Fotografia
Fotografia
Digital Drops Blog de Brinquedo

Atek AT-679 – Mini Review

Por em 30 de janeiro de 2013

Algum tempo atrás eu escrevi um texto aqui no Meio Bit sobre como montar o seu Estúdio Tabajara com pouco investimento. A coisa basicamente girava em torno de trabalhar com luz contínua e todas as vantagens e desvantagens que isso acarreta. Porém, depois de comprar o primeiro conjunto de flash acabei abandonando a luz contínua em favor da comodidade, pois é muito mais fácil trabalhar com uma fonte de luz que não gera calor suficiente para derreter o seu cérebro. Mas, o tempo passou e bateu novamente a vontade de trabalhar com a velha luz halógena amarela.

Mas, dessa vez decidi partir para algo mais profissional e investir em um set de iluminação feito especificamente para isso. Depois de muito pesquisar, e de querer gastar pouco, me decidi pelo conjunto Atek AT-679. A escolha da marca foi fácil, pois toda minha iluminação de estúdio é da Atek e me entendo muito bem com seus produtos e acessórios, além da qualidade ser aceitável e o preço um pouco mais camarada. O conjunto é composto por dois iluminadores AT-800A com 1000W cada um, duas sombrinhas difusoras, dois tripés de alumínio e o bag de transporte BGSC 0162. O kit completo foi adquirido na página oficial da Atek pela quantia de R$ 684,00.

 

atek_halógena

Hoje foi o dia que consegui testar o brinquedo e chamei minha amiga Nay Amaral para ser a vítima. Decidi trabalhar apenas com os dois iluminadores e ver as possibilidades. A montagem é muito fácil e intuitiva. A geringonça ligada gera uma quantidade absurda de calor até dois metros da lâmpada, mais longe que isso fica aceitável. Mas, é impossível trabalhar com os dois iluminadores em um local pequeno sem ar condicionado. Também deve ser observado se a corrente elétrica do local vai suportar os 2000W dos dois iluminadores.

A luz gerada não chega a ser muito dura, mas mesmo assim é necessário usar a sombrinha difusora para gerar uma luz mais suave e bonita. Porém, a sombrinha quebra quase dois terços de ponto de luz dos iluminadores. Mesmo sendo uma fonte de luz muito forte, para a fotografia ainda é pouco. A fotometria com velocidade de obturador em 1/100 e o ISO 400 mostrou a necessidade de um diafragma em f/2,5. Não é qualquer um que possui uma lente clara desse porte, por isso indico o uso de uma 50mm f/1,8 que vai ser a alternativa mais barata para conseguir fotografar nessas condições. Em minha opinião o ISO em 400 é o máximo que posso abusar sem gerar uma quantidade absurda de ruído e o obturador em 1/100 me garante fotos com pouco risco de tremer. Claro que cada um tem seu próprio limite quanto as configurações e câmeras mais avançadas podem trabalhar em ISO mais elevado sem uma grande quantidade de ruído.

Abaixo algumas amostras.

 

ensaio_nay_amaral-7367 ensaio_nay_amaral-7362 ensaio_nay_amaral-7379

A opção pelo fundo preto é uma coisa natural para mim, pois gosto do contraste entre a luz e o negro. A câmera utilizada foi a Canon EOS 50D com a lente EF 85mm f/1.8 que garante nitidez e uma grande abertura de diafragma. O problema em fazer retratos com uma grande abertura é a perda de profundidade de campo, o que pode ser um ponto negativo e também um atrativo nesse tipo de foto. Outro ponto a ser levado em conta com esse tipo de iluminação é o balanço de branco. Como fotografo em RAW eu só me preocupo com isso na pós produção. É possível deixar as fotos com uma tonalidade mais quente, realçando o efeito da luz ou simplesmente equilibrar para algo mais frio, para corrigir a coloração das lâmpadas halógenas.

ensaio_nay_amaral-7382 ensaio_nay_amaral-7438  ensaio_nay_amaral-7450

O posicionamento das lâmpadas foi uma a frente e a esquerda da modelo e uma colocada a direita e atrás para fornecer um recorte no corpo e cabelo. Mesmo com todos os pontos negativos o resultado foi interessante. Também destaco a possibilidade de trabalhar com muitas áreas com sombra e áreas iluminadas quase estouradas. Sempre achei a sombra tão importante quanto a luz na fotografia.

ensaio_nay_amaral-7526

Em resumo é uma boa opção se você quer variar um pouco os seus esquemas de luz, mas é necessário os cuidados quanto a fiação elétrica e a questão do aquecimento. A quantidade de energia gasta também é um fator importante a ser levado em consideração. Porém, o fator negativo que mais me incomoda é a questão de utilizar uma grande abertura de diafragma que mata a profundidade de campo e ao mesmo tempo diminui drasticamente a nitidez que pode ser alcançada com a lente. Juntando a isso a velocidade ISO temos uma imagem um pouco lavada e sem nitidez, isso se você aplicar um zoom absurdo nos arquivos. Claro que se converter para preto e branco ficará perfeito. Porém, isso está ligado a linguagem fotográfica de cada um.  Mas, ainda assim achei muito legal e provavelmente vai fazer parte de meu arsenal fotográfico.

emAcessórios Resenhas

Um GamePad ideal para os fãs de emuladores

Por em 30 de janeiro de 2013

Videogames portáteis fabricados na China e cujo objetivo é rodar uma infinidade de emuladores não são uma novidade, mas a XingLing JinXing Digital conseguiu a façanha de se destacar com seu último lançamento, o JXD S7300 HD Gamepad2.

Com um visual muito parecido com o do controle do Wii U e o peso de um iPad Mini, o aparelho vem com 1GB de RAM, 8GB de memória interna, tela capacitiva de 7 polegadas sensível ao toque com resolução de 1024×600 e processador ARM Cortex A9 de 1,5 GHz, tudo isso rodando num Android 4.1.1. Outras características interessantes são o suporte a 3G, saída HDMI e câmera frontal.

Em se tratando dos emuladores, o portátil promete rodar jogos do Mega Drive, Game Boy Advance, Super Nintendo, NES, Nintendo 64,, Playstation, CPS-1 e 2, assim como do Neo Geo e claro, a maior parte dos títulos criados para o sistema operacional do Google também são suportados e os interessados poderão adquirir o videogame pela loja WillGo, por um preço de US$ 166 e sem a cobrança de frete.

Normalmente eu não me interessaria muito por algo assim por desconfiar da sua qualidade, mas esse vídeo sugere que o produto tem um bom acabamento e de repente todas esses videogames usando o Android como sistema perderam muito de sua graça.

dori_jxd_30.01.13

[via Polygon]

emPortáteis

Nikkor AF-S 800mm f/5,6 FL ED VR

Por em 30 de janeiro de 2013

Grandes fotógrafos precisam de grandes lentes? Nem sempre, mas que o fato de ter o melhor da tecnologia em lentes deixa a vida um pouco mais confortável é inegável. Já vi muito fotógrafo com equipamento top de linha fazer apenas fotografia medíocre, assim como vi fotógrafo com câmeras medíocres fazerem fotografia da mais alta qualidade. Conhecimento acima de tudo crianças. Depois de aprender o máximo possível será a hora de investir no melhor equipamento e matar os seus amigos de inveja com as ótimas imagens que vai produzir.

Pensando em melhor equipamento não podemos deixar de dar um destaque ao novo lançamento da Nikon nesta última semana do mês de janeiro. Finalmente chega ao consumidor a nova lente Nikkor AF-S 800mm f/5,6 FL ED VR que vai fazer a alegria dos fotógrafos de natureza e esporte. Mas, mesmo que você não seja adepto desses dois tipos de fotografia ainda assim vai ficar com água na boca para testar essa belezinha. A nova lente chega com 20 elementos distribuídos em 13 grupos sendo que temos duas lentes ED e 2 lentes de fluorita (embora pareça ser nome de algum elemento utilizado em histórias em quadrinho, a fluorita já é utilizada pela Canon em suas lentes mais elaboradas e agora a Nikon se utiliza do mineral pela primeira vez), além do revestimento de nano cristais que deve eliminar reflexos indesejados. A lente pesa impressionantes 4,49 kg e a distância mínima de foco fica em 5,8 m. Valores impressionantes.

Porém, nem tudo são boas notícias, pois grande tecnologia traz grande valor. A nova Nikkor AF-S 800mm f/5,6 FL ED VR chega ao mercado custando singelos US$ 18.000,00. Se você tiver dinheiro no cofrinho para levar uma para casa então vai “ganhar” junto com ela o conversor TC800-1.25E ED, que vai transformar sua lente em uma 1000mm, mas com perda de luz, fazendo com que o diafragma máximo fique em f/7,1. Uma perda até razoável.

Nikkor_800mmF5.6VR

Aproveitando  o lançamento oficial da nova bazuca da Nikon, também foi oficializado a existência da AFS Nikkor 18-35mm F3,5-4,5G ED que, pelo menos para mim, se mostra uma lente de kit perfeita. Pouca distância focal, uma boa grande angular e um preço camarada. A lente é composta por 12 elementos distribuídos em 8 grupos sendo 3 elementos asféricos e 1 ED. A distância focal mínima fica em 0,28 m e o diâmetro do filtro em 77 mm com peso de 385 g. Deve chegar ao mercado em março custando US$ 750,00.

Nikkor18-35AFS

emÁudio Vídeo Fotografia Lentes

Wargaming anuncia compra do Day 1 Studios

Por em 30 de janeiro de 2013

dori_fear_30.01.13

Numa investida bastante inesperada, a Wargaming, desenvolvedora conhecida por MMOs de guerra como o World of Tanks e World of Warplanes, anunciou a aquisição da Day 1 Studios, empresa responsável por títulos com o MechAssault, Fracture e F.E.A.R. 3.

O negócio avaliado em 20 milhões de dólares é uma clara tentativa da Wargaming entrar no mercado de consoles, mesmo porque no anúncio eles afirmaram que o papel da nova aquisição será trabalhar em um título ainda não anunciado para os videogames e de acordo com Victor Kislyi, CEO da empresa bielorrussa, “apostar no desenvolvimento de jogos para consoles é o início da expansão da nossa presença em novas plataformas.

Com uma situação bastante confortável no mundo dos jogos gratuitos, onde o seu World of Tanks já conta com mais de 45 milhões de jogadores, a aposta me parece bastante arriscada, pois não podemos esquecer que o estúdio quase foi a falência depois das fracas vendas do F.E.A.R. 3 e logo depois não terem conseguido fechar um contrato com  a Konami, o que resultou na demissão de 95% dos seus funcionários.

Como maiores detalhes sobre o jogo que sairá dessa história não foram revelados, nos resta especular se a intenção é desenvolver algo gratuito e neste caso acho que os jogadores de consoles poderão sair ganhando, até pela falta de opções nesta área.

[via Eurogamer]

emIndústria

Ubisoft ainda não desistiu da franquia Prince of Persia

Por em 30 de janeiro de 2013

dori_pop_30.01.13

Eu gosto da Ubisoft. Na minha opinião a empresa francesa tem uma grande quantidade de ótimas franquias, mas mesmo assim tem me irritado um pouco essa sua dedicação um tanto exagerada à série Assassin’s Creed e uma das suas marcas que tem sofrido um pouco com isso é a Prince of Persia.

Tudo bem, o The Forgotten Sands foi lançado em 2010, nem faz tanto tempo e na verdade até hoje não o joguei, mas imagino que mais pessoas estejam estranhando esse hiato e para a alegria daqueles que gostam dos jogos do príncipe malabarista, Yannis Mallat, CEO da Ubisoft Montreal, afirmou que a franquia não foi esquecida.

A gestão de marcas é uma coisa traiçoeira, ela precisa de muita atenção das pessoas. Acho que é justo dizer que, neste momento, a série Prince of Persia deu uma pausa, mas nós dissemos a mesma coisa de outras marcas que de repente reapareceram porque uma equipe se dispôs a fazer um novo jogo.

… As vezes aproveitamos algumas franquias e as vezes lhes damos tempo para respirar e tempo para crescer, ou tempo para descansar. Prince of Persia é tão importante quanto outras franquias da Ubisoft. Assim que tivermos algo para mostrar, nós o faremos.

Tudo isso para não dizer que na verdade eles estão é aproveitando para tirar o máximo que podem do Assassin’s Creed, série que tem um estilo razoavelmente parecido e que se tornou um enorme sucesso comercial, atitude que por sinal é compreensível.

Isso posto, o surgimento de uma suposta nova propriedade intelectual chamada Osiris pode indicar que ainda ficaremos um bom tempo sem ver um novo PoP.

emMiscelâneas

Agora você pode ter miniaturas dos personagens do The Cave

Por em 30 de janeiro de 2013

dori_thec_30.01.13

Semana passada eu tive a oportunidade de jogar alguns minutos do The Cave e apesar de sua atmosfera fantástica, uma interessante mecânica que lembra o clássico The Lost Viking e um senso de humor apurado, o que me chamou realmente a atenção foram os personagens bastante carismáticos e intrigantes.

Embora o jogo nos ofereça sete personagens, apenas três deles podem ser escolhidos para explorarmos a caverna falante e como eles possuem características e habilidades muito diferentes, boa parte dos jogadores ficarão parados por vários minutos na tela de seleção até tomar uma decisão.

E foi provavelmente ao perceber que tinha nas mãos um produto que poderia lhe render algum dinheiro além dos games que a Double Fine começou a vender itens relacionados ao adventure e se uma bela camiseta já não fosse o bastante para fazer a alegria de muita gente, o estúdio disponibilizou miniaturas dos protagonistas do jogo (ou seria a caverna o personagem principal?).

Os interessados poderão adquirir os bonequinhos separadamente, com cada um deles saindo por US$ 5 ou então optar por um pacote com todos, que custará US$ 35 e pelo o que pude ver por aqui, a loja envia para o Brasil, com o frete ficando em torno de US$ 20.

Apesar de não ter nenhum desses ”brinquedos” baseados em games, este aí já entrou na minha lista de futuras aquisições.

[via @TimOfLegend]

emCultura Gamer

Disney fecha estúdio de Warren Spector

Por em 30 de janeiro de 2013

dori_em2_30.01.13

Cumprindo sua promessa de que investiria menos em jogos para consoles, a Disney fechou a Propaganda Games, a Black Rock Studio e chegou a vez deles confirmarem rumores que começaram a circular ontem em relação ao fim da Junction Point.

Responsável pela criação de dois títulos, o Epic Mickey para Wii e uma recente continuação para Playstation 3 e Xbox 360, o estúdio situado na cidade de Austin tinha como principal funcionário o seu fundador, Warren Spector, um dos game designers mais elogiados da indústria por ter trabalhado em clássicos como Wing Commander, System Shock, Thief: The Dark Project, Deus Ex e vários capítulos da série Ultima.

De acordo com a companhia, a decisão foi tomada devido a uma reorganização interna, mas basta olharmos para a fraquíssima recepção que o Epic Mickey 2: The Power of Two teve por parte da mídia, além de ter vendido apenas 529 mil cópias nos Estados Unidos, para percebermos que na verdade a Disney não ficou nada satisfeita com a falta de retorno do estúdio.

Mesmo assim, existia a expectativa de que Spector poderia continuar trabalhando para a empresa do camundongo, porém ele confirmou que isso não acontecerá e em sua página no LinkedIn seu status já aparece como “desempregado”, mas depois de ter trabalhado na Origin Systems, Looking Glass Studios e Ion Storm, todas desenvolvedoras que fecharam enquanto ele estava lá, será que o game designer fundará outro estúdio ou alguém arriscará contratá-lo?

[via CVG]

emIndústria