Digital Drops Blog de Brinquedo

Curtas: 13/12/06

Por em 13 de dezembro de 2006
  • Skype lança plano anual de ligações para os EUA/Canadá. Por US$14.95 o usuário poderá ligar à vontade para estes países. [via]
  • O aplicativo (gratuito) Colibri tenta trazer para o PC as facilidades do QuickSilver para o Mac.
  • Para competir como Basecamp, aplicativo online para colaboração/produtividade, está saindo do forno o Goplan. Uso o Backpack e é excelente, mas sempre é bom conferir a concorrência.
  • O Cris Dias comenta sobre o Second Life. Eu assino embaixo.
emInternet Miscelâneas Produtividade

Eu não gosto do BlogBlogs

Por em 13 de dezembro de 2006

Eu não gosto do BlogBlogs. Sério. Nas poucas vezes que passei por lá, não me foi útil em nada. Abri o site agora a pouco e queria ter pego algumas screenshots, para ilustrar a vocês do que falo. Mas algumas funções estão em manutenção. Ok, nada de errado, acontece.

Então vamos aos argumentos. Pegue o MeioBit. É um excelente site, concorda? Notícias, tecnologia, informática. Vários colunistas e 5 mil assinando os feeds. Eu queria que muito mais pessoas conhecessem o MB. Tráfego, sabendo administrar, gera muito dinheiro.

Anunciantes + cliques = $

Anunciantes + cliques + $ = :D + brindes pros leitores*

*O smile é a expressão de felicidade do Leo.

Não é só pelos brindes. Mas bem que eu podia ter ganhado aquela camiseta :( Os benefícios vão muito além disso. Conteúdo de qualidade é um atrativo para cada vez mais pessoas estarem lendo blogs. Quanto mais, melhor. Um país que pensa, que lê várias opiniões e tira suas próprias conclusões.

Outro exemplo pode ser o Cardoso, nossa Britney brasileira – em termos de fama, claro. Ele é um ótimo blogueiro. Mas quantos mais existem no Brasil? Dois? Quinze? Não sei, o BlogBlogs não me ajuda a responder essa pergunta.

Minha intenção aqui não é falar mal do site. Pelo contrário, os idealizadores, aliás, estão de parabéns pela iniciativa. Eles fizeram um trabalho excelente e cumprem o que prometem: ser o maior diretório de blogs e fotologs do Brasil.

O que venho através deste lhe dizer, é que o Brasil carece de uma forma diferente de encontrar os filés. No BlogBlogs, tem o campo Destaque. Mas creio eu que não seja uma lista esculpida pela opinião dos leitores. É isso que falta.

Qualquer voyeur chega ao nirvana só de pensar em um site com flagras, amadoras e nenhuma página redirecionando seu navegador para longe. E eu sei, José, que é só digitar algum nome profano no campo de busca. Mas, se eu tenho preguiça de procurar, imaginem a grande maioria dos usuários apressadinhos que querem tudo prontinho. Um sistema de votos, seguindo critérios de avaliação – como qualidade do conteúdo, segurança etc, faria todo o trabalho por mim, quando quisesse encontrar determinado blog.

De novo chegam os benefícios. Os leitores de todo o país teriam uma forma mais simples de encontrar um blog com o qual se identifiquem. Talvez não os melhores, mas os mais votados, os mais acessados. E os anunciantes teriam a sua disposição uma lista com os blogs de maior tráfego do país. Esta é a idéia, todo mundo acha todo mundo. E de que forma alcançaremos isto? Não sei. Quem sabe nos comentários alguém dê alguma sugestão legal.

emArtigo Blog Internet

Apoio de peso para o Firefox

Por em 13 de dezembro de 2006

Não é de hoje que o Google apoia o Firefox, mas desta vez ele se superou.

Ao invés de pequenos links e banners em sites afiliados ao AdSense (serviço de anúncios do Google), resolveu colocar um enorme banner na página inicial.

Tentei reproduzir a situação, mas mesmo com proxies americanos não foi possível, John Battelle confirma que parece ser uma produção limitada, sendo exibida aleatóriamente.

Com um banner no topo de uma das páginas mais acessadas no mundo não será de se estranhar que a evolução na fatia de mercado do Firefox, aumente ainda mais.

emOpen-Source

O consumidor espera boas experiências

Por em 13 de dezembro de 2006

Ontem lendo vários outros blogs acabei encontrando um site bastante interessante, de um indivíduo que escreve sobre “boas experiências”, chamado Mark Hurst.

Ele conta que qualquer serviço ou produto deve gerar uma boa experiência para o usuário, acabou criando uma conferência anual que reúne vários palestrantes que tratam de temas distintos, desde o fundador da Wikipedia até uma pessoa que fotografa coisas microscópicas. A conferência chama-se Good Experiences Live (GEL), e os vídeos de todas as palestras da versão 2005 do encontro estão online em sua totalidade.

Do ponto de vista do consumidor, o autor escreve anualmente um guia de presentes (PDF), e o deste ano me pareceu interessante. Ele não recomenda uma câmera digital, por exemplo, que seja top-de-linha, mas sim um modelo que tem ótimo custo/benefício e tem somente o que o consumidor médio precisa.

Ainda do mesmo autor (sim, o cara tem muitas facetas), ele tem um blog que mostra situações enviadas por visitantes em que algo está errado, desde erros em interface até placas de trânsito mal pensadas. Vale a visita: This is Broken.

E para terminar, um sistema de listas de tarefas diferente. A idéia do Gootodo é gerenciar suas tarefas a partir do e-mail, enviando por email as tarefas, e designando uma data. Na data determinada o sistema envia um email, como um recado, que fica na sua caixa de entrada. O serviço é pago (US$3/mês), mas tem muita gente que parece gostar do sistema.

emIndústria Produtividade

Tempos das válvulas: Nunca foi tão caro manter um computador novo

Por em 13 de dezembro de 2006

Quando alguém usa o termo “válvula” em informática, normalmente está associado com algo ultrapassado, ineficiente, beberrão de energia, pesado, tosco. O rádio transistorizado diminuiu o rádio de valvulas que era do tamanho de um frigobar para um aparelho portátil e hoje é embutido até em celulares.

Qual o motivo desse post? Alertar. Não é normal ter um desktop que precisa de 1000 Watts de fonte e isso está se tornando comum na Europa e na América do Norte.

Quem está acompanhando a série PCFrank, está vendo algo bastante diferente das máquinas de 5 anos atrás: dissipadores de calor enormes, ventiladores de 120mm, uso de cobre ao invés de alumínio, gabinete gigante. Os componentes são miniaturizados e construídos na escala dos nanômetros, mas tem algo faltando na fórmula. Porque meu PC pesa mais de 20 quilos e precisa de 6 ventiladores para operar? Computadores menores e mais eficientes, que desaparecem do ambiente, onde? Porque todo mundo que está comprando um desktop novo, seja PC ou Mac, reclama do calor gerado pelas máquinas?


Sabe a propaganda de modelos lindas usando notebooks no colo? Mentira! Quem usa notebook sabe o calor que faz usar um notebook por 20 minutos. Não é nada agradável, principalmente para homens, que precisam da região, digamos, ventilada. Só falta alguém inventar cooler para testículos ligado na porta USB.

Energia elétrica é cara, todos nós sabemos disso. No verão, as famílias juntam-se todas no mesmo quarto para ligar apenas um aparelho de ar condicionado. A indústria fez sua parte, melhorando o consumo nos últimos 15 anos. Um refrigerador de ar atual, faz o mesmo trabalho que um refrigerador antigo, usando bem menos energia. O mesmo pode ser dito para geladeiras e outros produtos de linha branca.

Mas os PCs parecem estar indo na direção oposta. Consomem tanto quanto um chuveiro elétrico ou mais. O governo não sabe ainda, mas a nova geração de computadores pode ser ainda mais vilã que o chuveiro ou o ferro elétrico: não apenas eles consomem mais energia para funcionar, mas gastam ainda mais para manter-se em temperaturas aceitáveis de operação. Jogar Counter-Strike Source, numa máquina comprada em 2006 com uma boa placa de vídeo, consome tanta energia quanto tomar um banho com chuveiro elétrico. Ou você acha que 1 teraflop de processamento de triângulos ia sair barato?

Os estudos do Google mostraram claramente que manter um PC pode sair mais caro que o tempo de garantia do mesmo, ou seja a cada 3-5 anos paga-se o preço de um equipamento novo, em energia elétrica. Será que chegamos no ponto onde o transístor é a válvula de 40 anos atrás? Os PCs, em breve, virão de fábrica com radiadores, vamos ter que trocar óleo a cada 1000 horas de operação e fazer revisão todos os anos.

emIndústria

Fontes 101

Por em 13 de dezembro de 2006

fonte.jpgDepois de ler os artigos do Moardib, digo, Bicalho, sobre seu novo micro, me lembrei do tempo em que gerenciava a parte de informática de uma média empresa. Montávamos nossos próprios micros, por não conseguir um fornecedor confiável a um preço justo ( claro, isso já faz tempo ). Nossa principal reclamação era sobre as fontes.

Um dos componentes mais importantes de qualquer sistema, as fontes de alimentação de PCs “desktop” costumam ser deixadas de lado por lojistas e montadores. O pensamento mais comum é de que quanto maior a potência, melhor… e isso, geralmente, leva a um de dois enganos: ou a fonte está sub-utilizada e o sujeito jogou dinheiro fora, ou é de péssima qualidade e mal consegue fornecer a metade da potência anunciada, colocando em risco o equipamento.

Para se especificar uma fonte, no mínimo deve-se levar em conta o consumo total do equipamento ( atual e com possíveis atualizações ), a sua temperatura de operação, a variação da rede elétrica local ( em frequência e tensão ), a sua vida útil e o nível de ruído aceitável. Parece simples, não? E é mesmo… só que um pouco trabalhoso.

Infelizmente, não constuma ser trivial achar o consumo total do equipamento. Nem todos os componentes são de boa procedência, vindo com suas características técnicas e dificilmente o usuário médio tem acesso a um “wattímetro”. Para se ter uma noção, há vários “calculadores” disponíveis na net, como este.

Sabendo quanto seu micro vai consumir, adicione uma margem de erro, somada a uma possível atualização. Algo em torno de 15% e você terá um número para começar a trabalhar.

Uma parte quase sempre esquecida é a temperatura de operação. Equipamentos eletrônicos funcionam melhor quanto mais frio estiverem. Portanto, a potência fornecida pela fonte cai com a elevação da temperatura. Esse é um dado que raramente um fabricante de baixa qualidade fornece. Vejam um exemplo:

fonte_temperatura.jpg

Lembrando: a temperatura de operação da fonte é sempre maior que a temperatura ambiente. Em fontes de boa qualidade, 15° a mais. Em outras, pode chegar a 20°. Esse deve ser um fator mandatório na especificação, principalmente se seu micro não ficar em uma sala com temperatura controlada. Fabricantes inescrupulosos, indicam a potência fornecida pela fonte aos 25°C… coisa rara, no verão brasileiro…

A variação da rede elétrica também deve ser considerada. Em algumas regiões do País, as flutuações chegam a 20% da tensão, em horários de pico. Se o micro for ligado a um no-break, será preciso verificar qual a flutuação da frequência de saída, também. Obviamente, a fonte deve suportar todas essas variações.

Hoje em dia, as fontes de PCs são do tipo PWM. Esse tipo de fonte, quando bem projetado e construído, aceita uma ampla variação de frequência e tensão de entrada. Infelizmente, fabricantes menos rigorosos economizam nos componentes, limitando a capacidade da fonte de reagir a essas variações. Uma dica: as melhores fontes não precisam de chave seletora 110-220V ( que deveria ser, na realidade, 127-220V ).

Outro ponto importante é a vida útil estimada do equipamento. Afinal, com o passar do tempo, os componentes se desgastam e a fonte começa a gerar mais calor, render menos e gerar mais ruído. Para um micro que será trocado em dois anos, talvez não seja necessário comprar uma fonte de qualidade tão superior… mas se você pretende viver algum tempo ao lado desse PC, o dado a procurar no manual da fonte é o MTBF ( Tempo Médio Entre Falhas, da sigla em inglês. Quanto maior, melhor ).

O último ponto que citei, o nível de ruído, parece básico mas em 99% dos casos, passa despercebido até a hora de se ligar na tomada. Esse valor é dado em decibéis ( dB ) e quanto menor, melhor. Fontes que tiverem controle automático da velocidade da ventoinha se saem melhor nesse quesito.

É claro que o assunto não se esgota por aqui, mas esse pequeno apanhado é suficiente para que o usuário comum, o entusiasta que vai montar seu próprio micro, possa sair às compras nessa selva de vendedores inexperientes e ofertas duvidosas.

Uma outra dica, que simplifica todo esse processo: fontes que vêm em caixas de papelão e que possuem manual, já se destacam da média. Procure entre essas a que mais se encaixa no seu orçamento e nas suas necessidades ( levando em conta os fatores acima ). E não se engane: boas fontes custam caro, mas não duvide: valem cada centavo.

Para concluir: fontes muito baratas nunca entregam a potência que prometem. Pense nisso ao gastar R$25,00 por uma fonte de 400W, achando que é um ótimo negócio…


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emArtigo Destaque Hardware

Gobits Reader: agregador de RSS com jeitinho brasileiro

Por em 13 de dezembro de 2006

Está sendo lançado um agregador de RSS online que é desenvolvido por brasileiros. A interface é bastante limpa, e os mesmos desenvolvedores estão desenvolvendo outros aplicativos, como um agregador de email e um serviço de armazenamento de arquivos online.


Interessado ? Você já pode conferir o Gobits Reader. [via Cesar Cardoso]

Update: O Bruno Torres postou suas opiniões sobre o agregador.

emInternet