Digital Drops Blog de Brinquedo

Semana movimentada

Por em 17 de dezembro de 2007 - 5 Comentários

Na última semana tivemos muitos textos interessantes no Meio Bit Games. Começamos relembrando o clássico Flashback (sem trocadilhos!) e seu ótimo enredo. Falamos da premiação do canal Spike TV, onde um fps levou mais um prêmio de melhor jogo do ano.

Quem gosta da série Fallout não deve deixar de conferir o preview do terceiro jogo da série, o difícil será aguentar até seu lançamento. Ainda nos pcs, se você ainda não comprou o jogo Crysis, talvez irá precisar gastar um pouco para rodar o game na resolução máxima.

Tivemos indicações de um site com a história dos videogames e outro com papéis de paredes para seu pc. Indicamos também alguns dos melhores jogos lançados recentemente e uma com os piores, para você ficar bem longe.

Uma saudável discussão teve início sobre a migração das séries antigas do 2d para o 3d e outra no texto que mostra os jogos mais influentes já lançados. Levantamos a bola mais uma vez mostrando os melhores consoles da história e para relaxar publicamos um review enviado por um leitor falando do primeiro Zelda para o Nintendo DS.

emGames

Nova GWT promete gerar código melhor do que o de programadores humanos

Por em 17 de dezembro de 2007 - 30 Comentários

Nem bem a Microsoft começou a se defender de que seu novo ambiente de programação .NET, o Volta, fosse um clone do GWT (Google Web Toolkit), a Google resolveu revelar como ela planeja superar os rivais na próxima versão de seu ambiente de geração de código em AJAX.

O GWT, em resumo, é um "compilador" que recebe código Java na entrada, e gera um conjunto de arquivos HTML, JavaScript, CSS, e Java no servidor. O GMail, por exemplo, é todo escrito em GWT.

Segundo os engenheiros da Google, a GWT 1.5, com prazo de lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2008, vai produzir um código JavaScript melhor do que qualquer ser humano conseguiria, em termos de velocidade, tamanho e gerenciabilidade do código. Esperam, também, melhorar a geração de código Java (que roda do lado servidor da brincadeira). Diz o co-criador da GWT, Bruce Johnson, que "o problema das redes continua sendo o elo frágil a conectar aplicações online e serviços". Será que para alguém isso ainda seria novidade?

Também fazem parte dos planos da Google portar a GWT para o Google Gears (o mecanismo de banco de dados que permite que aplicativos como o Google Reader funcionem offline) e suporte para o Silverlight, da Microsoft.

Fico verdadeiramente admirado com os esforços que vemos (e dos quais eu me aproveito no meu dia a dia como consultor em empresas) para levar para páginas da Internet softwares que até então só eram pensados e planejados para o desktop. Claro que há razões para essa abordagem — e eu as vejo todo dia — como a facilidade de distribuição das novas versões (basta publicar em um único lugar), ou a não necessidade de manter diferentes conjuntos de fontes, bibliotecas, ambientes de desenvolvimento, para ter o sistema rodando em diversos sistemas operacionais.

Entretanto, GWT e frameworks de desenvolvimento em JavaScript não são panacéia, e cabe ao desenvolvedor de qualquer software para ser executado online avaliar se o melhor é tentar emular um ambiente de janelas dentro do navegador, ou manter webservices no servidor, e distribuir clientes capazes de acessar e interpretar esses webservices, assim como a Amazon ao disponibilizar para o mercado seu banco de dados S3. Mas isso é papo para um outro artigo.

[via: The Register]

emAnúncios Google Indústria Produtividade Software

Brasil consegue mandar o Linux para o espaço

Por em 17 de dezembro de 2007 - 32 Comentários

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Ontem, 16/12/07, foi lançado com sucesso da Barreira do Inferno, RN, o foguete VS30. Como carga útil experimentos argentinos e um protótipo de GPS desenvolvido pelo Departamento de Física Teórica e Experimental (nem adianta clicar, o site é podre) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Atingindo 121Km de altitude, o vôo durou 9 minutos e 25 segundos, quando a carga útil caiu no mar, sendo recolhida por um helicóptero Blackhawk da Marinha.

Depois de tantos fracassos, é bom ver uma missão bem-sucedida, ainda mais para um programa espacial absolutamente carente de recursos e verbas.

O experimento brasileiro levava um GPS adaptado por pesquisadores do Departamento de Física Teórica e Experimental da UFRN para funcionar em veículos de alta dinâmica. Quem já mexeu com os GPSs tradicionais antes dos modelos SIRF-III sabe que eles demoram bastante até achar satélites, fixar posição, etc. Transporte isso para um veículo se movendo a Mach 5 ou mais e o GPS se torna inútil, preferível depender de navegação inercial.

Citando o press release do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial da Aeronáutica:

A atual tecnologia do GPS foi desenvolvida graças a idéia do professor Enivaldo Bonelli, do Grupo de Pesquisa Ionosféricas da UFRN, que sugeriu, anos atrás, a mudança do sistema que operava em DOS para o Linux, a fim de diminuir lentidão que o GPS apresentava para fornecer os dados da sua localização. A sugestão foi levada para a Universidade de Cornell pelo professor Francisco Motta, membro do mesmo grupo de pesquisa, sendo então acatada e implementada no programa espacial norte-americano e em centros de pesquisa da Alemanha.

Parabéns aos envolvidos. Quanto aos experimentos argentinos, se quiser ler sobre eles, vá procurar no MejoBit, ou algo assim 😉

Fontes: Google News, Agência Espacial Brasileira, CTA

emAndroid e Linux Hardware

Apple, iPods e a Vida imita os Hoaxes

Por em 17 de dezembro de 2007 - 27 Comentários

Muito tempo atrás (uns 8 anos, pra ser preciso) um hoax de Primeiro-de-Abril varreu as Internets: O Apache para PalmOS. Zilhões de Palmtards (eu incluso) babaram de antecipação, sem sequer perceber que era difícil portar o Apache para uma máquina que sequer tinha um sistema de arquivos real. Lembrem-se, isso foi antes sequer dos PDAs Palm com cartão de memória.

Naquele tempo PDA era mais uma agenda com microcontrolador do que um computador de bolso. Mesmo os PDAs/Smartphones rodando Windows Mobile são primeiro PDAs, depois computadores. No caso do iPhone/iPod Touch, a Apple pelo visto assumiu que não sabe nem quer fazer PDAs, então reduziu um Mac a um tamanho minúsculo. Isso facilitou a vida dos desenvolvedores, tanto os oficiais quanto so “clandestinos”. Lembre-se, TUDO que existe para esses dois aparelhos fora o que vem com ele foi desenvolvido sem NENHUM apoio ou autorização da Apple, e instalado graças a uma magnífica gambiarra chamada Installer.app.

Mesmo assim, dê uma olhada em algumas das telas de instalação, com alguns os programas disponíveis:

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Então, temos uma fantástica ironia: O smartphone dispositivo mais fechado do mercado, que só vai ganhar um SDK ano que vem, memso assim na base da má-vontade, acaba sendo o mais aberto e amigável para os desenvolvedores, com um acesso ao sistema nunca visto. Me mostre uma linha de comando no Symbian, Motorola ou no Windows Mobile…

Como menos de 10% dos usuários de smartphones efetivamente instalam programas em seus aparelhos, e o consumidor de produtos Apple é notório por não gostar de fuçar, fica a pergunta: Para QUEM esses geeks desenvolvem esses programas todos?

A resposta, claro, é “para eles mesmos”, apenas para ver se é possível, o que é o Verdadeiro Espírito Geek.

emApple e Mac

Carreira em TI: Trabalhando fora do Brasil

Por em 17 de dezembro de 2007 - 11 Comentários

Carrreira Seguindo a série de artigos sobre a Carreira em TI, vou agora comentar um pouco sobre o mercado global: que bons locais existem hoje para trabalhar fora do Brasil? Quais as qualidades mais apreciadas no estrangeiro? O que pesar quando decidir  sair do País?

Começo citando uma reportagem da “The Economist” de outubro 2007, que destacou o crescimento de Singapura. Segundo a reportagem, o país está crescendo a uma taxa de 9.4%, e não só tem um dos melhores sistemas educativos da Ásia, mas também um governo que quer crescer e está trabalhando para isso. Singapura, como outros países asiáticos, está em crescente desenvolvimento, e precisa de mão-de-obra qualificada. TI não fica fora desta demanda. China e Índia são também opções na Ásia; a Índia em particular, principalmente porque vários pólos de R&D (Research & Development)  estão sendo montados lá.

Falando da Europa, destaco a Inglaterra, Espanha, Polônia, Alemanha e Irlanda. A Inglaterra contém várias das grandes empresas mundiais: IBM, Oracle, Unilever, BAT, Accenture, Microsoft, SAP e outras; a maioria tendo grandes escritórios/sedes em Londres, ou cidades próximas. A Alemanha, precisamente em Frankfurt, também sedia grandes escritórios das empresas citadas anteriormente. A Espanha contém centros de excelência em engenharia e tecnologia de TI e também concentra os chamados “Delivery Centers” de várias consultorias. Irlanda e Polônia também contém grandes “Delivery Centers”, estes mais focados em projetos de desenvolvimento de software, e são uma boa opção para arquitetos e desenvolvedores.

Nas Américas, o Canadá é uma opção, pois existe demanda para profissionais por lá, principalmente com experiência em SAP e desenvolvimento de software em J2EE e .NET. Inclusive o governo canadense facilita a entrada de imigrantes para trabalho, devido a falta de mão-de-obra. Nos Estados Unidos, a carência também existe e em todas as áreas: desenvolvimento, infra-estrutura, redes, etc. Outro país com demanda é a Argentina; consultorias como IBM, Accenture e Deloitte estão montando centros de excelência globais na Argentina, em função da mão-de-obra (mais barata do que no Brasil), facilidades de suporte à região da América Latina (língua espanhola) e o fuso horário com a América do Norte.

Porém, o que é preciso para se mudar? Não que seja impossível, mas é bem difícil chamar atenção sem nenhum curso superior, ou um mestrado, doutorado, ou uma certificação respeitada e, não menos importante, experiência relevante em determinada área. Faça a pergunta: que qualidades eu tenho, que um americano, canadense, ou outro profissional local não tem? O que eu posso trazer de benefício para a empresa, que ela não consiga com um profissional local? Pois você não sai de graça, a empresa além de contratar você, tem que pagar ao governo para você ter o direito de trabalhar no país.

Também fica difícil querer sair sem saber inglês, ou algumas vezes, sem saber a língua local. Contudo, existe algo também extremamente importante, que é o seu objetivo em sair do país. O que você procura? Aprimorar a língua? Fazer carreira fora? Ficar um tempo, e depois voltar para o Brasil? Mudar de país não é simples e nem fácil. Requer um esforço grande e uma determinação e objetividade fora da média.

Considere vários pontos ao pensar em sair do Brasil: o que quero fazer lá fora? Estudar? Ganhar experiência? Quero montar minha vida e seguir carreira fora do Brasil? Já vi muito executivos saírem do Brasil com a cabeça em não voltar e depois retornarem, pois não querem viver longe da família. Família…não esqueça nunca este ponto, principalmente se você for casado. Tomem as decisões juntos. Mesmo que somente um esteja sendo transferido e o outro sendo acompanhante, faça com que seu projeto seja benéfico para você e sua família. Assim você faz com que ela esteja cada vez mais presente com você em sua empreitada. E acredite em mim, você vai precisar dela mais do que você imagina.

Qualquer que seja o seu objetivo, ir e ficar, ou ir e voltar, aproveite o máximo a sua estada para adquirir conhecimento, experiência, tirar certificados e fazer cursos. Pois tudo isso, mais a sua experiência de vida, será um grande diferencial de mercado quando você voltar ou se quiser ficar.

emArtigo Destaque Indústria Miscelâneas Produtividade

Palm Inc demite mais de cem

Por em 17 de dezembro de 2007 - 9 Comentários

E pelo que dá pra perceber, a Palm Inc está mesmo em maus lençóis: notícias dão conta que nesta semana a empresa demitiu 10% de sua força de trabalho com o objetivo de cortar despesas. Seriam mais de 100  postos de trabalho extintos de um universo de 1.150.

De acordo com declarações oficiais da empresa as demissões fazem parte de um esforço em curso para "focar e alinhar recursos por trás de iniciativas fundamentais" e "garantir que nossas despesas estejam  alinhadas com as receitas de nossos projetos". Nos últimos tempos a Palm tem dado alguns passos errados, incluindo atrasos no lançamento de produtos, e o cancelamento de um computador portátil chamado Foleo, que entre outros absurdos exigiria um Treo  conectado para poder fazer aquilo a que se propunha: acessar Internet.

É por coisas assim que o mundo dos negócios é mesmo fascinante. Afinal, não faz muito tempo que a marca Palm virou sinônimo de computador de mão (ainda hoje é comum as pessoas dizerem que compraram um "palm" da HP, ou um telefone com "palm" integrado). Seus produtoseram de simplicidade e eficiência fora do comum. Quem poderia imaginar que a dona de uma marca com tais características viria a quebrar?

Mas a moeda sempre tem dois lados e eu vejo pelo menos dois aspectos positivos nessa atual crise da empresa de Sunnyvale. Primeiro, para os investidores: todo mundo sabe que a hora de comprar ações é quando elas estão em baixa, e as da Palm estão caindo a olhos vistos!

Ironias à parte, o segundo grupo de beneficiados é aquele formado por usuários chinelões que se penduram em sites de leilão para comprar bugigangas usadas, que poderão tirar vantagem de preços cada vez mais convidativos. Eu, por exemplo, acabo de comprar um Tungsten E para substituir meu Zire 21, e com dois ou três programas indispensáveis, de terceiros, a maquininha é mais importante no meu cotidiano que o próprio notebook.

[via Struggling Palm Lays Off Workers]

emComputação móvel Indústria Produtividade

iPhone abocanha 27% do mercado de smartphones nos EUA

Por em 17 de dezembro de 2007 - 38 Comentários

Faria sentido se o iPhone FOSSE um smartphone, mas não é. Eu defendo que ele é um telefone comum de 10 anos no futuro. Ou cinco, já que sua presença alterou o continuum espaço-tempo e sua chegada será adiantada em… cinco anos.

Mesmo assim o desinteresse da Nokia no mercado americano, a inércia da Palm (seus usuários já estão engessados demais para experimentar algo novo) e a insistência do Linux em não entender que NINGUÉM quer um telefone “em construção” abriram espaço para o telefone da Apple, que foi comendo pelas beiradas, tomando terreno mesmo com a eficiência do Blackberry/Windows Mobile em se integrar a ambientes corporativos.

Quem não deve estar gostando nada é a Microsoft, visto que Steve Ballmer declarou no começo do ano que o iPhone só conseguiria 2% ou 3% do mercado.

Que sirva de lição para todo mundo que achava que biblioteca de softwares, milhares de features, quadriband, 3G, rádio, TV, controle remoto de garagem, taser, interócito e dildo embutido fazem um produto de sucesso. As experiências de mercado demonstram que a grande maioria dos consumidores quer um telefone que funcione, não um PC de bolso com todas as complicações.

Ironicamente o iPhone É um Mac de bolso, com direito a SSH, linha de comando, Ruby, FTP e até Apache. Mas não conte isso aos proprietários.

Fonte: Gizmodo

emApple e Mac