Mantenha-se informado sobre as nossas novidades com nosso newsletter semanal, todas as segundas-feiras
Vender anúncios para grandes audiências é um negócio bastante lucrativo. O Google fez nome e fama em cima dessa tática, e hoje, a Microsoft corre atrás do prejuízo e tenta emplacar o Bing justamente para poder vender anúncios na Internet. Se a Grande Rede, que é bastante populosa, é uma fonte de renda interessante, imagine algo comum a todos os computadores do mundo: o sistema operacional. Pois é, parece que o software básico de todo PC é o novo alvo (da gana) de anunciantes e plataformas de anúncios.
Não é de hoje que alguns programas são suportados por anúncios. O Opera, por exemplo, antigamente era pago, e a versão gratuita vinha com um nada elegante banner de 728x90 pixels no cabeçalho. Hoje pode parecer irrelevante, mas imagine isso numa época em que a resolução média era de 800x600? O Windows Live Messenger (antigo MSN Messenger) é outro que gera um grande lucro para a Microsoft, via banner no rodapé da lista de contatos, e anúncios textuais nas janelas de conversação.
Novos programas também partirão dessa premissa: suporte por anúncios. Exemplo? Office 2010 Starter. A nova edição do Office, cujo objetivo é substituir o malfadado Works, conterá um banner permanente. Tudo bem que, para o usuário final, o programa, que a princípio só será vendido para integradores OEM e disponibilizado em PCs novos, será gratuito, mas é como diz o velho ditado: não há almoço grátis. Você paga, mediante a audiência dos anúncios built-in.
Para que não fique a impressão (como se fosse adiantar…) de que a Microsoft é do mal, o Google entrou na dança, e a última versão do Google Earth está recheada de anúncios AdSense. O mais estranho é que o próprio Google veda a inclusão de anúncios do AdSense em software, limitando sua exibição apenas em páginas web. Seria um prenúncio de que, em breve, essa será a praga substitura da barra de ferramentas do Ask.com?
Calma que a coisa piora. A Apple deu um passo à frente (ou para trás, a depender do ponto de vista), e registrou uma patente que esquematiza um sistema no qual a publicidade invade não seu site favorito, nem mesmo um programa gratuito qualquer, mas o sistema operacional. Aquele pelo qual você pagou.
Aonde isso vai parar? Ainda é uma incógnita. Oferecer versões trial é uma prática comum na informática há anos, e uma das maneiras mais eficazes de vender um software que as pessoas queiram ou precisem muito. O problema que está se desenhando nesse cenário é que, pelo andar da carruagem, o remédio (software pago) está sendo contaminado pela doença (anúncios) contra a qual ele deveria lutar, o que deixará o usuário sem saída, obrigado a, além de pagar por um programa, ter que aguentar anúncios de aumento peniano e remédio para impotência. Linux, cadê você?
E viva o capitalismo!
______________________________________________________________
mówić tylko w obecności mojego prawnika!
{Kolodziey}
(...)o que deixará o usuário sem saída, obrigado a, além de pagar por um programa, ter que aguentar anúncios de aumento peniano e remédio para impotência. Linux, cadê você?
Triste! Hoje em dia estamos muito mal acostumados com o gratís que existe por ai e isso pode nos dar um belo tranco!
___________________________________________%
|| Blog || Twitter @morobles || RSS ||
Uso Linux mas estou ciente que essa nova mania pode afetar essas distribuições também, já que, software livre não quer dizer sempre software grátis. O problema é quando isso foge do controle e o usuário passa a ficar refém de propagandas forçadas (binários de código fechado) ou baseadas no seu perfil (back door), mas, pelo menos no penguim, temos 312.552 distribuições
o que garante um pouco mais de tranquilidade se precisarmos escapar das garras dos cybermarqueteiros.
A propaganda tem que vir de um lugar, não importa se o software é de código fechado. Então vc rastreia os domínios de onde vem os anúncios e usa a velha técnica do arquivo "hosts", colocando algo como "127.0.0.1 ads.google.com", então os anúncios nunca serão exibidos.
Se tiver sorte, até o canvas reservado ao anúncios some (se o tamanho for proporcional).
"O único lugar onde 'sucesso' vem antes de 'trabalho' é no dicionário."
Albert Einstein
Xeque.
A sua solução é perfeita levando em conta a atual arquitetura dos SOs. Inclusive, não só o hosts, mas também o firewall pode ser editado para barrar tais endereços. O problema é que o hosts pode ser facilmente tirado da jogada (e ele já está bem obsoleto). Pior ainda, os anúncios podem ser disparados por uma Thread no kernel; ela abriria uma janela modal que só liberaria o seu sistema quando recebesse os dados do anúncio.
Xeque mate?
É.. Xeque-mate mas quase mate
, pois ainda sim tem uma maneira (bem trabalhosa) de burlar o sistema, que seria imitar (clonar) o tráfego dos anúncios, mas nesse caso a sua própria máquina alimentaria os anúncios (que seriam nulos) através de um serviço com um servidorzinho WAMP.
Mesmo se o software analisar se recebeu algo, vai dar positivo (na verdade um falso positivo), pois o "anúncio" fake foi entregue.
Aliás, isso me deu uma idéia... se uma pessoa criasse um "vírus" que fizesse isso, substituir a fonte dos anúncios por uma fonte dela, ou seja, a arrecadação dos anúncios seria pro dono do "vírus" e não pro dono do software. Seria como substituir a chave do AdSense de alguém pela sua.
"O único lugar onde 'sucesso' vem antes de 'trabalho' é no dicionário."
Albert Einstein
É, se isso for para frete a briga será boa. Pessoalmente eu não me sentiria feliz em pagar por algo que virá recheado de anúncios indesejados e que, de certa forma, vai continuar dando dinheiro ao desenvolvedor meio que às minhas custas. Acho que se for distribuído "de grátis" os anúncios são sim uma forma de custear o desenvolvimento do software, e ninguém tem o direito de reclamar, mas numa coisa paga?! Sei não...
Acho que isso dificilmente pegaria no Linux, porque facilmente se criaria um fork do projeto sem ads embutidos. Lembremos que a insatisfação criou a maioria dos projetos open source de sucesso atualmente.
Mas a fabiane não tinha dito que a patente da apple com anuncios previa que eles seriam colocados em, citando, "dispostivos distribuidos gratuitamente, ou a preços bem reduzidos"?
Se for assim tudo bem, acho.
Acho que se for GRATUITO ou então tiver explícito no contrato, quando você comprar um SW, que haverá anuncios, nao vejo problema, pois no primeiro caso, os anuncios podem ser a fonte de sobrevivencia do SW e no segundo caso, você SABE o que está comprando
E nao deixem de visitar meu blog:
http://geekrules.wordpress.com
Pelo que li a muito tempo atrás, o S.O é gratuito, e tem que pagar pra tirar os anúncios. Então, o "pago" em negrito é informação errada.
ja dizia um velho deitado: PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO
Acesse meu blog: www.ssdgeek.blogspot.com
ps.: O BLOG ESTA TEMPORARIAMENTE SEM RECEBER ATUALIZAÇÕES
Ze Gotinha Feelings? Double Post?
Ghedin sob efeito de "tóchicos"
E nao deixem de visitar meu blog:
http://geekrules.wordpress.com