Digital Drops Blog de Brinquedo

A arte abstrata de um robô

Por em 28 de setembro de 2012

O que é arte? É bastante comum nos depararmos com alguma discussão sempre que esta pergunta é feita e para muitas pessoas, o que Jackson Pollock fazia não passava de um monte de tinta jogada de qualquer maneira sobre a tela, mas se as suas obras devem ser consideradas arte, como desqualificar o projeto City, Paint, Machine?

Com um resultado bastante parecido com o dos quadros do pintor americano que se tornou referência do movimento do expressionismo abstrato, as pinturas desse experimento são feitas por um robô que observa o movimento de pedestres e veículos em uma rua, jogando jatos de tintas na tela e de acordo com o seu criador, Piotr Barszczewski, embora pareça não haver sentido nas pinturas, elas são resultado de cálculos precisos. Mesmo assim o idealizador do projeto garante que há um certo nível de aleatoriedade no processo, já que a máquina utiliza um sistema de pressão que em conjunto com elementos como a mistura das gotas escorrendo e o tempo que elas levam para secar, fazem com que um quadro nunca seja igual ao anterior.

Voltando à pergunta feita no início desse texto, sinceramente não sei responder se o que o robô faz pode ser considerado arte ou não, principalmente por ser um grande admirador do trabalho de Pollock e também devido ao meu cérebro não conseguir aceitar muito bem que uma coisa criada por um robô, que não possui sentimentos ou experiência de vida, possa ser comparada a uma Monalisa ou mesmo ao Número 8.

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emMiscelâneas

Um Tower Defense (um pouco) diferente

Por em 28 de setembro de 2012

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Depois de ter visto uma imensa quantidade de desenvolvedores independentes criando jogos no estilo Tower Defense, confesso ter criado uma espécie de bloqueio para esse tipo de game. Para mim, o grande problema é que os criadores não costumam ter vergonha de seguir a risca à receita estabelecida pelo o gênero e a sensação é de estarmos fazendo sempre a mesma coisa para proteger nossas bases.

Então fui apresentado ao Drop Tower Defense R, um joguinho em Flash com gráficos de Super Nintendo e que tenta se diferenciar ao colocar as unidades inimigas em um cenário 2D com visão lateral, como se fosse um antigo jogo de plataforma. Sendo assim, as armas que precisamos posicionar no cenário para evitar os ataques caem do alto da tela e essa simples mudança é capaz de proporcionar estratégias bem diferentes da que estamos acostumados.

Como podemos colocar as armadilhas em qualquer lugar do cenário e não em pontos pré-determinados como nos outros jogos, o grande segredo é tentar criar um caminho por onde os inimigos terão que passar e por isso o game se torna altamente viciante, sempre nos incentivando a tentar soluções diferentes a cada partida e conforme nos habituamos com as armas à nossa disposição, construções mirabolantes acabam surgindo quase que naturalmente.

É verdade que o conceito básico de um Tower Defense permanece, mas o Drop Tower Defense R brilha por oferecer mais possibilidades do que muitas grandes produções e por isso recomendo dar uma lida neste guia.

[via Free Indie Games]

emWeb Games

Lexis Numerique critica modelo de distribuição digital da Nintendo

Por em 28 de setembro de 2012

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Durante a geração passada e a atual a Nintendo foi duramente criticada por não oferecer um bom serviço online em seus consoles e com a chegada do Wii U se aproximando, muitos estão esperançosos em relação a como o aparelho estará conectado com o mundo. Porém, este não é caso do Djamil Kemal, diretor de desenvolvimento de marketing e negócios da Lexis Numerique. Ao ser questionado se a tela do controle do Wii U lhes interessa de um ponto de vista de criadores de adventures, Kemal não escondeu sua preocupação:

Teoricamente sim, mas para ser totalmente honesto, é difícil trabalhar em uma plataforma da Nintendo. Não devido a razões técnicas, mas sentimos que a Nintendo simplesmente não divulga o WiiWare e outros jogos vendidos digitalmente. Eles fazem jogos de grande porte como antigamente, mas se por exemplo você olhar para o que está acontecendo com o WiiWare no momento, verá que não há uma loja apropriada, tornando difícil checarmos os últimos lançamentos.

Para nós como desenvolvedores, precisamos saber que com o lançamento de um novo sistema a companhia irá promover fortemente os jogos digitais e o que temos visto com o WiiWare não nos faz pensar que a Nintendo fará isso.

Pois concordo plenamente com o executivo e acredito que se a Nintendo não investir pesado neste aspecto, o Wii U terá sérias dificuldades. Com o Xbox 360 e o Playstation 3 já tendo mostrado aos jogadores que adquirir games digitalmente pode ser um grande negócio, a BigN não pode se dar ao luxo de ignorar esses consumidores, mas como ter certeza que eles aprenderam a lição se o novo videogame virá com no máximo 32GB de espaço interno para armazenamento de conteúdo? Sim, poderemos utilizar um HD externo, mas isso está longe de ser uma solução ideal, não acha?

emNintendo

Sobre Turing, Unreal Tournament e ovelhas elétricas

Por em 27 de setembro de 2012

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Em 1950 Alan Turing propôs um interessante teste cujo objetivo era determinar se uma máquina poderia reproduzir o comportamento humano. A ideia era colocar uma pessoa para conversar por texto com dois computadores, sendo que um deles seria operado por outro ser humano e caso o usuário não conseguisse distinguir qual deles era uma inteligência artificial, então a máquina havia passado no teste. Eis que mais de 60 anos depois o experimento de certa forma foi replicado com sucesso, porém em um jogo eletrônico.

A façanha aconteceu em um campeonato de Unreal Tournament 2004 patrocinado pela 2K Games, onde três de pesquisadores da Universidade do Texas e o cientistas romeno Mihai Polceanu participaram com jogadores virtuais dotados de avançada inteligência artificial, conseguindo convencer um grupo de juízes de que tinham um comportamento mais natural do que o dos outros jogadores humanos.

Pontuando sempre que matavam um adversário, durante o torneio BotPrize cada participante de carne e osso tinha, além das armas tradicionais, uma que servia para marcar os outros como sendo um robô ou outra pessoa e no final foi constado que o UT^2 e o MirrorBot obtiveram uma taxa de humanidade de 52%, contra os 40% de média dos outros competidores.

A ideia é avaliar como podemos criar bots para jogos, que são personagens controlados por algoritmos de inteligência artificial, parecerem o mais humanos possível,” explicou Risto Miikkulainen, professor de ciência da computação e criador do UT^2. “Quando o teste de Turing para robôs de jogos começou, o objetivo era atingir 50% de humanidade. Demorou cinco anos para conseguirmos isso, mas o nível finalmente foi alcançado na semana passada e não foi por acaso.

Eu costumo defender a ideia de que a área dos games que mais precisa evoluir é a de inteligência artificial. Mesmo com gráficos tão bonitos e as simulações de físicas convincentes que temos hoje em dia, poucos são os jogos que nos passam a sensação de que os personagens controlados pelo computador possuem algum tipo de inteligência que no mínimo os faça ter algum instinto de sobrevivência e é muito bom saber que iniciativas como esta poderão fazer com que o comportamento daqueles com quem interagimos nos games se torne mais realista. Assim os replicantes finalmente estarão entre nós, nem que seja apenas no mundo virtual.

[via Phys]

emCiência Games Miscelâneas

Parabéns pra você, Google!

Por em 27 de setembro de 2012
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Google completou 14 anos hoje, sendo o líder em buscas na internê.

O tio Laguna ainda lembra dos tempos áureos em que usava o Altavista e, de vez em quando, o Yahoo! para buscar conteúdo adulto educativo: quando a conexão do velho modem de 14,4 kb/s permitia, o único tipo de “vídeo” que eu encontrava eram GIFs animados.

Um belo dia, provavelmente depois dos ataques terroristas do 11 de setembro, experimentei um tal de Google, um buscador com interface minimalista: ele não tinha as diversas notícias que apareciam na capa do Yahoo!, mas parecia ser mais eficiente que o Altavista. O momento no qual o tio Laguna tem certeza de que passou a usar o “Goggle” mais freqüentemente foi quando apareceram os convites para um novo serviço de webmail, o GMail: um grande amigo reservou meu login e desde então mantenho um certo carinho pela principal empresa por trás do Android.

Me sinto velho: a internet mesmo completou 40 anos dia desses. Seu filho mais famoso é um belo adolescente e espero que a festa de debutante no próximo ano venha com bons óculos. Google completou 14 anos hoje, líder em buscas: ele já falhou alguma vez contigo?

emGoogle Internet

Platinum Games estuda criar jogos para PC

Por em 27 de setembro de 2012

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Nos últimos anos tenho visto vários jogadores reclamando da ausência no PC de alguns bons jogos lançados para consoles e várias são as desculpas dadas pelos envolvidos para isso acontecer. No entanto, o que muitos acabam esquecendo é que produzir para os computadores pode ser até mais barato que para os videogames, sem falar em iniciativas como o financiamento feito pelos próprios jogadores, algo que tem ganhado espaço ultimamente.

Pois um estúdio que parece muito interessado em fazer sua estreia nos computadores é a Platinum Games. Responsáveis por títulos bastante elogiados como o Vanquish e o Bayonetta, o diretor executivo Atsushi Inaba declarou que eles estão olhando com cuidado para os serviços de distribuição digital e como a decisão sobre em qual plataforma um jogo deve sair fica a cargo da editora, contar com a ajuda da comunidade seria uma boa opção.

… Muitas editoras não enxergam o PC como uma plataforma importante. O custo de desenvolvimento de jogos para consoles é muito alto, então precisamos de parcerias com editoras para criar esses jogos. Eu estive pensando – com o nosso dinheiro – sobre criar jogos para o Steam. Isso poderia nos dar a possibilidade de nos tornar uma editora, o que é muito atraente para mim.

Se olhar para o mercado de consoles no Japão e o comparar com o resto do mundo, ele não é assim tão grande. Então eu vejo o PC como uma área com enorme potencial. Seria fantástico se pudéssemos iniciar um Kickstarter e arrecadar dinheiro suficiente para um jogo que seria lançado pelo Steam.

Não ficou claro no entanto se a possível tentativa de financiar algo através do popular serviço de vaquinha seria uma conversão de um dos jogos já criados por eles ou uma criação nova, mas na minha opinião, casos eles resolvam arriscar, conseguirão o valor almejado sem muita dificuldade e no fim todos viverão felizes para sempre, a empresa e os jogadores.

[via Polygon]

emComputadores

Problemas com a câmera do iPhone 5

Por em 27 de setembro de 2012

Todo mundo que adora a Apple ficou muito feliz com o lançamento do iPhone 5. Do ponto de vista fotográfico o aparelho é adorado por muitos fotógrafos que o elegeram como uma importante ferramenta para praticar o olhar no dia a dia via Instagram, ou qualquer outra rede social. No anúncio oficial do equipamento já podíamos ver que a parte da fotografia recebeu uma atenção especial e que haviam novidades quanto a quase todas as partes da lente e do processamento interno da imagem. A câmera possui 8 megapixels de resolução máxima utilizando um sensor CMOS retroiluminado e com abertura máxima de diafragma em f/2,4. Também encontramos um filtro infravermelho híbrido e a lente construída com 5 elementos com o elemento externo de Sapphire lens que seria mais resistente a riscos.

Porém, nem tudo são maravilhas. Vários usuários ao redor do mundo vêm relatando um problema irritante em relação à nova câmera do equipamento. Em situações de altas luzes as fotos vem apresentando um halo púrpura na imagem. Ao que parece esse não é um problema isolado, pois existem várias reclamações pipocando pela internet e vários sites já fizeram testes comprovando o problema. Inclusive, vários desses sites fizeram fotos utilizando o iPhone 4S e o iPhone 5 demonstrando que o problema não existia na versão anterior.  Porém, essa aberração cromática  não acontece com todos os iPhones, mas com uma parte considerável. A Apple foi procurada para se pronunciar, mas até agora nada foi explicado. Na ausência de um posicionamento oficial, várias teorias vêm se desenvolvendo. Alguns dizem que a culpa é do cristal de safira que está refratando a luz na coloração púrpura. Outros culpam o novo algoritmo de redução de ruído e existe até quem afirme que o rolo todo está sendo causado pelo filtro infravermelho.

Independente do problema, a coisa já está tão espalhada que uma atitude deve ser tonada pela empresa. Se a aberração for causada por software então a solução é simples e logo deve sair uma atualização para deixar todo mundo feliz. Agora, se o problema for realmente a  lente então a coisa fica mais difícil. Um recall pode ser necessário, ou alguma solução de equalização da aberração via software (a popular gambiarra) para poder deixar os consumidores mais satisfeitos. Para quem usa Instagram deve estar tudo perfeito, afinal de contas alguns adoram estragar fotos com os populares filtros coloridos.

 

Fonte: Cult of Mac

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