Digital Drops Blog de Brinquedo

Asus Transformer transforma vitória em vergonha alheia

Por em 29 de março de 2012

Imagem meramente apelativa

Lembra quando a Hasbro subiu nas tamancas e processou a Asus, por lançar um tablet com teclado chamado… Transformer Prime?

A boa notícia é que o juiz que pegou o caso mandou a Hasbro catar coquinho em Cybertron, provavelmente explicou que um tablet é bem diferente de um robô alienígena gigante, que encaixar um tecladinho é bem diferente de virar um caminhão, e que se não processaram o Michael Bay por perdas e danos, não será a Asus que pagará o pato.

Caso encerrado, dura lex sed lex, excelente, mas nos autos do processo surgiu uma informação suculenta (pra Apple) e humilhante para quem está acostumado com números na casa dos milhões.

O Asus Transformers, iPad Killer da empresa, que iria salvar o mundo das cáries E desbancar a Apple? O Grande Campeão Android?

Teve 2000 unidades vendidas na pré-venda de alguns meses, e quando foi despachado para os pontos de venda no mundo todo, a quantidade de tablets enviados foi de… 80 mil. Só para dar uma idéia de comparação, o 1o iPad vendeu 300 mil unidades. No primeiro dia.

Isso mesmo. 80 mil. Todo o auê nos sites, todo o papo “se prepara, Apple, sua hora chegou” se resumiu a 80 mil unidades. ENTREGUES NAS LOJAS, não vendidas, veja bem.

Curioso é que haters adoram dizer que o iPad é um produto de nicho. E esse Asus é de quê então? De gueto?

O Ecossistema do Android é fragmentado, eu sei, mas esses números são problemáticos.

O iPad, claro nasceu perfeito, assim como o iPhone, e da mesma forma tem seus defeitos e deficiências corrigidos a cada versão. Isso custa caro, só é possível por causa da quantidade de unidades vendidas.

Um produto que não atraia interesse não é continuado. O fabricante prefere lançar um novo, tentar mais uma vez e apostar que quem não gostou do antigo, gostará desse.

Com isso não temos tablets com um longo histórico de otimizações, nem longevidade garantida. Ninguém vai escrever uma aplicação específica para o Transformer, sabendo que primeiro tem um mercado potencial máximo de 80 mil usuários, e segundo, há enormes chances de ano que vem ele não existir mais.

O resultado são aplicações genéricas, estilo “um tamanho serve pra todos”. Há uma enorme preguiça em fazer apps para tablets Android, os desenvolvedores e designers apelam para soluções porcas e simplistas. Veja este slideshow da PC Magazine. Nem as Apps do Google são decentes.

Ao mesmo tempo a CNN tem uma App que não só é bonita como é, segundo muitos, melhor no Android do que no iPad. Qual o segredo? DINHEIRO. Investiram pesado em homologação em um monte de modelos de tablets, adequando o layout e a funcionalidade. Mas que nem todo mundo pode fazer isso.

A diversidade e flexibilidade do Android está transformando o sistema no Java dos SOs mobile. Isso é péssimo, pois o que fez o Windows ficar bonito não foi o Linux, foi o MacOS. Precisamos de menos, porém melhores tablets, com uma estratégia de longo prazo definida.

Óbvio que não quero um iPad killer, mas nada seria melhor para os usuários da Apple do que um tablet “iPad não vacila que estou de olho”.

emApple e Mac

Fabricantes podem não estar interessadas em acabar com os usados

Por em 29 de março de 2012

dori_usad_29.03.12

Você provavelmente já está sabendo dos rumores dizendo que os sucessores do Xbox 360 e do Playstation 3 trarão um sistema para tentar diminuir ou mesmo acabar com o comércio de jogos usados, mas o analista de mercado Michael Pachter deu um interessante ponto de vista mostrando porque as fabricantes não gostariam de fazer isso.

Não é do interesse da Sony ou Microsoft bloquear os jogos usados. Isso beneficiaria levemente a Activision e a EA, e atingiria o negócio da GameStop. Se a Sony fizer isso unilateralmente, imagino que a GameStop se recusaria a vender o console e as vendas do PS4 seriam prejudicadas.

Porém, talvez mais importante seja a especulação de que se uma das duas empresas decidir impedir que jogos usados rodem em outros aparelhos, a outra poderia liberá-los, conseguindo assim uma considerável vantagem de mercado, então, segundo ele, nenhuma das três fabricantes “serão estúpidas o suficiente para fazer isso sozinhas.

Pachter não costuma ter um grande prestígio com os jogadores e suas previsões normalmente acabam virando motivo de piadas, mas dessa vez acho que muita gente lhe dará ouvido e caso ele não acerte, com o Durango e o Orbis impedindo mesmo a reprodução de usados, o mais provável é que aconteça o que Lewis Ward, gerente de pesquisa do IDC, acredita, uma revolta por parte dos consumidores e que eventualmente resultará na criação de hacks que permitirão a prática.

Isso no entanto me fez pensar se o fim do comércio de usados pode ser mesmo tão ruim, já que ao comprarmos jogos pelo Steam, por exemplo, não podemos revendê-los depois e poucos reclamam disso. Será que a explicação estaria no preço mais baixo praticado nas promoções ou numa cultura diferente dos jogadores de PC?

[via GamesIndustry]

emIndústria Microsoft Sony

Produtor de Cave Story diz que Kojima não sabe fazer jogos

Por em 29 de março de 2012

dori_koj_28.03.12

Para muita gente Hideo Kojima é um dos maiores game designers que a indústria já viu, sendo responsável por títulos elogiadíssimos como Snatcher, Metal Gear e Zone of the Enders, porém, nem todos concordam com tal opinião e uma dessas pessoas é Tyrone Rodriguez, ex-editor do IGN e fundador da Nicalis, empresa que ficou conhecida por adaptar os jogos Cave Story e VVVVVV para o 3DS.

Durante uma entrevista ele falou sobre os ataques de Phil Fish às desenvolvedoras japonesas, que discordou citando alguns jogos produzidos por lá, como o The World Ends With You e Demon’s Souls, mas ao ser questionado sobre a Konami, não teve medo de tecer duras críticas.

Para Rodriguez, a empresa japonesa não faz bons jogos e aproveitou para sugerir a Kojima que ele parasse de fazer jogos e começasse a produzir filmes ruins. “Ele é terrível fazendo jogos. Metal Gear é bom, apesar dele,” declarou o sujeito. “Eu não gostei de nenhum jogo dele talvez desde o Metal Gear Solid original,” e justificou sua opinião dizendo que os últimos títulos do japonês são entediantes e mal escritos, além de terem histórias e controles ruins.

É óbvio que com tal comentário Tyrone Rodriguez conquistará uma imensa legião de inimigos, mas como da série Metal Gear Solid só joguei o primeiro, não posso dizer que ele está errado, mas o Zone of the Enders 2 achei simplesmente fantástico e até pelo seu currículo acho que nunca ousaria dizer que Kojima-san não sabe fazer jogos.

Enfim, acho que o Sr. Rodriguez conseguiu seus 15 minutos de fama e agora ele deveria tratar de aproveitar sua empresa para nos apresentar alguns bons jogos além do NightSky, porque tirando ele, só vimos adaptações e um dos sites mais legais que um estúdio possui.

[via The Escapist]

emMiscelâneas

Anonymous ameaça desligar a Internet dia 31. TODOS CHORA!

Por em 29 de março de 2012

 

 

Em uma mensagem postada no Pastebin o grupo hacktivista Anonymous anunciou com antecedência seus planos malignos, no melhor estilo Vilão de Quadrinhos. Pretendem, dia 31 de Março desligar a Internet.

A ameaça utiliza a grande e praticamente unica arma do Anonymous, o ataque DDOS. Eles estão propondo sobrecarregar as conexões dos 13 servidores primários de DNS da Internet, fazendo com que os pedidos de resolução de domínios não sejam atendidos e, em efeito cascata, ninguém consiga acessar site nenhum.

Imaginam que o efeito durará de algumas horas a alguns dias. A justificativa é que isso funcionaria como um protesto contra sopa, wall street, o capitalismo mundial, o final do Mass Effect e a personagem de pele escura inexplicavelmente negra no Hunger Games.

Claro, avisando com antecedência todo mundo já se preparou, se bem que os servidores visados estão entre as maquinas mais bem-protegidas da Internet. Nem de longe este é o primeiro ataque que sofrem.

Para piorar o Anonymous vem de um duro golpe, quando vários membros do grupo foram desmascarados e presos, graças a um dos mais proeminentes membros, que se tornou informante do FBI.

Há relatos de que o ataque teria sido desmentido, mas temos um problema conceitual aqui. O Anonymous se vende através do conceito de não ter lideres, ser totalmente descentralizado, não poder ser desligado por não existir em um lugar,com um grupo especifico de membros.

Aí alguém fala besteira em nome do grupo, todos correm par dizer que aqueles não são verdadeiros Anonymous. É a boa e velha falácia do True Scotsman, usada para manter a santidade de tantos outros grupos.

A brincadeira está perdendo a graça, a Internet hoje é uma ferramenta essencial, não só por causa do RedTube, mas milhares de serviços, como hospitais, delegacias, ONGs, protetores animais dependem dela. Arriscar que uma criança mordida por uma cobra exótica morra porque um um médico não conseguiu acessar o Medscape de seu celular no interior da Austrália é um preço alto demais por esse “lulz”.

Claro, vão ficar de mimimi, dizendo que estamos atacando os hacktivistas, a serviço dos Poderosos, que o Anonymous é uma força para o bem, bla bla bla. Eu acreditaria se corressem ativamente atrás de quem faz ameaças idiotas em nome de grupo, ao invés de se esconder comodamente atrás de um anonimato que os isenta de tudo de errado que é feito em seu nome.

 

emInternet

Remake de Baldur’s Gate não custará mais que US$ 10

Por em 29 de março de 2012

dori_bal_28.03.12

Há poucos dias tivemos a confirmação de que o clássico Baldur’s Gate está sendo refeito, o que já seria motivo para muita alegria, mas a Overhaul Games liberou uma informação que era muito aguardada por várias pessoas, a confirmação de que o remake, além do PC, será lançado também para o iPad.

Saiba também que de acordo com Cameron Tofer, COO da Beamdog que conversou com o pessoal do Kotaku, apesar de o game contar com uma enorme quantidade de conteúdo, oferecendo mais de 80 horas de aventura, seria loucura cobrar mais do que US$ 10 por esta nova versão, o que tornará sua aquisição ótimo negócio, mesmo porque este é o preço cobrado pelo original.

Voltando à versão para o iPad, o IGN teve acesso a uma versão preliminar e disse que todas as novidades do jogo para PC estarão presente, incluindo a atualização gráfica proporcionada por uma versão melhorada da Infinity Engine, a integração com o pacote Tales of the Sword Coast, novas missões e o mais importante, constataram que a conversão está rodando de maneira fluída e com a tela sensível ao toque funcionando muito bem como interface.

Em desenvolvimento pela Overhaul Games, Baldur’s Gate: Enhanced Edition deverá ser lançado ainda este ano para as duas plataformas e a previsão é que sua sequência também receba o mesmo tratamento.

emComputadores Museu Portáteis

Podemos estar perto de ver um jogo gratuito no nível do Skyrim

Por em 29 de março de 2012

dori_skyr_28.03.12

Apesar de ainda haver um certo preconceito com os jogos gratuitos, com muitas pessoas presumindo que um título não terá qualidade simplesmente por ter adotado o modelo Free-to-Play, eles estão ganhando muito espaço ultimamente e de acordo com Ben Cousins, responsável pelo estúdio sueco Ngmoco, não demorará muito até vermos o lançamento de algo no mesmo nível de um The Elder Scrolls V: Skyrim.

O executivo falou sobre o futuro dos jogos gratuitos durante o Free-2-Play Summit, onde ele dividiu o modelo em três etapas, sendo a 1.0 referente ao final da década de 90 quando os sul-coreanos investiam seu dinheiro em itens cosméticos e de personalização, com o gasto em média ficando na casa dos US$ 5.

Já na era 2.0, a que vivemos atualmente, os jogadores pagam para fugir de situações que os aborrecem, como podermos acelerar a construção de um prédio no CityVille. O maior exemplo talvez seja mesmo as criações da Zynga e o gastos dos jogadores atualmente é de algo em torno de US$ 20.

Por fim, Cousins acredita que estamos nos encaminhando para a fase 3.0, onde não haverá limite para o quanto gastaremos com os jogos gratuitos e acabará a limitação do modelo a apenas alguns gêneros, permitindo por exemplo a exploração de títulos voltados para as campanhas singleplayer.

Estou 100% confiante – apostaria muito dinheiro nisso – que teremos, nos próximos anos, um jogo Free-to-Play equivalente ao Skyrim. Um jogo como o Skyrim, onde você acumulará habilidades e equipamentos com o tempo, que jogará por centenas de horas. É na verdade um dos jogos mais fáceis para serem desenvolvido usando o modelo Free-to-Play e que seria um enorme sucesso.

Que algo assim faria um enorme sucesso eu não tenho muita dúvida e como Ben Cousins acredita que quando essa época chegar o gasto médio dos jogadores será de US$ 60, o retorno poderia ser mesmo bastante alto para a desenvolvedora. A questão é saber quem será a primeira a arriscar, mas depois que isso acontecer – e necessariamente mostrar-se viável – é provável que a indústria seja modificada para sempre.

[via GamesIndustry]

emIndústria

FIFA 12 terá DLC da Euro 2012

Por em 29 de março de 2012

dori_eur_29.03.12

Quem gosta de futebol provavelmente está ansioso pela chegada do dia 8 de junho, data em que terá início o segundo maior campeonato de seleções do planeta, a Euro 2012. Porém, vocês não estão achando estranho a EA Sport ainda não ter revelado o seu tradicional jogo dedicado à competição?

Pois saiba que tal anunciou não aconteceu ainda porque a empresa decidiu que dessa vez não aproveitará os direitos sobre o evento lançando um jogo separado e sim através de um conteúdo adicional por download para o seu game principal, o FIFA 12, mas se engana quem acha que o conteúdo será prejudicado por causa disso.

Além das 53 seleções do continente, o DLC ainda trará os oito estádios do torneio (quatro na Polônia e outros quatro na Ucrânia), o campeonato normal e um modo onde poderemos escalar e gerenciar uma equipe para tentar a classificação para a etapa final e consequentemente lutarmos pelo título. O jogo, ou melhor, a expansão ainda nos permitirá jogar controlando apenas um jogador ou ainda disputar partidas online.

O lançamento está previsto para o dia 24 de abril e custará US$ 22,50 (ou 1800 MS Points) e a decisão provavelmente será bem vista pelos jogadores, já que não precisaremos investir num novo jogo que logo será deixado de lado, o que sempre acontece com essas edições especiais do simulador de futebol da EA, mas representa um risco considerável para a empresa, já que tanto o UEFA Euro 2008 Austria-Switzerland quanto o 2010 FIFA World Cup South Africa tiveram vendas bastante razoáveis.

[via MCV]

emComputadores Microsoft Sony