Digital Drops Blog de Brinquedo

10 japinhas. 4 querem sair com você. É #FAIL?

Por em 30 de abril de 2009

Tem gente que considera isso derrota total, prenúncio do apocalipse e só não consegue ser notícia pior do que o filme pornô da Susan Boyle. Do que estou falando? de um relatório do grupo Nielsen demonstrando que o Twitter tem taxa de rejeição de 60%.

Isto é: De cada dez pessoas que entram no Twitter apenas 4 ficam.

Se você é leigo, eu até entendo, mas 40% de taxa de adesão para qualquer coisa é um valor altíssimo. Se 40% de clientes que entram em uma loja resultasse em venda todo lojista estaria rindo mais que a dona da Daslu ao ouvir as palavras “habeas corpus”.

e que corpus

Nem guerras têm 40% de taxa de “acerto”. Na 2a Guerra Mundial o percentual de mortos, entre os soldados foi de 2,52%. No Vietnam então, com o Rambo ajudando, o percentual de soldados americanos mortos foi de 0,98%.

O mais estravagante da não-notícia é que é dado como Sinal Apocalíptico a Revelação de que o Twitter não conseguirá sustentar a taxa de crescimento atual. Faz sentido. Em um ano cresceram de 500 mil para 14 milhões de usuários, mantendo essa tendência multiplicando em 25 a quantidade de usuários a cada ano, por volta de 2025 cada habitante da Terra terá umas 4 contas. Haja Victor Fasanos fakes.

Os iPods também não dobram a base instalada a cada ano, com antigamente. Devemos classificá-los como fracasso retumbante? Ou será que já estão com o mercado saturado, todo mundo que tem dinheiro ou disposição para ter um iPod já tem o seu?

É CLARO que o crescimento do Twitter é fora do padrão. Chama-se hype. Só que por isso mesmo uma taxa de retenção de 40% é MUITO alta. Uma amiga minha ouviu de uma calega de trabalho: “Você já viu esse orkut novo que lançaram? É um tal de Twitter”. Esse tipo de gente vai chegar, bater de cara com a interface só em inglês, com a falta de scraps, e vai pular fora. Você diria que apenas 60% dos usuários do Orkut não vão gostar do Twitter?

O artigo do Cellular News é tão tendencioso que chega as raias do grotesco, dizendo que “muito do conteúdo do Twitter pode ser tão banal quanto pessoas dizendo quando estão comendo, bebendo, vomitando ou defecando”.

Se o Twitter fosse definido por isso, acho que 40% de retenção seria um número excelente, não acredito que tanta gente se interesse assim pela rotina gastrointestinal de terceiros.

Do mesmo jeito que o CEO do Google fez pirraça, o Nielsen e vários sites estão apelando para profecias apocalípticas, em busca do público que adora ver ataques a tudo que está em evidência.

Digamos que se o Linux tivesse 40% de taxa de retenção eu seria o primeiro a publicar que o Ano do Linux chegou. 

Via Cellular-News

emInternet

The Pirate Google

Por em 30 de abril de 2009

Já dizia Vicente Matheus, quem está na chuva é pra se queimar, por isso visibilidade é algo desejado mas temido. Sites como o YouTube e o Pirate Bay são alvos de processos, campanhas e dedos acusadores, enquanto o resto do mundo troca filmes, vídeos e músicas tranquilamente, intocados pela terrível mão da Justiça Truculenta dos Poderosos (céus, falei como um colunista do CMI, agora).

Qualquer um com um mínimo de conhecimento de Internet sabe que acusar UM site é besteira. Por mais tortuoso que seja, quando acusaram o Bit Torrent fez mais sentido. Dizer que o eMule é um programa maligno é algo que eu compro (mesmo que seja pela péssima qualidade do material distribuído, fora os fakes). Tornar ilegal o protocolo ed2k é algo injusto mas que seria eficiente.

Por isso as ações contra sites específicos são acima de tudo burras. Principalmente quando o mesmo serviço é fornecido por um zilhão de outros sites. Exemplo? Google.

Procurar torrents no Google é tão simples quando adicionar “filetype:torrent” no final da busca, mas se você não quiser ter nem esse trabalho, e o Pirate Bay tiver sido fechado, banido, sanitizado, exterminado da face da Terra, pode usar o The Pirate
Google
.


A feia face da pirataria (ou não?)

Não me entendam mal. Eu sou completamente a favor da propriedade intelectual. Quem produz conteúdo deve ser remunerado. Que seja via merchandising dentro dos filmes, publicidade inserida no torrent ou conteúdo disponibilizado em um site cheio de AdSense.

Sou é contra a burrice. Essa idéia de exemplar o pessoal do Pirate Bay só gera publicidade ruim, má-vontade da parte de quem consome o conteúdo e risos de quem usa serviços secretos e desconhecidos para obter material ilegal. Como newsgroups.

Pior ainda, mostra o quando os “poderosos” temem quem é mais poderoso ainda. Ou vão dizer pro Google para parar de indexar arquivos .torrent?

Fonte: Ars Technica

emGoogle Internet

Square: Problema do Japão é a velhice

Por em 30 de abril de 2009

Tudo bem, eu peguei pesado no título, mas é basicamente isso que Yoichi Wada, CEO da Square-Enix pensa sobre o motivo da indústria de games japonesa estar defasada em relação ao resto do mundo. Para a companhia, o Japão pode ser considerado uma vítima de seu próprio sucesso no mundo dos jogos eletrônicos e é preciso que haja uma reformulação em se tratando das pessoas que criam jogos no país.

Do lado dos desenvolvedores, a indústria japonesa de games se tornou tão bem sucedida que nós passamos a não contratar novas pessoas. Portanto, se você olhar para os principais criadores de jogos, eles já estão chegando aos quarenta anos (?!?!).

Quando olhamos para a indústria nos EUA, ela está atraindo pessoas muito talentosas da informática e da indústria de filmes – então pessoas de diferentes setores passam a fazer parte da indústria e mantiveram o mercado ativo, tendo sucesso na criação de novos produtos, mas no Japão, as pessoas do início da indústria continuam fazendo os mesmos trabalhos de sempre.

Apesar de parecer, a primeira vista, um tanto quanto exagerada, a opinião parece fazer um certo sentido. A estagnação é algo nocivo para qualquer ramo e se esse for mesmo o problema da indústria japonesa, o espanto é ainda maior, pois não estamos falando de um país onde o seu povo possa ser considerado ignorante quando se trata de tecnologia.

dori_old_30.04.09

[via GamesIndustry]

emIndústria

A física das sombras

Por em 30 de abril de 2009

Quantos de nós nunca reclamou da falta de originalidade por parte da indústria? Quantos de nós nunca praguejou após ter contato com algum puzzle simplesmente copiado do clássico Tetris? Poucas vezes os game designers nos presentearam com quebra-cabeças realmente inovadores, como o impressionante Crush ou o belíssimo Echochrome e após ver o vídeo abaixo, eu tive a mesma sensação de quando vi esses dois games pela primeira vez.

Tentarei descrever a demonstração abaixo com palavras, mas acredite, essa não é uma tarefa das mais fáceis. Você controla um personagem que é na verdade uma sombra. Sua missão é chegar até uma estrela que está em algum lugar do ambiente. Para conseguir, você deverá mover um foco de luz até que ele gere sombras e permita que certos lugares se tornem acessíveis. Repare que devemos usar nossa personagem para movermos a sombra de certos objetos e assim mudarmos ele de lugar.

Se a criação já não fosse brilhante, o trabalho foi muito bem executado e se contar com estágios bem desenhados, o jogo pode se tornar bem desafiante. Após terminar de ver o vídeo, apenas uma coisa me passou pela cabeça: Os caras precisam lançar esse jogo e logo!

emVídeos

Glimmer – Efeitos e Animações com JQuery

Por em 30 de abril de 2009

O JQuery é uma plataforma/framework escrita em JavaScript para facilitar o desenvolvimento de aplicações web com o próprio JavaScript. Aquele código chato, bobo, feio, repetitivo e provavelmente pouco otimizado dá lugar a alguns poucos quilobytes. É usado dentro de projetos como o Drupal e agora é suportado nativamente dentro do Visual Studio.

O Glimmer é um programa para tirar a tarefa de programar alguma coisa no JQuery e rapidamente gerar o código para você. Poupa tempo e ainda gera código que pode ser modificado posteriormente. Prototipação rápida é um dos seus usos, mas pode ser usado para o produto final também.

Get Microsoft Silverlight

Existem ainda wizards para criar menus, animações, tooltips e mais uma galeria de templates disponíveis. Como o projeto é comunitário, espera-se que com o tempo a comunidade compartilhe suas criações e templates.

Para fazer o download: Glimmer 1.0.

Para ver alguns exemplos online do funcionamento dele, visite essa página do Mix’09. Esses exemplos podem ser baixados e vistos offline também.

emDicas Download Software

Que tal levar para casa a câmera do Sebastião Salgado?

Por em 29 de abril de 2009

Sebastião Salgado é sinônimo de fotografia brasileira. Podemos até conhecer vários outros fotógrafos famosos aqui em terras tupiniquins, mas quando o assunto é o mundo inteiro, só o nome dele é citado como referência contemporânea dentro da fotografia. Apostando no nome do brasileiro que já tem 9 livros publicados e no valor da marca Leica, uma ação que visa a reconstituição da Mata Atlântica está em curso no e-bay.

O fotógrafo, que já escalou as escadas de Serra Pelada e conviveu com o MST, está colocando a venda no e-bay um de seus kits fotográficos presenteados pela Leica. Fazem parte do conjunto uma Leica M7, uma Leica Summicron-M 28mm f/2,0, uma Leica Summilux-M 50mm f/1,4, e uma Leica APO Summicron-M 90mm f/2,0. Tudo isso vem acondicionado em uma maleta de metal. Para deixar tudo mais atrativo para colecionadores, a câmera possuí o número de série 3.000.000 e o conjunto vem com um atestado de propriedade assinado por Sebastião Salgado.

O que também é salgado nessa história é o preço. Você pode ser o feliz dono desse kit pela bagatela de US$ 130.630,00. Vale lembrar que todo o dinheiro arrecadado nessa operação vai ser usado para plantar 100.000 árvores na Mata Atlântica brasileira. Levando em conta que cada árvore plantada em um reflorestamento tem um custo de R$ 6,00 (no máximo) ainda vai faltar alguns trocos para colocar o projeto em andamento. Mas, não custa nada ajudar.

 

Fonte: Rostev Fotografia

emEquipamentos

Bokeh Review – para quem não tem uma lente F/1,4

Por em 29 de abril de 2009

Você já se perguntou como alguns fotógrafos conseguem colocar aquele fundo desfocado em retratos? Além de causar um efeito muito agradável, o recurso também serve para destacar o objeto fotografado do cenário. A peripécia é conseguida com lentes que tenham grande abertura de diafragma (geralmente f/1,8 ou f/1,4) que diminuem drasticamente a profundidade de campo. O problema é que lentes com essa abertura tendem a ser muito caras. Outro obstáculo, para quem possuí câmeras compactas, é que o diminuto tamanho do sensor não permite ter um bom desempenho do efeito mesmo com lentes claras. Então, o que fazer se não consigo me encaixar nos pré-requisitos mínimos? A Alien Skins tem a solução para você.

A empresa, especializada, entre outras coisas, em produzir plug-ins para o Photoshop está colocando no mercado o Bokeh (nome em inglês para esse tipo de efeito). Segundo a Alien Skins, é possível reproduzir os efeitos de uma lente com grande abertura em uma foto através de poucos passos. Como minha mente crítica não acredita muito em promessas, me coloquei a analisar a versão demo do software. Ao baixar o aplicativo da página da Aliens Skins (7,6 MB), apenas um duplo clique e tudo é instalado automaticamente. Ele reconhece a versão do Photoshop que você está usando e se integra ao programa. Com o Photoshop aberto, é só ir a paleta de Filtros e encontrar o Alien Skin Bokeh.

Abra a imagem que você quer trabalhar e antes de aplicar o filtro, faça a seleção da parte que vai sofrer a intervenção com a ferramenta de Laço. Depois, inicie o plug-in para poder fazer as regulagens na parte que vai ser editada. Na parte direita da interface do software, temos o Factory Settings. Lá, é possível escolher a porcentagem de desfoque a ser aplicado na imagem e é possível escolher emular o efeito de várias lentes com diferentes distâncias focais e diferentes aberturas de diafragma. Depois de feita essa escolha, ainda é possível maximizar e personalizar os efeitos usando a paleta Bokeh. Também é podemos trabalhar o efeito de vinhetas e reproduzir as fotografias feitas por câmeras LOMO.

O programa é bem divertido, mas quem quiser ter ele em casa com todas as funcionalidades liberadas vai ter que desembolsar R$ 199,00. Eu achei um pouco caro.

 

Fonte: Photography Blog

emManipulação digital