Digital Drops Blog de Brinquedo

A era dos logins únicos

Por em 31 de dezembro de 2009

Se criar senhas elaboradas, complexas, já é um problema para a maioria, lembrar-se delas posteriormente é algo ainda pior. Muita gente atribui a criação de senhas fracas justamente à suspeita incapacidade de conseguir memorizar senhas difíceis, e daí a ter a conta acessada por outrem, ou “hackeada”, como se diz popularmente, é um pulo.

Quando a Microsoft colocou no ar o .NET Passport, a promessa era a de que muitos serviços, não só da própria empresa, utilizassem o mesmo login para o cadastro de usuários. O tempo passou, hoje o serviço já tem outro nome (Windows Live ID), e aquela ideia dos primórdios já não é assim mais tão presente; hoje, ao que parece, o Windows Live ID é mais um mecanismo de acesso dentro do ambiente Windows do que um sistema universal de usuário e senha.

O mesmo se aplica ao Google. A Google Account unifica o login dentro dos domínios da empresa, o que facilita enormemente dada a quantidade de serviços do Google, muitos desconexos entre si, que utilizamos no dia-a-dia. Porém, como login universal, a Google Account não tem todo aquele apelo de que se espera de alguém do porto do Google. Ela é um provedor OpenID, e nada mais.

O OpenID, aliás, é o projeto mais ambicioso do ramo, já que surgiu justamente com essa finalidade: ser um login único e universal. O sisteta de provedores, embora complicado no começo, facilita a adoção, e mesmo muitas vezes invisível aos olhos do usuário, já arrebata muitos – segundo dados recentes, mais de 1 bilhão de contas foram vinculadas ao OpenID.

connectgraphic-20091231 Se o OpenID é o mais ambicioso, talvez o mais bem sucedido seja o Facebook Connect, em parte graças à impressionante simplicidade do mecanismo, e em outra, à popularidade do Facebook. Pelo mesmo motivo, cada vez mais o Twitter desponta na mesma área.

O fato é que com menos senhas para nos lembrarmos, a possibilidade de criarmos e decorarmos senhas mais fortes aumenta. Utilizo bastante o Facebook Connect em vários sites que o utiliza (formspring.me, Vimeo, Posterous, FriendFeed), e é uma mão na roda, não só pela questão da senha, mas também por precisar fazer login uma única vez em cada sessão.

O sonho de um login único e universal é um pouco utópico, mas já fizemos avanços significativos nessa área, principalmente em 2009. Mal posso esperar o que 2010 nos reserva…

emInternet Segurança

Quase um PS3 portátil

Por em 31 de dezembro de 2009

O que você verá no vídeo deste post é um aparelho criado por um dos usuários do fórum Benheck e que a princípio se trata de um Playstation 3 portátil. Embora o acabamento e o design estejam longe de um produto comercial, a simples ideia de podermos jogar qualquer título do console sem a necessidade de uma televisão já chama a atenção.

Contudo, o que o brinquedinho, batizado pelo autor como wireless visual interface, faz é reproduzir as imagens do PS3 em sua tela de 5 polegadas, além de permitir que o jogador controle o console usando seus comandos, o que diga-se de passagem, não parece ser nada confortável.

Um sistema parecido também foi feito para o Xbox 360 e o autor espera vender o WVI, assim que um problema com a parte sonora for eliminado.

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Pode até ser maluquice da minha parte, mas bem que a Sony poderia disponibilizar uma maneira de fazermos isso usando o PSP, não acham?

[via Joystiq]

emSony Vídeos

Imagine seu chefe pelado

Por em 31 de dezembro de 2009

Uma pesquisa da British Telecom examinou os hábitos das empresas britânicas relacionados com Conference Calls. Por um lado a economia é gritante. Em 2008 na Inglaterra foram 700 MIL reuniões presenciais que deixaram de acontecer, mesmo pra quem não é ecochato, o benefício ambiental é evidente.

Por outro lado Conferences sempre carecem de dedicação exclusiva. A gente sempre está fazendo outra coisa, e com um monte de gente falando no nosso ouvido fica complicado se concentrar e acertar um headshot no Modern Warfare, ainda mais sem som.


Não é sua chefe e você sabe disso.

A maioria das conferences, aliás, nem sequer é feita do escritório do sujeito em casa. O ponto de origem mais popular segundo a pesquisa é o quarto de dormir, seguido do banheiro. Isso explica os sons que os entrevistados ouviram, como cachorros latindo, bebês chorando e descarga.

Também identificaram que muita gente participa de pijama, roupa de baixo ou peladões.

Explicado porque o VideoFone nunca pegou?

Fonte: Ananova

emMiscelâneas

Vídeo mostra HL2 no Project Natal

Por em 31 de dezembro de 2009

Embora seja bastante promissor, o Project Natal ainda é um grande mistério para a maioria dos jogadores. A ideia de jogarmos sem o uso de um algum tipo de joystick é algo difícil de compreender e para muitos, alguns gêneros como os FPSs não se encaixarão na nova proposta.

Existe uma grande possibilidade do vídeo abaixo ser falso, mas nele podemos ver uma pessoa supostamente jogando o espetacular Half Life 2 usando o sistema de reconhecimento de movimentos criado pela Microsoft.

Talvez jogar um game em primeira pessoa no Natal não seja mesmo tão confortável quanto gostaríamos, mas que o sistema parece estar funcionando muito bem, diferenciando a mão esquerda da direita e movimento sutis, isso parece.

emMicrosoft Rumores Vídeos

Twitter bane (e mostra) mais de 300 senhas fracas

Por em 30 de dezembro de 2009

É a velha ladainha que todo mundo, se não sabe, deveria saber: crie senhas difíceis, pouco óbvias, misturando letras, números e caracteres especiais. Mesmo isso não garante segurança total, mas tornará a vida de quem quer bisbilhotar seus dados (e só isso, na melhora das hipóteses) bem mais difícil.

À frente de um site sobre Windows e produtos da Microsoft  em geral, recebo muitos e-mails de gente desesperada por ter tido o Hotmail/Messenger “hackeado”. Senhas fracas estão aí, e além delas, temos as óbvias, que vão desde a data de nascimento, passando pelo telefone, até o nome do cônjuge. Para piorar ainda mais, a pergunta secreta segue a mesma linha. Captain Obvious manda lembranças sempre que um cracker obtém acesso a uma conta alheia pelo método da tentativa-erro.

As empresas que mantêm esses serviços gratuitos fazem o que podem para conscientizar as pessoas acerca da importância de se ter uma senha segura, além de fazer um trabalho de contenção de danos que, pelo menos no caso da Microsoft, que conheço mais de perto, funciona bastante bem. Mas, até onde essa preocupação, esse zelo para com o usuário pode chegar?

O Twitter implementou um filtro em seu sistema que impede os usuários de utilizarem cerca de 370 senhas consideradas óbvias ou fracas. São coisas bem tolas, como 111111, 121212, 123456, abc123, access, twitter (d’oh!), e por aí vai. A lista completa está acessível a qualquer um, e pode ser consultada aqui.

A iniciativa é bacana, embora seja forçada e possivelmente será vista com maus olhos por alguns usuários. De qualquer maneira, impôr ao usuário a criação de uma senha minimamente segura, embora possa gerar antipatia, conscientiza. Vejo essa proibição de senhas fracas como um passo além daquele sistema, já bastante comum, que indica a força da senha através de um gráfico (vermelho para senhas fracas, verde para senhas fortes).

Com o Twitter sendo cada vez mais usado como passaporte para diversos sites externos, a exemplo do que já acontece com o Facebook Connect, a tendência é a conta no serviço ganhar cada vez mais importância. Assim sendo, toda segurança é pouca, e os reforços nessa área, sempre bem-vindos.

Fonte: Neowin.

emInternet Segurança

Revelados os preços do Google Nexus One

Por em 30 de dezembro de 2009

Anote na sua agenda: o Google marcou para dia 5 de janeiro um evento totalmente focado em Android, no qual todos esperam será anunciado o Nexus One, primeiro telefone da empresa, rodando o novíssimo Android 2.1.

O Gizmodo conseguiu, através de uma dica anônima, encontrar a página no Google do novo smartphone. A essa altura provavelmente já a esconderam, mas ela ficou tempo suficiente no ar para que vários detalhes, incluindo preços, fossem revelados.

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Está sentado? Então toma: US$ 530,00 (ouch!) no Nexus One desbloqueado e sem subsídios das operadoras. Esse preço simplesmente quebra as expectativas de quem esperava um Android barato e popular.

Para quem não liga para contratos de fidelidade, o gadget também será vendido via T-Mobile, uma operadora americana, com contrato de dois anos e mensalidade de US$ 79,90 (SMS/MMS e navegação ilimitados, 500 minutos/mês), pelo preço de US$ 180,00. Já dá uma aliviada, e o coloca em posição bastante competitiva com Apple iPhone (AT&T) e Motorola Droid (Verizon). Em caso de cancelamento em até 120 dias após a compra, porém, o usuário terá que pagar a diferença (US$ 350,00) ou devolver o smartphone ao Google.

As vendas serão feitas diretamente pelo Google, e serão atreladas à Google Account dos usuários, sendo que cada um poderá adquirir até cinco Nexus One. E detalhe importante: ainda segundo o Gizmodo, o aparelho poderá ser enviado para fora dos EUA. Amigos ricos, preparem o cartão de crédito (e me chamem para ver o Nexus One de perto :D ).

No dia 5 de janeiro, próxima terça-feira, o Nexus One será apresentado oficialmente, e aí teremos a confirmação (ou não) das informações acima. Sem o preço como vantagem em relação à concorrência, resta saber o que o Google prepara de diferente para vender seu peixe, digo, seu smartphone. Aparentemente uma dock que enquanto recarrega o aparelho faz streaming de música e backup de dados, informação descoberta pelo TechCrunch, esteja entre essas surpresas. Todavia, isso é muito pouco para convencer, ou ao menos chamar a atenção de algum iPhone-user ou qualquer-outro-telefone-user.

Ah sim: já coloque nos seus bookmarks o endereço google.com/phone. É onde o Nexus One ficará nos domínios do Google.

emCelular Google Mercado

Review HTC Magic

Por em 30 de dezembro de 2009

O HTC Magic foi um dos primeiros celulares com Android a venda no Brasil, junto com o Samsung Galaxy.

E, ao contrário do Magic vendido no exterior, ele vem com a interface HTC Sense que estreou no Hero, sucessor do Magic.

HTC Magic

 

Hardware

Assim como o DEXT, as especificações do Magic são bem parecidas com boa parte dos aparelhos com Android: Processador Qualcomm de 528MHz, 3G, WiFi, Bluetooth e GPS. Ele tem 288MB de RAM, 512MB de ROM e uma câmera de 3.2MP

O Magic é muito bem acabado e muito confortável de se segurar, parte graças ao queixo dele. Além disso, ele é muito leve. Segurando ele (com 118g) em uma mão e o DEXT (com 163g) em outra, a impressão é que o Magic é só uma carcaça vazia com um peso no meio (que é onde fica a bateria). Nos números a diferença é pouca, mas na prática… Para deixar no bolso, por exemplo, essas 45g fazem uma boa diferença.

A tela do Magic tem 3,2 polegadas e resolução de 320×480 pixels. O touchscreen, capacitivo, é tão bom quanto o do iPhone.

 

O acelerômetro dele é bem mais lento que o do DEXT. As vezes, é preciso deitar o aparelho e ficar inclinando-o um pouco para que ele perceba que deve mudar a orientação da tela. Mas isso causa menos frustração do que o acelerômetro super rápido do DEXT, que muitas vezes gira a tela com um movimento sutil.

O design do Magic é bastante limpo. Nas laterais, há apenas o controle de volume, que parece ser um único botão, além do conector miniUSB proprietário da HTC (ele aceita qualquer cabo miniUSB, mas o cabo da HTC só serve nele). Só ficou devendo uma saída de 3,5mm pra fones de ouvido…

Na frente, os botões “verde e vermelho” para chamadas, o trackball e os botões Home, Menu, Voltar e Pesquisa.

Um trackpad num aparelho touchscreen pode parecer desnecessário, mas ele é muito útil para usá-lo com uma mão só. No início ele parece bastante sensível e faz você “clicar” em opções que não queria, mas com o tempo você se acostuma.

Algo que me irrita no Magic é o slot para o SIM Card, vulgo chip. Ao contrário de todos os aparelhos que já usei, o slot não possui o formato do cartão, impedindo que você coloque o chip do lado errado. Você só perceberá que o colocou errado quando ligar o aparelho e ele reclamar que o chip não foi inserido.

Software

O Magic vem com a versão 1.5 do Android, que recebeu muitas modificações da HTC neste aparelho.

Assim como o MotoBlur, o Sense procura integrar as redes sociais com os seus contatos. Mas, ao contrário dele, não coloca os seus “contatos da internet” junto com os seus “contatos de verdade”. Ele pede para que você relacione os seus contatos com seus perfis, o que acho mais inteligente, já que muitas vezes não quero ter no meu celular as atualizações de todo mundo, mas apenas dos amigos mais próximos.

O Sense suporta apenas Facebook, Flickr e Twitter – mas não há como relacionar seus contatos com o Twitter, a conta é usada apenas no HTC Peep, cliente Twitter incluso no aparelho.

Uma aba na aplicativo de contatos permite ver as atualizações dos seus contatos. E lá estão apenas as atualizações mais relevantes, como atualizações de status no Facebook ou fotos novas. Nada de avisar que um amigo mudou o texto do perfil, como o MotoBlur faz.

Uma grande decepção com o Sense foi o modo que ele trata os contatos do Google – acostumado a usar o Google Sync via Exchange com meu celular, esperava que assim que fizesse o login no GMail teria meus contatos em ordem no Magic.

Mas vieram todos os meus contatos do GMail, o que inclui todo mundo de quem recebi e-mails nos últimos 5 anos. Já o Google Sync manda para o celular apenas os contatos da pasta “Meus Contatos”, muito mais inteligente. Curiosamente, o DEXT não tem esse problema, pegou apenas os “Meus Contatos”, mesmo antes de configurar o MotoBlur.

Resolver isso foi bastante fácil. Bastou desabilitar a sincronização de contatos diretamente com o Google e configurar a sincronização com o Google Sync usando Exchange.

Alguns aplicativos suportam gestou multitouch. Basta fazer o gesto de pinça para dar zoom em fotos ou em páginas da web. Mas parece que o suporte a multitouch está restrito ao navegador e ao álbum de fotos. O Google Maps, onde o multitouch seria muito bem vindo, ainda depende de botões para dar zoom.

O teclado virtual dele é muito bom, nada de espremer os dedos para digitar. E, para digitar textos mais longos, o teclado no modo paisagem é muito bom. Para mim, é mais confortável digitar nele do que no teclado físico do DEXT, com aquela barra de espaço minúscula. Mas isso é questão de gosto.

Câmera e multimídia

A câmera dele, de 3.2MP é razoável para um celular. Não brilha nas fotos comuns, mas é boa para fotos em Macro. Abaixo, estão algumas fotos que tirei com ele.

Foto do Magic Foto do Magic Foto do Magic Foto do Magic

O player de música é bem diferente do padrão do Android – e bem parecido com o do iPhone. Ele organiza melhor as músicas e dá mais opções para buscá-las. E tem até algumas perfumarias como mostrar a capa do álbum que está tocando (e botões para controlar a reproduçã) na tela de desbloqueio do aparelho.

Mas falta uma saída para fones de ouvido padrão. Se você quer usar um fone diferente do incluso, tem que usar um adatador. E esses adaptadores invariavelmente quebram com muita facilidade. Uma saída de 3,5mm direto do aparelho seria muito melhor.

Vale a pena?

Com excessão do Motorola Milestone, que ainda não testei, posso dizer que o Magic é o melhor Android a venda no Brasil. Discreto, leve, bem acabado e tão agradável de usar como o iPhone.

Só não o recomendaria para alguém que pretende usar o celular como Media Player, já que ele não tem uma saída decente para fones.

Mas nada é perfeito e o grande ponto negativo do Magic é o preço: No pré-pago, custa R$2349.

Em Setembro, quando as opções de aparelhos com Android se resumiam a ele e ao Samsung Galaxy, custando R$1799, esse preço poderia fazer algum sentido (e já era caro).

Mas agora, com mais aparelhos disponíveis e o Milestone, que vem sendo muito elogiado mundo a fora, custando R$1899 desbloqueado, fica difícil dizer que o Magic seria uma boa compra.

O aparelho é ótimo, mas uma queda de preço seria muito bem vinda.

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