Digital Drops Blog de Brinquedo

Microsoft Remix 2007 – O inimigo de meu inimigo é meu amigo ou quase isso

Por em 3 de julho de 2007

remixlinux.jpg

No segundo dia do Remix 2007 Roberto Prado, responsável pela área de Open Source da Microsoft Brasil e do portal Porta 25, fez a melhor apresentação até então. Basicamente detalhou a estratégia da Microsoft de migrar para serviços, e de como a interoperabilidade era essencial para isso.

De cara foram mais ecumênicos que a Apple. Lembram quando da apresentação do Safári para Windows o mercado de navegadores para Steve Jobs se resumia a Explorer, Safári e “outros”? Bem, tinha até logo do Opera na apresentação do Roberto.

Os dados apresentados também foram bem interessantes. A idéia de brigar com o Linux se mostra idiota, pois nas palavras dele, o problema não é o Linux. Ele e o Windows no Brasil têm o mesmo inimigo, que consome 1/3 da verba de TI no país: Chama-se mainframe.

O Brasil é o lugar (tirando EUA) onde mais se usa mainframe, e nem o Linux nem a Microsoft têm representatividade nessa área. (NÃO, querido stallmanzinho, VM/CMS, OS/390 e similares não vão ser trocados por Linux, desculpe)

Para invadir esse mercado é preciso apresentar um pacote completo de soluções, isso inclúi a palavra-mágica, que vai colocar os SUSEs da vida na dianteira: INTEROPERABILIDADE. O cliente está pouco se lixando se o ambiente é heterogêneo. Ele quer mapear um disco no Mac, no Linux e no Windows com a mesma facilidade.

Se o meu Windows dissesse “Ei, é um Mac, eu não faço filesharing com Macs” eu ficaria muito, muito irritado. Se o Ubuntu falar “Sua impressora não é livre, me recuso a imprimir nela” o que você diria? Agora transporte isso para uma corporação.

Roberto também falou do laboratório de Open Source que a Microsoft tem na Unicamp, onde são desenvolvidos projetos de interoperabilidade e capacitação dos alunos, treinando-os para pensar ambientes heterogêneos como os encontrados no Mundo Real.

Competição a sério? Google. Motivo? Simples: O mercado de publicidade online é pelo menos 5x maior que o mercado de software, onde alguém vai investir? Compare o custo de desenvolvimento de um sistema operacional e o custo de desenvolvimento de uma ferramenta online. O que você prefere? Investir 5 anos para então entrar no mercado, do zero, ou investir um ano e já sair faturando?

Curiosidade: O Windows Me não é exatamente visto como uma obra-prima pela empresa ;)

Migração para plataforma x86: Muita gente saindo de RISC e preferindo a plataforma Intel/AMD. Até Hollywood já viu a vantagem desse hardware. Shrek III por exemplo foi renderizado em servidores HP com processadores Opteron da AMD, rodando Linux.

emIndústria Linux

E o ganhador da Powerball é…

Por em 3 de julho de 2007

Como havíamos anunciado na semana passada, um de
nossos leitores da newsletter foi contemplado com a Powerball analisada pelo Marcellus
dias antes. Ontem a newsletter foi distribuída e o sorteio realizado.

E a Powerball
vai para… Wenderlan Viana de Goiânia, GO. Parabéns! Já entramos em contato e ele respondeu.
Deve receber o prêmio em seu endereço em breve. Semana que vem voltamos à
programação normal e sortearemos uma camiseta do Meio Bit junto à newsletter #19.

Avatares

Há algum tempo o sistema de avatares do Meio Bit não estava funcionando, ou seja, não era possível fazer upload de uma nova imagem.
Muitos leitores nos escreviam reclamando deste problema. Agora está
funcionando e você pode ter seu avatar (novo ou trocado) no tamanho
máximo de 85 x 85 pixels.

emAnúncios

Quanto empresas faturam com cada iPhone?

Por em 2 de julho de 2007

Acabei de assistir na CNBC uma análise feita com iPhones desmantelados, quanto cada empresa responsável está faturando na torta de maçã.

Pegaram alguns aparelhos e desmontaram-nos completamente para analisar quanto cada empresa ganha e com isso guiar investimentos.

Fazendo a análise discreta dos componentes, a Apple está faturando 50% com cada telefone vendido. O restante do bolo está com várias empresas, na qual NENHUMA possui contrato de exclusividade. A Apple, espertamente, reservou o direito de mudar para o fornecedor que oferecer peças de qualidade pelo menor preço.

A segunda maior ganhadora é a Samsung, que fica com algo em torno de 52 dólares por telefone, já que uma das maiores fornecedoras de peças e componentes semicondutores e segunda, logo atrás, com 51 dólares, a Infineon, que ganhou duplamente por ter ficando com uma fatia bem maior que sua maior concorrente, a Texas Instruments.

Em quarto, fica a National Semicondutor, mas não foi informado quandos dólares por aparelho ela fatura. Lembrando que os valores acima podem variar, dependendo do modelo vendido.

Analistas financeiros dizem que se as vendas continuarem crescendo e atingir 3 milhões de unidades, essas empresas serão bons investimentos ainda esse ano.

Para saber mais: Forbes

emApple e Mac

iPhone vendendo como torta de maçã quente

Por em 2 de julho de 2007

Eu sei, eu sei… ninguém aguenta mais falar do iPhone. Especialmente por aqui, já que não devemos ver um desses tão cedo.

Mas é interessante notar como Tio Jobs conseguiu aumentar consideravelmente o raio do seu famoso “campo de distorção da realidade”: foram “apenas” que 525 mil pessoas, em três dias! Nada mal para um “pacote” considerado caro ( US$ 499,00 pelo aparelho com 4GB mais dois anos de um plano de US$ 60,00 a US$ 100,00 ).

[via Dailytech]

emApple e Mac Celular Hardware Indústria

HDs 100 vezes mais rápidos?

Por em 2 de julho de 2007

small_5_head_laser_pointer.jpgDe todos os componentes usados no seu micro, qual deles é o que mais prejudica a “performance” geral do sistema? Quem chutou o disco rígido, acertou. Por mais que processadores, memórias, chipsets e barramentos fiquem mais rápidos, os velhos discos magnéticos estão limitados pela velocidade de rotação, pela inércia da cabeça e pela densidade. Como, infelizmente, a última é a única que tem avançado razoavelmente bem, a coisa não parece muito promissora…

Aliás, tanto é assim que o mercado está olhando para os discos de estado sólido ( SSD ) como o novo Graal da computação pessoal. Mas esse é um cálice ainda muito caro e pesquisadores da Radboud University Nijmegen, Holanda, foram em outra direção: aumentar consideravalmente a velocidade dos HDs atuais. Para isso, desenvolveram algo inédito: usaram laser para mudar, diretamente, a polaridade magnética das moléculas do disco ( que é muito diferente dos discos opto-magnéticos que já vimos por aí ). A técnica, ainda em estágio de pré-protótipo, permite a gravação de dados 100 vezes mais rapidamente que as atuais cabeças magnéticas, mas tem a desvantagem de “espalhar” por uma área muito maior cada “bit” no disco. Resultado: menor densidade de informação, o que nos levaria a discos com mais pratos e, portanto, consumidores de mais energia.

A idéia tem suas limitações, mas é promissora. Infelizmente, a previsão é de que a tecnologia esteja pronta para o mercado em dez anos… até lá os SSDs já estarão popularizados, consumindo uma fração do que consomem hoje, custando menos que isso e ninguém vai querer voltar aos velhos pratos rotativos…

[via Sciencemag]

emHardware Indústria

Morcegando? Eu? Claro que não!

Por em 2 de julho de 2007

Como diria o Jacaré Banguela, esta é uma ótima opção para desfrutar da “vadiagem malemolente na hora do serviço”. A Sony Italy lançou uma campanha publicitária politicamente incorreta: uma espécie de folder em forma de falsos livros com mãos, onde você pode esconder um PSP e ainda posar de intelectual. Ótimo para vagabundos quem não está a fim de estudar mas precisa fazer uma média com os pais.

Dentro do folder, há algumas informações sobre o livro que você não está lendo, caso alguém te pegue em flagrante e pergunte.

UPDATE: De uma certa forma, esta postagem casou com a anterior.

Fonte: Engadget.

emGames

Sentindo na pele

Por em 2 de julho de 2007

Quem acompanha o Meio Bit já deve ter reparado que sou um apaixonado por videogames. Pra falar a verdade esta paixão já vem de longe. Me lembro de passar tardes inteiras com meu pai sentados em frente a televisão jogando partidas emocionantes de River Raid para ver quem fazia mais pontos.

Cresci trazendo comigo esta paixão e assim como muitos, vez ou outra acabo ouvindo uma piadinha do tipo: Você não acha que está muito velho para jogar videogame?

Acho engraçado o fato de as pessoas continuarem considerando os gamemaníacos como nerds, desocupados ou irresponsáveis. O preconceito para aqueles que admiram jogos eletrônicos é algo que parece estar inserido no subconsiente de alguns, que invariavelmente não possuem nenhum conhecimento de tecnologia. As mesmas pessoas que insistem em afirmar que fulano cometeu um ato violento graças aos “Dooms” da vida.

Não consigo entender por exemplo por que o ato de jogar videogames incomoda tanto algumas pessoas. A grosso modo, o sujeito senta em frente a sua televisão, liga seu console, joga seu game e não incomoda ninguém. Mas mesmo assim, passa o “intelectual” por perto e comenta: Você não acha que está muito velho para jogar videogame? Ou coisa do gênero.

Isso sem falar que ou os jogos eletrônicos são coisa de criança ou coisa de maníacos. Quem nasceu antes de 1990 e cresceu jogando videogames naturalmente hoje está procurando jogos “mais adultos” e isso não quer dizer que o sujeito seja um serial killer em potencial. Da mesma forma que hoje me interesso mais por quadrinhos do estilo de Preacher ao invés da Turma da Mônica, é natural que eu prefira a série Silent Hill a um jogo do Bob Esponja.

Outro fato interessante é o preconceito em relação as “garotas” que gostam de games. Basta vermos as revistas especializadas, feiras e até os próprios jogos. Raramente vemos um espaço dedicado às mulheres e quando me coloco no lugar delas fico ainda mais incomodado, pois o preconceito é duplo. Basta lembrarmos que raras vezes as heroínas dos jogos não são usadas apenas como símbolos sexuais.

Tá certo que a situação já melhorou muito, mas ainda fico imaginando o dia em que os videogames terão o mesmo tratamento que o cinema tem. O dia em que jogar videogame será considerado por todos como lazer da mesma forma que assistir a um filme é.

Eu acredito que o preconceito, seja lá da forma que for, é fruto da ignorância das pessoas e na maioria das vezes estas pessoas não são ignorantes por que querem e sim por situações que ocorreram em suas vidas, mas daí aceitar esse tipo de atitude já é outra história.

É uma pena, mas acho que enquanto o acesso à tecnologia continuar sendo limitado a apenas uma pequena parte da população brasileira, infelizmente nós gamers, continuaremos sendo considerados nerds, desocupados ou irresponsáveis.

emGames