Digital Drops Blog de Brinquedo

Projetos Web 2.0 no Brasil (Parte 1)

Por em 29 de agosto de 2007

Há alguns dias, eu postei sobre como o mundo (principalmente, os Estados Unidos) está se mobilizando para aproveitar a onda da Web 2.0 e criar novos produtos e negócios baseados em um modelo colaborativo. Eu acredito que os brasileiros poderiam aproveitar melhor o momento favorável, usando a criatividade, que lhes é peculiar, para fazer acontecer!

Nessa série de artigos, sem quantidade pré-definida de partes, vou comentar sobre algumas iniciativas que estão surgindo pelo país. Espero que sejam muitas!

1. O mobbbi é um novo serviço que mescla guias de entretenimento e redes sociais. O projeto não está aberto ao público, mas promete trazer informações diversificadas para os usuários: dicas de bares e restaurantes, orientações de como preparar bebidas ou de como atar nós em gravatas. Vamos aguardar mais notícias da equipe do mobbi, pois a idéia é boa!

2. O mostrips é um projeto que está sendo desenvolvido dentro do C.E.S.A.R. Mostrips é
uma rede social que permite ao usuário contar uma história, com imagens e texto, e em seguida enviá-la para o celular. Já recebeu uma menção internacional no blog Mashable, mas ainda tem poucos usuários efetivamente usando o serviço. Experimentem!

3. O Vá de Metrô é um serviço muito útil para os moradores de São Paulo, pois permite localizar pontos turísticos e comerciais em um mapa que mostra as linhas e as estações do metrô. Agora, andar de metrô ficou mais fácil!



Na próxima parte dessa série, vamos comentar sobre o Spesa, o Wasabi e o Gozub. Sugira outros serviços Web 2.0 desenvolvidos no Brasil que você gostaria de ver nessa série.

emWeb 2.0

Trilha de Zelda orquestrada

Por em 29 de agosto de 2007

Há muitos anos a série The Legend of Zelda é um dos maiores ícones dos videogames. Criada pelo mestre Shigeru Miyamoto, a franquia possui uma das mais belas trilhas sonoras já feitas e foi composta por Koji Kondo.

No vídeo abaixo você confere uma das mais belas interpretações de algumas músicas dos jogos da série. Já perdi até as contas de quantas vezes já assisti este vídeo.

E preparem-se, quem quiser assistir esta interpretação ao vivo, vem aí a Video Games Live Brasil, com apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, nos dias 16, 23 e 30 de setembro, respectivamente.

emGames

Adolescente (muito) idiota quase ganha prêmio Darwin via Microsoft

Por em 29 de agosto de 2007

meiobit-darwin.jpgO Prêmio Darwin é dado aos idiotas que colaboram com o aprimoramento do patrimônio genético humano, removendo seus genes do mesmo, por meio de morte causada por estupidez, ou esterilidade oriunda da mesma estupidez. Uma das regras é que o candidato não pode ter se reproduzido antes de realizar o feito que o indique ao prêmio.

Com 14 anos e gamer, é seguro dizer que o DNA deste sujeitinho não deve ter se espalhado para muito além das cortinas do banheiro, qualificando-o na primeira exigência. Então basta um último passo, mas não foi dessa vez. Ele não morreu, por pouco.

O ser ausente de neurônios estava reclamando de seu XBox 360, que resetava a cada 5 minutos. Concluindo que era superaquecimento, procurou um um método prático para resolver o problema. Nosso candidato a McGyver embrulhou a fonte do XBox em plástico, “vedou” com fita adesiva e mergulhou em uma bacia com água. A fonte, claro, estava ligada. Segundo a mãe, ele achou essa dica genial na Internet.

Quando a mãe da criatura voltou, ele estava desacordado, deitado no chão, com queimaduras no pé e na mão direita. (diga adeus ao lazer, kid)

Levado para o hospital, passou a noite em observação.

A parte divertida é que não só aposto que a mãe dessa cavalgadura vai querer processar a Microsoft, como os Fanboys vão dar um jeito que concluir que sim, Bill Gates É culpado pela idéia genial (mas de execução desastrada e final desapontador) do suicida teen.

Quando ao Prêmio Darwin, acho que ele merece ao menos uma Menção Honrosa.

Fonte: Fake Steve Jobs

emGames Hardware

Second Life made in China

Por em 29 de agosto de 2007

É uma cópia descarada, a interface está idêntica, a opinião geral é “engenharia reversa”. Curioso é que agora que o Second Life está se revelando uma roubada para as empresas que investiram esforços de marketing no projeto, e percebe-se que o número de usuários divulgado é totalmente irreal, os chineses estão entrando com força.

O HiPiHi está tentando um acordo de interoperabilidade com a Linden, criadora do Second Life, que não tem muita saída. Só o World of Wacraft conta com cinco milhões de usuários (pagantes) na China. O Second Life no mundo inteiro divulga 500 mil usuários ativos. Um fracasso na China provavelmente ofuscará um sucesso em outro lugar.

O jogo, claro, reflete a sociedade, e no caso do regime Marketista-Leninista da China, cybersexo está liberado desde que feito em ambiente reservado, mas discussões políticas estão proibidas. Assim se você é candidato a dissidente na China, recomendo que não entre na sala “Tianamen Nunca Mais” balançando seu punho virtual dizendo “Companheiros!”

Fonte: The Raw Feed

emInternet

Algoritmo revolucionário de redimensionamento de imagens

Por em 29 de agosto de 2007

O vídeo acima é uma apresentação do Dr Shai Avidan, que tem um PHD pela Universidade Herbraica de Israel, trabalhou na Microsoft Research durante seu pós-doutorado, e até ontem estava batendo ponto no Mitsubishi Electric Research Laboratories. Ele é co-autor da tecnologia chamada “media retargeting”, que se dispõe a redimensionar de forma inteligente imagens para formatos e dispositivos diferentes.

O algoritmo que ele desenvolveu é impressionante. Através das curvas de energia de uma imagem detecta as áreas de maior importância, remove o que pode ser removido e consegue manter o grau de distorção no mínimo, mesmo para os casos mais radicais. O final do vídeo, onde o algoritmo é usado para remover pessoas de uma imagem é bonito de se ver também.

Ruim mesmo é ter que ouvir o cara falando “aqui usamos um simples algoritmo…” quando muito provavelmente gastaria uns 5 quadros-negros explicando para gente normal o “simples algoritmo”.

O vídeo foi mencionado dia 19 de Agosto no blog de John Nack, da Adobe. Ele é Gerente Senior de Produto para o Photoshop. Alguns dias depois saiu no TechCrunch, que com 579.000 assinantes em seu feed RSS não é exatamente um diário de adolescente. Resguardadas as proporções é o MeioBit da gringolândia. Resultado? Ontem o Dr Shai foi contratado pela Adobe. Muito provavelmente com um salário pra lá de atraente.

Este é um caso raro, onde testemunhamos a gênese de uma nova tecnologia. Guardem este post, vamos ver quanto tempo até o Photoshop lançar uma versão do algoritmo, e o mesmo acabar incorporado ao Flash. 180 dias, no máximo, é minha aposta.

emSoftware

Maravilhas do Marketing para semi-leigos

Por em 29 de agosto de 2007

meiobit-casio.jpg

Vejam a máquina acima. É uma Casio Exilim EX-Z1080, e mesmo sem conhecer o modelo posso dizer que é uma excelente câmera. Só que não está sendo vendida tendo suas qualidades como principal fator de divulgação. Ao invés disso a Casio preferiu criar um modo de gravação em baixa qualidade (320x240x15fps) e dizer que isso é uma câmera com um modo otimizado para o YouTube.

Então temos duas possibilidades:

1 – Você grava com compressão H.264, 640×480 30fps e tem uma qualidade digna de DVD, podendo editar seu vídeo no iMovie, ou em qualquer outro programa, então convertê-lo para uma versão de menor qualidade, que sobe para o YouTube. mas mantendo sempre a matriz em alta guardada, caso queira transformá-la em um DVD ou mesmo assistí-la no PC.

2 – Você grava com compressão H.264 jogada lá pra cima, 320×240, 15fps e tem uma qualidade pior que VHS. Se quiser editar o vídeo a matriz já começará como um vídeo de baixa qualidade, e tende a piorar à medida que você recomprime o arquivo. Termina com um vídeo pequeno, que pode subir para o YouTube, mas ficará um lixo se transformado em um DVD.

Se a câmera dispensasse o computador para o upload até haveria sentido, ainda mais se fosse possível editar o vídeo E criar uma cópia em baixa resolução na câmera, baseada em um vídeo em alta que não fosse tocado pelo software interno. Mas como para subir o vídeo você precisa baixá-lo para o PC, qual a vantagem? Ganhar alguns minutos?

Não caia nessas armadilhas do marketing. Ações como essa lembram aquelas câmeras vagabas anunciadas nos programas de televendas, onde mostram equipamentos que comportam milhares de imagens, só esquecem de dizer que a contagem é feita com imagens em 640×480, inúteis para impressão ou mesmo visualização em um monitor decente.

Cartão de memória é barato, DVD-R é barato. Faça suas fotos na resolução máxima, faça seus vídeos na resolução máxima. Seus momentos são importantes demais para serem guardados em 320×240.

emÁudio Vídeo Fotografia

O quanto você realmente utiliza de seus gadgets?

Por em 29 de agosto de 2007

meiobit-shuttlecockpit.jpg

Pesquisando dados para este texto, fui obrigado a pegar meu celular e confirmar, pois não conseguia sequer lembrar se ele tinha rádio FM ou não.

Tem. Usei uma vez para experimentar, quando comprei o aparelho. Há um instant messenger esquisito que nunca abri, um cliente pro Lifeblog da Nokia e vários outros que nunca uso. Minha câmera digital tem recursos para edição de vídeos, redimensionamento de imagens, anotações de voz para cada foto, configurações especiais para vários tipos de fotografias, etc, etc.

O MacBook vem com uma câmera e um microfone, que também nunca uso. Meu antigo PDA o Dell x51v nunca foi usado em mais de 40% de sua capacidade. Já o iPod uso tudo. Desde a parte de podcasts até os alarmes, todos e contatos sincronizados com o Outlook. Meu antigo Palm, o T3 era usado completo também. Não tinha recurso nenhum sobrando.

Noto que é um comportamento comum. Mesmo equipamentos com poucos recursos são em geral subutilizados. É raro a dupla usuário/equipamento ser realmente otimizada. Se meu N80 viesse sem a câmera frontal e o receptor de FM, poderia custar menos uns US$50? Se fosse, eu iria preferir assim. Mas acabamos pagando por recursos que não utilizamos. MESMO quando são gratuitos. Basta ver o diretório /Windows ou o diretório de /bin na maioria das distros Linux. É MUITA, MUITA coisa que não usamos, nem sabemos que existe.

Será que a lição da Apple não deveria ser aprendida? Gadgets com menos recursos, fazendo menos coisa mas fazendo bem? Se uma câmera digital tem um modo automático confiável E um modo totalmente manual excelente, qual a lógica de colocar uns 15 modos intermediários? Quanto não se comeu de recursos internos para isso? Uma impressora precisa mesmo de uma tela de cristal líquido para previews?

Qual o percentual de usos de seus gadgets que você efetivamente usa? Já parou para pensar? Pode se surpreender.

emHardware