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Digital Drops Blog de Brinquedo

Adeus EOS 5D Mark II

Por em 31 de dezembro de 2012

Quando migrei para a fotografia digital tudo era mistério. Novos conceitos para serem aprendidos e novos equipamentos a serem adquiridos, porém o básico continuou o mesmo, com uma pequena exceção: o maldito fator de corte. Sim, as câmeras compráveis naquela época eram todas equipadas com o sensor APS, cujo tamanho é um pouco menor se comparado com o fotograma de 35mm. Como as lentes mantiveram suas graduações de distância focal, em alguns casos era necessário calcular o fator de corte, principalmente se o fotógrafo necessitava trabalhar com uma boa grande angular, como os fotógrafos de eventos, por exemplo. Nesse caso, as tradicionais 28mm não eram mais tão bacanas como antigamente. Para continuar a trabalhar com a mesma desenvoltura das câmeras de filme, era necessário ter uma câmera digital profissional, com sensor Full Frame e que, pelo menos naquele momento, só podiam ser compradas pelos Semi-Deuses da fotografia. Mas, tudo bem, foi apenas um caso de adaptação que não tornou inviável a produção de fotografia de qualidade com sensores cropados.

Foi nesse momento que a Canon teve uma idéia fantástica e lançou no mercado uma câmera com sensor Full Frame, com porte de câmera amadora e com preço mais camarada. Estamos, claro, falando da EOS 5D, primeira câmera de alta qualidade de imagem com porte médio do mercado.  Aliás, embora seja amplamente utilizada no segmento profissional, a Canon sempre classificou a câmera e suas sucessoras como um equipamento amador, mas isso é uma outra história. A 5D fez história e deixou muita gente feliz, mas estamos aqui para falar de sua sucessora, a EOS 5D Mark II, cuja carreira, segundo o site da Canon no Japão, finalmente chega ao fim. Quando a câmera chegou ao mercado foi uma verdadeira revolução. Alta qualidade de imagem e gravação de vídeo em Full HD que trazia novas possibilidades para o ramo de vídeos amadores e curta metragem. Muita gente em produtoras de vídeo largou as câmeras profissionais e investiu no equipamento da Canon. Milhares de acessórios foram criados e, pela primeira vez em toda minha carreira profissional, constatei que muitos usuários de Nikon estavam mudando para Canon por conta da qualidade desta câmera. Minha gente, isso não é pouca coisa.

Agora, depois de três anos de alegria para os fotógrafos, a 5D Mark II finalmente vai descansar em paz. A Canon do Japão marcou em sua página oficial que o equipamento está descontinuado e ele vai fazer companhia para outras guerreiras como a EOS 50D, a EOS D60 e a própria antecessora, a EOS 5D. Mais uma boa opção que vai sair do mercado e cujo preço estava cada vez mais camarada por conta do lançamento da EOS 5D Mark III, uma câmera que não causou nem a metade do impacto que a irmã mais velha. Para vocês terem uma idéia, na Amazon a câmera está sendo negociada por US$ 1.529,00. Um preço camarada para um equipamento de grande desempenho. Mas, não devem continuar em estoque por muito tempo.

 

 

emEquipamentos

Meio Bit no Flickr – Fotos da Semana

Por em 31 de dezembro de 2012

Um pequeno conselho para você que está começando na fotografia e quer mostrar seu trabalho para o mundo através do flickr. É muito positivo você dar um nome para a foto em vez de deixar o nome do aquivo que a câmera gera. Outro fato que ajuda na interpretação do observador é uma pequena descrição sobre a foto mostrada. Pequenas coisas que separam as fotos mais comentadas do resto.

A Foto da Semana é escolhida entre as imagens postadas em nosso grupo no Flickr. Já temos 1.945 participantes e um total de 41.868  itens compartilhados.

ATENÇÃO: pessoas que não permitem o compartilhamento de imagens no flickr podem mandar suas imagens para nosso grupo sem problema, mas ficam impossibilitadas de participar da escolha semanal de fotos.

Estatísticas do grupo do Flickr do Meio Bit:

Cinco maiores colaboradores

 

Cinco maiores Tags do grupo

  • brasil
  • brazil
  • Canon
  • nikon
  • natureza

Craquelured wings

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emDestaque Foto da Semana

Só pirateia quem quer 2 – A Missão

Por em 31 de dezembro de 2012

Se você chegou aqui agora, recomendo que leia antes o primeiro texto onde falei sobre pirataria, clicando aqui. Já leu? Ok, siga em frente. O assunto pirataria é controverso, pois envolve questões técnicas, éticas, morais, legais, intelectuais e demais ais que existem no dicionário. Como o post rendeu bastante (até o momento foram mais de 500 likes e 391 comentários), achei importante fazer alguns esclarecimentos sobre pontos levantados.

O ponto central do texto: pirataria é errado, fim de papo. Não importa, em nenhum caso, o tipo de argumento utilizado. Seja violação de direito autoral ou violação de propriedade intelectual. Faltou no texto um pouco mais de clareza nessa questão. Ao meu ver, o grande problema não é a pirataria em si, mas a falta de noção das pessoas em perceber que independente de haver punição ou não, há ali um delito, uma atitude que, perante nossas leis, configura crime (não necessariamente roubo, como eu havia dito). A velha atitude de “se tem de graça, pra que vou pagar?”, como o sujeito que pega uma contra-mão pra ganhar tempo ou o esperto que estaciona na vaga do idoso. Parece bobagem, mas há uma enorme diferença entre praticar esses atos tendo ou não consciência das consequências. Para quem acha que não é errado, ainda é preciso demonstrar porque isso é errado, para a partir daí convencer a pessoa em questão a adquirir os originais.

Sobre todos os ataques pessoais feitos a mim (uma enorme quantidade de comentários, diga-se), é importante salientar, que: xingar, ofender, atacar, desqualificar o autor do texto, nada disso serve de contra-argumento ao texto em si, tampouco serve como justificativa para piratear qualquer coisa. O engraçado é que alguns leitores encontraram tweets meus citando links de torrents, onde eu falava que estava fazendo algum download ou copiando alguma coisa. Vou dar uma dica: há muito mais tweets do que os que vocês encontraram. Nisso o texto é bem claro: não sou contra a pirataria e não condeno quem pirateia (não sou juiz nem desenvolvedor). Falei isso com todas as letras: PREFIRO não piratear. Dou preferência ao original. Raramente pirateio alguma coisa, salvo em situações específicas. Isso me faz mais bonzinho ou correto? Não. Correto é quem nunca pirateia nada. E eu não sou um desses certinhos.

Conforme eu disse antes, mantenho minha opinião de que, hoje, principalmente músicas e jogos, só pirateia quem realmente quer levar alguma vantagem. E não há nenhum tipo de exibição, não estou “pagando de rico” como me disseram. Hoje mesmo comprei dois jogos: Far Cry 1 e 2. São jogos já antigos, que não comprei antes porque eram caros. Paguei R$4,00 em cada um deles hoje. É essa a noção que eu quero passar: comprar os originais é simplesmente o correto a se fazer.  Tampouco comprar softwares originais é motivo de orgulho, é uma obrigação como outra qualquer, como pagar impostos. Há diversos jogos que sempre quis ter e nunca comprei porque discordava dos preços absurdos. Também não tenho paciência de baixar versões crackeadas e receber trojans e malwares ou transformar meu computador num botnet da vida.

Há uma série de outras discussões que já foram exaustivamente debatidas, como preços abusivos, lucro excessivo, impostos absurdos, qualificação de games como jogos de azar, etc. Esclarecer que piratear é, para todos os efeitos, errado, não invalida ou tampouco elimina a necessidade de discutir essas outras questões, que são fundamentais no incentivo a pirataria. Não são coisas mutuamente excludentes. Piratear também não é “coisa de brasileiro”. Tenho plena convicção de que a grande maioria iria preferir os originais se estes tivessem um preço mais acessível e justo.

Críticas e sugestões são bem-vindas, pois servem para a melhoria do debate e para o engrandecimento de quem escreve e de quem lê. O que este escriba promete, a partir daqui, é tentar ser mais claro nas mal-traçadas linhas que escreve por aqui.

Abraço!

emArtigo

Uma arte chamada papercraft

Por em 31 de dezembro de 2012

Embora minha habilidade manual nunca tenha me permitido criar com papel nada mais elaborado do que um avião ou um barquinho, sempre achei muito interessante a técnica conhecida como papercraft, principalmente quando os modelos são baseados em games.

Caso você também seja alguém que se encante com este tipo de arte, recomendo dar uma olhada na página do usuário Destro2K lá no Deviantart, onde o sujeito publica fotos de suas criações e alguns tutoriais ensinando como criar nossos próprios papercraft.

Por lá é possível ver belíssimas recriações do Knuckles, do robô Claptrap da franquia Borderlands e outros ainda mais complexos, como a BigSister e o Yoshi, que só para ter sua cabeça montada exigiu duas semanas de trabalho, o que mostra que os interessados precisarão ter bastante paciência para entrar nesse mundo.

Infelizmente eu não consegui encontrar os arquivos para imprimir muitos dos modelos, como a nave do R-Type, mas por sorte no Google é possível encontrar vários sites que possuem esquemas de papercraft e de repente bateu uma baita vontade de tentar montar alguns. Você indicaria alguma boa fonte com esses arquivos?

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[via The Verge]

emCultura Gamer Miscelâneas

Dune II agora roda pelo navegador

Por em 31 de dezembro de 2012

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Embora muitos jogos possam se orgulhar de ser os melhores em seus gêneros, poucos são aqueles que serviram para fundar os alicerces de um estilo e de tão importantes, muitos anos após seus lançamentos podemos ver traços de sua inovação nos títulos publicados ainda hoje. Este é o caso do Dune II.

Lançado em 1992 pela extinta Westwood Studios, embora não seja considerado o criador dos jogos de estratégia em tempo real, aquele game foi responsável por introduzir muitos dos elementos que vemos ainda hoje nesse tipo de jogo, como a neblina que nos impede de enxergar o campo de batalha, a coleta de recursos para tornar nosso exército mais forte ou a construção de edificações.

Porém, para muitas pessoas o Dune II é um jogo conhecido apenas pelos livros ou por ouvirem relatos de outras pessoas, já que ter acesso a ele hoje em dia não é uma tarefa das mais fáceis, mas por sorte a iniciativa de Aleksander Guryanov deverá mudar esse cenário.

Aproveitando uma ideia que adaptou o Command & Conquer e baseando-se no remake OpenDune, o russo resolveu aproveitar seu conhecimento de JavaScript e HTML5 para criar uma versão idêntica do RTS e que pode ser jogada pelo navegador por qualquer pessoa, tornando-o muito mais acessível.

Encarar um game tão antigo certamente não é tarefa para qualquer um, mas se você gosta do gênero e gostaria de conhecer aquele que pode ser considerado o pai dos jogos de estratégia modernos, está aí uma boa oportunidade.

[via Joystiq]

emComputadores Museu

Fundador da Epic acredita no futuro dos consoles

Por em 31 de dezembro de 2012

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Entra geração, sai geração e a velha história de que os consoles estão condenados volta à tona. Dessa vez as maiores ameaças dos videogames são os tablets, os smartphones e porque não, os jogos sociais, mas de acordo com Tim Sweeney, fundador da Epic Games, a imersão oferecida pelos consoles fará com que eles continuem firmes e fortes.

O equilíbrio entre as plataformas está muito mais interessante hoje em dia, mas os jogadores não mudaram tanto. Ainda há jogadores hardcore que querem jogar sentados e tendo uma experiência bastante imersiva durante duas ou três horas de uma vez e o iPad não é uma bom dispositivo para isso. É muito pequeno, não tem um campo de visão suficiente e o som não o envolverá.

…eu não vejo desaparecer a experiência mais profunda que temos ao jogar games como o Gears of War ou o World of Warcraft. Acho que os consoles são basicamente um mecanismo para jogarmos na TV quando queremos sentar no sofá e ter uma experiência fantástica. É muito diferente de sentar diante do seu computador: melhor em alguns aspectos e pior em outros.

Sweeney foi além, afirmando ainda que jogar num console é até mais imersivo do que no computador, algo que provavelmente deixará alguns PC gamers indignados e eu não vejo tanta diferença, principalmente depois do lançamento do Steam Big Picture, interface capaz de aproximar qualquer computador da experiência que temos com um console e que facilitou muito a tarefa de ligarmos essas máquina na TV da sala.

Quanto a ameaça que os consoles estão sofrendo de outras plataformas, concordo com o executivo e também acho que jogar enquanto estamos numa fila nunca será a mesma coisa de nos isolarmos do mundo real e entrarmos de cabeça no universo proposto pelos criadores do game, algo que nunca conseguiria fazer dentro de um ônibus ou atento a tudo a minha volta enquanto temo que alguém roube meu portátil ou celular.

emIndústria

EA divulga nova lista de games que deixarão de funcionar online

Por em 31 de dezembro de 2012

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E lá vamos nós novamente com uma notícia que eu não gostaria de dar, a confirmação por parte da Electronic Arts de que vários de seus jogos perderão os modos online. Como de tempos em tempos a empresa toma tal atitude, é verdade que isso deixou de ser considerado algo chocante, mais ainda assim se trata de uma informação relevante e que certamente deixará indignados aqueles que ainda se dedicam a estes títulos.

Para tentar se justificar a empresa usa como argumento aquela velha desculpa de falta de interesse por parte dos jogadores e embora dessa vez a maior parte dos atingidos sejam os games de esporte, em especial o FIFA 11 e o Madden NFL 11, há de se destacar também o The Sims 2 e até um jogo para dispositivos iOS.

Aeditora mantêm uma página onde estão listados todos os jogos que já perderam suas porções online e a situação se torna mais revoltante ao nos lembrarmos que a EA é uma das empresas que vendem seus jogos com Online Pass, aquele código que nos dá acesso às partidas online e que na teoria deveria diminuir o comércio de usados e bancar os servidores.

Por fim, a pergunta que fica é: Será que aquele jogo que gosto tanto estará na próxima lista?

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emComputadores Microsoft Sony