Digital Drops Blog de Brinquedo

O Dia em que o MeioBit se igualou à Microsoft–Ou: Ninguém é Ferpeito

Por em 1 de junho de 2012

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Em 1999, no Pleistoceno da Internet a Microsoft ainda estava se habituando ao Hotmail, e vendia o peixe do Passport.com, um serviço de autenticação unificado que depois virou MSN, Live ou seja lá como estejam chamando agora. Na época ele já autenticava o Hotmail e 25 outros serviços.

Um belo dia os milhões de usuários não conseguiram acessar o site. Foi uma gritaria só, pois era tempo de Internet discada, a gente entrava não pra ficar piranhando no feice, mas pra efetivamente ler email, acessar sites, essas coisas que fingimos fazer quando o chefe está olhando.

Ninguém soube o que tinha acontecido, até que do nada, o site voltou. O herói do dia foi um tal de Michael Chaney, ironicamente consultor de Linux.

Chaney descobriu que o domínio Passport.com havia expirado. Como ele queria acessar o email do hotmail, meteu a mão no bolso, pagou os US$35,00 e em alguns minutos os milhões de usuários do Passport voltaram a acessar seus serviços. Aqui uma cópia do recibo.

Depois que a poeira abaixou a Microsoft agradeceu, enviou uma cópia do Visual Studio 6.0 e um cheque de US$500,00 para Michael.

Em 2003 aconteceu de novo, e foi pior. O domínio hotmail.co.uk expirou, ninguém viu, um sujeito registrou e tentou devolver para a Microsoft, que ignorou o sujeito até o jornal The Register contatar a empresa diretamente, questionando sobre o caso.

Quem trabalha com Internet em empresas sabe que NINGUÉM lembra de checar domínios, e se o email de registro, como o do hotmail.co.uk aponta para uma conta desativada, você NUNCA receberá avisos de expiração. Gerenciar domínios é a coisa mais simples e chata que existe.

Foi isso que aconteceu nos últimos dois dias. No meio da correria diária o domínio MeioBit.com expirou, e alguém (NÃO EU, A-HÁ!) não se tocou disso. Corremos para pagar, já que o mão de vaca do Michael Chaney não se coçou, mas o registrar sacaneou bonito: Mesmo pago mais um ano, a transação sumiu (mas foi debitada do meu Paypal, fiofós serão consumidos, tenham certeza).

Pagamos novamente e o site voltou, por alguns minutos. Alguma confusão, provavelmente com o Cloudfare fez com que os dados de registro fossem resetados, e o MeioBit.com continuou apontando para uma landing page qualquer.

Nenhuma dessas hagadas teve a ver com a PortoFácil, nosso excelente serviço de hosting. Foram eles aliás, na figura do Jânio Sarmento, que assumiu (epa) a tarefa de bater cabeça com as configurações e botar o MeioBit de pé de novo, mesmo isso não sendo da “ossada” dele.

Agradecemos a todos os envolvidos, principalmente aos leitores que durante todo o dia nos avisaram de problemas, procuravam com sugestões e demonstrações de solidariedade e preocupação.

De resto, aos detratores que comemoravam o fim do site nas rodinhas nos esgotos do Twitter e do Facebook, deixo a citação de Mark Twain, apesar de mega-over-utilizada:

Os boatos de nossa morte foram um tanto ao quanto exagerados.

emDestaque Internet Miscelâneas

Fotógrafo cria presets do Lightroom que imitam filtros do Instagram

Por em 1 de junho de 2012

Mais uma prova de que o mundo é dos espertos e que ganhar uma grana não é tão difícil assim. O Instagram, aquele serviço que já atingiu a marca de 50 milhões de usuários que já foi chamado por uma publicação nacional como o Twitter da fotografia, está levando sua estética retro para outros ramos da fotografia. O fotógrafo Casey McCallister afirma que dezenas de seus clientes pedem para que ele tente emular os efeitos do Instagram em suas fotografias. Não encontro um motivo para isso, mas dizem que o cliente tem sempre razão. Em vez de indicar para o cliente que ele faça a foto com o próprio celular, ele criou presets do Lightroom que imitam os 17 efeitos disponíveis no aplicativo.

Não satisfeito com sua  proeza, Casey McCallister está colocando a venda o seu trabalho para quem quiser também andar com o Instagram em seu Lightroom. O pacote com todos os presets está sendo negociado por US$ 5,00 e o comprador leva a garantia de que se outros efeitos forem criados pelo serviço um preset compatível será enviado gratuitamente. O pessoal do The Verge teve acesso ao material e disse que os efeitos aplicados no Lightroom não são absolutamente iguais ao Instagram, mas chegam bem perto.  Fico imaginando quantas pessoas realmente vão acabar adquirindo isso por conta do modismo do aplicativo e se elas vão realmente perceber que foge totalmente da proposta do Instagram você poder emular tudo no computador. Aliás, sempre vi esses filtros como uma brincadeira muito divertida, e não como algo a ser levado a sério.

Fonte: The Verge

emÁudio Vídeo Fotografia Manipulação digital

Como o The Elder Scrolls Online pretende mudar os MMOs

Por em 1 de junho de 2012

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O anúncio de que a Bethesda está transformando a série The Elder Scrolls em um MMO pode não ter agradado a todos, talvez pela impressão deixada de que o game será apenas mais um RPG de mundo persistente, mas o designer de jogabilidade Nick Konkle deu uma declaração que pode servir para chamar a atenção de muita gente para o game.

Penso que em muitos dos MMOs das gerações anteriores, grande parte do jogo está em olhar para a interface de usuário… Mas nós queremos criar uma experiência imersiva porque este é um jogo moderno, um onde eu olharei para o mundo e não para a hotbar, não para números [de danos] voando”

Já o designer de batalhas PvP, Brian Wheeler, afirmou que “Se você está olhando para a sua interface de usuário enquanto 200 pessoas na sua tela estão lutando umas com as outras, então você está perdendo uma das grandes coisas que estamos tentando fazer nessas enormes batalhas.

Porém, essa prometida interface minimalista não deverá favorecer apenas os combates contra outros jogadores, já que segundo outra designer de jogabilidade, Maria Aliprando, eles esperam que cada batalha contra um inimigo controlado pelo computador seja algo desafiador e que elas não se tornem maçantes.

Se o objetivo for alcançado, The Elder Scrolls Online poderá ser a porta de entrada de muitos novos jogadores para os MMOs e a quase ausência de interface seria ainda um ótima maneira de permitir que o game apareça também nos consoles.

[via PCGamer]

emMMO

United Front Games diz o que espera da próxima geração

Por em 1 de junho de 2012

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O que você gostaria que a próxima geração tivesse? Esta pergunta foi feita para o pessoal da United Front Games, criadores do ModNation Racers e do promissor Sleeping Dogs e a resposta dada pelo diretor de design Mike Skupa, foi, na minha opinião, um tanto surpreendente. Ao invés de clamar por mais poder de processamento, o sujeito disse que adoraria se os novos consoles fossem mais baratos, permitindo assim que um público maior tivesse acesso a eles.

Já de acordo com Jeff O’ Connell, produtor sênior do sucessor espiritual da série True Crime, para termos jogos mais imersivos precisamos realmente de mais memória RAM e poderio gráfico, nada muito diferente do que temos ouvido ultimamente de várias pessoas ligadas a criação de jogos, porém, ele também disse como os sensores de movimentos podem tornar a experiência melhor.

… para um jogo como este, especialmente onde há um componente de lutas corpo-a-corpo, seria muito interessante ver o que as fabricantes de hardware estão fazendo com a próxima geração de reconhecimento de movimentos corporais. Obviamente será muito difícil superar o esquema de controles atuais para um jogo onde há tanto a se fazer. Estou interessado em ver o que eles estão pensando e como isso poderá ser, se usado moderadamente em um título next gen como este.

Encarar um jogo como o Sleeping Dogs com um sensor de movimentos? Na teoria é interessante, mas só de pensar no esforço físico e no quanto a jogabilidade pode ser imprecisa eu já perco a vontade de jogar e só começo a suplicar para que as empresas nunca acabem com o bom e velho joystick.

[via CVG]

emIndústria

Interface é o que tem afastado um público maior dos RTSs

Por em 1 de junho de 2012

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Entre os muitos gêneros disponíveis nos games, um dos que mais gosto são os jogos de estratégia. Quando começo a jogar um título assim eu costumo perder completamente a noção do tempo e talvez seja exatamente por isso que eu de certa forma até os evito.

Porém, eu concordo com a ideia de que os RTS são games voltados para um número não muito vasto de pessoas, algo que de acordo com Greg Wilson, produtor do Company of Heroes 2 na Relic Entertainment, acontece devido a complexidade da interface. Ao ser questionado se esse tipo de jogo pode fazer sucesso nos consoles e vender tanto quanto um de ação, ele respondeu o seguinte:

Sim, acho que isso é possível. Há uma base de fãs muito leais que gostam de jogos de estratégia e eles compram a maioria do que é lançado e geralmente os jogam até a morte. Nós ainda temos servidores do CoH, o que nos mostra que as pessoas amam esse tipo de jogo.

Penso que o sucesso do StarCraft II (ou até mesmo do StarCraft I) serve para mostrar que é possível este tipo de jogo decolar e ser exposto para um tipo mais amplo de consumidor. E acho que com os novos avanços da tecnologia (com todos esses dispositivos sensíveis ao toque e os tablets que estão falando que os novos consoles terão), os RTS poderão atingir esse público, porque é realmente a interface que continua sendo muito desafiadora para as pessoas, com tantos botões para serem pressionados, alavancas, tentar manipular a câmera, várias unidades para serem controladas e além disso, todos os elementos da jogabilidade que precisam ser dominados.

Estaria Greg Wilson esperançoso demais? Talvez, mas o fato é que eu pelo menos sempre quis jogar um RTS numa tela sensível ao toque e acredito que elas podem mesmo tornar o gênero mais acessível. Só tenho dúvidas se o tamanho não seria um problema e por isso continuarei sonhando com algo assim.

[via MCV Pacific]

emIndústria

Um dicionário visual feito com imagens do Google

Por em 1 de junho de 2012

Visando o que eles classificaram como “um registro sem filtros e sem sentido crítico do estado da cultura humana em 2012,” os artistas britânicos Felix Heyes e Ben West decidiram criar um dicionário visual onde cada uma das 21 mil palavras seriam representadas pela primeira imagem que fosse mostrada como resultado de pesquisa no Google.

Para facilitar o trabalho, o Sr. West pediu a ser irmão que desenvolvesse dois scripts em PHP, sendo que o primeiro seria responsável por reunir a lista das palavras com suas respectivas imagens, enquanto que o segundo organizaria tudo em páginas com três colunas e exportaria o resultado como um PDF, que posteriormente seria impresso com uma capa de gosto bastante duvidoso e voilà, a obra batizada de Google (quanta criatividade, hein?) estaria pronta.

A dupla espera ter algumas cópias para vender em breve e no vídeo abaixo você pode conferir o livro sendo folheado, o que dá uma ótima noção do que eles idealizaram e depois de pensar um pouco sobre o assunto enquanto escrevia esse post, não consegui me convencer de que a criação pode ser considerada uma obra de arte, principalmente por o processo ter sido quase inteiramente otimizado, além de ter certeza que ele infringe direitos autorais.

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emGoogle

Kingdoms of Amalur: Reckoning 2 estava em produção

Por em 1 de junho de 2012

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Você jogou o Kingdoms of Amalur: Reckoning? Mesmo com várias análises elogiando bastante o jogo, eu preferi não comprá-lo ainda, primeiro por sua demo não ter me encantado tanto e segundo por já estar com jogos demais nesse estilo na fila. Enfim, se você gostou do game da 38 Studios/Big Huge Games, a má notícia é que embora uma continuação já estivesse em fase de pré-produção, ela não deverá acontecer tão cedo.

Embora as conversas com editoras para que o game pudesse ser feito já estivessem em estágios avançados, acontece que a 38 Studios está passando por seríssimos problemas financeiros, o que inclusive resultou recentemente na demissão de toda a equipe e mesmo que a Big Huge Games consiga se salvar, é pouco provável que possa desenvolver o Kingdoms of Amalur: Reckoning 2, já que a propriedade intelectual pertence à outra desenvolvedora.

Algumas pessoas envolvidas na continuação afirmam que a equipe ouviu as críticas dos fãs e da mídia especializada e que por isso várias modificações estavam sendo testadas, como melhorias nos gráficos e no sistema de batalhas, a eliminação de telas de carregamentos entre as zonas e as ações do jogadores resultando em um maior efeito no mundo.

Uma pena, mas o jeito agora é esperar o primeiro entrar em promoção no Steam ou no Origins, porque tenho certeza que logo, logo ele estará por US$ 10 ou US$ 15 numa daquelas promoções malucas. Mas e quem já o encarou, vale a pena?

[via Joystiq]

emMiscelâneas