Digital Drops Blog de Brinquedo

Os gargalos da indústria

Por em 3 de agosto de 2007

Sabe aquele seu amigo que investiu uma pequena fortuna para comprar aquela ultra-mega-destruidora placa de vídeo e com suporte a DirectX 10 e ainda fica te sacaneando porque você sofre para jogar com sua GF 6200? Pois bem, pode ser que nos próximos meses ele se arrependa de ter vendido o rim para fazer tal aquisição. 

Segundo Mark Rein, vice presidente da Epic Games (Unreal Tournament), o tão elogiado DX 10 não será aproveitado pelas produtoras por vários anos. Ele disse para os jogadores não esperarem por muito mais do que já foi mostrado até agora e o “topo” seria o jogo Crysis.

Rein afirma ainda que o grande problema em se produzir para pc hoje é a enorme difereça entre os pcs topo de linha e os mais básicos, o que acaba tornando economicamente inviável a produção de games de alto nível para os computadores. Some a isso o fato de que os consoles da nova geração já estarem com uma boa base instalada e como a indústria quer investir onde há mais retorno, a escolha óbvia seria lançar seus títulos para os videogames.

Há ainda o detalhe de que um jogo de alto nível feito para o DX10 ter que ser “simplificado” caso a produtora decida lançar o game para os consoles. Em outras palavras, Rein quis dizer que hoje a indústria enfrenta dois problemas, na verdade dois gargalos: os pcs com configuração fraca e os consoles, que cedo ou tarde se mostrarão limitados.

[via Computer and Videogames]

emGames

TV no Celular: Ainda não

Por em 3 de agosto de 2007

A British Telecom fechou seu serviço de vídeo para celulares, e não foi à toa.

O instituto M:Metrics fez uma pesquisa onde concluiu:

De 45 milhões de usuários de celulares na Inglaterra, somente 3,9% assistiram algum vídeo no celular, enviado por amigos ou parentes, no período de um mês.

Já é pouco, mas piora. Em se tratando de transmissões de TV para celulares, somente 0,7% dos usuários assistiram ao menos um programa em um período de 30 dias.

Isso dá 321.000 pessoas. Ou nada, do ponto de vista de um mercado viável.

O Movio, serviço de vídeos para celulares da British Telecom / Virgin Mobile foi lançado em Setembro do ano passado, mal conseguindo atingir a marca de incríveis 10 mil assinantes. Fechou e foi bem fechado.

Os especialistas otimistas que provavelmente vendem projetos de vídeos para dispositivos móveis estimam um mercado de 20 bilhões de Euros para 2011, mas eu duvido. As reclamações dos usuários continuam as mesmas. Primeiro, ninguém gosta de pagar por conteúdo que recebe de graça, em casa, Segundo, há problemas de qualidade e confiabilidade.

A qualidade do conteúdo é um problema-chave. Veja o Joost. Sinceramente não consigo achar nada de interessante. É como estúdios que reciclam lixo como “podcast”, achando que os espectadores vão engolir qualquer coisa.

Segundo, quando pesquisados sobre o motivo de não usarem o serviço, 6% dos usuários que NÃO o utilizam alegam “problemas de qualidade e confiabilidade”. Entre os que usaram o serviço, a mesma alegação sobe para 26%. Se isso não indica que a experiência em si é uma droga, não sei mais o que indica.


Fonte: Guardian

emIndústria

Microsoft corta preços pela metade para tentar entrar na China

Por em 3 de agosto de 2007

meiobit-china2.jpgSerá que Bill terá sucesso onde os mongóis fracassaram? A muralha aqui não é física, e a Microsoft acredita que também não é cultural, mas econômica. De olho no maior mercado do mundo, colocaram à prova a teoria de que as pessoas não comprar software por este ser caro.

Assim para aumentar as 60 milhões de cópias já vendidas do Vista, cortaram os preços em mais de 50%, em alguns casos. O Windows Vista Home Basic baixou de US$201,00 para US$66,00 e o Windows Vista Home Premium caiu de US$238 para US$118.00.

Mais barato do que versões OEM vendidas no Brasil.

Fonte: ZDNet

emIndústria

Tecnologia mortalmente eficiente

Por em 3 de agosto de 2007

meiobit-matador2.jpg“Cada unidade de lançamento comporta dois mísseis. Após programadas as coordenadas do alvo, os caminhões off-road estremecem levemente, enquanto a pesada caçamba gira, sob comando dos computadores, cada um com um ângulo e uma orientação levemente diferente, mas todos direcionados ao campo de pouso inimigo.

Quando é dada a ordem de disparar, dez mísseis saem dos tubos, impulsionados por um primeiro estágio de foguete, para em seguida abrirem suas asas, acionarem os jatos e voarem em direção ao alvo com a velocidade de um avião de carreira.

meiobit-matador.jpgA 300Km de distância o inimigo não tem idéia do que o espera. Voando abaixo da cobertura do radar, cada míssil já tem seu alvo determinado. 5 aproximam-se do leste, e graças à navegação por GPS acertam com precisão sub-metro porções diferentes da pista de pouso, a ogiva de alto-explosivo de 200Kg em cada míssil gerando crateras que levarão semanas para serem consertadas.

Ao mesmo tempo 2 mísseis voando próximos se dividem. Um acerta a estação de radar na colina, o outro acerta a base da torre de controle. Os três mísseis restantes sobrevoam a área próxima aos hangares. onde os caças eram deixados em prontidão. 8 Migs, juntos e abastecidos. No ponto exato para causar mais dado, os mísseis soltam 24 submunições cada um. Uma única dessas capaz de danificar um tanque, destroem facilmente os caças. O comandante da base mal tem tempo de sair de seu alojamento e ver os três últimos mísseis, agora vazios, apontarem o nariz para cima, estolarem e caírem no chão, adicionando o que restava de seu combustível ao caos já reinante. A ação toda durou pouco mais de 40 segundos”

A descrição acima poderia ter sido feita por alguém falando da guerra no Iraque, Tom Clancy, especial do Discovery sobre armas de alta tecnologia, mas na verdade estamos falando de tecnologia nacional. Nada a ver com mísseis Tomahawk, a arma aqui é o míssil AV/MT-300 da Avibrás, um míssil de cruzeiro, desenvolvido no Brasil e compatível com o sistema Astros II.

Pesando 700Kg, voando a mach 0.7 e com alcance divulgado de 300Km, o AV/MT-300, conhecido como Matador coloca o Brasil no seletíssimo clube de países com capacidade de desenvolver mísseis de cruzeiro, e com tecnologia toda nacional. Com preço estimado de US$800 mil, contra US$1,2 milhão dos concorrentes, esse brinquedo tem tudo pra garantir uma boa receita para a Avibrás, que está estudando modelos com mais carga útil e maior alcance.

Estima-se que o poder de fogo de dois desses mísseis seja suficiente para destruir uma refinaria de petróleo.

Quem diria que o Brasil teria tanta excelência em um campo tão restrito?

emHardware Indústria

Image Toolbar – Extensão para o Firefox

Por em 3 de agosto de 2007

meiobit-toolbar.jpg

Quem faz muita coleta de imagens na Internet e não usa um desktop com mais de um monitor, onde arrastar e soltar arquivos fica mais confortável, pode se beneficiar muito da extensão Image Toolbar do Firefox. Ela mostra uma barrinha com ícones para salvar, imprimir ou ver as propriedades do arquivo. Qualquer semelhança com um recurso nativo de outro browser mais popular é mera coincidência.

Além dos recursos normais você pode configurar um tamanho mínimo de imagem que ativará a toolbar, se o arquivo será salvo em um folder default, se o nome será solicitado ou usado o original, quanto tempo entre o mouse pousar sobre a imagem e a toolbar aparecer e até mesmo a posição relativa da mesma.

É uma daquelas extensões simples que facilitam nossa vida. Recomendável, mesmo na versão 0.6.4 – Funciona nos Firefox 1.X até 2.0. No 3 está derrubando o programa.

Para baixar, visite este link.

Via Cybernet Tech News

emInternet Software

Achou o preço covardia, acabou vendo a covardia do 5×1

Por em 3 de agosto de 2007

meiobit-espertaofone.jpgDave Barthram é um espertão. Esse inglês de 60 anos resolveu comprar um celular. Entrou na The Mobile Phone Shop, uma loja com um gerente de nome Manmoan Singh e viu o aparelho que queria. Um Sony-Ericsson K750i, que em uma loja online confiável custa £179.99. O preço da loja? £65. Sem caixa, manual, cabos, CDs. Entregaram apenas o telefone e um carregador.

Ele perguntou pelo caixa e manual, disseram que não acharam. Mesmo assim ele levou. Achando que estava comprando um aparelho zero quilômetro.

Chegando em casa ele começou a fuçar. Na parte de vídeo, achou uma gravação do dono anterior do aparelho… descabelando o palhaço, esganando o ganso, praticando a covardia do 5 contra 1, descascando a banana… bem, já deu pra entender, né?

Indignado o espertão voltou à loja. O gerente se desculpou, disse que tentam sempre apagar todas as informações dos telefones que vendem, mas alguma coisa pode ter escapado. Mas como não era um problema técnico, não poderia trocar o aparelho.

Alegando que não havia cartazes na loja indicando que os aparelhos eram usados, e que os vendedores não informavam essa condição, ele deu queixa na polícia. O Gerente reconheceu que realmente não era informado que os aparelhos eram usados, mas o fato deles virem sem caixas ou acessórios tornava a condição de usados “mais que óbvia”.

Acrescento que o preço também era uma boa indicação.

Até agora nosso esperto comprador ficou na mão (com trocadilho). Esperemos que o teclado não esteja grudento, e que ele aprenda a reconhecer um aparelho usado e uma oferta boa demais para ser verdade, da próxima vez.

Via Yorkshire Evening Post

emCelular

Cell: além do videogame

Por em 3 de agosto de 2007

cell.jpgA Sony decidiu de vez ampliar os horizontes do Cell. Na próxima SIGGRAPH, que começa dia 07, vai mostrar seu novo hardware: um sistema 1U, consumindo 400W e que tem, além do Cell, o processador gráfico RSX. Parece um PS3 encaixotado, não é mesmo?

A empresa quer abocanhar um pedaço do milionário mercado de processamento de altíssimo desempenho, como gerenciamento de imagens científicas de alta resolução. Particularmente, acho que é só mais uma forma de tentar incrementar as vendas do PlayStation…

[via Dailytech]

emHardware Indústria