Digital Drops Blog de Brinquedo

CES 2008: Asus Eee

Por em 9 de janeiro de 2008

Tive a chance de “brincar” com o Asus Eee e a Asus afirmou que o hardware será melhorado e a bateria também, já que esse PC Ultraportátil tem longevidade de bateria entre 3 e 4 horas no máximo. O gerenciamento de energia deve melhorar também e acredito que eles consigam extender o funcionamento entre 6 e 7 horas.

O Asus Eee é um companheiro para seu notebook ou desktop. Tomar notas, pequenos textos, olhar e-mails, mas não pense que irá transformá-lo em um escritório móvel. O teclado é pequeno, mas as teclas possuem um tamanho razoável para digitação por curtos períodos de tempo. Não imagino passar horas escrevendo nele, pois é preciso atenção para não cometer erros de digitação.

O touchpad dele é eficaz, mas a interface precisa ser trabalhada um pouco. Quando tentei editar uma conexão wireless, acabei optando por usar o teclado e as setas, já que o touchpad sempre retornava a lista para o começo.

Como é um produto de primeira geração, imagino que a versão 2.0 seja bastante melhorada e deve ser lançada entre o final de 2008 e começo de 2009.

Fonte: CES 2008

emIndústria

Google pretende adotar OpenID

Por em 9 de janeiro de 2008

O sistema de autenticação distribuída OpenID está ganhando suporte de peso. Ninguem menos do que o Google está em negociações para adotar o sistema em seus sites (que começou com o blogger). No mesmo grupo, a IBM e Verisign parecem estar envolvidos também. No passado, mencionamos inclusive a possibilidade da Microsoft entrar na jogada inclusive.

Já mencionamos o problema de ter um login/senha em cada site, e a dificuldade de extrair seus dados de um lugar para outro. A portabilidade de dados (em redes sociais, por exemplo) continua a ser um problema, mas resolver a autenticação em múltiplos sites através de um único sistema promete ser um bom passo em frente. Eu gosto particularmente de ter um sistema de autenticação em 2 passos, como usados por bancos, com um dispositivo que mostra um número que muda a cada 30 segundos . Pelo menos essa senha eu tenho certeza da segurança.

emIndústria

CES 2008 – Photosimile 5000

Por em 9 de janeiro de 2008

A Ortery Technologies acabou de divulgar o que eles estão chamando de a primeira máquina fotográfica para escritório. A invenção nada mais é do que uma caixa iluminada internamente com uma câmera acoplada para realizar fotos de pequenos produtos. Dentro da fotografia, as fotos de produtos ainda é uma técnica pouco dominada pelo público amador, o que oferece uma pequena margem de vantagem para os profissionais. Mas, ao que parece isso tende a mudar.

O equipamento, que já vem com a câmera inclusa, é totalmente automático. Ele é ligado ao computador e um software de controle vai guiando o usuário através de todas as etapas. Todas as opções possíveis são mostradas e você só precisa escolher aquela que se encaixa a sua necessidade. Por fim o software pede para escolher a finalidade da imagem, se é para web, mandar por e-mail ou impressão. Com isso a melhor resolução de imagem é escolhida. A câmera se movimenta dentro da caixa em um ângulo de 360º em volta do produto e realiza um arco de 90º por cima dele. Depois de escolhidas às especificações a caixa realiza todas as fotos e entrega o serviço pronto.

Outra possibilidade é produzir uma animação em 3D do produto fotografado. Essa é outra operação totalmente automatizada. Primeiro a câmera faz uma série de fotos em volta do objeto e depois no ângulo de 90º sobre o produto. É possível ao usuário escolher entre uma animação em GIF ou Flash. A Ortery Technologies define essa funcionalidade como sendo ideal para colocar em sites de divulgação.

O equipamento vai estar disponível em março de 2008 e o preço ainda não foi definido. Embora não deva custar barato vai ser uma mão na roda para quem trabalha com a divulgação de pequenos produtos. O que se vai economizar com sessões fotográficas já vai compensar a compra. 

 

photosimile5000

Fonte: Dpreview

emÁudio Vídeo Fotografia

Enquanto uns criam, outros…

Por em 9 de janeiro de 2008

Apesar de toda tecnologia adquirida durante as últimas 3 décadas, as empresas ainda conseguem inovar. Forçada por algumas circunstâncias, até a Microsoft precisou melhorar seus produtos para que o consumidor pense duas vezes (ou mais) antes de trocar o belo e eficiente MS Office 2007 pelo insosso e pesado OpenOffice.org. Enquanto isso, a comunidade de software livre passou a adotar um hábito que eles mesmos recriminavam: "Empresas criam. Programadores de Software Livre copiam!".

Pois é. Foi anunciado que o ambiente desktop Gnome terá um programa semelhante ao QuickSilver, utilizado no Mac OS X, e que se chamará GnomeDo. Assim como o QuickSilver, o GnomeDO indexa a busca de vários itens como o SpotLight, não necessariamente programas, mas também músicas, fotos e documentos para serem acessados ao comando de tuas teclas – Ctrl + SpaceBar no Mac OS X. É bonito, poderoso e eficiente, podendo inclusive mover arquivos de diferentes diretórios sem sequer abrir o Finder.

Pelos vídeos, o programa parece muito interessante, ainda mais se vier por padrão nos próximos releases do desktop Gnome. Mas, por outro lado, acredito que a comunidade Software Livre poderia voltar a criar aplicativos com idéia própria, e não ficar criando as chamadas "alternativas OpenSource" para os softwares proprietários (aparentemente não é o caso do GnomeDo). Um dia o XGL com Compiz (e depois AiGLX com Beryl) conseguiram envelhecer as interfaces existentes e criar outro modo de utilizar as área de trabalho virtuais, nativos no Xorg há tantos anos. Por que não tentar outra vez?

emAndroid e Linux Open-Source

O vídeo mais longo (e mais chato) do YouTube

Por em 9 de janeiro de 2008

Antigamente o YouTube limitava o envio de arquivos de vídeo em 100MB ou em 10 minutos, o que viesse primeiro. O objetivo da limitação era economizar algum espaço de servidor, e tentar impedir a pirataria de vídeo. Atualmente, contudo, os vídeos enviados precisam estar abaixo dos 100MB, mas alguns membros “confiáveis” do YouTube podem subir vídeos com mais de dez minutos de duração.

Assim, um tal de Charles Trippy decidiu experimentar para ver o quão longe ele poderia ir dentro dessa limitação, e postou o mais longo vídeo do YouTube.

Estamos falando de um vídeo de cerca de nove horas. O player do YouTube (acima) mostra “apenas” quatro horas e meia, mas isso se deve ao fato de o programa não estar efetivamente preparado para lidar com vídeos dessa extensão. Tente assistir a coisa toda do início ao fim e você terá passado nove horas olhando para a telinha. Pelo menos é o que o Trippy diz, e não vou ser eu quem vou querer tirar a prova dessa vez. Mesmo que não sejam as nove horas, apenas a metade, o seu feito ainda é quase inacreditável.

O que este cara fez, na verdade, pode ser feito por qualquer um que tenha permissão para enviar um vídeo de 100MB para o YouTube. Ele gravou nove horas de uma tarde sua numa webcam e então comprimiu o vídeo de forma a espremer tudo em um arquivo de tamanho próximo ao máximo. O resultado é um vídeo de baixíssima qualidade (em todos os sentidos do termo). Não só a qualidade da imagem é péssima, mas o vídeo por si só não tem nada de interessante. Ou talvez tenha, já que uma nação inteira quase pára em frente à tevê para assistir Big Brother. Imagine ficar vendo por nove horas consecutivas umas criaturas fazendo nada diante de uma câmera, e você terá entendido o espírito do vídeo.

Agora que alguém provou que é possível, será de esperar vídeo-respostas a esta “obra”, e eu fico imaginando quem conseguirá fazer o vídeo de nove horas e um minuto de duração com mais utilidade.

Via NewTeeVee, via Download Squad

emInternet Web 2.0

Keynote de Bill Gates: Segunda Era Digital Começou

Por em 9 de janeiro de 2008

O keynote do chairman da Microsoft não foi pautado por lançamentos legais como o na Panasonic, mas foi mais visionário. Ao contrário da web 2.0, que foi algo bastante forçado para definir um conjunto de serviços e tecnologias que já vinham amadurecendo e evoluindo, ele mencionou uma segunda era digital e que estamos numa fase de transição.

Mas o que seria a segunda era digital? Teremos que colocar logotipos sombreados e dançando hula em Flash ou Silverlight? Nada disso. E a CES tem apresentado protótipos que realmente irão de encontro com a segunda era digital e talvez um novo chavão para a web seja necessário, talvez Web 2.5 ou Web 3.0.

Segunto Gates, essa segunda era será marcada por alguns fatores por ser mais centralizada no usuário e onde os aplicativos irão rodar. O PC será apenas mais um equipamento computacional, junto com celulares, aparelhos de TV, pdas, notebooks, celulares e quem sabe até uma geladeira. A integração entre eles deu largos passos e quando ela desaparecer, teremos esse fator consolidado.

Depois disso, ele listou 3 pilares:

1. Alta definição em todos os lugares, ambientes 3D ricos e interativos pela web ou em equipamentos. (ou seja, banda larga de verdade é essencial)
2. Integração total da informação entre os equipamentos. Não é preciso fazer nada para que uma lista de contatos no celular seja reconhecida por um aparelho de televisão moderno, por exemplo ou o seu notebook. O usuário terá controle sobre o que compartilhar e isso será seguro. (Acredito que a segurança virá principalmente na modernização dos sistemas de biometria)
3. Interface. O teclado e o mouse são ótimos, mas não servem para muitas situações. Não serão substituídos, mas complementados por sistemas de toque múltiplo como o TabletPC, iPhone e Microsoft Surface. Teremos reconhecimento de voz avançado e fácil de configurar e usar. Sistema de reconhecimento de gestos e expressões corporarais e faciais.

A indústria de software, segundo ele, irá construir aplicativos em cima desses 3 pilares.

Achei interessante, porque um dos maiores questionamentos hoje em dia é: para que eu quero um Core 2 Duo ou um Core 2 Quad?

De fato, essa visão já é uma realidade, como um sistema de reconhecimento de gestos que tive a chance de filmar (em breve disponível). A mocinha usa a mão para controlar, pausar, acelerar ou não um filme. Nada de controle remoto, você interage com a TV e controla o filme de forma natural. Imagine o Wii Remote, sem o remote, apenas reconhecimento gestual.

Então, não houve lançamento bombástico ou legal, mas a apresentação de uma visão que começa a se tornar realidade. Mas o ponto alto foi obviamente o vídeo de despedida dele, amplamente disponível no YouTube.

Fonte: CES 2008

emIndústria

Depois da queda do HD DVD, o que sobra?

Por em 9 de janeiro de 2008

Fugita_HD_DVD_vs_Blu-ray

Como é fácil bater em cachorro morto. Com o apoio da Warner ao Blu-ray (e sinais da Paramount de apoio), a guerra dos formatos de armazenamento de vídeo de próxima geração chega ao fim. Não era sem tempo, afinal o DVD está amplamente difundido, e os consumidores estão comprando televisores de alta definição como nunca.

Mas a questão que fica é: será que um formato físico de vídeo destes é necessário? A grande ameaça são as transmissões diretas de arquivos de vídeo ao consumidor via internet. Se formos pensar na atualidade, sem dúvida ainda precisamos de um disco para transportar os vários gigabytes de dados que vídeos em alta definição necessitam. Mas as coisas podem mudar.

Hoje uma das novidades mais interessantes da CES foi mostrada por uma empresa que tem poucos fãs, mas que de fato é uma gigante nos EUA (dados financeiros): Comcast. O CEO da empresa anunciou a disponibilidade este ano do serviço de banda-larga com o padrão DOCSIS 3.0, com serviços de 100 megabit/s, com um máximo de 160 megabit/s. De repente, baixar alguns gigabytes não ficou mais tão demorado. E os serviços de vídeo sob demanda estão cada vez melhores.

Eu uso o serviço da Comcast onde moro, e uma ou duas vezes por mês assisto a algum filme (não, não aquele tipo de filme) sob demanda. Funciona bem e economiza uma ida à locadora. Vou esperar ansiosamente o DOCSIS 3.0. Sem dúvida vai alavancar a transmissão de arquivos multimídia (e torrents :-) ).

Leia também:

emÁudio Vídeo Fotografia Indústria