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Estou prestes a protocolar um projeto de pesquisa que, entre alguns assuntos óbvios como design, também envolve software open source e pirataria de software - por isso a marcha lenta de publicação de artigos desta que vos escreve. Então, para falar especificamente da pirataria de software, procurei alguma base científica que tratasse a respeito do perfil dos usuários de software pirata.

Nós, que freqüentamos regularmente o mundo virtual e estamos em contato com todo tipo de gente, podemos fazer uma espécie de raciocínio raso a respeito. Poderíamos, por exemplo, dizer que boa parte do software original no Brasil é instalado em computadores de empresas de médio a grande porte, e algumas poucas licenças são de usuários domésticos, e que todo o resto é pirata. Pode ser que estejamos errados, mas com grande margem de acerto. Mas não seria uma estatística certeira (se é que se pode chamar uma especulação de estatística), muito menos seria utilizado algum tipo de método científico para atestar a veracidade destas informações. Isso não vale num trabalho acadêmico.

Por conta disso, fui atrás de pesquisas e de livros que tratassem do assunto e corroborassem essa hipótese primária para embasar minhas afirmações - por exemplo, imagino que a maioria dos designers gráficos e estúdios de pequeno porte (que são a maioria entre os estúdios) não pagam os dois mil dólares exigidos pela Adobe por sua suite CS3. Caso o tal estudo existisse, fosse bom o suficiente e até comprovasse o contrário, eu teria embasamento para fazer alguma afirmação a respeito.

E lá fui eu: biblioteca, Google Acadêmico, Google "normal", periódicos, etc etc etc. Nada, absolutamente nada. Apenas estudos a respeito de o quanto a pirataria de software prejudica a economia, dados estatísticos gerais, qual o percentual de redução da pirataria nos últimos anos, e até um relatório em forma de livro feito pelo governo: CPI da Pirataria, com medidas tomadas em 2004 para reduzi-la. Perguntei para alguns amigos, entre eles o Timm, e ninguém fazia idéia de onde achar dados desta natureza.

Aí, eu pensei comigo: "Como esses caras querem acabar com a pirataria se nem vão atrás de descobrir o tipo de pessoa que pirateia, nem saber suas razões? Como eles vão saber quais as necessidades de seus potenciais clientes se não querem saber quem eles são e o que querem?"

Óbvio que essas entidades querem sim saber quem são os piratas - pra botá-los na cadeira, já que são uns criminosos malfeitores que deveriam morrer na cadeira elétrica por atrasarem o desenvolvimento científico e impedirem seus ganhos. Entendo suas razões, afinal, se você tem um produto comercializável e as pessoas querem usá-lo, nada mais justo que elas paguem à você pelo fruto do seu trabalho. Mas pirataria é algo totalmente incontrolável: sempre existirão servidores de onde baixar a cópia ilegal, ou as redes de trocas de arquivos. Chamar alguém que pode vir a ser seu cliente de criminoso é mais ou menos como colocar aquelas vinhetinhas anti-pirataria nos DVDs - ofende quem comprou original, e afasta os piratas que um dia poderiam legalizar sua situação.

Fazer uma pesquisa como essa, levantando motivos, faixa etária, renda média e outros aspectos, não encará-la como uma "ficha criminal" e sim como uma pesquisa de mercado, enxergar "pessoas" ao invés de "piratas", pode ser o primeiro passo para a descoberta de soluções para este problema.

0

Realmente combater a pirataria na Internet hoje é praticamente impossível, é mais racional entender seus motivos e necessidades e tentar corta-los ou reverte-los. Isso é mais produtivo e dinâmico.
Fazendo uma analogia a Internet hoje é como as grandes navegações do século XV e XVI, existia pirataria por toda parte, muitos esconderijos e rotas difíceis de controlar.

Viablog

luctimm's picture

Enquanto isso não for feito, a pirataria não vai diminuir. Ela está em toda parte e é gerada por N fatores. Sem identificar as causas fica difícil.

hdoria's picture

Acho que mesmo quando isso for feito a pirataria não vai diminuir. A pesquisa vai, sim, ajudar em várias coisas (inclusive a identificar os piratas), mas não sei se ainda há tempo de combatê-la de forma eficaz.

Fabião's picture

Concordo. O governo sabe exatamente quem são, aonde moram, qual a história de vida, quantidade de filhos e até a cor da cueca das pessoas que sofrem com a seca no nordeste, e toda a política que o apedeuta ex-sindicalista governador de Banânia conseguiu conceber, com toda sua perspicácia, foi o bolsa-família.

Isso iria servir pra pesquisa da Fabiane, e pouca coisa além disso, infelizmente.

Petição para que a Microsoft deixe de fabricar o Windows

Fabio's BSOD Generator

Flávio Amieiro's picture

A grande questão aí é encontrar um método pra essa pesquisa. Se o Ibope bater na porta de qualquer casa ou pequena empresa perguntando se o software é pirata, ninguém vai responder que é.

Esse tipo de distorção é muito difícil de eliminar e, pelo menos por enquanto, caimos de novo na especulação pura...

p.s.: ODEIO essas vinhetas que vem nos DVDs que eu compro. O pior é que se alguém vai baixar da internet, provavelmente vai vir sem isso mesmo, não adiantou nada!

:wq

Roniuj's picture

Mas como se faria isso, Fabiane?

O boom da caça às bruxas foi durante a crise de pânico da RIAA [uns dois anos atrás, acho].

Deposi daquela, não acredito que alguém se disponha a responder um "survey"a respeito do que tem de software pirata ou não.

A porcaria é que é difícil pegar o peão numa internet quase sem fim.

E fora que em cada região econômica e social os motivos mudam. Classe A não compra original por um motivo "X". B e C por outro motivo.

Ao meu ver é difícil colher amostra cientifica para isso. Ou não?

..................r o n i u j .............................

Fabiane Lima's picture

Como fariam? Sei lá, mas dados "difíceis de coletar" eles conseguem coletar, como uso de drogas, e até mesmo essas estatísticas generalistas (segundo a BSA, 66% do total de software sinstalados na América Latina é pirata). Porq ue não levantar um perfil dos usuários?

Megalopolis

Flávio Amieiro's picture

Não é que seja impossivel, mas é muito difícil.

Até por que, você tá assumindo aí que esses dados sobre consumos de drogas e estas estatístiscas generalistas são confiáveis...

Acho que a idéia que a gente tem atualmente do perfil dos usuários é tão confiável quanto estes...

:wq

Fabiane Lima's picture

Podem não ser confiáveis, mas servem de embasamento cietífico.

Megalopolis

Flávio Amieiro's picture

Eu acho que podem até servir como um ponto de partida, mas não dá pra basear um trabalho nelas.

O grande problema não é só ter distorções: é não saber até onde elas vão.

:wq

Fabiane Lima's picture

Sim, sim, eu entendo o que você quer dizer. Mas usar uma pesquisa, citar fontes e tudo o mais, por mais que não seja 100% confiável já dá uma noção, entende?

Megalopolis

Flávio Amieiro's picture

Entendo, e concordo.

Só acho que isso merece um capítulo do trabalho: fazer a crítica das fontes, e justificar por que você as está usando enriquece qualquer trabalho.

Afinal, a falta de fontes, no seu caso, já diz muito sobre o tema estudado. Sacou?

É muito legal usar fontes como um indicativo do problema, e não como um alicerce inquestionável do trabalho. No seu caso, eu acho que funciona muito melhor, inclusive.

De qualquer jeito, tenho curiosidade pra ler isso aí. Quando terminar publica!

:wq

Devidamente assinado. :)

Flávio Amieiro's picture

Pior é que eu já tinah visto o link no megalopolis, mas não me lembrei!

:wq

Flávio Amieiro wrote:
Afinal, a falta de fontes, no seu caso, já diz muito sobre o tema estudado.

Concordo com o Flávio: vale a pena destacar essa falta de fontes no seu trabalho. É bem eloqüente da cultura da pirataria no Brasil: ninguém tem moral pra escrever sobre o assunto.

Bão, achei que isto aqui podia ser interessante.

Fabiane Lima's picture

Li apenas as três primeiras páginas do paper, mas pelo que vi, pode me ser muito útil.

Muitíssimo obrigada! :)

Megalopolis

henrique's picture

Esse dado da BSA não deve ser feito de maneira muito científica deve ser algo como: São vendidos 1000 computadores e 330 licenças de Windows, então são 66% de piratas. Essas entidades/associação/conglomerados são mais alarmistas do que qualquer outra coisa.
Eles não levantam o perfil dos usuários porque também não levantaram as outras estatísticas eles a fabricaram.

Slaker's picture

A busca da solução pra acabar com a Pirataria e antiga!
Por mais q a federal feche laboratorios de copias de CD/DVD, ou ate msm destrua varios objetos piratas!! Ha sempre outras pessoas q veem um forma de ganhar dinheiro pirateando, automaticamente novos laboratorios são criados e CD/DVD's são lançados no mercado! Na locadora da minha cidade, 85% dos DVD's são piratas, em um c* de cidade igual a minha, denunciar esta pessoa pode nao ser a melhor opção! Então a gente simplesmente para de alugar DVD la e ja e uma bela contribuição! ¬¬

Não se faz pesquisa pois os 2 motivos princiais são largamente conhecidos..'preço' e 'rende baixa'. tanto que um deles gerou um projeto que ainda tramita na camara..

Eu prefiro ficar aqui --> http://21horas.org

laertesss's picture

Eles pirateiam, porque tem quem compre, tem quem revenda, quem pirateia tem baixo custo na produção, não pagam impostos e isso é lucrativo, os revendedores geralmente são pessoas humildes que vêem nisso uma alternativa pra ganhar algum trocado devido ao desemprego (não que não tenha emprego, é falta de qualificação mesmo) e aquele que compra é o culpado pelo ciclo se fechar. Isso no caso de DVDs de filmes, musicais, etc.

Quanto aos softwares, acredito que os preços exorbitantes sejam os culpados principais, como citado no caso da suite CS3. Mas há de se rever se o governo quer acabar com a pirataria porque eles querem que quem produziu o produto não seja prejudicado ou é porque sem a cobrança de impostos o cofre deles não enche ainda mais?

flw! bom artigo!

rfnet's picture

Muito bem colocado esta questão.

A maior parte dos softwares piratas são por causa do alto custo.

Se deixassem de lado a ganância, e ao invés de cobrarem absurdos 2.000 dolares por um soft, cobrassem um preço justo, mais em conta (em conta claro para o usuário final ) com certeza muitas pessoas deixariam de lado a ilegalidade, pois trabalhariam mais tranqüilas e com a certeza de que se apertaram um pouco no começo, para não ter dor de cabeça mais tarde .

Ixi ainda não pensei em uma assinatura ! hehehe

Roniuj's picture

Mas rfnet, há poréns.

A Suite CS é um software absolutamente profissional. Não é um joguinho. Acho o valor justo, pois é um software voltado para profissionais. É como um carro para um vendedor.

No geral, não acho softwares caros, só acho que deveriam ser mais popularizados. Tipo, aparecerem mais nos supermercados, papelarias. Acho muito restrita essa coisa de "software se vende em loja de informática".

..................r o n i u j .............................

Concordo. Por anos a fio a indústria de software esperou que os clientes procurassem ela, quando que na verdade é o vendedor (indústria) que precisa criar canais sólidos e ativos de vendas.

Viablog

Inclusive há versões mais simples dos softwares profissionais, com preços mais acessíveis. Mas há quem compra essas versões? Será que as pessoas não preferem pegar a completa pelo "método tradicional"?

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Campanha Play Ogg

shimatai's picture

Quer pagar relativamente barato pelo Windows Vista e pelo Visual Studio 2008?!

Faz como um amigo meu, que depois de ler aqui sobre o Microsoft Academic Alliance, ele foi se matriculou numa faculdade que faz parte dessa aliança e pagou a matrícula (algo em torno de R$ 300).

E no ato da matrícula em Ciência da Computação, ele recebeu um DVD com o Windows Vista original e o Visual Studio .NET, na faixa, como reza o contrato com a Microsoft.

No mês seguinte ele cancelou a matrícula, mas ficou com o DVD e com a licença original.

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"Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne." Albert Einstein

Mas vc leu todo o contrato e licença? Isso não seria atitude de má fé e quebra de contrato o que resultaria em pirataria da mesma forma?

Viablog

shimatai's picture

Não li todo o contrato, li somente que a MS disponibiliza para os estudantes e professores quase todos os produtos da MS, exceto o MS Office e mais algum.

Mas provavelmente sim, deve ser encarado como pirataria, mas convenhamos, pro sistema da MS o número serial de uma cópia dessas é válida e verdadeira. Não é o caso de 1 milhão de máquinas com a mesma licença.

Mas de toda forma isso é malandragem...

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"Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne." Albert Einstein

cwaster's picture

Falando em vinhetas, uma vez fui ver um filme copirated e adivinhem o que veio de trailer? As peripécias da Daniela Cicarelli na praia!

Depois dizem que dvd pirata não tem qualidade...tsc
Enquanto o original te chama de bandido o pirata oferece entreterimento adulto...hauhauhauhauha

------------------Mané roda!-----------------------

fmpfmp's picture

Pirataria é algo tão corriqueiro em nosso país que as pessoas nem se dão ao trabalho de tentar descobrir quem adquiri ou não produtos piratas. Dificilmente você vai encontrar alguém que nunca adquiriu ou usou um produto pirata.

O que eu percebo é quanto maior seu poder aquisitivo e maior sua consciência do quanto isso faz mal à sociedade, menos te dá vontade de ter produtos pirateados.

aliengrey's picture

Existe aquele tipo de empresa que é conivente com a pirataria, porque sabe que o usuário doméstico vai gostar de determinado S.O. e acabar influenciando seu uso no ambiente profissional, que é onde a fiscalização consegue bater... Mas não vou citar nomes para não ser banido 8)

Eloi's picture

Texto legal, você levantou uma questão bem interesse. Que sirva de sugestão para os interessados em ampliar os negócios.

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Um abraço!
Linux: use e abuse!!!

Unknownuser2's picture

Se tornarem os preços dos softwares mais compatíveis com a realidade em que vivemos aqui no Brasil, a pirataria acabaria no mesmo momento.

Eu não ligo se os programadores viverão de salário mínimo tal qual os tão eficientes [e mais competentes] trabalhadores braçais já o fazem.

Agora não vou sustentar vagabundo que quer comprar Ferrari, só porquê o mesmo acha que inventou uma coisa extraordinária, que em breve será apenas lixo baseado em números hexadecimais e estupidas artes gráficas bonitinhas.

Sou contra também a ativação de software pela internet, uma vez que quando você compra uma cópia original, você é por lei detentor dos direitos legais desta cópia.

E quando os servidores que são responsáveis pela autenticação saem do ar, seja pela falência do produtor ou por irresponsabilidade, quem deve pagar o pato é o consumidor final ?

Ou quando não querem autenticar porquê algum micreiro vagabundo copiou seu serial para usá-lo em podreiras montadas ?

E se levarmos em consideração as pessoas que compram seus primeiros micros, e nem tem linha telefônica para ativar o bendito, que estas pessoas se virem ?

Não sou a favor da pirataria, mas segue a lei da lógica, comprou, é dono, e as empresas no máximo só devem cumprir as regras equivalentes a garantia, a troca do produto ou a devolução por insatisfação relacionada ao uso do mesmo [o que nem isso querem fazer mais].

Nossa quanta violência, mas denegrir assim a classe de desenvolvedores de software com certeza não é a melhor opção. Pois quanto mais pressão ser exercida maior é o ponto de tensão que irá fatalmente estourar e resultar em mais pirataria.

Viablog

Unknownuser2's picture

Não é denegrir e nem violento, é adaptar-se a realidade do país em vivemos =03

Agora dizer "Classe de Desenvolvedores" é uma expressão que tenta separar os mesmos da sociedade, sendo que estes são tão iguais a maioria e não uma classe, ou seja, não são melhores em nem piores que ninguém.

Acredito que o termo "classe de desenvolvedores" não foi usado para dizer que estes são melhores ou piores, mas sim para designar um grupo específico de pessoas.

E na minha opinião, mesmo se desenvolvedores ganhassem salário mínimo, não ia ser isso que iria fazer os preços dos softwares caírem.

http://mypitacos.wordpress.com/

Unknownuser2's picture

Classe de desenvolvedores = grupo específico de pessoas = classificar

do Lat. classe + fic, r. alt. de facere, fazer

v. tr.,
distribuir em classes;

arrumar;

ordenar;

qualificar;

determinar as categorias (de um conjunto);

atribuir valores a.

Quanto a "E na minha opinião, mesmo se desenvolvedores ganhassem salário mínimo, não ia ser isso que iria fazer os preços dos softwares caírem."

Fala isso para o pessoal que criou o spybot, e a outros que trabalham em muitos ótimos programas freeware, procure saber deles o que eles pensam.

Mas ainda não entendi qual o problema de separar as coisas em classes.
Quando os biólogos dividiram os seres vivos em classes, estavam apenas classificando-os de acordo com características que acharam relevantes. Eles não quiseram com isso dizer que tal animal é melhor ou pior que outro.

Quando o cara fez o comentário acima sobre classe de desenvolvedores, não quis dizer que programadores são melhores nem piores que as outras pessoas. Concordo que ele separou este grupo dos demais, mas foi porque este grupo foi alvo do seu primeiro comentário e este foi o modo que ele encontrou para organizar as idéias na resposta. Não vejo nada demais nisso.

Quando ao segundo assunto (salário mínimo), eu quis dizer que empresas que já cobram caro por seus softwares não vão baixar o preço se o salário dos seus desenvolvedores cair.
Se a Adobe resolver pagar salário mínimo para suas equipes e por um grande e improvável acaso eles aceitarem (ao invés de mudar de emprego), não é isso que vai fazer os preços do CS3 caírem.

Por mim, os únicos que deveriam ganhar salário mínimo são os políticos. (talvez a única maneira dele subir de verdade)

http://mypitacos.wordpress.com/

Unknownuser2's picture

Não existe o "ser programador" e sim a pessoa que trabalha na área de programação.

Me ocorre várias vezes quando o sujeito para tentar mascarar seu racismo procura utilizar a palavra classe para designar raça, credo e/ou etnia.

Logo não é aceitável em minha opinião o uso da palavra classe devido a seu tom preconceituoso similar aos exemplos acima citados.

Quanto a não baixarem os preços, a razão é a seguinte:

Lei da oferta e da procura.

Quer vender, ou se adapta e baixa os preços ou entra em falência.

Cara, mas daí concluir que todo mundo que usa a palavra classe está sendo racista já é demais. Mas se você acha isso, nem adianta ficar discutindo, que não vai ter fim.

Quanto a abaixar preços, vemos que realmente a Adobe está à beira da falência:

http://www.clicnews.com.br/tecnologia/view.htm?id=...

http://mypitacos.wordpress.com/

Quanta ignorância em um post só. Desde quando os programadores querem comprar Ferraris? Tudo bem que esse é um sonho de cada um, mas os programadores em geral têm os pés no chão, tendo um carro confortável está de bom tamanho.

Quanto à idéia de querer dar um salário mínimo isso é algo totalmente sem noção. Programar exige estudo e atividade mental, ou seja, dar um salário ridículo para a categoria é algo totalmente fora de cogitação, pois eles têm responsabilidades sobre os softwares que criam e precisam de muito conhecimento sobre o que estão produzindo. O salário dos programadores deve ser algo semelhante a engenheiros e projetistas, que são outras categorias que requerem estudos e têm muita responsabilidade sobre o seu trabalho.

Raciocina um pouco antes de defecar no fórum.

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magno's picture

Desde quando os programadores querem comprar Ferraris?

Desde quando algum programador tem dinheiro para comprar uma? Eu acho que o cara começou falando de programadores e deu exemplo de "artistas". Programador é explorado, e quando não o é, já saiu da profissão e trabalha em outra coisa, ou está como Gerente explorando outros programadores.

--
Evite a extinção de uma espécie ameaçada: use corretor ortográfico!

Unknownuser2's picture

Não é ignorância é opinião particular [seu cérebro não é capaz de assimilar isso], eu sou programador, e não acredito que tudo seja tão difícil quanto as pessoas dizem.

Vê se treina mais seu cérebro, antes de você sim defecar seus pensamentos e seu palavriado obsoletos sobre a opinião particular dos outros.

Minha opinião é, e sempre pode, ser alterada com o tempo.

Ou respeita, ou caí fora, porta da rua é serventia da casa, ignorante. lol

Agora ao outro bro,

Quanto a ser explorado, numa boa, só se deixa ser quem quer.

*Adoro programar, ainda mais em meu tempo livre.*

Opinião é uma coisa, excremento mental é outra. Dizer que 2+2=5 é excremento mental, pois é algo muito óbvio que alguém pode insistir que está certo.

Se você realmente é programador, deveria reler o monte de asneiras que foram colocadas acima. Talvez você quis dizer uma coisa, mas a interpretação que eu e outros aqui tivemos foi outra. Pelo que a maioria aqui entendeu, você simplesmente chutou a sua própria categoria trabalhista. Não acho que seria algo inteligente alguém criticar sua própria categoria.

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livio's picture

Você já fez ao menos um "Hello World" em qualquer linguagem de programação?

Em programação não é tudo lindo e fácil, é preciso anos de estudo para se tornar um bom desenvolvedor.

Se você não consegue entender isso, só tenho que lamentar.

[abrace as campanhas "Eu não vou criar uma distro Linux" e "Eu não vou falar besteira no .5bit"]

[Petição para o Windows 7 suportar apenas 64 bits]

Unknownuser2's picture

Eu sou programador... lol

Quando escolhí esta área para atuar sabia muito bem o que encontraria pela frente, mas tenho certeza de que nada que você disse é tão radical assim.

Pelo contrário, acho que é até uma área bem interessante e com um nível de dificuldade variável, acredito que vai da cabeça de cada um superar os obstaculos que aparecem.

Eu gosto de programar, acho que não é difícil não [sou formado em matemática também], e tendo todas estas informações posso dizer que o salário de programador jamais deve ser alto, uma vez que aquilo que apresenta será obsoleto e é somente baseado em números que não merecem receber valor físico algum.

Ocorre que não se é criado nada, o que se programa de uma forma já estava lá esperando ser encontrado novamente por alguém, e voltar a ser utilizado novamente.

magno's picture

Eu cheguei a acompanhar a discussão dessa CPI da pirataria. Eu acho que é difícil de traçar um perfil do consumidor pirata porquê, via de regra, todo mundo é pirata. Até o Presidente viu Dois Filhos de Francisco naquele DVD pirata com o contador na tela.

Acho que dá para traçar um perfil do consumo das diferentes classes sociais. Algumas pessoas de classe mais baixa provavelmente compram mais pirata que original. Para eles a questão é o preço.

Para a classe média temos diferentes perfis. Eu prefiro alugar filmes ripar só os que me interessam e comprar os bons. Alguns preferem só alugar, outros compram filmes originais de vez em quando, alguns querem fazer biblioteca com DVD pirata. Alguns compram filmes originais só por causa do 5.1... e por aí vai.

O mesmo com cinema. Tem gente (e até crítico de cinema) que prefere baixar/comprar filme pirata a assistir nos cinemas. Eu prefiro a boa e velha tela-grande. Legendado de preferência para não ter que aturar criança na sala. Se o filme não for bom o suficiente, eu espero sair em DVD.

P.S.: Quarta-feira sai Tropa de Elite em DVD. A primeira coisa que eu vou fazer quando comprar é ripar ele e editar os menus. Tudo para ter a minha própria versão aqui em casa. É contra a lei? Sim, mas é coisa de fã.

--
"A maior sacanagem que você pode encontrar em um motel é a TV Senado passando na televisão." - Anônimo

Spy7's picture

A não ser que os originais fiquem mais baratos que os piratas, a pirataria, seja de software, músicas, vídeos, aparelhos eletrônicos, ou qualquer outra coisa, nunca irá acabar.
Sendo boa a qualidade, o bolso decide qual levar (capitalismo).
Agora é conviver e aceitar essa realidade e procurar outras formas de ganhar dinheiro.

shimatai's picture

Maneira definitiva de acabar com a pirataria não existe, mas no caso do Brasil tem como reduzir...

Todos os cracks para o SO Windows que vi até hoje são desenvolvidos por estrangeiros, portanto se a Microsoft alterasse o WGA ou instalasse um outro software de verificação de autenticidade somente para o Brasil, te garanto que a pirataria do Windows iria reduzir muito, por um simples motivo: não existe "cracker brasileiro" competente em número suficiente para desenvolver um "patch" crackeando esse sistema exclusivo para os brasileiros.

Provavelmente uma hora ia aparecer um crack, mas te garanto que não no mesmo tempo do que hoje em dia.

--
"Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne." Albert Einstein

Todo mundo fala em cobrar preço justo e nao sei o que...mas digam ae...qnto vcs paragiam para um software???

Na minha visão a pirataria nao vai acabar nunca, nunca mesmo...até pq, baixar musica, filme ou seja lá o que for é pirataria tb, ripar o cd do vizinho tb, soh que foi a propria industria que criou isso, nos dando as ferramentas para fazer as copias.

agora que deram os brinquedinhos, quero ver tirar...

Copiar disco de vinil em fita cassete para ouvir em casa é pirataria?

Fabiane Lima's picture

Segundo a lei brasileira, não. Se você copiar pra comercializar, aí sim.

Megalopolis

Flávio Amieiro's picture

Mas se dependesse da RIAA e afins seria...

:wq

Pra essas, emprestar um CD que você comprou para um amigo, já caracteriza pirataria.

Unknownuser2's picture

"Segundo a lei brasileira, não. Se você copiar pra comercializar, aí sim."

lol... Muitas empresas só usam software pirata para trabalhar e não comercializar cópias dos mesmos.

Podem se valer desta Lei, não ?

aliengrey's picture

Se fosse pra copiar em cd, não sei. Mas copiar pra FITA CASSETE é puro saudosismo, hehehe.... :P

Como a própria Fabiane comentou anteriormente, coletar esse tipo de dado não é tão difícil assim, visto que se consegue coletar dados sobre uso de drogas. Responder a formulários sobre pirataria com garantia de sigilo e até mesmo com facilidades (parcelamento, redução de preços, softwares gratuitos, etc.) na aquisição de produtos é uma alternativa bastante viável.

Para mim, ação efetiva contra pirataria é redução de preço, o resto é conversa! Basta ver este link http://cinema.uol.com.br/ultnot/lusa/2006/09/28/ul... , onde é mostrada uma ação realizada pela Warner chinesa em 2006. É evidente que a indústria, seja ela de software, seja ela de entretenimento digital, não quer perder o "ossinho". Mas felizmente para a maioria e infelizmente para alguns, a internet veio para, além de difundir informação e cultura, reduzir as diferenças econômicas entre grupos. Ou seja, ou a indústria reduz seus lucros e continua ganhando, mesmo que menos do que antes, ou receberá um empurranzinho...

...para o abismo!!!

Complementando:

A pirataria é uma faca de dois gumes! É bom para a indústria também, haja visto o caso do Tropa de Elite, que se popularizou mais em função disso. O Windows nem a Microsoft não seriam o que são hoje caso não existisse a pirataria! Por quê??? Porque a fama da empresa e de seus softwares foi conseguida em grande parte pelo fácil acesso e "despreocupação despretenciosa" com a cópia dos softwares. Hoje em dia é mais difícil utilizar um software pirata da Microsoft como se fosse original? É, mas não é impossível! E para aqueles que conhecem um pouco de informática é até mesmo fácil!

Empresas realmente preocupadas com a pirataria de seus softwares utilizam algo chamado HARDLOCK! Se não espetar o "pendrivezinho" com o código, o programa não roda!

Concluindo: O indivíduo pega o Microsoft Word 2007 pirata e instala na sua máquina em casa. Pega o Adobe Photoshop CS3 pirata e instala na sua máquina em casa! Aprende a usar, se familiariza com o software em casa e possivelmente exigirá que os mesmos softwares com os quais está habituado sejam instalados na empresa que trabalha! Aí a indústria ganha!

candeeiro's picture

Realmente a falta de informações reais sobre este assunto deixa as dúvidas no ar. Um estudo deste porte, mesmo sendo com uma pequena amostra, seria muito difícil ter uma boa margem, nada menos que só pela dimensão da internet, que é o principal meio de propagação dos recursos "piratas".

O ruim é fazer a pesquisa e depois "as entidades" caírem em cima de você procurando os "entrevistados"... :)

Mas a idéia é muito válida, seria um meio para trabalharem em como reduzir a pirataria, ao invés de só procurar culpados.

CandeeiroWeb

Digo com certeza uma coisa, se o preço do Windows fosse R$ 200,00 garanto que a pirataria iria se reduzir a menos de 8% do volume total de cópias instaladas.
Software original além de dar tranqüilidade ao seu detentor é mais fácil de instalar e manter.
Fica aqui uma dica para a M$: cobre R$ 200,00 pela licença sem direito a suporte e depois desenvolva planos de suporte residencial e empresarial e somente quem quiser contrate o seu.
Reduz custos, que reflete no preço que reflete em um maior número de cópias vendidas que reflete em mais lucro para a empresa. É simples assim, um ciclo.

Viablog

Unknownuser2's picture

Vamos melhorar isso.

Suponha que possa ser baixado para R$80,00.

Eu não preciso de encarte especial, manual de instruções, caixa e papeletas importadas.

Basta só me vender a mídia original num envelope de papel reciclado aqui mesmo, com um registro original e perfeito.

O manual eu acesso no programa ou na internet !!! =03

Pollux's picture

Unknownuser2 wrote:
Vamos melhorar isso.

Suponha que possa ser baixado para R$80,00.

Eu não preciso de encarte especial, manual de instruções, caixa e papeletas importadas.

Basta só me vender a mídia original num envelope de papel reciclado aqui mesmo, com um registro original e perfeito.

O manual eu acesso no programa ou na internet !!! =03

Não, se custasse R$20 ainda assim a pirataria ia continuar, Se ocara pega com um amigo e copia gastando R$1,50 do DVD.. e daí?

Quanto aos filmes, Eu compro os que gosto muito, alugo os que não tenho saco de baixar, baixo os que quero ter mas não valem nem a locação, ou nem tem mais pra locar/vender ("Um morto muito louco" por ex.)
Outra, O senhor dos Anéis por ex. tenho original, mas a versão extendida custa uma fábula aqui e nem tem legenda em português. Baixo a versão extendida e acho a legenda em pt-br perfeita.
Hoje em dia com filmes a 12,99 ja vale a pena comprar os que eu gosto.

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Quem cresceu jogando Adventure no Atari não liga para gráficos.

Unknownuser2's picture

Concordo, mas ajudaria pacas poder comprar a autenticação a um preço beeeeeem popular e ficar regularizado, não ?

___________________

Continuo viciado em Moon Sweeper para Atari !!! =03

henrique's picture

Claro que sim, inclusive as pessoas fariam coleção de figurinha na lateral do micro: "olha eu tenho o windows, o office ..."

E nem precisa ser um preço tão popular assim.

Claro que se fosse barato todos iriam comprar, não precisa nem dar o CD, disponibiliza em um servidor para baixar da internet. Só precisariam imprimir a etiquetinha aquela.

fmpfmp, nem tanto. No meu ambiente de trabalho e faculdade, onde circulam pessoas com poder aquisitivo bom e educação idem, a "idéia" é outra. Os espertos da nossa "elite" acham o máximo usar produtos piratas em seus HT High-End. Inclusive já vi muito Boose fazer "bum" por causa disso. É o culto a "Lei de Gerson". 8)

tales.775's picture

acredito que a pirataria não vai resolver assim...
nem com o linux...
alguns usam linux ..mais ajudam seus amigos a crakear programas..
isso é uma novela... infelizmente :/

marcoso's picture

"Diga não a Anti-pirataria."

www.fabricadelinks.wordpress.com

TheDarkMaster's picture

Pirataria existe simplesmente porquê o pessoal em geral precisa de software "X" e o software X quase sempre custa muito mais do que ele pode pagar.

Também acontece em menor grau pelo fato de comprar o original ser um verdadeiro teste de paciência. Para vocês terem uma idéia do que estou falando neste ponto, eu quebro a proteção dos DVDs e copio eles para o meu HD para conseguir assistir os mesmos, simplesmente não consigo assistir o DVD "original" no meu player de mídia preferido (não instalo estas desgraças estilo cyberlink ou similares nem morto). E digamos comprar um jogo pelo sistema Steam então? o negócio só falta tomar o controle do seu pc para ter absoluta certeza que você está usando o jogo conforme os diretores da desenvolvedora querem (lucro máximo para eles e você que se fo** se a proteção está comprometendo a estabilidade ou eficiência do seu sistema)

Como já falei tantas vezes, pirataria só vai acabar de verdade quando praticarem um preço mais plausível (dá muito bem de cortar o preço e faturar o mesmo volume por vender mais unidades por causa do preço reduzido) e quando resolverem respeitar o consumidor.

Pollux's picture

TheDarkMaster wrote:
Pirataria existe simplesmente porquê o pessoal em geral precisa de software "X" e o software X quase sempre custa muito mais do que ele pode pagar.

Também acontece em menor grau pelo fato de comprar o original ser um verdadeiro teste de paciência. Para vocês terem uma idéia do que estou falando neste ponto, eu quebro a proteção dos DVDs e copio eles para o meu HD para conseguir assistir os mesmos, simplesmente não consigo assistir o DVD "original" no meu player de mídia preferido (não instalo estas desgraças estilo cyberlink ou similares nem morto). E digamos comprar um jogo pelo sistema Steam então? o negócio só falta tomar o controle do seu pc para ter absoluta certeza que você está usando o jogo conforme os diretores da desenvolvedora querem (lucro máximo para eles e você que se fo** se a proteção está comprometendo a estabilidade ou eficiência do seu sistema)

Como já falei tantas vezes, pirataria só vai acabar de verdade quando praticarem um preço mais plausível (dá muito bem de cortar o preço e faturar o mesmo volume por vender mais unidades por causa do preço reduzido) e quando resolverem respeitar o consumidor.

Experimente o VLC, é um bom player, tem pra Windows e Linux.
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Quem cresceu jogando Adventure no Atari não liga para gráficos.

TheDarkMaster's picture

o Media Player Classic que eu uso é tão bom quanto (aliás acho melhor, porquê o VLC têm uma interface horrível). Mas o problema é que os players "abertos" como ele e o VLC não podem decodificar (ao menos oficialmente) um DVD "original", se não me engano é necessário pagar uma licença para isso para o grupo que mantém o formato DVD. Logo se você tenta abrir um DVD "original" com os players gratuitos o que se consegue é uma tela preta, é necessário quebrar a proteção do DVD para que seja possível assistir ele em um player gratuito.

Programas como o Cyberlink powerDVD têm esta licença e portanto lêem o DVD original, mas eu não instalo esta mer**, nem pensar

O pior na pirataria nem é o cidadão comum fazer o download ilegal, mas serem, por vezes, os próprios funcionários das empresas a disponibilizarem (até antecipadamente) o produto que deveria ter um fim puramente comercial.

A pirataria sempre existiu, mesmo antes da Internet. Sempre se tirou fotocópias a livros, se gravou cd's de um amigo, ou se passaram as músicas dos vinis para cassetes para que as pudessemos ouvir no walkman ou no rádio do carro. A Internet só veio facilitar as coisas e tornar a pirataria mais visível.

Eu acho que quando os preços dos produtos se tornarem acessíveis e mais de acordo com o valor que damos ao produto, aí sim a pirataria vai diminuir. Quem preferirá a pirataria quando pode comprar um produto de boa qualidade, com segurança, garantia e suporte?

As empresas deveriam também aumentar o valor psicológico dos seus produtos, oferecer aos consumidores algo que os produtos piratas não poderão oferecer. É aqui que a criatividade se deve fazer valer, mas a ganância das empresas impede-as, muitas vezes, de verem isso.

Estamos numa nova era e temos que nos adaptar a ela, mudar o nosso modo de pensar e agir, pensar em alternativas e aproveitar o máximo possível aquilo que a Internet nos tem para oferecer. E as empresas também.

TheDarkMaster's picture

Adendo ao anterior: Esqueci de incluir na "equação" os impostos exorbitantes que caem sobre tudo o que venha de informática aqui para o Brasil. Algumas vezes acho que a maldita (que queime eternamente no mais profundo inferno o autor da mesma) lei de reserva de mercado de informática ainda está valendo. Os empresários portanto têm a sua (grande) parcela de culpa na pirataria, mas o governo também tinha que se mexer neste ponto. Mesmo o empresário honesto (existe isso?) que tenta praticar um valor razoável aqui dentro é taxado em 60%, não têm como vender assim (a Sony nem sabe o que é Brasil por essa)

Nota: Aconteceu de novo de eu não poder editar meu tópico, porquê isso acontece?

rafaelpradella's picture

É isso e verdade os imposos sao um abuso descarado no Brasil e só fazem aumentar o preços de softwares e e decolar a pirataria

Por isso e outras coisas q o Brasil eh tao perfeito.

Weber's picture

Se não me engano, no caso específico de software não há imposto de importação, exceto pela mídia física em si. Lembra daquele caso de sonegação da Cisco no Brasil? Eles declaravam o valor do hardware menor do que o real, jogavam esse sobrevalor no software e paga imposto apenas na importação do hardware subfaturado. No final vendiam o conjunto pelo preço usual.

claudioct's picture

A pirataria ocorre no mundo todo. Talvez no Brasil seja de forma mais escrachada pois a vergonha na cara se foi com os Malufs da vida.

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Ou não...

carloshp's picture

Fabiane, já procurou saber se os principais interessados já não fizeram este estudo ? Já procurou contactar a ABES ou a BSA e perguntar se eles não teriam esses dados com o perfil típico do pirata ?

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Tecnologia deve ser o meio, não o fim.

Fabiane Lima's picture

Fui atrás dos sites dessas entidades, onde elas listam todos os estudos feitos sobre o assunto. E não tem nada desse tipo lá. :(

Megalopolis

kotter's picture

quanto à suite CS3, o preço é justo, APENAS PARA EMPRESAS.
as empresas usufruem de uma suíte com softwares 'redondinhos', uma suíte imbatível no mercado de artes gráficas e comunicação. a empresa LUCRA em cima dos trabalhos feitos com a suíte, então nada mais justo que a empresa pague por esse benefício.

mas, como ficam os estudantes e freelancers? eu faço faculdade de design tb, digamos que eu precise entregar um projeto bem completo, que envolve softwares de desenho vetorial, tratamento de imagens, criação para web, edição de vídeos e tudo mais. será que eu consigo obter resultados satisfatórios com programas free? ou será que eu desembolso uma grana absurda pra comprar a suíte original?
resposta: eu uso software pirata mesmo, sem medo e sem culpa.

tudo é muito caro: a licença do software, as atualizações, plugins especiais, FONTES (cara, 50 dólares uma fonte? UMA? eu sou obrigado a usar arial? não, obrigado).

deveriam existir soluções para estudantes e empresas de pequeno porte, convênios com faculdades, super descontos, etc. mas, na real, eu acho que não existe solução pra pirataria.

Fabiane Lima's picture

Olha, kotter, até tem solução para estudantes. Se sua universidade for conveniada com essas empresas, é possível sim conseguir licenças especiais de softwares para estudantes. Na minha universidade teve uma procura tão grande uma época que eles desistiram (só no meu curso há 500 alunos).

No mais, concordo com absolutamente tudo o que você disse.

Megalopolis

A idéia de usar uma licença para uso residencial e outra para uso empresarial é antiga, tanto que parece que alguns softwares trazem alguma licença do tipo.

Porém, mesmo que as empresas resolvam fazer essa licença e cobrar preços mais "justos", ainda haverá muita gente com suas versões "alternativas". E criar uma versão mais simples por um preço mais baixo já provou que não é uma solução nada inteligente.

No mais, já há alguns softwares livres que tem um bom poder na área gráfica. Todos ainda têm seus defeitos, mas é algo até natural nos programas da área. Quem não lembra do CorelDraw, que os próprios usuários zoavam "versão nova, novos recursos recheados de novos bugs"? Mesmo assim, usavam o programa, mesmo dando infinitas dores-de-cabeça e estresse a cada vez que o programa travava e todo o trabalho desde a última gravação sendo perdida.

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Campanha Play Ogg

meirellez's picture

Muito bom. Tratar a assunto de maneira fria é uma boa idéia. Se eu pudesse dar um conselho, diria que a famosa "linha cinza" é uma grande companheira, pois você não divide as pessoas entre boas ou ruins, preto ou branco, mas sim numa faixa cinza, onde as pessoas tem uma vida, motivos e situações.

A partir daí você consegue extrair mais informações de indivíduos que estão apenas sendo entrevistados, e não interrogados.

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Só a mudança é permanente.

Panorama's picture

Na verdade, existe uma falta crônica de dados e estatísticas sobre tudo no Brasil... Até sobre temas comuns nós temos dificuldades em levantar informações.

www.panoramainternacional.com

lucasreino's picture

Pirataria parece ser o grande assunto aqui, ontem com a nota sobre os Idiotas também bombou...

Eu acho que com o que foi escrito aqui você já tem parte de seu trabalho (monografia ou o que for).

Você tem o tema, hipóteses e justificativa.

O melhor caminho seria definir a questão problema e os objetivos, para aí sim definir a metodologia e a revisão bibliográfica.

Dentro da metodologia você teria uma certa dificuldade em definir o campo. Por exemplo, pegar só pequenas empresas? Só empresas de design? Só leitores da Meio Bit (sim, é uma opção)?

Também acho que você ia ter que fechar o que seria o objeto de pirataria. É muito complicado tratar de todos os softwares, como parece que o seu curso e design, provavelmente a melhor escolha seria os programas de design.

Bom trabalho!

Fabiane Lima's picture

É que, na verdade, meu TCC não será só sobre isso. Pirataria será apenas um dos capítulos. Se quiser saber mais a respeito [jabá]clique aqui[/jabá].

Megalopolis

A professora de redação pediu para gente fazer uma redação sobre pirataria.

Se esse tema cair no vestibular eu não vou fazer uma redação que preste, é um tema muuuuuuuuuito difícil. O pior é que sempre vêem aquelas estatísticas nonsense sobre pirataria:

"Estima-se que no Brasil 42% da população use algum tipo de produto pirata."

Faça-me o favor né?! A tarefa da Fabi não é fácil não.

Na aula ela falou sobre pirataria de um monte de coisa e não lembrou do Windão piratão com Corel Draw, Office, Photoshop, Wm Player 11... rodando no PC da sala. Ela não lembrou de falar sobre pirataria de software :? . Minha redação vai ser reprovada já que não tem como explicar para ela que o sistema operacional não é brinde.

OFF: todos os professores que chegam com algum CD não sabem ir em meu computador -> E|D||...: e "rodar" o conteúdo. Eles ejetam e colocam de novo e esperam o autorun!! :sick:

Pagar pelo software tudo bem, nada mais justo, mas encher os bolsos do governo com mais de 100% de impostos, vai tomar no $#.
Jogos pra PC eu compro originais por que tem um preço razoável 100 reais, mas pagar 250 para um jogo de console, vá a me%&*. Fora isso uso o XP pirata, os demais programas que uso são todos gratuitos. Ah tem o kaspersky, que eu uso versão de testes.

mig_akira's picture

Eu não sei como funciona nas outras cidades, mas aqui em Londrina-PR, temos 3 "camelódromos", espécies de shopping centers feitos pela prefeitura onde o vendedor que antes vendia na rua aluga um ponto.

Só que todas (TODAS) as lojinhas de CDs e DVDs vendem produtos piratas. Fora os produtos contrabandeados e sem nota fiscal. Isso ocorre num estabelecimento legalizado e aprovado pela prefeitura!

Desde que foram fundados, houve apenas um caso onde a policia federal apreendeu produtos ilegais. O mais divertido é que nesse mesmo dia, os camelôs pararam o transito em determinadas partes da cidade exigindo seu produto pirata e ilegal de volta. Seria quase como se o ladrão de carros exigisse seu carro de volta!

Em contrapartida, espero que toda essa pirataria faça a indústria ver que o modelo antigo de negócios simplesmente não funciona mais. Elas que comecem a mirar no exemplo da Apple com o seu iTunes, por exemplo.

Camelódromos existem por todo país aqui em Cuiabá-MT é do mesmo jeito, mas a polícia bate mais duro um pouco, volte e meia eles fazem apreensões...

Aqui já vi gente vendendo DVD pirata no calçadão com um furgão da polícia e alguns policiais próximos. Ficavam vendo o movimento, mas nada de apreender os produtos visivelmente ilegais.

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Campanha Play Ogg

Fabião's picture

Fabiane, se não tem pesquisa, não poderia você mesma fazer uma ?
Trabalho científico, pesquisa quantitativa e qualitativa, poderia fazer por amostragem, estaria perfeitamente correto e válido do ponto de vista acadêmico. Pega cem neguinhos e pergunta, garantindo anonimato, pronto.

Eu tive o exato mesmo problema quando precisei de dados sobre o uso de softwares educacionais nos colégios. Na hora do levantamento nas escolas próximas, a quantidade absurda de office e windows pirata até me assustou. Achei que em colégio isso seria menos presente. Agora, pergunta pra mim se alguma escola assumiu isso? Eu que ia lá ver, e tava lá o ícone avisando do WGA no canto, ou abria o Office e via o mesmo serial em 4 escolas diferentes.

Descobrir quem pirateia é fácil. Arrumar dados que valham do ponto de vista acadêmico pra tanto é MUITO difícil.

E, na real, coloca lá que todo mundo usa pirata que, por escala, está meio correto... eheheh...

Ótimo artigo. O do shuffle eu finjo que não ví, mas, esse tá excelente.

Fabiane Lima's picture

Talvez eu faça mesmo uma pesquisa desse tipo, usando uma amostra de 100 a 200 indivíduos. Seria "um plus a mais".

Megalopolis

ddd14r's picture

Um link que me ajudou a ter uma base inicial dessa parte de estatística, quando tive de fazer uma amostragem para um trabalho de RBC. Pode ser que te ajude.

http://tinyurl.com/yqx85v

sombriks's picture

Concordo plenamente. Os dados não exitem e Fabiane vai passar dois incríveis anos viajando pelo Brasil inteiro levantando dados, :D

que tal?

ravencj's picture

Oras 2 mil dolares por um programa só porque ele é de uso profissional não justifica.
Quando se tem um produto pronto e empacotado, vendido amplamente, isso é burrice!
Como quase todo mundo, do mais chechelento ao profissional usa o Photoshop, seria mais lógico colocar um preco mais camarada para que todos pudessem comprar.

Roniuj's picture

- Primeiro, 2 mil é pela suite CS3, não pelo Photoshop.

- Segundo, por causa dessa massificação de software pirata que temos tantos designers de fundo de quintal.

Qualquer escritorio que fosse cobrar os valores de mercado poderia ter suas cópias originais sem problemas. Mas fica complicado praticar preços de mercado quando qq "chechelento" cobra menos usando software ilegal. [desabafo de quem já abriu um escritorio de design gráfico e teve que fechar por falta de condições de competir com os "sobrinhos que mexem com computador".]

- Terceiro, há uma sede enorme por se ter o mais avançado, mesmo não se utilizando um quinto dos recursos do programa. Muitas vezes sem sequer necessitrar da versão mais atual.

Eu tenho uma versão do Photoshop CS original e até hj não achei nessessidade insana de ter que pagar ou baixar pirata a versão CS3. E muitos que tem o CS3 poderia fazer as mesmas coisas que já fazem com o Picasa2 [ou o PS Elements, que é bem mais barato e visa usuários amadores]. Mas já que é de graça, instala o melhor de todos, mesmo sem precisar e mesmo sem ser moralmente correto..

..................r o n i u j .............................

ravencj's picture

Isso me lembra a história do "Linux + CRACK + Serial"
Uma vez instalei pra uma paquerinha o CS, ela mal sabia usar o programa, mas logo pediu para instalar o CS2... =/

Roniuj's picture

Exato!

Vide o caso do Office tb!

..................r o n i u j .............................

Fabiane Lima's picture

Eu já sou mais antiqüada: pra mim, o Photoshop 7 faz absolutamente tudo.

Megalopolis

Roniuj's picture

Cara, mas a ferramentas de retoque no CS são fundamentais. Trabalhava para uma empresa de fotografia digital [retoques, manipulação]. O CS adiantou meu trabalho em mais de 40%, em rapidez.

Aí um outro chefe comprou a licença e quando eu saí ele me deu o CS, sou eternamente grato a ele até hj. :)

..................r o n i u j .............................

Pensei que eu era o unico que prefere o 7.
No trabalho sou obrigado a usar o CS3(original), ja ajudando sua pesquisa, mas em casa uso o 7, muito mais leve e como vc disse, resolve igual.
Fazedor de Site
http://www.fazedordesite.com

a piratia nunca vai acabar, soh tende a crescer,
e a maioria do pessoal usa softwares piratas, e outros.
por varios motivos, o maior deles por naum ter dinheiro pra comprar o original.
www.goospel.com.br

Roniuj's picture

Achamos o spammer do goospel? [rs]

..................r o n i u j .............................

ravencj's picture

Hah somente uma pessoa com "nada a acrescentar"

vettorazzo's picture

Bom Fabiane, não sei se alguém já falou isso ante (deu preguiça de ler tudo). Mas imagino que possa ser feito sim. Mas anda assim depende da boa vontade e honestidade do "entrevistado". Como ? Um banco de dados e um formulário para ser preenchido. :? Que simples não ?!?! É, eu sei que não ...

Como garantir que uma mesma pessoa preencha várias vezes, sem que, para isso, identificá-lo no meio físico (mundo real não ia ficar legal) ?

Mas acho q ainda assim seria a mehor, senão única maneira de se levantar esses dados...

Os meus seguem abaixo:
- pago por um produto quando ele me traz algum retorno (principalmente financeiro). Trabalho com hardware, redes e Linux, os dois primeiros não tem como baixar na net, já o último não preciso comentar;
- tenho mais ou menos uns 35GB de mp3 no pc, mas não sou dj;
- windows, até compraria, se isso não custasse pelo menoss 1/3 do meu salário e o produto realmente fosse bom(tá bom o XP não é tão ruim), mas aí ainda tem q comprar os anti-* (que tb não trazem $$) ...

Mas o maior motivo de todos é: pago pelo consumo efetivamente e o dia que descobrir como não pagar, deixarei de afazê-lo. Afinal, trabalho para o MEU sustento, não para dar $$ pra quem já tem um bocado dele.

-- Meu 1º teste ---
http://refvol.wordpress.com

Sugestao: estude o conceito de propriedade, depois o de propriedade intelectual e por fim o de patente.

´Piratear´, diferentemente do que as pessoas acreditam, está mais para uma transgressão política do que uma necessidade econômica.

Nao é novidade, nao começou com a internet e tao pouco acabará tao cedo, mesmo que seja considerado um ´crime´.

Crime contra quem? Contra monopólios e oligopólios? Poupem-me e contem outra piada.

adnox's picture

Olá pessoas,

Parem para pensar um segundo sobre outra perspectiva! Para se chegar ao valor de algo (formação de preço) você estabelece os custos de produção, transporte, demanda de mercado, lucro, depreciação linear, capacidade de produção e mais alguns fatores. Isso para "produtos físicos" são uma ótima metodologia e correta por sinal.

Mas como se chegar ao valor de uma idéia???

Generalizando, um software é uma "idéia" estruturada de procedimentos utilizando-se de hardware especifico. Agora a pergunta: como se chegar ao valor de uma idéia?
O problema é que no primórdio do desenvolvimento do mercado de softwares se convencionou a tratar o software (idéia) como um "produto físico", elevando o ganho, pois não se inclui ai na conta a quantidade de produção, pois um bit copiado é um bit perfeitamente igual.

Não tem lógica esse tipo de raciocínio se levar em conta a visão de um consumidor. A visão ai é puramente de "business", esse é o mercado perfeito e não é por menos que nossa economia atual gira em torno desse modelo de Plano de Negócio.

Então a pirataria seria uma saída desse modelo uma quebra de paradigma para a adequação de mercado, PELO MERCADO!!!

Se perguntem por que do movimento Software Livre? E de acordo com outro post do meiobit mesmo as coisas estão mudando...

Por fim, será que posso vender meu software pra outra pessoa, será que posso coloca-lo como um ativo em meus recursos pessoais? Não acho que não!!!

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...gere o caos para gerar a ordem...

Keaton's picture

A maior culpada da pirataria do Windows é a própria Microsoft que viciou os leigos em um sistema operacional estável e descomplicado, mas cobra um preço exorbitante por 'um disco'.

Quase não vejo usuários leigos que gostem do linux ou que usem-o por muito tempo, logo desinstalam e instalam um Windows XP genérico. (se bem que não é só usuário leigo que faz isso..)

Eu penso que vender computador com Linux não é a solução mais adequada, muitos sequer vão entender como ele funciona e outros sequer vão saber arrumar o serviço de porco da instalação de certas empresas..

De nada adianta querer enfiar uma solução ruim goela abaixo do usuário, tem de criar uma solução no minimo decente que o usuário queira engolir.

Na minha opinião, o ideal (para diminuir a perda com a pirataria do Windows) seria a Microsoft abaixar o preço para o Windows. Por exemplo O Vista Home Basic normal poderia muito bem sair por R$ 80 e não 280. Ou o Windows XP Home poderia custar 80, não 180.

O usuário não quer pagar por uma versão ridiculamente limitada como o Windows XP/Vista Starter Edition.

Posso dizer sem medo de errar que: "a maioria da pirataria é feita por usuário que realmente não quer mesmo pagar por coisa alguma por nem saber que aquilo é produto de muito trabalho ou mesmo que foi enganado com uma licensa falsa e nunca ficou sabendo disso." Mas não dá para condenar todo mundo dessa forma, conheço muita gente que gostaria de pagar o Windows e não tem dinheiro MESMO nem se adapta com as soluções livres.

Resumindo, um dos principais fatores da pirataria (para as pessoas concientes) são o preço das licensas (não só a licensa do Windows, mas todas as de produtos como Adobe, Corel, AutoDesk..) que ainda são alto demais para o consumidor brasileiro.

Outro motivo que ainda ajuda a Microsoft é o Linux que ainda não é muito interessante para consumidor leigo que quer apenas uma coisa que funcione da maneira normal. (entenda por maneira normal a maneira Windows de ser.. C:/ D:/ e não hda1 hda2 etc..)

dante's picture

Já vi a Autodesk dar 90% de desconto para licenciar o AutodCAD pirata. Não sei se eles ainda fazem isso.

Abraços

rodrigoneves's picture

E a forturna do Bill Gates está chegando na casa dos 100 bilhões de dólares, isso com a pirataria.

Aprendam com ele! :D

rodrigoneves's picture

E a fortuna do Bill Gates está chegando aos 100 bilhões de dólares, com a pirataria.

Aprendam como ele! :)

Pirataria não é artigo de exclúsividade brasileira, o mundo esta repleto delas,os verdadeiros motivos que levam as pessoas a piratear um produto, são os preços dos mesmos,aqui nos Estados Unidos assistimos de camarote a espanção desse tipo de produto,tão comum quanto ai no Brasil, o grande porém, esta na forma de como se combate o problema, concordo que se tratar-mos todos os que consomem produtos pirateados como criminosos, as autoridades terão obviamente que prender seus proprios filhos.
Conhecer o perfil desses consumidores, será talvêz o inicio de um longo trabalho a ser feito, mas não há como se tratar dos efeitos se não eliminar-mos as causas.

Frank Quick's picture

Em relação ao tema pirataria/design, lembro muito bem dos programas antigos a AutoDesk, vocês lembram? Quem nunca quis aprender a fazer projetos no AutoCad, no Animator Studio ou no 3dStudio [nostálgico mode on]FOR DOS[nostálgico mode off]? Nessa época já existia (e era necessário para utilizar os programas) o que é conhecido como HardLock, um dispositivo a ser inserido na porta paralela da estação de trabalho, a fim de reduzir a pirataria. Além dos softwares custarem uma pequena fortuna (ainda custam), imagino que seu preço era acrescido por tais dispositivos de segurança.

Sempre gostei de computação gráfica e só tive contato com esses produtos na faculdade, como continuar os estudos ou partir para a profissionalização com os softwares custando o olho da cara? Deve ser por isso que muitas empresas começam com softwares piratas, mas pensando em regularizar a situação. Esse assunto pode ser um tópico interassante caso você faça sua "pesquisa de campo", Fabiane. Abraços a todos.

alexandre.geo's picture

pesquisa de mercado, enxergar "pessoas" ao invés de "piratas", pode ser o primeiro passo para a descoberta de soluções para este problema.

Parabéns pelo insight. Vá em frente.

gersoncramos's picture

Oi Fabiane, eu trabalho exatamente nessa área de licenciamento de software fazendo auditorias e arrumando a casa de muitos Brasil afora e posso te dizer que ficarias surpresa como que se encontra por ai. A realidade é outra... não é a que a que parece ser não, mas é perto do que imaginas ser. Queres trocar uma idéia mais realista da coisa toda estou o Gtalk em gersoncramos@gmail.com.

ddd14r's picture

Um link que me ajudou a ter uma base inicial dessa parte de estatística, quando tive de fazer uma amostragem para um trabalho de RBC. Pode ser que te ajude.

http://tinyurl.com/yqx85v

BelzinhaRJ's picture

A culpa da pirataria = preços altos.

Luizosr's picture

Eu colocaria mais elementos nessa fórmula..
pirataria = preços altos + cultura (aqui no Brasil, o famoso jeitinho brasileiro) + subvalorizar o trabalho dos programadores e do pessoal que trabalha no desenvolvimento de programas (no caso dos softwares) + etc.. etc.. etc..



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