Digital Drops Blog de Brinquedo

Vem aí MacHeads – The Movie

Por em 23 de janeiro de 2008

O culto ao Mac é um fato, e como todo culto tem seus malucos, seus simpatizantes e gente que vive bem praticando a filosofia pregada. Se é que dá para usar o termo “filosofia” referindo-se a uma empresa de frutas1.

MacHeads é um documentário que mostra parte dessa cultura, entrevistando vários MacFãs, como Guy Kawasaki, mostrando o dia-a-dia dos usuários, seus encontros (uma espécie de Installfest do Linux, onde o pessoal já chega com tudo instalado) e, claro, os malucos, como o pessoal com tatuagens da Apple, e até uma jovem que diz com todas as letras que NUNCA irá dormir com um usuário de Windows.

O trailler acima é só uma amostra, espero que o filme saia logo, quero descobrir se os Mactards sabem rir de si mesmos.


Notas: Para facilitar a vida de salsinhas e outras criaturas incapazes de detectar referências, humor e ironia, estou incluindo notas de rodapé em meus textos. Caso você não se enquadre nas categorias citadas, apenas ignore-as.

1 – “Empresa de frutas” – Referência a Forrest Gump, na cena em que o personagem principal comenta que seu sócio ganhou dinheiro investindo em uma empresa de frutas. Na imagem ele abre um envelope com o logotipo da Apple.

emApple e Mac

ATI Radeon HD 3870 X2 (R680): benchmarks vazam em website chinês

Por em 23 de janeiro de 2008

Hoje era dia de lançamento surpresa. A AMD enviou no último fim de semana placas de vídeo com duas GPUs Radeon, mostrando seu poder de fogo com a GeForce 8800 Ultra. Ela faz isso usando 2 processadores na placa. Não é núcleo duplo como os Core 2 Duo da Intel, mas duas GPUs na mesma placa.

Mas parece que nem todos os jogos tiveram a performance esperada e a AMD está trabalhando em drivers atualizados que mostrem realmente a performance da placa: Call of Duty 4 ficou 30% mais rápida que a concorrência, já em Crysis, 10% mais lento. Eis que o website chinês já havia feito e publicado a matéria quando veio a ordem de NDA (non disclosure agreement) da empresa para segurar as boas novas.

No site do PCOnline, muitas fotos, tabelas e estatísticas, facilmente lidos por qualquer ocidental. Oops, AMD. Veja o resultado final, usando os drivers antigos ainda.

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Fonte: PCOnline, The Inquirer

emHardware

Windows 7 pode chegar em 2009

Por em 23 de janeiro de 2008

De acordo com os planos de lançamento da Microsoft, esse ano haverá 3 marcos a serem atingidos. O primeiro, chamado M1, já está sendo distribuído entre parceiros comerciais da nova versão do Windows. E se a notícia não for um rumor, a data de lançamento foi antecipada em 1 ano. Além desses 3 marcos a única outra data disponível é um RTM (Release to Manufacturing) na segunda metade de 2009, 3 anos após o lançamento do Windows Vista.

O Windows 7 terá duas versões, em 32 e 64 bits, sendo que será o último SO com suporte 32 bits. Um ciclo de 3 anos pode significar que a Microsoft decidiu acelerar o ciclo de lançamento dos seus sistemas operacionais, seguindo um modelo mais parecido com o da Apple. Mas ainda é muito cedo para chegar a conclusões. Se os planos atrasarem alguns meses, o ciclo de 4 anos volta ao normal.

Eu vejo com bons olhos lançamentos mais freqüentes, mas ser o sistema operacional dominante do mercado tem uma série de problemas: são milhares de fabricantes de hardware que precisam testar seus equipamentos, programar drivers e prepará-los com bastante antecedência. Assim, evita-se o fiasco do lançamento do Windows Vista, ofuscado por problemas dos fabricantes. ATI e nVidia, por exemplo, foram os grandes vilões da péssima performance do Vista em games nos primeiros meses.

Outro problema a ser enfrentado pela Microsoft é o bloatware (termo usado para ineficiente, despendioso, lento) que seus sistemas operacionais estão se tornando por causa de código legado. São camadas e camadas de software que deixam muitos usuários se perguntando: será que a MS, com tantos recursos e mentes brilhantes ao seu dispor, não pode oferecer algo mais leve e eficiente? A solução pode ser uma quebra com o passado. O suporte ao software legado, vazada no Channel 9 (o canal de desenvolvedores da MS) e removido, é que eles irão adotar suporte através de máquinas virtuais, encapsulando o software até que versões nativas sejam lançadas, semelhante ao que a Apple fez. Com certeza, um Windows mais eficiente em recursos traria benefícios tremendos à população cada vez maior de notebooks, que pela primeira vez superou em vendas os desktops nos EUA, em 2007.

MinWin: Conheça mais sobre o novo MicroKernel

O Windows 7 será baseado em um novo MicroKernel, que é capaz de bootar e não possui nem mesmo um módulo gráfico. Ele será usado como a base de código e fundação de todos os sistemas operacionais Windows 7. Essa versão é diferente to MinWin anunciado em 2003 e usada no Windows Vista e Windows Server 2008. Algumas informações interessantes sobre ele:

- 100 arquivos, contra 5000+ do Windows normal;
- Exige 25 MB de espaço em disco;
- Precisa de 40 MB de RAM;
- Eu quero uma cópia…

O MinWin é uma versão refatorada do Windows, sem dependências, com subsistema de rede e acessível através de um shell, semelhante ao DOS. Segundo Mark Russinovich, para que a Microsoft teste alguma coisa do Windows 2008 Server, ele precisa ser inteiramente construído. A abordagem com o MinWin foi: delimitar as funcionalidades mais básicas necessárias para o microkernel e detectar as chamadas e dependências de camadas acima. Depois reprogramar ele para que possa funcionar de tal forma que a Microsoft possa trabalhar na arquitetura dele sem as enormes builds.

Interessante observar essa nova abordagem. Algo que ninguém falou ainda é se teremos um novo sistema de arquivos, ou os clientes ainda estarão presos ao já envelhecido NTFS.

Falando em seguir os passos da Apple, vejam o que seria o Windows 7 (com certeza criação de algum Mactard com habilidades de Photoshop):

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Fonte: APCMag, Channel9: Mark Russinovich, Wikipedia, WinSuperSite

emSoftware

Editor de Imagens Picnik lança API

Por em 23 de janeiro de 2008

Estou constantemente me surpreendendo com as possibilidades dessa tal “Web 2.0″. Claro que tem um pouco de tolice nessa afirmativa, da mesma forma que é tolice minha ainda admirar-me com o fato de um avião que pesa toneladas conseguir alçar vôo e ser um transporte relativamente seguro e barato, ou com coisas ainda mais simples, como a chuva.

Não sou dos maiores entusiastas de coisas que viram moda na Internet, não sei por quê. Sites (ou serviços) como Orkut, Twitter, e mesmo o Flickr não me atraem. Até tenho perfil no Orkut, mas nos outros dois nunca nem entrei para ao menos ver a interface.

Lendo meus feeds diários, contudo, descobri que o Flickr utiliza os serviços de um editor online de imagens chamado Picnik, que por sinal está abrindo sua API para que qualquer site na Internet possa oferecer a seus usuários recursos avançados de edição de imagens.

Espero que os leitores perdoem minha tolice, por não saber que o Flickr conta com recursos avançados de edição de imagens desde sei lá quando. E que perdoem também meu queixo caído com o Picnik: eu juro que não imaginava que um software que roda no navegador sem plugins, sem ActiveX, pudesse editar imagens com tanta rapidez e precisão!

De acordo com o que interpretei do que li na página do anúncio oficial, com o uso da API será possível “embutir” o Picnik em qualquer página, de maneira transparente ao usuário, de forma a disponibilizar os recursos de edição de imagens selecionados aos usuários. Por exemplo, estou pensando seriamente em fazer uma página que receba como entrada uma foto e que devolva a mesma foto sem os olhos vermelhos.

O serviço é gratuito, parece ter bastante documentação, e as possibilidades são imensas. Além de ter frescuras em Ajax, que eu adoro.

Via Download Squad

emÁudio Vídeo Fotografia Internet Web 2.0

Star Trek: Primeiro trailer disponível

Por em 23 de janeiro de 2008
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Sei que o primeiro teaser trailer de um filme não é exatamente o conteúdo esperado do MeioBit. Mas para Star Trek estamos abrindo uma exceção, já que muita gente que gosta de tecnologia, gosta das séries, livros ou do tema. Quando lemos sobre novas pesquisas e descobertas tecnológicas, como os nanofios de cristal, lembramos logo de alguma referência de algum gênio da literatura, da ciência ou do cinema.

Júlio Verne descreveu o funcionamento de um reator nuclear na obra 20 Mil Léguas Submarinas, dezenas de anos antes de descobrirmos a energia do átomo. Isaac Asimov falou sobre satélites antes mesmo de um foguete entrar em órbita. E Gene Rodenberry nos deu uma visão do futuro. Considerada otimista demais por alguns, mas não estamos longe de um Tricorder. O comunicador do Capitão Kirk era um telefone que podia falar de qualquer lugar, sem fio!

O novo filme irá contar os primeiros anos de Kirk e Spock e o trailer mostra a famosa Enterprise, em plena construção. Não perca tempo!

Assista o trailer no website oficial

emMiscelâneas

Aquecimento Global: Comunicação Unificada – Telepresença.

Por em 22 de janeiro de 2008

Antes de dar continuidade a mais um artigo desta série, queria falar rapidamente sobre a Conferência de Bali e o que esta acontecendo no mundo em torno do tema do aquecimento global.

Creio que vocês viram nos jornais e noticiários a imensa resistência americana em entrar em consenso com os demais países sobre a importância de controlar a emissão de gases. Diz o ditado popular: pimenta nos olhos dos outros é água – ou seria, “refresco”. Precisou Kevin Conrad (delegado de Papua Nova Guiné, um pobre, porém lindo país, que vai ficar sob as águas se as grandes potências não fizerem nada), pedir a palavra e dizer aos americanos: “Se por algum motivo vocês não querem liderar esse assunto, saiam do caminho e deixem isso conosco”. Os aplausos foram longos e historicamente, todos entraram em consenso. Porém será preciso mais que a Conferência de Bali para ajudar a Terra – não que ela tenha sido um fracasso total, pois só o fato de todos concordarem em um projeto piloto para o reflorestamento, já é um bom avanço. Mas ainda há muito a caminhar até algo concreto começar a ser feito em escala mundial.

Mas onde a Conferência de Bali e outros governos mais falam que agem, a Comissão Européia está iniciando um novo projeto sobre como conter os níveis de emissão de gases. Depois de um ano de piloto para que as montadoras de carros se enquadrassem em determinados níveis de emissão de gases em seus carros, a Comissão Européia publicou (em dezembro de 2007) seus planos para cobrar pesadas taxas por produção de veículos fora dos limites estabelecidos para emissão de gases (Economist – Dezembro 2007). Ou seja: brevemente vai doer no bolso.

O plano da Comissão Européia é que em 2012, a média de emissões de gases na Europa não exceda 130g/km por carro, com outros 10g/km de redução vindo de outras fontes como pneus, sistema de ar-condicionado, e maior uso de bio-combustíveis. Ainda vai levar um ano até o projeto virar lei na Europa, mas para as montadoras o tempo já é curto, pois leva em torno de sete anos para projetar e colocar um carro com tecnologia nova em produção. Bom, a lição daqui é: estas imposições vão atingir diretamente outros negócios; as montadoras são somente as primeiras da fila.

Bem, agora voltando à continuação da nossa série, neste artigo quero falar um pouco sobre a Telepresença, uma solução que faz parte do conceito de Comunicação Unificada (Unified Communication). Começo com algumas perguntas: quanto sua empresa gasta em viagens por ano? Por mês? Como você conversa e se reúne com seus times globais? Com sua fábrica de software que esta na Índia, ou na Espanha?

Em grandes corporações, os executivos tendem a fazer reuniões constantes, várias vezes ao ano, em vários países. Consultorias grandes, em seus projetos globais, deslocam profissionais por vários países. Tudo isso gera custos de viagens, hotéis, refeições, per diems, etc. Custos estes que muitas vezes não são medidos e não são recuperados, ou seja, eles não são cobráveis diretamente de um cliente. Ele simplesmente é parte da operação do negócio. Para se ter uma idéia do quanto isso representa, em algumas empresas o custo pode atingir 400 milhões de dólares por ano.

OK, mas o que isso tem a ver com o aquecimento global? Bem, quanto menos profissionais sua empresa desloca, menos viagens são necessárias, sejam elas de carro, avião, ônibus, trem, helicóptero, etc. Porém se você não consegue ver as pessoas, como vai trabalhar com elas remotamente?

Existem varias soluções hoje de colaboração: e-mail, portais e outros; porém quero comentar uma delas: a Telepresença. A Telepresença é uma tecnologia de vídeo conferência que permite conferências em tempo real entre pessoas, e o delay (atraso na chegada da imagem e som) é quase imperceptível ao olho/ouvido humano. Ela não possui o delay que temos hoje em outras soluções de vídeo conferência. Portanto, ela se torna uma ferramenta eficaz para prover a comunicação entres times distantes quando existe a necessidade de reunir todos “pessoalmente”.

Certamente isso não é aplicável em todas as empresas – o custo anual de cada local para ter a Telepresença é de aproximadamente US$ 360.000 dólares/ano; e também certamente não vai resolver o problema do aquecimento global. Mas já ajuda. Como? Menos viagens de avião, por exemplo. Só os aviões hoje são responsáveis por 2.2% de todas as emissões globais de gases. Veja, não estou dizendo que as viagens de avião vão acabar ou devem acabar, ou que a Telepresença é a resposta correta, mas se podemos somente fazer viagens quando extremamente necessário, por que não mudar?

Vamos a outro dado interessante: é fácil imaginar que os profissionais de plataformas de petróleo chegam até elas de helicóptero, certo? Certo. Sabe quanto custa esta viagem por pessoa no Mar do Norte? 1.000 euros por pessoa. Quer saber quanto por ano? 2.4 bilhões de dólares (entre pessoas e suprimentos). Portanto, tem muitas empresas que estão muito interessadas em cortar um pouco deste custo. O que elas talvez ainda não perceberam, é que ao fazerem isso também estarão ajudando a poluir menos o planeta.

emIndústria Miscelâneas

Olympus SP-570UZ

Por em 22 de janeiro de 2008

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Estamos às vésperas da PMA 2008 (Photo Marketing Association Anual Show), a maior feira americana de produtos voltados a fotografia. Como acontece em todos os anos, os fabricantes estão começando a divulgar os lançamentos para esse evento. Uma coisa que chama a atenção é que nos últimos anos, por conta da fotografia digital, os lançamentos voltados para o público amador são em maior número do que os voltados para os profissionais, invertendo assim a lógica dos anos anteriores da feira. Mas, em meio a enxurrada de novas câmeras que vão aparecer, apenas algumas vão chamar a atenção por conta de algum detalhe. Pelo que andei vendo em alguns press releases de empresas, os megapixels não são mais o carro chefe da coisa. Características como preço e facilidade do uso estão sendo mais destacados do que a definição máxima do sensor.

A Olympus decidiu chamar atenção por conta do aumento do range das lentes de suas câmeras. Até agora pude conferir algumas compactas que tiveram o zoom aumentado consideravelmente, mas nenhuma se equivale a SP-570UZ. A câmera, sucessora da SP-560UZ, ultrapassou a marca dos 500 mm. Ela vem equipada com uma objetiva de 26-520mm, f/2.8- f/4.5, que confere a marca recorde de 20x de zoom ótico. Antes dela, a Panasonic Lumix DMC FZ18 tinha alcançado a marca de 504mm de zoom máximo. A Olympus também anunciou o lançamento de conversores que aumentam esse número para 884mm. A companhia frisa que se tudo isso for usado em parceria com o zoom digital, a câmera alcança a incrível marca de 4420mm. Claro que deve ficar uma qualidade horrível e só serviria para quem quer fotografar Plutão, mas também mostra que barreiras existem para serem quebradas. Para evitar fotos tremidas na distância focal máxima, a Olympus incorporou ao modelo um duplo sistema de estabilização de imagens.

Outros fatores interessantes na câmera são a distância de foco mínima para macro de 1 cm, vários modos especiais de captura como o Face Detection e o Shadow Adjustment Technology. Um ponto negativo é que aumentaram a definição máxima da câmera para 10 megapixels (eram 8 no modelo anterior) e mantiveram o mesmo tamanho do sensor (em um sensor maior não conseguiriam tamanha distância focal com a mesma lente). Outro ponto que achei negativo é que a câmera vem apenas com a opção de utilização do cartão XD. Bem que a Olympus poderia ter colocado mais uma opção, como vem acontecendo com as câmeras de maior porte.

Embora não seja importante para a qualidade da imagem, devo salientar que a câmera ficou muito bonita, chegando perto do desenho das DSLR. Preços e datas de lançamento ainda não foram anunciados.

emÁudio Vídeo Fotografia