Digital Drops Blog de Brinquedo

Habitforge contra a procrastinação!

Por em 30 de novembro de 2009

“Segunda começo a dieta”.

“Amanhã começo a caminhar”.

“Hoje vai: irei para a cama às 22h”.

São várias as atitudes saudáveis e benéficas que desejamos implementar em nossas vidas, mas são raras as que de fato permanecem, em grande parte devido à falta de disciplina.

Para reverter esse quadro, e fazer com que bons hábitos virem… hábitos, a tecnologia pode ajudar. O site Habitforge promete justamente isso: ajudá-lo na criação de hábitos.

Após fazer um rápido cadastro, o usuário pode criar a lista de bons hábitos que deseja cultivar. O sistema pede o título do hábito, o complemento a uma pergunta sobre ontem (“Você fez tal atividade ontem?”), e se a meta será pública ou privada. O cadastro de novos hábitos é simples e direto, e deixá-los à mostra para qualquer é um bom estímulo, afinal, falhar já é ruim, mas falhar publicamente, é pior :-D . Os hábitos, ou metas, são listados numa página principal, de onde é possível acompanhar seu próprio desempenho, e chamar amigos para acompanhá-lo também.

O mais bacana é o sistema de trackeamento. Não é preciso visitar o Habitforge sempre, já que o acompanhamento é feito via e-mail. Todo dia, uma mensagem de cada meta é enviada para seu e-mail, contendo dois links: sim e não. Se a atividade foi cumprida no dia anterior, ganha-se um ponto.

21-days-20091130 O programa trabalha num sistema de 21 dias, o que, dizem, é o suficiente para moldar um hábito. Assim, se durante 21 dias initerruptos a atividade for executada, pressupõe-se que ela se torne um hábito, dispensando, então, o acompanhamento do Habitforge. Atenção: são 21 dias ininterruptos. Falhando um dia, o contador volta à estaca zero.

Como dito, o acompanhamento das metas por outras pessoas serve como motivador. É possível convidar amigos, que torcerão por você e, ao mesmo tempo, farão pressão, ainda que involuntariamente, para que seus objetivos sejam alcançados.

Um site como o Habitforge pode soar meio “autoajuda” demais, mas analisando-o friamente, chega-se à conclusão de que, afinal, é interessante e pode ter efeitos práticos nas nossas vidas muito interessantes. Quantas vezes já não deixamos de fazer algo, por mais simples e útil que fosse, por pura falta de interesse/vontade/qualquer coisa?

O Habitforge é gratuito, e relativamente pequeno – no momento em que escrevo essa nota, conta com pouco mais de 1600 membros. A estrutura ainda não é das melhores, e durante o uso, muitas telas de erro surgiram, mas à parte esses detalhes técnicos, a ideia e a execução são muito boas.

Se a dieta, os exercícios diários, ou qualquer coisa, estava esperando um empurrãozinho, a hora de mudar é agora.

emInternet Web 2.0

Michael Jackson e Twitter, os reis (das buscas) de 2009

Por em 30 de novembro de 2009

Ainda falta pouco mais de um mês para dizermos adeus a 2009, mas a Microsoft já liberou o top 10 do Bing, sua “máquina de decisões”, aka buscador. Curioso que, além de liberar tais informações desconsiderando dezembro, não se sabe se foram incluídos no balanço o período anterior ao lançamento do Bing, ocorrido em junho. Antes disso, o serviço respondia pelo nome de Live Search.

O termo mais buscado lá, em 2009 (ou parte de), foi Michael Jackson, ícone pop que faleceu no dia 25 de junho. Ele, aliás, não foi o único falecido a figurar no ranking; Patrick Swayze (#6) e Farrah Fawcett (#5) também constam na lista.

O único serviço/empresa que aparece no ranking é o Twitter (#2), mais uma prova de que 2009 foi o ano dele. A gripe suína, que causou pânico, atrasou o calendário de escolas e faculdades, e infelizmente ocasionou muitas mortes, foi o #3 termo mais buscado no Bing.

twitter-mj-20091130

Nas demais posições, tivemos:

  • #10: Jaycee Dugard, garota sequestrada em 1991, e finalmente encontrada em agosto;
  • #9: Billy Mays, ao que consta, o equivalente ao rapaz Bombril dos Estados Unidos;
  • #8: Jon e Kate Gosselin, ex-estrelas de Jon and Kate Plus 8, por ocasião da destruição pública de seu casamento; e
  • #7: Cash for Clunkers, programa do governo americano que subsidiou a troca de carros antigos e beberrões por novos mais econômicos.

Quase que simultaneamente à estatística do Bing, o Global Language Monitor, que monitora tendências do idioma inglês, publicou o relatório de 2009. A palavra campeã foi Twitter, seguida de Obama (#2), H1N1 (#3), Stimulus (#4) e Vampire (#5). Michael Jackson também aparece nesse ranking: a frase mais propagada do ano foi sua alcunha mais famosa, “King of pop” (Rei do pop).

Duas coisas se destacam disso tudo: 1) a comoção que a morte de Michael Jackson causou; e 2) o avanço das mídias sociais ao mainstream. Afinal, além de Twitter ter sido a palavra mais escrita do ano na Internet, “unfriend” foi escolhida a palavra do ano pelo Dicionário Oxford.

Fonte: Mashable (2).

emInternet

Ubi anuncia novo Prince of Persia

Por em 30 de novembro de 2009

A Ubisoft revelou através de um comunicado à imprensa um novo jogo para da franquia Prince of Persia. Com o subtítulo The Forgotten Sands, o game deverá chegar as prateleiras já em maio de 2010, mas precisamente no dia 28 (mesmo dia em que o filme estreará) e pelo jeito quem joga no PC ficará de fora, já que as plataformas mencionadas são os “consoles e portáteis.”

Embora a produtora não tenha entrado em detalhes sobre o novo jogo, foi dito que ele fará parte da saga que teve início com o Sands of Time e que haverá inovações em relação a jogabilidade, mas mantendo os elementos da série.

Eu não cheguei a jogar o último Prince or Persia principalmente por ele não ter me chamado a atenção, mas como adorei a trilogia, gostei de saber que a facilidade deverá ser deixada de lado, mas bem que o estilo visual do jogo mais recente poderia ser mantido.

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[via CVG]

emMicrosoft Portáteis Sony

Nintendo poderá processar a Nokia

Por em 30 de novembro de 2009

Todos nós sabemos que hoje em dia que praticamente qualquer aparelho eletrônico é capaz de emular um NES ou um Snes e não é segredo para ninguém o cuidado a paranóia que a Nintendo tem com suas propriedades intelectuais.

Mesmo assim, parece que o pessoal da Nokia não sabe que jogar games emulados num celular é ilegal ou pelo menos não se importa com um possível processo por parte da empresa japonesa, já que publicou em seu blog um vídeo onde é possível ver uma pessoal jogando o Super Mario World e o Super Mario Bros 3 (além do Super Ghouls ‘N Ghosts) no recém lançado N900, além de um botão que supostamente serviria como atalho para diversos outros emuladores.

O vídeo infelizmente foi retirado do ar (este ainda está funcionando), mas nele era dito que “vários emuladores de jogos antigos estão disponíveis para download” e que “muitas distribuidoras permitem o uso individual de títulos desde que o jogador tenha o jogo original.

Mesmo assim, a Nintendo não gostou muito da brincadeira e através de um relações públicas da Grã-Bretanha, disse que “tomam medidas rigorosas para proteger suas propriedades intelectuais e que os seus advogados examinaram o caso para determinar se alguma infração foi cometida.’”

Será que estamos prestes a presenciar uma incrível batalha nos tribunais entre duas gigantes?

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[via Edge Online]

emCelulares Museu Nintendo

07 razões para ter um tripé

Por em 30 de novembro de 2009

Essa vai direto para a categoria “Dicas básicas, bobinhas, mas que valem uma boa foto”. Sempre que vou ministrar um curso eu dou uma grande importância para a questão do tripé. Sempre levo um tripé simples e um monopé para mostrar para os alunos as suas diversas usabilidades e a diferença entre cada modelo. Porém, muitos dos que se interessam por fotografia acabam não atribuindo importância para esse pequeno acessório. Pode ser que você use o tripé apenas uma vez por ano (na pior das hipóteses), mas quando precisa é sempre um caso sério e provevelmente não vai achar ninguém que empreste para você (eu pelo menos não empresto o meu).

Por isso que fiquei feliz ao ver um pequeno texto no Photography Blog trazendo uma pequena lista de 07 razões para você ter um tripé. Veja abaixo um pequeno resumo com alguns comentários de minha parte.

01 – Fotos noturnas e pôr-do-sol - sim, tripés são necessários para fotos noturnas e para o pôr-do-sol por um motivo básico. Geralmente usamos velocidades de obturador muito baixas, o que pode ocasionar uma foto com tremidos. Claro que hoje em dia as câmeras DSLR mais modernas podem alcançar uma elevada velocidade ISO e ainda manter uma imagem aceitável, mas a velha regra ainda vale. Quanto menor o ISO melhor vai ser a qualidade da imagem. No caso das longas exposições ainda é possível realizar o disparo através do temporizador para diminuir a possibilidade de tremer a imagem;

02 – Flexibilidade – um tripé não serve apenas para segurar uma câmera fotográfica. Você também pode fazer filmagens com seu tripé ou simplesmente usá-lo como suporte para um flash, rebatedor ou lâmpada, trazendo mais qualidade a sua fotografia;

03 – Fotografia macro – trabalhar com fotografia macro exige muita iluminação, mas quando isso não é possível (ou até quando é) temos que trabalhar com baixas velocidades e tentar manter a o diafragma fechado por conta da profundidade de campo. Para complicar mais a situação, o objeto a ser fotografado está muito perto da lente. Um tripé se torna uma mão na roda para ter estabilidade e produzir imagens sem problemas de foco ou falta de nitidez por conta de movimentos;

04 – Fotografia de Esportes – em esportes é necessário captar o movimento e geralmente com lentes com grandes distâncias focais. O tripé oferece a possibilidade de mover a câmera em movimento de panorâmica seguindo o objeto a ser fotografado e mantendo a estabilidade da câmera;

05 – Fotografia de Natureza – aqui se torna básico. Fotografar natureza sem tripé é como fazer algodão doce sem açúcar. Além de evitar imagens tremidas, ao fotografa natureza, existe a possibilidade de esperar por horas para uma boa foto de um animal em seu habitat natural. Nessa situação, um apoio para a câmera é muito bem vindo;

06 – Usando uma Teleobjetiva – bem, embora essa parte possa englobar todas as outras citadas até aqui, o uso de teleobjetivas com grandes distâncias focais tende a tornar o trabalho do fotógrafo complicado por conta de que qualquer movimento, por mínimo que seja, possa atrapalhar a foto. Eu já tinha ouvido de alguns fotógrafos que para poder segurar a câmera com uma teleobjetiva sem tripé é necessário usar a velocidade do obturador equivalente ao dobro da distância focal. Se está fotografando com uma 300mm, então a velocidade do obturador tem que estar em 1/600. O Photography Blog trabalha com a regra da compatibilidade entre os dois. Se for uma objetiva de 500mm, então a velocidade do obturador deve ficar em 1/500. Esse seria o mínimo para poder segurar a câmera com firmeza. Abaixo disso é necessário o uso do tripé. O equipamento fornece estabilidade e conforto para o uso desse tipo de lente;

07 – Usando a criatividade – o simples fato de a câmera estar presa em seu tripé permite que você ande pela cena a ser fotografada usando a criatividade para definir o melhor enquadramento. Fora isso, alguns tripés permitem que você capte ângulos inusitados colocando a câmera a apenas alguns centímetros do chão ou acima de sua cabeça;

Lembrem-se que existem diversos tipos de tripés e monopés a venda no Brasil. Infelizmente os mais baratos não são os melhore e mais resistentes. Acima de tudo, um tripé tem que fornecer estabilidade para sua câmera. Deve ser resistente, robusto e trazer diversas opções de ângulos ou suporte para diferentes cabeças, aumentando assim as possibilidades de uso.

emAcessórios

Leitores do Adorama escolhem as melhores câmeras de 2009

Por em 30 de novembro de 2009

Depois da esclarecedora lista das 5 piores câmeras de 2009 patrocinada pelo site Digital Câmera HQ, está na hora de começarmos a ver as opiniões sobre os melhores lançamentos desse ano. Como já havia comentado, existem alguns sites interessantes aos quais podemos acreditar em uma escolha imparcial dos equipamentos. Quem acompanhou o mundo da fotografia durante esse ano também sabe que é impossível fugir de uma lista de quatro ou cinco equipamentos que realmente foram destaque entre os consumidores e sites especializados. Estou preparando minha lista para ser publicada no mês de dezembro, mas enquanto isso podemos dar uma olhada no que está acontecendo nos sites gringos.

O Adorama, por exemplo, realizou uma votação entre seus leitores para escolher os equipamentos mais expressivos entre os consumidores. O site obteve um total de 2.746 votos e o resultado foi surpreendente, pelo menos para mim. Embora concorde em parte com a câmera escolhida pelos leitores, não posso deixar de frisar que não esperava de maneira nenhuma que ela fosse eleita a melhor e por uma vantagem tão expressiva. Não que a qualidade do equipamento não seja condizente com essa posição, mas por conta da própria inserção da marca no volume de câmeras vendidas nesse ano.

Em primeiro lugar, acumulando 1.524 votos (55% do total), encontramos a Pentax K7 (um de meus sonhos de consumo). Eu esperava encontrar a Canon EOS 7D (6% dos votos) ou a Nikon D3s (5% dos votos) em primeiro lugar, mas coube a câmera da Pentax ocupar esse posto. Embora a empresa venha perdendo representatividade no mercado, ainda é responsável pela confecção de câmeras com grande qualidade de imagem e que podem figurar entre as melhores já produzidas. Na lista ainda encontramos outras estrelas do ano que passou como Panasonic GH1 (4%), Olympus E-P1 (6%) e Leica M9 (16%).

Entre os motivos apontados pelos leitores para a escolha do equipamento estão a boa construção do corpo da câmera, o sistema de estabilização de imagem, qualidade do LCD, compatibilidade com quase todas as lentes produzidas desde a década de 70 e a produção de lentes específicas para o sistema APS-C. Outro ponto levantado é que a empresa se preocupa tanto com a qualidade de suas câmeras e lentes mais baratas como com os equipamentos mais avançados e caros. Uma boa lembrança para os fabricantes que o consumidor, seja ele de qualquer nível, exige atenção e qualidade.

Veja abaixo o quadro completo da votação.

adorama readers choice

emNotícias

O terror em estado bruto

Por em 30 de novembro de 2009

Imagine-se de madrugada, perdido no meio do mato em um país onde você não fala a língua local e após presenciar um brutal assassinato. Se este cenário já não fosse o suficiente para entrar em estado de choque, o lugar ainda emite horríveis sons e você precisa ficar longe de mortos que teimam em descansar.

Essa situação improvável pode ser vivida em um videogame e após dedicar algumas horas ao Siren: New Translation, tive a nítida sensação de estar correndo pelas florestas de Blair, de ser o protagonista de uma história de Hiroshi Takahashi ou de fazer parte de uma inusitada fusão entre a obra de George A. Romero e Takashi Shimizu.

dori_sir_17.11.09

Pisar em Hanuda é ser exposto a diversas lendas e mitos orientais, é ter o batimento cardíaco quase sempre acelerado e temer por cada passo dado. Ao contrário dos outros jogos do estilo survival-horror, este jogo não deixa muito espaço para falhas, e na maioria do tempo você não estará procurando mais munição para um lança-míssil e sim um lugar para se esconder.

Nele não adianta bancar o herói e em boa parte das situações propostas, será mais inteligente fugir do que partir para cima dos Shibitos, uma espécie de zumbi que continua as tarefas de quando era vivo, como trabalhar numa mina ou semear sua plantação, mas que possui sede de sangue e que mesmo após derrubados voltarão para lhe perseguir após um certo tempo.

dori_sir_17.11.09-2 Siren conta sua história através de sete personagens distintos e bastante carismáticos, cada um deles possuindo um motivo para estar naquele horrendo lugar, mas que dariam tudo para sumir dali. O jogo é dividido em 12 episódios, mostrados como se fosse uma minissérie, inclusive com os tradicionais “No próximo capítulo” e “Anteriormente…”, algo muito legal e que torna a experiência mais fluída.

Todo o jogo foi planejado para levar o maior realismo possível, contando com muitos arquivos que complementam o enredo, como vídeos feitos através da câmera de um dos personagens e até mesmo um blog contando o dia-a-dia de um dos protagonistas.

Eu poderia ficar aqui por horas descrevendo a boa qualidade gráfica do jogo, como os sons ajudam a criar o absurdo clima de tensão ou o quanto a jogabilidade não está a altura do resto do game, contudo, prefiro lhe dizer que embora eu tenha adorado o terror psicológico da série Silent Hill e os sustos rasteiros do Fatal Frame, foi com Siren: New Translation que eu realmente temi pela vida dos personagens que controlava e apenas nele eu percebi o quanto seria assustador estar na situação proposta por alguns filmes/games. Espere até controlar uma garotinha de 10 anos perdida em um hospital pra lá de macabro e você entenderá o que estou dizendo.

dori_sir_17.11.09-3 Se você tiver a oportunidade de jogá-lo, talvez não se sinta tão incomodado quanto eu, mas como, desde o início, eu me deixei levar pela proposta do jogo e tentei me sentir o mais imerso possível, sou obrigado a admitir que está sendo bastante perturbador passar por algumas partes.

Repleto de situações grotescas e que fariam até o maior machão borrar as calças, Siren: New Translation é daqueles jogos para apreciarmos cada momento, mesmo que eles sirvam apenas para aumentar nossa adrenalina através do simples ato de nos meter medo e nesse aspecto o jogo cumpre perfeitamente seu papel.

 

emAnálises Sony