Digital Drops Blog de Brinquedo

SCO para IBM e Novell: “EU ME VINGAREI!”

Por em 8 de março de 2008

Lembram da SCO ? É, aquela mesma que ao ver as vendas do seu Unix System V despencarem com a popularização do Linux, resolveu que podia se dar bem ameaçando Deus e o mundo com processos baseados numa suposta violação de direitos de propriedade intelectual, já que segundo a visão deles o Linux continha código fonte deles não autorizado, e portanto eles se sentiam no direito de exigir uma "taxa compensatória" de cada empresa que o utilizasse. Desnecessário dizer que, após uma longa batalha judicial envolvendo 2 cachorros grandes da indústria (primeiro IBM e depois, Novell) que optaram por ganhar dinheiro com Linux por meios menos escusos como prestação de serviços de suporte, a SCO se tornou sinônimo do termo "PWNED!": a Justiça americana indeferiu os principais pontos de sua ação e ainda foi obrigada a devolver para a Novell cerca de 26 milhões de dólares que a Sun e a, pasmem, Microsoft pagaram a título da tal "taxa compensatória".

Com as vendas esquálidas do System V, a principal cartada da SCO para sobreviver era vencer este processo, e com um resultado tão desfavorável o resultado não podia ter sido outro: a empresa imediatamente deu entrada no processo de falência (conhecido como Chapter 11 no jargão da justiça americana). Fim da história ? Não exatamente.Uma empresa de investimentos chamada Stephen Norris Capital Partners (SNCP) arrematou o que sobrou da SCO pela mixaria de 5 milhões de dólares, defenestrou o antigo CEO, Darl McBride (a mente "brilhante" que teve a idéia de ganhar dinheiro extorquindo usuários Linux mas que falhou miseravelmente ao colocá-la em prática) e já anunciou que, assim que sair da situação falimentar, vai recorrer da decisão judicial que deu ganho de causa à Novell, o que por sua vez afeta a decisão favorável à IBM também. "A SCO respeitosamente discorda destas decisões, em um contexto de julgamento sumário, e pretende apelar na primeira oportunidade que tiver", diz o comunidado da empresa. Ao mesmo tempo, a SCO reconhece que perdeu o bonde do *nix ao dizer que os competidores atingiram um "reconhecimento de marca" que "impediria" a SCO de obter e manter alguma fatia do segmento, e anuncia seu interesse em voltar suas atividades para o mercado móvel (telefonia celular na China, India, Oriente Médio e África).

Agora, o catch: o plano da tal SNCP é de, ao longo de 5 anos, injetar mais 95 milhões de reais na SCO a título de empréstimo a uma módica taxa de 17%, pagos mensalmente. Será um bom negócio para a SCO ? Mais importante ainda: será que não era hora da SCO jogar a toalha e focar totalmente seus esforços em se salvar, em vez de se envolver em longas batalhas judiciais baseadas em argumentos no mínimo questionáveis ?

emIndústria Open-Source

Luz, câmera, Linux.

Por em 8 de março de 2008

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Que a indústria cinematográfica é uma das indústrias mais ricas de todo mundo todos sabem, entretanto uma coisa “um tanto” curiosa, parece está acontecendo em Hollywood: Uma linha de produção baseada em Linux.

Um artigo interessante do Linux Journal cobriu um “acontecimento” um tanto curioso, a produção do filme The Spiderwick Chronicles da Paramount. É um artigo um pouco velho, foi publicado no dia 1° de Fevereiro, porem ainda habita a página principal do site, que é especializado em noticias do mundo Linux.

Logo de cara o artigo já se torna polêmico: o site classificou o Linux como escolha perfeita para filmes de animação como o Spiderwick Chronicles. Bem, não sou não sou nenhum entendido na área, mas a primeira coisa que me vem na cabeça é que esta é uma definição um tanto pretensiosa e ao mesmo tempo inesperada.

A idéia de mudar para Linux é novo na indústria cinematográfica, lembrando é claro que o uso de sistemas Unix nas áreas de super-computação é algo muito tradicional, como é ressaltado no próprio artigo, entretanto o OS X sempre pareceu ter seu lugar consolidado nessa industria devido as qualidades do sistema, o poder de processamento dos Mac, e a softwares como o Adobe Photoshop, Final Cut Pro e ProTools.

Sabendo que a indústria cinematográfica é muito rica, usar Linux nada tem a ver com o preço das licenças ou similares, portanto ao ver a indústria do cinema usando algo como o Linux só pode significar insanidade, não é verdade?

A Tippett Studio, empresa responsável pelos efeitos gráficos do Filme (A mesma do Matrix), conta no artigo que hoje possuem cerca de 119 computadores Apple Mac Pro Intel rodando Linux. E diz que um dos principais motivos para esse tipo de adoção é uma melhor relação “custo-benefício” em termos de processamento e consumo de energia, mas ressalta que usam em paralelo Windows e Mac OS quando preciso.

O principal software de desenvolvimento é o Maya, que possui uma versão nativa para Linux, um dos poucos softwares das grandes produtoras que foram portadas para a plataforma do Pingüim, e parece está agradando muito, o que é muito bom para a plataforma, pois incentiva que outras empresas tomem a mesma iniciativa.

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Outra coisa muito interessante: é citado que estúdios como DreamWorks usam o wine para emular o Photoshop no Linux, o que seria inconcebível para os puritanos de plantão, afinal “nada melhor que rodar uma aplicação Windows no Windows”, assim situações como essa mostram que essa API alcançou um nível de amadurecimento muito grande, e provavelmente em muitas aplicações está sendo possível acrescer produtividade, utilizando de características do sistema Linux (ex : Baixo delay do kernel) para melhorar o desempenho de aplicações criticas como essa, que demandam uma quantidade enorme de processamento.

Também é citado que o OpenSource é uma “parte” muito importante do processo, principalmente para no que se diz respeito a padrões, citando como exemplo o OpenEXR Project.

Não vou tirar a graça da leitura do artigo original que pode ser encontrado aqui, porém adianto que é uma leitura bem interessante para quem gosta de ficar antenado nas novidades da indústria do cinema.

image Porém, notícias como esta servem para apagar um pouco daquela imagem de que Linux é algo passageiro e irrelevante; a indústria parece investir pesado nele, sem nenhuma relação com custo ou brigas comerciais com a Microsoft . A cada dia mais empresas parecem adotar o Linux por sua qualidade como plataforma e pelas possibilidades futuras* que a mesma poderá proporcionar a elas, afinal mesmo que Linus Torvalds venha a falecer, Steve Ballmer fique maluco e afunde a MS, Steve Jobs resolva virar hippie e esses sistemas venham algum dia ser descontinuados, a certeza de que o licenciamento do Linux dá a essas empresas é que cada centavo investido na plataforma poderá ser aproveitado a longo (bem longo nesse caso) prazo.

*Sim eu sei que é só especulação e não posso provar essa afirmação.

emAndroid e Linux Indústria

IE 8 passa no ACID 2 ? Sim, mas apenas no ACID 2 oficial

Por em 7 de março de 2008

 

Há dias vi mensagens no fórum sobre o IE 8, falando que ele não passa no ACID 2, apesar de anteriormente ter sido anunciado o contrário.

Afinal, o que aconteceu ? Por que depois de um anúncio tão bom o beta sai sem esse recurso ? Por que o sujeito virou ciclope ?

Acid2

Quando vi essas mensagens aqui no MeioBit imediatamente encaminhei, para poder saber o que realmente havia ocorrido. Hoje recebi a resposta.

O teste ACID 2 oficial encontra-se em http://www.webstandards.org/wp-content/uploads/acid2/test.html e o IE 8 beta 1 passa neste teste perfeitamente.

Porém o teste ACID 2 possui inúmeras cópias espalhadas pela web, sendo uma das mais populares a que fica em http://acid2.acidtests.org/ . Porém esta cópia não é uma cópia exata do teste ACID 2, possui uma pequena diferença. Vejam esse trecho de código abaixo :

<object data="data:application/x-unknown,ERROR">

<object data="http://www.damowmow.com/404/" type="text/html">

                <object data=”data:*the eyes DATAURI* …>

</object>

</object>

 

O endereço do teste é http://acid2.acidtests.org/  mas o atributo data da tag object aponta para http://www.damowmow.com/404/ . Isso é uma chamada cross-domain, ou seja, feita para um domínio diferente, a partir de uma tag object . Desenvolvedores sabem o quanto isso é perigoso, estamos falando de potenciais invasões usando cross-site scripting e coisas do gênero.

Não importa o fato do objetivo desta chamada ser testar a reação a um erro 404. Para saber que isso é um erro 404, o IE teria que fazer a chamada ao endereço e o IE, ao identificar tratar-se de uma chamada cross-domain, barrou.

No endereço oficial do teste ACID 2, o atributo data aponta para o mesmo domínio onde encontra-se a página de teste e, portanto, no endereço oficial o IE 8 passa no teste ACID 2.

A resposta oficial da Microsoft pode ser encontrada no blog do Internet Explorer, em http://blogs.msdn.com/ie/archive/2008/03/05/why-isn-t-ie8-passing-acid2.aspx

Alguém por ai andou dizendo que a Microsoft não ouve seus usuários ?? :-)

Agora, com o beta 1 do IE 8 passando no teste ACID 2, já podem sorrir mais contentes. Claro que nem tudo é perfeito, vi os comentários gerais, mas a Microsoft ainda está no Beta 1 e já consegue 17/100 no ACID 3

AcidTest2Ok

emInternet Software Web 2.0

SDK do iPhone: Nem tudo são maçãs, digo, flores

Por em 7 de março de 2008

O mundo nunca mais será o mesmo depois do anúncio do SDK do iPhone, metade das criancinhas da África acordaram com um Mac Lanche Feliz do lado de suas camas, o Aquecimento Global desapareceu e as ações da RIM caíram mais de 2%, mas mesmo assim há pontos questionáveis na estratégia da Apple.

De cara, o SDK do iPhone prende o desenvolvedor à loja da Apple. A ÚNICA forma legítima de instalar uma aplicação em um iPhone é submetendo-a à Apple, que a testará e aprovará. Do contrário, babau.

Isso é complicado, pois por mais que eu concorde que aplicações pornográficas na lojinha online de Tio Jobs iriam prejudicar a imagem da empresa, o iPhone é o melhor player para ser segurado com uma só mão. O acelerômetro poderia ser usado em um sem-número de jogos questionáveis, como o Onanista Hero.

Centralizando a distribuição assim, ou você aceita as regras da Apple OU não escreve programas para o iPhone com o SDK. Isso é ruim, é o extremo oposto da liberdade pregada pelo Stallman, e como todo extremo, é ruim.

Outro ponto ruim: O upgrade para rodar programas do SDK será gratuito para o iPhone, mas cobrado dos otários donos de iPods Touch. Darth Jobs diz que o modelo de faturamento do iPhone permite que se disponibilize esse tipo de atualização de forma gratuita, já que o iPhone dá retorno para a Apple por pelo menos 24 meses após a venda. Uma fatia da sua conta de telefone vai direto pro Jobs.

No caso do Touch, é uma venda simples e acabou.

OK, mas e como a Apple solta upgrades grátis para os iPods? Se fosse assim estaríamos no Firmware 1.0, e o Touch já está no 1.1.4. A Apple só faz de graça quando interessa? (essa foi uma pergunta retórica)

Completando, o SDK é Mac-Only. As formas inferiores de vida que são obrigadas a usar, bem… qualquer coisa que não seja um Mac ficaram de fora. Com isso se essas formas inferiores de vida quiserem desenvolver para o iPhone terão não só que baixar o SDK, que é justo, mas também terão que comprar um Mac, mesmo que não estejam no estágio de evolução espiritual necessário para isso.

A Apple acha que pode alienar TODOS os desenvolvedores que usam Windows, tão facilmente quando alienei os desenvolvedores que usam Linux, ao deixar de citá-los na frase anterior, mas o que ela fez foi abrir mão de uma excelente vantagem. Ela poderia criar uma explosão de desenvolvedores Windows/Linux “experimentando” o desenvolvimento para iPhone, e até lançando/portando seus programas para a plataforma. Imagine a situação: Eu desenvolvo para Windows Mobile, tenho um sharewarezinho ajeitado, mas não tenho iPhone. Baixo&nbsp; SDK, porto minha aplicação, o pessoal da Apple testa para ver se está OK (embora rodar direitinho no SDK já seja boa garantia disso) e boto pra vender na iPhone Store. Easy Money.

Mas se para fazer isso eu tenho que comprar um Mac, fica difícil. Eu até entenderia ter que comprar um iPhone para desenvolver para o iPhone, mas ser “obrigado” a comprar um computador inteiro, mudar de sistema operacional e filosofia de trabalho, é um pouco demais.

emApple e Mac

Experiência: Nmap como ferramenta de trabalho

Por em 7 de março de 2008

Muita gente já conhece ou pelo menos ouviu falar do Nmap (Network Mapper). A ferramenta desenvolvida para auditoria de redes e exploração (no sentido de descobrimento) ficou famosa depois de aparecer como o coadjuvante mais geek do filme Matrix: Reloaded e fez uma ponta aparecendo maquiado com sua interface gráfica no Ultimato Bourne.

Que é divertido usá-lo no IP de um amigo na Argentina e dizer "Por que você usa XP sem service pack?" ninguém pode negar (okay, muitos podem), mas o uso real da ferramenta vai muito além disso. Abaixo descrevo minha experiência com o uso do Nmap em um ambiente real de trabalho, que me salvou várias horas e ainda conseguiu deixar o cliente satisfeito.

Recebi um chamado para atender uma ocorrência no Rio de Janeiro. A chamada foi relativamente bem descrita (caso raro) pois o cliente queria que fossem modificadom os endereços IP de dois equipamentos nossos para que o órgão regulamentador tivesse acesso aos dados. Não poderia dar nada errado…

Uma viagem de avião depois e mais de 30 minutos de táxi, eu estava na sala de operações, perguntando sobre a localização do servidor e o seu IP. A resposta foi "não faço idéia".

- Esse vai ser um longo dia…

Continuando a conversa, soube que quem havia montado a rede já tinha saído da empresa e estava tão acessível quanto se estivesse morando na Europa. Sim, o indivíduo estava realmente na Europa. A única coisa que o cliente soube informar foi onde estava o conector RJ-45 que dava acesso à rede e me entregar impresso um email de 2006 com alguns endereços IP. Sabendo ao menos quais eram os IPs da rede, pude entrar e pingar alguns dipositivos. O problema surgiu quando ficou claro que: 1) o dispositivo que ele queria disponibilizar para o órgão já estava com IP configurado; 2) esse IP era da mesma subrede dos outros dispositivos sendo acessados normalmente e 3) ele queria mudar esse IP de 192.x.y.z para 172.x.y.z.

trinity_nmapA rede dele também tinha o dito servidor fazendo o acesso a cada duas horas a todos os dispositivos, ou seja, se mudasse o IP quebraria a configuração já existente. A solução seria localizar o roteador e criar um port forward para os novos elementos, nos mesmos moldes que já estavam configurados para os antigos.

A essa altura eu não preciso mais explicar que tipo de resposta recebi para minhas ingênuas porém esperançosas perguntas "onde está esse roteador" e "qual a senha de acesso a este roteador". Caso você esteja se perguntando, "não faço idéia".

Eventualmente achei fisicamente o dito cujo. Agora estava num beco sem saída:

1 – Se eu modificasse os IPs, quebraria a configuração já em operação;
2 – A única forma de criar as novas regras no roteador seria resetá-lo para as configurações de fábrica e logar com a senha padrão, mas;
3 – Ao fazer isso eu perderia os port forwards já configurados e não poderia refazê-los, sem saber as portas em uso e os IP’s de destino já que;
4 – Obviamente o cliente "não fazia idéia" dessas configurações.

Pesou forte o fato de que o roteador não era equipamento de nossa responsabilidade, então se eu simplesmente desse as costas e fosse embora ainda estaria sendo profissional. Mas quero um mundo onde todas as pessoas sejam felizes e, portanto, resolvi ajudar o máximo possível. Eu daria ao cliente o que ele mais precisava: uma idéia.

Saquei o Nmap do bolso (figurativo) e mandei ele rodar em todos os 253 IPs da rede. Ao completar a varredura pude fazer numa folha de papel (e mais tarde, no Visio) um diagrama completo da rede que ele tinha, com todos os 12 dispositivos (dos quais ele só conhecia 8), 2 roteadores (uma segunda entrada para o canal de auditoria que ele desconhecia) e o servidor de aplicação com o sistema de gerenciamento e banco de dados. Conhecendo a marca dos equipamentos também foi mais fácil encontrá-los fisicamente.

Pode parecer meio piegas, mas foi bom ver o cliente satisfeito com o que tinha recebido. Ele pagou por uma coisa, recebeu outra completamente diferente, mas sabia que era isso ou pagar e nao receber nada. E, se eu não tivesse o Nmap, o máximo que poderia fazer após pingar toda a rede era entregar uma lista de IP’s sem descrição do que cada endereço era ou sua função.

emIndústria Segurança Software

Flash ou Silverlight ? Ou nenhum dos dois?

Por em 7 de março de 2008

O Flash reinou soberano por anos a fio nos browser de todos, e era a primeira (e única) opção para provimento de recursos que extrapolassem o hipertexto estático e sem graça na internet.
Passou por várias fases: Do início conturbado e lento, passando pela ascensão meteórica quando suportado pelo IE5, a chegada do Action Script no Flash5, a evolução da interface, a compra pela Adobe. Em nenhum momento desta história houve algum concorrente para o Flash, se tratando de animações para a web.

Claro que neste meio termo, a internet evoluiu. Os computadores evoluíram. A banda disponível saltou, a potência do hardware cresceu, e, acima de tudo, a web 2.0 chegou. E mesmo assim, o flash continuava lá, intacto, liderando, sem concorrência alguma.

Foi neste cenário que a Microsoft resolveu desenvolver o Silverlight. E, não obstante a concorrência da Bill & Ballmer’s, as alternativas feitas no próprio browser, sem necessidade de plugins específicos, desde o surgimento do AJAX e da evolução do Javascript, também se tornam uma opção viável no desenvolvimento de aplicações web 2.0.

Dada esta liberdade de escolha, que os desenvolvedores para web nunca possuíram, qual a melhor opção para aquele trabalho específico?

Silverlight, o ‘Flash Killer’?

Em hipótese alguma. O Flash continua sendo a única alternativa viável para o desenvolvimento via GUI de animações e banners. Para animar coisas no Silverlight, usa-se código (XAML), e as ferramentas de design que a MS nos proporciona hoje não batem a robustez do Flash CS3. O Silverlight vem bater de frente com o Flash na área das RIA (Rich Internet Applications), área que, querendo ou não, o Flash nunca fez muito sucesso, nem com o advento do Flex.

Nesta área, do desenvolvimento de aplicações web, o Silverlight tem realmente uma boa vantagem. O Visual Studio 2008 proporciona desenvolvimento de aplicações em Silverlight, os próprios recursos do produto da MS são mais robustos do que os da Adobe, e o ActionScript3, embora seja uma linguagem legal de se trabalhar, ainda perde para o C#, no meu ponto de vista. Some a isso o anúncio do Symbian e os Tablets Nokia rodando Silverlight, e o gigantismo da empresa responsável, é uma opção bem viável, para início imediato.

Uma terceira força.

Embora sejam insuperáveis pelos recursos apresentados, tanto Flash quanto Silverlight usam plugins. A possibilidade de se encontrar um browser sem Flash é remota, mas, existe. Além disso, o Flash é um programa caro, o Visual Studio também, e um desenvolvedor freelancer ou uma empresa pequena não costumam ter condições de arcar com tais custos. E ai, parte-se para o ‘HTML sem graça’?

Não. Frameworks de animação, efeitos e recursos de carregamento dinâmico como (não restritos a) o Mootools, jQuery e Scriptaculous, são gratuitos, open source, e não exigem conhecimentos avançados para sua utilização. Animações simples, transições, efeitos de menu e carregamento assíncrono de documentos que normalmente só seriam possíveis com a utilização do Flash, agora são viáveis sem o uso do mesmo. E estas opções para fuga dos plugins são extendidas ao mercado empresarial também: Alternativas ainda mais robustas, de construção de GUI e aplicativos dinâmicos rodando em um navegador web usando apenas javascript estão disponíveis: O Backbase, o Bindows e o open source Qooxdoo, para citar alguns. Quaisquer delas rodam em qualquer servidor web, e podem ser dinamizadas com qualquer linguagem server-side a sua escolha, o que expande seus tentáculos sem limitações. E ainda deixa o webdesigner freetard feliz, porque é possível trabalhar usando apenas ferramentas de código escancarado.

E o Java ?

É, e o Java. Um plugin de mais de 10mb, que gera aplicações pesadas e não possui recurso para animações. Bom, o Java é um cara legal, nunca fez mal a ninguém, gente boa…

Brincadeiras a parte, a Sun não é tonta e já está tomando suas providências.

Opiniões de partidários do Silverlight, e partidários do Flash, bem como dos partidários das alternativas em javascript.

emInternet Web 2.0

Microsoft libera “Singularity”

Por em 7 de março de 2008

A Microsoft liberou ontem para download a versão 1.1 do Singularity Research Development Kit (RDK), sob uma licença que permite seu uso para fins acadêmicos e não-comerciais (ou seja, não é “open source” no sentido de se poder fazer o que quiser com o material, inclusive ganhar dinheiro). Ainda assim, é um conceito interessante de sistema operacional, onde tudo, de drivers a aplicativos, roda em processos totalmente isolados conhecidos como SIPs (Software Isolated Processes) sem depender de suporte do hardware para tal (como acontece hoje com Windows e Linux). Isso garante um nível de segurança não disponível em nenhum outro sistema operacional comercial. Antes que alguém pergunte: não, o próximo Windows não vai se basear no Singularity, mas eventualmente a tecnologia nele desenvolvida vai ser usada em algum momento nas futuras versões. Nos fóruns do projeto na Microsoft há comentários de usuários que conseguiram instalar e rodar este release com sucesso usando o Virtual PC, porém outros tiveram dificuldades para instalá-lo em hardware real.

Fonte: Microsoft, via Inovação Tecnológica.

emMiscelâneas Software