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Dizer que fazer ciência no Brasil é um sacerdócio no mínimo é um exagero. Sacerdotes em geral (ao menos os novatos) acreditam que sua vida de sofrimento é transitória, e que um dia estarão em um lugar melhor. Sem contar que no Brasil sacerdotes sequer precisar ter suas idéias aprovadas pelos pares, viva o sincretismo!
Por isso qualquer iniciativa minimamente racional em prol da Ciência é bem-vinda.
Como o portal Zappiens, iniciativa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (sim, ele ainda existe. Não, não há provas de que seja comandado pelo Belchior). Ainda em sua infância, o portal ainda traz conteúdo acadêmico acadêmico, mas se bem alimentado pelas instituições pode virar algo interessante.
Agora, as críticas:
Em tempos de redes sociais, onde o conteúdo é rei mas quem comenta é rainha (tudo fruta!) um portal com pouca ou nenhuma capacidade de interação é um retrocesso. O Zappiens parece algo saído de 1998 (que é onde a maioria dos Especialista em Internet da Academia vivem). Enquanto o Flash já está com os dias contatos, eles ainda usam Windows Media 9.
Seria muito melhor, mais barato e mais eficiente se criassem um canal no YouTube, mas pelo visto a mania brasileira de reinventar a roda continua firme e forte.
Como eu não sou do babado, desconheço a maioria das gírias, mas se alguém me disser que andar com um monte de plugs nas costas é uma obscura, sutil, quase subliminar atitude GLSBBBT (thanks Katylene) eu não duvidaria.
Duvido é que alguém consiga comentar essa camiseta, que custa US$18,00 sem passar por todas as piadas óbvias.
Eu não consegui.
Fonte:Ubber Review
Conforme anunciado e prometido pela Nokia o Symbian, sistema operacional mobile mais usado no mundo, com 330 milhões de instalações está sendo disponibilizado pela primeira vez como uma aplicação FOSS – Free Open Source Software. A iniciativa começou quando os vários direitos de uso espalhados foram adquiridos e reunidos sob a Symbian Foundation, que consolidou o código-fonte e hoje o está disponibilizando.
A idéia parece ser aproveitar o hype em cima do Open Source (mais suas qualidades reais) e conseguir que a comunidade se dedique mais e mais ao Symbian. É louvável, mas a grande verdade é que o Symbian está datado. o SDK é um terror, não há nenhum ambiente de desenvolvimento como o XCode ou o Visual Studio (ok, Eclipse +756 plugins) e a distribuição de aplicações é um terror. Basicamente nem as aplicações da Nokia são reconhecidas como seguras, pelo gerenciador de certificados.
Só que a Nokia não tem para onde correr. A base instalada é grande demais, e não se troca de sistema operacional de telefone como se troca de um PC. Quem nasceu com Symbian morrerá com Symbian. Mas não tão cedo. Evitar que esse pessoal migre para o iPhone ou –horror!- para o Android demanda um Symbian moderno, bonito e com cara de –sejamos realistas- iPhone.
A Comunidade se disporá a esse tipo de trabalho?
O Symbian tem a capacidade de gerar uma fidelidade canina em seus seguidores. Eu defendo que Symbian é o caminho a verdade a luz e a vida. Não ganha nenhum concurso de beleza, nem de agilidade, mas é um pé de boi que nunca vai te deixar na mão. Se tivesse tempo até me envolveria no projeto, para vocês verem o quando nós fãs viramos biatch do Symbian.
Será o suficiente? A Nokia conseguirá deter a queda de sua participação no mercado de smartphones? Sinceramente, não sei. A menos que surjam com algo radicalmente novo (mas ainda Symbian), sinto que será uma batalha perdida.
PS: PARECE que o tal Symbian Countdown, aquele site que foi assunto de um post no MeioBIt, se refere ao lançamento da versão FOSS do Symbian.
Fonte: Wired
Pode ser exagero dizer que o Japão vive 250 anos no futuro, mas algumas décadas com certeza. Por isso aparelhos como o iPhone, sonho de consumo entre nós, demônios ocidentais, não fazem sucesso na Terra do Sol Nascente. visto que os telefones japoneses tem até detectores de tentáculos. Ou, no caso dos masculinos, tentáculos.
Por isso não é surpresa que eles já estejam entrando na 4a Geração de Comunicação Celular. Os números são promissores, mesmo descontando o incremento do marketing. São coisa de pelo menos 100MBits/s para dispositivos de alta mobilidade e 1GBit/s para dispositivos estacionários.
Existem dois padrões competindo pela especificação 4G, um é um 3GPP LTE (adotado no Japão) e o IEEE 802.16m, uma evolução do WIMAX, aquele padrão que é uma espécie de Opera da comunicação sem fio. Os dois foram submetidos ao órgão responsável em Setembro do ano passado, portanto ainda é bem cedo pra sonhar com implementações.
Mesmo o Japão já anunciou que o futuro lá só começa em Dezembro de 2010, via implementação da DoCoMo, a maior operadora de telefonia móvel do país.
Para isso, claro, é preciso aparelhos. Aí que entra o LD100, que não é um celular, mas um modem 4G. Acabou de ser certificado pelo Ministério das Comunicações do Japão.
Até aí nada, exceto que é o primeiro aparelho a conseguir o certificado, e a LG não é japonesa, e sim Coreana.
Neste momento muita gente nas empresas de ponta japonesas está pedindo desculpas, tentando se justificar e pensando seriamente em cometer seppuku. Do jeito que o Japão é orgulhoso, ser passado para trás por uma empresa coreana (não exatamente a nação mais amada pelos japas) é humilhação.
Fonte: MobileCrunch
Desde que foi lançado o primeiro iPhone, uma briga acontece entre Adobe e Apple. O motivo, já exautivamente debatido, é o fato de a empresa da maçã não liberar o Flash Player em seus iPhones e iPods. Cansada de levar desculpas esfarrapadas na cara, a Adobe já anunciou que a próxima versão de sua Creative Suite terá um empacotador para iPhone, está com o Flash Player pronto há anos esperando apenas a aprovação de Steve Jobs, e sempre que pode toca no assunto.
Há alguns dias, Adrian Ludwig postou em um dos blogs da Adobe um texto a respeito dessa briga. Tentando por um fim à boataria que ronda este caso, o artigo de Ludwig esclarece alguns pontos a respeito dos quais muita gente já especulou sobre quais seriam os motivos de a Apple desprezar tanto o Flash Player. Entre eles, pagamento de royalties, performance e o tão hypado HTML5 são destrinchados em poucas palavras, levando a crer que, tecnologicamente, o pessoal do Loop Infinito não tem desculpa nenhuma para impedir que o Flash rode em suas traquitanas. Ele também dá exemplos de outras tecnologias que a Apple não permite, como Java, .net, Python, Ruby e Perl, além da instalação de aplicativos de terceiros.
Nos seis parágrafos que encerram o texto de Ludwig, ele discorre sobre a importância das tecnologias abertas a desenvolvedores, e do quanto a inovação tecnológica é estimulada quando se permite explorar o potencial dessas plataformas.
Ontem a Fuji tornou oficial o boato da Finepix HS10 e junto com ela mais uma grande quantidade de outras câmeras compactas. Porém, uma pequena característica me deixou muito decepcionado. A câmera, assim como outras compactas com grande distância focal do mercado, se utiliza de um sensor pequeno de 1/2.3 polegadas. Mas, sem ver a qualidade da imagem gerada não tem como afirmar se isso será um problema para o equipamento. A dúvida fica por conta de ser uma nova tecnologia de sensor e não o Super CCD que já conhecemos. O que temos aqui é um sensor CMOS retroiluminado. Estou ansioso para ver o desempenho dessa nova tecnologia da Fuji, já que a empresa tem uma grande tradição no desenvolvimento de sensores de qualidade.
A câmera possui 10 megapixels de resolução máxima, capacidade de fazer filmes em alta definição com 1920x1080 pixels com 30 fotogramas por segundo, sapata hot shoe para flash externo, faz 10 fotos por segundo no modo contínuo usando a resolução máxima e é equipada com um visor LCD de 3 polegadas. Porém, a característica mais alardeada dessa nova câmera é a lente Fujinon com distância focal de 24-720mm (equivalente no formato 35mm). Além da distância focal, temos um diafragma com abertura compreendida entre f/2,8-5,6. Bom notar que a câmera tem uma ótima grande angular, coisa que vem se tornando comum em câmeras digitais compactas, a possibilidade de foco manual e o zoom mecânico que economiza bateria da câmera. Para finalizar, podemos dizer que a câmera também vai capturar arquivos em RAW e possui sistema triplo de estabilização de imagem, porém todos eletrônicos. Está na hora da Fuji desenvolver seu sistema mecânico de estabilização de imagem e também um sistema TTL de flash externo para suas câmeras.
A Igreja Batista de Westboro é uma daquelas coisas que fazem a maioria dos americanos lamentar a Liberdade de Expressão. Eles são compostos de uma família, menos de 20 pessoas, comandadas por um louco chamado Fred Phelps. Eles sozinhos causam mais mal ao cristianismo organizado do que todos os escândalos envolvendo padres pedófilos.
Para situar, eles são o grupo que invade funerais de soldados, desfiles de moda e outros eventos de mídia com aqueles cartazes “Deus Odeia Bichas”, “Você Vai Para o Inferno”, “Obama == Satã”. Eles odeiam judeus, muçulmanos, católicos, outros protestantes, pentecostais e a você. Não, não sei de onde vem o “Batista” do nome deles mas estão longe, muito longe da igreja batista tradicional, uma das mais tolerantes entre as protestantes.
O alvo da semana da IBW foi… o Twitter. Anunciaram um protesto em frente à sede da empresa, pois eles acham que o pessoal que comanda o Twitter deveria usar a ferramenta para alertar o povo, avisando que todos estão condenados ao fogo do Inferno.
Problema é que além do filme da Igreja já estar mais que queimado (é comum gente passar por eles, de carro e jogar sacos com urina) e o protesto ser especialmente idiota, a sede do Twitter é em São Francisco, uma das cidades mais liberais dos EUA, tolerante até não poder mais com os mais variados estilos de vida.
O resultado é que dezenas de usuários fizeram um contra-protesto, fazendo o que trolls como o pessoal da Igreja Batista de Westboro mais odeia: Não os levando a sério.
Surgiram vários cartazes, o pessoal soltou a imaginação, para desespero dos manifestantes “legítimos”:
No final das contas a manifestação durou meia-hora, foi o tempo de ficarem pês da vida com a atenção sendo roubada pelo pessoal zoando. Os membros da igreja juntaram seus cartazes odiosos, enfiaram a viola no saco e voltaram para o Texas.
Ironicamente Megan, uma das filhas de Fred Phelps, tem conta no Twitter.
Fonte e mais cartazes neste link.