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Digital Drops Blog de Brinquedo

Há 10 anos (ou quase), no túnel do tempo

Por em 1 de junho de 2009

Estava fuçando em minha coleção de revistas sobre fotografia a procura de imagens e matérias úteis para utilizar na última aula do curso básico de fotografia que estava ministrando no Centro Paula Souza de Presidente Prudente, quando me deparei com uma que me chamou a atenção. Era a edição número 47 da revista Fotografe Melhor que foi publicada no longínquo ano de 2000. A capa trás uma foto magnífica de Maria Paula em um nu esplendoroso clicado pela fotógrafa Dadá Cardoso. Mas, não foi isso que me levou a escrever esse texto, e sim uma das matérias que estavam estampadas na capa da publicação que tinha o seguinte título: Câmera Digital: agora dá para usar profissionalmente.

Por incrível que pareça, não faz muito tempo que os equipamentos digitais eram apenas brinquedos curiosos. Há dez anos, falar que o filme seria substituído pela fotografia digital seria loucura. As primeiras câmeras produziam imagens que não poderiam ser aproveitadas nem para fazer uma ampliação básica de 10x15cm. Pensar que o digital poderia ser usado como uma ferramenta na vida profissional era verdadeira heresia. Eu mesmo cheguei a pensar desse jeito. Quando dei os primeiros cursos de fotografia em minha vida apenas citava os equipamentos digitais como uma curiosidade longe de nossa realidade de cidade do interior de São Paulo. Provando que tudo na vida pode mudar, nesse mês de maio eu ministrei o primeiro curso onde todos os alunos usaram exclusivamente equipamentos digitais. Uma grande mudança para apenas 10 anos.

Isso também nos leva a pensar na evolução desses equipamentos. A primeira câmera digital que comprei foi uma Sony Mavica FD-71. Ela tinha 10x de zoom ótico, usava como mídia de gravação um disquete comum de 3.5" e tinha a incrível resolução de 640×480 pixels. Hoje em dia, isso é resolução de web cam, mas na época era o máximo, sem falar que o preço que paguei foi uma verdadeira fortuna. Com ela me diverti muito, fiz várias experiências (pela primeira vez livre o custo de revelação dos filmes) e iniciei meus primeiros trabalhos dentro do nu artístico, justamente pela comodidade de não depender de alguém para revelar os filmes e, por ventura, espalhar as imagens registradas. Infelizmente, nenhuma dessas fotos, que ainda tenho guardadas, pode ser utilizada para uma ampliação decente, mas foi o início de minha história no mundo digital.

Depois dela passei a investir em câmeras com maiores definições, como a Sony P-73 (4 megapixels) e depois migrando para a linha de compactas da Fuji, onde começou uma história de amor e ódio que dura até hoje. Mas, uma coisa não mudou com a chegada do digital e nem com o aumento cavalar dos megapixels dos equipamentos. Essa coisa imutável é a linguagem fotográfica. Seja com a câmera profissional mais cara ou com uma pin hole feita com lata de leite em pó, o que comanda é o cérebro do fotógrafo. Como já diziam os mestres da fotografia:  Pense antes, fotografe depois.

Só por curiosidade, as incríveis máquinas fotográficas digitais que estavam começando a entregar uma imagem de qualidade profissional no ano de 2000 e que foram destaque nessa edição da revista Fotografe Melhor, foram a Sony DSC-F505KJ (2 megapixels), a Olympus Camedia 2020 Zoom (2,1 megapixels) e a Kodak DCS 660 (6 megapixels). Interessante notar que nenhuma dessas câmeras pode ser encontrada hoje para a venda em lojas especializadas em equipamentos usados, enquanto as antigas Olympus Pen com 50 anos de idade ainda podem ser encontradas e em perfeito funcionamento. Estaríamos involuindo na durabilidade de nossos equipamentos ou tudo é uma lógica ditada pelo mercado?

E você leitor, qual foi sua primeira câmera digital?

emEquipamentos

Relembrando: Rock N’ Roll Racing

Por em 1 de junho de 2009

Fazer a seção Relembrando de hoje não foi uma tarefa fácil, sempre que falamos de um jogo que traz consigo uma legião infindável de fãs, é normal que esqueçamos de algum detalhe ou que o texto não fique a altura de sua grandeza. Bom, como tentar igualar a qualidade de Rock N’ Roll Racing é algo praticamente impossível, tentarei ao menos fazer com que velhos apaixonados pelo game reviva os bons momentos passados lá pela metade da década de 90.

dori_rnrr_01.6.09

Obs.: Recomendo a leitura do post apenas depois de apertar o play no tocador que está logo abaixo :)

Criado por uma empresa chamada Silicon & Synapse (que posteriormente passou a ser conhecida como Blizzard), RnRR foi lançado em 1993, para Mega Drive e Super Nintendo. O jogo não possuía quase nada de inovador e para falar a verdade, sua ideia parecia até mesmo um pouco estranha. Colocar alguns competidores para disputar corridas em diversos planetas, com carros equipados com armas e tudo isso ao som do bom e velho Rock n’ Roll.

Uma das diferenças em relação aos outros jogos do gênero era a visão, aqui víamos as pistas na perspectiva isométrica, o que nos fazia ter que decorar as pistas pois não tínhamos muito tempo para nos preparar para algumas curvas. Mas a principal característica do jogo era mesmo sua trilha sonora. RnRR foi um dos primeiros jogos a possuir uma trilha licenciada e os processadores dos consoles não faziam feio ao reproduzir vários clássicos do Rock. Não seria exagero dizer que muitos moleques passaram a gostar de Rock graças as partidas embaladas por Paranoid, Highway Star ou Born to Be Wild e é simplesmente impossível separar o jogo de sua trilha brilhantemente selecionada.

Abaixo você confere as músicas que eram tocadas no jogo:

- “Born to Be Wild” de Steppenwolf
- “Bad to the Bone” deGeorge Thorogood
- “Paranoid” de Black Sabbath
- “The Peter Gunn Theme” de Henry Mancini
- “Highway Star” de Deep Purple
- “Radar Love” de Golden Earring (faixa exclusiva do Mega Drive)

Falar de Rock N’ Roll Racing é também relembrar Loudmouth Larry, o folclórico narrador das corridas e que ia nos incentivando (ou sacaneando) conforme jogávamos. Ao contrário de alguns jogos da época, a qualidade do som era muito boa e podíamos identificar claramente várias frases ditas pelo sujeito (Let the carnage begin!). Na parte gráfica o jogo também cumpria seu papel, com carros bem detalhados e pistas sem muitas variações em seus visuais, porém, bem construídas.

Ao entrar nos campeonatos podíamos fazer upgrade entre as corridas e todas as pistas só ficavam disponíveis se jogássemos nos níveis mais altos de dificuldade, o que sem dúvida fazia com que nos tornássemos realmente bons no jogo. Havia ainda as armas, o que deixava as disputas completamente imprevisíveis, além de adicionar bastante estratégia.

RnRR é sem dúvida um dos melhores jogos da época dos 16-bits e porque não da Blizzard, além de ter marcado toda uma geração. Houve ainda uma sequência para o PSOne chamada Red Asphalt e desenvolvida pela Interplay, mas que nem de longe alcançou o sucesso do original.

emMuseu

Tópicos do Fórum

Por em 1 de junho de 2009

Mais alguns tópicos que pareceram interessantes nos últimos dias no fórum aqui do Meio Bit.

Traffic Shaping Fail? – O traffic shaping e o limite de banda mensal parece que já é uma realidade entre a maioria dos provedores de internet banda larga no Brasil, infelizmente…

Seja um fotógrafo na National Geographic Brasil – recomendação do Gilson de um artigo de como iniciar a carreia de fotógrafo e os caminhos para publicar em revistas. Interessante para quem pretende seguir carreira no ramo da fotografia.

Densidade de pixels – neste tópico encontra-se uma boa explicação sobre o que é densidade de pixels do usuário Mackanov

Novo Processador Intel 8 Núcleos – discussão em torno da minha nova linha de processadores apresentado pela Intel.

Podcast com leitores do Meio Bit – o usuário H123er sugeriu a criação de um podcast com os leitores e a discussão está aberta…

Acompanhe as últimas discussões do fórum pela página "Últimos tópicos no fórum" ou através do RSS.

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