Digital Drops Blog de Brinquedo

Windows CE 6.0 – acompanha 100% do código-fonte

Por em 1 de novembro de 2006

A versão 6.0 do Windows CE, sistema operacional embarcado, real-time da Microsoft foi lançada, trazendo além de inúmeras melhorias em relação ao 5.0, pela primeira vez 100% do código-fonte do kernel disponível para os desenvolvedores.

Em regime shared-licence, o Windows CE é usado como base para equipamentos médicos, receptores de TV por assinatura, Personal Media Players e computação embarcada em carros.

As características do CE 6.0 são ambiciosas, mesmo para um sistema operacional desktop: Nessa nova versão suportará 32,000 processos com 2 GB de memória virtual por processo, gerenciamento de user mode/kernel mode e novos modelos de drivers.

A disponibilização do código-fonte era a grande barreira que muitos desenvolvedores de sistemas embarcados enfrentavam. O Windows CE 5.0 disponibilizava 2.5 milhões de linhas de código-fonte, mas a meta de 100%, 3.9 milhões de linhas, só foi atingido agora, com a versão 6.0.

Fonte: Windows for Devices

emIndústria

iTunes, bloatwares e updates automáticos que não o são

Por em 1 de novembro de 2006

ibruna

Visitando o site da Apple, percebi que havia uma atualização para o iTunes, agora na versão 7.0.2. Clicando no “check for updates” de dentro do programa, a atualização for confirmada, junto com uma opção para baixar e instalar o programa.

Confirmando, é aberta uma janela do Internet Explorer, no site do iTunes, onde tenho que escolher meu sistema operacional e proceder ao download como um usuário normal.

Bolas, a Apple não aprendeu nada? Até o Linux, que por muito tempo não considerou esse tipo de facilidade algo prioritário, conta hoje com excelentes ferramentas de atualizações automáticas, mais eficientes que as do Windows. A Apple, que era exemplo de usabilidade, considera que uma “atualização do iTunes” é jogar o usuário no site e mandá-lo baixar o programa de novo.

Pior ainda, são 35 Megabytes de programa. Concordo que o iTunes é um excelente gerenciador, loja, controlador do iPod e não dá para viver (direito) sem ele, mas se a cada versão temos que baixar tudo de novo, é um desperdício de banda, chegando às raias da falta de respeito.

Imagine se a cada atualização do Firefox ou do MS-Word fosse preciso baixar o programa todo…

Bola fora da Apple.

emApple e Mac

FIFA Manager 07: DEMO!

Por em 1 de novembro de 2006

Lembro da época que eu adorava jogar o limitadíssimo Elifoot. Gráficos extremamente simples, mas ao mesmo tempo viciante.

Para falar a verdade, a maioria dos jogos managers sempre me chamaram a atenção. Acabei de lembrar também do perfeitíssimo F1 Manager que passei horas e mais horas gerenciando uma equipe de Formula 1.

Sem mais blá-blá-blá… Vamos ao que interessa! A EA Sports liberou a demo do novo FIFA Manager 07, ou seja, você agora poderá comandar um clube de futebol com todos os requintes. Seja um cartola e saiba como é a sua vida dentro deste esporte.

emGames

Mudanças no PHP6 serão polêmicas*

Por em 1 de novembro de 2006

*Este artigo foi idealizado e escrito por quatro colunistas do Meiobit em um trabalho conjunto. Participaram Thiago Coelho, Bruno Alves, Cardoso e falcon_dark.

A versão atual do PHP é a 5.1.6 mas o núcleo de desenvolvimento da linguagem já trabalha na versão 6. Da versão 4 para a 5 da plataforma ocorreram modificações profundas, tanto que muitos scripts deixaram de funcionar. Isso ocasionou uma série de transtornos para desenvolvedores, prestadores de serviço e usuários da linguagem. E, principalmente, um atraso muito grande na adoção da versão 5. É comum, quando se contrata um servidor de hospedagem, encontrar suporte ao PHP4 e ao PHP5 (este último normalmente em suporte Beta) pois existe uma preocupação dos prestadores de serviço em suportar os scripts mais antigos, que ainda são maioria.

A versão 6, que gera muitas discussões nas listas de desenvolvimento oficiais do PHP, pode retirar muitas características da plataforma em uma operação de enxugamento para torná-la mais prática de ser usada. O problema, novamente, é a compatibilidade legada. Com as características que devem ser abandonadas muitos scripts escritos para as versões 4 e 5 podem, outra vez, parar de funcionar. Enquanto a equipe que desenvolve o PHP está obviamente preocupada em tornar a linguagem mais profissional fica a dúvida se essas modificações constantes podem afetar a credibilidade e a adoção do PHP como ferramenta de desenvolvimento.

A notícia de que mudanças no PHP6 poderiam criar incompatibilidade com o legado das versões 4 e 5 surgiu de um dos desenvolvedores da linguagem, Derick Rethans. Ele afirmou publicamente que, entre outras coisas, o PHP6 dará suporte ao Unicode. Isso tornaria as aplicações escritas em PHP mais internacionalizáveis, aumentando a flexibilidade do que pode ser escrito com a plataforma. Entretanto, ao contrário dessa modificação, as outras propostas retiram características que, quando usadas por scripts de outras versões, podem ocasionar em erros de execução paralisando os serviços. Vamos discutir aqui algumas das modificações mais profundas já propostas e seu possível impacto sobre as aplicações existentes escritas em PHP. Entre o que está planejado para mudar no PHP6 aparece:

1-Remoção completa de register_globals
Desde a versão 4 do PHP fala-se em abandonar essa característica assim programadores mais experientes já produzem código sem usá-la. Ainda que aplicativos escritos por desenvolvedores menos preocupados possam deixar de rodar na versão 6 o impacto disso dever ser pequeno sobre os aplicativos profissionais.

2-Remoção de magic_quotes_*
Boa parte dos programadores PHP sequer as usa e seu abandono já era discutido há muito tempo. Deve ocasionar pouco impacto sobre a plataforma.

3-O PHP6 deve incluir um mecanismo para que os desenvolvedores desliguem opções do ambiente que o administrador do site tenha deixado ligadas por padrão, e vice-versa.
Aqui vemos luzes vermelhas, pois os usuários não deveriam poder alterar opções do sistema sem o uso de um mecanismo que limite o que pode ser alterado, nos moldes do Apache. Não há indicação de que esse sistema vá existir o que pode gerar a situação incômoda do desenvolvedor administrar mais o sistema do que o próprio administrador. É apenas uma suspeita de nossa equipe que essa característica vá trazer problemas, mas a possibilidade está em aberto.

4-Remoção do safe_mode e foco no uso de open_basedir
O open_basedir é mais restritivo que o safe_mode e por isso permite uma flexibilidade maior, entretanto em servidores que armazenem diversos sites distintos (que é o caso mais comum na internet) o compartilhamento de scripts pode tornar-se problemático. Ponto para a segurança, mas os administradores de sistemas com PHP6 terão que suar um pouco mais a camisa.

5-Remoção de tudo que foi marcado como desatualizado desde o PHP 3/4
Muitos scripts, principalmente os mais “antigos” vão parar de funcionar definitivamente, exigindo que o código seja revisado e reescrito. Somando à isso o fato de querer aproveitar as novas funcionalidades vai haver muita gente decidindo que a migração não vale a pena ou que é melhor escrever a aplicação do zero do que ficar tapando buracos em código legado.

6-Tornar os identificadores sensíveis à caixa do texto
Aqui haverá um problema para desenvolvedores de Windows, que podem não estar acostumados com essa característica já existente em diversas outras linguagens, como o C/C++, por exemplo. Desenvolvedores UNIX não sentirão diferença pois nessa classe de sistema operacional a sensibilidade à caixa é padrão. Nesse aspecto os hábitos antes alimentados pelo PHP podem exigir adaptação de parte dos desenvolvedores. Além disso, scripts escritos com pouco cuidado podem parar de funcionar.

7-Remoção de vários aliases de funções
Scripts que fazem uso desses aliases não irão funcionar na nova versão do PHP. É uma simplificação boa, já que é melhor ter apenas um nome para cada coisa, e vai reduzir a complexidade do desenvolvimento. Mas outra vez os desenvolvedores terão que optar entre permanecer com uma versão antiga da linguagem ou trabalhar para modificar o código existente.

Essas são as principais modificações propostas para a versão 6 do PHP, que irão exigir cuidado dos profissionais que decidam pelo upgrade em seus servidores. Entretanto não são as únicas, mmuitas outras propostas e suas conseqüências podem ser observadas aqui. Certamente elas devem atrasar a adoção da nova versão, como aconteceu com o PHP5. Na versão 5 muito foi feito no sentido de tornar a linguagem orientada à objetos. Isso permite que os programadores escrevam aplicações mais complexas e maduras, mas as incompatibilidades com o legado das versões 3 e 4 do PHP foram um grande obstáculo para a adoção do PHP5. De tal sorte que o PHP5 ainda não tornou-se o padrão para as aplicações PHP no mundo, havendo uma forte presença do PHP4 no mercado.

O fato do cPanel demorar cerca de 6 meses para retirar do estágio Beta qualquer modificação na plataforma PHP irá atrasar a migração de boa parte dos usuários. Muitos scripts livres e gratuitos que são usados por uma parte grande do mercado, cujos administradores não são programadores e usam código de terceiros, podem demorar para serem migrados para o PHP6 paralisando ainda mais o movimento de migração para a nova versão. As mudanças da versão 4 para a 5 obrigaram muitos desenvolvedores a reescrever seus scripts do zero e as quebras de suporte legado propostas para a versão 6 irão deixar muitos programadores descontentes.

Ainda que os aplicativos desenvolvidos para o PHP4 que não tenham recebido adaptação para a versão 5 possam ser reescritos ou adaptados diretamente para a versão 6 é impossível negar que os programadores ficarão desconfiados. Começar os trabalhos para levar seus scripts para a versão 6 valerá a pena? Haverá outra quebra de suporte legado em uma futura versão 7? Essas perguntas agora encontram-se atrás de uma cortina de fumaça e devem levar algum tempo para serem respondidas. Talvez o mercado só comece a migrar realmente para o PHP6 quando o grupo que desenvolve a linguagem comprometer-se a manter suporte para uma nova versão. Podem se passar 2 ou 3 anos até que uma migração forte para a nova versão 6 seja verificada no mercado e até lá provavelmente poucos decidirão investir tempo e dinheiro para adaptar scripts antigos para a versão 5, dando uma sobrevida inusitada ao PHP4.

Essas mudanças na plataforma PHP que causam falta de compatibilidade com aplicações legadas são reflexos de um projeto pouco estruturado. A mudança de foco do PHP, desde seu nascimento até hoje, também contribuiram para que mudanças tão profundas fossem levadas à cabo. E é indiscutível que esse tipo de acontecimento abala o respeito que o mercado tem por dada solução. Essas guinadas bruscas demandam retrabalho de profissionais cuja hora de serviço não é das mais baratas. Produtos de empresas consolidadas, como Microsoft, Oracle, e outras, raramente colocam seus clientes em posições tão desconfortáveis em tão curto espaço de tempo. Esse panorama deixará muitos tomadores de decisão avessos ao PHP ainda que as mudanças efetuadas sejam reconhecidamente necessárias e bem vindas pelos profissionais técnicos.

Em uma análise mais profunda esse tipo de situação pode servir para o pessoal do Software Livre repensar um pouco mais a forma como grandes projetos é manejada. Não são raros os casos de projetos livres que obrigaram seus usuários a passarem pelo mesmo tipo de situação que o PHP. O Drupal, por exemplo, CMS usado aqui no Meiobit é um exemplo de aplicação que, de uma versão para outra, tornou todos os seus módulos incompatíveis e exigiu que programadores e usuários fizessem malabarismos. Podemos citar também o Firefox, que na versão 2 obrigou os criadores de extensões a adaptar suas criações à uma nova API. São exemplos para o SL de que talvez seja necessário um comprometimento maior com certas políticas tipicamente empresariais para manter seu mercado e sua comunidade.

emDestaque Internet Open-Source

Oportunidade de Estágio na Microsoft

Por em 1 de novembro de 2006

A Microsoft abriu oportunidade de estágio no Brasil. O processo seletivo para 2007 está com inscrições abertas até 19 de Novembro. A parceria do processo seletivo é com a Companhia de Talentos.

Lista de pré-requisitos:
- Cursar Ciências da Computação, Engenharia, Administração de Empresas, Marketing, Psicologia, Economia, Contabilidade, Propaganda e Marketing, Publicidade e Propaganda, Comunicação Social, Estatística, Matemática e áreas afins;
- Conclusão da graduação a partir de dezembro de 2007;
- Ter disponibilidade para estagiar no mínimo 20 horas semanais;
- Inglês avançado;
- Local de trabalho: São Paulo (SP) e Brasília (DF);

Para os interessados, boa sorte. Para quem passar, consiga uma cópia do Vista pra mim. ;-)

Fonte: Microsoft

emMiscelâneas

Netbeans 5.5

Por em 1 de novembro de 2006
NetBeans

Foi lançada a versão 5.5 do NetBeans, talvez uma das melhores IDE para Java, multi-plataforma, open source e gratuita disponível.

O NetBeans está disponível para Linux, MAC OS X, Solaris SPARC, Solaris x86 e Windows.

Com 8 anos de existência, a ferramenta já foi baixada mais de 11 milhões de vezes e é uma excelente ferramenta de produtividade para quem precisa programar em Java.

A ferramenta possibilita a criação de aplicações Java para execução local, em dispositivos portáteis e internet.

O arquivo principal, só instala a IDE, mas para aproveitar todas as funcionalidades disponíveis é necessário instalar os pacotes de Add-nos, que podem ser encontrados na própria página de download.

Porém, nesta versão já está integrado a IDE um construtor de formulários (Swing GUI Builder) o que facilita bastante a construção de aplicações.

As principais funcionalidades da IDE são:

  • Construtor de formulários
  • Controle de versão integrado
  • Debugger
  • Desenvolvimento colaborativo
  • Desenvolvimento Java e JSP
  • Refactoring avançado
  • Editor XML
  • Desenvolvimento C/C++ (Necessário Add-on)
  • Desenvolvimento web com JSF, JSP e Struts
  • Desenvolvimento visual para Web com Ajax, CSS e JSF (Necessário Add-on)
  • Desenvolvimento de webservices
  • Desenvolvimento para JME (MIDP) (Necessário Add-on)
  • Desenvolvimento SOA (Necessário Add-on)
  • Modelagem UML (Necessário Add-on)

O Add-on que me deixou mais impressionado foi o de desenvolvimento web, que permite desenhar aplicações visualmente com vários dos recursos mais avançados para a criação de sites.

NetBeans

Os componentes Java Server Face permitem montar Grids, formulários, tabelas em questão de segundos, apenas alterando as propriedades de cada componente.

Para executar os sites criados pelo Add-on é necessário um servidor com suporte a JSP, ou seja, que execute o Tomcat, JBoss, IBM WebSphere ou similares.

emOpen-Source

Hoje é dia de circo!

Por em 1 de novembro de 2006

[img_assist|nid=9336|desc=|link=none|align=right|width=400|height=300] Quem tem filhos pequenos vive o dilema de dividir o micro ou laptop com os pimpolhos. E, se for apenas um micro em casa, é complicado ficar enchendo o HD com aqueles programas coloridinhos e barulhentos mas que, afinal de contas, educam.

Procurando por uma solução, me deparei com a página do CLASSE, um projeto da Universidade Federal de Santa Catarina que pretende catalogar cada software educacional livre, de acordo com o currículo brasileiro. Palmas para o pessoal da UFSC! E de pé, já que eles disponibilizam um “live cd” com vários dos programas.

Agora seu baixinho não vai mais largar o teclado…

emSoftware