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Quando Steve Jobs proferiu seu famoso e inspirador discurso, falou muito brevemente a respeito de tipografia: se ele, tio Steve, não tivesse feito uma oficina de tipografia nos tempos da faculdade e não tivesse levado esta preocupação estética e ergonômica para o projeto do Macintosh e a Microsoft não os tivesse copiado, os computadores não teriam tipos tão bonitos.

Ironias à parte, se não fosse Jobs, com certeza seria outro visionário. Em todos estes anos de evolução da computação gráfica, naturalmente a tipografia - que migrou dos velhos tipos móveis inventados no ocidente no século XV para pequenos arquivos digitais - evoluiu junto, e acabou revolucionando as Artes Visuais com suas novas possibilidades.

Imagem: The Daily Type

O caminho foi longo. Nos anos 80, a tecnologia de renderização de subpixels desenvolvida pela IBM permitiu uma melhor definição de imagens e, de quebra, da tipografia. Era então possível adicionar mais detalhes às letras e tornar as fontes mais legíveis e confortáveis para leitura em tela. De lá para cá, com o formato PostScript otimizando as fontes nos seus diferentes suportes, as técnicas de antialiasing em constante evolução e as resoluções de monitores cada vez mais altas, ficou muito mais fácil criar e usar tipos nos meios digitais.

Ferramentas como o FontStruct tornam possível a leigos exercerem o exaustivo trabalho de typedesigner, ainda que de maneira limitada. O uso de imagens na web - que teve seu início nos primeiros anos da década de 90 - permitiu que fontes não disponíveis no pequeno espectro de tipos comuns à maioria dos computadores do mundo pudessem ser usadas em pequenas doses. Scripts e CSS permitem que os usuários personalizem alguns sites. Além disso, serviços como o Typekit dão uma luz de como será o futuro da tipografia na rede.

Apesar de algumas dicas do presente, ainda não sabemos a continuidade dessa história. Talvez em alguns anos seja possível modificar uma fonte diretamente na tela do computador e ajustá-la conforma nossa necessidade de conforto visual, como sugere o experimento Laika Font, ou até mesmo incorporar fonemas nos tipos. Seja como for, a tipografia digital ainda tem muito o que evoluir e um grande potencial a ser explorado.

[via My Ink Blog]

4.6

maiconfaria's picture

Realmente este é um detalhe importantíssimo, muitas vezes ficamos pensando em efeitos 3-d, uma parafernalha gigantesca, é esquecendo como fontes boas fazem a diferença para o conforto. Muitas vezes o usuário nem percebe porque determinado programa lhe é mais digesto. Eu sou um ignorante total em tipografia, mas imagino como deve ser trabalho criar regra de separação, proporções para um mundo com tantas resoluções e tamanhos das tela de computador !

JLExcor's picture

Que saudade dos artigos da Fabiana Lima.

Sempre com aquele toque feminino que dá gosto de ler.

Super legal saber a história da Tipografia no mundo computacional. Muita gente atualmente vê e nem percebe a diferença ou o grande passo que isso foi para os pc's atuais.

Com certeza a internet não seria a mesma sem Tipografia.

ovtbqr's picture

OPNI apaixonado I WANT TO BELIEVE.

Xim eu tenho uma twitter, uma blog, uma google porfile (me add só gatas), e uma webcomic e uma assinatura.

delta2kbr's picture

E ainda assim o Comic Sans existe.

H123er (não verificado(a))

HAUHAUHA Até que não demorou para comentarem sobre, 3º comentario

ovtbqr's picture

Li o título. Aposto que vai falar do Steve Jabás no primeiro parágrafo. Depois edito.

EDIT

Pois bem a autoridade máxima e dogmaticamente inquestionável sobre tipografias nas interwebs é isso. Falsa controvérsia, RESPEITO.

http://diveintomark.org/archives/2009/04/21/fuck-t...

Passar bem.

Xim eu tenho uma twitter, uma blog, uma google porfile (me add só gatas), e uma webcomic e uma assinatura.

romano444's picture

Segui o link e li as mensagens sobre fontes oficiais e livres. Muito interessante. Outro dia eu precisei das fontes inglesas por excelência, as Gill Sans e Bold. Com o mesmo nome (incrível) encontrei diversas "Gill" umas mais ou menos e outras iguaizinhas. Também achei a Humanist uma espécie de clone da Gill. Desta forma usei sem problemas, pois eram grátis. Agora, é diferente com jornais e revistas, pois ou criam a deles ou de preferência os forçam a usar as oficiais das Fundições caso contrário não vendem as impressoras, tipo Lynotype. Quem pensou que o tema fontes era coisa de artistas, se enganou. É comercial, forte e muitas vezes monopolística. No pacote vem, a compositora, acessórios, a impressora e algumas fontes OFICIAIS. O artista é apenas um dente de uma grande engrenagem.

romano444's picture

Segui o link e li as mensagens sobre fontes oficiais e livres. Muito interessante. Outro dia eu precisei das fontes inglesas por excelência, as Gill Sans e Bold. Com o mesmo nome (incrível) encontrei diversas "Gill" uma boas e outras iguaizinhas. Também achei a Humanist uma espécie de clone da Gill. Desta forma usei sem problemas, pois eram grátis. Agora, é diferente com jornais e revistas, pois ou criam a deles ou de preferência pagam os tubos pelas oficiais das Fundições.

magno's picture

Acho que o Unicode dificultou o trabalho os criadores de tipos. Antes tinham apenas alguns caracteres a ser incluídos, agora são dezenas de milhares. Embora não me canso de me espantar como as letras em grego ou mesmo em árabe do Arial casam em tamanho e alinhamento com as letras do alfabeto latino.

O que me deixa irritado é que, além de não saberem usar o idioma corretamente, há pessoas que criam toda uma lista ou árvore de diretórios em Caixa Alta, dificultando a busca de uma simples entrada.

Não deveria, mas eu gosto de fontes monoespaçadas, coisa de nerd.

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“Eu estou aqui porquê sou maluco, não porquê sou burro.” - Piada do Pneu Furado

sem designe gráfico, para mim são só numeros e letras!

Eu venho usando Cufon faz algum tempo para utilizar de fontes malucas que os designers mandam para mim, com sucesso, leve e muito melhor que o Sifr pois nao precisa de Flash, ou seja, roda direitinho no iPhone:

http://wiki.github.com/sorccu/cufon

Rodrigo Fante
Front End Developer - London
http://rodrigofante.com

romano444's picture

Existe uma ferramenta no Adobe Photoshop (Band-Aid) e no Corel Paintshop (Smudge), que arrasta/altera/ajusta a imagem como você quiser. Será que alterar uma letra na tela não seria reinventar a roda? De repente ...

 

Fabiane Lima's picture

Eu ia responder que nenhuma ferramenta faz isso com fontes já em uso, na tela, ao vivo (além da Laika Font já citada). Mas aí vi a insígnia de anta e desisti.

romano444's picture

O que a pobre anta tem a ver com os recursos eventualmente utilizáveis. Você, por não ter respondido o comentário por causa de uma mísera insígnia de anta, caiu no meu conceito. Isso pode não ser importante para você mas para mim é. Pense bem antes de escrever bobagens como esta. Mais: conheça mais do assunto que vai escrever. Eu que não sou especialista sei, você então deveria saber mais.

Fabiane Lima's picture

E só fazer leitura seletiva. Pegue só a parte "nenhuma ferramenta faz isso com fontes já em uso, na tela, ao vivo (além da Laika Font já citada)", e Voilá!, você tem sua resposta.

Sacou?

moi.robles's picture

Belo artigo, nos faz refletir um pouco sobre as velhas fontes do Windows 95 versus as que temos hoje em dia. Bela evolução hein Evil

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romano444's picture

Por quê uma fonte clonada pode ser grátis e pela mesma fonte oficial você teria que desembolsar, no barato, uns 10 mil dólares? Na realidade quase ninguém compra. Como disse anteriormente, os jornais, revistas e livros (claro!) só podem usar fontes oficiais. Quem fizer diferente, aplica pirataria e isso eles não perdoam. Mesmo ...

kotter's picture

até onde sei, o modelo de copyright das fontes é tosco, ele protege a fonte como se fosse um PROGRAMA COMPUTACIONAL, e não uma série de DESENHOS.

o desenho das fontes pode ser copiado descaradamente e redistribuído. Se o arquivo da fonte for diferente, a fonte não é considerada plágio/cópia/pirataria (curvas de bezier diferentes, talvez? apenas pra exemplificar...)

eu não lembro bem como funciona, mas é mais ou menos assim!

 

EDIT:

só pra acrescentar, algumas editoras brasileiras já foram processadas por utilizarem fontes sem comprar a licensa. pra quem ganha dinheiro com isso, é palhaçada não comprar uma licensa!

e a fonte humanist, citada em outro comentário, não é free e não é plágio. só hoje descobri que ela é a mesma gill sans (Humanist 521) e a mesma Frutiger (Humanist 777), só que com nomes diferentes, comercializada pela Bitstream (http://www.paratype.com/btstore/fonts/humanist.htm)

Fabiane Lima's picture

A Bitstream tem um amplo histórico de safadagem de copiar designs e lançar com outro nome.

romano444's picture

Excelentes comentários Kotter. Agora, que consegui a Humanist 521 grátis, consegui. Até porquê eu não ia pagar por uma fonte, ainda mais do século 19 (Gill), provavelmente em domínio público. Procura que você acha de tudo na internet. Uma outra coisa que não saberia explicar: as fontes (oficiais) existem muito antes do computador. Como faziam não sei. Creio que os tipos já vinham com a fonte, daí o nome "Fundição".

Tipografia digital para mim se resume em um nome: Donald Knuth.

O tio Jobs pode ter popularizado blá blá blá, mas o Knuth escreveu o METAFONT e auxiliou todos nós leitores de artigos e livros de cunho mais acadêmico.

 

(e bem que a série de tweets poderia ser postada aqui também depois, não?)



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