Digital Drops Blog de Brinquedo

Palm Inc demite mais de cem

Por em 17 de dezembro de 2007 - 9 Comentários

E pelo que dá pra perceber, a Palm Inc está mesmo em maus lençóis: notícias dão conta que nesta semana a empresa demitiu 10% de sua força de trabalho com o objetivo de cortar despesas. Seriam mais de 100  postos de trabalho extintos de um universo de 1.150.

De acordo com declarações oficiais da empresa as demissões fazem parte de um esforço em curso para "focar e alinhar recursos por trás de iniciativas fundamentais" e "garantir que nossas despesas estejam  alinhadas com as receitas de nossos projetos". Nos últimos tempos a Palm tem dado alguns passos errados, incluindo atrasos no lançamento de produtos, e o cancelamento de um computador portátil chamado Foleo, que entre outros absurdos exigiria um Treo  conectado para poder fazer aquilo a que se propunha: acessar Internet.

É por coisas assim que o mundo dos negócios é mesmo fascinante. Afinal, não faz muito tempo que a marca Palm virou sinônimo de computador de mão (ainda hoje é comum as pessoas dizerem que compraram um "palm" da HP, ou um telefone com "palm" integrado). Seus produtoseram de simplicidade e eficiência fora do comum. Quem poderia imaginar que a dona de uma marca com tais características viria a quebrar?

Mas a moeda sempre tem dois lados e eu vejo pelo menos dois aspectos positivos nessa atual crise da empresa de Sunnyvale. Primeiro, para os investidores: todo mundo sabe que a hora de comprar ações é quando elas estão em baixa, e as da Palm estão caindo a olhos vistos!

Ironias à parte, o segundo grupo de beneficiados é aquele formado por usuários chinelões que se penduram em sites de leilão para comprar bugigangas usadas, que poderão tirar vantagem de preços cada vez mais convidativos. Eu, por exemplo, acabo de comprar um Tungsten E para substituir meu Zire 21, e com dois ou três programas indispensáveis, de terceiros, a maquininha é mais importante no meu cotidiano que o próprio notebook.

[via Struggling Palm Lays Off Workers]

emComputação móvel Indústria Produtividade

iPhone abocanha 27% do mercado de smartphones nos EUA

Por em 17 de dezembro de 2007 - 38 Comentários

Faria sentido se o iPhone FOSSE um smartphone, mas não é. Eu defendo que ele é um telefone comum de 10 anos no futuro. Ou cinco, já que sua presença alterou o continuum espaço-tempo e sua chegada será adiantada em… cinco anos.

Mesmo assim o desinteresse da Nokia no mercado americano, a inércia da Palm (seus usuários já estão engessados demais para experimentar algo novo) e a insistência do Linux em não entender que NINGUÉM quer um telefone “em construção” abriram espaço para o telefone da Apple, que foi comendo pelas beiradas, tomando terreno mesmo com a eficiência do Blackberry/Windows Mobile em se integrar a ambientes corporativos.

Quem não deve estar gostando nada é a Microsoft, visto que Steve Ballmer declarou no começo do ano que o iPhone só conseguiria 2% ou 3% do mercado.

Que sirva de lição para todo mundo que achava que biblioteca de softwares, milhares de features, quadriband, 3G, rádio, TV, controle remoto de garagem, taser, interócito e dildo embutido fazem um produto de sucesso. As experiências de mercado demonstram que a grande maioria dos consumidores quer um telefone que funcione, não um PC de bolso com todas as complicações.

Ironicamente o iPhone É um Mac de bolso, com direito a SSH, linha de comando, Ruby, FTP e até Apache. Mas não conte isso aos proprietários.

Fonte: Gizmodo

emApple e Mac

Speedy – Agora a 100Mbps

Por em 17 de dezembro de 2007 - 56 Comentários

neovoando.jpg

Se você mora em Sampa, nos Jardins, e tem dinheiro sobrando -OK, se você mora nos Jardins você tem dinheiro sobrando- pode aproveitar a nova modalidade do Speedy, com conexão de fibra óptica e velocidade de 100 Megabits.

Eu não moro nos Jardins, então meu link é, no Rio, 1Mbit. Quando vou para o mato, é de 256Kbits, então uma conexão Internet equivalente à velocidade de minha placa de rede é quase ficção científica. E o pior é que está barato. R$500,00. O Speedy de 1MB em SP está custando R$89,90. Se o custo fosse linear, 100Mb custariam pouco mais de R$8900,00. R$500,00 não parece tão caro agora, parece?

A Telefônica planeja expandir a rede de fibra para toda a cidade de SP até o final do ano. De 2008, claro. Pelo visto não estão botando muita fé no tal WIMAX, que funciona lindamente na teoria, mas em uma cidade cheia de prédios e grande como SP se tornará proibitivamente caro.

Fonte: Guia do Notebook

emIndústria Internet

Prenderam o filho do Stallman (ou algo assim)

Por em 16 de dezembro de 2007 - 61 Comentários

OK, talvez não seja o filho do Stallman, mas o fato é que um garoto pegou detenção de 2h na escola, a Big Spring High School, de Newville, Pensilvania. O crime cometido? Vejamos o que diz o texto do aviso enviado aos pais do pobre moleque, escrito pelo professor:

Descrição do incidente: Hoje durante a aula [nome omitido] começou a executar um programa chamado Foxfire.exe. (sic) Eu mandei que ele fechasse o programa e continuasse com sua lição, mas ele me disse que era apenas um navegador diferente, e que ele estava fazendo sua lição. Eu dei dois avisos mas ele insistiu que era apenas um navegador “melhor” e que não estava fazendo nada errado. Eu então o enviei para a detenção.

Pombas, já não basta empresas como a IBM dando chilique se você usa algo diferente do Software Homologado (lista trazida do alto de uma montanha, escrita em pedra, provavelmente) agora nem nas escolas podemos ter um mínimo de liberdade?

O sujeito ministrando a aula deveria ser alguém preparado, familiarizado com o dia-a-dia dos alunos. E o dia-a-dia dessa garotada É Internet. E Internet, hoje em dia, passa por Firefox. Você pode até não usar, mas se você diz que trabalha online e não conhece a Raposa de Fogo, você não passa de um sujeito alienado e inútil tecnologicamente. Com certeza não é o tipo que deveria estar orientando crianças.

Manter uma política de segurança é compreensível, mas se a escola estivesse mesmo interessada nisso, o Firefox seria no mínimo incentivado, e não tratado como o fotosdasandypelada.exe.

Imagem: Gerador de Quadro-negro do Bart Simpson

Fonte: Digg

[UPDATE] – ZICA (Zero Idiot Comment Act) ativado. Favor acionar o senso de humor antes de comentar. Obrigado. Ass: A Gerência.

emInternet Open-Source

Acertando o Passo do OpenOffice e do Google Documents

Por em 16 de dezembro de 2007 - 8 Comentários

Outro dia estava lendo um artigo do Cardoso em que ele dizia que programa tem que rodar na máquina, e que é estúpido ter uma máquina com altíssimo poder de computação sendo utilizada como terminal burro, fazendo tudo na Web. É claro que o problema, como sempre, é o exagero.

Eu mesmo sou um ávido usuário do Google Docs & Spreadsheets. A facilidade de ter acesso a meus documentos e planilhas em praticamente qualquer lugar, sem depender de um pesado notebook ou de um limitado handheld, vale o preço pela demora no carregamento, e a sensível lentidão no processamento, o que me obriga a manter arquivos menores na web, e planilhas gigantescas sempre locais.

Manter esses documentos sincronizados é uma tarefa bem chata, pra usar um eufemismo. Se você tiver uma versão online, e uma versão offline, fatalmente ali adiante vai ficar na dúvida sobre qual das duas é a mais recente ou completa. Os usuários do OpenOffice.org, contudo, agora contam com uma extensão que poderá ajudar a diminuir a bagunça (embora não vá resolvê-la), chamada de OpenOffice.org2GoogleDocs. Ela não permite sincronizar os documentos, apenas importar e exportar de e para o espaço da sua conta Google. Em outras palavras, se você tiver uma planilha na Internet, fizer uma alteração, e a partir do seu
computador (que terá uma versão desatualizada) fizer uma exportação, babaus.

Para quem prefere manter seus documentos em seu próprio computador, mas que eventualmente precisa contar com eles na Web, é uma boa pedida.

emComputação móvel Google Produtividade Software

Cuidado: você pode estar flertando com um robô

Por em 16 de dezembro de 2007 - 23 Comentários

A despeito de a palavra "robot" ser de origem russa e significar "escravo", este texto não tem nada a ver com sadomasoquismo ou qualquer outro tipo de variação. OK, eu forcei a barra: "robot" é de  origem checa, e eu só quis evitar um trocadilho infame.

De fato, uma empresa russa chamada CyberLover.ru está anunciando um programa que, segundo eles, pode simular flertes em salas de bate papo online. Pregam que o programa pode conversar com até dez mulheres ao  mesmo tempo, e persuadi-las a informar seus números telefônicos. Ou até dez homens, o programa joga bem dos dois lados do campo. Empresas de segurança já estão alertando para o fato de que um programa como esse pode ser uma ameaça à privacidade, pois impostores  poderiam utilizar a ferramenta para obter dados pessoais que poderiam ser utilizados para forjar identidades.

Isso porque o argumento de vendas dos donos do programa baseia-se no fato de que homens bocós incapazes de seduzir uma mulher "às deveras" poderão pagar para que o  robô converse e seduza as mulheres online, entregando como resultado do serviço e-mails, fotografias, e quem sabe números de telefones de mulheres disponíveis e desejosas de um encontro real.

Segundo a CyberLover, pequenos ajustes precisam ser feitos para que os  poderes de persuasão do software sejam modificados, desde azarar barbados até encorajar as pessoas a visitarem páginas online ou a comprar créditos para telefones celulares, e todos os dados coletados serão armazenados.

De acordo com especialistas em segurança, o programa tem uma interatividade terrivelmente bem organizada, e que seria muito simples fazê-lo funcionar em outros idiomas (atualmente só está disponível em Russo).  Felizmente, ou infelizmente, já nem sei, o programa foi escrito com o objetivo de dialogar com usuários de redes sociais. Em outras palavras, com os orkuteiros médios, para simplificar o conceito. E de acordo com a CyberLover, eles não estão fazendo nada de errado em  salvar em arquivo informações que as pessoas liberam de livre e espontânea vontade.

Ah, sim, quase ia esquecendo: se estiver interessado numa cópia do programa, ele começará a ser vendido por volta de 15 de fevereiro,  logo depois do dia dos namorados nos Estados Unidos. Até lá dá para praticar o idioma, que depois vai ser útil quando a noiva aparecer.

[via Reuters]

emInternet Miscelâneas Segurança Software

Cartão virtual. Obrigado, eu passo

Por em 15 de dezembro de 2007 - 59 Comentários

Desde a última fomatação do HD eu decidi que e-mail só abro de quem conheço. Nada mais amolece meu coração. Feliz Natal, lembrei de você, veja as fotos de nossa infância, nada. Nem adianta. Os vírus me embruteceram afinal.

E veja bem, caro leitor, eu não disse que não clico no link dentro do e-mail. Eu não abro a mensagem nem que ela tenha o nome de minha mãe. Mas tem gente que não pensa assim. Dia desses vi o anúncio de cartão de Natal em um site. Como pode?

É mais ou menos como o Itaú fazer alarde de sua chegada ao Second Life. É coisa de quem vive numa bolha. Quer dizer, nem isso. Chegam depois dela ter pocado. É ainda a alegria de quem vive de aplicar golpes na internet. Incentiva as pessoas a abribem os cartões, afinal há empresas “sérias” que de fato ainda fornecem o serviço.

Eu não abro. O que é triste. Lembro que na pré-história, em 1996 ou 1997, dava para mandar flores vituais com mensagens personalizadas. Uma bobagem graciosa. Aquele tempo acabou. Agora é um mundo de trojans no qual a gente tem de lamentar um portal dar a opotunidade de agradar as pessoas que quer bem. Fazer o que?

emInternet Miscelâneas Segurança