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Digital Drops Blog de Brinquedo

Nokia Stalin deixa Che vermelho de vergonha

Por em 2 de janeiro de 2009

O telefone celular é talvez o maior símbolo da liberdade individual e triunfo do capitalismo. Seguindo as Leis de Mercado como um cordeirinho, ele começou caro e de elite, e sem nenhum tipo de programa estatal Telefone Zero da vida, hoje é utilizado por todas as camadas da sociedade.

Por isso nada mais estranho do que os Nokias que apareceram em várias lojas de Moscou, trazendo papéis de parede com a imagem de Joseph Stalin, ex-líder da falecida União Soviética e um genocida que rivalizou Hitler. Mas como todo líder a muito morto, sua popularidade tende a crescer, daí a idéia de jerico de criar telefones “homenageando” o sujeito.


Stalin, o Bigodudo do Mal

A idéia, claro, não veio da Nokia. A Finlândia ainda se lembra da guerra de independência em 1917, contra a União Soviética, e de como sofreu durante a Guerra Fria, estando às portas do Império do Mal (tm Ronald Reagan). Tanto que a empresa soltou uma declaração impressionantemente enfática:

“Mesmo que a Nokia estivesse à beira da ruína e vender telefones com o retrato de Stalin fosse a única chance de salvar nosso negócio, a Nokia não faria isso”

Uia!

Aparentemente o status de genocida impede que  Stalin siga o mesmo caminho do hoje ídolo pop Che Guevara, que mantém uma impressionante quantidade de pequenos empresários produzindo bottons, camisetas, adesivos e bonés com seu slogan pró-Viagra.

Não que a Nokia esteja planejando um Nokia Che, mas que se fizessem venderia, ah venderia…

Via: Apa

emCelular Mundo Estranho

As câmeras reflex estão no fim da vida?

Por em 2 de janeiro de 2009

A pergunta do título pode parecer totalmente descabida, mas é a que mais estou lendo em fóruns e em sites especializados em fotografia, principalmente os americanos e europeus. Tudo se deve ao lançamento da Panasonic Lumix G1 e o seu sistema micro quatro terços. A câmera é um híbrido entre compactas e DSLRs por trazer a opção de trocar as lentes, mas de não possuir o sistema com espelho e prisma. A imagem é mostrada por um EVF de alta resolução. Para ser sincero, quando a câmera foi lançada não vi muita vantagem nela. A promessa é que ela fosse menor que as DSLRs atuais, mas isso não se mostrou totalmente verdadeiro. Por outro lado, o preço do equipamento também não foi dos mais convidativos, mas o resto do mundo não pensa dessa maneira.

A primeira indicação disso foi a indicação da Panasonic G1 para Câmera do Ano pela revista Popular Photography. Agora Ian Burley, editor do site DPNow, escreveu um texto para o Photography Blog intitulado Is this the End of the SLR Camera? O texto é muito bacana e traz uma análise não somente do equipamento, mas algumas perspectivas para o mercado fotográfico como um todo. Mas. alguns pontos merecem destaque. Em primeiro lugar, o sistema reflex das câmeras é uma coisa que já possuí décadas de existência, então ele ser substituído por algo mais moderno não pode ser uma surpresa. Em segundo, existe um contingente gigantesco de pessoas que querem apenas tirar fotos sem se preocupar com o sistema que estão utilizando. Então, levar um equipamento menor e com qualidade de imagem para esse público é algo muito lucrativo. E em terceiro, as câmeras reflex são equipamentos que levam o indivíduo a se apaixonar por elas assim que às tem pela primeira vez em mãos. Então é possível que os dois sistemas existam juntos. Ele prevê até mesmo o futuro em que os donos de câmeras reflex vão ter uma câmera micro quatro terçoscomo equipamento do dia a dia, para poupar o equipamento principal.

Independente do que vá acontecer, o que importa é que tudo isso vem fortalecer a fotografia. Novos talentos vão continuar aparecendo e os antigos vão se adaptar as novas tecnologias. Quem apreciar a clareza da imagem do visor ótico das reflex e, sobretudo, o barulho hipnótico do conjunto do espelho e do obturador (em uma Hasselblad isso é mais evidente ainda) não vai trocar o equipamento por algo totalmente eletrônico. Mas, já temos uma nova geração de fotógrafos que se acostumou a fotografar com o LCD e com view finders eletrônicos. Esses vão abraçar a nova tecnologia sem nenhum receio.

emEquipamentos Notícias

Será o Star Wars: Battlefront III um fiasco?

Por em 2 de janeiro de 2009

Você gosta de Star Wars? Teme quando um jogo muda de produtora no meio do desenvolvimento? Pois então fique preocupado, pois Star Wars: Battlefront III é um desses casos.

Recentemente dissemos aqui que a Free Radical deveria fechar suas portas, o que se confirmou. O problema é que rumores davam conta de que o terceiro jogo (que obviamente se inspirou na jogabilidade do Battlefield) da série estava sendo desenvolvido pela empresa inglesa, portanto acabou ficando orfão.

Como estava na lista de funcionários da Free Radical, Richard Smith, designer que estava trabalhando no jogo, publicou em seu site algumas imagens do SWB III que você pode conferir no final do texto.

Especula-se que o título estivesse em desenvolvimento há cerca de dois anos, o que nos leva a crer que já estaria quase pronto. A “boa” notícia é que a sua finalização passaria às mãos da Rebellion, empresa que fez algumas bombas como Aliens vs. Predator: Requiem, Miami Vice: The Game e Rogue Trooper. Algo me deixa com um certo receio de que o produto final acabe sendo prejudicado pela falência da Free Radical. Espero estar errado.

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emIndústria Miscelâneas

A novidade de 2009 já aconteceu, só você que não viu

Por em 1 de janeiro de 2009

2009 inicia com o gosto amargo da crise financeira. Conversando com o Manoel Lemos (WebCo), discutimos que boa parte das pessoas aqui no Brasil parece não se dar conta da avalanche que está vindo ao nosso encontro. Para todas as pequenas empresas (o Meio Bit incluído, claro), 2009 promete ser um ano bastante difícil. Vamos explorar um pouco melhor o que está ocorrendo no nosso nicho, o de sites de conteúdo.

Em primeiro lugar, a imensa maioria de sites de conteúdo tem sua renda proveniente de publicidade. Se o fato de dependermos de uma fonte de renda já não fosse arriscado o suficiente, o fato é que o desaquecimento da economia vai nos trazer não somente menos campanhas, mas também clientes dispostos a pagar menos pela publicidade. Da mesma forma, os clientes estão buscando cada vez mais o tráfego cada vez mais qualificado, por exemplo: o gamer casual de uma determinada região do país. O tráfego, e consequentemente impressões de páginas continua a crescer, portanto há ainda mais oferta disponível. Para quem tem o seu pequeno blog dependendo de renda proveniente de Google Adsense, a queda nos rendimentos está cada vez mais forte, e tornou-se inviável para a maioria que dependem deste programa para sustentar seu negócio continuarem sem mudanças.

Em segundo lugar, o custo de um site de conteúdo dificilmente pode ser eliminado ou reduzido sem uma consequência direta no tráfego. Menos escritores = menos tráfego = menos inventário = menos receita. Para sites grandes que dispõem de uma sobra considerável de inventário (pois poucos são os que conseguem vender 100% de seus espaços), a queda de tráfego pode não significar muito de imediato, mas uma queda de tráfego também afeta o site indiretamente, como menos autoridade e menos reconhecimento de marca.

A fase dos moleques que criaram um blog e acharem que irão viver disto sem se profissionalizar acabou-se, ficou em 2008 (ou antes). Era como o Velho Oeste, os primeiros que chegaram levaram o ouro, quem chegou atrás achou somente os restos, e foram (serão) elimindados pelo mercado. Da mesma forma, os muitos que apostam em SEO e programas de afiliados também estão com seus dias contados. A menos que seu negócio se baseie em vários programas diferentes, e tenha um tráfego no 99 percentil, é muito difícil manter seus rendimentos, uma vez que os programas de afiliados podem (e irão) mudar suas regras em uma tentativa de contenção de custos. E isso nos tras ao terceiro ponto: os pequenos empreendedores serão mais afetados do que os grandes, visto que tem menos margem de manobra.

Eu estava pensando em escrever um post sobre o que esperar em 2009 em tecnologia, mas o fato é que a grande novidade de 2009 já aconteceu: é o ano da ausência de novidades revolucionárias, da re-estruturação dos negócios já estabelecidos, da reciclagem dos negócios que não adotem um modelo de negócios sustentável, da dificuldade ainda maior de ver um pequeno negócio conseguir financiamento.

Infelizmente não tenho a solução do problema (se tivesse estaria em uma ilha do Caribe tomando Corona), mas acho importante neste momento pensar com muito cuidado no que fazer neste ano. Mudanças “tapa-buraco” não serão suficientes.

É interessante notar, portanto, que em situações de crise surgem as grandes oportunidades. Seja pelo excesso de mão de obra qualificada no mercado, por serviços mais baratos, ou pela abertura de nichos onde havia outros negócios cobrindo, 2009 promete ser um ano bom para quem quer começar do nada, com uma idéia revolucionária. Eu acredito que isso ocorrerá.

emArtigo Destaque Indústria