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Por Mari-Jô Zilveti

Os americanos do norte passam cerca de três horas diárias navegando na rede pelos seus celulares, precisamente, 2,7 horas. É o que diz estudo realizado pela Ruder Finn. O site é bacaninha e vale a pena passar o mouse em vários itens para esquadrinhar quais segmentos são mais ou menos usados pelo consumidor dos EUA dotado de telefone móvel com acesso à internet.

Um ponto chave: a maioria deles (91%) entra na web para fazer um social, comparado aos 79% usuários tradicionais da internet. Mais: dos que fazem parte de comunidades, 47% usam redes sociais, 45% postam comentários nessas redes e 43% se conectam a outras pessoas pelas redes sociais.

Vale notar que do povo que adota as redes sociais, 35% comentam fotos em serviços do tipo Flickr e Picasa e 33% postam fotos nos ciberálbuns.

No quesito compartilhar informações, alguns dados relevantes: Dos 88% que dividem o que veem, 38% encaminham fotos, 32% linkam sites com amigos e familiares e 28% mandam adiante links de artigos, sem esquecer que 27% dividem documentos, apresentações e imagens com intuito profissional.

A metodologia do estudo é atualizada, segundo o site, trimestralmente. A cada período, colhem-se informações de uma amostra de no mínimo 500 cidadãos adultos com mais de 18 anos.

A pesquisa indagou aos entrevistados com que frequência eles usam seus celulares para acessar a rede em 295 itens. Os resultados revelam que o impulso é o fator principal que os leva a esse comportamento.


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Desde o anúncio do Google Buzz com transmissão ao vivo, eis o assunto da hora, do dia, da semana. Barulho não faltará por um bom tempo. Confesso que entrei esbaforida no serviço e fiquei deslumbrada. Passado o êxtase, me indaguei se não era mais uma rede social para roubar o tempo. Depois achei que era o caso de testá-lo comme il faut, no celular, afinal foi feito um estadardalhaço sobre seu uso para quem transita com seu aparelho conectado na web.

Sofri um tantinho para entender que o Galaxy Samsung, um dos primeiros aparelhos a vir com Android, não pode usar o tal do Google Buzz.

Motivo simples: o novo produto só funciona na versão 2.0 do sistema operacional do Google, leia-se Motorola Milestone, HTC Magic e Nexus One, e em iPhones. A culpa é de quem, perguntariam minhas filhas? No oráculo do século 21, uma possível resposta: somente quando os coreanos da Samsung atualizarem o firmware, pobres mortais donos de Galaxy Samsung poderão fazer buzzzzz em seus telefones.

Assim que pude resgatar o iPhone deixado em casa, pois o dia todo estivera com o tal Galaxy e o N97 nas mãos, lá fui abrir o kit Google. Ao entrar em minha conta de Gmail, apareceu o balãozinho colorido automaticamente.

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O grande atrativo do Buzz no celular é poder se beneficiar dos serviços que ele oferece de localização. Antes de fazer o primeiro comentário, lá vem a pergunta se você autoriza tornar público o seu local. É bom avisar que o Google Maps + iPhone funcionam por triangulação, ou seja, além do GPS, há também o contato com a operadora aos satélites. Isso ocasiona uma margem de erro não muito interessante, com falha na precisão de até 700 metros, algo impensável para quem quer o local exato e conseguir rotas do lugar onde se encontra.

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Mas você vai lá e aceita o local mais próximo ao seu. No Buzz, pressione o botão Nearby para checar o que seus amigos dizem. Enquanto isso, vai surgir na tela um aviso de quem o segue. Abra-a e decida se vai atrás desses novos contatos.

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O serviço vai carregar a sua lista de amigos e mostrar do lado esquerdo um ícone escrito Layers, as famosas camadas.

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No Layers, você encontra as opções Satellite, Traffic, Latitude e Buzz. Acione uma por uma para ter uma ideia do que acontece com a tela do seu iPhone.

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Em Latitude, você cai na tela dos seus amigos conectados nesse programa. Se eles estão há dias sem atualizar seus locais, perde a graça. Daí é preciso clicar em Map novamente e nos balões.

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Ao acioná-los, dá para ler o que os “buzzeiros” de plantão estão postando. Eu diria que o novo brinquedinho vale a pena para quem quer dicas ou simplesmente ler o que se diz por aí.

No computador, ele exerce uma função diferente: serve mais para postar vídeos, fotos e textos mais longos. No celular, ele é ideal para xeretar o que rola perto ou longe de você. Basta definir suas vontades de voyeur. Afinal Janela Indiscreta, filmada por Alfred Hitchcock, não fica a dever em nada ao burburinho que o Buzz vai causar por aí.


2.25

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Por Mari-Jô Zilveti

Com crise ou sem, o páreo é duro na indústria de telefonia móvel, e o fabricantes exibem sem temor algum suas garras nessa contenda pelo consumidor. A Nokia encerrou o último trimestre de 2009 com 126,9 milhões de unidades vendidas. Foi o melhor trimestre comparado aos do mesmo período em 2008 e 2007. Esse resultado deve-se a um maior número de modelos de smartphones. É bom avisar que a performance da empresa ao longo de 2009 não foi das melhores, com redução no número de telefones.

No último dia de janeiro, a Nokia divulgou seus resultados de faturamento: 11,98 bilhões de euros no último trimestre de 2009 e 40,98 bilhões em 12 meses. Essas cifras podem surpreender o leitor pelo volume, mas, em 2008, a receita da líder número um foi bem melhor. No quarto trimesetre,  o faturamento foi de 12,66 bilhões de euros. Fazendo as contas, houve uma redução de 5,3% na receita de outubro a dezembro últimos.

 

Ao comparar as receitas anuais entre 2008 e 2009, a diferença é maior ainda, pois a Nokia encerrou o ano retrasado com um faturamento de 50,72 bilhões de euros. Noves fora, isso representa uma queda de 19,2% nos cofres da empresa finlandesa.

A número dois é a Samsung, que colocou nas mãos do consumidor em todo o mundo 68,8 milhões de aparelhos de outrubro da dezembro passados. A estrela que chamou a atenção do usuário de mercados consolidados foi o Omnia2, com touchscreen e aplicativos para acesso rápido a redes sociais. A linha de smartphones da sul-coreana deu bons resultados, porém a deixou ainda bem longe da líder Nokia.

A LG ocupou o terceiro posto, quebrando recorde de vendas e alcançou a marca de 33,9 milhões de celulares vendidos no mesmo período

A Sony Ericsson continua mal das pernas, com queda consecutiva durante seis trimestres, com 14,6 milhões de aparelhos. Modelos como o Satio e o Aino ajudaram a impulsionar as vendas.

A quinta no ranking, a Motorola, fechou 12 trimestres seguidos de quedas em vendas, com perdas de US$ 132 milhões. Essa cifra representa uma redução de 80% das vendas em relação ao período de outubro a dezembro de 2008. O resultado só não foi pior porque a empresa vem apostando no novo sistema do Google, o Android, responsável por 2 milhões de aparelhos em todo o mundo.

Fonte: Cellular News


3

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Por Mari-Jô Zilveti

E la nave va. Depois de amargar cinco trimestres consecutivos de retração, as vendas de outubro a dezembro de 2009 aliviaram os fabricantes de celulares. Em todo o mundo, registrou-se uma alta de 11,3% em vendas, segundo o Worldwide Mobile Phone Tracker do instituto IDC. Em  unidades que chegaram às mãos do consumidor, essa cifra equivale a 325,3 milhões. No último trimestre de 2008, as vendas chegaram a 292,4 milhões de telefones.

Em 2009, foram comercializados 1,13 bilhão de aparelhos. No ano anterior, o mercado despejou 1,19 bilhão de celulares, ou seja, em relação a 2008, houve um decréscimo de 5,2%.

Os mercados responsáveis por esse crescimento foram os Estados Unidos e o sudeste asiático. Na opinião dos analistas de mercado do IDC, a grande oferta de modelos com acesso à internet, os smartphones, incrementou a demanda. Isso significa que aparelhos com mais recursos levaram as operadoras a apostar em novas estratégias de marketing para atrair uma clientela que não quer apenas falar ao telefone. Para o IDC, esse mercado de telefones com acesso à internet, ampliando o uso de redes sociais, cresceu 30%. A expectativa é que esse segmento de dispositivos crescerá ainda mais, e os preços devem cair em 2010 e nos próximos anos.

Vale lembrar que 2009 foi um período de retração devido à crise econômica, e o segmento de telefonia móvel sentiu na pele com sensíveis quedas nas vendas. Os analistas do IDC acreditam que a mescla de recuperação da economia e de maior demanda por novos aparelho criará boas condições para aumentar as vendas em mercados consolidados e emergentes ao longo de 2010. Os fabricantes devem contribuir com a ampliação de portfólios, elevando o interesse em modelos com telas sensíveis ao toque, mensagens e recursos para a internet.

Fonte: Worldwide Mobile Phone Tracker IDC


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Por Mari-Jô Zilveti

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Responda quantas vezes você já se irritou por levar tanto tempo para obter uma informação tão banal quanto o seu saldo bancário? Se estiver diante da tela do computador, haja paciência para passar por tantas etapas, dependendo da instituição financeira, são duas ou três senhas. Em um ATM, você está sujeito aos caprichos do sistema que, ora cai, ora está é lerdo. Ao optar por telefonar, também terá de digitar e torcer para que não tenha errado ao pressionar uma tecla, caso contrário, vai ter de começar tudo outra vez. E você sempre vai ouvir a mesma cantilena: é tudo para proporcionar mais segurança ao cliente. Tá bom! E eu acredito em duende, gnomos e fadas!

Ao lançar o Bradesco  Dia & Noite para iPhone, toda essa parafernália de passos, que incluem digitar senha de quatro números, carregar cartão com outra senha de três dígitos, que muda a cada três ou quatro meses, usar teclado virtual no computador e lembrar da frase secreta, foi para o espaço.


4.6

As operadoras adoram alardear seus números brutos, os desenvolvedores adoram utilizar esses números para convencer seus investidores e a mídia adora publicar valores grandiosos para impressionar o público.

Assim vemos iPhones, que representam bem menos de 1% dos celulares vendidos ganhando muito mais destaque que Nokia pés-de-boi que salvam vidas na África. Executivos preferem investir em Apps de iPhone como ferramentas de divulgação, sabendo que ganharão mídia gratuita com isso, ao invés de aplicações mais genéricas, menos cool mas abrangentes e includentes.

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A realidade da maioria das pessoas passa longe disso, como comprovou a Associação Indiana de Internet & Mobile em uma pesquisa sobre uso de… Internet Mobile na Índia.

Dos  471 milhões de celulares na Índia, 27% têm alguma capacidade de acesso Internet. 127 milhões de aparelhos é um número assustador, mas não se assuste ainda. Ter capacidade não significa exercer.

Aprofundando a pesquisa, dos 127 milhões apenas 9,4%, ou 12 milhões de usuários tiveram algum uso de Internet (pelo menos um acesso durante 2009). A quantidade de usuários ativos de verdade cai para 1,7% do total, um 2 milhões de usuários.

Para piorar, é um clube da salsicha: 70% desses 2 milhões são universitários, homens, na faixa de 18-35 anos.

Assim, lá como cá brandamos Inclusão Digital para todos os lados, mas o Grande Paraíso da Internet Mobile continua sendo um clubinho de elite.

Fonte: Cellular News


3.666665

Talvez não seja assim tão breve, mas a União Européia parece estar acelerando o processo. Não satisfeita com a velocidade de 100 Mbps da atual tecnologia LTE (4G) para dispositivos móveis que ainda nem mesmo foi lançada, os europeus abriram um conselho chamado ARTISTS4G, com um caixa de 18 milhões de euros para serem distribuídos entre empresas que tenham interesse em desenvolver a nova geração da tecnologia.

Mesmo com esse investimento, o 4G de 1Gb ainda deve demorar para se tornar comerciazável, ao menos aos meros mortais. E não, seu celular atual, seja qual for, não vai servir. Mas vamos encarar a verdade, mesmo sendo uma ótima pedida para um notebook ou até um table pc, por mais heavy user que você seja, celulares não são computadores e você não precisa de todo esse poder para ver vídeos no YouTube e abrir o e-mail. Com menos de um quinto dessa velocidade, o mundo já seria um lugar melhor, sem guerras, fome ou páginas lentas.

Já de volta ao mundo real, operadoras como a Verizon já planejam lançar as primeiras redes com tecnologia LTE de 100 Mpbs já no ano que vem, nos EUA. A LG inclusive já possui um pequeno modem pronto para atender essa demanda. No Brasil, a implementação da nova rede está prevista para 2012, desbancando de vez o Wimax, segundo especialistas.

Fonte: The Register




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