Digital Drops Blog de Brinquedo

O processo envolvendo patentes mais ridículo do mundo

Por em 29 de fevereiro de 2008

A Legislação de Patentes americana resolveria seu problema se tornasse inválidas as patentes óbvias e ridículoas, mas pelo visto adoram julgamentos ridículos, ações sem-sentido e desperdício de dinheiro das partes envolvidas.

Vejam por exemplo a ação que uma empresa está movendo, através do escritório Crane, Poole & Schimdt Romek Figa of Abraham & Sons contra a Apple: Alegam violação de uma patente de 1990 que descreve um processo onde um telefone recebe uma chamada, procura em um banco interno o número chamado e exibe na tela informação armazenada sobre aquele contato.

Isso mesmo. Mostrar o nome ou a foto da pessoa que está te ligando. UAU, U-AU!  TODOS os telefones que tive até hoje tinham esse recurso.

Mas não, os trolls detentores da patente não têm nada melhor a fazer… esperaram 18 anos para acionar… a Apple e o iPhone.

Só que a Apple não é santa (santa só a Luciana Vendramini) e também faz parte da febre de Patentes Idiotas e Óbvias. Viram a patente que pediram para… as portas do MacBook Air?

Uau! É, também achei genial, inédito e digno de patente.

Fonte: TUAW

emApple e Mac

Meus oito anos e meu oito bits

Por em 29 de fevereiro de 2008

bpe_28.02.08 Eu sistematicamente demoro algo em torno de quinze segundos para atender o telefone. O motivo? É o tempo que leva para tocar o solo do ringtone do meu celular. A música? Ouça aqui. Se você não conhece esta música é bom procurar alguém que faça regressão mental e rever algumas coisas de sua infância.

Existia algo de místico nos jogos de quando era criança. Sério mesmo. Depois que passei de simples jogador a desenvolvedor de games comecei a acreditar em algum tipo de seita dos 4K alienígenas. Acreditem, eu já escrevi algumas coisas em Assembly (x86 no caso) e é sobrenatural que River Raid caiba em irrisórios milhares de bytes. Havia também algo de hipnótico, que me fazia jogar Battletoads (nes 8 bits) durante horas a fio apesar de ser um consenso que é impossível zerar aquele jogo. O único cara que conheci que disse que tinha terminado o game também disse que havia saído com a Fernanda Paes Leme. Eu também já disse isso uma vez. Ambos estávamos mentindo.

Quando os 4K viraram 100K eu já estava mais exigente. Queria coisas com mais de 16 cores, que se moviam em mais de duas direções e que butões diferentes fizessem coisas distintas de fato. Se bobeasse eu queria algo com mais de 8 bits e nada de MOS Technology 6507 rodando dentro. Foi aí que apareceu um dos consoles que mais me rendeu problemas até hoje, o “Nintendinho”. Era complicado explicar para a minha mãe porque deveria deixar de fazer o dever de casa para jogar Super Mario 3. Isso quando ela não implicava que o jogo era violento. Digo, Mario matando todas aquelas tartarugas inocentes. Ainda bem que ela não sabia que eu já jogava esses games “subversivos” há muito. Acho que vocês também não sabiam que River Raid foi considerado ofensivo por muito tempo na Alemanha. Vai lá entender os adultos da nossa infância.

Às vezes fico pensando que eu só me divertia naquela época porque era ingênuo demais. Despretensioso, diria. Acho que não é verdade. Vez por outra tiro a poeira do velho Master System 3 [com Sonic na memória]. Hoje pode não ser mais tão desafiador já que grande parte do desafio era jogar naquele controle escroto do Master. Sem contar o fato de que a gente pensava que se mexesse o braço junto daria uma ajudinha para o personagem pular mais alto [quando pequeno eu jurava que isso era verdade]. Bem, pelo menos dá para matar parte da saudade da infância. Pena que não me lembre a minha vizinha gata… ei, vocês não achavam que eu só jogava vídeo game quando criança, não é? [continua em algum momento…]

emMiscelâneas Museu

Multitouch nos novos MacBooks

Por em 29 de fevereiro de 2008



No vídeo acima temos uma demonstração do trackpad (ou tapetinho, pros íntimos) dos novos macbooks. Os usuários de iPhone não acharão nada demais, mas em um notebook o multitouch é algo que não parece grande coisa mas ajuda muito na produtividade.

No MacBook normal, por exemplo, mesmo sem multitouch já temos comandos como “botão direito” – batendo com dois dedos – ou scroll – passando dois dedos, paralelos, pela região.

Recursos como rotacionar uma imagem uom ampliá-la são bem atraentes, mas para ser perfeito o novo trackpad deveria ser bem maior.

Fonte: TUAW

emApple e Mac

Empresas investigadas por formação de cartel contra a Nintendo

Por em 29 de fevereiro de 2008

Acabei de assistir uma notícia interessante na BBC.

As autoridades japonesas estão investigando a Sharp e a Hitachi sob a acusação de formação de cartel nos preços das telas do popular console portátil Nintendo DS. Com mais de 64 milhões de unidades vendidas, ele ainda continua em alta demanda, garantindo um fluxo de caixa constante tanto para a Nintendo quanto seus fornecedores.

As ações das empresas caíram com o anúncio e se ficar comprovado que os preços foram combinados, afetando a livre concorrência, elas serão punidas sob as leis japonesas. A Nintendo parece ser a vítima nesse caso, mas não se pronunciou.

Fonte: BBC – Financial News

emIndústria

IBM z10: 1500 servidores em 1

Por em 29 de fevereiro de 2008

"Em relação a servidores x86, o System z10 equivale a aproximadamente 1500 servidores, apresenta até 85% menos custo de energia e até 85% menos espaço físico". Parece propaganda da Apple, mas o novo servidor z10 da IBM impressiona: foram gastos 1,5 bilhão de dólares no projeto, o novo processador z10 tem 20 (isso mesmo: vinte!) núcleos, 60MB de cache L2 e 48MB de cache L3 e há 991 milhões de transistores espremidos em cada chip. O preço é baixo, comparado ao  padrão de Armonk: começa em 100 mil dólares, mas o pessoal de vendas ficará muito feliz em fornecer a opção topo-de-linha, por míseros um milhão de dólares.

É curioso que a previsão de que os grandes mainframes seriam abandonados em favor de servidores menores esteja cada vez mais distante… a Big Blue afirma que o mercado para grandes máquinas tem crescido graças a países emergentes, como China, Rússia, Índia e Brasil.

[via Yahoo]

emHardware Indústria

Concorrer com o World of Warcraft pode exigir 1 bilhão de investimentos

Por em 29 de fevereiro de 2008

Uma coisa que percebo quando acompanho o fórum da UniDev (maior site de programação de games do país) é que muita gente tenta iniciar um projeto de um jogo online, algumas vezes com poucos conhecimentos, e a maioria desiste, já que criar um jogo não é algo fácil, e criar um que pode concorrer com um jogo AAA (jogo que vende muito e demanda muito investimento. Exemplo: Metal Gear Solid 4, Mario Galaxy, etc) é uma tarefa impossível atualmente pelos desenvolvedores indie, já que uma equipe pode passar facilmente de 50 pessoas. Taikodom, que considero o maior projeto nacional de desenvolvimento tem mais de 50 desenvolvedores, e Metal Gear Solid 4 passa dos duzentos!

Então lendo o Finalboss uma notícia me surpreendeu, onde um diretor da Activision afirmou que é necessário ter 1 bilhão de dólares para investir num concorrente de World of Warcraft, e ainda não tendo garantias de sucesso. Mesmo com a ascensão do mercado oriental de MMORPGs, conseguir vencer o WoW não é uma tarefa fácil: estamos falando de um game com alto índice de diversão, e que não precisa de máquinas muito potentes para jogar (basta ter uma conexão banda-larga decente). Fora isso, considerei este valor algo bem plausível: mesmo um game AAA custar de 10 a 50 milhões de dólares para ser desenvolvido, num MMORPG vai mais que isso, já que tem outros gastos envolvidos, como as manutenções dos servidores, marketing, criação de Add-ons, e outros. Talvez seja por isso que a maioria das produtoras pensa se vale a pena criar um, e como um MMORPG é uma área que não é tão afetada pela pirataria, muita gente quer criar um para conseguir ganhar muito dinheiro.

Por fim, nada contra quem quer desenvolver um jogo online, mas só dou algumas dicas essenciais: criem o game design primeiro, estudem como um jogo online funciona para depois pensarem em criar equipes de desenvolvimento. E tenham alguns games comuns no currículo. Sem preparo, a maioria dos projetos perecerão antes de completar 6 meses de duração.

emIndústria

iPhone na Irlanda

Por em 28 de fevereiro de 2008

A terra de Bono Vox, apesar de estar ali no Velho Continente, do ladinho da Grã-Bretanha, é mais ou menos como Portugal ou Grécia: entrou de gaiata na festa, mas é da “parte pobre”.

Mas, justamente por estar ali e aparecer de vez enquando nas festinhas dos primos ricos e poder usar a piscina e jogar no videogame deles, a Irlanda usufrui de certas benesses. Por exemplo? O iPhone. O telefone/PDA/iPod da Apple em breve desembarcará nas terras dos antigos celtas por 399 e 499 euros, para os modelos de 8 e 16Gb respectivamente, além de algumas taxinhas mais salgadas, com planos iniciando a 45 euros por mês.

Chegou na Irlanda? Então logo estará aqui. Ou não.

Fonte: Mac Rumors

emApple e Mac