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Opinião: O Ano do Linux já Chegou

Por em 1 de janeiro de 2008

O ano do Linux foi 2007 e muita gente é capaz de discordar dessa opinião, mas acredito ter alguns argumentos válidos.

Os defensores do GNU/Linux concentram energia demais no desktop. É uma pregação messiânica, religiosa e que muitas vezes mistura tecnologia com fanatismo, perdendo totalmente o foco das discussões. Há uma raiva embutida em quem opta por Windows ou defende a Microsoft e nessa guerra de egos, quem não entende de sistemas operacionais, torce o nariz só de ouvir o nome. Estou lembrando da briga que foi quando eu troquei o Windows pelo Ubuntu lá em casa: "CADÊ O MSN??? E os MEUS DOCUMENTOS??? E O IMPOSTO DE RENDAAAAAAA!?".

O papo de que o próximo ano será o do Linux é bobagem. O sistema operacional aberto já conquistou terreno em tantas áreas que já perdi a conta. Servidores de arquivo, servidores de aplicação, servidores web, servidores de SGBD, sistemas móveis e embarcados e agora os lindos os Ultra-Mobile PCs como o Asus Eee também usam Linux. Isso mostra um respeito e um sucesso tremendo, pois segue alguns passos da Apple.

A força dos Mac vem do casamento de hardware + software e é nisso que as comunidades deveriam concentrar. Ao invés de tentar criar drivers e dar suporte a milhares de equipamentos, é muito melhor concentrar esforços em iniciativas como a da Asus: hardware conhecido, plataforma conhecida, código-fonte aberto. E acredito que isso irá ocorrer e em breve veremos computadores como esse fazendo coisas incríveis.

A web está essencialmente montada em cima do Linux e podemos ver isso através de pistas óbvias como os blogs. Tecnologias de aceleração de desenvolvimento como o Rails abstraem uma enorme complexidade para uma legião de programadores resolver problemas, ao invés de estudar SOAP ou REST e ter que ficar reinventando a roda. Sistemas de gerência de conteúdo como o Zope/Plone estão construídos em cima de Unix/Linux, programados em C e Python. Desenvolver aplicativos chega a ser mais rápido que Ruby on Rails, caso o programador saiba UML.

É claro que a colocação dele no mercado não é tão visível quanto o Windows ou MacOS, mas é muito mais ampla do que aparenta. Se hoje o Brasil está desenvolvendo tecnologia para caixas conversoras e precisa de um sistema operacional, qual a escolha natural? Linux, certo? E é isso que está acontecendo. Um mercado potencial que ultrapassa 70 bilhões de reais vai estar rodando em grande parte, GNU/Linux. Talvez o Windows Mobile esteja lá também, mas nesse caso a Microsoft está em desvantagem, já que os fabricantes preferem deter o conhecimento do que está realmente rodando dentro dos seus equipamentos.

A ano do Linux chegou, mas de uma forma diferente do que a maioria imaginava. Feliz 2008 para todos!

emAndroid e Linux

Análise do formato UIF com MagicDisc

Por em 1 de janeiro de 2008

Essa é uma análise curta e rápida sobre o MagicDisc. Estou gostando bastante do aplicativo, principalmente por ser um conversor de imagens de CD/DVD para BIN, NRG, ISO ou UIF e ainda poder criar drives virtuais.

O programa é freeware e resolvi testar se o arquivo UIF cumpre a promessa de diminuir o tamanho de uma imagem ISO. Os arquivos de testes usados foram imagens do Microsoft Project e Windows Vista do MSDN.

Primeiro, deve-se selecionar Compress ISO Files:

magicdiscmenu

Os resultados você pode conferir abaixo:

Microsoft Project 2007

mb_project2k7uif

Uma economia de 37.792 KB, 17,4% menor. Nada mal.

Windows Vista

mb_winvistauif

Dessa vez a economia foi bem menor, 98.151 KB, 3,75% menor.

Conclusão

O programa é simples de usar, consome poucos recursos e além de montar imagens, pode criá-las em 4 formatos diferentes. O formato UIF permite proteger conteúdo sensível diretamente na imagem, sem a necessidade de zipar um arquivo com senha. A eficiência da compactação irá depender principalmente da compressão aplicada na origem. O Windows Vista parece ter sido bem mais compactado que o Project 2007, mas ainda assim, são 96 MB economizados. Para quem está fazendo backups, isso pode ser a diferença entre conseguir usar um DVD single layer ou não.

Se algum leitor fizer algum teste com imagens de games ou outros aplicativos, deixe nos comentários.

Fonte: MagicDisc

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