Digital Drops Blog de Brinquedo

Roadrunner: mais um passo para a Skynet

Por em 13 de junho de 2008 - 34 Comentários

Não pode ser coincidência. O mesmo laboratório que num “tour de force” entregou ao mundo aquela maravilha tecnológica comumente chamada “Bomba Atômica”, se juntou àquela empresinha que forneceu aos nazistas os computadores que classificavam os judeus (IBM, biduzão) e mostrou ao mundo o  “Roadrunner”, supercomputador que bateu o recorde de velocidade e quebrou a barreira imaginária do Petaflop: 1,144 PetaFLOPS/s.

Ao custo de US$ 133 milhões, pesa 227 toneladas, tem 12960 chips ao estilo “Cell” e mais algumas centenas de Opterons, da AMD, consumindo 3 MW (Mega Watts) de potência. No total são 116640 núcleos de processamento, o que já é suficiente para atingir o mesmo nível de processamento do cérebro feminino: dirigir um carro (sério).

A primeira tarefa da Skynet, digo, do Roadrunner será no campo militar, claro: desenvolver armas atômicas. A segunda: modelamento climático.

Olhando pelo lado bom, em 2029 a Terra ficará livre de uma peste.

[via: The Register]

emHardware Indústria

Conheça a nova arma da Força Aérea Americana contra hackers

Por em 13 de junho de 2008 - 31 Comentários

Existe uma noção romântica que defende algo como "luta justa", mas um antigo general já falou uma vez: "Luta justa é aquela que todos os meus meninos voltam pra casa vivos no final". Não existe isso de "reação proporcional", eles mandam 10, nós mandamos 10. A doutrina americana (e de todo mundo que quer sobreviver a um combate) é não entrar em um conflito sem uma superioridade de 10 por 1.

bombinha Isso vale também para a guerra cibernética. Já falamos aqui sobre o Cyber Comando da Força Aérea dos EUA, e suas tecnologias para guerra digital, mas ninguém ainda havia atentado para o fato de que são, antes de tudo, uma unidade militar, então suas opções de defesa contra ataques online não se restringe a fechar portas em firewall. Eles chamam de ataques cinéticos e ataques não-cinéticos. Os não-cinéticos são os de sempre: DOS (denial of service), reprogramação de rotas, etc. Os cinéticos são os mais divertidos.

"Se um alvo na internet está acessível para nós e podemos tirá-lo do ar eletronicamente, de forma confiável, então esse pode ser o método preferível", diz o Coronel Tony Buntyn, Vice-Comandante do Cyber Comando. Mas se as regras de engajamento permitirem, se estiverem em estado de guerra aberta contra o atacante, "nesse caso, então não precisamos ser discretos, soltamos uma bomba JDAM e deixamos um grande buraco fumegante, não é muito discreto".

Conhecendo os geeks, isso deve ter surpreendido muita gente, inclusive os chineses, que praticam espionagem eletrônica descarada. Ontem mesmo dois Congressistas americanos alertaram que seus computadores foram invadidos por hackers a serviço de Pequim.

Mesmo assim, parece injusto. Poxa, a gente só entra comandos em um computador, usar munição de verdade contra nós é covardia.

Pena que guerra é guerra.

Fonte: Defensetech

emHardware Segurança

Google Friend Connect começando a ser liberado?

Por em 13 de junho de 2008 - 7 Comentários

Estamos todos curiosos com relação ao novo Friend Connect do Google – até agora indisponível para o uso do público em geral e sendo testado apenas por um número muito limitado de sites a critério do próprio Google. Usuários podem preencher o formulário de interesse na participação e o Google diz que ele será lançado em estágios, mas não fornece datas. Então, até agora, tudo o que tivemos foi um período de espera e opiniões baseadas em poucas informações e especulações.

Parece, no entanto, que a espera está próxima de terminar e a liberação está gradualmente começando: o blog israelense de tecnologia Go2Web2.0, de Orli Yakuel, está desde ontem com widgets do Friend Connect instalados e funcionando.

Fiz o cadastro, claro, para ver pela primeira vez o Friend Connect em ação. As telas são exatamente idênticas às mostradas no vídeo oficial (e também as que vimos no Google for Bloggers) então com relação a isso não houve nenhuma surpresa.

No widget de redes sociais, existe um link para fazer o login:


Clicando em "sign in", abre-se uma janela onde o usuário opta por qual serviço deseja fazer o login. Fiz o meu pelo próprio Google e fui levada à tela seguinte:

Depois de preencher as informações, escolher as opções e salvar, o usuário já está logado e vê no widget amigos em comum e outros membros do site em questão:

"Friends who are members" mostram amigos das redes sociais e serviços habilitados – neste caso Orkut e GTalk. Note na tela anterior que não há como fazer a conexão com o Facebook – ela está, aparentemente, desabilitada pelo próprio Facebook. Orkut, evidentemente, funcionou normalmente.

Além deste widget, o blog Go2Web2.0 colocou também o widget de comentários:

No post onde Orli Yakuel escreve sobre o Friend Connect, ela diz que na interface adminnistrativa não há muita coisa, além dos widgets para serem customizados, uma área de gerenciamento de visitantes e estatísticas simples.

Tudo parece funcionar normalmente e de forma simples, exatamente como o peixe vendido pelo Google. Agora resta esperar para ver se de fato a liberação vai ganhar alguma proporção significativa nas próximas semanas ou se este foi ainda um caso isolado. Mas, de qualquer forma, por enquanto você pode ver tudo em ação aqui.

emGoogle Internet

Piada Pronta: Nokia patenteia celular cilíndrico

Por em 13 de junho de 2008 - 25 Comentários

Uma das razões da Free Software Foundation militar contra o modelo atual de patentes é que ele limita inovação. Eu acho que é pior. Ele dificulta a inovação não por impedir a utilização de idéias (afinal royalties existem pra isso) mas por gerar uma quantidade tão grande de patentes bestas, que é inviável você pesquisar por invenções que seriam úteis a determinado projeto.

Vejam por exemplo este telefone, patenteado pela Nokia:

nokiapatente

Isso mesmo. Redondo. A parte marcada como 66 é deslizante, protegeria uma câmera na traseira, e com isso você selecionaria a interface, celular ou foto, deslizando a capinha.

A Nokia tem uma certa tradição de telefones esquisitos, vide o celular-pen drive 7380:

nokia-7380-3-thumb

Um telefone redondo, entretanto, como a gente carregaria? Não cabe no bolso, fica ruim na camisa, engornomicamente é uma forma que só serve para armas de arremesso e brinquedos sexuais.

Por falar nisso, não precisa comentar, eu pergunto: será que tem vibracall?

Fonte: Cellpassion

emCelular

Se licenciamento fosse ruim a Microsoft seria super mal-falada

Por em 13 de junho de 2008 - 17 Comentários

Se há um ramo onde a Microsoft vai muito bem, obrigado é na de dispositivos móveis, PDAs e celulares. Aparelhos como o lindo Sony-Ericsson Xperia-X1 estão fazendo muito Linuxeiro sair do armário, babando pelo bicho. O modelo de licenciamento da Microsoft foi pragmático, sem abrir mão da experiência do usuário: definiram um conjunto de requisitos para aparelhos licenciados com o Windows Mobile. Todos devem ter um mínimo de características, como microfone, X botões de hardware, valores mínimos de memória, enfim: uma arquitetura básica sobre a qual você pode expandir seu aparelho, mas garante que quem desenvolver para a plataforma não precisará gerar N versões de um executável, adaptando para cada aparelho.

Com isso temos centenas de modelos diferentes de celulares e PDAs rodando Windows Mobile, mas nenhum abaixo de um certo grau de usabilidade. A experiência do usuário é consistente.

ScreenShot013

A facilidade de distribuição também é uma vantagem. A Nokia faz um jogo-duro tremendo para disponibilizar aplicativos, o mercado de desenvolvedores independentes é ínfimo, as ferramentas são horrorosas. Já a Microsoft, bem… Visual Studio, alguém?

A Apple insiste em não licenciar sua plataforma. Já se deram mal quando tentaram, é compreensível o receio, mas quando você vai em uma loja e compra uma cópia do OS X, vai em outra compra um PobreTosh, segue as instruções e instala, temos algo completamente fora do controle de Steve Jobs. E isso é ruim, ao menos para ele. Há uma demanda por Macs baratos, ou clones. Se a Apple assumir a postura de uma montadora, que tem veículos de grife no alto, e carros populares no fundo, todos sob a mesma marca, pode conseguir mais mercado, sem correr o risco de qualquer um montar uma gambiarra e vender como genérico.

Seria interessante se a Apple divulgasse uma plataforma de referência, à qual fabricantes teriam que aderir, para conseguir uma certificação OS X Compliant, por exemplo. A Apple venderia mais OS X, ganharia em royalties e faturaria em cima dos pobres coitados que não conseguem ter um Apple de verdade. Tudo bem, ninguém é perfeito. (Exceto nós, donos de Macs)

emApple e Mac

TV Digital. Vale a pena ver a buzanfa da Sabrina em alta definição?

Por em 13 de junho de 2008 - 25 Comentários

A TV Digital chegou ao Brasil e ao Mundo trazendo, mais que a alta qualidade, a promessa da Interação, mas por enquanto as emissoras estão investindo em melhorar a imagem, e nada mais. A tal da interação pode ser algo perigoso. Imagine um daqueles programinhas "escolha o final, vote aqui". Você gostaria de ter 50% de seus espectadores insatisfeitos?

 

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clique para ampliar. Imagem original encontrada neste blog.

 

Também não vejo nenhuma revolução de compras. A infraestrutura para tal não existe, e quem trabalha com publicidade na Internet sabe que a taxa de conversões é bem menor do que o marketing das agências vende aos clientes. E comprar no computador é muito mais prático do que via controle remoto da TV. Programas de emissoras pequenas possuem audiências bem menores que muito blog, e o segredo aqui é ESCALA. A Globo pode ganhar dinheiro com um Ana Maria Braga Shopping Network. O Show de Turismo, na Band, não. (Show de Turismo ainda passa?)

Portanto, o grande diferencial é… Alta Definição. A primeira vez que vi uma HDTV foi em 2004, e é uma experiência religiosa. É como quando a gente vê uma placa 3D funcionando pela primeira vez. Muda sua vida, sua percepção das coisas. Canal SciFi em uma mega jumbotron de …todas… polegadas foi fantástico. Eu acho que vale, com Sabrina Sato ou sem Sabrina Sato -eu poderia questionar dizendo que ela é japa mas é fake, mas tecnicamente a Daniele Suzuki também é-.

Problema: A TV Digital está sendo vendida como panacéia para celulares. A vantagem de alta definição vai pro ralo.

Problema 2: A TV Digital esté sendo tratada como um canal de qualidade melhor, passando o mesmo conteúdo. Pombas, estamos na era da distribuição digital sob demanda. É o YouTube, estúpido. Nós, espectadores, somos mimados. Queremos o nosso conteúdo, agora. Não quero ficar esperando "dar a hora" de um programa. Eu quero abrir meu iPod, celular, TV da Sala, dar dois cliques e assistir The L Word (em mute).

No modelo atual a TV Digital no celular difere muito pouco da minha TV portátil Sharp de duas polegadas, com antena, que eu tinha nos anos 80 e aguentava quase uns 40 minutos com 4 pilhas pequenas. Eu era jovem e burro e paguei uns R$500 por ela, mas hoje em dia (continuo burro mas) não daria um centavo a mais por um celular com TV Digital, não enquanto ele não me oferecer pelo menos a mesma facilidade do iTunes e do Bit Torrent.

emFotografia

Lançado o Bolsa-TV Digital. E não foi o Lula

Por em 13 de junho de 2008 - 24 Comentários

Na terra do bolsa-família, ticket gás, vale-transporte, auxílio-maternidade, auxílio-blogueiro e N outros salários indiretos que o sujeito ganha por exercer o sagrado direito de ser pobre e ter muito filho, a idéia de uma promoção populista distribuindo decodificadores de TV Digital para a população de baixa renda não soa estranha.

japinhatv Estranho é que foi no Japão.

É surpreendente, mas mesmo lá, na Tela do Sol Nascente, 75% das residências ainda NÃO acessam TV Digital. A Transição está prevista para 24/7/2011, quando puxarão a tomada das transmissões analógicas, e o Governo não quer adiar. Por isso está estudando doar para o milhão de residências vivendo com ajuda do Governo decodificadores de TV Digital.

Também há 15.8 milhões de japoneses vivendo em asilos que serão beneficiados com vouchers, dinheiro ou mesmo equipamentos gratuitos. No Japão um decodificador de TV Digital custa em média US$185,00 – O Governo quer baixar para $45,00.

O meio mais popular de acesso a TV Digital por lá é, atualmente, o celular. Além de pagar máquinas de pachinko, fazer videoconferências, emular a cápsula Beta e transformar o dono em Ultraman os celulares japoneses em sua maioria funcionam como receptores de TV, naquele formato que o Brasil conseguiu modificar para transformar em um novo PAL-M.

Os números, de apenas 25% de adoção da TV Digital são surpreendentes, mas servem de consolo para o Brasil. Vi muita gente criticando a falta de interesse dos consumidores na TV Digital lançada com tanta fanfarra pelo Governo. Gente, é assim mesmo. Produto novo raramente toma o mercado de sopetão, ainda mais atrelado a conteúdo. A TV Digital só vai estourar quando tiver conteúdo adequado ao meio, que seja diferencial. E só terá conteúdo diferenciado quando houver massa crítica de aparelhos para justificar o investimento em conteúdo exclusivo. É o cachorro correndo atrás do próprio rabo, não tem jeito.

Mesmo assim, será que a TV Digital em si é relevante? Não perca o próximo artigo.

Fonte: TechCrunch

emFotografia Telecom