Digital Drops Blog de Brinquedo

A tecnologia OLED para monitores de vídeo

Por em 27 de novembro de 2006

Por muitos anos a tecnologia CRT (Cathode Ray Tube ou Tudo de Raios Catódicos) foi dominante na produção de monitores de vídeo, para televisões e computadores. Esse domínio ocorreu principalmente porque os custos de produção da tecnologia tornaram-se baixos devido à grande escala de produção. Na últimas décadas, entretanto, novas tecnologias de construção e operação de telas de vídeo tornaram-se economicamente viáveis e tecnicamente aptas a substituir o CRT. Esse processo vem acontecendo de forma acelerada nos países desenvolvidos e, ainda que um pouco mais lentamente, também pode ser notado também nos países em desenvolvimento. Tecnologias como o LCD (Liquid Cristal Display) e o Plasma Display (assim nomeado por usar gazes ionizados para excitar substâncias químicas) substituiram completamente a tecnologia CRT na fabricação de TVs e monitores para computadores pessoais no mercado de consumo dos países mais avançados.

Ironicamente o CRT perdeu seu lugar para o LCD e para o Plasma não apenas por méritos técnicos das novas tecnologias, já que cada uma delas apresenta grandes problemas. As grandes razões por trás do abandono do CRT (que já não é mais fabricado em países como os EUA e Japão) estão na dificuldade construtiva do CRT, na imensa quantidade de materiais gastos (comparado às novas tecnologias bem mais econômicas) e, principalmente, no excesso de peso e grandes dimensões apresentados pelos monitores que usam tecnologia CRT. Entretanto uma tecnologia um pouco mais recente começa a chamar a atenção da indústria. Chamada OLED (Organic Light-Emitting Diode ou Diodo Orgânico Emissor de Luz) essa tecnologia promete suprir os grandes problemas atuais dos dispositivos de vídeo à um custo aceitável para o mercado de produtos de consumo.

O LED (Diodo emissor de luz) é um dispositivo eletrônico composto de materiais metálicos que quando excitado eletricamente emite um faixo de luz de uma freqüência bem específica. O OLED diferencia-se de seu primo por usar em sua construção substâncias eletroluminescentes compostas de Carbono. Ao serem excitadas por uma corrente elétrica essas substâncias emitem luz em uma freqüência determinada por sua composição química. Painéis de vídeo compostos por OLEDs pode ser extremamente finos (como uma folha de papel) e flexíveis (executados em materiais plásticos, como polímeros). Essa possibilidade surge do fato de que as substâncias químicas que compõe o OLED podem ser impressas em um filme plástico (como um documento é impresso em papel) para marcar os pixels. Ao colar outro filme plástico sobre a impressão cria-se pequenas capsulas que aprisionam cada pixel. A aplicação de eletrodos minúsculos à cada célula permite que se leve à ela a corrente elétrica necessária para excitar cada uma das cores primárias que irão compor as imagens. Essa técnica permite a construção de monitores muito pequenos ou grandes, resistentes à água devido à sua natureza plástica, e flexíveis ou até mesmo dobráveis.

As primeiras aplicações de monitores OLED foram em dispositivos móveis, como celulares, PDAs e até mesmo notebooks; onde a pequena espessura e o baixo peso da tela são mais importantes que outros fatores. Entretanto o preço de produção de monitores com essa tecnologia tem caído bastante e hoje já é possível construir telas OLED mais baratas e tão duráveis quanto telas LCD equivalentes. Além da simplicidade construtiva e das vantagens físicas os monitores OLED ainda superam seus rivais em vários aspectos técnicos. Monitores OLED são capazes de criar a cor preta, gerando o chamado “real black” e conseguem taxas de contraste 10 vezes maiores que monitores LCD produzidos atualmente. Não são sucetíveis ao efeito burn-out que agride monitores CRT e Plasma, situação onde a exibição prolongada de uma mesma imagem marca a tela de forma definitiva, sim isso acontece com a maioria das telas de Plasma produzidas hoje em dia. Ainda que uma nova tecnologia de Plasma tenha sido desenvolvida para evitar o burn-out ela resulta em telas mais caras, razão que levou muitos fabricantes à ignorá-la. A rigor, ao comprar uma tela de Plasma, você dificilmente conseguirá saber se aquele modelo específico é resistente ou não ao efeito danoso. Isso pode levar à desagradável situação de, após pagar o valor de uma pequena moto em uma TV, você observar aquele pequeno símbolo da Globo no canto inferior direito da tela durante uma reprodução de DVD.

Além disso o OLED dispensa iluminação de background, necessária nos LCDs, o que o torna a tecnologia mais econômica em termos de consumo de energia disponível atualmente. Além de ser ótimo para dispositivos que operam com baterias isso é um grande ponto a favor da técnica já que a economia de energia é uma preocupação global. O OLED é capaz de reproduzir cores tão bem quanto o Plasma e apresentar um tempo de resposta muito menor que o do LCD. Tempo de resposta é o tempo que um pixel leva para acender, atingir a cor ideal e então apagar voltando ao estado de negro. Quem já jogou games ou assitiu filmes de ação em uma tela LCD entende a importância disso.

Entretanto alguns fatores continuam a atrasar a adoção em massa da nova tecnologia. Mesmo tendo custos de produção mais baixos que outras técnicas o OLED é relativamente recente. Muitas empresas, como a Kodak, que desenvolveram partes importantes da tecnologia, ainda cobram valores excessivamente altos pelas patentes e licenças de produção em busca de ressarcirem seus gastos em pesquisa e desenvolvimento. Além disso, os altos gastos na implementação das tecnologias atuais ainda não foram completamente amortizados. Muitos fabricantes não desejam tirar seus monitores LCD e Plasma de linha ainda por entenderem que ainda há muito dinheiro a ser feito com esses produtos antes que uma nova tecnologia possa ser levada ao mercado de massa. Entretanto a queda significativa nos preços dos monitores LCD e Plasma verificada em todos os mercados é uma mostra de que, assim que essas tecnologias tornem-se o padrão, estará aberto o caminho para que outra possa ser implementada.

Mas o OLED ainda tem alguns detalhes a resolver antes que seja a tecnologia usada em sua próxima TV. A fragilidade dos filmes plásticos, que se rompidos inutilizam o monitor, é uma delas. A durabilidade dos compostos, especialmente os que reproduzem freqüências azuis, é outra. Entretanto parece claro que é o OLED a tecnologia que irá assumir o lugar do LCD e do Plasma no futuro, por unir as qualidades de ambos e ainda apresentar características que nenhuma delas pode reproduzir.

emArtigo Hardware

Wizpy: um player portátil com algo a mais

Por em 27 de novembro de 2006

O mercado de players portáteis de mídia está a todo vapor. A Apple alimenta seus fãs freqüentemente com novas versões de seu iPod, o favorito do mercado com cerca de 75% das vendas totais do segmento. A Microsoft decidiu entrar no jogo com o recém lançado (e já muito criticado) Zune. E muitas outras empresas de produtos de consumo como a Toshiba, a Samsung e a Sam Disk possuem bons produtos que brigam por esse mercado. Todos são tocadores de música em vários formatos e alguns também reproduzem vídeo. Poucos passam disso.

Uma empresa japonesa chamada TurboLinux decidiu pegar carona no chavão da convergência digital e inovar. O resultado é o wizpy um tocador de áudio e vídeo que traz algo a mais. Não é o display OLED de 1,7 polegadas, nem sua memória total de 4 GB que fazem o diferencial. É o software que ocupa 1,5 GB do espaço total do aparelho, um sistema Linux completo. Por completo entenda que além do sistema operacional estão na memória do bichinho todos os softwares que você pode encontrar em uma distro Linux para desktop. Pacotes de escritório, navegador, e-mail, interface gráfica completa e até o software de voip do momento, o Skype.

Tudo isso para permitir que, além de servir como seu player de bolso para música, video clipes e até filmes (graças ao suporte nativo à Divx) ele também possa servir de telefone (onde houver uma conexão à internet para o Skype) e, pasme, como seu sistema operacional portátil. O site do fabricante afirma ser possível plugar o dispositivo à qualquer computador que suporte boot via USB para que você possa usar o Linux embutido na memória do gadget.

O lançamento do aparelho está previsto para Fevereiro de 2007, mas antes que você anime-se ele estará disponível apenas no Japão. O preço estimado é de US$ 250,00 mas não é confirmado pelo fabricante.

emComputação móvel Linux VoIP

A Evolução dos VideoGames

Por em 27 de novembro de 2006

Bom vídeo, infelizmente curto, mostrando o quanto tudo mudou. O impressionante é que à época todos esses jogos foram revolucionários e tidos como maravilhosos. Imagino o que dirão dos jogos de hoje, em 2026.

Via I Am Bored.

emGames

Análise do laptop Mirax

Por em 27 de novembro de 2006

O último teste de micros fabricados pela Techsul gerou uma certa ansiedade sobre os laptops da empresa. Depois de todo esse tempo, consegui um modelo para testes e aqui vão os principais pontos. E, claro, conforme o Leo já explicou, essa não é uma análise paga. O laptop foi devolvido à revenda InfoOffice (35 3471 3331).

Características Gerais

O modelo testado é o única fabricado pela empresa. Talvez por isso, careça de um nome próprio.

Pré-instalado com o Windows XP Home Edition, tem as seguintes características: Intel Celeron 1,5 GHz; chipset Intel 915, 512 MB RAM DDR 333 MHz, 80 GB HD Samsung 4200 rpm, tela 15″ XGA TFT, DVD/CDR combo, modem V92, Ethernet 10/100, WiFi 802.11g. É montado pela Techsul, baseado no modelo EAL51 da Compal, uma empresa chinesa especializada na produção OEM de laptops, fornecendo para a Dell, inclusive. Nesta configuração, o preço é de R$ 2.600,00.

continue lendo

emArtigo Destaque Hardware

Nintendo Wii: O fim dos nerds gordos?

Por em 26 de novembro de 2006

firefoxgirl.jpg

Parece óbvio mas só agora a mídia está acordando para uma vantagem do Nintendo Wii: Como os jogos são projetados para uso do novo Joytsick e no nunchaku, operados de pé, exigindo movimentação constante dos braços, obrigatoriamente o jogador fará bem mais esforço do que nos jogos tradicionais.

Sejamos realistas, a maioria anda tão sedentária que quando falam do velho 5×1, preferem que seja um jogo multiplayer, com muitas macros para não gastar dendo digitando. isso é ruim.

Neil Armstrong dizia que todo mundo tinha uma quantidade fixa de batimentos cardíacos para usar, e ele não queria gastar os dele com exercícios. Eu concordo, o exercício pela exercício é algo muito chato e repetitivo, já o exercício como meio para conseguir algo, é diferente. Subir uma montanha, nadar até uma ilha, ou no caso de quem não tem tempo, jogar.

Não conheço nenhum nerd inimigo de exercício que não se divirta horrores em uma partida de paintball (preciso voltar a jogar, quem sabe não rola um campeonato, MeioBit vs o Mundo?) e o Nintendo Wii está deixando todos babando, justamente pela funcionalidade dos controles. Nesta matéria do Wall Street Journal vários jogadores comentam que estão indo dormir doloridos, usando músculos que nem sabiam que tinham.

Imagine a alegria das mães. Seu filho que já havia adquirido campo gravitacional próprio, e ia para o colégio levando a mochila orbitando em torno de si agora passa duas horas por dia jogando e torrando toneladas de calorias.

O meu chega em Fevereiro (Sim, foi uma direta, Leo) e mal posso esperar quando lançarem um jogo de Star Wars. Suar em bicas, me divertir e ainda matar os malditos Jedi? Mundo perfeito.

(vocês não achavam realmente que logo o Cardoso iria jogar sem ser como Sith, não é?)

emGames

Cuidado com os screenshots

Por em 26 de novembro de 2006

shemvids.jpg

Enviar capturas de tela, imagens de seu desktop e semelhantes é prática comum em blogs e fóruns, mas muita gente esquece que há poucas áreas mais pessoais do que o desktop de um PC, e depois que é tarde demais, choram. Esse cara aqui estava todo excitado para mostrar seu novo fundo de tela, e esqueceu que alguns folders podiam ser, err… comprometedores (clique na imagem para o desktop completo).

Como o “Shemale vids”.

O screenshot foi postado na página 2, a thread no fórum já está na 90. Os usuários já salvaram a imagem, nem adianta o autor apagar. Que sirva de lição: cuidado com as imagens que captura, não deixe folders comprometedores no desktop e preste atenção nas abas do seu navegador E na lista de atalhos, para não ser sacaneado depois.

Via UneasySilence.

emInternet

TechEd 2006: O MeioBit trará informações direto da fonte

Por em 25 de novembro de 2006

Tenho o prazer de anunciar que o MeioBit fará a cobertura dos eventos na TechEd 2006, o evento fechado para profissionais de tecnologia mais esperado do ano da Microsoft. E esse ano promete ser um dos melhores, com muitas novidades, como o Windows Vista, Office 2007, Exchange Server 2007 e as tecnologias que compõe a .Net Framework 3.0, como o Windows Presentation Foundation (com o XAML), o Windows Communication Foundation, Workflow Foundation e Cardspaces.

Ainda verei os detalhes de como estar em 2 ou 3 lugares ao mesmo tempo (já que existem palestras que eu gostaria de ver, no mesmo horário). Talvez alguém me ajude a fazer uma pequena brecha no espaço-tempo?

Aproveitem esse post para deixar perguntas e dúvidas que vocês gostariam de ver respondidas. Prometo fazer de tudo para espremer o pessoal da Microsoft por respostas. ;-)

Meus agradecimentos a Elaine, da S2 Comunicação, pela paciência no atendimento e pelo convite.

Se alguém estiver indo no evento, talvez possamos nos encontrar por lá.

emAnúncios