Digital Drops Blog de Brinquedo

Padrões de Projeto (Design Patterns) em C# Rápido e Fácil

Por em 11 de março de 2008

Se você está iniciando em um curso de computação, já programa há algum tempo em uma linguagem orientada a objetos de verdade, eventualmente entrará em contato com design patterns. O termo hoje em dia é usado livremente para definir de forma organizada padrões de solução de problemas comuns encontrados durante projetos.

O livro de referência no assunto, é o Padrões de Projeto: Soluções reutilizáveis de software orientado a objetos, escrito por 4 famosos projetistas de software, Erich Gamma, Richard Helm, Ralph Johnson e John Vlissides. Nesse livro, eles documentaram alguns padrões que são largamente usados. O livro não é uma leitura fácil. É preciso ter um ótimo conhecimento de orientação a objetos e todos os seus conceitos, conhecer UML e para ler o código-fonte do livro, C++ e Smalltalk.

Por causa da velocidade com o qual as coisas devem ser produzidas hoje em dia, um pouco de pragmatismo e uso de uma linguagem moderna como o C# podem ser benéficos. Por exemplo, uma vez precisei criar um "desfazer" (undo em inglês) e pensei: alguém já deve ter tido esse problema. Procurando no livro, encontrei o padrão comportamental Memento que faz mais ou menos o que o cliente precisava. Partindo dele, foi possível criar a funcionalidade desejada.

Mas o código do livro não ajuda muito quando o prazo está no nosso pescoço. Coloque no bookmark o website http://www.dofactory.com. O código em C# é tão ridiculamente parecido com Java que também serve para essa linguagem. Todos os padrões do Gang of Four estão lá.

emSoftware

Coleção de equipamentos da HP

Por em 11 de março de 2008

Quem já freqüentou o Flickr do Mario Amaya muito provavelmente já viu a coleção de Macs dele, que contém desde o Macintosh Portable de 1989 até um Apple ][+ de dez anos antes. Para geeks de plantão, esse hábito é muito mais que apenas um hobby: é a documentação e preservação da memória da tecnologia.

Um sujeito chamado Kenneth Kuhn vai ainda mais longe no tempo e compartilha online sua coleção pessoal de equipamentos da HP das décadas de 1940 e 1950 com, inclusive, alguns manuais em bom estado de conservação! E não é só isso: Kenneth possui um verdadeiro galpão onde guarda toda a tralha seu acervo, que é composto por osciloscópios, detectores de radiação, calculadoras, entre outros. Alguns bem conservados; outros são pura sucata. Dê uma olhada no emaranhado de fios na foto abaixo, que representa uma pequena fração do "museu" de Kenneth:

Para conferir o restante das fotos, veja o site do maluco clicando aqui. E neste link há mais detalhes sobre cada equipamento e muitos muitos muitos links a respeito da Hewlett Packard.

[via Make Magazine]

emHardware

Hey Jude, agora você poderá comprar Beatles no iTunes

Por em 10 de março de 2008

Ob-la-di, ob-la-da, life goes on e Paul McCartney acaba de assinar um acordo no valor de US$400 milhões, não só para o benefício de Mr Kyte, mas o dos herdeiros de John Lennon e George Harrison, Michael Jackson, Ringo Starr e milhões de fãs dos Beatles espalhados pelo mundo.

Se hoje seus problemas parecem tão distantes, nem sempre foi assim. A Apple teve altas brigas com os Beatles, desde a ação envolvendo o nome da empresa, onde após uma pequena briga na Justiça a Apple se comprometeu a não entrar no mercado musical, deixando-o exclusivo para a Apple Records, pacto que durou até o surgimento do iPod. (e rolou mais um processo)

Por muito tempo Os Beatles foram a grande ausência do iTunes, e várias vezes foi anunciado que "agora vai", mas desta vez é a sério. Não há projeções públicas do quanto o catálogo dos Beatles renderá em dinheiro para a Apple, mas conhecendo os fãs, fuçarão o catálogo e comprarão músicas e clipes oito dias por semana.

Mas… devagar aí. Eu não quero estragar a festa, mas há um problema. Apple, quero te contar, acho que você tem problemas. Os fãs dos Beatles esperaram ANOS por isso. Convenhamos, o iPod é de 2001. Houve tempo de sobra para todo mundo aprender a ripar CDs (bolas, o iTunes faz isso com um clique) e não vejo uma vantagem sequer para quem já tem os CDs.

Isso significa muito? Qual o valor agregado que irão oferecer? Será que quem poderia comprar já comprou? Ou venderão horrores, para os fãs antigos E para os novos? Eu não sei. Aliás, o amanhã também nunca sabe. É esperar para ver.

Fonte: Gizmodo

10 Tibs para quem identificar todas as canções dos Beatles citadas no post.

emApple e Mac Fotografia

Tem um MacBook Air? Então você é um TERRORISTA!

Por em 10 de março de 2008

Imagine a cena: Você está nos EUA, prestes a embarcar em um vôo. Coloca a mochila na esteira do Raio-X. A esteira pára, quando seu lindo belo perfeito e maravilhoso MacBook Air com drive SSD (o mais caro) está sendo examinado. O agente de segurança chama outro, que chama outro. Você é levado para uma sala. Suas bagagens para outra.

Um agente começa a examinar impressões do Raio-X.

"Não tem hard disk. Só umas linhas, onde deveria haver o disco."

Olhando o equipamento, ainda acrescenta:

"Não há portas na traseira do equipamento"

Um agente mais novo entra e diz "não tem hard disk, usa um disco de estado sólido". Os outros agentes não entendem. "Ao invés de um disco usa memória flash".  Ainda não entendem. "como o cartão na máquina digital".  Ah, agora sim.

Mesmo assim o agente senior ainda implica. "produto novo no mercado? Não deve ter sido aprovado pela TSA (a agência responsável por segurança aérea). Provavelmente não deveria ser permitido."

O Agente ainda insiste que você ligue o "dispositivo" e rode um programa. Muito a contra-gosto, o agente resolve te liberar.

Ao fundo você escuta o agente mais novo falando baixinho "É um MacBook Air…"

Você, claro, perde o vôo.

Isso aconteceu com este sujeito aqui, e demonstra o TOTAL despreparo dos agentes de segurança nos aeroportos americanos, ao mesmo tempo que demonstra o quanto o MUNDO é maior do que nossos devaneios geeks. Sim, Virgínia, há gente que nunca ouviu falar do MacBook Air, há gente que SEQUER é capaz de olhar um notebook da Apple e reconhecê-lo como tal.

Muitos agradecimentos ao Ubiratan por ter dado a dica, nos comentários deste post. 6 tibs de presente pra ele.

emApple e Mac Segurança

O Caso do iPod Desaparecido

Por em 10 de março de 2008

A Apple, em sua perfeição, age de forma inefável, Steve Jobs escreve certo por linhas tortas, e quem somos nós para entender seus desígnios?

Um dos Mistérios Da Maçã é o Sumiço dos iPods Touch.

Quando instala-se o Leopard o iTunes deixa de reconhecer o iPod Touch. Do nada, sem nenhum motivo (ao menos do ponto de vista de nós, meros mortais). A Apple como toda Entidade Onipotente só escuta, não fala nada, e quem diz que ouve resposta é claramente esquizofrênico.

Por sorte outros fiéis já trilharam essa senda, e deixaram nos Textos Sagrados a Solução:

Reinstale o iTunes.

Isso mesmo. O iTunes, DA APPLE deixa de reconhecer o iPod Touch DA APPLE depois que você faz um upgrade para o Leopard, DA APPLE. A solução é baixar DE NOVO o iTunes e instalá-lo por cima do antigo.

Não dá uma confiança danada ver como o Leopard foi exaustivamente testado antes de ser disponibilizado ao público?

Fonte: iPod Touch desaparecido do Cardoso (mas voltou)

emApple e Mac

Tecnologias Sem Fio: simples erro clássico de implantação

Por em 10 de março de 2008

Em mais um episódio da série "Tudo o que você não deveria fazer, mas acabou fazendo do mesmo jeito e agora está com um pepino nas mãos", narro aqui um caso de erro de implantação de uma tecnologia que utilizava transmissão por rádio e que encontra-se encalhada por falta de planejamento.

Hoje em dia já existe um cuidado muito maior com o uso de redes sem fio (e o termo aqui tem uma abrangência grande, como veremos adiante), com o exemplo mais simples sendo a predominância das redes WiFi já com alguma criptografia configurada. Claro, uma boa parte ainda usa WEP de 40 bits, o que em termos de segurança quer dizer aproximadamente "o rei está nu". Mas não se pode exigir muito da maioria da população, então simplesmente fiquemos felizes.

Infelizmente erros de configuração, uso e cálculos na implantação de redes sem fio, ou de equipamentos que utilizem tecnologias sem fio ainda é comum, e varia do vizinho de cima até grandes companhias. Já me desculpo de antemão, e aviso: não serão citados nomes, localidades ou marcas. Sinto muito, mas o importante é a lição, não os bois.

Uma empresa do ramo de tecnologia foi contratada para fornecer uma solução de massificação para uma concessionária. A solução, já consolidada em outros casos iria cobrir a área de uma ilha com pouco mais de 4.000 habitantes/visitantes. A solução em questão utilizaria uma tecnologia PLC para cobrir os desafios da comunicação da chamada "last mile", utilizando concentradores em locais específicos para fazer a comutação dos dados para uma tecnologia muito comum de comunicação sem fio: o General Packet Radio Service, ou GPRS, utilizando a rede de telefonia celular.

A contratada recebeu o pedido de compra e enviou os equipamentos. Tudo parecia indo bem, o sistema foi totalmente instalado, cobrindo a totalidade da ilha. Apenas um mês depois do startup foi percebido que havia pontos sem comunicação. Inúmeras sugestões foram dadas, mas o diagnóstico só foi definitivo quando a contratada enviou uma equipe para inspecionar as instalações. O resultado encontrado foi tragicômico:

celular_pwned_tng

Nesta obra prima da simulação do Google Earth temos os seguintes itens:

– Em azul, o mar (d’oh);
– Em cinza, a ilha;
– Em preto, a localização aproximada da única torre de celular num raio de 150 km;
– Em verde, um monte genérico de várias toneladas de material bloqueador de sinais de rádio;
– Em vermelho transparente, a cobertura de celular da ilha.

Estou bastante convencido de que detalhes adicionais são desnecessários. É isso: Epic Fail.

Não vou apontar culpados. Mas como isso pôde acontecer?

O fato é que, um ano antes, um outro projeto da mesma tecnologia foi implantado em uma outra ilha. Poderia ser mais similar? Sim, essa ilha também tinha um monte numa configuração extremamente semelhante e apenas uma única Estação Rádio-Base (ERB). Foi cometido o mesmo erro? Não. Nesse caso em especial a concessionária também solicitou como parte do fornecimento o destacamento de uma equipe de campo, formada por um funcionário de cada empresa que foram ao local e fizeram análises de todas as variáveis possíveis no decorrer de duas semanas. O monte não passou despercebido…

Então, finalmente, como isso pôde acontecer? Simples. A causa do erro foi suposição. Suposição de que, já que a cobertura da rede celular atinge mais de 95% do território nacional, as chances de cair nos 5% era inexistente. Mas um grande projeto desse tipo e vários outros de tamanhos até maiores falham por falta de planejamento que, num olhar mais apurado, é uma subcategoria do vício da suposição.

Então, caros leitores, fica a dica: Murphy é implacável e quando for implementar qualquer coisa, desde a rede WiFi do seu apartamento até uma implantação em nível internacional, certifique-se de checar as variáveis envolvidas. O tempo que você "gastar" antes de pôr mãos à obra pode salvá-lo de situações difíceis, gastos desnecessários e, o que eu considero o mais importante, uma mancha de otário em seu nome entre os profissionais da área.

emIndústria Wireless e Redes

Hyper-V: A Microsoft entra de sola no mercado de virtualização

Por em 10 de março de 2008

Essa foi a impressão de vários dos presentes no evento do dia 29 de Fevereiro. A Microsoft resolveu bater de frente com a VMWare no mercado de virtualização. Uma das versões do Windows Server virá com direito a 4 instâncias do mesmo, dentro da mesma licença. Pelo preço de uma cópia, a Microsoft azeitou a vida de quem trabalha com os servidores: não é preciso licenças extras para as instâncias do sistema operacional.

E obviamente, ferramentas para administrar essas máquinas virtuais também foram rapidamente demonstradas. Será possível migrar, como o VMWare, um parque de máquinas legadas para dentro do ambiente virtualizado, encapsulando aquele ambiente, importando as configurações daquele equipamento legado. Ou seja, se um servidor ficou velho e anda meio capenga, é possível migrar ele inteiro para um ambiente virtualizado, com análise de compatibilidade e formas de resolver o problema.

E como não poderia deixar de ser, será possível importar para dentro do Hyper-V as máquinas virtuais VMWare. Sim, eles declararam guerra.

Conversando com o Eduardo Campos, gerente-geral da divisão de servidores da Microsoft Brasil, uma jornalista perguntou se não seria um certo prejuízo para a Microsoft deixar de vender 4 licenças do Windows Server 2008 como ocorreria com a versão 2003. Ele afirmou que sim, mas é uma nova forma de fazer negócios. E mesmo assim, se o sistema começar a crescer, as empresas precisarão de mais máquinas e a escolha óbvia seria o Windows Server 2008. A versão Datacenter não possui limites do número de máquinas virtuais possíveis e obviamente é a mais cara.

O Hyper-V também será vendido separadamente e terá um custo de 80 reais. Vai ser interessante obvervar os próximos passos da VMWare. Será que eles irão apelar para os advogados, tão comum nos EUA?

Fonte: Evento da Microsoft, Hotel Hilton

emIndústria Software