Digital Drops Blog de Brinquedo

Tópicos do Fórum do Meio bit

Por em 24 de março de 2008

Hoje venho para trazer mais alguns tópicos interessantes que estão sendo discutidos no fórum do Meio Bit. Aqui vai:

Add-Ons do Firefox – muitas dicas boas de add-ons que você pode não conhecer.

Qual o seu computador? – existe algum fórum sem esse tipo de pergunta?

O drive A: ainda é útil? – já estou pensando em deixar meu gabinete mais leve.

Como você aprendeu a programar? – dicas e relatos legais para quem está começando.

emAnúncios

Entrevista com Peter Brown da Free Software Foundation – parte 1

Por em 23 de março de 2008

Se vocês acham que vida de blogueiro é só acender charuto com notas de 100 dólares, sair com modelos e atrizes, viajar para lugares paradisíacos e conhecer expoentes do Software Livre que tomam banho e se comportam de forma civilizada e simpática (não é a regra, o Rodrigo que o diga), acreditem, nem tudo é diversão.

Estou com 1h de entrevista com Mr Brown aqui, e acreditem, o iMovie não faz milagres. (Steve Jobs faz, dizem, mas isso é outro papo). Traduzir, editar e legendar vídeo dá MUITO trabalho.

Para não perder o timing do evento, decidi publicar de forma picotada a entrevista, feita em conjunto com Pablo Hess, da Linux Magazine.


Peter Brown é um súdito da Rainha, contador de formação que se apaixonou pelo conceito de Software Livre, se apresentou como voluntário e foi galgando posições até se tornar Diretor-Executivo da Free Software Foundation. Consegue defender sua causa seu ser chato, e em suas próprias palavras não pega fogo se tocar em um Mac. Embora não seja mais um programador, nos velhos tempos ele escreveu vários jogos para computadores da linha Sinclair, na Inglaterra. Ele gosta de dizer que teve seu primeiro programa publicado em uma revista em 1985, no mesmo número em que a revista deixava de ser publicada e o editor dizia ser aquele o fim do software compartilhado, que a partir de então os programas seriam somente produzidos de forma profissional, e não havia mais sentido em publicar e compartilhar código-fonte. Ele literalmente viu a "morte" do Software Livre, mas pelo visto os boatos dessa morte foram um tanto exagerados.

Usei várias perguntas dos leitores, e posso adiantar alguns fatos: Sim, ele só escuta música em Ogg Vorbis, sim, ele toma banho, não, ele não é chato nem antipático, muito pelo contrário. Também não cobra para tirar fotos, divide a conta da cerveja, não exige que suas entrevistas sejam disponibilizadas em formatos livres e não, ele não defende a idéia de software livre ou morte. Tanto que sua máquina fotográfica é uma HP, com firmware proprietário. Peter é inteligente demais para fazer pirraça. Ele defende Software Livre sempre que possível. Se não for possível, use o que tiver que usar, e trabalhe em prol de uma solução Livre.

Vamos então às nossas duas perguntas iniciais:

1 – Qual sua opinião quanto às empresas de software proprietário que, quando ninguém mais usa seus programas, abrem o código e tentam posar de amigo do software livre?



2 – Durante muito tempo o Software Livre produziu cópias de softwares proprietários. Não era hora de criarem uma killer application que “forçasse” a migração para software livre, por parte dos usuários?


Não percam no decorrer dos próximos dias o resto da entrevista.

emDestaque Open-Source

Salsas e Caretas (VIII)

Por em 23 de março de 2008

Feliz Páscoa, pessoal! Íamos colocar um "easter egg" no site e quem encontrasse ganharia uma foto, em tamanho natural, do Cardoso se espreguiçando em Porto de Galinhas… mas ficamos com medo de sofrer um ataque DoS.

Bem, acho que as salsas saíram à procura dos ovos do Papai Noel… poucos emails esta semana. Vamos lá, gente! Deixem a timidez de lado e voltem a nos enviar perguntas… interessantes.

 

Eu, Tu, Eles…

Sofia Jose André: "gostari muito de estar iscrita fiz isto ontem mais sempre que tento entra  pelo contacto no qual me enscrevi dizem-me que o nome do  utilizador e  minha senha não estão validadas por favor mandram-me contctar ão  administrador do fórum preciso muito de ser membro da fórum porque  vai
ser muito útel para aumentar meus conhecimentos sem mais nada obrigada e  desculpem-me por te usado este canal para isso não encontrei outra forma
predão.
"

Oi Sofia. Oi Jose. Oi André. Eu pensei em dezenas de formas de responder a este email. Mas desisti quando vi o endereço do remetente: sofiajose@andre.meiobit.com. Estou cada dia mais desconfiado que as baratas nos sucederão. E em breve.

 

All your notebook are belong to us!

Rodrigo: "Se ninguém escreveu ainda (praticamente impossível, mas não custa tentar), eu quero o notebook da promoção!"

Rodrigo, já sorteamos camisetas, jogos, capas para notebooks… mas notebooks mesmo… só depois que o conteúdo for fechado e a mensalidade valer R$ 49,90.

 

Deixa eu!

Well: "Um usuário comum, como eu, que não tem permissão de criar artigos pessoalmente, devem enviar o artigo por este meio método que estou usando
agora? Se sim, como fica a formatação, fotos, links e etc?
"

Well, well… deixe-me pensar… você usou um "meio método" para enviar sua dúvida ao "Meio Bit"… que santa coincidência, Batman! Relaxe, Well… envie seus meio-artigos em full-html que nós fazemos o trabalho sujo (desde que não seu meio-português não seja sujo demais).

 

Também acontece no fórum!

Impossível deixar passar este diálogo, retirado do nosso fórum:

perini: "MeioBit!! O que ouve?

Sou só eu, ou mais algum meiobiter está achando o fórum meio parado últimamente, principalmente devido aos editores que não estão escrevendo muito .Isto se deve à falta de assunto, notícia, vamos lá quero novidades."

mau.dias: "Re: MeioBit!! O que ouve?

com o perdão da piadinha mas.. meiobit ouve de tudo, seus leitores são muito ecléticos musicalmente, hehehe.."

Vou votar nesse cara para o usuário da semana!

 

That’s all, folks! Até semana que vem!

emMiscelâneas

Second Life: O que que estão esperando para fechar o caixão ?

Por em 23 de março de 2008

 

Já viu um Chester vivo? Não? Já viu um enterro de um anão, ou um filho de mulher de vida fácil chamado "Júnior"? A maioria não viu. Pois, creio eu, ser mais fácil ver tudo isso em um só dia que encontrar um usuário freqüente do Second Life.

Desde que o cliente brasileiro foi lançado, a quantidade de usuários onine vem caindo: De 120 mil na estréia, hoje temos uma média de 30 mil, com picos de 50 mil. As previsões de 2 milhões de usuários registrados em fevereiro deste ano micaram: hoje são apenas 700 mil. Só estes números já seriam base suficiente para enquadrar a iniciativa de trazer o SL para o país como um fracasso retumbante (observem o post do Cardoso detalhando o número de acessos do seu blog pessoal e compare os números). Entretanto, a situação atual do metaverso que ninguém usa está se deteriorando por dentro: o Second Life está virando um mundo-cão, digno de programa do Datena.

Prostituição


É um mundo virtual, certo? Neste mundo, você necessita trabalhar. A economia precisa se desenvolver. Só que emprego não é fácil.
Dado o nível de desemprego dentro do SL, muitos avatares partiram para a prostituição, e muitos dos developers se especializaram em criar movimentos e roupas eróticas para os avatares. Há até uma recriação da famosa rua de Amsterdam aonde as mulheres ficam expostas em vitrines.

Criminalidade


Há bandidos no second life. Neste caso em especial, foi necessária a intervenção do "BOPE virtual" para coibir o tráfico e os "assassinatos" que ocorrem na favela virtual "Cidade de Deus". O avatar Rmo Kurka explica: "Eu entrei nessa vida de bandido porque não consegui arrumar emprego no SL. Dentre os policiais, os traficantes do morro só falam com os "corruptos", que dão para eles Lindens (moeda virtual) e armas". Há usuários sugerindo a criação de delegacia virtual. E há estupros no metaverso também.

Revolução de Shopping Center e Terrorismo

Com o uso de bombas atômicas virtuais, o Exército de Libertação do Second Life explode lojas e construções, exigindo a abertura do capital do SL pela empresa responsável.

Recessão econômica e falência

Neste post no fórum oficial do SL Brasil, um avatar reclama da falência de sua pessoa jurídica virtual e pede medidas protecionistas para "pequenas empresas" dentro do SL. A equação é simples: a culpa é dos usuários que "pirateiam" os itens comprados e o excesso de cópias os desvaloriza. É óbvia a falta de procura para tanta oferta, já que, frequentemente, a primeira pergunta do brasileiro ao entrar no SL é "como ganhar dinheiro?".

Para quem não sabe, a principal atividade monetária do SL que não seja compra e venda de terrenos e ítens (depois da prostituição) é ficar sentado em locais apropriados ou dançando.
Já neste caso, a situação é mais complexa e alarmante: este site lista as consequências em cascata que a maior magnata do SL (uma Ayumi Hamasaki depois do inverno tenebroso, que parece ter encontrado no metaverso uma maneira legal de ficar bonita sem plástica) pode causar ao sistema econômico do negócio por vender ítens baratos demais, como as grandes cadeias de lojas americanas fazem. De acordo com a análise, sozinha ela pode falir a si mesma e levar junto a própria Linden Labs devido ao colapso monetário dentro do ambiente virtual.

Poluição Visual e Cidades Fantasma


O senso estético dos criadores de imóveis no SL claramente é de gosto duvidoso. Prédios bizonhos, casas esdrúxulas, e anúncios em painéis gigantes para todos os lados. Como de início o hype em torno do negócio era grande, muitas grandes empresas ergueram construções enormes no ambiente e, dado o esvaziamento do sistema, as abandonaram.

Hoje, algum desavisado caminhando no Second Life por certos locais, escutando o assovio tenebroso do vento e entrando em edifícios vazios sem enxergar nenhum avatar "vivo", pode se sentir como o Tom Cruise no filme "Vanilla Sky", ou o Will Smith no "Eu sou a Lenda": a sensação de pós-hecatombe-nuclear é realmente assustadora. Faltou só o velhinho sentado no que era a minha casa me entregar uma cebola.

Além destes problemas, note que não foram citados os evidentes avatares inconvenientes (muitos), o fato do programa ser pesadíssimo e exigir quase tanta banda quanto o Joost e a absoluta falta de sentido no negócio, mesmo que tais problemas não existissem.

Fora do ambiente virtual, semana passada, o fundador do SL deixou a empresa. A representante do SL no Brasil acordou para a realidade e mudou o foco de seus investimentos. Mesmo assim, o número de participantes continua caindo. O hype acabou e hoje a imprensa malha (embora comedida, não sei o motivo). O último a sair, que apague a luz.

Alguém aqui frequenta este negócio, e quer advogar em seu favor?

emAnálise Artigo Internet

Tesla Roadster: bobinas a 200km/h

Por em 23 de março de 2008

Os carros elétricos são uma promessa há… há tempos. Mas agora, a Tesla Motors iniciou a produção do seu "roadster": por meros US$ 100.000,00 (lá), você leva para casa o primeiro carro que funciona unicamente com baterias (que, aliás, são de Li-Ion e se carregam em 3 horas e meia).
tesla

Os números impressionam realmente, para quem imagina que a tecnologia dos carros elétricos ainda não está pronta para o mercado. De 0 a 100km/h, o Roadster gasta menos de 4 segundos, usando uma transmissão de 2 marchas. Além disso, é possível rodar 354km antes de reabastecer.

O design também não é não é de se jogar fora e meu sonho geek, que era um Mustang Cobra 2008, agora mudou.

A produção do ano de 2008 já está toda vendida e a empresa está aceitando encomendas para 2009.

emIndústria

iTunes com Safari, Mozilla preocupada

Por em 23 de março de 2008

Durante a semana, o novo Safari foi lançado e a Apple resolveu distribuí-lo através do iTunes for Windows. Como bem observou o Vinicius aqui no forum, há alguns bons motivos para ela fazer isso – nem que sejam bons apenas para ela.

Uma atitude digna de aprendiz da Microsoft? É o que o CEO da Mozilla Foundation, John Lilly, está achando. Em seu blog, Lilly bota pra fora todo o ódio do seu coraçãozinho:

O que a Apple está fazendo agora com seu Apple Software Update no Windows é errado. Isso sabota toda a relação de confiança que as grandes companhias têm com seus consumidores, e isso é ruim – não só para a Apple, mas para a segurança de toda a web. O que eles fizeram ontem [20 de março] foi usar seu software de atualização do iTunes para também instalar seu navegador Safari.

Adiante em seu texto, Lilly segue criticando o modo como a Apple atualiza seus softwares (aquela janelinha pentelha que lista todos os aplicativos de Cupertino), fazendo com que seja muito mais fácil de o usuário clicar "OK" logo de cara e instalar o Safari sem querer querendo – quem nunca apertou "enter" indiscriminadamente sem ao menos ler o que estava escrito na caixa de diálogo que atire o primeiro mouse. Segundo ele, "uma crítica específica ao modo como estão usando o sistema de atualização".

Entram nessa questão todos os tópicos referentes àquela história a respeito de design de interfaces, bla bla bla, mas pode-se ler nas entrelinhas o medo de que a Apple faça com o Firefox o mesmo que a Microsoft fez anos atrás com o Netscape. Esse medo não é nem um pouco infundado: por mais que sua versão mais recente tenha melhorado em muitos aspectos, o Internet Explorer dominou (e ainda domina) a guerra dos browsers. De qualquer modo, Internet Explorer still stinks, mas imagine que agora um produto bom resolva se meter na briga com a mesma tática? A criatura se ergueria das cinzas novamente, lançando sobre os infiéis fogo e trovão?

Como já disse, o medo de John Lilly não é infundado. Mas visualizando mais atentamente os usuários, o que podemos descobrir? Primeiro, que a maioria deles (eu inclusa; aliás, não o uso nem no Mac OS X) sequer chegou a baixar o Safari for Windows quando ele foi lançado. Neste grande grupo também podemos adicionar os arrastadores de mouse que pensam que a "a internet" é o ícone com o "e" azul no desktop, e todos os Opera users e Firefox users que nem curiosidade tiveram. Segundo, que quem testou o bicho, não gostou, e esse grupo se restringe a pessoas que SABEM o que é um navegador. A impressão que a primeira versão do Safari deixou nos usuários, a despeito de ser um ótimo produto em sua plataforma original e em iPods touch e iPhones, foi a pior possível. Legalzinho e tudo o mais, mas ainda cheio de bugs, quem sabe na próxima versão? E além de tudo, não dá pra instalar plugins, temas e outros badulaques como no Opera ou no Firefox…

A Mozilla Foundation deve se preocupar com o mercado que a Apple pode abocanhar? Sem dúvida, ignorar isso seria uma tremenda burrice e falta de visão. Mas o mais importante nessa história toda é ela confiar no seu taco.

[via Slashdot]

emApple e Mac Indústria Internet Open-Source

Acessos Web – Firefox 19 vezes mais relevante que o Linux?

Por em 22 de março de 2008

Como estou no meio de uma migração resolvi dar uma olhada nos números de acesso de meu site não-muito-sério, carloscardoso.com (sem link pra não exagerar no jabá). É um site popular (não no sentido de visitação, mas no de conteúdo) e muito frequentado por salsinhas. Em absoluto é um site técnico como o MeioBit. Acho que reflete muito mais a "realidade" da web, fugindo do mundo geek.

Os números foram interessantes o bastante para valer um artigo, então vejamos:

Em sistemas operacionais Tio Bill ainda pode dormir tranquilo. 96,1% dos acessos são via Windows. Curioso os 1,6% de acessos "desconhecidos", que mesmo assim superam os 1,3% do Linux. Curioso como 878 acessos vieram de um PSP, e 84 de máquinas rodando Solaris. A Sun realmente está longe de ser… qualquer coisa. Os 36 acessos via Dreamcast? Foram o Leonan.

As Criaturas Iluminadas, claro, estão em minoria. Somente 0,8% acessam via OSX, mas somos nós que dirigimos o mundo ;)

Os números mostram o quanto o Linux ainda está longe do consumidor final. No MeioBit, não lembro dos dados mas acho que o acesso via Linux chega na casa dos 20%.

Para a alegria do Pessoal do Open Source, vamos aos números de WebBrowsers:

Aqui o Firefox faz muito bonito. 24,2% em um site popular? Palmas pra raposa! Firefox nunca fez tão bonito desde quando foi pilotado por Clint Eastwood.

A conclusão que chego é que o consumidor normal adere a um software quando este atende suas necessidades, ponto. E pelo visto o Linux ainda não está atendendo. Do contrário, como explicar essa disparidade com o Firefox aparecendo com valores significativos e o Linux ainda na obscuridade?

De resto, o Opera continua sendo o excelente browser que ninguém usa, com 0,9%, e alguém poderia me dizer que diabos é Gnome Filesystem Abstraction Library e o que ele está fazendo acessando meu site?

emInternet