Digital Drops Blog de Brinquedo

Sede de Dinheiro na AMD

Por em 16 de agosto de 2007

A AMD parece estar cada dia mais sedenta por dinheiro.

Depois de ter anunciado em abril deste ano títulos para levantar 2,2 milhões de dólares – na época pagando 42,12 dólares por quota quando suas ações no mercado estavam a 14 dólares cada – agora a empresa intensificou a situação: semana passada anunciou a oferta de mais quotas, desta vez a 20,13 dólares a quota (quando as ações estavam a $ 13,42) para arrecadar mais 1,5 bilhão de dólares.

A justificativa é para pagar parte de um empréstimo feito pelo banco Morgan Stanley no final de 2006, quando obteve 5,4 bilhões para comprar a ATI Technologies.

Vale mencionar que a maioria das empresas americanas faz esse tipo de oferta no mercado financeiro _ é assim que se aumenta o nível de investimento no país do Tio Sam _ mas uma empresa fazer tais ofertas duas vezes no mesmo ano é um tanto estranho e chama a atenção, uma vez que o balanço semestral passado teve um prejuízo de 600 milhões.

Enquanto isso, a Intel mostrou um lucro líquido de 1,3 bilhão de dólares no mesmo período.

Fonte: Daily Tech

emIndústria Miscelâneas

MiniCD nos iMacs

Por em 16 de agosto de 2007

Ontem ganhei um miniCD e, de repente, surgiu uma dúvida a respeito de como se comporta a bandeja (?) dos Macs em relação a este tipo de mídia.

Testei o miniCD no G3. Ele puxou a mídia e leu tranquilamente. Veja a entrada de CDs de um iMac G3:

No PowerMac G4, que tem uma bandeja normal, ele também leu normalmente, como faria num PC qualquer.

Até aí tudo bem. O problema foi quando tentei testá-lo no iMac G5. Ele não puxou o miniCD como esperava que ele fizesse – conforme aconteceu no G3. Simplesmente não foi.

A pergunta é: Steve Jobs resolveu matar o miniCD como matou o disquete e o monitor CRT?

emApple e Mac

É possível ter uma câmera digital sem um computador?

Por em 15 de agosto de 2007

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O MeioBit já publicou uma pesquisa sobre revelação digital, mas todas as iniciativas que veja de popularização de máquinas digitais sempre colocam o computador no meio. Será mesmo necessário?

A fotografia convencional está morrendo rapidamente no meio amador, mas poderia ir embora mais rápido, o que seria bom até para o meio ambiente, diminuindo o uso de toneladas de líquidos tóxicos necessários à revelação de filmes. Uma rápida pesquisa mostra que não é necessário, de forma alguma, ter um computador para aproveitar a fotografia digital.

O pessoal que anuncia aquelas câmeras vagabas nos programas de TV vende a idéia de que a própria câmera pode ser usada para visualizar as fotos, mas o que querem mesmo é que o desavisado pense que o cartão de memória é igual a filme, e quando enche ele precisa de outro. Não deixe que ninguém caia nessa.

Então, como fazer com que seus pais finalmente adotem a tecnologia digital e suas vantagens? Vamos evangelizar um pouco.

1 – a câmera

A maioria das câmeras digitais é muito simples de usar. Em minha experiência as melhores interfaces são da Casio e da Sony. É possível achar equipamentos com menus em português, e a escolha entre foto e filme se resume a girar uma rodinha. Em menos de uma hora um leigo pode aprender todo o básico, e você não terá que explicar detalhes de sincronização, importação, etc. Os bons equipamentos podem ser totalmente automáticos ou totalmente manuais. Use isso para estimular a curiosidade, mostre que a máquina pode fazer muito mais que a antiga, ou pode ser usada no melhor estilo “aponte e dispare”, sem preocupações de avançar o filme, ou – a maior vantagem- estar limitado a 12/24/36 poses.

2 – a revelação

O termo revelação é um daqueles que se tornaram inexatos, mas ficou. Navios com turbinas a gás falam “a todo vapor”, então fiquemos com ele. No nosso caso, você pode acompanhar quem você estiver evangelizando até uma loja, aposto que seu pupilo ficará impressionado em ver as fotos na tela do computador, podendo escolher corte, quem irá ou não irá ser revelado, etc. Ensine a solicitar junto com as cópias impressas, que o conteúdo do cartão de memória seja copiado para um CD. Aliás, peça duas cópias.

Explique que você pode copiar as fotos para o CD, mas não é obrigado a imprimir cada uma delas. Apele para o bolso, sempre funciona.

3 – exibindo

Muito provavelmente já existe na casa de quem você está evangelizando um aparelho capaz de exibir as fotos do CD, chama-se DVD Player. De uns 3 anos pra cá quase todo aparelho decente (e curiosamente TODOS os indecentes) exibem imagens em JPEG. Na primeira reunião familiar, onde todos puderem ver ao mesmo tempo as fotos na TV, ao invés daquele ritual clássico de ficar passando álbuns de mão em mão, vários vão considerar a idéia de comprar uma câmera digital.

4 – prevenindo problemas

Não adianta, seu entusiasmo não irá passar por mágica, por mais que você tente vender o peixe. Quem não tem computador em casa provavelmente desconfia de tecnologia. Ao tentar converter alguém assim para o Maravilhoso Mundo da Fotografia Digital, irão achar todos os defeitos que existem e mais alguns inexistentes. Portanto, avise seu catequizado dos problemas:

  • Baterias acabam. Algumas duram bastante, outras menos. Nem toda câmera usa pilhas, então deve-se manter o carregador por perto, e verificar o estado da bateria antes de sair para um dia de fotos.
  • Cartões de memória são bons mas não são mágicos. Os cartões de 32MB que vêm nas máquinas são ridículos. Invista em um de 1GB, ou 2GB logo. Um filme de 36 poses custa R$9,90. Um cartão SD de 1GB que vai comportar muito mais que isso custa R$39,00.
  • Fotos devem ser apagadas depois de gravadas em CD. Esquecer de apagar as fotos e depois reclamar que a máquina diz que “a memória está cheia” é mais comum do que você imagina.

Principalmente, explique que não existe almoço grátis. Não caiam naquele golpe de “1200 fotos em um cartão”, explique o conceito de resolução, mostre como fica impressa uma foto em 640×480 e ensine a não economizar na hora de configurar o tamanho da imagem. Ensine a usar sempre o máximo, cartão é barato. Poder ampliar uma foto até o tamanho de um pôster e manter a qualidade, não tem preço.


emÁudio Vídeo Fotografia

Ameaças Online: 58% dos americanos nem sabem que elas existem

Por em 15 de agosto de 2007

Uma pesquisa patrocinada pela Microsoft descobriu que pelo menos 17% dos adultos americanos já caíram em algum golpe online, seja esquemas de roubo de senhas, “cartões do amor”, spywares e similares.

81% das vítimas admite que foram enganados por emails com logomarcas famosas e aparência de oficial.

De todos os entrevistados, 58% sequer tinha conhecimento da existência desse tipo de golpe.

Tenho uma conhecida que está brigando com um leitor de seu blog, o sujeito quer que ela traduza um email sobre um “prêmio de US$100.000,00 de uma loteria”, que a mulher do cara recebeu, e por mais que ela diga que é golpe, o cidadão insiste.

As pessoas preferem acreditar, seja em alguém com um terno bonito na televisão, seja em um email dizendo que está no SERASA e pode perder o título eleitoral. Agora mesmo está rodando pelos tubos da Internet um email do Criança Esperança falando de uma doação de R$400,00 que teria sido feita em seu nome. Muita gente deve estar clicando também.

A recomendação da Microsoft (além do normal, manter antivirus atualizado, etc) é “Pense primeiro, clique depois”.

Com 58% da população não pensando, deveria ser “prove que pensa primeiro, ganhe direito de ter um computador depois”.

A segurança que os sistemas operacionais podem oferecer é limitada. Não existe NENHUM software conhecido pelo Homem que impeça um estelionatário de mandar um email bem-construído, que ao invés de um cavalo de tróia leve para uma página “legítima” simulando a interface de um banco ou do Gmail. Os usuários estão dispostos a fornecer qualquer informação solicitada. E se mais da metade dessa gente não sabe nem que há um exército de bandidos à espreita, fica complicado protegê-los de si mesmos.

Enquanto isso mal ou bem as autoridades tentam correr atrás, seja no Brasil, onde toda hora a Polícia Federal prende uma quadrilha de estelionatários, seja por exemplo na Nigéria, lar do famoso golpe “sou filho do ex-ministro do petróleo, tenho US$500 milhões e preciso de sua ajuda para tirá-los do país”, que se tornou uma instituição. Há literalmente milhares de Nigerianos vivendo desse golpe, que termina desde em roubos de identidade até em assassinatos e sequestros.

Vejam no vídeo abaixo uma batida da ECCC (Economy and Finance Crime Commission) da Nigéria, invadindo um Cybercafé, encontrando de listas de emails até uma cópia do site da ECCC hospedado no exterior e usado para golpes. No final a situação fica tensa, e os policiais saem do local tomando tiro.

Como última nota, a triste constatação de que cybercafés na Nigéria têm monitores de cristal líquido, enquanto no Brasil…

link para o vídeo

Fonte: Ars technica, Alibaba.com

emSegurança

Relacionamentos online: Tem gente que não aprende

Por em 15 de agosto de 2007

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A ingenuidade humana é algo impressionante. Experimente: Entre em uma sala de bate-papo e diga: “Para ver as mensagens privativas, aperte ALT+F4″. Metade dos membros vão se desconectar por medo, a outra metade por ter fechado a janela achando que iam ver alguma coisa.

A Internet é um excelente meio de comunicação, e como tal serve para se encontrar a cara metade, ou só a metade que é cara mas consegue-se um descontinho. O que não dá é assumir que uma série de letrinhas em uma tela e uma foto escaneada de revista provam que aquela linda ninfetinha te dando bola é de verdade.

Se você está falando com alguém de sua cidade, ou próxima, beleza, marque um encontro e pronto. Se for alguém morando mais distante, e o “relacionamento” (enquanto não for ao vivo não dá pra tirar as aspas) se mostrar promissor, marque uma visita a uma cidade que fique a meio-caminho dos dois. De preferência um lugar onde você possa se divertir sozinho, se sua “amiga” não aparecer.

Ser racional em relacionamentos é complicado, mas no início, ainda mais em relacionamentos online, é essencial, do contrário você aparecerá pagando mico na mídia internacional, como este idiota da Austrália, que com 56 anos nas costas conseguiu se apaixonar por uma Africana, foi parar em Mali, um país cujo PIB é pago em vale-transporte, foi sequestrado, espancado e preso por bandidos por duas semanas. Ou este mané aqui que gastou US$1200,00 pra ir de Hong-Kong até Taiwan encontrar sua amada e descobriu que ela era homem. Pior, o sujeito entrou na Justiça pedindo o ressarcimento do dinheiro gasto. E perdeu.

emInternet

Vista portado para o Super Nintendo

Por em 15 de agosto de 2007

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Quando vi essa preciosidade me lembrei daquela mania do pessoal portar Linux pra tudo que é equipamento, incluindo relógios, torradeiras e vibradores programáveis. (não confirmei este último, por puro medo de ser verdade). Mesmo alguns desenvolvedores mais “sérios” reclamam, mas o espírito hacker justifica esses experimentos. “pra ver se podia ser feito”. É legal, não importa que apareça gente dizendo que é inútil.

Vejam por exemplo o pessoal acima. Pegaram uma caixa de Super Nintendo, um PC basicão de US$189,99 na NewEgg (basicão pra , o processador é um Intel Core Duo) e adaptaram. Fizeram até um adesivo no cartucho para dar o ar de software “original” de Nintendo.

É o casemod mais bonito do mundo? Não, o mais bonito é o do Doom 3. Mas deve ter sido divertido, e bem melhor do que o gabinete vagabundo e sem-graça que uso pro meu PC.

PS: OK, a rigor o título é inexato, mas rodo o Vista em um AMD Sempron +2600 com 1,5GB de RAM e uma GeForce 6500 altamente questionável, o hardware mais barato que consegui montar (originalmente com 512MB mas aí era forçar a amizade) então pro Super Nintendo não há muita diferença…

Fonte: Technabob

emHardware

Campanhas e contra-campanhas

Por em 15 de agosto de 2007

Todo mundo que se expõe publicamente de alguma forma está sujeito a críticas. Normalíssimo, seres humanos julgam e rotulam absolutamente tudo, e geralmente levam para o lado pessoal. Quando estes mesmos seres humanos não possuem senso de humor e – vou levar pedrada agora – capacidade para interpretar ironias, a situação piora e emissor tem duas saídas: ou ele se atém às críticas e fica tentando agradar a grande massa de espectadores, ou dá risada com cada comentário que se ofende com suas criações e continua do jeito que sempre foi, e será conhecido como “causador”.

Pois bem, uma empresa de servidores foi altamente criticada por conta de uma campanha publicitária cujo texto, acompanhado de uma foto de uma modelo de grandes lábios vermelhos, diz “Don’t feel bad, our servers won’t go down on you either” – algo como “não se sinta mal, nossos servidores não vão ‘ficar caidinhos’ por você”, numa tradução bem-comportada, porque o trocadilho só faz sentido em inglês. Obviamente, o anúncio gerou furor entre as feministas e pessoas sem senso de humor que se ofendem com mulheres peladas em propagandas de cerveja. Mais ou menos o que aconteceu na campanha do Estadão.

Se ofender por isso é como se ofender quando alguém diz “meu sistema operacional é melhor que o seu”, e ainda reclamar porque o outro só falou isso pra provocar uma flamewar. Bobagem, e das grandes.

Fonte: Fake Steve

emMiscelâneas