Digital Drops Blog de Brinquedo

Music as in free speech

Por em 27 de julho de 2007

O ministro da Cultura e pai da artista (?) mais zuada/zoada/outro adjetivo para “ridicularizada” de sua preferência, de todos os tempos em sites de humor, Gilberto Gil disse que os músicos deveriam distribuir suas músicas da mesma forma que o Linux, e as gravadoras deveriam rebolar pra achar outra forma de garantir o leitinho das crianças. Isso mesmo, outro hype open source.

Bom, primeiro vamos esclarecer rapidamente como funciona o modelo open source de distribuição de software e tentar aplicá-lo a indústria fonográfica. Para um esclarecimento mais detalhado, vá à esta página do BR-Linux. Neste modelo colaborativo, o desenvolvedor faz a cria, disponibiliza gratuitamente pra quem quiser baixar, distribuir, estudar, executar E aperfeiçoar, sem que a pessoa precise pedir ou pagar pelo direito de fazer isso.

Se o modelo de distribuição de músicas for assim, o músico, além do arquivo de áudio, deveria distribuir o “arquivo aberto” do software de edição e mixagem de som, não? Seria o mais lógico, pois o usuário teria a possibilidade de alterar/aperfeiçoar a música e, inclusive, fazer um fork – tudo bem, Sandy e Júnior, Zezé de Camargo e Luciano, Latino e seu apê, e outras mazelas musicais já fazem forks de sucessos há muito tempo sem, entretanto, efetivamente “aperfeiçoar” a obra, ou distribuí-la livremente.

Ah sim, claro, já ia esquecendo! Free as in freedom! O desenvolvedor, no caso o artista, poderia fazer um projeto comercial, onde o “código-fonte” seria distribuído mediante pagamento, e o usuário que quisesse se meter a DJ teria todo o suporte necessário da gravadora. Vamos analisar uma situação hipotética: caso o usuário que comprou esta distro comercial trave o Pro Tools na hora de editar o novo sucesso da Tati Quebra-Barraco, ele poderia ligar para a gravadora, que lhe prestará o devido serviço. E, logicamente, este projeto deveria ter um outro subprojeto derivado e de distribuição gratuíta, como o Fedora da Red Hat e o OpenSUSE da Novell. Não seria uma forma muito interessante das gravadoras ganharem dinheiro, visto que quem mixa músicas usa o arquivo “binário” mesmo, e não pagaria para ter os “fontes”.

Lógico, Gil está completamente certo quando defende que o modo como as gravadoras vêm comercializando música está definhando, com dias contados desde os tempos do Napster, e que elas precisam urgentemente procurar outros meios de sobreviver. Mas tenho pra mim que o digníssimo ministro não entende patavina da forma de distribuição do Linux (assim como muitos dos seus usuários ferrenhos), porque o que ele tentou descrever foi a distribuição nos moldes dos freewares.

Mas sempre existe outra licença que pode ser adotada, não exatamente open source, e que garante a livre distribuição.

Update: O que eu quis dizer é que, não importa a forma como a música é distribuída, a menos que o autor permita, o usuário não poderá alterá-la por conta dos direitos autorais inalienáveis, que é justamente a liberdade mais defendida no modelo open source. Portanto, se não se pode modificar o conteúdo, não é open source, é proprietário, e não é distribuído da mesma forma que o Linux. Um raciocínio muito ao pé da letra? Talvez, mas não se pode esquecer que justamente por não se discriminar exatamente como a coisa funciona é que surgem as confusões entre “livre” e “grátis”.

Fonte: INFO Oline

emOpen-Source

Embarcando o Linux ( II )

Por em 27 de julho de 2007

Bom, pessoal, para quem gosta de ver o “esqueleto”, aí vão duas fotos do último protótipo da placa de CPU que projetei.

Ela utiliza um processador Cirrus EP9302 rodando a 200MHz, 16 MB de Flash e 32MB de RAM. A “placa-filha” tem o conector de alimentação ( pode-se usar uma fonte comum, de PC ), ethernet 10/100, duas portas USB host, uma serial, uma USB periférica, conectores de áudio, além de um conector multi-saídas, com I2C, GPIOs, etc…

Como pode-se notar, há alguns… recursos técnicos… mas é um protótipo, ora bolas! O Linux rodou redondo, finalmente, apesar de precisar escrever ainda um ou dois drivers.

Em breve, à venda na lojinha do Meio Bit.

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emHardware Indústria Linux Miscelâneas

Torres de celular e saúde

Por em 27 de julho de 2007

Mais uma pesquisa sobre os potencias efeitos sobre a saúde das pessoas que estão próximas a torres de celular. Desta vez, pesquisadores testaram se havia associação entre sintomas e sinais (como nausea, ansiedade, aumento de pressao arterial) em pessoas próximas a torres de celular. Os testes foram feitos perguntando sobre sintomas, em grupos com a torre emitindo sinal, e depois com o sinal desligado.

Conclusão do estudo: as pessoas não conseguiam diferenciar quando o sinal estava ligado ou não. Da mesma maneira, não houve associação de presença de sinal com a presença de sintomas.

Claro que semana que vem aparece mais um estudo, com resultados opostos. Mas a maioria dos estudos até agora mostra que não há efeito nocivo, pelo menos em relação a proximidade de torres de celular. [via BBC]

emCelular

Já que não tem dindim pra comprar, faça você mesmo

Por em 27 de julho de 2007

É comum encontrar temas para determinada aplicação que imitem o visual de outro produto, nem que seja da concorrência. Eu, na época em que conheci o Mac OS X (isso deve fazer uns dois anos e meio, pouco depois eu conheci o Linux), não sosseguei enquanto não achei um tema para o Windows XP que imitasse quase que com perfeição a aparência do Tiger, mesmo que com uma quedinha no desempenho. Podia não ser a mesma coisa, mas que parecia, isso parecia. Como dizia um professor meu, “quem não tem cão, caça com cachorro”.

Pois bem, você pode gastar bem menos – trezentos a quatrocentos dólares a menos – e ter o mesmo “look and feel” do iPhone no seu smartphone T-Mobile, veja só que beleza! Quer dizer, pelo menos o “look” do unlock e do launcher, o botão (botão?) de destravar o teclado (teclado?) do iPhone e os íconezinhos do menu. O “feel” fica por conta da imaginação. Você pode baixar tudo isso deste site aqui, seguir o passo a passo do LifeHacker direitinho, e ainda posar de hacker pra todo mundo.

Fonte: Geek e LifeHacker.

emCelular

Primeiro video do jogo de Lost

Por em 27 de julho de 2007

Hoje mesmo comentei sobre a tarefa em criar um jogo sobre sobreviventes de um desastre aéreo perdidos numa ilha e sobre o quanto aprecio o trabalho da Ubisoft. Eis que aparece na web o primeiro video do futuro jogo da série Lost e tenho que mencionar duas coisas.

1º A empresa francesa me surpreende a cada lançamento;

2º Parece que não era tão difícil assim fazer um jogo sobre a série (pelo menos pra Ubi).

Tá certo que o video é curto e posso me decepcionar depois, mas como fã de Lost, tenho que admitir que um jogo que não me chamava nem um pouco a atenção quando foi anunciado, agora já me faz contar as horas para controlar os sobreviventes do vôo Oceanic 815. 

emGames

USB: agora, sem fios

Por em 26 de julho de 2007

wireless_usb.gifNa última segunda-feira, dia 23, foram concedidas as primeiras certificações para dispositivos USB sem fio. A lista das empresas que apóiam a iniciativa do USB Implementers Forum é grande, com nomes como Intel, Lenovo, Dell, NEC, Realtek e D-Link.

O padrão suporta transferências de 480Mbps até 3m de distância e 110Mbps até 10m, além de operar na faixa de 3.1GHz a 10.6GHz ( o que pode dificultar a homologação em alguns países, inclusive aqui ). Lembrando que a especificação Bluetooth 2.1 permite velocidades de até 2.1Mbps, e que a Bluetooth 3.0 é apenas um “draft”, talvez a indústria migre para o WUSB. Aliás, a principal esperança do Fórum é que o Wireless USB seja adotado em massa nos telefones celulares com capacidade de gravação de vídeo, já que a transferência de arquivos longos é muito demorada com o Bluetooth.

[via Newsfactor]

emHardware Indústria

Heroes: Jogo a caminho

Por em 26 de julho de 2007

Nada foi confirmado por enquanto, mas rumores indicam que a série mais cultuada do momento poderá receber um jogo em breve. O título que ficaria a cargo da Ubi Soft que tem uma reunião marcada com executivos da rede de televisão NBC no próximo final de semana.

Nunca escondi de ninguém o quanto admiro a desenvolvedora francesa e levando-se em consideração as possibilidades que a série oferece, acredito que coisa boa pode estar vindo por aí, mesmo porque é muito mais fácil criar um game que tenha como foco um bando de pessoas com super poderes do que um que tenha alguns sobreviventes perdidos em uma ilha.

[via Joystiq]

emGames