Digital Drops Blog de Brinquedo

Wikipédia bloqueada no país em que a Canabis é liberada

Por em 27 de novembro de 2007

Em um mundo perfeito, idéias como a da Wikipédia dariam certo e todo o mundo já poderia aposentar a Enciclopédia Britânica, principal referência para trabalhos escolares em tempos pré-internéticos, e economizar algumas árvores com as impressões que não seriam feitas, contribuindo desta maneira para a redução do aquecimento global.

Mas este não é um mundo perfeito.

Na Holanda, aquele país que descriminalizou o uso de drogas e onde nem por isso todo mundo caiu de boca no cigarrinho do capeta, a Wikipédia foi temporariamente bloqueada pelo Ministério da Justiça. E antes que você pense que foi uma medida que cerceia a liberdade de pensamento, vale esclarecer: isso aconteceu depois de uma revista publicar que cerca de oitocentas edições na wiki foram feitas a partir de computadores do governo.

Não que editar a Wikipédia de um computador do governo seja ruim, mas veja bem, num site colaborativo que permite edições anônimas e conforme vai se tornando popular é considerado fonte de pesquisa para cada vez mais pessoas, vez ou outra alguém pode querer usá-lo para subverter fatos de acordo com seus interesses. No caso ocorrido na Holanda, haviam informações dúbias, e até obcenas em alguns artigos. Engraçado que isso acontece aqui também na nossa wiki, mas ninguém se importa.

Isso me lembra o que alguns professores contam da época da ditadura, em que os generais alteravam os livros de história a seu bel-prazer. Felizmente, hoje somos livres (?) pra expressar opiniões; o problema é quando toda esta liberdade que temos leva a atitudes questionáveis, não só as demonstradas pelos editores da wiki holandesa, mas de “criadores de conteúdo” e “disseminadores de informação” em geral.

Uma coisa é expôr opinião, outra é subverter fatos.

UPDATE: A Wikipedia foi bloqueada apenas aos funcionários do governo holandês, e não no país inteiro, como dá a entender no texto. Perdão pelo equívoco, não foi proposital, e agradecimentos a quem me corrigiu.

Fonte: G1

emInternet Miscelâneas

Pequenos programas, grandes resultados

Por em 26 de novembro de 2007

dbpoweramp2Há muito tempo eu usava um programinha para ripar meus CDs e guardar as músicas, convenientemente convertidas, no HD. Me lembrava de que era um programa bem pequeno e se integrava maravilhosamente ao Windows ( bastava clicar com o botão direito do mouse e as opções apareciam no menu ). 

Pois eis que neste final-de-semana consegui achar novamente o dito. É o dbPoweramp Music Converter, muito bem definido pelo fabricante como "o canivete suíço do áudio".

Nos seus pouco mais de 4MB, há um simples ( mas bastante eficaz ) conversor de… bom… praticamente qualquer tipo de arquivo de áudio para qualquer outro.

dbpoweramp1Vejamos: há codecs para Ogg Vorbis, Wave, WMA, Monkeys Audio, FLAC, Apple Lossless, AAC, Real Audio, Wavepack e, claro, mp3. Como nada no mundo é de graça, para converter para mp3 é preciso pagar a taxa de US$ 18,00 do registro. Mas se você é da comunidade ou seu tocador predileto tem suporte a algum dos outros formatos, use a versão gratuita e seja feliz.

Funcionalidades muito úteis estão embutidas no registro (como a edição de ID-Tags), mas nada que seja indispensável. 

A última versão pede um processador com suporte mínimo a instruções SSE2.

emÁudio Vídeo Fotografia

Simulador de direção mais realista do mundo

Por em 26 de novembro de 2007

Todos sabem o quão rica é a indústria automobilística e também o volume de dinheiro que investem em pesquisas tecnológicas para o desenvolvimento de seus carros (a fórmula 1 é o maior exemplo disso). Desta vez, a Toyota anunciou um simulador de direção que promete ser o mais realista do mundo.

Trata-se basicamente de um “trambolhão” gigante onde se pode colocar um carro em seu interior e, dentro dele se tem a sensação de estar em um ambiente 3Ddinâmico e tudo sincronizado, por exemplo em uma estrada em alta velocidade ou algo do gênero. O aparelho é capaz de simular aceleração, frenagens e curvas em várias direções (não me pergunte exatamente como:).

A parte ruim é que provavelmente nenhum de nós poderá estar dentro de um destes algum dia para testar. A parte boa é que ele deve ajudar as grandes montadoras a desenvolverem novas tecnologias, principalmente aquelas voltadas para a área de segurança, que acaba gerando um lucro bom no valor final que ela agrega aos novos carros.

Fonte: Terra

emMiscelâneas

Participe dos novos fórums do Meio Bit

Por em 26 de novembro de 2007

Mais uma novidade para a nossa comunidade: melhoramos muito o fórum.

- Retiramos muito conteúdo desnecessário da área de posts dos forums
- Novas categorias, melhor definidas
- Melhorias diversas no layout
- Melhorias na usabilidade

Estamos ainda trabalhando para melhorar ainda mais o site, e sugestões são bem vindas.

Participem do novo fórum do Meio Bit ! (Feed RSS do Fórum)

emAnúncios Destaque

Os primeiros dias do Meio Bit Games

Por em 26 de novembro de 2007

Como devem ter notado, agora estou postando no Meio Bit Games. No caso de ainda não ter visitado o novo espaço, vou indicar alguns textos legais que já apareceram por lá.

Nem bem estreiou e o blog já está cheio de novidades. Enquanto a Fabiane continua com posts muito interessantes e até indicou um tutorial fantástico mostando as facilidades do Blender, o novo colaborador, Rodrigo Flausino já chegou com assuntos muito curiosos como a desculpa dos ingleses para o vexame que a seleção de futebol deles deu ou número das vendas dos três consoles da Sony no início de suas vida.

Não deixem de ver também a lista com os dez melhores jogadores do mundo ou o texto enviado por um leitor sugerindo uma mudança radical na estrutura do meu gênero favoritos, os RPGs.

Como podem ver, o Meio Bit Games já começou a todo vapor e gostaria de pedir que mandem sugestões, críticas e perguntas para gente. Assim poderemos melhorar cada vez mais o blog e trazer mais assuntos relevantes aos gamers.

emGames

Duras críticas ao Amazon Kindle

Por em 26 de novembro de 2007

O Amazon Kindle é um leitor de e-books lançado pela Amazon.com para revolucionar como o usuário interage com livros. A partir deste dispositivo, o usuário pode comprar diretamente seus livros eletrônicos da Amazon.com, através de conexão sem fio.

A idéia é boa, mas a execução falhou, infelizmente. Duas semanas após o lançamento do dispositivo, e após ler vários reviews interessantes, a conclusão coletiva é que o Amazon Kindle é um bom começo, porém não conseguirá ser um sucesso entre o público geral.

Vamos por partes: porque o Amazon Kindle falha ?

1) Preço: US$399 ainda é um valor muito alto para conquistar o consumidor geral. Neste patamar de preços, somente o consumidor geek tem interesse, com poucas exceções. Um ponto a favor é o fato da conexão sem fio ser disponibilizada sem custo ao usuário.

2) Design: para quem quer ver como o design do Kindle deixa a desejar, recomendo assistir ao vídeo do Robert Scoble, que critica fortemente muitos aspectos do dispositivo. Além de esteticamente ser de gosto duvidoso, este não é o ponto que o faz ser ruim; o design voltado para a usabilidade faltou, as teclas de nevegação são mal-posicionadas, e a interface é um tanto arcaica.

3) DRM: não quero entrar no mérito DRM ou não-DRM, porém o sistema do Kindle traz um dos sistemas menos flexíveis para compartilhar livros; na realidade os arquivos não saem de um Kindle para outro, de maneira alguma. Por exemplo, se eu tiver 2 Kindles, um para mim e outro da minha esposa, não posso “emprestar” um livro digital a ela. Ou mesmo se eu próprio tiver 2 Kindles, o livro só fica em um deles.

Infelizmente o dispositivo (e a estratégia da Amazon) sofrem pelo fato de serem 1.0. Apesar da Amazon poder ter aprendido com sistemas semelhantes (como o Apple iPod, por exemplo, que vende conteúdo com sucesso estrondoso), preferiram ir de encontro a estratégias já definidas em outros produtos. Felizmente, o feedback prestado por todos que estão discutindo o sistema poderá trazer implementações melhores para um produto que muitos querem (inclusive eu).

emComputação móvel Indústria

Uóooooooo uiii uiii uiii zummmmmm

Por em 26 de novembro de 2007

Reconheceu o handshake das conexões de linha discada?

Pois é, mas o que nos traz recordações entre o saudosismo e o masoquismo é realidade para um número cada vez maior de brasileiros.

Enquanto os partidários do OLPC acham que a conexão de banda larga virá por obra de Jesus, Buda, Hugo Chavez ou outra figura messiânica, na vida real links ainda são caros e raros.

O lado bom da inclusão digital é que as classes C e D estão invadindo em massa o mundo da informática, com vendas de computadores no varejo crescendo 23%, com queda de preço na faixa de 15%.

O outro lado, que não é bom nem ruim, apenas é, é que esse pessoal não tem grana pra pagar por banda larga, ficando restritos ao acesso discado. Mesmo assim é uma excelente notícia, afinal 15 anos atrás uma linha telefônica chegou a custar US$10 mil em algumas áreas do Rio de Janeiro, sem garantia de instalação.

Hoje não há mais o fantasma do “Plano de Expansão”. Quem viveu, sabe.

O acesso discado, segundo dados do IG, cresceu em 2007 35% no Estado de São Paulo, e 39% no Nordeste. Mais e mais gente se conectando, do jeito que pode.

Quem sofre com esse efeito são os criadores de sites e marketeiros que assumem banda larga de alta capacidade como norma. Já vi “hotsites” (odeio essa expressão) lindos mas inviáveis mesmo para links de 1MB. Que dirá discados.

Muito provavelmente vamos enfrentar uma volta ao tempo em que era preciso ser criativo com idéias, não com dinheiro e produção. Para quem escreve, ótimo, é uma revalorização do texto, que vinha perdendo espaço para o design, o Flash e coisas girando e piscando.

Aos criadores, um alerta: Pensem bem, se esse mercado consumidor curioso e carente de novidades é seu público-alvo, adequem seus sites a eles, do contrário eles irão para a concorrência, que carrega bem mais rápido. Nenhuma mega-super-animação em Flash vale esperar 10 minutos de “loading…”.

Fonte: ViuIsso?

emInternet