Marcellus Pereira's picture

O fim da Lei de Moore

A cada salto no processo produtivo de semicondutores ( especialmente processadores ), ouvimos a mesma ladainha: que o fim da "Lei de Moore" está próximo.

Se você viveu os últimos cinquenta anos no Tibet, a "Lei de Moore" diz que o número de transistores numa mesma área de semicondutor dobra a cada dezoito meses. Na verdade, uma pequena revisão foi feita e o tempo mudou para 24 meses. Tal afirmação saiu da brilhante mente de Gordon Moore, co-fundador da Intel, em 1965 e tem se mostrado válida desde então.

Segundo o próprio Mr. Moore, numa palestra ontem, no IDF ( Intel Developer Forum ), em quinze anos a "lei" perderá sua validade. E, pelo visto, desta vez é sério.

Acontece que o processo litográfico, usado na confecção de dispositivos semicondutores, tem uma limitação física. Em breve, será impossível alinhar os átomos de silício de forma que seja possível controlar o fluxo eletrônico.

O quê acontecerá, então? Há alternativas, mas nenhuma delas passa pelo "transistor", como o conhecemos hoje. Nanotubos de carbono, computação quântica e chips biológicos são boas apostas.

É uma pena que computadores baseados em óptica ainda estejam longe da realidade.

[via Dailytech]

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Às vezes a velocidade com que a tecnologia tem crescido me assusta.

Vários produtos de informática para você e sua empresa http://www.infob.com.br

DenisKL's picture

Meu Deus... eu entendi absolutamente nada!
Mas beleza, se funcionar, tá valendo... kkkkk

hgalperin's picture

Fazendo umas contas rápidas:

Considerando que um Core2 Duo hoje tem 291M transistores em 143 mm^2, isto da uma densidade de transistores hoje de 2,03M de transistores por mm^2. Considerando que isso dobra a cada 2 anos, e considerando este "em breve" como 6 anos, resultaria em absurdos 16,27 milhões de transistores por mm^2!!! Resultando em processadores com 2,33 bilhões de transistores!

Tio, eu quero um desses de natal. :D

parece q a tecnologia mais promissora é a do grafeno, bem parecida com a de nanotubos de carbono.

Rafael Vasconcelos's picture

Eu aposto na spintrônica.

FelipeBZ's picture

Eu também.

"A spintrônica também é a base das memórias MRAM (Magnetoresistive Random Access Memory), que ainda não chegaram ao mercado, mas estão em pesquisa há alguns anos. Elas serão capazes de congelar as atividades em andamento em um computador quando ele é desligado e recuperá-las quando ele é religado - ao contrário das memórias RAM atuais, que perdem os dados armazenados toda vez que o computador é desligado e por isso precisam passá-los para o HD e recuperá-los a cada reinicialização.

Isso significa que, com o auxílio da spintrônica, não precisaríamos mais ficar olhando para a tela preta, esperando o computador iniciar. “Seria como ligar uma TV”, explica o professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, Valmir A. Chitta."

http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2007/09/11/idgnoticia.2007-09-11.2367954465

Möbius's picture

A cada dia a computação quântica avança mais.
Agora cientistas da Universidade de Michigan conseguiram dar um passo importante na direção da internet quântica!
Utilizando uma idéia de Einstein de que átomos separados a distâncias ilimitadas podem "sentir" alterações de forma instantânea (e não à velocidade da luz, que é o limite fora da física quântica) seria possível troca de informações (qubits) de forma instantãnea entre computadores quãnticos, mesmo se um deles estivesse aqui e o outro no Japão, em Júpiter ou do outro lado da galáxia.
O efeito já foi confirmado para uma distância de 1 metro, mas não existe limite.
Já imaginaram o que seria uma internet com velocidade ilimitada e instantânea?

Veja o artigo do site Inovação Tecnológica.
A mecânica quãntica é uma coisa bizarra mesmo!

juniorcba's picture

Se isso fosse hoje, a página só demoraria pra abrir porque precisa gravar os dados na RAM. =P
Mas como até lá a RAM deve ser quantica também...

------------------------------------
Excuse me, is you saying something?
Uh, uh, you can't tell me nothing
Just Another Blog

Weber's picture

Não quero estragar sua felicidade, mas existem outros fatores a serem considerados. Mesmo que vc consiga manter o emaranhamento, como é chamado o efeito de correlacionar dois sistemas quanticamente, após o afastamento, ainda é necessário um canal clássico, como uma transmissão de rádio por exemplo, que naturalmente é limitado à velocidade da luz.
Se tiver acesso a artigos da Revista Brasileira de Ensino de Física procure por teletransporte (de informação), podem esclarecer o assunto.

TP's picture

eu aposto na Quantica....

Bruno Santiago's picture

Cada vez tá adiantando menos botar zilhôes de transitores no mesmo chip. Diversos outros fatores tão limitando as performances dos computadores como por exemplo resfriamento e clock. Os chips multi-cores já são uma consequencia disso.

Ou seja, a lei de moore já tem perdido um pouco a importancia. Acredito que antes de se alcançar a limitação física de integração do CI´s, a industria de microeletronica vai valorizar e voltar seus esforços para outros aspectos.

Qual a grande vantagem de se colocar zilhões de trasistores no mesmo CI? Miniaturização dos chips e consequentemente miniaturização dos sistemas

Já começaram a atacar o problema diretamente utilizando outras tecnologias para miniaturizar o sistema como todo. Principalmente os componentes que não podem ser colocados dentro de um CI e que foram esquecidos pela industria por um bom tempo.

Recomendo a quem se interessar pelo assunto ler a reportagem da IEEE Spectrum de junho de 2006 " Moore's Law Meets Its Match"
http://spectrum.ieee.org/jun06/3649

hgalperin's picture

A vantagem de transistores menores e mais numerosos são as seguintes:

1) Menor consumo de energia por transistor
2) Maior espaço para cache no processador
3) Mais núcleos por processador
4) Núcleos disponibilizando mais instruções executadas em hardware

Logo, a formula do quanto mais transistores melhor é sempre válida. Concordo que hoje estão bastante focados em otimizar os transistores que já tem, mas a miniaturização dos transistores ainda é sempre alvo de evolução rápida.

LeX's picture

É impressionante o que os caras estão criando através da Quantica..

Quem sabe quando meu filho fizer 18 anos, ganhe um intel "Q" de presente.

PS: Detalhe, esse filho ainda precisa ser fabricado.
=oP

Weber's picture

Eu aposto em processadores baseados em válvulas de spin, montados sobre placas-mãe com circuito ótico utilizando memórias não-voláteis de nanotubos de carbono. Hehehehe...

Higo's picture

Memória de nanofios pode guardar dados por até 100.000 anos

Cientistas desenvolveram nanofios(Os nanofios feitos de telureto de antimônio-germânio têm a espessura equivalente a 100 átomos. ) capazes de armazenar dados e recuperá-los 1.000 vezes mais rápido do que as memórias sólidas atuais, como as memórias flash. Além disso, os cálculos dos cientistas estimam que os dados ficarão armazenados em segurança por 100.000 anos.

Ao invés da litografia, a equipe utilizou um mecanismo chamado automontagem, os reagentes químicos se cristalizam a baixas temperaturas, esse processo de cristalização gera automaticamente os nanofios.

Os nanofios são uma espécie de "matéria-prima", uma espécie de liga semicondutora que é considerada uma das mais promissoras para a construção de uma nova geração de memórias de computador.

Os testes revelaram um baixíssimo consumo de energia, de apenas 0,7 mW por bit. O tempo para escrita, leitura e apagamento dos dados na memória é de 50 nanosegundos, cerca de 1.000 vezes mais rápido do que as memórias flash hoje utilizadas na maioria dos dispositivos de armazenamento portáteis, pen-drives e câmeras digitais.

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010110070920

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