Digital Drops Blog de Brinquedo

Análise do notebook Toshiba A205-S4607

Por em 1 de junho de 2007

Vocês devem se lembrar daquela enquete, sobre a compra de um MacBook ou de um Toshiba. Pois bem, o modelo deixou de ser fabricado poucos dias depois do encerramento da pesquisa, sendo substituído pelo A205-S4607, que está comigo para uma pequena análise. Como veio diretamente dos EUA, o preço é absurdamente mais baixo que os similares aqui na terrinha, mas discutirei isso mais tarde.

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Primeiras Impressões

Esse modelo da linha Satellite, da Toshiba, é vendido como “básico”, mas bate muitos similares “potentes” vendidos por aqui:

* Intel Core 2 Duo T5300 1.73GHz
* 2GB DDR2 RAM
* HD SATA 200GB 4200 rpm
* Intel GMA 950 ( vídeo onboard )
* LCD TruBrite, 1280×800, 15,4”
* DVD +/-R com tecnologia Labelflash
* Webcam, modem, Ethernet 10/100, WiFi, 4 portas USB, uma porta Firewire ( IEEE-1394 )
* Windows Vista Home Premium original.

Todo esse conteúdo vem numa carcaça de 36 x 26 x 3 cm e 3kg. Ele parece ser maior e mais pesado do que realmente é. Como a maioria dos Toshibas, o design é moldado pela função: ele não é feio, mas não é “sexy”. Destaque especial para a tampa superior, num acrílico azul-escuro muito bonito, mas que arranha facilmente.

A parte traseira não tem conexões, pois a tela, quando levantada, avança um pouco para baixo, impedindo qualquer tentativa de ligar alguma coisa. Na lateral esquerda, está a saída VGA, o exaustor de calor ( que sopra pouco, mas bem quente ), o conector S-Video, Ethernet, duas USBs, ExpressCard ( 34 e 54 ) e Firewire.

A parte frontal mostra o logo “Satellite”, sempre iluminado em azul, quando o micro está ligado, a chave de ligação da rede WiFi ( escondida da linha visual, é preciso levantar o micro para vê-la ), cinco indicadores luminosos ( rede elétrica, ligado, bateria, HD e SD ), a entrada para o SD ( que também aceita Memory Stick, Memory Stick PRO, MMC e xD Picture Card ), os conectores de fone-de-ouvido e microfone externo ( há um embutido ) e o controle de volume. Na parte direita, mais duas USBs, o drive de DVD, o modem, a entrada de energia e a trava. ( Perdoem as fotos… só tinha a câmera do celular ).

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Abrindo a tampa, o display impressiona. O formato é de cinema ( 16:9 ), com resolução de 1280 x 800 pixels com tecnologia anti-reflexo apelidada de “TruBrite”. Sobre ele está a câmera, com 1.3MP e o microfone. A qualidade de imagem e som é bem razoável para video-conferências com clientes e amigos, inclusive com o modo noturno.

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As palmas das mãos ficam bem apoiadas numa área que é suficiente para a maioria das pessoas ( onde estão os dois adesivos vermelhos ). O “touch-pad” só tem um problema: o degrau entre ele e o restante do teclado é muito alto, o que dificulta a limpeza.

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O teclado é confortável e grande, cinza com teclas firmes, sem que causem cansaço. São 85 delas, além da ON/OFF e mais seis para controlar o cd, abrir o Media Player e o navegador.

Os alto-falantes são grandes e o som é limpo e claro, perdendo qualidade, obviamente, nos graves. Para quem é acostumado ao som normal dos televisores, ele será mais que satisfatório.

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Ligando os Motores

O tempo de boot é de 31 segundos, até a tela de logon do Vista.

Como todo Toshiba, o desktop vem apinhado de ícones para parceiros e programinhas embutidos. Do Google Desktop até a CNN, há de tudo, passando pelo Microsoft Office 2007 Home 2007 trial ( 60 dias ) e pelo McAffe Internet Security ( 30 dias ).

Sem ativar nenhum programa, quase 1GB da RAM já estava sendo usada. Depois de uma “limpeza”, esse valor passou para algo entre 580 e 650MB.

Uma das boas aplicações pré-carregadas é o Ulead DVD Movie Factory. Além de permitir gravar DVDs ( inclusive a partir de imagens ISO ), ele tem a funcionalidade de criar a etiqueta. Ok, até aí, nada demais. Mas o drive tem a tecnologia “Labelflash”: tire o disco, vire-o, coloque novamente e feche a gaveta. Mande imprimir a etiqueta e ela será “tatuada” na parte de cima do disco. É um efeito muito interessante, mas as mídias ainda são caras ( US$ 2,00 lá ) e difíceis de achar.

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No uso normal, do dia-a-dia, editando textos, ouvindo músicas, acessando a internet, vendo filmes, o sistema se comporta muito bem. Como o HD é de 4200 rpm, convém não abusar na hora de gravar um DVD ou CD e ficar abrindo arquivos. Outra coisa: os programas demoram um pouco mais que o normal para abrir, mas depois disso, rodam tranquilamente.

Uma coisa que chamou a atenção foi a qualidade de áudio e vídeo, nos conectores externos. A saída de vídeo não tem flutuações nem “fantasmas” e o áudio não sofre de “cliques” ou ruídos. Seria perfeito, não fosse o “resize” do monitor LCD ao se ativar a TV.

Colocando à Prova

Como vocês devem imaginar, foi nesse brinquedo que “inventei” de instalar o OS X. É por isso que a coluna “Escreve que eu te leio” da semana passada ainda não saiu mas como tudo na vida, esse desastre também teve um lado bom: testar o sistema de recuperação da Toshiba.

São dois DVDs: inicializa-se o sistema com o primeiro e, em minutos, ele pede o segundo. Coisa bem rápida, fiquei impressionado. Mas depois do Vista instalado, aparece uma tela do tipo “Não desligue, não mexa, não respire…” e aí se vão quase quarenta minutos, instalando as aplicações da Toshiba e amigos. Por ser uma recuperação, deveria haver uma opção de não instalar essas firulas… mas os discos cumprem seu papel.

Para estragos menores, há a opção de se abrir um console com as principais ferramentas da Microsoft em modo texto, como o diskpart.

Palavras Finais

Para trabalhar ou para o lazer, esse laptop vem bem a calhar. Nada de aceleradora 3D e, portanto, os últimos jogos vão sofrer se rodarem nele.

A bateria também não dura o suficiente para se maravilhar. Assistindo a um DVD, ela descarregou em quase duas horas. Mas editando um texto no Word e criando uma apresentação no PowerPoint, sem a rede WiFi, a autonomia saltou para três horas. Bem razoável, mas nada fantástico, como disse.

O único desapontamento foi a falta do Bluetooth. Sem o IrDA, o BT seria a única forma ( sem fios, claro ) de se ligar a um celular. Foi preciso adquirir um adaptador que é incoveniente, ocupa uma porta USB e sempre está sob o risco de ser perdido por aí.

O ponto forte foi a assistência técnica. Ligando para a Toshiba no Brasil e explicando que o micro foi comprado nos EUA, perguntei como seria a garantia. E, muito educadamente, me informaram que a garantia é mundial, desde que apresentados os documentos de compra e da alfândega.

Por último, a parte triste: o valor, nos EUA, é de US$ 1200,00. Ou seja: uns R$ 2400,00. Agora, imaginem quanto deve sair por aqui um similar, mas pagando nossos impostos camaradas somados ao custo-Brasil? E ainda dizem que a reserva de mercado acabou…

emArtigo Computação móvel Hardware

Last.fm vendida por US$ 280 mi

Por em 1 de junho de 2007

Nota rápida: a CBS Corporation pagou US$ 280 milhões pela rádio online Last.fm. O que mais chamou a atenção do grupo americano ( que tem 179 rádios “reais” ) foi o rápido crescimento da comunidade do site. Em cinco anos, chegou a 15 milhões de usuários.

Parece que todo o pessoal vai continuar na empresa, ou seja: nada de perder a identidade. Ao menos, por enquanto.

Estou vendo que essa aí vai durar mais que as outras… vou preparar outra carta.

[via BBC]

emIndústria Internet

Só para donos de Radeon (ou quase isso!)

Por em 31 de maio de 2007

A Valve está fazendo uma promoção “imperdível” para os donos de placas de vídeo Radeon. Se você possui uma dessas placas, basta acessar este site e fazer o download gratuito dos games Half-Life 2: Lost Coast e Half-Life 2 Deathmatch. Além disso os proprietários de uma placa da ATI ainda ganham descontos na aquisição de alguns jogos.

Mas peraí, algo está errado nessa história. Ao acessar o site você verá que os jogos da série Half Life estão com 50% de descontos para donos de Radeon, mas possuo uma Geforce e pela Steam o Half Life 2, por exemplo, custa para mim os mesmos US$ 19,95 que custaria caso eu possuísse uma das placas da promoção.

Algo está errado nessas contas da Valve, ou então o software não está funcionando muito bem. O fato é que “A GRANDE PROMOÇÂO” da empresa não chega a ser lá grandes coisas e não vejo vantagem em alguém adquirir uma Radeon apenas para jogar um demo de poucos minutos (Lost Coast) sem pagar ou ainda ganhar um desconto que não existe. Mancada da Valve.

emGames

Google Developer Day em São Paulo

Por em 31 de maio de 2007

Estou aqui no Google Developer Day e tivemos duas palestras. A primeira foi uma apresentação do Google com o Alexandre Hohagen e Berthier Ribeiro-Neto. Este último é um dos fundadores da Akwan, aquela empresa de busca que o Google comprou em Minas quando chegou no Brasil.

Logo após veio uma apresentação em inglês Chris Schalk das APIs que o Google possui. Mostraram formas de fazer mashups com vídeos, notícias, fotos, etc. Foi bastante interessante, com bastante código, do jeito que geeks desenvolvedores gostam.

No final uma pergunta revelou uma possibilidade: o Google vai lançar seu Pipes ou PopFly? Sem comentários, o que no entendimento da platéia significa sim!

Check in do Google Developer Day 2007 São Paulo

Palco do GDD 2007

emGoogle

Tecnologia Touchscreen é um mercado promissor

Por em 31 de maio de 2007

O Microsoft Surface é o primeiro produto comercial disponível, mas outros devem chegar para concorrer com a empresa.

Na Ted 2006, platéias do mundo inteiro ficaram impressionadas quando Jeff Han demonstrou um protótipo de tecnologia Multi-Touch pela primeira vez após anos de pesquisa: uma tela sensível ao toque. Até aí, nada demais. Só que a apresentação revelou um dos mais avançados sistemas de detecção e interação com múltiplos pontos já visto.

Ele tornou-se uma celebridade e a abriu uma empresa, a Perceptive Pixel para comercializar a invenção. Na apresentação, ele menciona que existem várias equipes pesquisando tecnologias semelhantes. E a Microsoft foi a primeira a dar o pontapé no mercado, mas já estão espalhando a idiotice que foi cópia, roubo de propriedade intelectual e outras besteiras.

O vídeo abaixo é a demonstração pública do protótipo. Para ver como ele evoluiu e ver o que eles estão criando, você verá que Minority Report já ficou obsoleto: assita.

Warcraft III

Essa o Dori vai babar… A mesa da Mitsubishi não apenas é sensível ao toque como também aceita comandos de voz. Eles mostram a interação com o jogo Warcraft III Diga agora se isso não vai ser divertido demais?

E isso é apenas a ponta do iceberg. Em alguns anos, essa tecnologia estará muito barata. Lembra dos monitores LCD de R$ 4.000,00? E os scanners de mesa que custavam R$ 8.000,00 com 1/10 da resolução do mais xingling de hoje?

emArtigo

Aviso aos navegantes: pirataria aqui, não!

Por em 31 de maio de 2007

Alguns leitores estão em busca de informações sobre versões crackeadas do Windows Vista. Não existem crianças aqui. Pirataria no Brasil é uma realidade, as pessoas vão continuar pirateando por questão cultural e até mesmo por questões filosóficas de não pagar nada por software mesmo. E não querem software livre, querem o Windows pirata mesmo, para frustração e incompreensão de quem apoia o open source.

Existem milhares de fórums, blogs e websites dedicados ao assunto e o MeioBit NÃO é um deles.

Comentários com pedido de informações sobre versões piratas de software serão sumariamente apagados.

O motivo disso é simples: somos os responsáveis legais inclusive pelo que terceiros escrevem nos comentários. Uma empresa que se sinta prejudicada, manda os advogados dela atrás de nós e não do leitor.

Discutir pirataria, os motivos, soluções, propostas, tudo isso é válido. Criticar os preços cobrados e atitudes de empresas também é válido. Entretanto, pedir informações sobre software pirata e meios de adquirí-lo é usar o MeioBit como um canal de comunicação que não desejamos fazer parte.

Contamos com a compreensão de todos.

emMiscelâneas

Pior que terrorismo no Second Life

Por em 31 de maio de 2007

meiobit-yasserO jogo ambiente virtual orkut com bonequinhos Second Life recebe uma atenção desproporcional da mídia. Tudo bem, é bonitinho, dá pra usar Buzzwords, chama atenção. Mas quando gente que tem mais o que fazer começa a perder tempo com ele, a coisa muda de figura.

Outro dia o “prédio” da ABC no Second Life foi atacado por “terroristas virtuais”, com direito a crateras, explosões, etc.  OK, coisa de desocupado. Tudo bem, estão gastando o seu tempo e o dinheiro das empresas que “investem” no Second Life. Eu posso dormir com isso.

O que não dá é saber que o Departamento de Polícia de Vancouver, no Canadá está inaugurando hoje um programa para recrutar jogadores e criar uma Polícia Virtual para Patronize and Annoy Servir e Proteger o cidadão virtual.

Eu sei que no Canadá não existe crime e esse pessoal deve estar entediado, mas que tal pegarem um avião e conhecerem o Rio de Janeiro? Garanto que ficariam ocupados e seriam bem mais produtivos, ao invés de ficar comendo donnuts com xarope de bordo, achando que estão “cumprindo seu dever”.

Via Digg

emInternet