Digital Drops Blog de Brinquedo

Aprendendo mais sobre dispositivos embarcados

Por em 6 de março de 2007

embedded.jpgMuita gente, depois de ler minha série de artigos sobre sistemas operacionais para dispositivos embarcados, perguntou como se aprofundar na área, que dispositivos escolher etc…

Se você não tem ao menos um bom curso técnico em eletrônica, procure a escola mais próxima. Agora, se o problema for apenas como se aprofundar, aí a coisa fica mais fácil.

Há centenas de opções pela internet afora, mas vou mostrar uma das mais interessantes.

A Freescale ( antiga divisão de semicondutores da Motorola ) disponibiliza um “laboratório virtual”, onde você pode usar as placas de desenvolvimento à distância e ter acesso a milhares de páginas de manuais, “application notes” e tutoriais. Funciona bem para um primeiro contato e pode-se colocar pequenos programas de teste rodando, sem se preocupar em comprar as ferramentas ( que podem passar dos US$ 6.000,00 ).

Através deste link ( cadastro gratuito, mas necessário ), você escolhe entre as ferramentas para dispositivos de 8, 16 ou 32 bits. As versões de 32 bits são capazes de rodar o linux embarcado, o que é um prato cheio para os desenvolvedores de aplicações “high end”. Observe que, algumas vezes, será preciso reservar um horário, já que gente do mundo inteiro usa os programas. Outra coisa: uma conexão rápida é vital.

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Podem testar à vontade, pois é praticamente impossível queimar os kits de desenvolvimento com um software mal-feito, mas a Freescale se reserva ao direito de bloquear eventuais usuários que abusarem.

Boa sorte!

emHardware Linux

CEO, salário de 1 dólar

Por em 6 de março de 2007

Quanto será que ganha o CEO da Google, Eric Schimidt? Ou ainda, os co-fundadores da empresa de Montain View, Larry Page e Sergey Brin? Certamente milhões de dólares. Mas na verdade o salário registrado de cada um deles é de apenas 1 dólar por ano. Isso mesmo, 1 dólar! Claro, cada um desses executivos possuem ações da Google que valem bilhões.

Outras empresas do Vale do Silício adotam a mesma tática. O Steve Jobs, da Apple, recebe salário de 1 dólar anual. Terry Semel, CEO da Yahoo!, tem o mesmo rendimento.

Executivos importantes com ações da empresa não reclamam do salário simbólico. Sabem que se trabalharem bem, as ações vão subir e seus ganhos valerão muito mais do que qualquer salário. No Brasil temos coisa parecida, mas espantamos o risco. Há participação nos lucros, mas não nos prejuízos. Assim fica fácil.

[via CNN money]

emIndústria

Software Livre e Receita Federal – Causa certa, argumento errado

Por em 6 de março de 2007

Estava indo para o trabalho hoje quando deparei com um artigo no INFOetc do jornal O Globo sobre as reclamações da Fundação Software Livre da América Latina (FSF-LA) em relação à teimosia da Receita Federal não abrir o código-fonte do programa IRPF.

Estou de acordo com maior transparência em relação a software que afeta milhões de pessoas, mas quando leio um argumento como o transcrito abaixo, lembro da entrevista no Programa do Jô, do cara defendendo software livre falando de compiladores:

Para evitar tais riscos, o contribuinte deveria poder “inspecionar os programas oferecidos pela Receita Federal ou implementar seus próprios, de acordo com especificações que a própria Receita Federal deveria publicar no tocante a formatos de arquivos, protocolos de comunicação e requisitos para validação de declarações e recibos…”¹

Minha nossa, o contruibuinte além de sofrer com a mordida do Leão no órgão mais sensível do corpo humano, o bolso, vai querer programar o próprio software para entrega da declaração de impostos? A FSF de vez em quando viaja na maionese…

O desejo de ter as regras de validação abertas poderia abrir um mercado para softwares financeiros, serviços web, serviços empresariais de consultoria financeira feito por empresas, etc. Esse é o tipo de argumento que precisa ser defendido. Geração de empregos e expertise na área tributária é algo que pode ser explorado.

Um contador não quer nem ouvir falar de alguém refazendo um programa pronto, ou baixar um software livre meia boca feito em java, por causa de filosofias tecnológicas.

Converse com o administrativo de uma empresa e a primeira pergunta vai ser: e o custo? A segunda: é seguro? E a terceira: se algo der errado na validação, quem paga o pato?

Com exceção de empresas que possam estar interessadas em melhorar o que o SERPRO já faz por excelência, o programa precisaria ser atualizado todos os anos e só seria realmente útil durante alguns meses. Agora eu pergunto: levante a mão quem se dispõe a manter um software notadamente complicado, com regras de negócio ultra complexas por convicções ideológicas?

A causa está certa, mas o argumento deles está equivocado em apontar uma “vontade” dos usuários em criar o seus próprios programas. O que o contribuinte quer mesmo é cada vez mais facilidades, como poder declarar os impostos de qualquer sistema operacional. Se uma equipe de programadores for capaz de deixar o programa IRPF mais fácil de usar, melhor ainda.

Dizer que usar software proprietário é “prejudicial” (a quem? como?) e “moralmente condenável” já perdeu pontos. Ao invés de criticar a forma de distribuição, a FSF-LA poderia listar quais os benefícios diretos e indiretos a comunidade poderia trazer, como contribuições de código e redução dos custos de desenvolvimento. O SERPRO agiria como validador dessas implementações e controle de qualidade. Eles, inclusive, possuem uma forte cultura de software livre.

E um último detalhe, o IRPF é desenvolvido com recursos do governo, o que o torna um software da União e não de uma empresa de quinta categoria malvadona que come programadores open source no café da manhã.

Fonte:
1. MACHADO, André. Um Programa Imposto? O Globo, Rio de Janeiro, 5 mar. 2007. INFOetc, p. 1, 4.

emOpen-Source

Ajuda para o BlogBlogs

Por em 6 de março de 2007

O Manoel do BlogBlogs continua expandindo seu arsenal. Agora está criando alguns widgets para colocar nos blogs participantes, como o MyBlogLog. O Manoel está procurando por alguem que saiba javascript para ajudar na implementação.

Vamos ver se isso sai em breve, é uma evolução da blogosfera nacional. Agora é torcer pro Manoel liberar a API em breve.

emBlog Internet

Apple corrige 8 erros no Quicktime

Por em 6 de março de 2007

Software é escrito por humanos e estão sempre passíveis de erros, mesmo de uma empresa admirada como a Apple.

As correções corrigem falhas que poderiam expor máquinas tanto Windows quanto MacOS, o que prova, mais uma vez, que nenhum sistema operacional é infalível, se o software que roda sobre ele abre brechas.

E esse é atual dilema de quem trabalha com segurança: os sistemas operacionais estão cada vez mais seguros, mas as dezenas de aplicativos com acesso à Internet são bem menos monitorados e pesquisados.

A versão corrigida você encontra em www.apple.com/quicktime

Fonte: CNet

emApple e Mac Segurança

Ubuntu de tomada

Por em 6 de março de 2007

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A idéia é absolutamente inútil, mas absolutamente simpática. Fruto da mente doentia de um desocupado de nome Davyd Madeley, é uma bela forma de instalar o Ubuntu em uma máquina.

Consiste em um roteador disponibilizando imagens de CDs de Linux bootáveis via rede, dentro do processo do DHCP.

É um danado de um hack, onde o sujeito espeta o micro, dá um reset, seleciona “boot from network” e acompanha enquanto a imagem é carregada remotamente, o Linux é iniciado e há a possibilidade de instalar o Ubuntu.

Faz sentido? Não. Mas é um clássico exemplo do espírito Hacker (no sentido original da palavra) e merece de todo micreiro de respeito uma tirada de chapéu.

Via Ubuntu Blog


emLinux

Ataque de força bruta à chave de ativação do Vista é quase impossível

Por em 5 de março de 2007

Outro dia saiu aqui no Meio Bit e em outros sites que alguém criou um programa que fazia ataque de força bruta para conseguir uma chave de ativação do Windows Vista. O autor da suposta façanha confessou mais tarde que tratava-se de um hoax. Não cheguei a testar tal programa, nem teria como, mas só um pouco de matemática me fez pensar que aquilo seria quase impossível.

A chave de ativação do Vista possui 25 caracteres. As possibilidades são todas as letras do alfabeto mais os números. Ou seja, cada uma das 25 posições pode ser preenchida de 36 formas diferentes. O número de combinações possíveis é de 36^25 (trinta e seis elevado à vigésima quinta potência), um número tão grande, que nem consigo imaginar. Só pra ter uma idéia, seria um monstro com 39 dígitos (8 x 10^38).

Vamos supor que 1 bilhão dessas chaves tenham sido reservadas pela Microsoft como válidas. Um bilhão é representado pelo número 10^9. Então, a probabilidade de achar uma chave válida é de 1 em 8 x 10^29, que é uma chance tão pequena, que é mais fácil ganhar várias vezes na Mega Sena e levar um monte de raio na cabeça, e ainda assim não descobrir uma única chave válida.

Não há atualmente computador disponível no planeta Terra capaz de achar uma chave de ativação válida para o Vista, em um período razoável de tempo, por força bruta. O dia que acharem talvez a Microsoft nem exista mais. O que pode acontecer (se é que já não aconteceu) é alguém descobrir, analisando o código do sistema operacional, uma forma de crackeá-lo.

emSegurança Software