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Conheça o Palácio de Versalhes pelo Chrome

Por em 29 de junho de 2012

Considerado um dos maiores já construído, o Palácio de Versalhes é um dos pontos turísticos mais visitados da França e hoje abriga um belo museu. Se você sempre teve vontade de conhecê-lo mas nunca surgiu a oportunidade, o Google, através do seu instituto cultural, lançou um site que serve como uma bela visita interativa ao lugar.

No fundo a iniciativa conhecida como Chaos to Perfection é um bela maneira da empresa demonstrar o poderio gráfico que pode ser alcançado com o Chrome, especialmente por causa da tecnologia WebGL e se o resultado não é fotorealista, ao menos deixa uma excelente impressão e serve para mostrar a suntuosidade do palácio.

Talvez algo assim nunca consigo passar a mesma sensação de estarmos realmente no lugar, porém, como poucas pessoas tem a possibilidade de viajar para outros países e conhecer certos pontos turísticos, acredito que esta possa ser uma boa maneira de amenizar a situação, tornando a experiência menos passiva e acho que seria muito bom se outros lugares fossem recriados e disponibilizados na web desta forma.

Com sorte, um dia a realidade virtual se tornará popular e essas “visitas” poderão ficar muito mais interessantes.

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emGoogle Miscelâneas

Protagonista de Dishonored não terá passado

Por em 29 de junho de 2012

dori_dish_26.06.12

Durante a E3 deste ano um dos principais destaques atendeu pelo nome Dishonored. A criação da Arkane Studios surgiu como uma ponta de esperança para os jogos de tiro em primeira pessoal por possuir uma jogabilidade que foge do lugar comum, abusando da furtividade e se assemelhando a clássicos com o Thief e Deus Ex, algo que pode ser explicado por se tratar de um jogo de Harvey Smith, um dos criadores dessas franquias.

Ao falar um pouco sobre a produção, o diretor criativo Raf Colantonio revelou algo que pode ser um pouco desanimador, o fato de que não saberemos detalhes do passado do protagonista chamado Corvo.

É um mundo muito rico e haverá muitas coisas para explorar e conhecer sobre ele. O jogador mesmo não terá um passado, ele será o guarda costa da imperatriz e isso é tudo o que revelaremos.

Para Colantonio, o motivo para terem tomado tal decisão se deve aos jogadores não se importarem com esse detalhe e no fim das contas nós poderemos preencher esta lacuna com nossa própria imaginação. No entanto, ele pelo menos disse como conseguimos nossos poderes, já que nos será dado por um personagem conhecido como Outsider, cuja tarefa é exatamente oferecê-los às pessoas e deixando claro que elas poderão usá-los como bem entender, mas que haverá algumas consequências.

Acho que no fundo eles estão é se preparando para lançar outro jogo ou expansão que mostre o que aconteceu antes do Dishonored, algo bastante comum na indústria do entretenimento. Como acredito que cada caso é um caso, não consigo concordar com essa opinião de que os jogadores não se importam com o passado dos personagens.

[via VG247]

emMiscelâneas

Cinema: Ame o resultado, não a ferramenta

Por em 29 de junho de 2012

cinemaparadiso

Um post no Reddit iniciou uma discussão interessante, colocando saudosistas versus progressistas. Tudo começou quando um funcionário de um multiplex postou uma imagem mostrando parte dos 12 projetores de filmes que estão substituindo por digitais.

É triste, claro, por quase 100 anos cinema foi associado a grandes carretéis de filme, projecionistas eram uma profissão quase mágica e honrada –não só por ajudarem a matar Hitler- e há todo um componente lúdico em pegar um pedaço de filme, ver materializado ali aquela história em movimento.

Só que o ganho é grande demais, e nem falo da redução de custo para cinemas e estúdios, falo para nós, espectadores. Quase todo saudosista não tem idade para lembrar dos percalços do cinema tradicional, quando um projecionista incompetente deixava o filme fora de enquadramento e as legendas sumiam.

Duvido que quem defenda avidamente o cinema tradicional tenha gritado “OLHA O FOOOCO!!” durante a mudança de rolos nos filmes, ou que tenha corrido para ver filmes na estréia pois depois de alguns dias as cópias começavam a se degradar. Em poucas semanas um filme era acompanhado de arranhados, bolinhas pretas e os malditos estalos quando um arranhão na faixa de áudio gerava um pulso de 7522 decibéis nos amplificadores.

Hoje um filme visto em seu último dia de exibição é tão límpido, nítido e brilhante quanto na estréia. A facilidade de cópia permite que filmes passem em mais cinemas e cinemas possam exibir sessões às vezes uma única vez ao dia.

Não é como se toda a tecnologia tenha mudado de um dia pro outro. Hoje praticamente todo filme é digitalizado, editado em um computador e, no caso dos “convencionais”, impresso em película e distribuído normalmente. O fator digital já está presente, ninguém mais faz composição de efeitos especiais na mão, mesmo as cenas filmadas com modelos são finalizadas no digital.

Não há mais “pureza” do analógico, não importa o quanto se reclame, você pode ter um projetor de 1870 passando seu filme. De que adianta, se foi filmado numa Red, editado num Smoke e cheio de efeitos e cenários modelados no 3D Studio?

Eu acho lindo o cinema tradicional, admiro o pioneirismo, mas também lembro de como era proibitivo ter uma câmera Super8, lembro de como o que é natural hoje –qualquer celular poder ser usado para filmar alguma coisa- era impossível 30 anos atrás.

Não há saudosismo que supere a sensação de saber que toda uma geração está brincando de fazer cinema, fazer vlog, fazer vídeo, sem as restrições financeiras e tecnológicas que massacraram tantas carreiras promissoras.

Quando produziu e dirigiu Clerks em 1994 Kevin Smith estourou todos os cartões de crédito e vendeu sua coleção de quadrinhos para conseguir os US$27.575 do orçamento. O próprio filme em preto e branco não foi estilo, foi penúria. Décadas depois ele filmou Red State com uma câmera RED e uma Canon EOS 7D para algumas cenas. No final do dia voltava para casa, editava no Final Cut Pro o material e ia dormir com a cena praticamente pronta. No último dia de filmagem o filme estava virtualmente pronto.

Nenhum filme em película vale isso. A liberdade que a molecada tem hoje, podendo expressar a criatividade com virtualmente nenhum dinheiro é algo incrível, e se o preço disso for ver filmes sem arranhões e sujeito, saídos de um projetor digital, que seja.

emÁudio Vídeo Fotografia

Sony pode desistir da série Resistance

Por em 29 de junho de 2012

dori_resi_27.06.12

Eu normalmente tenho uma certa dificuldade em acreditar que uma série de games poderá deixar de ser continuada, mas depois de a Insomniac Games anunciar que não trabalharia mais em novos Resistance, chegou a vez da Sony revelar um certo desprezo pela marca.

Tem sido empolgante trabalhar com a franquia Resistance, mas não temos planos para o seu futuro,” afirmou Daniel Brooke, produtor da Sony Computer Entertainment Europe Online.

No total a série recebeu cinco capítulos, sendo um para o PSP, outro tendo chegado recentemente ao PS Vita e mais três para o Playstation 3 e um dos motivos para a empresa japonesa não ter muita certeza se continuará investindo nela pode ser a aceitação relativamente baixas do último lançamento para o console, que teria vendido apenas pouco mais de um milhão de cópias.

Além disso, o Burning Skies não conseguiu agradar a crítica e por isso acho que a Sony está tentando fingir que a franquia não existe, talvez para evitar que a marca seja queimada  e daqui a alguns meses (ou anos) voltar com um novo capítulo para o seu próximo console.

Para Ted Price, chefe da Insomniac, em termos de história não há mais o que ser contado sobre o universo Resistance, mas eu duvido que a detentora da série desistirá dela assim.

[via Eurogamer]

emSony

Os MMOs ainda podem trazer inovação?

Por em 29 de junho de 2012

dori_eve_26.06.12

No final do mês passado o pessoal do PC Gamer publicou uma entrevista com Matt Firor, diretor do Elder Scrolls Online, onde este afirmou que tudo o que podia ser tentando num MMO já teria sido feito e que por isso o gênero não deverá trazer muitas inovações.  A declaração a princípio não havia causado muita indignação nas outras empresas, mas então o site perguntou se Kristoffer Touborg e Jon Lander, game designer e produtor na CCP Games, concordavam com a opinião e a resposta foi a seguinte:

Não e se eu dissesse isso, Jon poderia me despedir,” declarou Touborg. “Os melhores MMOs são inteiramente diferentes. Se você quiser saber quais os cinco melhores MMOs que joguei, eles são completamente diferentes. Outras pessoas tentaram replicá-los depois, mas o fato é que esses MMOs únicos são aqueles que continuam sobrevivendo por um bom tempo, são os interessantes. Esse gênero ainda tem muito a oferecer.

Já Lander cita a interação entre o Dust 514 e o EVE Online, para defender a opinião de seu companheiro, comentando sobre o fato deles permitirem que os jogadores se enfrentem em combates espaciais ou um contra outro em um jogo de tiro em primeira pessoa e aproveitou para afirmar que se isto não pode ser considerado uma inovação, então ele não sabe o que mais poderia. Por fim, o executivo tratou de ser taxativo, dizendo que se acreditasse que não há mais como trazer coisas novas aos MMOs, então ele provavelmente deixaria a indústria.

Apesar de ver muitas pessoas reclamando que os jogos massivos online são muito parecidos um com o outro, eu também não consigo aceitar que esse (ou qualquer outro) estilo já tenha mostrado tudo o que era possível, com o comentário de Firor tendo parecido apenas como algo dito por alguém com preguiça ou sem muita criatividade. E sabe o que é mais engraçado nisso tudo, lembrar que o resto da equipe do TESO garantiu que o game será diferente do que temos no mercado.

emMMO

No Flash for you, Android 4.1

Por em 29 de junho de 2012

flash-deadUm dos maiores argumentos para o fracasso do iPhone era a ausência de suporte a Flash. Era batata, o usuário não iria conseguir acessar sites, jogaria o iPhone no lixo e compraria um Android.

Alguns anos depois o Flash vem perdendo mais e mais espaço na Internet, no mundo Apple ele não chega nem perto e toda a retórica de que tablets Android rodando Flash eram maravilhosos caiu por terra com resenhas como este vergonhoso vídeo do Gizmodo BR, mostrando a desgraça que é suporte mobile a Flash.

Vendo que o mundo mobile não quer Flash a Adobe se concentrou no desktop (leia-se Windows e Mac), mas ainda deixava o player disponível para download na Google Play Store. Agora, nem isso. Em um post no blog do Flash confirmaram que não será mais possível baixar o player, somente quem já tem instalado terá acesso a atualizações, e que versões do Player em Androids 4.1 podem ter comportamento imprevisível.

Mais ainda: “Recomendamos a desinstalação do Flash Player em dispositivos atualizados para o Android 4.1”. Então tá.

emComputação móvel Software Software

Apenas plataformas da Nintendo terão jogo do Detona Ralph

Por em 29 de junho de 2012

dori_ralp_26.06.12

A animação Detona Ralph surgiu como uma bela homenagem à indústria de games e por isso era de se esperar que fosse transformada em um jogo eletrônico (um pouco mais elabordo), algo que a Activision confirmou que irá acontecer. A grande surpresa no entanto é que ele será lançado apenas para as plataformas da Nintendo (entenda, Wii, 3DS e DS).

Previsto para chegar ao mercado junto com o filme (que nos Estados Unidos sai no dia 2 de novembro), no jogo controlaremos os antagonistas Ralph e Felix, utilizando suas habilidades distintas para solucionarmos quebra-cabeças e avançarmos nos estágios. No caso do console teremos ainda a opção de jogar localmente com a ajuda de um amigo.

A única explicação para o game não ter versões para o Playstation 3, PC e Xbox 360 estaria numa tentativa de conquistar uma audiência mais jovem, algo um tanto contraditório em se tratando de um jogo inspirado num filme que claramente apelará para a nostalgia de um público que teve sua infância nas décadas de 80 e 90. Além do mais, com a enorme base instalada dos consoles da Sony e Microsoft, não é difícil encontrar crianças que as tenham adotado e por isso acho que a Activision perderá uma ótima chance de vender mais alguns milhares de cópias.

Não sei quanto a você, mas se o game também fizesse uma homenagem aos grandes clássicos, com cada estágio sendo num estilo diferente e característico daquela época, eu compraria sem pensar duas vezes.

[via Press Release]

emNintendo