Digital Drops Blog de Brinquedo

Mão na Massa com o novo OpenOffice.org Online

Por em 18 de dezembro de 2007

Após passar por alguns altos e baixos, o conjunto de programas para escritório OpenOffice.org está sendo levado numa nova direção por uma empresa chamada Ulteo. Fruto da mente de Gael Duval, fundador da Mandriva Linux, a missão da Ulteo é servir como plataforma para colocar aplicações na web. Usando esta abordagem, a Ulteo liberou um beta público do Online OpenOffice.org, o que literalmente põe o OpenOffice.org dentro de um navegador.

É claro que a oferta da Ulteo tem algumas vantagens reais, como o fato de acabarem os problemas específicos de cada plataforma, mas como qualquer grande aplicativo que se queira enfiar num navegador, o Online OOo tem seus “preços” a pagar. Vamos dar uma olhada nos prós e contras do mais recente pacote de produtividade a ir para a rede.

Primeiro, o lado bom: todos os principais componentes do OpenOffice.org estão presentes. A imagem abaixo mostra a tela de entrada, que permite escolher com que programa trabalhar e configurar algumas preferências. A aplicação escolhida abrirá em uma janela pop-up. Embora o tempo de download seja notadamente mais longo que o de aplicações web concorrentes, como Google Docs e Zoho, parece que a aplicação inteira é apresentada ao usuário, incluindo os recursos da mais recente versão, 2.3. Formatação, preferências, fontes, templates padrão, menus contextuais (no botão direito), está tudo lá.

janio20071218OnlineOOApps2.jpg

Para criar este ambiente tão ferto de recursos, o Online OpenOffice.org requer um navegador moderno com JavaScript (naturalmente) e com o plugin Java Runtime Environment na versão 1.4 ou mais recente. A instalação foi testada no Firefox 1.5 e superiores, IE6 e 7, e mesmo no Safari. Contudo, usuários do Ubuntu são especificamente alertados que devem estar usando o plugin de Java da Sun (Sun JRE) ou a atual implementação do Online OpenOffice.org não vai funcionar. A Ulteo está trabalhando para resolver este problema.

Imagem

Assim como muitos exemplos do paradigma de Software como um Serviço (Softwara as a Service, SaaS) — de fato, este é um software para desktop servido em um cliente VNC Java para a web — trabalhar com o pacote é uma mistura de benesses. Usuários que precisam da infinidade de recursos pelos quais os pacotes de escritório convencionais são conhecidos vão se sentir em casa, embora o funcionamento do programa possa ser notadamente lento.

Imagem

Por exemplo, algumas tarefas corriqueiras como selecionar uma linha de texto inteira no Impress, o equivalente ao PowerPoint do OpenOffice.org, pode demorar um segundo a mais que a aplicação no desktop. Às vezes. Esse tipo de atraso é esporádico, e é provável que usuários que estejam procurando por um pacote como esse estejam preparados para lidar com isso.

janio20071218OnlineOOFiles.jpg

Com esse beta de um pacote de escritório, contudo, está claro que o objetivo inicial da Ulteo era simplesmente fazer o OpenOffice.org funcionar num navegador web. Usuários buscando recursos colaborativos ou de partilhamento de documentos de concorrentes como Google Docs ou mesmo o Office Live Workspace da Microsoft vão ter que continuar sua busca. Embora o Online OpenOffice.org ofereça 1GB de espaço de armazenamento online para todos os seus documentos, não se nota nenhum indício de capacidade de compartilhamento ou edição compartilhada dos documentos.

Mas certamente o Online OpenOffice.org tem um nicho que ele pode atender. Devido à sua natureza de desktop-que-veio-para-a-web é fácil oferecer os principais recursos de qualquer pacote de escritório. Usuários insatisfeitos com a abordagem K.I.S.S. do Google Docs e não dispostos a pagar o preço que custa o Microsoft Office podem ter uma boa chance com o pacote da Ulteo. À medida que a interface com o usuário amadureça, contando que a implementação da Ulteo também se torne mais eficiente, é bem provável que ela evolua e se torne um pacote de escritório rico em recursos, fácil de usar e baseado na web.

Fonte: Ars Technica

emInternet Open-Source Software Web 2.0

Aptana Studio para Adobe Air

Por em 18 de dezembro de 2007

Para quem está morando debaixo de uma pedra e ainda não sabe o que é o Adobe AIR, uma rápida explicação, direto do FAQ do Adobe Labs: Adobe Integrated Runtime (AIR) is a cross-operating system runtime being developed by Adobe that allows developers to leverage their existing web development skills (Flash, Flex, HTML, JavaScript, Ajax) to build and deploy rich Internet applications (RIAs) to the desktop.

Traduzindo livremente, é uma aplicativo que ao ser instalado no sistema operacional, irá permitir que desenvolvedores com habilidades para desenvolver aplicativos para web, poderão usar esse conhecimento para o desktop. Será possível criar aplicativos para desktop com Flash, Flex, AJAX, JavaScript, HTML e rodá-los em qualquer sistema operacional.

content_assist

Apesar de SDKs, uma tecnologia torna-se viável se houver boas ferramentas. Uma dica para quem gostaria de começar a estudar e desenvolver aplicativos AIR sem gastar muito: Aptana Studio Community ou Professional. A versão gratuita é repleta de recursos e está completa para desenvolvimento de aplicativos AIR. Veja a tabela de diferenças com a versão Pro, que custa apenas US$ 99,00. A outra opção disponível atualmente é o Dreamweaver CS3 da própria Adobe, que é uma ótima ferramenta, mas por atender a dezenas de tecnologias diferentes, é bem mais caro.

Faça também o download do Adobe AIR Beta 3 SDK, lançado no dia 12 de dezembro e o AIR Beta 3 Runtime. E como nenhum desenvolvedor vive sem documentação, veja ela aqui e aproveite para ler artigos e exemplos no AIR Developer Center for HTML and Ajax.

emSoftware

Racionalmente questionável, inútil mas muito legal: Firefox em disquete

Por em 17 de dezembro de 2007

firefoxdisco.jpg

Quem fez isso é um desocupado, mas na Internet o termo não é pejorativo, significa apenas “sujeito que teve uma idéia legal e tempo para implementá-la”.

Um tal de JustZisGuy, do Spreadfirefox.com resolveu descobrir em quantos discos ele conseguia enfiar a instalação do Firefox. A resposta? Cinco discos de 3 1/2, 1.44MB. Nos discos de 5 1/4 (1.2MB) ele conseguiu também 5 discos. Infelizmente o drive para discos de 8 polegadas estava quebrado.

Se por um lado nossa cultura de bloatware torna surpreendente o Firefox existir em apenas 5 disquetes, voltando um pouco no tempo, o Corel Draw 4 inteiro vinha em um CD OU em 12 disquetes de 3 1/2. É, nada mau um navegador inteiro em cinco disquetes.

Só para lembrar, o update de firmware do iPod Touch ocupa “apenas” 150MB. Quem tem linha discada não pode usar produtos da Apple.


Picture 2.png

PS: Sim, eu sei, existem distros Linux inteiras em um único disquete, mas duvido que elas venham também com o Firefox. E não, Lynx não conta como navegador.

Fonte: DownloadSquad

emOpen-Source

Palm lança novo smartphone, mas 1999 liga e pede seus modelos de volta

Por em 17 de dezembro de 2007

treo755.jpg

Uns oito anos atrás o design e funcionalidades do novo Palm Treo 755p seriam arrasadores, mas hoje em dia, bem…

Ele tem conexão EV-DO, câmera com imensos 1.3Megapixels (até o iPhone barra isso), 60MB de memória interna (mas slot para cartão de até 4GB), roda o arcaico obsoleto jurássico clássico Palm OS® 5.4.9, Bluetooth 1.2 (2.0 nem pensar, A2DP? Sonhe) e quanto a WIFI… huahahahaha você acha MESMO que a Palm ia colocar WIFI?

E quanto você pagaria por essa beleza de aparelho, o auge da tecnologia do século passado? Calma, não ligue ainda.

Se você assinar o maravilhoso plano de 2 anos de fidelização da Verizon, nós daremos um rebate de US$50,00. Assim essa maravilha de aparelho poderá ser sua por apenas US$349,99. Mas ca-calma, não é só isso. Assine um plano de dados (começando em US$79.99) junto com seu plano de voz e a fidelização e o ótimo Treo 755p será seu por US$299,99.

A Palm é ou não é uma mãe?

Fonte: Uneasysilence

Inspiração: Polishop


emCelular

Semana movimentada

Por em 17 de dezembro de 2007

Na última semana tivemos muitos textos interessantes no Meio Bit Games. Começamos relembrando o clássico Flashback (sem trocadilhos!) e seu ótimo enredo. Falamos da premiação do canal Spike TV, onde um fps levou mais um prêmio de melhor jogo do ano.

Quem gosta da série Fallout não deve deixar de conferir o preview do terceiro jogo da série, o difícil será aguentar até seu lançamento. Ainda nos pcs, se você ainda não comprou o jogo Crysis, talvez irá precisar gastar um pouco para rodar o game na resolução máxima.

Tivemos indicações de um site com a história dos videogames e outro com papéis de paredes para seu pc. Indicamos também alguns dos melhores jogos lançados recentemente e uma com os piores, para você ficar bem longe.

Uma saudável discussão teve início sobre a migração das séries antigas do 2d para o 3d e outra no texto que mostra os jogos mais influentes já lançados. Levantamos a bola mais uma vez mostrando os melhores consoles da história e para relaxar publicamos um review enviado por um leitor falando do primeiro Zelda para o Nintendo DS.

emGames

Nova GWT promete gerar código melhor do que o de programadores humanos

Por em 17 de dezembro de 2007

Nem bem a Microsoft começou a se defender de que seu novo ambiente de programação .NET, o Volta, fosse um clone do GWT (Google Web Toolkit), a Google resolveu revelar como ela planeja superar os rivais na próxima versão de seu ambiente de geração de código em AJAX.

O GWT, em resumo, é um "compilador" que recebe código Java na entrada, e gera um conjunto de arquivos HTML, JavaScript, CSS, e Java no servidor. O GMail, por exemplo, é todo escrito em GWT.

Segundo os engenheiros da Google, a GWT 1.5, com prazo de lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2008, vai produzir um código JavaScript melhor do que qualquer ser humano conseguiria, em termos de velocidade, tamanho e gerenciabilidade do código. Esperam, também, melhorar a geração de código Java (que roda do lado servidor da brincadeira). Diz o co-criador da GWT, Bruce Johnson, que "o problema das redes continua sendo o elo frágil a conectar aplicações online e serviços". Será que para alguém isso ainda seria novidade?

Também fazem parte dos planos da Google portar a GWT para o Google Gears (o mecanismo de banco de dados que permite que aplicativos como o Google Reader funcionem offline) e suporte para o Silverlight, da Microsoft.

Fico verdadeiramente admirado com os esforços que vemos (e dos quais eu me aproveito no meu dia a dia como consultor em empresas) para levar para páginas da Internet softwares que até então só eram pensados e planejados para o desktop. Claro que há razões para essa abordagem — e eu as vejo todo dia — como a facilidade de distribuição das novas versões (basta publicar em um único lugar), ou a não necessidade de manter diferentes conjuntos de fontes, bibliotecas, ambientes de desenvolvimento, para ter o sistema rodando em diversos sistemas operacionais.

Entretanto, GWT e frameworks de desenvolvimento em JavaScript não são panacéia, e cabe ao desenvolvedor de qualquer software para ser executado online avaliar se o melhor é tentar emular um ambiente de janelas dentro do navegador, ou manter webservices no servidor, e distribuir clientes capazes de acessar e interpretar esses webservices, assim como a Amazon ao disponibilizar para o mercado seu banco de dados S3. Mas isso é papo para um outro artigo.

[via: The Register]

emAnúncios Google Indústria Produtividade Software

Brasil consegue mandar o Linux para o espaço

Por em 17 de dezembro de 2007

linuxspace.jpg

Ontem, 16/12/07, foi lançado com sucesso da Barreira do Inferno, RN, o foguete VS30. Como carga útil experimentos argentinos e um protótipo de GPS desenvolvido pelo Departamento de Física Teórica e Experimental (nem adianta clicar, o site é podre) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Atingindo 121Km de altitude, o vôo durou 9 minutos e 25 segundos, quando a carga útil caiu no mar, sendo recolhida por um helicóptero Blackhawk da Marinha.

Depois de tantos fracassos, é bom ver uma missão bem-sucedida, ainda mais para um programa espacial absolutamente carente de recursos e verbas.

O experimento brasileiro levava um GPS adaptado por pesquisadores do Departamento de Física Teórica e Experimental da UFRN para funcionar em veículos de alta dinâmica. Quem já mexeu com os GPSs tradicionais antes dos modelos SIRF-III sabe que eles demoram bastante até achar satélites, fixar posição, etc. Transporte isso para um veículo se movendo a Mach 5 ou mais e o GPS se torna inútil, preferível depender de navegação inercial.

Citando o press release do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial da Aeronáutica:

A atual tecnologia do GPS foi desenvolvida graças a idéia do professor Enivaldo Bonelli, do Grupo de Pesquisa Ionosféricas da UFRN, que sugeriu, anos atrás, a mudança do sistema que operava em DOS para o Linux, a fim de diminuir lentidão que o GPS apresentava para fornecer os dados da sua localização. A sugestão foi levada para a Universidade de Cornell pelo professor Francisco Motta, membro do mesmo grupo de pesquisa, sendo então acatada e implementada no programa espacial norte-americano e em centros de pesquisa da Alemanha.

Parabéns aos envolvidos. Quanto aos experimentos argentinos, se quiser ler sobre eles, vá procurar no MejoBit, ou algo assim ;)

Fontes: Google News, Agência Espacial Brasileira, CTA

emAndroid e Linux Hardware