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Digital Drops Blog de Brinquedo

Jogos usados são o novo alvo da indústria

Por em 29 de janeiro de 2009

E mais uma produtora junta-se a grupo das empresas que não estão satisfeita com o número de jogos usados à venda. Ben Feder, CEO da Take-Two conversou com um analista de mercado e mostrou estar bastante preocupado com a situação:

A parte de gestão (da empresa) está bastante frustrada com essa tendência e está estudando uma maneira de atenuar o problema, que inclui estratégias em volta da jogatina online e a disponibilização do download de conteúdo extra para ampliar a vida útil de títulos AAA.”

O executivo criticou ainda a venda de jogos de segunda mão em lojas como a GameStop e afirmou que o lançamento de Grand Theft Auto: Chinatown Wars para o DS será uma forma de medir o quanto os videogames da Nintendo estão preparados para jogos digamos, mais adultos.

Eu como um consumidor de jogos usados sei que ao fazer isso o meu dinheiro não está indo diretamente para as produtoras, contudo, não consigo entender essa prática como algo irregular e sempre toco no ponto de que os bons jogos dificilmente são vendidos, ache por exemplo, um Bioshock, um Ico ou um Final Fantasy VII usado para vender.

Também não entendo o seguinte, guardada as devidas proporções, porque as fabricantes de automóveis não reclamam das vendas de usados? Ou porque os estúdios de Hollywood não fazem lobby para acabar com as video locadoras?

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[via GamesIndustry]

emIndústria

Kurumin NG: a distro continua, segundo Leandro Soares

Por em 29 de janeiro de 2009

Depois de todo o estardalhaço causado por um comentário (ou pela interpretação de um comentário) do Carlos Morimoto, mantenedor do Kurumin Linux até a versão 7, sobre o andamento do Kurumin NG (a tentativa de levar o projeto à frente, sem seu mantenedor original), troquei alguns emails com Leandro Soares, que reproduzo sob a forma da breve entrevista abaixo:

MB: Quando surgiu a idéia do KNG, o Carlos Morimoto se envolveu de alguma forma, dando a “benção” ao projeto?

LS: Sim, ele deu a tal “benção” ao projeto, que é o fato de ter aceitado o projeto como sendo uma continuação do projeto Kurumin original, fora isso não houve nenhuma intervenção dele, principalmente no que tange colocar a mão na massa.

MB: Quem eram os envolvidos na época e quantos deles estão ativos hoje? Quantos desenvolvedores (no total) estão ativos hoje?

LS: Quem iniciou o projeto em si fui somente eu, começando com uma nova proposta de Ícones Mágicos e postando um protótipo no fórum do GuiaDoHardware.net, em seguida recebi muitas colaborações de José Queiroz, José Nilton, Dorian Langbeck e Fabio Lima, e algumas pequenas colaborações de outras pessoas onde infelizmente não me recordo o nome, mas entre elas está o Jayme Ayres que criou o Wallpaper oficial da versão 8.06. O único membro ativo hoje sou eu, a maioria “sumiu” por falta de tempo, com excessão do José Queiroz que até onde entendi ele não concordou com minha forma de lidar com este declínio no desenvolvimento que o projeto sofreu e optou por sair.

MB: O KNG tem um planejamento de “features”/datas?

LS: Tinha no início, mas não foi possível cumprir por falta de mão de obra e por falta de liderança minha também, passei por momentos difíceis relacionados a ter tempo para o projeto, mas já dei um jeito de me reorganizar e não será agora que o projeto morrerá.

MB: Você tem idéia do número de downloads da distribuição?

LS: De momento não, mas tenho como levantar estes dados, não vou me comprometer mas pretendo falar sobre isso no próximo episódio do GDHCast (www.gdhcast.com.br), o que posso adiantar é que o número não é tão pequeno, nada comparado com a série antiga do Kurumin mas é um bom número sim, só preciso confirma-lo antes de falar.

MB: A pergunta que não quer calar: o KNG continua ou não?

LS: Continua até que o mantenedor diga que acabou, hoje o mantenedor (bem ou mal) sou eu, qualquer outra pessoa que diga o contrário estará mentindo, afinal posso eu falar hoje que algum projeto (onde não estou envolvido) acabou? Não! Por motivos claros, portanto é a mesma coisa.

MB: O quê (e quando) podemos esperar da próxima versão do KNG?

LS: O que podem esperar é uma continuação natural do trabalho que iniciei na versão 8.06, o objetivo do projeto é ser uma distribuição GNU/Linux simples, fácil de usar, com suporte ao Português do Brasil por padrão, que use o KDE como ambiente Desktop e com o foco na usabilidade, quero levar até o usuário uma experiência nova com GNU/Linux de forma que ele possa se sentir motivado a largar o Microsoft Windows e partir para um sistema livre (seja ele qual for). Agora falando em algo concreto, podemos esperar revisões em todos os Ícones Mágicos, novos Ícones Mágicos, KDE 4, atualizações diversas e correções de bugs da versão anterior e/ou herdados do (K)Ubuntu que é nossa base, além da elaboração de uma documentação melhor com relação ao sistema. A previsão de lançamento do primeiro beta é o mês de abril.

ATUALIZAÇÃO: Poucas horas depois de conceder esta entrevista, Leandro atualizou o site do projeto dizendo que iria encerrá-lo.

emDestaque Entrevista

Nova lei para controlar os jogos violentos

Por em 29 de janeiro de 2009

Atenção você possui um pai político e que está neste exato momento curtindo a vida trabalhando, não mostre essa notícia para ele.

Um político norte-americano do estado de Nova Iorque propôs algumas medidas para que as crianças não tomem conhecimentos de jogos que façam apologia a “crimes violentos, suicídio, sodomia, estupro, incesto, bestialidades e sado-masoquismo”. Sabe? Aqueles jogos que são culpados de de expor os sentimentos mais primitivos das pessoas, junto com o cinema, os desenhos do Pica-pau e os times de futebol.

Para que isso aconteça, ele sugere que as embalagens possuem adesivos com avisos e que os games fiquem em um lugar “inacessível para o público em geral”, de preferência em um “container fechado e lacrado”. Esta é a segunda vez que Keith L.T. Wright sugere algo semelhante e na primeira o pedido foi negado.

Particularmente eu não sei se essas idéias são sugeridas apenas para um político mostrar que está zelando pelo seu povo, ou se o sujeito realmente acha que está tomando uma atitude sensata. Mesmo reconhecendo que algumas das sugestões sejam válidas, mais uma vez digo que não é isso que irá resolver o problema do mundo. Será que as pessoas não conseguem entender que o que falta é um pouco de estrutura familiar?

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[via Joystiq]

emIndústria

Descanse em paz, Kurumin

Por em 29 de janeiro de 2009

Carlos Morimoto (aquele mesmo) decretou o fim definitivo do seu “filhote” mais famoso: o Kurumin. A versão “NG” que deveria ser continuada pela comunidade não foi para a frente (escutei um “eu te disse, eu te disse!” aí?) e, portanto, a solução é o Kubuntu ou o Big Linux (este último, sugerido pelo próprio Morimoto). O comunicado oficial pode ser visto na página do projeto.

É uma pena que uma das distribuições mais simpáticas (e pela qual eu tenho um enorme carinho) chegue ao fim. Por outro lado, é um sinal de alerta para a comunidade brasileira: não basta ser usuário, tem que participar.

Aproveitando o tempo livre (?), Morimoto finalizou mais um livro, desta vez sobre Smartphones. Em breve, numa newsletter perto de você.

emAnúncios Linux

Eficiência no e-mail: como usar o campo cc

Por em 29 de janeiro de 2009

Não é nenhum segredo que e-mail é o minha principal atividade a internet. Estou até tentando usar o twitter (@leofaoro), mas e-mail ainda é rei.

Uma das funções que é menos utilizada pelos usuários de e-mail é o campo cc (carbon copy), que simplesmente envia uma cópia da mensagem aos usuários deste campo. Claramente seria impraticável tentar educar todos que se comunicam comigo a utilizar este campo corretamente, entretanto mais de 80% dos meus e-mails são de pessoas com quem me comunico frequentemente, como meus sócios e colegas de trabalho.

Como eu poderia utilizar então a colaboração destas pessoas para ser mais eficiente ? Para mim, bastou criar: uma expectativa de uso do campo, e uma regra no meu e-mail que marque as mensagens em cc.

A expectativa: mande um único e-mail para seus contatos mais frequentes explicando o seguinte: para assuntos em que voce tenha que agir (responder, cumprir alguma tarefa, etc), seu endereço vai no campo “para”. Para qualquer outro assunto, em que você tenha somente que ficar a par, seu endereço vai no campo “cc”.

A regra: crie uma regra no seu cliente de e-mail favorito (o meu é o Gmail), que classifique as mensagens em que seu endereço está no campo “cc”, e faça algo para diferenciá-las das outras (uma cor diferente, por exemplo).

Depois de implementar esta opção eu passei a ter um pouco mais de controle sobre minha caixa de entrada. De grande parte dos e-mails que recebo, boa parte são somente “cc”, que portanto eu leio rapidamente e não preciso fazer nada senão arquivar.

emInternet Produtividade

Jogos de PS2 no PS3? Esqueçam!

Por em 29 de janeiro de 2009

Quem acompanha o meio Bit Games sabe da minha indignação em ralação a Sony ter retirado a compatibilidade com os jogos do Playstation 2 no PS3. Nunca escondi de ninguém que considera a decisão uma atitude estúpida por parte da empresa, que infelizmente nos priva de jogar dezenas de ótimos jogos lançados para o antigo console, além de incentivar a pirataria dos mesmos.

Não é de hoje que rumores circulam a internet garantindo que a gigante japonesa pretenderia lançar uma atualização de firmware que possibilitaria qualquer modelo do console a rodar os jogos do PS2 e o pessoal do blog The Koalition decidiu mandar um email apara Sony perguntando sobre novidades, eis a suposta resposta mal educada:

Quando nós removemos a retrocompatibilidade do PS3, nós dissemos que ela não voltaria, já que a nossa prioridade seria fazer grandes jogos da próxima geração. Eu não sei onde vocês conseguiram essa informação, mas em nenhum momento dissemos que algum tipo de emulação seria trazida ao PS3. Em nenhum momento iremos mudar essa estratégia e, por isso, posso lhe assegurar que não há planos de trazer a retrocompatibilidade para o PS3.

Bom, acho um pouco estranho o tom agressivo usado na respostas e como não se trata de um site muito conhecido, é difícil dizer se o conteúdo é real. Mas dada a demora que a Sony está tendo em lançar a aguardada atualização, estou começando a aceitar que ela nunca ocorrerá.

A minha dúvida é, coloco o meu rabinho entre as pernas e compro outro PS2 para jogar os muitos ótimos jogos que deixei passar, ou simplesmente vendo meus jogos do PS2 e decido de uma vez por todas boicotar a Sony?

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[via Destructoid]

emRumores Sony

O holocausto através do Second Life

Por em 29 de janeiro de 2009

Quando eu indiquei um vídeo aqui no MBG mostrando uma pintura de Van Gogh sendo recriada no Second Life, eu disse que depois daquela ocasião o “jogo” passou a fazer sentido para mim. Agora, depois de ver uma notícia publicada pelo GamePolitics eu chego a conclusão de que o problema (ou a solução) não está no Second Life e sim nas pessoas que o usam.

O artigo fala sobre uma senhora de 87 chamada Felicia Granek que pediu ajuda para sua filha, afim de reunir um grupo de pessoas no universo virtual para que ela pudesse contar sua história de vida. As situações que ela havia vivido foram contadas para seus parentes pelos últimos 30 anos, mas ela sentia que “precisava” de uma audiência maior e o Second Life poderia ser uma boa opção.

E acredite, a mulher possui muita coisa para dizer. Nascida em uma cidade na Polônia que possuía a segunda maior comunidade judaica da Europa, Felicia presenciou o holocausto, inclusive tendo sido enviada para o famoso campo de concentração de Auschwitz, onde acreditem, teria encontrado um dos piores seres humanos que já pisaram na terra, O Anjo da Morte Josef Mengele.

Embora o som da gravação esteja bem ruim, acho de extrema valia a atitude tomada por Felicia Granek. É mais uma mostra de que os games podem (e devem) ser usados para promover a cultura. Fico imaginando a experiência de vida fantástica que deve ser ter contato com uma sobrevivente como ela.

[via Game | Life]

emCultura Gamer