Digital Drops Blog de Brinquedo

iPhones, Smartphones e fanboys ensandecidos

Por em 3 de outubro de 2007

Neste post em seu blog a Bia fala do fiasco financeiro do iPhone. Há controvérsias, mas o ponto é que ela compara o iPhone com Smartphones, chegando a caracterizá-lo assim.

Isso desencadeou uma discussão ferrenha entre leitores, que reflete uma confusão muito comum em outros blogs. Por um lado o termo “smartphone” é altamente elogioso. Se você não é um smartphone você é o resto, é um dos telefoninhos da ralé.

Por outro lado smartphones são produtos muito específicos. Sendo cruelmente excludente e até inexato, podemos dizer que hoje em dia se você não é um Blackberry ou não roda Windows Mobile, você não é um smartphone nem é relevante.

Por essa lógica se o iPhone quer ser relevante, se os fanboys da Apple querem ter seus aparelhos reconhecidos e respeitados, ele tem que ser um smartphone.

Problema: Os smartphones são aparelhos voltados para o mercado corporativo ou geek, com características específicas. Vejamos:

  • Capacidade de expansão – contam com slots para cartão, drive mode, etc
  • Developer friendly – aplicações de terceiros são bem-vindas. SDKs disponíveis e em geral gratuitos, como o Windows Mobile
  • Hardware de referência – o Windows Mobile e o Symbian apresentam especificações de hardware que devem ser seguidas pelos licenciados, mas a partir dali, vale tudo para incrementar seu equipamento
  • Conectividade – Smartphones usam Bluetooth em todo seu potencial, seja áudio A2DP, seja acessando mouses e teclados
  • Corporate oriented – Smartphones são amigos do Outlook, tratam e visualizam documentos do Office, PDFs
  • Formatos públicos – TODAS as especificações do Windows Mobile, inclusive boa parte do código-fonte estão disponíveis para os desenvolvedores. Seria inconcebível um smartphone ocultar seus protocolos de comunicação

O iPhone, apesar de ser um maravilhoso telefone, não atende esses requisitos.

A Bia, mui racionalmente usou Occam para determinar que não deveria ser criada uma categoria somente para o iPhone, mas a verdade é que isso só demonstra que ele não se encaixa entre os smartphones atuais.

Ele não deve ser comparado a um Blackberry, a um Nokia N95, a um HTC Touch, pois essa nunca foi sua proposta. Ele NÃO foi pensado como substituto de um notebook, nem como ferramenta de produtividade corporativa. Poxa, ele teria que no mínimo aceitar um teclado Bluetooth para tanto.

O competidor do iPhone é o Razor, o K750i e outros aparelhos top que fazem poucas coisas muito bem. O iPhone, sou forçado a concordar, não é um smartphone. E os fanboys da Apple precisam entender que isso não é demérito. Ele é um telefone comum, para uso diário por gente que já tem um notebook, ou que não precisa desse uso todo. A diferença é que ele é um telefone comum de 7 anos no futuro.

Ao vender o iPhone como solução para todos os males, como o Jesus Phone, o Apple fanboy causa tanto mal quando o Nokia fanboy que empurra seus aparelhos como panacéia universal, e esquece que 95% dos usuários Symbian nunca instalaram um programa de 3os em seus celulares.

Público diferente, produtos diferentes. será tão difícil aceitar isso?

emApple e Mac Celular

Depois a Microsoft que é ruim

Por em 2 de outubro de 2007

É impressionante a capacidade que algumas empresas apresentam de tomar atitudes burras. Curioso é que dentre eles sempre há as que parecem usar cobertura de Teflon. Quem está de fora sempre acha que são boazinhas.

Vejam por exemplo a gloriosa IBM, queridinha do pessoal do software livre.

Hoje um consultor foi trabalhar na IBM Brasil. Ligou seu notebook na rede. O cliente de auditoria do Tivoli varreu o computador do consultor.

Detectou software ilegal e bloqueou o acesso. O caso está sob investigação e o consultor sequer sabe se receberá o salário.

Qual o software ilegal?

Firefox.

Isso mesmo. A IBM alega que a licença do Firefox não permite que ele seja usado por consultores terceirizados na empresa, mas funcionários podem utilizá-lo.

O software também detectou outro programa ilegal: Java. No caso a JRE 1.6 da Sun.

Ele só pode ter instalado em seu notebook (notem o possessivo SEU notebook, que ELE comprou) a JRE 1.3, homologada pela IBM, uns 4 anos atrás.

Impressionante, não? Pelo visto a eficiência da IBM, que ajudou na identificação de judeus indesejáveis (na época, um pleonasmo) na Alemanha Nazista continua funcionando a serviço da exclusão e perseguição.

Enquanto isso em Redmond se o sujeito quiser um Macintosh, basta dar um telefonema pra área de TI.

Fonte: Garganta Profunda

emIndústria

Yahoo de volta aos sites de busca

Por em 2 de outubro de 2007

Durante anos Yahoo era sinônimo de ferramenta de busca. Indexado manualmente, no início, era O site para ir quando se queria achar alguma coisa. Só que a Internet cresceu rápido demais, a indexação manual perdeu seu sentido, e alternativas automáticas de indexação começaram a pipocar, sendo o Altavista, da Digital, o Rei do Pedaço.

O Yahoo demorou a entrar na era dos robôs de busca, e quando viu já não tinha nem seu nome, sendo esquecido. Hoje mal conseguem 20% do mercado de buscas, e se isso parece muito, lembre-se que já tiveram 100%.

Agora resolveram dar a volta por cima. Lançaram um novo site de busca universal, concentrando resultados, de web, vídeos, Flickr e até do YouTube, do Google.

Também criaram um novo assistente, que tenta identificar usuários com dificuldade e, em estes, reduziu em até 60% o número de buscas até um resultado satisfatório.

Vão desbancar o Google? Duvido, mas quanto mais concorrência melhor.

Fonte: Wall Street Journal

emIndústria Internet

Contra tudo e contra todos

Por em 2 de outubro de 2007

Depois eu digo que os japoneses gostam de bizarrices e fica parecendo que tenho algo contra a comunidade nipônica.

No video abaixo o autor usou o conceito do jogo Kung Fu Master para o NES e colocou o protagonista Keiji Thomas contra personagens de vários outros games clássicos para resgatar a sua namorada. O que parecia não poder ficar pior, acaba virando um jogo do Mega Man no mínimo estranho. Veja com seus próprios olhos e tire suas conclusões.

PS: a montagem é muito bem feita e o vídeo é engraçadíssimo, principalmente para quem é das antigas e irá identificar vários momentos clássicos de outros jogos.

[via Outerspace]

emGames

Comprando na Amazon MP3 Store

Por em 2 de outubro de 2007

Com o lançamento da Amazon MP3, creio que a Apple deva estar preocupada. Não só apresenta preços melhores, mas vende todo seu acervo sem DRM e com maior qualidade (256 kb) e funciona integrada ao iTunes.

Demonstro no video abaixo a facilidade de usar a loja. Infelizmente não está disponível para compradores residentes no Brasil, o que é uma pena, mas já era esperado devido a obrigações contratuais.

emFotografia Indústria

Blender comparado

Por em 1 de outubro de 2007

O Blender, a melhor ferramenta 3D do mundo open source, foi comparado com os principais concorrentes do mercado: 3DS Max 9, Maya 8.5, Cinema 4D, Lightwave 9.2 e Softimage 6.2. Por ser um software relativamente jovem – considerando que alguns de seus concorrentes vêm sendo desenvolvidos desde a década de 80 -, não esperava-se que ele fosse se sair tão bem!

Apesar de alguns dark sides já conhecidos de seus usuários, como por exemplo interface “não convencional” (apesar de extremamente personalizável) e escassez de documentação, a comparação entre os softwares mostra que o Blender está pau a pau com as soluções proprietária e extremamente caras.

O autor da comparação conclui que deve se considerar que cada aplicação possui uma área em que é mais forte, e todas elas possuem seus prós e contras.

emOpen-Source

Nokia dá tapa com luva de pelica na Apple

Por em 1 de outubro de 2007

A Nokia resolveu implicar com a Apple. Numa campanha claramente dirigida à empresa de Steve Jobs, colou lambe-lambes com mensagens “libertárias” para os telefones celulares. Um deles diz que “os melhores dispositivos não têm limites”. Já outro, colado logo ao lado, traze o texto: “telefones devem ser abertos a qualquer coisa”.

Cheia de ironia, a campanha se refere ao contrato de exclusividade obrigatório de dois anos que os donos de iPhones têm com a operadora AT&T, nos EUA. Além, é claro, de que o telefone bloqueado, se atualizado com o novo firmware disponível, pode parar de funcionar ou ter algumas funções desabilitadas, apesar de alguns iPhones hackeados já terem voltado a funcionar. Outro motivo para a alfinetada é a proibição por parte da Apple de se rodar aplicativos de terceiros no iPhone. O mote da campanha também é usado no site Nokia Nseries.

Fake Steve alerta que não é lá muito bom fazer este tipo de campanha, comparando a concorrência consigo mesmo, porque o tiro pode sair pela culatra – como aconteceu com a Novell, por exemplo, arqui-rival da Microsoft, e que hoje fatura horrores graças a ela.

Fonte: Forum Macrumors e Gizmodo

emApple e Mac