Digital Drops Blog de Brinquedo

Intel se alia à Cray pelo mercado de supercomputadores

Por em 29 de abril de 2008 - 38 Comentários

70% dos supercomputadores do planeta utilizam tecnologia Intel, mas por algum motivo a marca não é associada a esse nível de desempenho. Em busca principalmente da exposição que esse tipo de posição garante, a Intel se aliou ao fabricante mais clássico de computadores monstruosamente poderosos, a Cray.

Criada pelo True Hacker Seymour Cray, a empresa com seu nome lançou em 1975 o Cray-1, um supercomputador com incríveis 80MHz de clock. E se você acha isso ridiculamente lento, pense de novo. Era 1975. O IBM-PC XT só seria lançado em 1983, com 4,77MHz de clock e 128KB de memória. O Cray, em 75, vinha com 1MB, podendo ir até 8MB de RAM. Ah sim, ele já era um sistema baseado em 64Bits. Chuuuupa Intel, AMD, Microsoft, Linux, IBM, etc.

Em termos de processamento, um 386DX a 40MHz processa dados a uma velocidde de 8.5MIPS, em 1988, quando foi lançado. O Cray-1, em 1975, chegava a 160MIPS. Claro, isso custava um tiquinho. Algo como 5 toneladas de peso, unidade de resfriamento a freon e 115KW de consumo, só pra CPU. Mais ou menos como uma GeForce topo de linha, dentro de uns dois anos.

A relação da Cray com os concorrentes era a mesma da Apple com a Dell. Não bastava fazer excelentes computadores. Era preciso fazer computadores BONITOS. Assim a IBM enchia o mundo com seus armários sem-graça, enquanto a Cray produzia obras de arte como este CRAY X-MP:

A Apple aliás teve uma boa relação com a Cray. Seymour Cray usava um desktop Apple como seu computador de trabalho, e a Apple comprou vários Crays, usando mais tarde um deles como simulador para rodar o MacOS, em modo monousuário.

Com o acordo a Intel quer patrocinar, com a Cray, a construção de máquinas que trabalhem na casa de Petaflops (1 petaflop == 1.000.000.000.000.000 instruções em ponto flutuante por segundo). Esse nível de velocidade permite simulação de explosões nucleares, modelagens de padrões climáticos com precisão, pesquisa de medicamentos, avanços em inteligência artificial e talvez até rodar o Crysis em 1024×768 em 25fps.

Fontes: Wikipedia, Reuters

emHardware Indústria

Hans Reiser: Julgado culpado por homicídio em primeiro grau

Por em 29 de abril de 2008 - 36 Comentários

Saiu a decisão do Julgamento de Hans Reiser, criador do ReiserFS, acusado de premeditar e matar a ex-esposa. Acusado do crime, ele tomou atitudes que fariam o pai e a madrasta da Isabella parecerem Gênios do Crime, como comprar livros sobre homicídios e andar com o carro com sangue da vítima, sem o banco do passageiro, com sacos de lixo e fita adesiva, etc. Além do carpete recém-lavado.
Como era de se esperar o Juri não engoliu o argumento da defesa de que como todo geek ele era meio distraído e muito ocupado, então não percebeu que poderia estar em atitude suspeita comprando os tais livros, lavando o carro, etc.

Agora Reiser espera a sentença, ela pode pegar de 25 a perpétua.
Quanto ao futuro do ReiserFS, há controvérsias. A Namesys, empresa de Reiser que cuidava do design e implementação do ReiserFS estava à venda, para cobrir os custos do processo, mas ninguém se interessou. Agora a empresa está fora do mercado, segundo Edward Shishkin, um funcionário (ou ex) de Hans Reiser.
O Reiser4, que seria um novo Filesystem criado do zero, não foi incorporado ao kernel do Linux por não seguir os padrões de desenvolvimento Linux (segundo o pessoal do pinguim) ou por razões políticas (segundo Reiser). Mesmo assim o Reiser4 teve investimentos da DARPA e da Linspire. E se a DARPA coloca dinheiro, ou é algo muito sério ou uma besteira completa. Eu fico com a primeira opção.
O fato do Reiser4 ser OpenSource pode não ser o suficiente para que ele sobreviva. Não por um julgamento moral associando Hans ao software, ou a piadas questionáveis dizendo que o Reiser4 é uma killer-application, ou que foi renomeado para OJ_FS, e sim por Hans Reiser ser uma figura controversa mas com muita personalidade, que sempre tocou pessoalmente seus projetos.
Para o bem ou para o mal, projetos personalistas e restaurantes só funcionam com o dono por perto.
De resto, é só esperar o episódio de Lei e Ordem sobre o caso.
Fonte: San Francisco Chronicle

emOpen-Source

Imagem Geek do Dia: Large Hadron Collider

Por em 28 de abril de 2008 - 97 Comentários

Projeto internacional que custará quando concluído entre 5 e 10 bilhões de dólares, o Large Hadron Collider é o maior acelerador de partículas do mundo. Com 27Km de circunferência, fica na fronteira da Suiça com a França, e quando em funcionamento ocupará 7000 cientistas, que esperam com ele descobrir a partícula Higgs, que seria a explicação da diferença entre partículas com e sem massa. Apenas isso. Também investigarão Matéria Escura, quarks e gravitons, possivelmente descobrindo se as outras dimensões propostas pelo modelo da Teoria das Cordas existem mesmo.

O LHD pode também, dizem uns, produzir fenômenos até então teóricos, como strangelets, micro-buracos negros, monopolos magnéticos e partículas supersimétricas. Um grupo de desesperados inclusive entrou com uma ação na Justiça tentando impedir o funcionamento do LHC, temendo que um micro-buraco negro destruisse a Terra. Felizmente a Justiça não gostou da imagem de camponeses com tochas correndo atrás de cientistas, e indeferiu o pedido.

Clicando na foto você será levado para a versão de 5,8MB, no Flickr. Provavelmente.

emMiscelâneas

A tela que Steve Jobs não quer que você veja

Por em 28 de abril de 2008 - 32 Comentários

A Apple mantém uma relação de amor e ódio com seus seguidores, mas de vez em quando dá vontade de jogar o MacBook na parede e comprar um OLPC (ok, foi um exagero). A atitude anal-retentiva (o termo é esse mesmo, relaxem) da Apple em relação a DRM, direitos autorais e similares é simplesmente patética.

Estava eu, como bom dispersivo, assistindo um filme em um monitor e fingindo que trabalhava no outro. Fui capturar uma imagem, precisava de um detalhe do screenshot. Chamei via combinação de teclas o programinha nativo de fazer screenshots. Eis que…

Toma, totoma, toma toma… na cara.

A Dona Apple acha que eu vou roubar a imagem do DVD, mimimimi, fazer uma captura de imagem ilegal, imoral, pirata malvada. Então me proíbe.

Bem, felizmente o OS X ainda é um sistema aberto. Nada que uma busca no Google não resolva. SnapNDrag, excelente microutilitário de captura de telas, faz tudo que o nativo faz e muito mais, como capturar telas mesmo com o DVD tocando um filme:

Isso mesmo. CHUUUUUPA Jobs.

emApple e Mac

Estelionatários atrás dos seres mais burros do planeta

Por em 28 de abril de 2008 - 42 Comentários

A melhor forma de proteger-se de ladrões, hackers e estelionatários (online ou não) é com Educação. Uma mente preparada, com boa dose de bom-senso, conhecimento básico de ciência, história, geografia e português é muito mais difícil de ser enganada do que uma mente tacanha, descendente dos primatas que NÃO enconstaram no Monolito, em 2001.

Infelizmente não é isso que acontece. O bom-senso não impera, muito pelo contrário. A Lei de Gérson vale para os dois lados, afinal para todo golpe dar certo é preciso dois pensando em se dar bem. O pânico assume, as conclusões precipitadas, a incapacidade de interpretar os textos mais básicos… Antes de usar Internet as pessoas deveriam aprender a LER e INTERPRETAR.

Qualquer um com mais de dois neurônios (e isso exclúi uns 70% da massa online) jamais cairia no golpe que recebi pelo email agora. É mais um daqueles avisos de que o Orkut vai fechar, vão apagar sua conta, bla bla bla. Vejam:

Esses picaretas se deram ao luxo de restringir suas vítimas aos totalmente incapazes de entender que o Google nunca hospedaria algo no site "chinesefreewebs.com" e aos que não conseguem sequer reconhecer que não existe o termo "loquim". Alguns ladrões, pelo visto, não conhecem o TinyURL.com.

Como o picareta que escrevou o texto usou duas vezes o termo "loquim", entretanto, dá para assumir que ele é tão ou quase tão burro quanto suas vítimas, e portanto igualmente capaz de ser vítimas dessas picaretagens. Não seria uma delicosa ironia cósmica?

De qualquer jeito, o arquivo ainda está disponível, portanto fiz uma denúncia ao servidor de hospedagem, vejam só o formulário de contato:

Antes que alguém pergunte, não, entre meus inúmeros talentos não consta domínio da língua chinesa. Usei um truque aqui para entender o formulário:

DICA QUENTE: Quanto você absolutamente positivamente precisa usar um formulário em uma língua estrangeira, dê um view source no HTML da página. Em 99,999% dos casos os nomes dos campos estão em inglês. No caso acima, por exemplo, o campo de email, que descobri ser o terceiro de cima para baixo estava no código:

<td><input type="text" name="youremail" size="25" maxlength="50" style="width=200px" value="" ><br></td>

Muito melhor do que tentativa e erro. Tanto que funcionou. A menos que a mensagem abaixo, que recebi no final queira dizer "vá pro inferno, ocidental idiota":

emSegurança

IBM 360 – velharia até pra mim

Por em 27 de abril de 2008 - 36 Comentários

Os mainframes vão muito bem, obrigado, apesar de quase terem destruído o mundo com o Bug do Milênio, como o Linux destruirá certamente toda a vida na Terra em 2038. Apesar de acharmos que são grandes dinossauros do passado, ainda há muitos por aí, e tecnologias como MMU e processadores de 32 bits surgiram primeiro nos mainframes, anos antes de chegar ao mundo dos PCs.

Mesmo assim as especificações técnicas dos modelos antigos chegam a ser cômicas, vistas hoje em dia. O System 360, venerável mainframe lançado em 7/4/1964 tinha, em seu modelo mais baratinho, a imensidão de 4KBytes de memória. Os preços começavam em US$133.000, indo até US$5.500.000. Em dinheiro de hoje, usando a Calculadora de Inflação, esses US$133 mil equivalem a US$891.793.

Por isso que pouquíssima gente comprava um mainframe, e a política da IBM sempre foi alugar equipamentos. Uma aluguel do System 360 mais básico custava US$2700, ou US$18.100 em dólares de hoje. bem mais razoável.

Abaixo um vídeo demonstrando o 360. Note que é anterior aos terminais de vídeo, a entrada e saída de dados era feita via teletipo. Imagino que com uma resma de papel impresso tornasse mais complicado esconder as conversas no chat do UOL, por exemplo.



Fontes: IBM

emHardware

ESA Júlio Verne – A lata de lixo-robô mais famosa desde o R2D2

Por em 27 de abril de 2008 - 6 Comentários

A ESA Júlio Verne, como já falamos aqui, é um cargueiro-robô projetado para levar até 4,5 toneladas de suprimentos por viagem, para a Estação Espacial Internacional. Sua primeira missão foi um sucesso absoluto, tendo atracado com a estação sem falhas. Porém nem tudo são flores, e a missão final da nave não é muito gloriosa.

No final de Agosto a nave será carregada com 6,5 toneladas de lixo (a capacidade dela é 4,5, mas pra baixo todo São Isaac Newton ajuda) separada da estação e fará uma reentrada controlada (cairá com estilo) no oceano Pacífico.

Felizmente a nave cumprirá antes disso uma missão mais nobre: Está sendo usada para reposicionar a órbita da Estação Espacial. Com a fricção na alta atmosfera (mesmo a 350Km de altitude) há uma lenta porém contínua perda de velocidade, que resulta em uma perda de altitude, que resulta em aumento de fricção com uma atmosfera mais densa. Para evitar que a Estação saia de órbita, é preciso reposicioná-la periodicamente.

Como o Chefe Milles O’Brian, de DS9 sabe muito bem, isso dá trabalho. No caso da Estação Espacial, usam os Shuttles, as naves Soyuz ou mesmo os motores de manobra da própria Estação. Desta vez usaram a Júlio Verne. Em uma manobra de 17 longos minutos aumentou a velocidade orbital do conjunto em 2,65m/s e a altitude em 4,5Km. Até Agosto estão previstas mais duas manobras dessas.

Impressionante é a porta de carga do módulo onde a Júlio Verne atraca ter força pra resistir a algo empurrando a Estação inteira.

Aqui neste link temos um vídeo da Agência Espacial Européia mostrando o ciclo completo de vida da nave. Note que deixaram de fora o detalhe do lixo, acho que não é nobre o bastante para ser citado.

Fonte: Universe Today

emHardware