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Entrevista: Cuba Games

Por em 22 de agosto de 2007

A Cuba Games é uma pré-empresa de advergames (UPDATE: advergames são jogos com objetivo de divulgar uma marca ou produto), criação de sites e sistemas web, localizada em Curitiba. A equipe é composta por três integrantes: Guilherme Moschen, Romulo De Lazzari e Tiago Luiz Mairink Barão. Conheci o pessoal da Cuba Games por acaso (blog networking ;-) ), e na semana passada fui em seu quartel general no Hotel Tecnológico da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná, antigo Cefet) fazer uma entrevista com os caras. O que seria uma entrevista acabou se convertendo num bate-papo descontraído sobre assuntos variados.

Só pra lembrar: Ao longo da entrevista, onde aparece a palavra “Cefet”, leia-se “UTFPR”. Ninguém se acostumou ainda com o novo nome e acredito que isso não vá acontecer tão cedo. Enfim, clique em Leia o restante do post e confira como foi essa conversa.

Meio Bit – Quando e como vocês começaram aqui na Cuba Games? Foi um projeto de pesquisa, fizeram uma seleção, iniciação científica, ou alguma coisa assim?

Guilherme – Eles estão me olhando, porque normalmente sou eu que falo. O Hotel Tecnológico é uma oportunidade que o Cefet dá pra qualquer estudante da instituição ter uma empresa aqui. Então todo ano é feito um edital em que os alunos montam um plano de negócios, que é avaliado e passa por uma banca, que é composta pelo plano de incubadoras de Curitiba, vem o pessoal do IEL, pessoal do Sebrae, vem um grupo que a gente chama de alto escalão pra avaliar a gente. Nós somos uma pré-empresa, isso aqui é um hotel de empresas. Aqui, exatamente onde você tá não é a incubadora; a incubadora do Cefet fica em outro bloco, no campus Ecoville. Qual é a diferença entre ser uma pré-empresa e ser uma empresa? Nós não temos CNPJ. Na prática acaba sendo a mesma coisa. Essa é a única diferença de uma pré-empresa pra uma empresa.

Meio Bit – Qual o tipo de trabalho que vocês fazem aqui?

Guilherme – Basicamente sites e advergames. Estamos fazendo um joguinho para uma empresa, chamado “Escalada das Vendas”, que vai ajudar o pessoal a frisar o conteúdo da palestra que eles dão para os funcionários. É como se fosse uma mini-competição de perguntas e respostas do tema do curso, com objetivo de chegar no topo de um monte e você ganha pontos acertando perguntas das diversas fases. O treinador vai dando perguntas de acordo com a equipe. Quando ele ganha vai pro ranking, cada pergunta tem o valor em metros, e assim vai, até chegar ao cume. Depois que acabar, a equipe que tiver maior pontuação… Eles fizeram de um jeito que sempre vai faltar alguma coisa pra chegar no cume, eles querem dar esse ataque final. A equipe que tiver um maior numero de pontos vai receber um envelope com uma última pergunta. É uma pergunta bem fácil, pra acertar mesmo, “qual o nome do seu chefe?”, ou “qual é o nome da empresa”; acertando tem uma mini-animação, bem simples, com uma musiquinha feliz de vitória, e fim.

Meio Bit – Eu vi no site que vocês tem como cliente a Subway, o que mais?

Guilherme – Tem a Subway, os joguinhos que estão no site, jogo da memória… As cartinhas tem os sanduíches, os produtos… O hotsite – não sei se essa promoção tá rolando ainda, acho que já acabou.

Meio Bit – No blog de vocês tem um joguinho em que se vira as cartinhas e tem propaganda, tem vários patrocinadores.

Guilherme – A história foi a seguinte: a gente fez aquele jogo e abriu pro pessoal mandar a imagem que ele quiser, você manda e vai aparecer tua cartinha ali dentro.

Tiago – E vai virar uma carta dentro do nosso jogo. Se você quiser clicar nela, vai pro site da pessoa.

Romulo – O jogo tem uma pontuação, quem fizer em menos tempo e acertar vai pro ranking. O nosso amigo Gabriel foi lá e… tá em primeiro. Ah não, não tá, o Guilherme passou ele.

Guilherme – Passei, mas por um bom tempo ele ficou em primeiro.

Romulo – Mas é você na frente, e os outros 9 são ele.

Meio Bit – Qual curso vocês fazem?

Romulo – Tecnologia em Informática, tanto que hoje já até mudou o nome.

Guilherme – Mudou o nome, e mudou o nome de novo!

Tiago – Não, virou dois cursos.

Guilherme
– O nosso é Tecnologia em Informática com ênfase em Redes. Aí mudou pra Tecnologia em Sistemas Distribuídos, e o outro não sei qual é.

Tiago – É tecnologia em desenvolvimento web. Ou alguma coisa parecida com isso.

Romulo
– Se bem que a gente trabalha com tecnologia web.

Meio Bit – Vocês não desenvolvem só advergames. Fazem sites também.

Guilherme – Nos nossos primeiros estágios a gente trabalhou com desenvolvimento web. Esse, por exemplo, é o Cais, site pra um centro de saúde. A gente fez aquele hotsite da Fesp…

Tiago – Não deve estar no ar porque era pro vestibular de inverno, e já foi.

Meio Bit – Quais tecnologias vocês usam?

Guilherme – Pra uma coisa mais visual a gente usa o Flash. Temos o PHP, em que o Romulo é o cara. O Tiago tá lidando com o Delphi, .Net, e banco de dados, e eu trabalho com .Net também. O legal é que a gente é bem dividido nessas tecnologias também. “Ah, surgiu um site em PHP” – Romulo, passa pra ele. Se vir .Net ou em Flash, vem pra cá. Em termos de abrangência, a gente divide bem as tecnologias web hoje.

Meio Bit – Eu fiquei sabendo da existência da Cuba Games pelo blog. O Romulo uma vez comentou no meu blog, o Tiago comentou também. Quem teve a iniciativa?

Guilherme
– Hoje, o mais blogueiro de todos aqui é o Romulo. Ele é o cara que escreve. Abre ali o Bloglines e fica lendo o dia inteiro. Tanto é que ele escreve muito mais do que eu.

Romulo – Eu e o Tiago. O Guilherme… cê não acompanha muito também, né?

Meio Bit - Normalmente, quando a gente entra num site de uma empresa tem lá uma apresentação, às vezes tem até aquelas (desculpe a palavra) porcarias daquelas introduções…

Guilherme – Que bom que você pensa que nem a gente, tem gente que não pensa assim.

Meio Bit – Achei interessante porque a gente chega e já dá de cara com o blog, não tem aquela entrada, aquelas apresentações, e não tem o blog perdido no menuzinho. Quando eu vi o blog da Cuba Games eu pensei, “nossa, os caras já devem escrever faz tempo”.

Tiago – Na verdade… não. Faz um ano mais ou menos.

Romulo – Só que a gente ficou três meses parado, de forma obrigatória.

Meio Bit – O que aconteceu? Esqueceram de pagar a conta do domínio, do servidor…?

Romulo – É mais cabuloso. Quando a gente fez o blog, o Guilherme não tinha CNPJ da empresa dele, então a gente pediu emprestado de um amigo dele. Usamos e pronto, fizemos o site. Só que a empresa dele faliu.

Tiago – A empresa não era dele, na verdade.

Romulo – Era de um amigo de um amigo. Daí, a empresa faliu, e o Registro.br trancou todos os .com.br que estavam naquele CNPJ por três meses.

Tiago – Por um lado foi bom, porque a gente tava com um projeto bem pesado.

Meio Bit – Eu achei o blog de vocês muito bem escrito. Tem uma série de Action Script, vocês dissecaram o Fly Guy

Guilherme – Ah, eu comecei. Uma das coisas que me desmotivou foi a desgraça do CNPJ. Eu tava começando quando a gente perdeu o domínio. Um cara também pediu, “ah, volta com o Fly Guy!” Um dia eu ainda vou voltar com essa série. É uma coisa legal, que todo mundo fala que não tem a mínima idéia de como funciona. Ele não é tão difícil assim. Os caras pensam que é aquela coisa, porque o Fly Guy voa, tem som, tem não sei o quê… Mas não, calma. E também demonstra o que a gente é capaz de fazer, né? Falar das coisas é fácil, tem isso também.

Meio Bit – As pessoas falam que Curitiba é pólo de desenvolvimento tecnológico, mas acontecem as feiras e a gente não fica sabendo. Como a Fitec, que eu só vi no blog de vocês.

Romulo – Eu postei em cima da hora.

Guilherme
– É que Curitiba, além de São Paulo, virou um pólo de desenvolvimento de software. Um grande exemplo é o HSBC. Ele tem um projeto, a Fábrica de Software do HSBC, no Parque do Software. Todos os softwares do HSBC que são desenvolvidos no Brasil é aqui. Tem muita vaga. É espalhado por Curitiba inteira, tem no Xaxim…

Meio Bit – Não cobre a demanda.

Guilherme – Tanto é que hoje tá faltando gente. Gente capacitada, lógico. Tem a Volvo também, são várias empresas. E normalmente é lá na Cidade Industrial, no Parque de Software.

Romulo – Mas evento na área de tecnologia aqui é pouco mesmo. Tinha a SB Games, que era aqui em Curitiba, foi no Unicenp, esse ano vai ser no Rio Grande do Sul. Foi há uns 3 anos ou mais. Antes era um outro nome, daí os caras resolveram juntar 3 feiras, uma de programação, uma da parte de design de jogos, e uma de gerenciamento/produção, tudo numa só, e chamaram de SB Games. Já teve em São Paulo, no Nordeste (que o Nerdson ganhou com um jogo de RPG)…

Meio Bit – Lembro que eu vi no blog que vocês iam sair daqui porque ia acabar o apoio, uma coisa assim.

Guilherme – O tempo é de dois anos e a gente tá desde outubro de 2005. Vamos tentar prorrogar até o fim desse ano. O Hotel sofreu uma reforma, a gente ficou indisponível 3 meses, então vamos reinvindicar esses 3 meses, pra tentar prolongar a nossa estadia aqui. O que a gente ganha estando aqui? A gente não paga luz, não paga água, não paga internet, nem telefone, podemos vir aqui a hora que a gente bem entender, domingo de madrugada… Temos também consultoria de marketing, consultoria de empreendedorismo, eles dão uma ajuda. E também o Hotel, que seria o Proem [Programa Empreendedorismo e Inovação], também participa de editais do governo e consegue alguns recursos, e dependendo, esses recursos são repassados pra nós, em forma de feiras de negócios. A última que nós participamos foi a Fitec.

Romulo – Na verdade, eles jogam a bola pra gente organizar. Eles dão recurso, mas quem organiza é a gente. Aí tem a Feira de Negócios, que é uma feira feita por todas as empresas do Hotel, e as já incubadas, na incubadora. A gente entrou de gaiato na Fitec, porque colocaram as empresas do Hotel também na Fitec. As outras empresas entraram agora, são bem novas. E tem o Café Empresarial, pra chamar possíveis clientes, criar parcerias.

Meio Bit – A universidade dá todo o apoio, desde conexão à internet, até…?

Guilherme – Isso mesmo, é luz, água…

Romulo – E “Te vira, Negão”.

Guilherme – De vez enquando te dão até um “boa noite”, um bom dia… a gente não paga nada, esse é o legal, por isso que a gente quer ficar o máximo de tempo possível aqui.

Tiago – As incubadoras comuns tem um custo por metro quadrado.

Meio Bit
– Vocês têm uma carga horária pra cumprir?

Tiago – Quatro horas diárias.

Guilherme – Um por período, de manhã de tarde ou de noite, tem que estar alguém aqui.

Meio Bit
– O que vocês pretendem fazer depois que acabar esses três meses [a prorrogação do prazo]?

Romulo – A gente tá vendo ainda.

Guilherme
– É bem possível que a gente continue, ou em outra incubadora, ou alugar uma sala, enfim. A Cuba Games vai continuar, nós temos clientes, tá tendo um motivo pra gente continuar com a empresa.

emDestaque Entrevista

Suprnova.org renasce das cinzas

Por em 22 de agosto de 2007

A equipe do The Pirate Bay está por trás da nova versão do Suprnova.org que em 2004 era o maior catálogo de Torrents do mundo, quando foi fechado por medo de batalhas judiciais.

E o formato e design simples são praticamente os mesmos e a idéia é essa: torrents para leigos. E o que a RIAA e a MPAA podem fazer contra eles? Segundo as leis da Suécia, nada.

Até o governo dos EUA já tentou retirar o próprio The Pirate Bay do ar, numa manobra que resultou com um pedido de desculpas das autoridades da Suécia aos donos do portal. Os advogados provaram que, ao não ser que a Suécia estivesse sendo anexada pelos Estados Unidos, as leis de lá permitiam a existência de torrents em servidores.

No momento da escrita desse post, existem disponíveis 1.048.566 torrents divididos entre mais de 20 milhões de peers.

Fontes: Suprnova.org, ArsTechnica

emInternet

Widescreen é para os fracos

Por em 22 de agosto de 2007

Bioshock, um dos jogos mais aguardados do ano finalmente foi lançado. Enquanto os gamers estão se divertindo com o FPS e os sites especializados continuam dando notas altíssimas, o que parecia ser um título que beirava a perfeição começa a mostrar seus defeitos.

Alguns jogadores estão comentando no fórum da 2k Games que o jogo possui uma falha na geração da imagem quando utilizado em telas widescreen. Como fica evidente nas fotos abaixo, quando jogado em televisores/monitores com esta característica, o jogo corta uma parte da imagem, em cima e em baixo da tela. O demo da versão para pc já recebeu uma correção e agora estão trabalhando em um fix pra a versão completa do game, já pra o Xbox 360 não há nem previsão.

O curioso é que telas widscreen são feitas justamente para as pessoas ganharem um campo de visão maior, mas neste caso, jogar em uma tela com o formato 16:9 não parece ser um grande negócio. Por enquanto, a produtora não se pronunciou sobre o caso, mas fica claro que se trata de um erro de programação (e dos mais sem vergonha). 

[via Xbox 360 Fanboy]

emGames

Novo beta do Flash Player 9 disponível até para Linux

Por em 22 de agosto de 2007

A ênfase é da Adobe, que está disponibilizando para download essa versão, para Mac, Windows e Linux do Flash Player 9.

A versão nova traz compatibilidade com vídeo no codec H.264, áudio AAC e aceleração via hardware para playback de vídeos em tela cheia, inclusive no Linux.

Lembre-se, é um beta, coisas estranhas podem acontecer, instale por conta e risco, através deste link.

Via: Digg

emLinux Software

iPhones puxam venda de Macbooks e derrubam a Dell no processo

Por em 22 de agosto de 2007

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Com previsão de chegar a 800 mil unidades vendidas no quadrimestre, superando as expectativas da própria Apple, o iPhone trouxe um efeito colateral: Aumentou a venda de Macbooks.

Do total de vendas de notebooks a Apple passou de 12% em Junho para 17% no final de Agosto. Já a Dell caiu de 37% para 30% no mesmo período.

Melhor ainda, dos que compraram Apple, 89% se dizem “muito satisfeitos”, a melhor classificação, disparado entre todas as marcas.

É um momento crítico para a Dell. Faz tempo que seus equipamentos não trazem nenhuma grande novidade, nem são arrojados em termos de design. Comprar a Alienware não adiantou muito, os desktops continuam feios e os notebooks com cara de notebooks corporativos IBM dos anos 90.

Sem uma linha de smartphones ou PDAs para tentar atrelar aos computadores, a Dell perde mais atrativos ainda.

Via: Infoworld

emApple e Mac

Google Earth, agora com o céu também

Por em 22 de agosto de 2007

meiobit-googlesky.jpg

A mais nova atualização do Google Earth trouxe uma novidade pra lá de interessante, o Google Sky.

Agora além de acessar imagens de satélite em alta resolução de boa parte do planeta, podemos erguer os olhos para o céu, visualizando o Universo, como visto de qualquer ponto da Terra.

Não chega a ser uma aplicação tão completa quanto o Stellarium, mas apresenta bom potencial, com aplicações como um simulador em tempo real de movimentação planetária.

Não imagino que seja tão acessado quanto o lado “Earth” do Google Earth, mas indica que os desenvolvedores não estão parados, o que é bom, pois lembro de ter previsto em algum lugar que em no máximo 10 anos o Google Earth será em vídeo e em tempo real, e isso demandará bons recursos de programação.

PS: Parece que os Simpsons leram minha previsão e fizeram uma boa demonstração de como será esse futuro Google Earth Live:

emGoogle Software

Google começa a veicular publicidade no YouTube

Por em 22 de agosto de 2007

Com mais de 130 milhões de usuários únicos por mês, o YouTube é um dos maiores sucessos da Internet, mas até ser comprado pelo Google não tinha um modelo realista de monetização. Mesmo assim o Google decidiu pagar mais de US$1 bilhão pelo site, apesar das ameaças de processo.

Uma das primeira medidas foi incluir anúncios do AdSense no YouTube, mas isso era apenas uma forma de monetização periférica. Um dos trunfos da popularidade do YouTube é permitir que os vídeos sejam exibidos em páginas de terceiros, o que inviabiliza o AdSense.

Com a nova forma de veiculação de publicidade, alguns vídeos específicos passarão a mostrar um banner ocupando 20% da tela, por 10 segundos.

O mercado de publicidade em vídeos online segundo algumas projeções pode atingir a marca de US$4.3 bilhões por volta de 2011. Ninguém quer ficar fora dessa, muito menos o dono do YouTube.

Uma previsão que podemos fazer é que muita gente que se beneficia dos vídeos do YouTube, exibindo-os inclusive em suas páginas cheias de publicidade irá reclamar do Google querer faturar algum em troca do serviço gratuito que disponibiliza.

Fonte: BBC

emInternet Propaganda & Marketing