Digital Drops Blog de Brinquedo

Apple bate recorde histórico de faturamento

Por em 25 de abril de 2008 - 39 Comentários

 

Foi o melhor resultado anunciado nos últimos 20 anos, com um aumento no faturamento bruto de nada menos que 43%. O carro-chefe foram os Macbooks, com faturamento 58% maior em 2008 que 2007 seguido por serviços de software com 53% e desktops, com  48%. Seu crescimento foi tão bom, que os especialistas de mercado já dizem que se uma recessão existe, com certeza o campo de distorção da realidade funcionou direitinho e empresa se descolou dela.

Apesar de seu marketshare ser baixo comparado ao da Microsoft, a estratégia de marketing da Apple, somada com uma certa repulsa ao Vista, fizeram com que muitos consumidores adotassem Macs e o OSX. E algo está mudando também no mercado: a Apple está chegando ao ambiente corporativo, reduto histórico da Microsoft.

0208rev1

Um dado interessante: sabe de onde vem o enorme lucro com a venda de iPhones? Mercado cinza, ou seja, todos que compram telefones para uso em mercados não-oficiais da Apple. As lojas da empresa estão tendo problemas em manter o estoque, o que significa que esses iPhones destravados estão sendo na verdade ativados em outros países, longe da AT&T, que está com bons estoques do telefone em suas lojas. Ao todo, foram vendidos 1 milhão e 730 mil iPhones, sendo que nem todo o faturamento foi contabilizado.

Ao todo, apenas nesse último trimestre, foram vendidos 2 milhões e 289 mil Macs (desktop e notebook) e 10 milhões e 640 mil iPods. Nada mal.

E com o crescimento da plataforma da Apple, iPhone + Macs, há cada vez mais interesse em desenvolvedores. O Software Development Kit do iPhone teve nada menos que 200 mil interessados e parece que o interesse do iPhone Enterprise, que irá integrar o telefone com o Microsoft Exchange também possui enorme interesse.

Depois de ler todos os números, meu arrependimento foi não ter comprado ações da Apple em 2005. Desde 2005, o valor das ações da empresa na bolsa de valores quadruplicaram.

Fonte: eWeek Apple Watch

emApple e Mac Indústria

Ensinando padre a rezar missa, digo, usar GPS

Por em 24 de abril de 2008 - 140 Comentários

Um dos fatos mais inacreditáveis na inacreditável história do Padre Voador Adelir de Carli, que está tentando viajar de balões de Paranaguá,PR até Dourados, MS via Malvinas não é que a sumidade teológica levou um telefone por satélite SEM bateria reserva e um GPS SEM saber utilizar o aparelho.

O mais inacreditável é que ele não tenha TENTADO usar o GPS, sendo que o uso em questão se resumia a LIGAR o aparelho. Não estamos falando de rotas, mapas, recálculo de posição, nada. Bastava que ele apertasse UM botão, esperasse o aparelho sincronizar com os satélites, LER as informações na tela e repeti-las via telefone para os bombeiros. Mas Darwin falou mais alto.

Com medo de que uma dessas situações desagradáveis aconteça comigo (virar padre OU me perder em uma cadeira presa a balões no meio do oceano, ambas acabariam com meu dia) resolvi testar um modelo simples de GPS Bluetooth. Vejamos adiante como foi a experiência:

O modelo testado foi o BT-338, da Globalsat. É minúsculo, vem com uma bateria de 1700mAh que dura uma eternidade, 17 horas, e só tem um botão. Utilizando o protocolo SIRF-III, funciona mesmo dentro de veículos e alguns prédios.

A comunicação é feita via Bluetooth, o que dispensa cabos e conectores proprietários. O protocolo utilizado é o NMEA-0183, o que torna o aparelho completamente agnóstico. Não há drivers, qualquer computador, celular ou PDA que utilize Bluetooth pode se comunicar com o BT-338.

O GPS foi testado com um computador, com um telefone Nokia 6600 e com um Smartphone HTC Touch. Vamos falar apenas do último, por questões de espaço.

No Windows Mobile há dois meios de conectar um GPS Bluetooth. Direto, acessando uma porta de hardware mapeada, ou indiretamente, através do Gerenciador de GPS do Sistema Operacional. Essa última opção é a preferível, pois permite que mais de um programa acesse o GPS ao mesmo tempo.

Iniciando a Conexão

Não há mistério. Após ligar o aparelho, basta iniciar um programa que utilize GPS, se tudo estiver corretamente configurado ele começará a cuspir dados para o Windows Mobile. No caso começamos com o VisualGPSce, um freeware bem simpático.Escolhendo a opção "Connect", o bicho já começa a funcionar, e caímos na primeira tela:

Note como o GPS dá a intensidade do sinal. São 10 satélites conectáveis, 6 em uso e nossa latitude e longitude, com 4 casas decimais.Essa é a tela que a maioria dos receptores de GPS mostraria, e tudo que nosso amigo padre precisaria para ser resgatado.

Se ele quisesse mais precisão, poderia acessar a aba Azimuth / Elevação, e teria:

Que tal? Indicação de velocidade, altitude, direção e velocidade vertical.Um painel deinstrumentos que torna mais segura qualquer cadeira de lona presa a balões. Mesmo se recursos avançados de rota, sabendo que está voando a XX Km/h na direção YY, e caindo ZZ metros por minuto, seria simples estimar o ponto de queda, e avisar via telefone as autoridades.

Também temos telas de controle de satélites e estatísticas de uso.

O GPS também pode ser acessado pelo Google Maps, bastando selecionar a opção "Usar GPS", no menu menu. A rigor o Google Maps pode funcionar apenas via AGPS, triangulando o sinal das torres de telefonia celular, mas vamos comparar a precisão de uma localização AGPS com uma GPS "de verdade":

Se você solicitar que o Google Maps trace uma rota, é possível definir que o começo (ou o fim) é a localização atual via GPS.

No caso tentamos refazer a rota pretendida do Padre Voador. O resultado é quase instantâneo, após breve consulta aos servidores do Google:

Notem que o Google não considerou o breve desvio pelas Malvinas.

O Google Maps é muito bom para localização em ambiente urbano, mas é muito limitado, não chega aos pés de programas como o Destinator ou o Route 66. Infelizmente os programas realmente bons são bem caros, os mapas do Brasil raros e não há nenhuma solução Open Source que chegue aos pés.



Route 66 para Windows Mobile

Conclusão: Embora seja mais um gadget a carregar, incluindo mais um recarregador, o GPS Bluetooth é uma excelente aquisição se você quer se proteger de seus gadgets se tornarem obsoletos. Se você tem mais de um gadget (GPS + Smartphone + laptop) a relação custo/benefício é imbatível. São US$45,99 que poderão salvar sua vida. Se você for esperto o bastante para ler este artigo ANTES de embarcar em uma aventura temerária.

Como ponto negativo, a dificuldade de conseguir programas cons a preços realistas. O Route 66 por exemplo custa, para o Brasil, US$299,00.

emHardware

Análise: Netgear SPH101 (vulgo “Skypephone”)

Por em 24 de abril de 2008 - 40 Comentários

Vamos começar pelo básico: este é um review do Netgear SPH101, vulgo "Skypephone WiFi", um brinquedinho que fez brilha os olhos (e tremer os bolsos) de muita gente quando foi lançado. Também pudera, custando mais de 1500 trocados não esta dentro da realidade do "público". A história começa quando me mudo de estado, alugo um apartamento e inicio a montagem do “lar, doce lar”.

No início apenas com o básico (refrigerador, máquina de lavar roupa e TV LCD de 21′ para o PS2), eventualmente eu precisava ter alguns itens supérfluos, como telefone fixo. O que mais me incomodava era a necessidade de vender minha alma para alguma operadora e pagar a infeliz franquia, coisa que me deixa doente só de pensar. O tempo se passou e como eu estava na agulha para levar uma C.R. (termo técnico) do boss por usar o celular da empresa para comprar pizza delivery, resolvi de uma hora para outra (literalmente) enfiar o pé na jaca: fui na FNAC (eu amo essa loja) e comprei o Skypephone acima mencionado por 800 paus. Caro, sim, mas bem mais em conta que na época do lançamento. Dois meses depois já tenho subsídios suficientes para falar do aparelho.

Netgear SPH101

Primeiramente vamos às especificações. O SPH101 não é um aparelho telefônico, em nenhuma definição clássica da coisa, nem mesmo se pensarmos em termos de celular. Ele não tem uma linha, não aceita cartões GSM e nem tem um número para o qual ligar. Na prática ele não é diferente de um computador com placa WiFi cujo único programa que você pode rodar é o Skype. E como tal ele deve ter uma conta do Skype para funcionar, o que pode ser criado pelo aparelho ou simplesmente logando-se numa conta já existente.

Com isso você já é capaz de ligar de graça para qualquer contato utilizando o Skype e, da mesma forma, receber ligações de qualquer um que ligue para seu contatofone. Claro, isso não é bem como se espera que um aparelho telefônico funcione, além do que não conheço muitas pizzarias delivery que atendam por Skype. O próximo passo foi adquirir créditos para a conta (eu optei por fazer uma conta adicional exclusivamente para ele, assim posso usar meu Skype do note como anteriormente, evitando ligações "por engano" entre um e outro. Dessa forma já estava resolvido o primeiro problema: pedir pizza sem sair de casa e sem dar motivo para levar uma chamada do patrão.

Mas resolvi ir ainda mais longe: eu queria que pessoas ligassem para mim num número fixo, o que foi prontamente resolvido com a aquisição de um número SkypeIn na cidade onde moro. O número não pertence a nenhuma operadora (na teoria), e é fornecido pelo próprio Skype (há uma inverdade aqui, eu sei, mas vamos nos ater à idéia geral) de uma lista que você pode escolher entre os ainda disponíveis. Fiz o "aluguel" durante o período de um ano, renovável, pois seria mais prático e barato que o aluguel de 3 meses. Acompanha o Voicemail, uma secretária eletrônica como outra qualquer.

Bingo! Para todos os efeitos, tenho um telefone fixo que faz e recebe chamadas.

Infelizmente não foi possível fazer o que eu tinha em mente, de alugar um segundo número (sim, mais de um, por que não?), mas dessa vez em outro estado, para que meus amigos e familiares pudessem me ligar pagando uma tarifa local. Isso funciona porque a chamada ao número discado é recebida pela central de conexão Skype através da rede de telefonia convencional e convertido para VoIP até seu aparelho. Porém não havia o serviço (números disponíveis) para a minha cidade natal. Por outro lado, eu posso viajar para qualquer canto do planeta e qualquer amigo que quiser me ligar pode chamar o número de sempre e a ligação cai no aparelho, bastando estar conectado em uma rede sem fio.

Quanto ao aparelho em si, ele é muito confortável. Não é maior que um celular convencional e as teclas são rigorosamente as mesmas, até para entrada de texto. A bateria deixa a desejar: 24h é o máximo possível de duração, em standby. A Netgear afirma que ele consegue 2h de conversação, mas eu acho um exagero. Diria uns 40 minutos, 1 hora no máximo. Está bom para meus fins, telefone fixo.

O aparelho suporta redes criptografadas, com WEP e WPA. WAP2 não é suportado no SPH101, mas já é no SPH202 (que também parece ter uma autonomia maior). Estranhamente para quem já usou o VoIP, ele parece não ter o atraso que é tão comum na tecnologia. Não sei se é a separação do fone e do microfone, mas o fluxo do áudio é perfeito em ambos os sentidos.

No final das contas o aparelho está funcionando exatamente como esperado, ou seja, exatamente como um telefone sem fio (e sem base), além de fazer ou receber ocasionalmente uma ou outra chamada de graça. O próximo passo, que já está em avaliação, é o pagamento de mensalidades ao Skype por pacotes de ligação de 400 minutos a ilimitados. R$ 15,00 por mês é bom demais para se ignorar.

Conclusão: é um investimento caro, ninguém nega. São 800 paus na lata, e o fator de retorno é bem incerto, dependendo da forma como você irá usá-lo. Mas eu penso que o valor do aparelho é um custo fixo e único, e depois dele a única coisa que eu preciso manter para ter as funcionalidades básicas são… Nada.

P.S.: Enquanto revisava o artigo recebi uma ligação, e percebi algo que até agora não tinha notado: ele tem identificador de chamadas, e funciona mesmo internacionalmente.

emAnálise Celular Hardware VoIP

Eco Green Nikon Coolpix S52

Por em 24 de abril de 2008 - 1 Comentário

Eco Green Nikon Coolpix S52

Finalmente o discurso ecológico chegou ao mercado fotográfico digital. Aproveitando toda a mobilização em torno do Dia Mundial da Terra, a Ritz Camera está colocando a venda com exclusividade a Eco Green Nikon Coolpix S52. Esse novo lançamento nada mais é do que a Coolpix S52 em uma cor verde musgo. A câmera vai estar disponível para venda a partir de maio em edição limitada e apenas no Ritz Camera. Aproveitando todo o marketing que isso pode causar, o Ritz anunciou uma parceria com o Carbonfund.org, onde a loja se  compromete a comprar compensações para 1,91 toneladas de carbono para cada câmera vendida.

A Carbonfund.org é uma organização que investe em projetos de reflorestamento e produção de energia sem a queima de combustíveis fósseis. Para tanto, ela pede donativos onde qualquer um pode comprar compensação para toneladas de carbono. Cada tonelada custa U$ 5,50. Dessa forma, o Ritz promete injetar na fundação em torno de U$ 10,00 por câmera vendida para ser aplicado exclusivamente em projetos de reflorestamento. Segundo o Carbonfund.org essa quantidade de dióxido de carbono é exatamente a média produzida mensalmente por cada americano por conta da queima de combustíveis fósseis (carvão mineral, petróleo e gás natural). Segundo dados da ONU, estima-se que diariamente sejam lançados na atmosfera cerca de 6 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono.

Nikon Coolpix S52 já foi mostrada aqui no Meio Bit. Ela possuí 9 megapixels de resolução máxima e é totalmente automática. Vários modos de cena estão disponíveis e o equipamento possuí 3 x de zoom ótico (equivalente a uma 38-114mm) com uma abertura de diafragma de f/3.3-4.2 (uma lente bem escura). A lente é equipada com estabilizador de imagem e sua velocidade ISO vai até 3200 (provavelmente pouco usável).

A Eco Green Nikon Coolpix S52 vai estar disponível para venda em maio ao preço de U$249.95. Esse é o mesmo preço da versão normal. Então, se você se interessa por essa câmera, por que não dar uma ajudinha ao meio ambiente?? A vida futura da Terra agradece.

 

emFotografia

Microsoft mostra prévia do Mesh

Por em 24 de abril de 2008 - 28 Comentários

A Microsoft continua na luta para continuar relevante. Com a concorrência em todas as áreas de atuação possíveis, a empresa tenta inovar e trabalha com a Internet a seu favor.

Seu mais novo produto, o Live Mesh, aposta na sincronia entre sistemas na rede. Tivemos acesso ao "Tech Preview" para ver a ponta do iceberg. Em algumas palavras, a idéia do Live Mesh é a seguinte:
– sincronizar dados entre usuários e sistemas, incluindo dispositivos móveis.
– permitir o uso de aplicativos online E off-line entre usuários e sistemas.
– permitir o desenvolvimento de aplicativos inter-conectados.

Do ponto de vista do consumidor, é difícil imaginar as possibilidades deste sistema. Atualmente há pouca funcionalidade integrada. Há um "desktop" rodando a partir do browser, onde podem ser criadas pastas e arquivos. É possível também ver os usuários do sistema, e o que estes usuários tem feito. Mas esta sem dúvida é parte menos interessante, afinal aplicativos da própria Microsoft como FolderShare e SkyDrive já fazem isso. Outras possibilidades incluem a sincronia de arquivos entre computadores, bem como a possibilidade de controlar outros dispositivos à sua disposição remotamente.

O pulo do gato realmente é quando se pensa em aplicativos distribuídos. O desenvolvedor terá acesso a uma API com suporte a armazenamento, autenticação, sincronização, P2P e algo chamado "Newsfeed", que é algo para que os próprios aplicativos conversem entre si. Melhora: o desenvolvedor pode usar a linguagem de sua preferência, como Python, RoR, Flex, .Net e o sistema trata de "importar" o aplicativo para o Mesh.

Atualmente o sistema suporta somente Windows XP e Vista, mas no futuro deve funcionar com Macs e dispositivos móveis, bem como outros sistemas multimídia como videogames.

Creio que seja algo com boa perspectiva. Claramente a Microsoft tem a enorme vantagem de ter à sua disposição um leque de produtos em várias áreas, bem como pessoas capacitadas para conectar essas "peças". Em outubro maiores detalhes sobre o projeto serão liberados. Eu fico imaginando se por exemplo, eles resolvem fazer uma versão do Office neste sistema.

Mais cobertura: TechCrunch, Scobleizer, All about Microsoft

Abaixo screenshots:






emIndústria

Manhê!!! o Debian está me xingando!

Por em 24 de abril de 2008 - 29 Comentários

Sebastian Dröge é um desenvolvedor alemão envolvido em diversos projetos Open Source, mas que não tem muita experiência no mundo fora de seu bunker, digo, porão. Tanto que se meteu em um barraco com outros desenvolvedores, e acabou sendo devidamente sacaneado no código-fonte da biblioteca quodlibet.

Com razão, aliás. Ele transformou um bug que envolvia UMA condição rara e específica (URIs no formato file://) em um chamado classificado como GRAVE, dizendo que tornava o pacote inutilizado.

Em resposta, a correção do bug saiu com uma "homenagem":

--- player.py (Revision 4026)
+++ player.py (Revision 4027)
@@ -287,7 +287,9 @@
def init(pipeline, librarian):
gst.debug_set_default_threshold(gst.LEVEL_ERROR)
- if gst.element_make_from_uri(gst.URI_SRC, "file://", ""):
+ if gst.element_make_from_uri(
+ gst.URI_SRC,
+ "file:///Sebastian/Droge/please/choke/on/a/bucket/of/cocks", ""):
global playlist
playlist = PlaylistPlayer(pipeline or "gconfaudiosink",
librarian)
return playlist

a mensagem diz mais ou menos "Sebastian Droge por favor sufoque-se em um balde de pintos".

Sebastian deu um ataque de pelanca e abriu um outro bug no Debian, dizendo que o Código-Fonte o estava insultando…

Ah, essas crianças…

Fonte: Fark.com

emOpen-Source

Apple compra empresa especializada em design de processadores

Por em 24 de abril de 2008 - 21 Comentários

A Apple anunciou ontem a compra da P.A. Semi, uma empresa especializada em arquitetar chips de alta performance e baixo consumo de energia. Segundo a notícia, essa empresa é conhecida por criar processadores sofisticados e econômicos.

A empresa parece ter gente muito gabaritada: foi fundada por Dan Dobberpuhl, o líder de criação dos processadores Alpha e StrongARM. O negócio foi fechado em 278 milhões de dólares, em dinheiro. Sim, a Apple está podendo. Com fortes vendas de MacBooks, iPhones e iPods, a empresa está capitalizada para fazer compras pontuais e provavelmente mais bem pensadas que a Microsoft.

E a estratégia é clara: diferencial hardware + software. Se a empresa puder usar chips de alta performance e baixo consumo, eles poderão otimizar seu software e ganhar também na fabricação do componente. Quem perde com o negócio no longo prazo é a Samsung e Intel. A Apple parece ter decidido não adotar o Atom.

Um dos produtos criados pela P.A. Semi é um processador de 64-bits com 2 núcleos, rodando a 2 GHz e segundo a empresa, 300% mais eficiente na execução de instruções que a concorrência. Resultado? Clientes nas áreas de telecomunicações, redes e dispositivos wireless adotaram-no. Um dos clientes, por exemplo, é a divisão de armazenamento da NEC.

A Apple está buscando um diferencial e ter uma empresa especializada em processadores e otimizando o OSX para rodar nos dispositivos, teremos um iPhone 2.0 e futuros iPods mais poderosos e provavelmente com uma longevidade de bateria semelhante.
E não apenas isso: a empresa não dependerá de fornecedores externos. Com isso, eles ganham controle sobre produção, decisões arquiteturais e podem transformar um chip “genérico” em algo especializado para o seu software. O Atom da Intel é um bom produto, mas a concorrência inteira terá acesso a ele e é disso que a Apple está se defendendo, assim como outros fabricantes de processadores ARM.

Não acredito que MacBooks deixarão de ser Intel, mas pelo visto, na área de dispositivos compactos e de armazenamento (Time Capsule) e entretenimento (Apple TV), tio Jobs decidiu que era hora de traçar seu próprio caminho.

Fonte: Forbes, eWeek

emApple e Mac Indústria