Digital Drops Blog de Brinquedo

Windows 7 Beta 1: Disponível* e com análises

Por em 30 de dezembro de 2008

Não deu para segurar o lançamento do Windows 7 Beta 1 até a CES 2009, logo mais em Janeiro. O primeiro beta do Vista SP3 Windows Seven já está sendo analisado por alguns especialistas em tecnologias Microsoft, como o Paul Thurrot. Ele fornece mais de 50 imagens, uma análise rápida e prometeu continuar usando o sistema e postar seus achados. Vale a pena acompanhar.

O Windows 7, pelo jeito, veio ao mundo com 3 tarefas: manter a dominância da Microsoft no desktop, manter o Linux longe dos netbooks e executar sumariamente o Windows Vista.

O Vista melhorou muito desde Dezembro de 2006. Análises de performance de vários websites mostram que as diferenças horrendas de performance foram resolvidas, drivers tornaram-se compatíveis e pelo menos aqui em casa, todo mundo gostou. Acharam ele mais amigável e fácil de usar que o Windows XP. E a percepção de desempenho é igual ou melhor que o seu irmão ainda dominante no mercado.

Mas o Windows 7 veio para corrigir vários erros cometidos pela Microsoft, que parece ter aprendido a lição: Cutting is Shipping é o mantra. Corte recursos para entregar algo que agrega valor de verdade, ao invés de promessas vazias. Performance é essencial. O SO precisa se adaptar ao ambiente e não consumir mais de 2/3 da memória disponível (no caso da instalação padrão do Vista, que consome mais de 700MB, sem a menor cerimônia). Não pode vir com bugs de transferência de arquivos que podem ser complicados de resolver, mas inferior ao algoritmo de 10 anos atrás, jamais.

Outra coisa que eu notei: os Internet Games estão de volta. Acredite se quiser, existem dezenas de milhares de pessoas reclamando da falta dos jogos de Damas e Gamão, que vem como um componente do XP e foram cortados do Vista. Se a fotos forem verdadeiras, eles voltaram. Quem disse que a Microsoft não ouve os consumidores?

Pelo que tenho lido, a cada lançamento, há surpresas, como a estabilidade já numa versão beta. Eu tenho notado nos artigos uma certa incredulidade dos jornalistas e profissionais. Parece não acreditar ser um beta de um sistema operacional Microsoftiano. Mas se você acompanha os blogs dos desenvolvedores dessa nova versão, vai encontrar informação valiosa dos bastidores. Inclusive já postei sobre isso: a MS adotou metodologias ágeis de desenvolvimento, misturadas a engenharia de software clássica.

Quem quiser saber mais, procure por Microsoft Solutions Framework e Microsoft Operations Framework.

Para algumas fotos do Seven, continue lendo. Para ainda mais fotos Windows 7, visite o site do Paul.

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* Em um torrent próximo de você. ;-)

emDestaque Software

Windows Azure, Software + Services (Cloud Computing) e a droga do traffic shape

Por em 29 de dezembro de 2008

Há algum tempo recebi um e-mail da Microsoft na qual me foi permitida a participação do Community Technology Preview (CTP) dos serviços do Windows Azure. Olhem só o que eles fornecem apenas para um desenvolvedor brincar e estudar a tecnologia:

        Total compute usage: 2000 VM hours
        Cloud storage capacity: 50GB
        Total storage bandwidth: 20GB/day

Isso é o que eles oferecem para nós desenvolvedores estudarmos e brincarmos com serviços do .Net, SQL Server, etc. Agora imagine o mundo que temos adiante? Alguns leitores afirmam categoricamente que o browser ficou é mais relevante que o Sistema Operacional. Na verdade, o browser é apenas mais uma forma de distribuir aplicativos, é mais um cliente de uma plataforma ainda mais ampla.

Software + Serviços ou o Cloud Computing vai além do browser. É a conectividade parcial. Um aplicativo pode funcionar 90% do tempo na máquina do usuário. Aí podemos clicar num botão e ele faz uma consulta, em background, a um serviço na nuvem. Se o serviço estiver lá, ele puxa os dados mais recentes. Caso contrário, usa o cache local, mas fica esperando o momento em que a rede ficará disponível novamente para ele buscar a informação.

E aí chega a d0#%@ da minha operadora, e limita minha velocidade. O aplicativo, super ágil quando a banda larga está disponível, fica com tempo de resposta mais lento e vai me obrigar a trabalhar em um modo off-line até que eu diga para sincronizar tudo e deixo lá, até o dia seguinte.

Concordo com os leitores: nossa internet banda larga é ruim. E concordo que a culpa não é apenas dos impostos, mas a falta de concorrência. Quem mora em Manaus, por exemplo, deve achar quem mora no Rio ou em São Paulo uns bebês chorões. Lá a Internet de 300Kbps custa o mesmo que uma internet de 4Mbps pelas bandas de cá e olhe lá.

E não vai adiantar termos lindos serviços online como os que eu estou vendo no Azure, se a banda larga é esse lixo justamente para o meu público-alvo, o consumidor. Falta planejamento, gestão e controle, para garantir qualidade e concorrência. Os impostos já estão no seu devido lugar, demais até.

Mais de 30% da sua conta de Internet são impostos. No Japão são 5%. Ora bolas, como queremos desenvolver um país na área de software se o computador aqui custa 150% mais caro que nos EUA, a internet custa 50% a mais por um serviço com 1/10 da qualidade? Inclusão digital? Eu também quero!

emInternet

LBP em primeira pessoa

Por em 29 de dezembro de 2008

Quem gostou do LittleBigPlanet provavelmente ficou com as orelhas em pé ao saber que o jogo deverá receber uma atualização significativa em breve. Muitos desses jogadores com certeza devem estar se perguntando o que de tão fantástico os desenvolvedores poderiam adicionar ao jogo e a resposta pode estar perto de ser dada.

Durante uma entrevista concedida ao site IGN, Alex Evans, co-fundador da desenvolvedora do jogo deu indícios de que em breve o comentado jogo-de-se-criar-fases deverá permitir ao gamer jogar em primeira e terceira pessoa.

Ao ser questionado sobre a possibilidade, Evans desconversou dizendo que uma mudança para três dimensões seria algo muito radical, mas que se a comunidade desejasse, eles poderiam estudar a possibilidade, já que existe muito a ser feito ainda com a jogabilidade atual. Aí, para fazer um certo suspense, o sujeito se levantou, ligo o PS3 usado para testar os jogos em desenvolvimento e mostrou para a equipe do IGN um pouco de como seria o LBP em primeira pessoa.

Os entrevistadores puderam então jogar por alguns minutos, inclusive com uma câmera que lembrava a do Gears of War e segundo eles a experiência foi incrível, mostrando claramente a versatilidade da engine utilizada no jogo.

Portanto caro leitor, a menos que algo saia errado ou que a equipe responsável por LittleBigPlanet seja muito má, podem esperar jogar seus estágios preferidos no estilo FPS.

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[via Kotaku]

emRumores Sony

Jogabilidade de Demon’s Souls

Por em 29 de dezembro de 2008

Hoje um amigo me enviou o vídeo mostrando a jogabilidade de um game que eu desconhecia, Demon’s Souls. Exclusivo do PS3, o game será um RPG de ação e tem sua data de lançamento no Japão marcada para o próximo dia 5 de fevereiro.

Por mais exagerado que possa parecer, é inevitável ver algumas cenas do futuro lançamento e não lembrar de Shadow of the Colossus devido aos inimigos imensos que são mostrados. Um detalhe interessante é que parece que esses monstros irão mudar sua forma de acordo com a arma que o jogador estiver usando, o que se for verdade deverá aumentar bastante a vida útil do jogo.

O game deverá permitir que o jogador crie seu próprio personagem e apesar de informações mais detalhadas quase não terem sido reveladas, desconfio de que o Playstation 3 receberá um bom jogo. Será que apenas eu ficou ansioso em colocar as mãos em Demon’s Souls?

emSony Vídeos

Tinha um Traffic Shape no meu caminho

Por em 29 de dezembro de 2008

Distribuição digital de games e seus demos. Aplicativos inteiros rodando sobre o browser + alguma_tecnologia + banda larga. vídeos e trailers de filmes, games, bobagens ou brincadeiras. E não esqueça que ficamos hoje conectados via Skype, MSN, etc. E-mail aberto o dia inteiro, consumindo banda. Hoje em dia até backups no Skydrive ou servidor próprio de ftp.

Tudo mundo bom até você descobrir que 20 GB de tráfego para o uso atual de banda larga é pouco. Sim, é pouco. Uma reinstalação minha do Steam consome uns 18GB, sendo conservador. Os novos jogos são downloads entre 7GB e 9GB.

As operadoras juram que não fazem isso, mas fazem sim. Eles não cortam o acesso ou cobram a mais pelo megabyte, mas reduzem a velocidade de 2Mbps para 150kbps. Isso significa o seguinte: uma instalação nova do Windows Vista demora umas 20 horas para ficar totalmente atualizada. E que tal tentar assistir webcasts, screencasts ou outros tutoriais? Nem pensar.

Pois é justamente o elo fraco das aplicações ricas, 100% conectadas, na qual o “browser substitui o sistema operacional” (não canso de criticar quem fala uma sandice dessas): a banda larga. Desconectou, a velocidade caiu e não há sincronização e caching locais, dançou. Como as empresas sabem disso, farão bastante uso dos preços cartelizados da banda 3G. Não precisa pesquisar muito para descobrir que o acesso “ilimitado até 1GB” custa o mesmo preço em todas elas.

Quem pegou a era da internet discada, ouviu bastante a seguinte pergunta: “eu quase não uso internet, pra quê vou pagar a mais pela banda larga?” e a resposta é simples: conexão constante e rápida muda seu hábito de uso. Faça a experiência: desligue o computador, desplugue o cabo de rede e ligue-o novamente e tente usar a máquina por 1 hora, sem ligar o browser. Possível, mas no momento que você descobre que não tem acesso ao google para saber o significado de uma palavra, ou acesso ao seu repositório online de códigos… ou aquele fórum que teria a resposta de como fazer para a cedilha funcionar com o Suse (tive que abrir um arquivo de configuração e editei, mas não teria conseguido sem ajuda do fórum).

Usa torrent? Então está em maus lençois, porque é uma das formas de você jogar toda a banda disponível para o mês em questão de dias e os mais gulosos em horas. Um amigo pediu o upgrade do Net Vírtua para 8Mbps não por causa da velocidade, mas pela garantia de que ele terá 80GB de tráfego sem redução.

O nosso maior problema é que infraestrutura de telecomunicações no Brasil é muito cara. Os equipamentos custam aqui mais que o dobro do mundo civilizado. Os impostos em cima das empresas e dos usuários são acachapantes e o custo para trafegar dados é altíssimo. E o governo toma ações sem coordenação: notebooks para crianças, ok. Sem um programa educacional e comunicações associados, o computador vai ser usado essencialmente para inutilidades como bate papo, joguinhos online e Orkut.

emInternet

Relembrando: Desert Strike

Por em 29 de dezembro de 2008

O ano era 1991. O mundo assistia atônito a primeira guerra transmitida quase que em tempo real através da televisão e a EA tratou de enxergar na Guerra do Golfo uma boa forma de ganhar dinheiro. Nascia ali uma das melhores franquias dos 16-bits e os jogadores não sabiam o quanto seria divertido pilotar um helicóptero Apache carregado até os dentes.

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Como dito no início do texto, em Desert Strike nós éramos enviados ao Oriente Médio onde pilotávamos um poderoso helicóptero. A visão do jogo era no estilo isométrico, algo relativamente comum nos jogos da época. O game não possuía fases e devíamos cumprir as missões na ordem que quiséssemos e havia apenas um mapa bastante amplo.

Algo que chamava muito a atenção na jogabilidade é que o seu combustível era limitado, portanto tínhamos que ficar de olho no marcado para que o helicóptero não caísse. Também cabia ao jogador recolher armas e “sangue” que estavam espalhados pelo deserto e economizar os recursos era de vital importância.

As missões do game eram variadas, indo desde a destruição de aeroportos e postos de comando até o resgate de reféns e soldados. Nosso helicóptero contava com uma limitação no número de resgatados, portanto era comum ter que voltar para a base a fim de deixá-los em segurança.

Depois de conquistar muitos apreciadores, o jogo acabou ganhando algumas seqüências, sendo elas:

- Jungle Strike | Mega Drive, Amiga, SNES, DOS, Game Gear e Game Boy
- Urban Strike | Mega Drive, SNES, Game Gear e Game Boy
- Soviet Strike | Sega Saturn e PlayStation
- Nuclear Strike | PlayStation, PCs e Nintendo 64

Com as novas versões vieram modificações na jogabilidade, como adição de outros veículos como motos, aviões a até fases a pé. Um detalhe curioso é que no último jogo lançado havia um trailer daquele que seria o próximo jogo da série, o Future Strike, porém, este jogo nunca chegou a ver a luz do dia. Um spinoof chamado Future Cop: LAPD foi lançado, mas infelizmente não tinha a mesma qualidade dos demais.

Desert Strike fez um enorme sucesso, principalmente entre os donos de um Mega Drive, um Super Nintendo ou um Amiga e além da já citada jogabilidade extremamente viciante, contava com bons efeitos sonoros, gráficos acima da média e provavelmente ainda povoa a memória daqueles que apreciaram o game.

Posso estar enganado, mas acredito que muitas pessoas além de mim comprariam uma coletânea com toda a série Strike caso ela fosse lançada.

emMuseu

CG: Dissidia Final Fantasy

Por em 28 de dezembro de 2008

O vídeo da seção CG de hoje não poderia ser outro senão a espetacular abertura do jogo Dissidia: Final Fantasy que foi lançado recentemente no Japão para o Playstation Portable.

Embora eu não tenha entendido bulhufas do que foi dito, já que está tudo em japonês, dá pra perceber o quanto épico será o enredo do game, sem falar que a imagem dos vilões surgindo da lava é algo memorável. Arrisco dizer que se trata de uma das mais belas CGs já criadas.

Se após assistir essa animação você não sentir vontade de jogar o game, me desculpe, mas dificilmente algo o fará.

emVídeos