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Digital Drops Blog de Brinquedo

Que feio! Sony violando a GPL!

Por em 30 de novembro de 2007

Quem é fã do console Playstation conhece o jogo Ico, que foi lançado em 2001 para a segunda versão do console da Sony. O Ico é realmente um jogo muito bom, com um estilo de aventura muito próximo do Prince of Persia, e com gráficos muito avançados pra sua época.

O grande problema é que, aparentemente, o jogo viola a GPL. Pelo menos é o que diz Alexander Strange em seu site. Isso mesmo, a licença que garante que todo programa licenciado sob ela deve garantir as quatro liberdades básicas do software livre aos usuários: a de executar o programa, de estudar seu funcionamento mediante abertura do código fonte, de redistribuir cópias e de aperfeiçoá-lo.

Alexander conta que teve acesso ao release europeu do Ico, produzido pela Sony Computer Entertainment, e notou que dois arquivos dele possuem partes da biblioteca libarc – aproximadamente 1500 linhas de código copiadas na íntegra e boa parte editada.

Através de engenharia reversa, Ele conseguiu, inclusive, encontrar um bloco de comentários no código onde é citada a licença criada por Richard Stallman!

E agora, Sony? Vai abafar a história levantada por um hacker desconhecido, substituir o código usado indevidamente, ou (muito improvável) abrir o fonte do jogo como manda a GPL? O jeito é esperar pra ver o que vai acontecer.

[via Slashdot]

emIndústria Sony

A caminhada do Nintendo DS

Por em 30 de novembro de 2007

Como todos sabem, os dois primeiros Playstations, junto com o GameBoy, são os videogames mais vendidos da história, com mais de 100 milhões de unidades vendidas. Mas se for analisar os portáteis, o Nintendo DS precisa comer muito feijão com arroz para vencer o Game Boy, que tem mais de 115 milhões de unidades (segundo o VG Chartz, o GameBoy tem mais que o Playstation 2!).

Mas existe a possibilidade do DS ultrapassar o GameBoy. Pode parecer bem remota, mas ultimamente o DS está muito bem e quebrando recordes. Primeiro que ele vendeu mais de 20 milhões de unidades só no Japão, um número alto se comparar com o tamanho do país e o número de habitantes. Depois ele quebrou mais um recorde, vendendo mais de 600 mil unidades em uma semana nos EUA.

O problema maior do DS é a quantidade de títulos bizarros criativos que são lançados para os consoles. Até mesmo jogo de maquiagem já foi pensado para o aparelho, e isso lá no Japão, um dos principais mercados de jogos do mundo. E como hoje não se fala muito em transição de geração nos consoles portáteis (mas nos consoles comuns já especulam até sobre um sucessor do Xbox 360) então ainda teremos vida longa tanto do PSP quanto do DS.

Por enquanto o DS está na frente, mas nunca se sabe o que pode acontecer na área. Com o lançamento do game Crisis Core, o PSP ganhou fôlego e vendeu muitas unidades. Basta sair games realmente bons para que um aparelho venda, e se os dois continuarem vendendo bem e tendo bons jogos, é bom tanto para o consumidor (mais opções de diversão) quanto para as produtoras, que continuarão vendendo seus games e consoles.

emPortáteis

Você conhece o nosso fórum?

Por em 29 de novembro de 2007

Uma semana após o lançamento do Meio Bit Games venho aqui agradecer o apoio de todos os leitores. A recepção foi muito boa e estamos fazendo o melhor para trazer textos de qualidade e sobre assuntos interessantes para vocês.

Agradecimentos a parte, gostaria de perguntar se vocês já conhecem o fórum dedicados aos jogos do blog. Lá vocês podem tirar dúvidas, dar sugestões, criticar e ajudar outros usuários que estejam com problema em algum jogo. O fórum foi totalmente reformulado e agora ficou mais fácil navegar por ele.

Portanto se você quiser manter uma interação maior com os outros leitores do Meio Bit, não hesite, visite o nosso fórum e participe!

emAnúncios

iPod Touch – análise exclusiva

Por em 29 de novembro de 2007

Depois de meses perdido no grande limbo entre Rio e Chicago, chegou o iPod Touch que havia sido encomendado para esta resenha, encomenda feita no DIA do lançamento do produto. Até pela mão do Tom Hanks e do Wilson ele deve ter passado, mas o importante é que o Touch está aqui, em nossas, digo, minhas mãos, e já foi usado extensivamente nos últimos dois dias. Vamos então dissecá-lo (metaforicamente, claro), mas antes, uma reclamação:

Pombas, mr Jobs, pra atualizar o firmware de 1.1 para 1.1.2 são precisos mesmo CENTO E SESSENTA MEGABYTES? Definitivamente o conceito de otimização passa longe das empresas “modernas”. Tomara que a galera do OLPC não tenha que baixar Fix Packs via rádio de manivela, tambor ou algo assim.

O Ipod
Os chatos muito provavelmente gritarão “venda casada”, mas a verdade é que você não pode ter um iPod sem ter um computador. E Internet. Nem sequer drivers ele traz, não há CDs, nada. A Apple assume que você irá espetar seu iPod, o sistema operacional irá identificá-lo, e saberá o que fazer. Também dão o link para download do iTunes. Como isso significa Quicktime junto, seu iPod só dará o ar de sua graça uns 100MB adiante.

O Touch é uma versão do iPhone menor (mas com a mesma tela) mais fino, com mais memória (no caso do modelo de 16B) com WIFI mas sem Bluetooth, microfones ou alto-falantes. Ele é um iPod para quem não quer trocar de telefone, mas tem o efeito colateral de enterrar de vez o PDA que você já não usa muito.

Originalmente o iPod seria um tocador de áudio. Um excelente tocador de áudio, e nada mais. Só que depois de conquistar esse mercado, ficou difícil expandir. As capacidades de vídeo dos novos iPods, incluindo o chamado iPod Video, eram limitadas pelo tamanho das telas. Ao mesmo tempo em que o iPod se popularizava, as telas widescreen iam pipocando. Hoje muitos seriados de TV são formatados para 16:9, e não 4:3 como as telas de TV tradicionais (e do iPod). Experimente colocar Senhor dos Anéis em um ipod. Inviável, os Orcs são pouco mais de 3 pixels.

o iPod Touch é o primeiro com uma tela grande (maior que a do Zune) e pensado especificamente para vídeo digital. Comparemos com um iPod tradicional:



Já dá para perceber que ver filmes no Touch é mais confortável. Mas não é só isso. Ele é bem mais leve, afinal usa memória Flash, enquanto o iPod video usa um HD de 30GB. E se for um iPod Video de 60GB, o bicho é mais grosso ainda.

Comparemos os dois, lado-a-do:


O Touch é tão fino que dá medo, a sensação é de fragilidade, apesar da resistência.

Com o iTunes o suporte e sincronização é completo. O DRM existe para músicas e vídeos comprados na loja do iTunes, mas nada impede que seus MP3, AVIs e similares sejam passados para o iPod. No caso dos vídeos é necessária conversão. Se o iTunes não conseguir, há dezenas de aplicações disponíveis para isso.


A parte de vídeo separa automaticamente vídeos, episódios de TV e podcasts, sendo que esses últimos são gerenciados pelo iTunes e dispensam conversão. Há um botão no canto superior direito que permite ampliar os vídeos que não estejam na proporção correta da tela do iPod, perde-se um pedaço das laterais mas ganha-se no geral. Os controles são simples e diretos. Volume, play, pause, o de sempre. A execução não tem qualquer delay, e a qualidade de imagem, claro, depende do original, mas no caso de episódios de séries com 200 e poucos MBs, fica um cinema.



Os podcasts são gerenciados automaticamente, não é preciso se preocupar em ficar apagando antigos para deixar espaço para os novos. Não parece mas até nos iPods grandes isso é um problema.



A parte de áudio conta com o Coverflow, a nova interface dos iPods (e usada no iTunes), com MUITA informação sobre as músicas, álbuns, etc. Ela é extremamente elegante, e embora sejam necessário vários “cliques”, se você estiver com o iPod travado com tela desligada e quiser pausar ou avançar a música, um duplo-clique no botão “home” mostrará uma interface de navegação, enquanto o resto do Touch continua travado. Deveras inteligente.

Só com isso o Touch seria um excelente player de áudio/vídeo, mas calma, não ligue ainda. Há mais!









Eu comecei a brincar com dispositivos portáteis com um Palm Professional. O Palm III logo em seguida foi minha primeira experiência online, ainda sem WWW, mas acessando ICQ, via um Nokia Cabeção, com cabo de dados, depois um 3200 com infravermelho. Desde então tenho experimentado todo dispositivo mobile, incluindo Smartphones.

Devo dizer que a experiência Internet do iPod Touch é a mais próxima do desktop que jamais encontrei. Até as firulas do Flickr funcionam. A leitura dos textos não força a vista, ele amplia de forma inteligente com um simples “clique”, ou manualmente, usando o gesto de zoom. Formulários funcionam, Javascript funciona, DHTML funciona, cookies funcionam. Flash não funciona, mas sinceramente não senti falta. Gmail funciona, Google Maps e Google Reader funcionam. Meu blog funciona. Quem precisa de mais?

É possível manter várias páginas abertas, guardar bookmarks e acessar sites seguros. O Safari do iPhone é bem mais acabado e funcional que o Safari Windows, por exemplo.

Dá para usar sem problemas sites como o Meebo, o que -na lata- resolve o problema de Instant Messengers para o iPod Touch. Tive problemas com todos os outros navegadores portáteis para acessar esses sites mais complexos, mas não com o Touch.

A ausência de Java também contribúi para a velocidade da experiência ;)



Os outros iPods também costumam vir com extras, mas confesso que não me animei muito. Já no caso do Touch, onde há um meio de entrada de dados, tudo muda de figura.

Uma simples configuração no iTunes permite que você sincronize seu calendário E sua agenda de contatos com o Touch. Quem precisa de PDA ou caderninho de telefones agora? É possível, desde o firmware 1.1.2, adicionar eventos ao calendário, mas a entrada de contatos na agenda de endereços provavelmente já estava disponível antes disso.

Seus contatos podem ter inclusive fotos, uma sub-aplicação no próprio iPod ajuda a achar a foto adequada, redimensioná-la, recortá-la e adicioná-la ao banco de dados da agenda.



O álbum de fotos sincroniza direto com o iPhoto, ou com a sua pasta de imagens, se você rodar Windows. As fotos são exibidas usando o já conhecido método de “folhear”, mas não convém lamber a ponta do dedo.

Conclusão

O Touch é um player com uma interface revolucionária -tanto que está sendo imitada por deus e o mundo- e extremamente elegante. O perigo é se o usuário chegar com uma expectativa errada. Ele não é um PDA, não é um Smartphone. Ele é um player multimídia que por acaso acessa Internet muito bem. Só isso.

Se você quer comprar um iPod Touch para acessar Internet, está fazendo besteira. Compre um Nokia N810, você será muito mais feliz.

Ele também não vai substituir seu telefone se você for um heavy user de smartphones. Ele não sincroniza com o Office, não permite edição de documentos (exceto o Google Docs) e não tem a penca de softwares disponíveis para Windows Mobile ou Symbian.

Ele atenderá, entretanto, se você quer um player de mídia que permita a você acessar seus feeds, seus sites, administrar um blog do sofá sem parar de ouvir música, ou se você quer sair para almoçar em um restaurante com WIFI, aproveitar para visitar uns sites, e não quer levar notebook.

Atenderá se você quiser levar seu portfólio de vídeos e fotos, sem precisar de uma pasta ou -novamente- um notebook.

Vai passar um dia em SP? Dá para viajar com ele. Vai fazer uma viagem de ônibus? Aproveite, a bateria é excelente.

Claro, o modelo mais caro vem com 16GB, o menor, com 8GB. É preciso ser seletivo. Não dá para levar 40GB de música nele. Minha experiência com o iPod Video de 30GB é que 16GB é um número adequado, controlando-se a quantidade de lixo, digo, músicas ruins, digo, velharias, digo, material auditivo pouco acessado.

Para meu uso o iPod Touch caiu do céu (ou de Cupertino, mas a diferença é pouca). Interface elegante, aparelho fino, leve e tela gigantesca. Na parte ruim, o preço (www.apple.com) e a mudança da interface de vídeo. Não poderei usar o cabo de vídeo do modelo anterior.

Esse é, sem sombra de dúvida, o melhor player multimídia da atualidade, e o padrão que a concorrência irá seguir, da mesma forma que os adoradores de telefones xing-ling detonaram o iPhone para em seguida copiarem descaradamente seu look and feel.

Nota 10/10.

PS: Ainda faltou falar do cliente para YouTube, da loja do iTunes direto no iPod e das opções de configuração que incluem português brasileiro. Ah, e tem um relógio.

emApple e Mac Destaque

Google experimenta o uso da opinião humana para melhorar os resultados das buscas

Por em 29 de novembro de 2007

Uma nova experiência da Google pode enterrar de vez o projeto Wikia Search. O desenvolvimento do Wikia Search está sendo conduzido por Jimmy Wales (criador da Wikipedia), e consiste em um mecanismo de busca no qual os resultados são avaliados pelos próprios usuários. O objetivo é usar a opinião humana para melhorar a qualidade dos resultados de acordo com a relevância. Aparentemente, o Google gostou da idéia, aliás ADOROU! Tanto que já iniciou uma experiência na qual os usuários poderão “editar” os resultados de suas buscas:



Parece que o misterioso algoritmo do PageRank vai ficar mais obscuro ainda…

emGoogle Internet

South Park: Todos os vídeos online, “digrátis” e legal

Por em 29 de novembro de 2007

A MTV, aquele canal que nos anos 80 pasava videoclips e tinha a ver com música anunciou uma decisão muito significativa: vão disponibilizar a partir de 2008 todos os clipes de South Park, online, sem custos.

Exibido pelo Comedy Central, canal do grupo da MTV, South Park é uma das séries mais politicamente incorretas da TV, focando sempre em temas de interesse da audiência geek, como World of Warcraft, anime, Nintendo Wii e até mesmo o Guitar Hero.

A declaração mais surpreendente, entretanto, veio da Chair(wo)man e Executiva-Chefe da MTV Networks, Judy McGrath, que disse para a Reuters, sobre o pretenso efeito negativo da disponibilização online em relação à exibição via TV convencional:

“Um não prejudica o outro, de forma alguma”

Várias outras séries já são exibidas online, se essa tendência prosseguir, chegará o dia em que todo mundo dirá não aos torrents ilegais, mas apenas porque os torrents LEGAIS serão de melhor qualidade, garantidos e igualmente gratuitos.

Via Extremetech

emÁudio Vídeo Fotografia Internet

Google: Os Spammers estão desistindo

Por em 29 de novembro de 2007

Diz o Google em uma matéria da Wired, que o número de tentativas de spam vem se mantendo estável, pela primeira vez em anos, e até diminuindo.

O feito é atribuído aos filtros de serviços como Hotmail, Yahoo e Gmail, que barram mais de 99% do lixo online antes de ele chegar nas mãos dos usuários.

David Daniels, presidente da Jupiter Research, uma consultoria especializada, prevê que em 2010 o número de spams recebidos por uma caixa-postal de email será virtualmente idêntico ao número de spams recebidos hoje. Na casa de 4350, em um ano.

Como meu email é o mesmo desde 1996, devo dizer que já passei dessa média faz tempo, e tenho cá muitas dúvidas quanto a essa visão otimista do Google e de Mr Daniels. Só para lembrar, em 2004 Bill Gates garantiu que em 2006 estaríamos livres do SPAM.

De qualquer jeito, o caso é sério. Ou a Internet acaba com o SPAM ou o SPAM acaba com a Internet. Uma hora alguém vai ficar de saco cheio de pagar um link que trafega mais de 90% de lixo. E quem trabalhou em provedor sabe que é mais ou menos essa a proporção.

emGoogle Internet