Digital Drops Blog de Brinquedo

D.I.Y.: Pinhole Polaroid

Por em 12 de janeiro de 2008

Pinhole é aquela “máquina fotográfica rudimentar” que dá para fazer com uma lata qualquer, tinta preta e papel fotográfico. Já a Polaroid é aquela máquina fotográfica que revela fotos quase que no mesmo instante em que elas são tiradas, muito comum em filmes americanos dos anos oitenta, mas aqui no Brasil raramente você conhece alguém que teve uma.

Pois um sujeito de nome David Kemp fez em seu Flickr um workshop sobre como fazer uma Pinhole Polaroid, ou seja, uma máquina fotográfica rudimentar que revela fotos na hora.

Uma nerdisse que dá vontade fazer. Trabalhoso, mas bacana. Pena que hoje, com a proliferação das câmeras digitais e a “consciência ambiental” (já que ele é feito com cloreto de prata, entre outras substâncias prejudiciais ao meio ambiente), está cada vez mais difícil encontrar papel fotográfico para vender.

Só quem já revelou um filme e ampliou uma fotografia pelo processo “antigo” sabe qual a sensação de ver a imagem se formando no papel. Câmeras digitais podem ser legais, mas pode demorar muito até que elas se comparem às analógicas e reproduzam o granulado que só a fotografia analógica tem.

[via Make Magazine]

emÁudio Vídeo Fotografia

CES 2008 – Notas de um viajante: Wifi ainda é caro, instável e o serviço é insatisfatório

Por em 11 de janeiro de 2008

O pessoal aqui do MeioBit pediu para dividir com os leitores um pouco da experiência do que é cobrir um evento como a CES. Uma delas é sobre o wifi: hotspots apenas nas sala de imprensa ou sala de bloggers. O hotspot não cobria todo o hotel da palestra do Bill Gates.

Eu resolvo ligar o notebook e tentar acessar do quinto andar e encontro um serviço. Pensei assim: por uns 10 dólares, até vale por algumas horas. Wifi gratuito era inexistente e o único serviço disponível apresentou uma proposta recusável: 1 dólar por minuto de acesso. Isso mesmo, vou repetir: 1 dólar por minuto ou fração. O jeito foi escrever notas offline e liberar tudo do quarto do hotel. Aliás, até mesmo pagando 13 dólares por 24 horas de acesso, ainda assim estava instável. Perdi a conexão diversas vezes. O motivo foi a sobrecarga do sistema por causa da quantidade de pessoas que a feira trás.

No aeroporto de Guarulhos, os preços eram melhores. Eu precisava comprar um cartão de acesso da Vex. O preço eram 10 reais por 2 horas de acesso. Para uma pessoa em trânsito, mofando no aeroporto, esperando o vôo da Gol atrasado, valeria à pena. Se e somente se houvesse cartão de acesso wifi sendo vendido. Na sala de embarque, não tinha. Eu teria que sair, comprar o cartão e reembarcar, pagando 70 dólares por causa disso.

Tentei comprar o cartão virtualmente, mas havia esquecido a senha. Como fazer? “Senha enviada. Verifique seu e-mail” Hã? Eu estou tentando conseguir acesso à Internet e eles mandam eu, ainda “acessoless”, verificar minha caixa de correio? Caros mamíferos da Vex, favor pegar o seu e-mail e… deixa pra lá. Comprei uma revista, depois de escrever dois posts para o MB.

emMiscelâneas

Sony irá vender MP3 na Amazon: DRM ferido de morte

Por em 11 de janeiro de 2008

A Sony BMG, o braço musical da empresa, anunciou ontem que irá vender música sem DRM, ou seja, sem proteção, na loja de música digital da Amazon.com. Ainda segundo a notícia, isso faz com que a loja tenha 4 grandes gravadoras vendendo música sem proteção.

A Sony é uma empresa escaldada com seus erros, como o escândalo do rootkit instalado no computador do usuário, e bastante viciada em proteção de propriedade intelectual e sistemas proprietários de armazenamento. São bastante tradicionais em suas políticas e ver a empresa tomar essa decisão é possível dizer que o DRM, para música, está ferido de morte.

Essa notícia vem ao encontro da carta do atual CEO da Apple, Steve Jobs, em que o mesmo afirmava que era hora de abandonar a proteção digital.

A Sony não é boazinha. É uma empresa que notou 2 coisas:
1. A Apple está poderosa demais com a dupla iTunes + iPod, controlando a forma de vender música e com preços fixos. A Amazon oferece pacotes e preços diferenciados, como a gravadora quer.
2. O DRM além de não impedir a pirataria, afetava as vendas.

O resultado é esse. Incrível ver como as mesmas gravadoras que tentaram lutar contra a evolução do MP3, tentando vender CDs, caçaram usuários P2P, implodiram o Napster, processaram consumidores, processaram provedores de internet agora abraçam a tecnologia. Se não pode lutar, junte-se a eles, sob o risco de virar pó por causa da tecnologia.

Fonte: NYTimes

emIndústria

Toshiba mostra laptops com Cell

Por em 11 de janeiro de 2008

Lembram-se que a Toshiba queria espalhar chips derivados do Cell (chamados "Spurs Engine") por todo tipo de produto de consumo? Pois é… na CES ela mostrou um laptop Qosmio com Core 2 Duo usando um desses chips como "coprocessador". Apesar de terem "apenas" quatro núcleos (contra oito do Cell original) rodando a 1,5GHz, a demonstração parece que encantou muita gente.

Num dos demos, o laptop era controlado por gestos no ar enquanto, no outro, convertia vídeos com definição VGA para 1080p. Na verdade, este último não era em tempo real, pois o sistema demorava três horas para codificar cada hora de vídeo (coisa que levaria 24h sem o Spurs Engine…).

Infelizmente, não há previsão de colocar o produto no mercado, mas faria a diversão de muita gente louca por portáteis potentes.

[via CNET]

emComputação móvel Hardware Indústria

Oi comprando a Brasil Telecom?

Por em 11 de janeiro de 2008

Notícias correm pelos jornais brasileiros de que a Oi está interessada na compra da Brasil Telecom. Segundo executivos envolvidos, ambas as empresas têm interesse no negócio de 4,8 bilhões e a compra deve ocorrer nos próximos dias.

A negociação ainda depende uma ajudinha do governo, que terá que mudar a legislação para ocorrer o negócio. Por parte governamental parece interessante esta alteração na lei para que tenhamos uma operadora de capital brasileiro, sendo o mercado, então, dividido entra a Oi/Brasil Telecom, a espanhola Telefônica e a Telmex – dona da Embratel e da Claro.

Para nós usuários finais não sei até que ponto isso é bom ou ruim. Ainda é muito cedo para afirmar qualquer coisa. Imagino que a tendência natural na maioria das fusões de empresas grandes seja redução gastos, terceirizações, o que pode significar um serviço pior ainda. O que acham?

Fonte: Baguete

emComputação móvel Indústria

Zoom óptico e fator de corte em câmeras digitais

Por em 11 de janeiro de 2008

Fazendo uma pequena análise de quatro câmeras compactas da Canon (veja no forum sobre isso) me deparei com um pequeno quadro de análise dos equipamentos e na opção de zoom ótico todas estavam marcadas com a milimetragem e de quantas vezes era esse zoom. Geralmente, as propagandas trazem apenas o número multiplicador desse zoom e não seu real valor. Por isso decidi escrever esse pequeno artigo sobre a questão do zoom ótico e de outro problema que poucos entendem que é o fator de corte em câmeras digitais. Para entender qual a diferença entre as diversas lentes temos que entender uma pequena coisa que se chama distância focal. Antes de prosseguir só gostaria de avisar aos leitores que tudo que era usado na fotografia analógica migrou e foi adotado também para o digital. Então vários conceitos citados aqui acabam funcionando plenamente somente nas situações totalmente identicas às das câmeras analógicas.

Distância focal é  a distância que a imagem se desloca por dentro da lente do centro focal até atingir o sensor fotográfico. Dependendo dessa distância a lente terá um ângulo de visão diferente. Por exemplo, uma lente com 28mm de distância focal tem um comprimento de 2,8 cm entre o centro focal da lente até a formação da imagem no sensor. O ângulo de visão de uma lente de 28 mm é bem amplo, o que chamamos de grande angular. Agora, uma lente de 300mm tem uma distância focal muito maior e, por conseqüência, um ângulo de visão muito mais fechado, o que chamamos de tele objetiva.

zoom_otico_2008-01-11

 

Então, quando se vai comprar uma câmera e estiver escrito na caixa que ela tem zoom ótico de 3x, saiba que isso não diz quase nada sobre seu comportamento. O importante é a milimetragem escrita na lente da câmera. Com essas informações você pode escolher aquela que melhor lhe servirá para seus objetivos. Por exemplo, se você quer uma câmera para fazer fotos de festas com seus amigos, o melhor é escolher uma câmera com uma boa grande angular (abaixo de 28mm). Mas, se você precisa com uma câmera com um maior zoom possível, tem que se escolher câmeras com a milimetragem alta, perto dos 300mm. O número de vezes que aparece nas caixas dos equipamentos é obtido dividindo a maior milimetragem pela menor. Uma lente 28-90mm possuí 3x de zoom ótico, mas uma de 100-200mm possui apenas 2x de zoom, mas a potência é infinitamente maior.

Claro que tudo isso funciona perfeito dessa maneira em câmeras de filmes ou que possuam sensores do tamanho do antigo fotograma de 35mm (Full Frame). Com as câmeras digitais e seus sensores menores tudo isso tem que sofrer adaptações. Quando se lê uma propaganda de DSLR, por exemplo, encontramos que o fator de corte (ou crop) da lente é de 1,5x. Ou seja, se você tem uma lente 50mm ela vai se comportar como uma 75mm na sua câmera. Mas, como isso é possível? Muitos acabam não entendendo essa relação, mas é fácil de compreender. Vamos ver uma situação prática. Imagine que você vai fazer uma fotografia com sua câmera analógica e com sua lente 50mm. A imagem é essa feita abaixo:

zoom_otico3_2008-01-11

Depois você pega a mesma lente, só que agora em uma câmera digital, e faz a mesma foto da mesma distância. Veja como o sensor menor muda o ângulo de visão da lente. Ele tem o mesmo efeito de que se tivesse dado um zoom na imagem. No final, são fotos do mesmo tamanho físico, mas com ângulos diferentes.

zoom_otico2_2008-01-11

Dessa mesma forma, quanto menor o sensor, maior será o fator de corte nas lentes. Existem vantagens e desvantagens nesse processo. A desvantagem mais sentida é para aqueles que têm uma super grande angular, que acaba perdendo sua potência por conta do corte no ângulo de visão. Mas, do lado positivo, quem gosta de tele objetivas vai ver o alcance delas multiplicado. Outro fator positivo é o ganho de nitidez na imagem, pois geralmente as lentes perdem nitidez nas bordas e essas são desprezadas pelo sensor.

Nas digitais compactas o fator de corte é ainda maior por conta do minusculo sensor que elas possuem. A Fuji Finepix S6500FD possuí um sensor de 1/1,7” (um dos maiores entre as compactas) e uma lente de 6,2-66,7mm. Por conta do tamanho do sensor essa lente se comporta como uma 28-300mm dentro do padrão 35mm. Ou seja, um fator de corte de aproximadamente 4,5x.

Só lembrando que o zoom ótico é conseguido com a junção de várias pequenas lentes. Então quanto maior o zoom, mais lentes temos no corpo da câmera, o que pode levar a perda de qualidade de imagem e pouca iluminação em fotos com zoom máximo.

Proximos Artigos:

HDR para iniciantes

White Balance

Gerenciamento de Cores

emÁudio Vídeo Fotografia

Everex Cloudbook

Por em 11 de janeiro de 2008

everex_cloudbook_CE1200V.jpgA Everex (aquela mesma, dos computadores baratinhos vendidos no Wal-Mart) não quer deixar a Asus sozinha na festa dos UMPCs para as massas e lançou um concorrente de peso (pena) do Eee: o Cloudbook.

Baseado na plataforma “Nanobook“, da VIA, ele pesa 900 gramas e vem com um processador VIA C7 de 1,2GHz, 512MB de RAM DDR2, HD de 30GB (4200rpm), tela TFT de 7” (800×600), WiFi, Ethernet, saída DVI, 2 portas USB, leitor de cartões SD, câmera de 1,3MP e uma bateria que (dizem) dura 5 horas. O sistema operacional é o gOS, versão 2.0, mas há rumores de que o Windows XP é (bem) suportado.

O preço? Deve sair por US$ 399,00 (lá, claro), a partir do dia 25 deste mês.

O hardware bate o da Asus, pelo menos até a próxima versão, levando-se em conta o HD de 30GB (contra o SSD de 8GB). Esse é um mérito da VIA, desenvolvedora do hardware de referência. Aliás, o mesmo projeto é usado pela Packard-Bell no seu Easynote XS20.

emComputação móvel Hardware Indústria