Digital Drops Blog de Brinquedo

PCFrank 2006 – Parte IV: Montagem ou Como é que sempre falta alguma coisa?

Por em 12 de dezembro de 2006

Estava todo feliz montando o PCFrank quando algo me ocorreu: onde estão os coolers? Fui fazer compras emergenciais, atrás de 3 coolers de 90mm e 1 de 120mm e só voltei com o último.

Mais de 30 lojas pesquisadas e NENHUMA com coolers de 90mm. É frustrante. Qualquer lojinha vagabunda nos EUA você encontra isso. Ou mesmo no supermercado. Mas aqui, mesmo em lojas especializadas, há falta de material porque não há um suprimento regular.

Exceto nas lojas online especializadas, peças de reposição para PCs no Brasil de marcas específicas são complicadas de encontrar. Os lojistas vendem o que o importador trouxe e pronto. Se nesse mês eles possuem dúzias de ventiladores AVC, no mês seguinte, é AKASA ou ADDA. Os mesmos acabam e depois só aparece CoolerMasters no mercado e por aí vai.

Ao ligar o PC, sem a refrigeração apropriada e temperatura ambiente em 31 graus, o processador ficou em 63 graus. É alto, mas aceitável, já que o controle do ventilador regula a velocidade e tenta mantê-lo dentro de parâmetros aceitáveis. Talvez um upgrade para um dissipador de cobre seja melhor para enfrentar o verão brasileiro.

Vamos às imagens?

Quando isso chegou, perguntaram aqui em casa se era um novo aparelho de ar condicionado. O gabinete é grande, bastante espaçoso, mas para ter uma idéia da caixa, coloquei um notebook ao lado, em cima de uma cooling pad.


A FrankenCase aberta. Espaço de sobra para boa circulação de ar e área de trabalho. Sistemas de encaixe nas baias de 5.25″ e 3.5″, facílimo de usar. Decidi não comprar gabinetes de alumínio porque fora o peso e a bela aparência, não há dissipação de calor como eu esperava. Lendo alguns reviews, o gabinete de alumínio foi apenas 1 grau mais baixo do que o de aço. O preço aqui no Brasil não compensa.


A única ressalva que tenho da placa-mãe é que a Asus deveria deixar de ser pão-dura e incluir cabos redondos e revestidos, ao invés dessas péssimas fitas, tão século passado. Pelo preço cobrado no equipamento, eles poderiam ter gasto mais 5 dólares sem alterar o preço final e colocar cabos IDE decentes. Fora isso, a placa é bastante completa.


Fonte de 600 watts: quando a caixa da placa de vídeo foi aberta e descobri que a corrente somada nas linhas de 12V deveria ser pelo menos 30 ampéres, fiz os cálculos e descobri que esse modelo supriria a demanda. Se alguém for usar uma GeForce 8800 em SLI, é melhor adquirir o modelo de 750 watts reais ou maior. Aproveite para requisitar sua própria usina nuclear ou uma garrafa de antimatéria.


Lembram do vovô à esquerda? Pentium 166 MMX, um clássico, guardado dentro de papel estático. À direita, o Core 2 Duo E6600, repousado sobre a capa protetora dos encaixes.


As peças estão indo para os seus devidos lugares. Repare no espaço do gabinete. E ainda existe um modelo maior, a super torre, que talvez seja ideal para os corajosos que usam refrigeração à água. Eu, particularmente, fico nervoso ao pensar em líquidos lado a lado dos componentes elétricos.


A placa de vídeo. Ainda é difícil acreditar que pesa 850 gramas. O dissipador de cobre fica quente, ao ligar. Não acredito que ela tenha sido projetada para clima tropical, então, haverá um cooler de 90mm soprando ar fresco diretamente em cima da placa.

No próximo post, a montagem final, com todos os componentes e alguns testes de performance.

emHardware

Lista de 30 programas código aberto para o Windows

Por em 11 de dezembro de 2006

Muita gente aqui no Brasil nem se preocupa em usar programas que são livres, mesmo porque muita gente nem sabe quais são pagos ou não. Já ouvi gente falando “Ué, mas eu paguei para o técnico, é tudo original!”, obviamente não é isso que acontece e muitos nem tem conhecimento que usam um Windows e um Office pirata, por exemplo. Particularmente, apesar de ainda usar programas como o Windows e Office tenho optado por tudo que é código aberto, tanto por não precisar pagar como também para prestigiar o projeto. Claro que a adaptação de cada um com o ambiente novo também deve ser levado em conta.

O blog The Simple Dollar, fez uma lista com 30 programas com código aberto que ele considera essenciais para o Windows. Vejamos junto com alguns comentários e opiniões minhas:

  1. Firefox
  2. Dispensa comentários. Navegador espetacular.

  3. Thunderbird
  4. Só uso o Gmail. Muito prático.

  5. Sunbird
  6. Estou começando a usar o Google Calendar.

  7. Abiword
  8. Espero testar, tenho que largar o Office.

  9. OpenOffice
  10. Ouço falarem bem, mas não testei.

  11. ClamWin
  12. Continuo no McAfee.

  13. Gaim
  14. Nunca usei, vou testar e abandonar o MSN.

  15. BitTorrent
  16. Excelente programa de P2P, infelizmente acaba contribuindo para a pirataria.

  17. GIMPShop
  18. Não mexo tanto assim com imagens, uso o IrFanView.

  19. Gnucleous
  20. Nem conhecia, vou testar.

  21. VLC Media Player
  22. Gosto do iTunes.

  23. Juice
  24. Ouço os podcasts no iTunes.

  25. Audacity
  26. Não gravo podcasts.

  27. RSSOwl
  28. Leio os meus RSS pelo Bloglines, gosto muito, e é um programa a menos para instalar.

  29. Filezilla
  30. Não uso tanto assim.

  31. Keynote
  32. Interessante vou dar uma olhada.

  33. MusikCube
  34. Gosto do iTunes.

  35. Handbrake
  36. Nem tenho DVD no meu PC :P

  37. X-Chat 2
  38. Não uso mIRC.

  39. KeePass
  40. Senhas? Guardo na cabeça.

  41. TrueCrypt
  42. Também não uso.

  43. PDFCreator
  44. Gostei, vou usar.

  45. Freemind
  46. Não conhecia, bem que estava procurando algo assim.

  47. Nasa Woldwind
  48. Google Earth é legal.

  49. Notepad2
  50. Uso o próprio Word para rascunho.

  51. HealthMonitor
  52. Não conhecia, usava o Sandra.

  53. Workrave
  54. Para quem trabalha o dia todo é um prato cheio.

  55. GanttPV
  56. Por enquanto não me é necessário.

  57. Gnucash
  58. Interessante para controlar a grana.

  59. True Combat: Elite
  60. Queria ter mais tempo pra isso.

Vejam a lista com a descrição de cada um no The Simple Dollar

emDestaque Internet Open-Source Produtividade

Hans Reiser pede rapidez no julgamento

Por em 11 de dezembro de 2006

[img_assist|nid=9730|link=none|align=right|width=400|height=333]Hans Reiser, criador do famoso sistema de arquivos ReiserFS tem audiência marcada para hoje.

Ele é acusado de matar a ex-esposa, mas como o corpo nunca foi encontrado, está pedindo que o caso seja encerrado se a promotoria não conseguir mostrar nada concreto. Ao contrário da Justiça mineira, a americana não costuma condenar por assassinato sem um defunto…

[via insidebayarea]

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O Deputado Ronaldo Vasconcellos não entende nada de Internet

Por em 11 de dezembro de 2006

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Foi aprovada pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados uma proposta de Projeto de Lei tornando crime o envio de Spam. Mas calma, isto é Brasil, esqueceu?

Na proposta, de autoria do deputado Ronaldo Vasconcellos (PTB-MG, não que isso importe) será considerado crime envio de correspondência eletrônica não-solicitada desde que esta colete dados do usuário, por meio de programas ou comandos inclusos. E só.

Ou seja, ele pune o que já é crime, os estelionatários que mandam cartões falsos e correspondência disfarçada para fazer os trouxas clicarem e baixarem keyloggers e cavalos-de-tróia.

O Deputado Que Não Entende Nada de Internet declarou:

“A mensagem comercial não solicitada, embora esteja sendo usada abusivamente, não coloca em risco o sistema social e não implica na violação de qualquer direito fundamental do cidadão.”

Não, deputado, não é meu direito ter meu tempo e meus recursos, que PAGO, comidos por cursos de pastor, v1agr@ natural, Herbalife, venda de tratores e outros lixos que recebo todos os dias. Acho que é um DEVER meu receber esse spam, estou girando a economia, é isso?

A matéria da Folha de São Paulo termina dizendo:

O deputado acrescentou que o spam que contenha apenas informações comerciais ou propaganda não compromete o ambiente virtual da internet e, por isso, ele não vê razão “para que o mero envio da mensagem seja tratado como infração”.

O mero envio desse lixo, Nobre Deputado Que Não Entende Nada de Internet, consome BILHÕES de dólares, consome a Banda que V.Exa. não paga, consome o espaço de armazenamento que V.Exa. não paga e consome o tempo que V.Exa. não paga. Assim, é fácil dizer que SPAM, que já atinge NOVE em cada DEZ mensagens enviadas no mundo, é só o “mero envido de mensagem não-solicitada”.

Para usar um velho chavão, “É por isso que este país não vai pra frente”.

Fonte: Folha de São Paulo


emInternet

Google lança versão otimizada do Internet Explorer 7

Por em 11 de dezembro de 2006

O Google disponibilizou uma página onde é possível baixar uma cópia do Internet Explorer 7 já com a Google Toolbar, com o Google como sistema de buscas-padrão e com o Google como página inicial.

É uma das leis básicas da economia, onde há demanda fatalmente surgirá oferta. E ignorar uma demanda potencial entre 80% e 90% do mercado de navegadores é algo que o Google não vai fazer.

Fonte: Cybernet Tech News

emInternet

Dos criadores de South Park: Baixem nossos vídeos

Por em 11 de dezembro de 2006

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Trey Park e Matt Stone, criadores do desenho animado South Park têm uma razoável história de conflitos com o Comedy Central, canal que exibe a série. Embora raramente a série seja censurada (exceto os blipes nos palavrões) ultimamente o canal tem se recusado a reprisar episódios mais polêmicos, como o sensacional com Tom Cruise saindo do armário, ou o da Virgem Maria fazendo milagres em South Park.

A gota d´água foi o episódio duplo onde além de fazerem piada com Family Guy, atacaram a ultra-sensibilidade que o ocidente vem apresentando, desde os protestos contra as charges de Maomé. É permitido fazer o que quiser com os símbolos religiosos ocidentais, mas as “outras culturas” (leia-se muçulmanos) têm imunidade diplomática?

Segundo o Comedy Central tem, e Maomé NÃO foi exibido, mesmo já tendo aparecido alguns anos antes, no episódio de South Park da Liga dos Super Melhores Amigos. Interessante que o vídeo-resposta (no episódio) atacando o ocidente por ter permitido a exibição da imagem de Maomé NÃO foi censurado pelo Comedy Central, como você pode ver abaixo.


Por essas e outras, em entrevista à revista Reason eles declararam:

Reason: Quando o Comedy Central não reprisou o episódio da Virgem Maria, as pessoas podiam conseguir o episódio através de downloads ilegais. Vocês vêem isso como uma vitória da liberdade de expressão, ou pensam “meu deus, esses caras estão roubando nossa propriedade intelectual?”


Matt Stone: Nós sempre fomos a favor das pessoas baixarem os episódios, sempre.

Reason: Por quê?

Matt Sone: É como um monte de gente assiste ao programa. E não nos afeta. Nunca nos afetou. Não temos conseguido nada além de sucesso, com o programa. Como podemos ficar com raiva de alguém que quer ver o nosso show?

O resto da entrevista é bem interessante, penso que esse pode ser até o início de um novo modelo. Se os esforços da RIAA, MPAA e outros buldogues fossem voltados para combater a pirataria de produtos, talvez ganhassem mais dinheiro e respeito do que processando velhinhas que não sabem nem usar o computador.

Afinal, a maioria dos que baixam episódios acabam comprando DVDs, camisetas, bonecos action figures e todo tipo de merchandising.

emInternet

Código-Fonte proprietário ameaçando transação de US$ 120 bilhões

Por em 10 de dezembro de 2006

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O F-35 Lightning II, vencedor do programa JSF – Joint Strike Fighter é o avião de caça multipropósito de nova geração desenvolvido pelos EUA, Inglaterra e outros parceiros menores. O programa de modernização da frota Inglesa, mais sua participação no projeto somam US$ 120 bilhões, mas agora os ingleses estão pensando em pular fora.

O motivo é que os americanos estão regulando o código-fonte dos sistemas integrados do caça. Segundo as especificações, alterações solicitadas pelos parceiros levam no mínimo 20 dias para serem processadas, o que inviabiliza qualquer programa de desenvolvimento. A alternativa seria abrir o código, permitindo que os ingleses desenvolvam sua própria versão dos sistemas, mas ninguém quer ouvir falar disso em Washington.

O X da questão é que nos aviões modernos, software é tudo. Eles são inclusive instáveis, sem as correções automáticas o piloto sequer conseguiria manter o avião voando. Junte a isso controle de informações de radar, aquisição de alvos, tudo. Estamos falando de um computador com refrigeração líquida, capaz de 40 Gflop/s, desenvolvido pela Lockheed-Martin. Tire o software e você tem uma carcaça atravancando o hangar.

Não é um caso de defender que o F-35 seja desenvolvido em regime de open-source, não faz muito sentido, em se tratando de tecnologia de defesa, mas é uma questão de bom-senso. Se você tem parceiros colocando uma quantia apreciável de dinheiro no projeto, ou são tratados com respeito ou eles vão embora. No caso, para o Eurofighter Typhoon.

Fonte: Slashdot.

emIndústria Open-Source