Devido aos níveis de comércio ilegal, contrabando e alta carga tributária, a Apple não tinha interesse em produzir no Brasil, mas isso mudou.
Em dezembro do ano passado a empresa enviou para o Brasil a sua gerente sênior para assuntos governamentais, Susan Cronin, que foi diretamente para Brasília, e se reuniu com a presidência da republica, os ministérios da fazenda, das comunicações e a casa civil. Com o intuito de negociar para participar do mercado brasileiro de celulares de alta tecnologia, que possui níveis consideráveis de absorção de aparelhos.
Assim como as empresas que produzem computadores gozam de incentivos fiscais, e colaboram com pesquisas de novas tecnologias, a Apple queria o mesmo, mas o governo não deu um sinal positivo, o que não desanimou a Apple. Ainda com o interesse de produzir no Brasil, a empresa contratou estrategistas para achar um jeito de introduzi-la no país, dentre eles estava Carlos DeVries, responsável pela introdução da Palm no mercado nacional.
As opções apresentadas pela equipe de Carlos DeVries, eram terceirizar a produção e introduzir a Apple aos poucos no mercado brasileiro. Devido a necessidade de altos investimentos, a terceirização não vingou, mas a entrada aos poucos da Apple no mercado nacional sim. A chegada do Iphone do Brasil evidencia essa aceitação.
Se tudo ocorrer como esperado, ou seja, se os lucros forem bons, o governo brasileiro reconsiderará a adição de uma fábrica Apple no país. Nesse primeiro momento, da chegada da empresa ao Brasil, o preço dos produtos ainda seria alto, mas com o tempo viriam os incentivos fiscais, o que derrubaria o preço dos produtos para o consumidor final. Acontecendo isso o Brasil deixará de ser "o excluído", como é hoje.