações do KDE de maneira mais prática e bonita. Ficou parecendo o System Preferences, do Mac OS X.

clip_image014

Infelizmente, não pude testar o AmaroK 2.0. Instalei-o na máquina virtual, e ele ainda não está completamente pronto. Tive problemas com o VMware, e terei que esperar mais um pouco para isso.

O que ainda esperar?

Como a própria equipe falou, essa ainda é uma versão inicial, que ainda não está bem pronta para uso. Ainda quase não existem Plasmoids disponíveis, exceto os que acompanham o KDE. O KNotify foi incluso meio na gambiarra para existir uma área de notificação, mas também será substituída por Plasmoids com o tempo. Também há o Solid, um novo integrador de dispositivos (como o HAL) e que deverá fazer com que os dispositivos funcionem independentes um do outro e sem limitações do fabricante (aquele widget que ta no meu desktop funciona nele). O aRTS também deverá ser substituído pelo Phonon (aleluia!).

clip_image016

O KDM que veio na distribuição ainda é o do KDE 3. Já deve existir um KDM do KDE 4, se não existe, acelerem pelo amor de Deus. =)

Problemas que tive

clip_image018

O animal gênio que fez esse LiveCD com KDE 4 atualizou o Kernel da distribuição, mas (ainda?) não atualizou o Kernel-Headers nos repositórios. Moral da história, eu não pude instalar o VMware Tools – ou até poderia, mas ia ter que recompilar o Kernel para gerar os headers corretamente. Não o fiz, pois instalei a distribuição por cima de uma máquina virtual Ubuntu apenas para testar, não para usar em definitivo. Acabei sem VMware-Tools, e impossibilitado de testar o som, ver efeitos visuais e compartilhar minha /mnt/Mp3 do Fedora. Só deu mesmo pra conferir as novidades.

Conclusões e Agradecimentos

Agradeço ao amigo Vinicius por diversos esclarecimentos dos “novos conceitos” e dicas sobre o desktop. O KDE 4 está extremamente leve, bonito e com outro Look n’ Feel. E, se o Gnome não se cuidar, provavelmente lá pelo KDE 4.1 ou KDE 4.2 eu estarei fazendo as malas!

 

emAnálise Android e Linux Artigo Destaque Indústria Open-Source

Netflix: assista seus filmes online, sem limites

Por em 13 de janeiro de 2008 - 16 Comentários

A concorrência vai apertando, e os modelos de negócio vão se adequando. A Netflix (dados financeiros), que baseia seus negócios na locação de DVDs pelo correio, vai lentamente abraçando a distribuição de conteúdo online. Em um anúncio, a Netflix disponibiliza agora seus títulos mais populares sem limite de uso. Anteriormente, os assinantes tinham limites de horas por mês de streaming, conforme seu plano de uso.

“Coincidentemente”, espera-se que a Apple anuncie na Macworld desta semana o aluguel de filmes através de sua iTunes Store. Ainda não são públicos os detalhes do serviço, como valores, qualidade dos vídeos e período de uso por locação. Mas a Apple, com seu poderio, vai moldando o mercado, e quem acaba ganhando são os consumidores.

Esta semana promete algumas novidades do campo da Apple que podem mudar o jogo.

emIndústria

Pinguins se espalhando na Lenovo

Por em 13 de janeiro de 2008 - 51 Comentários

t-8lA Lenovo vai oferecer o SUSE Linux Enterprise Desktop 10 pré-instalado em seus laptops Thinkpad T61 e R61. E com suporte gratuito.

O T61 é um Intel Core 2 Duo T7250 rodando a 2GHz (800MHz de FSB), 1GB de RAM DDR2, Intel GMA X3100 como controladora de vídeo e um display de 14,1” (1366×768 pixels). Um HD de 80GB (5400 rpm), Drive COMBO (CD-R/W, DVD-R) e WiFi completam o conjunto, que sai a US$ 949,00 (lá, sem impostos).

O curioso é que a mesma máquina com o Windows Vista pré-instalado sai por US$ 20,00 a mais. Vinte dólares por uma licença do Vista, ainda que OEM é um ótimo negócio. Até o mais ferrenho usuário do pinguim há de convir que, na hora da revenda, ela poderá fazer uma grande diferença.

De qualquer forma, é ótimo ver os fabricantes oferencendo mais opções aos usuários. Só falta deixar os valores atraentes.

[via DesktopLinux]

emAndroid e Linux Anúncios Computação móvel Hardware Indústria Open-Source

Escreve que eu te… ah, usa o fórum!

Por em 12 de janeiro de 2008 - 73 Comentários

Bom pessoal, acho que esta é mesmo a última coluna. Pelo menos, nos moldes originais. Depois que colocamos o fórum, onde todos os leitores podem opiniar e responder às dúvidas, não há muita lógica em perpetuá-la.

No entanto, talvez ainda valha a pena reproduzir aqui os comentários e pedidos "nonsense" . Por incrível que pareça, eles continuam chegando! Então, a coluna deve mudar para algo do tipo "Salsas, salsinhas e açafrão". Sugestões são bem-vindas.

 

Fazemos qualquer negócio?

Nayara: "Boa tarde!  Estou fazendo uma cotação de preço para a empresa onde trabalho e preciso da ajuda de vocês. Preciso por escrito um orçamento contendo preço, garantia, entrega, forma de pagamento, nota fiscal, etc. Produtos: Conexão Wireless com instalação. No aguardo."

Então, Nayara… me mande o telefone do seu gerente. Ele precisa mesmo entender que, pagando um salário um pouco melhor, consegue gente competente, que não fica nos pedindo "orçamentos por escrito"…

 

Parcerias

Camila: "Trabalhamos com antenas profissionais para telecom, links, WLL, FM, VHF, UHF. Gostariamos de saber o que é preciso fazer para sermos fornecedores. Aguardo contato."

Fala com a Nayara, aí de cima.

 

Corressão

Silvana Conceição: "preciso de sua ajuda para instalar o dicionário Aurélio no meu computadorwindows vista, porém não sei aonde se ver a série do mesmo."

Silvana, você precisa mesmo de ajuda… e não só do Aurélio, mas de um bom Manual de Redação e Gramática. Bem, quanto ao número de série do dicionário eletrônico, ele pode ser encontrado aqui.

 

Outros serviços

Wagner: "Gostaria de saber se vocês atendem a cidade de São José dos Campos/SP. Se sim, poderia me informar o telefone de vocês para essa cidade. Obrigado"

Pois é, Wagner. Como o pessoal tem reclamado dos nossos links patrocinados, o jeito é mesmo entrar em outros mercados. Começaremos a atender ao pessoal aí de SJ assim que todos tiverem internet. É a única forma de conseguirem acessar nosso site. Aguarde para breve planos pagos.

 

Com apilha

Rejane: "TENHO UMA MAQUINA DIGITAL QUE ESTA COM PROBLEMA COM APILHA NÃO ESTÁ LIGANDO.GOSTARIA DE SABER OS ENDEREÇOS DE VCS NO RJ."

Rejane, envie uma foto de corpo inteiro (preferencialmente, tirada em Ipanema, agora em janeiro) para o Cardoso. Ele vai analisar seu problema e, dependendo, marcar um encontro num lugar mais reservado.

 

Paulo H. Potter

Paulo: "meu nome é Paulo tenho 14 anos e sou dono do blog Nano second gostaria que voces me ajudassem a divulgar meu blog se puderem entrem em contato atraves do meu e-mail."

Ou Paulo. Seu email foi a sensação entre os articulistas do Meio Bit. Não pelo pedido de ajuda… já que você nem mandou o endereço do site, mas pelo paulohpotter@ccccc.com.br. Paulo H. Potter! Pena que você morre no final… ah! O pessoal ficou meio receoso de enviar um email para alguém tão jovem e que já segura uma varinha e veste um camisolão… sem contar que senta num cabo de vassoura.

 

Amisade

Lucas: "lorena vc e feia"

Tá dado o recado, Lucas. E a próxima música vai para… opa, me empolguei. Infelizmente, aqui só temos a Fabi e uma outra colaboradora, que estréia segunda… mas nada de Lorena. Ah! Outra coisa: é "amizade", viu? Não ensinam mais nada na primeira série?

 

MSN para a inclusão digital

Flaviane: "quero saber como posso o novo msn"

Alguém responde, por favor.

emMiscelâneas

O Maligno Esquema dos Ringtones Gratuitos

Por em 12 de janeiro de 2008 - 58 Comentários

Todo mundo já viu; são anúncios em geral horrorosos, cheios de coisas piscando prometendo ringtones, jogos, toques, bla bla bla.

Muita gente acha que é golpe. Não é, é algo na verdade pior, pois são empresas que vivem na margem da ética, pois o proverbial traficante de porta de escola ao menos te DÁ alguma coisa grátis, e mesmo depois que passa a cobrar, não mete a mão no seu bolso.

Como funciona o esquema dessas “empresas” que vendem ringtones, jogos, etc:

Eles oferecem “uma semana grátis” para experimentar o serviço. Para isso, você, caro otário* manda um sms para um número, com um código, que habilita uma assinatura. Essa assinatura, CLARO, é auto-renovável. Então use ou não use, você pagará. Se você, em uma semana, esquecer de enviar o código de cancelamento, parabéns, começou a ser tarifado.

* Nota: Não estou dizendo que VOCÊ, leitor, seja otário. Por
favor entenda como uma figura de linguagem, sujeito indeterminado.
Exceto se você TIVER enviado o tal SMS. Aí você é otário mesmo
.

E o que dá pra baixar com 10 créditos?

2 toques monofônicos ou polifônicos, wallpapers, similares.

Ou então UM toque em MP3/AWC ou outro formato semelhante.

Quanto custa essa brincadeira?

  • TIM – R$ 5,99 por semana.
  • Brasil Telecom – R$ 5,99 por semana.
  • Oi – R$ 4,99 por semana.
  • Claro – R$ 4,99 por semana.
  • Vivo: – R$3,40 por semana.

Não, a Vivo não é boazinha, sua rede não aceita downloads externos (eles querem faturar sozinhos) portanto quem assina esses sites e usa Vivo tem apenas o privilégio de receber DUAS mensagens de texto por semana, com informações “utilíssimas”.

Então vejamos; o toque mais popular, “Berimbau Metalizado”, da Ivete Sangalo, sairia por R$5,99? Verificando no site do iMusica, o Coolnex (aquele que faz os cards pros blogs) a música, INTEIRA, custa R$1,89.

Portanto estamos com um site cobrando TRÊS VEZES o preço de um download de uma música completa, em alta qualidade, por uma versão capenga, altamente comprimida, de um trecho da mesma música?

Hello, McFly, entendam: Se o seu modelo de negócios compreende cobrar três vezes mais caro por uma versão PIORADA do conteúdo que encontramos mais barato, vocês NUNCA chegarão a lugar nenhum.

Minha gente, trabalhem para uma inclusão digital prática: Ensinem seus amigos a baixar ringtones gratuitos, ensinem a criar fundos de tela, ensinem a ripar trechos de CDs e produzir os próprios ringtones. Mostrem como achar jogos em Java, monstrem como fugir da ganância desenfreada desses predadores e das operadoras de telefonia, que são SIM cúmplices.

Não adianta só dizer que quem baixa um ringtone por R$6,00 é otário. É preciso mostrar a esse otá-digo, usuário desavisado que ele NÃO precisa pagar tanto por algo que ele consegue de graça ou a um preço decente. Com isso iremos atacar as operadoras e empresas safadas onde dói mais: No bolso.


emCelular

CES 2008: Toshiba apresenta desktop notebooks

Por em 12 de janeiro de 2008 - 18 Comentários


A Toshiba tem uma marca forte no Brasil, principalmente entre os usuários de notebooks. Além de estarem investindo pesado em cartões SD como padrão de memória, interfaces através de gestos e UMPCs, há uma linha de notebooks que é o contrário de leve e econômico: substitutos de desktop.

É o tipo de máquina em que o foco é desempenho em tarefas típicas de um desktop, como jogos, edição de vídeo/som, modelagem e animação 3D e tarefas pesadas. Aliás, pense nessas máquinas como desktops compactos, porque são enormes, pesadas, quentes e rodam Crysis tranquilamente.

Eles me deixaram fotografar um protótipo funcional da visão de um UMPC. Eu achei a interface um pouco estranha e pouco intuitiva, mas para uma peça-conceito, mostra que há um enorme interesse no novo segmento de PCs.

Tive a clara impressão que praticamente todos os fabricantes tem interesse nesse mercado e a razão pode ter sido o XO (One Laptop Per Child Project), já que o público adulto mostrou bastante interesse em ter uma máquina como essa, bem menos poderosa que os notes atuais.

Fonte: CES 2008

emAnálise