Digital Drops Blog de Brinquedo

A indústria automotiva e os fanboys

Por em 30 de julho de 2007

As companhias automotivas japonesas estão se unindo para criar um sistema operacional para carros, visando criar um padrão nesta área. O projeto recebeu o nome provisório de JasPar (Japan Automotive Software Platform Architecture – algo como “arquitetura para plataforma de software automotivo japonês”). Aparentemente, a iniciativa é uma reação a um projeto similar entre as empresas européias.

O interessante nesta notícia veiculada no Engadget, foram alguns comentários. Um dos usuários disse que este OS se chamaria Carbuntu. Outro pediu que a Microsoft ficasse longe do projeto para evitar crashes em carros (o trocadilho fica melhor em inglês), e logo em seguida, outro fanboy pediu que a Apple ficasse longe, porque Steve Jobs iria colocar uma “freakin’ touch screen” anti-ergonômica nos carros. Já o último comentário até o presente momento pede que tanto a Microsoft, quanto a Apple E o Linux fiquem longe desse projeto.

Conclusão? Fanboy é fanboy em qualquer lugar.

emIndústria

Dry Fire – Joguinho em Flash

Por em 30 de julho de 2007

Produtividade pra quê? Muito melhor usar um canhão pra lá de exagerado para matar, esmagar, destruir, obliterar soldados burros o bastante para avançar diretamente na sua linha de fogo. Até a 13a fase é fácil, depois complica, com tanques e helicópteros atacando em conjunto.

Clique na imagem e coloque seu headphone…

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Economia de mercado é complicado mesmo

Por em 30 de julho de 2007

Um grupo de tchecos resolveu protestar contra os preços dos computadores Apple na República Tcheca. Vejamos; impostos, protecionismo, frete, taxas governamentais?

Não, a culpa é da Apple.

Pela lógica deles o preço dos Macs deve ser proporcional ao salário médio do país, o que demonstra um desconhecimento de regras básicas de economia que só podem ser explicado se o país tivesse passado 40 anos sob regime comunista. Ops, passaram.

Assim vandalizaram uma loja da Apple, enchendo-a de cartazes perguntando “por quê?”. Cinco minutos com um professor de economia ou com um importador seriam suficientes, mas acho que o vandalismo é mais interessante. Fizeram inclusive um vídeo:

A música de fundo, Born in the USA é uma das mais incompreendidas pelo mundo histérico-que-não-fala-inglês. É uma canção dramática, fala dos veteranos do Vietnã, de como foram convocados quase à força e como depois que voltaram se tornaram incômodos e indesejáveis. Mas querer que entendam isso é demais.

Fonte: Fake Steve Jobs


emApple e Mac

Como ser expulso de um avião em uma lição

Por em 30 de julho de 2007

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O brinquedo se diz inocente. É mais uma daquelas quinquilharias de pendurar no celular, com uso secundário de arranhar a caixa do bicho quando estiver tudo no bolso.

O “botão de autodestruição” quando apertado começa a piscar, cada vez mais rápido, terminando com um som de explosão. Custa US$10,00, mas o preço da fiança, depois que o pessoal da segurança no aeroporto reparar nele quando passar no Raio-X pode variar de juiz para juiz.

O brinquedo é excelente para festas e mesas de bar, mas não é recomendado se você pretender mesmo embarcar no avião.

Via NewLaunches

emCelular

Jesuítas invadindo o Second Life

Por em 30 de julho de 2007

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Calma. Não precisa desconectar o seu priminho da Internet, nem fechar a porta do seu cyber-apartamento dizendo “não estou em casa”. Não é mais um caso de padres tarados ou pregadores irritantes. Estamos falando de Jesuítas, os Jedi do catolicismo.

Em um artigo na revista La Civilta Cattolica entitulado “Second Life: O Desejo de uma ‘outra vida´”, Antonio Spadaro faz a melhor resenha que já vi sobre o tema. Esqueça caça às bruxas, esqueça discursos “Second Life é coisa do demônio”.

“Não é possível fechar os olhos para este fenômeno ou correr para julgá-lo. Ele precisa ser entendido, e o melhor meio de entendê-lo é entrar nele”

Explicando desde o básico dos videogames, até termos como MMORPG e Machinima, ele passa por temas como instruções básicas, a economia do Second Life, iniciativas de Arte e Cultura, relações de amizade, parceria e, claro, sexo.

Na parte entitulada “Há (cyber) espaço para Deus?” o autor descreve o ecumenismo do ambiente, com templos das mais variadas religiões, inclusive uma réplica da catedral de Notre-Dame. Ele também investiga a validade da pregação dentro do ambiente virtual.

“O quê significa rezar no Second Life? É possível? Segue o testemunho de um muçulmano sueco, Muhammed Yussif Widhe: Eu coloco meu avatar em posição para rezar ao mesmo tempo em que rezo. A minha oração de verdade é válida e a minha oração online é simbólica”


O Second Life é tratado não como um ambiente “falso”, mas como um ambiente que pode ser na verdade até mais sincero que o mundo real, visto que as inibições e convenções sociais normais não se aplicam aos avatares. Mesmo assim, como o Second Life é uma metáfora para o mundo real, a necessidade de uma estrutura de aconselhamento espiritual é igualmente presente.

O autor chega a citar Snowcrash, o excelente livro de Neal Stephenson, uma das bíblias (sem trocadilho) do movimento cyberpunk.

Seria MUITO BOM se alguém traduzisse o texto completo. Serve para mostrar o Second Life como uma iniciativa legal, sem ser um antro maligno de satã, mostra como se escreve um artigo de verdade, com pesquisa, bibliografia, etc, e mostra um dos motivos da Igreja Católica estar aí firme e forte, depois de quase 2000 anos: A qualidade de seus quadros, principalmente os jesuítas, que sempre contaram com excelentes astrônomos e cientistas entre eles.

Via: Reuters e La Civilta Cattolica

emInternet

Novo sistema operacional para carros

Por em 30 de julho de 2007

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Um consórcio de 10 fabricantes de carros, patrocinados pelo governo japonês vai receber um financiamento para desenvolver um sistema operacional comum, que será utilizado para integrar toda a eletrônica embarcada, de CD Players ao controle de injeção eletrônica e o capacitor de fluxo, dependendo do modelo.

Um aporte inicial de 8.4 milhões de dólares dará início ao projeto, em 2008. A idéia é ter um protótipo no final de 2009 e chegar ao mercado em 5 ou 10 anos.

O mercado mundial de sistemas operacionais embarcados é dominado (70%) pelo OSEK-VDX (Open Systems and their interfaces for the Electronics in Motor vehicles) , desenvolvido por um consórcio liderado pela Bosch. Desenvolvido como um sistema operacional real time, o OSEK roda até em microcontroladores de 8 bits, embora seja um produto bem complexo, em sua versão 2.2.3.

Para quem tem tempo e dinheiro sobrando, há o OPEN OSEK, uma implementação open-source (LGPL) baseada nas especificações disponíveis no site da OSEK-VDX. Quem quiser adaptar aquela piadinha “se carros fossem como sistemas operacionais“, fique à vontade.

A iniciativa japonesa não é nenhum arroubo nacionalista, é uma questão de necessidade. O OSEK foi fundado em 1993, a eletrônica embarcada na época era mínima. Hoje em dia alguns modelos de automóveis apresentam mais de 100 dispositivos eletrônicos diferentes. Todos devem ser comunicar, o funcionamento de um é dependente do outro, e as técnicas de scheduling que funcionavam nos anos 90 não são suficientes para os requisitos de hoje. A BMW, a DaimlerChrysler e outros também estão trabalhando em um projeto semelhante, com protótipo previsto para 2008.

Fonte: Daily Yomiuri

emIndústria Software

Flashback: Amiga

Por em 30 de julho de 2007

Alguns dos meus professores de faculdade comentam, nostálgicos, de um computador que era o xodó do pessoal que trabalhava com multimídia na década de 80, pelo qual tinham o mesmo fascínio que hoje eu tenho pelos Apple: o Commodore Amiga. O vídeo acima é a apresentação do Amiga na BBC.

Quando o primeiro modelo, o Amiga 1000, foi lançado, ainda faltavam alguns anos para eu nascer, e ocorreu um ano depois do lançamento do Macintosh original. Enquanto o computador da Apple vinha com monitor monocromático, o Amiga tinha cores, jogos, programas para edição de som, desenho e, segundo as testemunhas que me contaram, um ótimo sistema operacional, um dos primeiros a utilizar multi-tarefa real, e que foi fabricado até meados de 1999.

Algumas curiosidades:

– Em 1990, o Unix SVR4 da AT&T foi portado para o Amiga, um dos primeiros ports desse sabor do Unix para a arquitetura 68k.

– Neste screenshot do Workbench na Wikipedia é possível ver o AMPlifier, mais conhecido atualmente como WinAmp.

O Mac OS podia ser emulado nele.

Andy Warhol, artista pop, usava o Amiga.

Este link leva um vídeo de 10 minutos com cenas de cem jogos para Amiga, entre eles Lemmings, Pinball, Indiana Jones, Sim City, Double Dragon e Prince of Persia.

Na década de 90, a popularidade do Amiga foi caindo por conta do concorrente PC + Windows, que passou a dominar nessa época. E assim como os Apple, os computadores Amiga também tiveram clones oficiais para tentar recuperar o mercado e, infelizmente, não conseguiram. A interface do Workbench (ou AmigaOS, como passou a se chamar mais tarde) também era muito parecida com a do System, do Mac (que também mudou de nome para Mac OS, anos depois). Outra semelhança com a Apple: eles também utilizavam processadores Motorola e PowerPC.

Com tantas coisas em comum, dá pra ter uma noção de onde a Apple deve ter se inspirado pra criar os comerciais do iPod.

Fontes: Wikipedia, Guide Book Galery e Amiga.com.

emMiscelâneas