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Para começar, não tem nada a ver com Karina Bacchi, mas também foi show de bola. Na cerimônia de abertura da FutureCom tivemos uma apresentação do Maestro João Carlos Martins, com uma versão a 5a de Bethoven misturada com a bateria da Vai-Vai.
O Maestro perdeu ao longo de vários acidentes em sua vida o movimento das mãos, e de pianista virtuoso tornou-se regente e exemplo de superação, pois mesmo tendo controle sobre o movimento de 3 dedos, consegue ser 10x melhor do que qualquer um ao piano.
Sim, ele ainda por cima toca, como demonstra ao final da apresentação, acompanhando ao piano sua orquestra, tocando a 4a Ária para Cordas, de Johan Sebastian Bach.
Com vocês, a apresentação.
O esqueleto de Bethoven deve estar se batendo no caixão nesse momento.
Acho que não. Aqueles compositores eram acima de tudo experimentadores: eles com frequência improvisavam sobre as próprias obras, tocando-as diferente do que haviam escrito -- que, afinal, é só um registro em determinado momento de uma idéia musical, não diferente de nossos registros mais exatos de uma performance com gravadores de som. A bateria deu um colorido diferente e maior impacto à obra. Tirou do museu e tornou a música mais viva para um público contemporâneo acostumado à pontuações de ritmo com bateria...
Me deu a impressão que o vídeo tava com lag, pelo movimento que ele fazia com as mãos e o som que saia, mas o que eu entendo disso é quase nulo...
Notícias Digitais
Ele controla o Som com a força da mente!!! :)
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Pangamirratomiruaro...
Infelizmente a bateria de escola de Samba não pegou bem com a 5., mas esses adereços são necessários para as pessoas ouvirem, interpretações tipo Boston Pops não são suficientes.
Quanto ao final com o JCM ao piano devo confessar que chorei, tenho os CDs com ele interpretando a obra completa de J.S. Bach, lógico que essa interpretação não é nada comparada quando ele tinha o controle completo das mãos, mas o sentimento que ele passou nessa peça foi muito forte, essa é a prova que somente técnica não basta, o sentimento conta muito.
Agora uma curiosidade, vocês sabiam que quando o Keith Emerson, aquele do Emerson, Lake & Palmer é fã do JCM? Eles se conheceram em 1969 em um concerto da BBC, o JCM tocou uma peça do inédita e o KE foi procura-lo nos camarins perguntando o que era aquilo, JCM falou que era uma peça muito difícil (segundo o KE se ele falasse que era fácil acabaria sua carreira no ato) de um compositor argentino chamado Alberto Ginastera, depois desse encontro JCM apresentou Ginastera ao KE e a partir daí várias obras do Ginastera foram adaptadas para o ELP.
Peguem as tochas, foices e acendam as fogueiras!
Ver o o final da apresentação valeu o evento.
Já vi algumas vezes esse pianista no programa do Jô (sim, as vezes tem algo que preste lá).
A história do cara é brincadeira. Ele é praticamente o Joseph Climber da vida real. Se Deus existe, foi muito FDP com ele.
Sofreu muito, e várias vezes e continua tentando. Se tornou maestro praticamente porque queria continuar na música e tocar piano pra ele é muito sofrido.
Maestro João Carlos Martins aka. Joseph Climber, um exemplo de superação!
Mas a vida é uma caixinha de surpresas...
Linux User: #317429
msn: smilecaolho(at)hotmail.com
JOLUGA
C2Q6600 * Nokia E71 * HTC touch * nikon D90 *
Em compensação entrar no website FUTURECOM é um sufoco ... too bad ! :(
Caramba e não é que ficou bom com a bateria ? gostei mesmo
Uma mistureba bem brasileira. O agogô até se sobresai. :)
Mas acho que faltou cavaquinho! Só bateria não é samba... :P
Bela apresentação! Agradeço a transmissão, Cardoso.
Que mania chata de quererem colocar batuque no meio de uma musica classica.
Quer f**** com a musica? Toca o samba sozinho ...
Em geral, também sou purista. Mas algumas sinfonias de Beethoven são bem barulhentas e em ritmo marcial mesmo. Acho que a bateria deu um quê a mais, sem excessos. Se fosse na Sexta, ia ficar estranho...
Também achei legal a apresentação ser com um conjunto pequeno, bem diferente do que normalmente vemos em apresentações clássicas com orquestras sinfônicas com mais de 50 integrantes. Na época de Haydn, Mozart e Beethoven de fato os conjuntos eram mais reduzidos, embora progressivamente maiores. Perceba como nada se perdeu do impacto e sonoridade.
Só corrigindo, é a "Ària para 4a. corda" e não "4a. Ária para Cordas". Essa música é mais conhecida como "Ária na corda Sol".
Darjá Cardozo Lages
VJ Digipix3D
Adoro a 5ª Sinfonia, principalmente quando fazem diferentes versões dela. Gostei bastante do experimentalismo, fizeram algo totalmente diferente, misturando o clássico com o brasileirismo. Interessantíssima.
Em relação ao final da apresentação, acho que dispensa comentários.
O maestro João Carlos Martins é, além de um grande músico, um exemplo de superação pelos problemas de saúde que tem.
Só uma correção, o correto é "Johann Sebastian Bach", com dois "n".
Grato pela cobertura!
Belo post Cardoso. Belo vídeo também. Como grande fã de música clássica, grande fã de música brasileira e sempre de coração aberto pra qualquer experimentalismo (tirando do Caetano Veloso que, depois do Araça Azul, perdeu qualquer crédito) achei ótima a versão. A bateria apareceu sem roubar a cena e a música se preservou, apenas com um ritmo mais marcado, coisa que nem é tão distante do original.
A "Ária para 4a Corda" é belíssima e o sentimento que ele coloca na música é uma coisa emocionante!
Bom ver essas coisas por aqui também.
Caetano é um sem-noção deslumbrado. Ele tinha boas músicas na década de 70, mas decidiu ser apenas uma personalidade sempre sorridente. Devia morar na Ilha de Caras. Acho que choques elétricos no pênis durante a ditadura o afetaram...