Digital Drops Blog de Brinquedo

Lançamento dos Penryn

Por em 16 de novembro de 2007

Na última segunda-feira, dia 12, a Intel lançou oficialmente seus processadores Penryn. Foram 16 modelos, destinados a servidores e a desktops de alto desempenho. Para quem não se lembra, são os Core 2 Duo fabricados no processo de 45nm, além de outras pequenas melhorias. Os 820 milhões de transistores ( nos Quad Core ) tiveram sua área reduzida em 25%, o que os faz consumir de 65W ( Xeon E5205 1,8GHz ) a 150W ( Quad Xeon X5482 3,2GHz ).

Os processadores também introduzem as instruções SSE4, melhor suporte a virtualização, FSB de até 1,6GHz e cache L2 de 6MB a 12MB. Os preços variam de US$ 177,00 a US$ 1.279,00.

[via Dailytech]

emHardware Indústria

Você conhece o Mario?

Por em 16 de novembro de 2007

A BigN encomendou duas pesquisas para avaliar a popularidade de seu maior ícone, o encanador Mario. A primeira realizada no Canadá constatou que o personagem é mais conhecido que o primeiro ministro do país, Stephen Harper. Está certo que políticos geralmente não são pessoas muito bem quistas, mas o resultado deve ter abalado a auto-estima de Harper.

Na segunda pesquisa o bigodudo conseguiu derrotar duas celebridades americanas. 69% das pessoas reconheceram a imagem do Mario, enquanto 53% disseram o nome certo de Paris Hilton e 51% disseram quem era Justin Timberlake. Se pensarmos o quanto essas duas pessoas tem suas imagens expostas na mídia, fica fácil ver que o personagem criado por Shigeru Miyamoto é definitivamente o maior símbolo da indústria dos games. Os jogos do encanador são os mais bem sucedidos da história, tendo mais de 200 milhões de unidades vendidas.

Deve ter muito político feliz pelo fato do Mario não poder concorrer a nenhum cargo nas eleições. E pseudos artistas-cantores-socialites então? Devem estar morrendo de medo de perderem seus empregos. Bem que poderíamos iniciar uma campanha: “Mario para presidente, ou Mario para a vaga de artistas medíocres fraquinhos”.

[via Joystiq e Gamespot]

emGames

O homem virtual de infinitos milhões de dólares

Por em 15 de novembro de 2007

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Virtual. Quando esbarramos com esta palavra por aí, na maioria das vezes, ela está a designar algo que não existe ou não tem qualquer propósito prático. Mundo virtual. Esta missão é virtualmente impossível, etc.

Os cientistas da universidade de Calgary podem ter colocado uma nova acepção a palavra com a invenção de CAVEman, o bonitão acima. Fruto de seis anos de pesquisas, CAVEman é o primeiro modelo humano 4D totalmente funcional criado para auxiliar médicos no estudo e simulação de processos cirúrgicos.

O holograma é resultado da superposição de dados vindos de exames de raio-x, biópsias e tomografias. A imagem pode ser aumentada, diminuída, centralizar num determinado órgão e, até, apresentar o resultado do tempo sobre tecidos e demais sistemas (a quarta dimensão)

Segundo Christoph Sensen, como CAVEman nasceu da colaboração de diversas especialidades, é uma oportunidade única para se ter noção do quadro geral de um indivíduo. O grande barato da história toda é que a pesquisa não parou com a criação deste modelo. Na próximas versões de CAVEman a equipe espera poder “entrar” no holograma e sentir a densidade e textura dos órgãos assim como seu som. Outro grande passo seria passar do modelo genérico para representações individuais com as suas ou minhas características. (No meu caso o apêndice não apareceria mais, por exemplo)

Tá. Agora vocês se perguntam. O que uma notícia com cara de revista Nature está fazendo no Meio Bit? Três palavras para vocês:

Indústria de Games.

Fonte: Gizmodo

emGames Miscelâneas

Apple e OSX: 131MB de perfeição

Por em 15 de novembro de 2007

O que você diria de um sistema operacional que toda semana precisa de atualização? Os Linuxeiros desconversam, ao mesmo tempo em que dizem que as atualizações quase diárias disponíveis nos repositórios são para os programas que vêm com o Linux e portanto não são falhas de segurança do sistema operacional, reclamam da Microsoft por não disponibilizar os mesmos programas, e demorar a soltar upgrades e correções.

Temos um caso clássico onde os dois lados estão errados, mas ainda há um terceiro.

A Apple é, na opinião dos fanboys e dos leigos, um símbolo de perfeição. O OSX não trava, não sofre ataque de vírus, não tem problemas de segurança, transforma água em Blue Label e não multiplica peixes, multiplica sereias, no caso aquelas da minisérie da TV Manchete.

Só que não é assim que a banda toca. O usuário de Apple (não estou dizendo o fanboy, este muitas vezes sequer possúi um) sabe que literalmente toda semana surgem atualizações. Correções. Como em todo sistema operacional.

Então, como é que isso não se torna público? O Campo de Distorção da Realidade do Steve Jobs é fantástico. Na terça-feira instalei atualizações do Quicktime e do iTunes, em um total de 85MB. Hoje, sexta, ligo o Mac e ploft, sou atingido na cara com uma atualização de 131MB.

Sinceramente, se há, em um sistema operacional no final de sua vida útil, já com o sucessor na rua, 131MB de correções a fazer, só com muito truque mental Jedi a gente acredita que esse sistema é realmente lindo maravilhoso e perfeito.

Ainda bem que Steve Jobs é um Mestre Sith.

emApple e Mac

O fim de uma era

Por em 15 de novembro de 2007

Embora o console Atari tenha recebido uma bela homenagem nos últimos dias, o momento não é para festejar. A empresa americana anunciou que não produzirá mais jogos. A situação da Atari é delicada. O presidente da empresa renunciou ao cargo e foi revelado um prejuízo de 11.9 milhões de dólares apenas no primeiro quarto do atual ano fiscal. No fechamento do ano anterior, o prejuízo acumulado foi de US$ 70.3 milhões.

Curtis G. Solsvig III, chefe de reestruturação irá assumir a presidência e a empresa passará apenas a publicar e distribuir jogos nos Estados Unidos. Vários funcionários serão demitidos e a franquia Test Drive foi vendida por US$ 5 milhões para a Infogrames, que possui 51% das ações da Atari. Ainda não se sabe o que acontecerá com a série Alone in the Dark que tinha um jogo previsto para ser lançado em breve.

É triste ver uma empresa tão tradicional agonizar desta forma e pensar que muita gente lamenta a situação da SEGA. Após 35 anos de vida, estamos vendo os últimos suspiros de uma das responsáveis pelo surgimento dos videogames.

[via Joystiq]

emGames

Edgar Bronfman da Warner: “Ok, nós erramos”.

Por em 15 de novembro de 2007

Numa cena no mínimo improvável o CEO de uma grande gravadora admite que o mercado fonográfico tem errado e bastante no entendimento de sua situação. Segue uma tradução livre do que Edgar Bronfman, CEO da Warner Music Group, disse no palco do GSMA Mobile Asia Congress :

edgar-bronfman_15112007.jpg

“Nós acostumamos a nos enganar…pensando que nosso conteúdo era perfeito do jeito que o produzíamos. Esperando que nosso modelo de negócio permanecesse intocado mesmo num mundo interativo, com conexões sempre ativas e 100% estáveis e com a explosão do processo de troca de arquivos. E, claro, nós erramos. Como fizemos isso? Ou ficamos friamente imóveis ou até mesmo declaramos guerra contra nossos próprios consumidores, negando a eles o que eles o direito de obter o que realmente queriam (referindo-se a poder escolher como consumir o conteúdo). E, obviamente o consumidor ganhou.”

Isso me fez lembrar a época em que trabalhei numa agência de propaganda tão grande, mas tão grande que todo mundo dizia que se ela abrisse falência hoje, só começaríamos a perceber alguma coisa 15 anos depois, tamanha era sua cadeia produtiva, negócios, clientes, faturamento.

No caso do mercado fonográfico os “15 anos depois” podem ter sido apenas cinco. Mas…garanto: ainda vão querer vender músicas em pen-drives, processar alguém por ter baixado 2 mil músicas em seu computador e, claro, dizer que o Creative Commons é um roubo. Faz parte. Elefantes brancos caminham devagar, até mesmo para o descanso final.

Mas, sei lá, já foi um primeiro passo.

Fonte: TechCrunch

emIndústria

Habbo Hotel tem US$ 5800 roubados por adolescente.

Por em 15 de novembro de 2007

Recentemente falei aqui que os EUA haviam fechado o cerco aos crimes virtuais como o roubo de indentidades, senhas e nicknames. Se no caso americano, a lei aguarda por aplicação no dia-a-dia, na Alemanha o tempo fechou para um adolescente chegado numa malandragem virtual.

Após roubar US$5800 em mobília do mundo virtual Habbo Hotel. (mundo virtual semelhante ao Second Life com mais de 6 milhões de usuários diários que pagam em dinheiro vivo pelo direito de comprar mobília e enfeites para seus quartos, além dejogar online com outros habitantes), o rapaz foi enquadrado pelos donos do site e pela polícia.

habbohotel-guy_14112007.jpgSegundo o representante da Sulake, criadora do Habbo Hotel, a única maneira de “roubar” em seu mundo virtual é capturando senhas e logins e, assim, levar a mobília para outra conta. Mas o crime é real, já que para se chegar até a esta mobília, a grana circula. Grana de verdade.

Fico aqui pensando: o Second Life foi para o buraco sem mais nem menos, depois de um hype que o colocava como a sétima maravilha do mundo, com direito, inclusive, a um Guia de Viagem escrito aqui no Brasil para os novatos.

Agora, com este caso do Habbo é notório que muito do que se vê nestes ambientes é um palco fácil para spamming, roubo de indentidade, sem falar na propagandice aguda que mal nos deixa circular pelo ambiente. Boas idéias em mãos erradas, enfim.

Será que a promessa de mundos interativos 3D nunca vai se concretizar?

Fontes: Read/Write Web | BBC News

emGames Segurança