Digital Drops Blog de Brinquedo

Versão Miami do Net-Favela

Por em 31 de março de 2009

Uma amiga apareceu uma vez toda preocupada, havia dado dinheiro pro filho pagar contas e ele tinha gastado, o problema é que era o dinheiro do Net-Favela. Ela explicou: Em regiões “em desenvolvimento” (não se fala mais Favela ou 3o Mundo) há uma demanda por serviços básicos como TV por assinatura, então os poderes estabelecidos (leia-se traficantes) se associam a técnicos de má-índole, que espalham gatos por toda a “comunidade”. (não confundir: Comunidade do Orkut é roxinha, comunidade de favela é marrom-tijolo).

Os caras são eficientes, oferecem suporte que funciona (senão o traficante vai reclamar com o técnico) e preços convidativos, já que as despesas deles são basicamente zero. O problema é que não é bom atrasar o pagamento. Senão você vai pro SPC – Serviço de Proteção ao Cadáver.

O Brasil entretanto não está sozinho. Nuestros amigos de Miami seguiram o exemplo de empreendedorismo, em especial um tal de Frank Clark. Sua empresa, OceanNet, provê WIFI para hotéis e condomínios em Miami. Os preços são razoáveis para cidades turísticas, US$8,95 por dia.

Vejam que site linnnndo. Pra 1987.

Mas… qual o segredo, Mister M?

Digamos que um técnico da COMCAST foi fazer uma manutenção de rotina em um armário de telefonia, e descobriu que o Access Point da tal OceanNet estava ligado a um modem DSL, da COMCAST. Uma pesquisa rápida mostrou que aquele modem estava associado a uma conta residencial, listada em outro endereço e em nome de… Frank Clark.

Isso mesmo. O sujeito assinava uma banda larga residencial, instalava em outro endereço usando a linha telefônica de algum bucha do prédio, espetava um AP WIFI na linha e cobrava uma boa grana do condomínio. Ele fez isso em 35 endereços diferentes.

Agora a COMCAST está processando o espertão por violação de contrato.

Nota: Há espertos ainda maiores. Alguns anos atrás eu descobri que minha mãe e minha irmã haviam pago o equivalente a um salário mínimo para uma empresa que… Instalava Velox. Isso mesmo, os caras VENDEM Velox. O que consiste basicamente em pegar seus dados, ligar pra Telemar em seu nome, solicitar uma instalação e mandar um boleto cobrando por isso. Sim, tenho quase certeza que fui adotado.

Fonte: Ars Technica

emInternet

Novo programa sobre games

Por em 31 de março de 2009

Além de videogames e cinema, também sou um fã de esportes. Mesmo sendo extremamente ruim em qualquer modalidade, gosto muito de assistir jogos de futebol, corridas e eventualmente disputas em outras categorias e na minha opinião, nenhuma emissora faz um trabalho melhor do que a ESPN Brasil. Acho sensacional a equipe dos caras e na TV aqui em casa, quando não estou jogando, invariavelmente estou sintonizado em um dos programas do canal.

Imagine a minha surpresa ao descobrir que no próximo dia 16 estreará um programa voltado para os gamers. O foco será os jogos de esporte, com entrevista com grandes celebridades do mundo esportivo, matérias mostrando como esses jogos são feitos, a vida daqueles que encaram os games como esporte e até um Top 10 com as melhores jogadas feitas por jogadores brasileiros.

Há ainda a promessa dos jogos eletrônicos ganharem um espaço dentro do site da emissora e acho que temos mais uma mostra que os videogames chegaram mesmo para ficar. Acho que a iniciativa deva ser elogiada, mesmo por aqueles que não apreciam muito os esportes. Parabéns ESPN Brasil!

[via Gamer.br]

emCultura Gamer

FPSs podem ser bons para a visão

Por em 31 de março de 2009

Sabe aquela história com água pela metade? Pois é, enquanto alguns preferem acreditar que os jogos de ação são ótimos para formar homicidas da melhor (ou seria pior) espécie, outros preferem achar que esses games podem servir para ajudar as pessoas. Veja só o que alguns pesquisadores afirma terem descoberto.

Ao contrário do que sua vó dizia, que os videogames fazem mal para os olhos, foi publicado na revista Nature Neuroscience que os jogos de ação podem ajudar as pessoas que sofrem de falta de sensibilidade ao contraste. Essa habilidade é responsável por nos ajudar a realizar diversas tarefas, como dirigir a noite ou simplesmente ler.

O problema maior é que não há como treinar essa sensibilidade, porém, os cientistas perceberam que o cérebro dos jogadores que costumam jogar títulos com muita ação, como FPSs, estão melhores adaptados a usarem as imagens captadas pela retina. Para se ter uma idéia, o estudo afirma que essas pessoas conseguem ter um ganho de até 50% em relação aqueles que jogam games menos agitados.

Uma das principais vantagens é que essa melhora pode ser notada em pessoas que estejam meses, até anos sem jogar esse estilo de jogo e como a sensibilidade ao contraste diminui conforme a pessoa envelhece, o que pode significar uma bela forma de prevenção.

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[via News.com.au]

emCultura Gamer Miscelâneas

Robert Allen Zimmerman divulga música na Internet

Por em 31 de março de 2009

Mais conhecido como Bob Dylan, o gênio folk que parece existir desde sempre abraçou as novas mídias, ao contrário daquela franga do Elton John, que chegou a sugerir que a Internet fosse fechada, para acabar com a pirataria de músicas.

Consciente de que o problema não são os fãs, e sim a Indústria, Bob Dylan investiu na divulgação de seu álbum Together Through Life disponiblizando gratuitamente em seu site o MP3 da canção de trabalho Beyond Here Lies Nothin’.



No vídeo acima Bob Dylan canta a maravilhosa “The Times Are A-Changin’”, trilha da igualmente sensacional abertura de Watchmen, que vencerá o Oscar do ano que vem, de Direção de Arte.

Claro, Bob Dylan não está dando música de graça porque é bonzinho e quer mudar o mundo (embora ele seja bonzinho e queira mudar o mundo). A decisão é puramente estratégica. O mundo da música está REPLETO de safadeza, jabás descarados, marketeiros que não gostam nem entendem de música decidindo o que será sucesso… (para maiores detalhes leia a autobiografia de André Midani)

Com a Internet o neto da dona Anna pode dar uma enorme banana para as rádios que só tocam na base do jabá, e entregar a música direto na mão dos fãs. Imagine o desespero que isso causa em “empresas” cuja única forma de sobrevivência é a chantagem que cobram dos músicos e gravadoras para divulgar seus trabalhos.

Palmas para Mr Dylan, por ser mais um a perceber e mostrar que os tempos estão m-mudando.

Dica do Twitter do Ivan

emÁudio Vídeo Fotografia Indústria

Microsoft Encarta segue o caminho dos Dodôs

Por em 31 de março de 2009

Houve um tempo em que não havia Internet. Mesmo modems eram opcionais. Os computadores viviam isolados, HDs e memória eram medidos em (poucos) megabytes. Nessa Aurora dos Tempos meu 386 DX 40MHz, com 4MB, recebeu um upgrade de peso: Um kit multimídia com CD-ROM 2X e Soundblaster Pro. Custou, na muamba, US$600,00. Junto veio um CD com a Grolier, uma enciclopédia INTEIRA em um único disco.

Era revolucionário, ficção científica, uma parte do conhecimento acumulado da Humanidade ali, na nossa frente, acessível via uma simples busca. Havia até filminho, uns 10, se não me engano. Resolução mínima, mas coisas como o Hindenburg e o assassinato de JFK (sem o Comediante) estavam lá.

Com o tempo surgiu uma versão melhorada, com tudo que uma enciclopédia em CD-ROM deveria ser: A Microsoft Encarta. Mas era caaaara, gravadores de CD ainda eram raros, então quem tinha a Encarta era cidadão de primeira classe, bajulado por todos e a quem íamos pedir emprestado o CD, para trabalhos de escola, faculdade, etc.

A Encarta evoluiu, todo ano saía uma versão nova, as atualizações eram constantes e o conteúdo excelente. Só que da mesma forma que os lampiões a gás perderam o sentido com a chegada da eletricidade, a Internet veio para tornar uma enciclopédia offline tão obsoleta quanto uma analógica, apesar do que dizem os vendedores da Barsa.

Adaptando-se a enciclopédia da Microsoft conseguiu sobreviver por anos a fio, agregando toda uma suíte de softwares educativos e recursos online, mas… como justificar a manutenção de uma equipe de enciclopedistas, profissionais caros, quando há um modelo de custo zero com muito mais conteúdo, disponível para todos?

Apesar de ser reconhecidamente um bom produto, a Encarta sucumbiu à Wikipedia, ao Google, ao Yahoo e ao Altavista. Agora, em Outubro de 2009 os sites, atualizações e serviços da Encarta deixarão a Internet para entrar na História. Seguirão o caminho do Trumpet Winsock, do Kali, do CU-SeeMe, do IPX/Net5.

Adeus Encarta, e obrigado pelos peixes.

Fonte: Microsoft

emInternet

Milhões de câmeras

Por em 30 de março de 2009

Quando eu era adolescente, existiam muitas famílias que nem possuíam câmeras fotográficas. E boa parte dos que possuíam o equipamento doméstico, uma compacta, eram  câmeras de baixa qualidade, com lente de plástico, compradas no Paraguai e revendidas por camelôs. Hoje, câmeras de baixa qualidade continuam sendo fabricadas e vendidas, até mesmo pela televisão, mas uma coisa mudou em relação àquela época. Equipamentos fotográficos estão muito mais difundidos pela sociedade do que 15 anos atrás. Antes, uma família tinha apenas uma câmera em casa. Agora, não é raro que cada membro da família possua sua câmera.

É mais ou menos isso que mostra o relatório anual da CIPA (Camera & Imaging Products Association), para o ano de 2008. A entidade, que é sediada no Japão e é formada por vários dos grandes fabricantes de câmeras e acessórios fotográficos, tem por objetivo fornecer um quadro geral do consumo dos produtos fotográficos para que a indústria possa trabalhar de maneira adequada o direcionamento dos seus produtos. Segundo o relatório, o ano de 2008 alcançou a marca de 116 milhões de câmeras produzidas, sendo que, dessas, 106 milhões são câmeras compactas e 10 milhões de SLR.

Outro dado significativo, e que pode parecer meio estranho, é que desse total de câmeras, apenas 21,3 milhões foram de câmeras com definição acima de 8 megapixels, e 94,7 milhões de câmeras com definição abaixo de 8 megapixels. Através dos dados também ficamos sabendo que o continente norte americano é o local onde mais circulam câmeras. São 38,8 milhões de câmeras contra 37,8 milhões da Europa, 19,8 milhões na Ásia e 11,1 milhões no Japão. A América do Sul se encontra junto com a América Central, Oceania e África, classificados como Outras Áreas, com um total de 12 milhões de câmeras.

Se o ritmo das coisas se mantiver nesse ano e a crise econômica realmente afetar o mercado fotográfico como todos os analistas estão projetando, o próximo relatório da CIPA vai ser menos animador do que esse, mas o ano ainda não acabou e temos muito chão pela frente.

fonte: Revista Photos e Imagens

emNotícias

A maior infestação de zumbis que já vimos

Por em 30 de março de 2009

Fale a verdade, como bom nerd que é, pelo menos uma vez você já imaginou o que faria no caso de uma infestação de zumbis. A hipotética situação onde não haveria mais lugar no inferno e os mortos voltariam à Terra é algo que povoa a imaginação daqueles que gostam de filmes de terror, ficção e/ou videogames. Para nossa sorte, muitas vezes já tivemos a (boa) oportunidade de acabar com a raça desses seres pútridos e se você está ansioso para por as mãos na sequência do Dead Rising, saiba que o jogo poderá ser, digamos, angustiante divertido.

Ao falar sobre o desenvolvimento do Dead Rising 2, um funcionário da produtora do jogo, a Blue Castle Games, disse que o título deverá ter o maior número de personagens já visto em um videogame. Se você é da época em que tínhamos que nos preocupar com 2 ou 3 desses mortos-vivos na tela, é bom começar a se preparar para momentos de muita tensão, pois segundo o executivo, o novo jogo deverá ter até 6000 (seis mil!) deles sendo exibidos ao mesmo tempo.

O número lhe pareceu assustador? Pois ele é. É bem verdade que o primeiro jogo não tinha como foco o suspense e sim o puro divertimento em mutilarmos zumbis, mas também, se alguém fizesse um jogo como o Left 4 Dead com essa quantidade de inimigo, pode ter certeza que teríamos visto muita gente tendo ataques cardíacos pelo mundo.

dori_dr2_30.03.09

[via MTV Multiplayer]

emMiscelâneas