Digital Drops Blog de Brinquedo

David Letterman: Tributo à Microsoft

Por em 31 de julho de 2006

No programa do David Letterman foi mostrado um vídeo “feito pela Microsoft”, em homenagem à aposentadoria de Bill Gates, daqui a dois anos. Em minha opinião foi o melhor vídeo já apresentado pelo programa.

emMiscelâneas

Página de procedimentos da Brasil Telecom

Por em 31 de julho de 2006

Lendo o blog novo-mundo, achei o link desta página da Brasil Telecom com alguns procedimentos que as pessoas que trabalham no “apoio” ao cliente via telefone. Vale a pena dar uma olhada, tem várias coisas bizarras, desde como soletrar uma palavra para os clientes até como pronunciar o “14”, que deve ser catorze e não quatorze :)

emInternet

Nova câmera da Nikon

Por em 30 de julho de 2006

Por Gilson Lorenti – autor convidado –


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Vazaram na internet fotos do novo lançamento da Nikon. A nova D80, sucessora da D70, é a nova câmera DSLR da empresa japonesa. O lançamento estava sendo anunciado a alguns dias, mas nenhuma foto tinha sido divulgada.
A nova câmera vai ter 10 megapíxels e é uma mistura do sensor da D200 (câmera semi-profissional da marca) com o corpo da D70. O monitor tem 2,5 polegadas e o equipamento vai usar cartões de memória SD em vez dos tradicionais compact flash.
O equipamento deve estar disponível no dia 9 de agosto e tem preço estimado em US$899,00.
Alguns dizem que essa é uma primeira reação ao lançamento da nova Sony Alpha-100, porém uma câmera desse porte não pode ser lançada às pressas. Ela já devia estar nos planos da Nikon há muito tempo.

emÁudio Vídeo Fotografia

Mercado Mobile: Microsoft explode, Linux entra na briga e Palm morre na praia

Por em 30 de julho de 2006

Os números não mentem. O sucesso momentâneo do Treo650 não foi suficiente para manter a "http://www.palm.com/">Palm flutuando, seu valor de mercado já foi mais de 10 vezes o valor atual, a venda da
PalmSource, a divisão que cuidava do PalmOS para a Access
japonesa, o atraso de vários anos e depois cancelamento do Cobalto, o "novo" PalmOS, e agora a proximidade
do fim da licença de uso/desenvolvimento do ALP entre as duas empresas são sintomas de algo que os usuários já
estavam prevendo.

A Palm morreu.

Alguns analistas prevêem que os PDAs irão pelo mesmo caminho, pois todo mundo quer smartphones, como o "http://www.motorola.com/motoinfo/product/details/0,,113,00.html">Motorola Q da imagem de abertura. Faz sentido.
Agora que um smartphone nada mais é que um PDA que faz ligações, não vejo problemas na afirmação.

O que não dá e a Palm oferecer um sistema operacional feio e limitado como o PalmOS, com um ambiente de
desenvolvimento que é um terror (pergunte a qualquer um que trabalhou com o CodeWarrior) e uma API absolutamente
limitada.

A pá de cal na relação com os fãs foi o lançamento do "http://www.palm.com/us/products/smartphones/treo700w/">Treo700w, rodando Windows Mobile. Os usuários do sistema
da Microsoft riram das óbvias limitações do hardware e os defensores do PalmOS se sentiram apunhalados, pois ao invés
de investir no próprio sistema, a Palm adotou o programa de seu maior concorrente.

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Palm Treo700w

Correndo por fora

Piorando as coisas para a Palm, o mercado corporativo, que sempre foi almejado mas nunca realmente penetrado por ela,
foi tomado de assalto pelo brinquedo preferido de 10 entre 10 executivos, o "http://www.blackberry.com/">Blackberry. Inicialmente um telefone feio com recursos limitados de PDA, hoje há
modelos muito atraentes e com muitos recursos. Ele não é um smartphone, é uma solução integrada intimamente com a
operadora de telefonia. Claro, recursos como o GTalk também são um belo incentivo.

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Smartphone Windows Mobile da ASUS

O Windows Mobile, que foi motivo de piada na época de seu lançamento (até então WindowsCE) cresceu e amadureceu,
enquanto o PalmOS batia nas mesmas teclas. "usuários não precisam de multimídia, usuários não precisam de
multitarefa, WIFI só funciona para notebook". Aos poucos os dispositivos foram agregando mais e mais desses
recursos. Hoje um PDA como um Loox da Fujitsu tem tela VGA, processador de 520MHz, 128MB de memória, bluetooth, WIFI,
infravermelho, som estéreo, microfone, cartão Compact Flash E SD (os dois ao mesmo tempo), USB Host (espete seu
pendrive nele) e câmera digital de 1.3MP com flash integrado.

Um PDA como o Dell X50/X51 vem com aceleradora gráfica 3D.

O abismo tecnológico entre o que o consumidor está comprando e o que a Palm vende só tende a aumentar. Um bom
exemplo: Está sendo desenvolvida uma versão Skype para SymbianOS, já existe uma para PocketPCs faz tempo. Quanto ao
Palm, não há qualquer plano.

A falta de uma plataforma de referência, com recursos mínimos que devem estar presentes em todos os modelos é a
culpada disso. Curioso é que os dispositivos Windows Mobile, feitos por literalmente centenas de fabricantes,
apresentam uma plataforma em comum. A Palm conseguiu se tornar incompatível com ela mesma. Vide os conectores, que
mudam a cada dois modelos.

O Linux Renasce

Reza a lenda que existem alguns PDAs rodando Linux, mas foram tão mal-aceitos pelo mercado que fazem o Mac parecer um
computador comprado em massa. Mesmo assim, como Jason, o Linux volta, desta vez aprendendo com os próprios erros. Ao
invés de PDAs, está se dirigindo para os smartphones, onde suas fraquezas viram vantagens.

As licenças de dispositivos utilizando Windows Mobile cresceram 90% no último ano, praticamente todo novo smartphone
utiliza uma versão WM. Só que não é bom a Microsoft se acomodar.

Empresas gostam de ganhar dinheiro, então se for possível economizar no licenciamento de software, o farão. A Nokia
lançou o 770, seu Internet Tablet que só falta falar (falta mesmo, não é telefone), rodando Linux.

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"http://www.meiobit.com/images/2006/07/e680.jpg" width="199" />

A Motorola está planejando uma linha de smartphones também com Linux. "http://www.theregister.co.uk/2006/02/14/palmsource_linux_alp/">Não é a primeira vez, com o "http://www.motorola.com/motoinfo/product/details.jsp?globalObjectId=46">E380 (da imagem) mas resolveram
insistir. Isso é muito raro no mercado. Talvez por terem aprendido com os erros, tanto deles mesmos quanto com os da
Access, que prometeu o ALP – Access Linux Plataform,
para dispositivos portáteis, ainda no final de 2006, mas não parecem ter conquistado muitos parceiros.

A lógica é implacável. Um custo inicial de desenvolvimento, portando o Linux para o aparelho, criando uma série de
aplicativos essenciais E disponibilizando um SDK mínimo seria diluído com o não-pagamento de licenças, o ganho em
termos de imagem (jornalistas adoram esse tipo de notícia) é ótimo e a quantidade de software portado gratuitamente é
respeitável.

Segundo a própria Motorola:

A idéia é diminuir os custos de desenvolvimento de aplicativos e facilitar a criação de novos softwares

Não que isso não seja possível em outras plataformas, tanto Symbian quanto Windows Mobile possuem excelentes SDKs e
ferramentas inteiramente gratuitas para download, mas a mística por trás do Linux conta a favor neste caso.

A má-vontade que o mercado corporativo tem em relação ao Linux, seus fanboys mais exaltados e a mania do Stallman em
não tomar banho não afeta os smartphones. Lembre-se, 90% dos usuários não instala nada e sequer sabem o sistema
operacional que roda em seus aparelhos, a única exigência é que o aparelho funcione. Conheço gente que tem Nokia 6600
e não tem a menor idéia do que seja SymbianOS.

Quanto à questão de compatibilidade com os sistemas desktop, isso está mais ou menos resolvido com ferramentas como
o Evolution. Imagino um subset de seu
conector falando com um Exchange, transparente para o usuário. Imagino que logo surgiriam versões de protocolo
push, como o Blackberry, e vários outros bons recursos.

Com recursos como WIFI, que está se tornando padrão, um Smartphone Linux poderia facilmente se tornar o horror das
operadoras que não gostam de liberar recursos para os usuários. Bem, azar o delas. O dinheiro é nosso, e sempre
aparecerá alguém disposto a vender o que alguém quer comprar.

De resto, mal posso esperar essa nova geração de aparelhos. Não preciso de um smartphone, gosto de meu PDA, mas um
telefone mais simples, rodando Linux, ainda seria smart o bastante para rodar Skype. E um desses eu compraria na
hora.

Para saber mais:

emComputação móvel

Adobe libera download do Lightroom Beta para Windows

Por em 30 de julho de 2006

Por Gilson Lorenti – Autor Convidado –


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Para quem trabalha com grande quantidade de imagens o Adobe Lightroom pode ser uma solução. Ele funciona como visualizador e editor de imagens em bloco. Porém até hoje só existia uma versão para o Mac. Agora a Adobe disponibilizou o download de uma versão beta do Lightroom para Windows. O aplicativo esta em fase de testes e a Adobe pede para os usuários que baixarem a versão para que mandem críticas e sugestões para melhoramento do programa.
Por ser uma versão beta o programa possuí várias limitações e algumas funcionalidades que existem na versão do Mac, como o RawShooter, ainda não foram implementadas. Um indicativo de que a versão é bem enxuta é que o arquivo de download tem apenas 8 mb.

emSoftware

Comentários são o diferencial e o tendão de Aquiles dos blogs

Por em 30 de julho de 2006

Acabamos de criar uma nova categoria de artigos para o Meio Bit: blogging. Nesta categoria, vamos discutir assuntos relacionados a esta atividade que tanto cresce e já incomoda a mídia tradicional.

Estreando a categoria, gostaria de discutir sobre comentários nos blogs. Para mim, um dos grandes diferenciais dos blogs é esta facilidade de discussão com o autor do blog e outros leitores interessados em um mesmo assunto. Aqui no Meio Bit, os comentários sempre foram abertos e não-moderados. O que vem ocorrendo com uma frequencia cada vez maior é o fato de existirem muitos comentários que nada acrescentam à discussão, são spam, ou pior, criam confusão e acabam acabando com a discussão.

Como os comentários podem ajudar um post ? A idéia é realmente ter uma discussão aberta com o leitor, portanto quanto mais simples for o ato de postar um comentário, mais aberta se torna a discussão. Mas a mesma facilidade se transforma em problema, a partir do momento que qualquer um, anonimamente, pode escrever o que bem entender e publicar como comentário. Tracemos um paralelo: no supermercado, uma pessoa esta na fila do caixa, e um outro cliente nota que a tal pessoa está comprando o produto X. Imediatamente passa a desrespeitar a pessoa, dizendo que X não presta, que está ultrapassado, que elá é uma ignorante, etc. Alguém já viu uma cena dessas ocorrer ? Não, porque a enorme maioria das pessoas sabe que fazer isto publicamente não é aceitável. Voltando para os comentários, a cena do supermercado ocorre frequentemente, diariamente por inúmeros sites na rede. Qual a explicação para tal fenômeno ? Como uma pessoa que aparentemente respeita o próximo no mundo real pode virar alguém repugnante ao entrar na rede ? Anonimato. Sensação de impunidade. Quer mais um exemplo ? O Robert Scoble, talvez o blogueiro mais famoso da atualidade, coloca abertamente seu número de telefone celular na barra lateral do blog. Você acha que alguem liga para discutir ou xingar ? Pois é.

Talvez alguns não saibam, ou não entendam, que este site (e outros blogs) são criados e mantidos por pessoas, seres humanos. Estas pessoas que estão escrevendo muitas vezes estão fazendo isto simplesmente pelo prazer de escrever e interagir, afinal eu não conheço ninguem no Brasil que viva de blogar (o Interney vive de programa de afiliados, é diferente). E estes comentários maliciosos fazem qualquer um desanimar.

Agora vejamos uma forma mais antiga de comentários na Internet: fórums. Boa parte de nós ja leu e/ou participou de fórums, na web ou mesmo via e-mail nas chamadas listas de discussão. É muito frequente fórums que começaram com boas discussões tornarem-se verdadeiros campos de guerra e se autodestruirem. Nós fórums que acompanho, sem exceção, o segredo do sucesso é ter um (ou vários) moderadores cuja única função seja organizar a discussão, retirando posts e usuários inaceitáveis. Mesmo assim, dá muito trabalho, mas é o único jeito que eu conheço para algo assim funcionar.

Mas vale a pena discutir uma outra solução para este problema, talvez o mais radical: banimento total de comentários. Alguns blogueiros influentes simplesmente decidiram que o único jeito de ter o blog de uma forma mais sadia é simplesmente não possuir comentários. Minha opinião pessoal é que sem comentários, um blog não é realmente um blog.

Um outro problema que incomoda muita gente é spam via comentários. Existem muitas ferramentas para combater spam em comentários com bastante eficiência, mas é algo que aumenta ainda mais o trabalho de zelar pela “limpeza” de um blog.

Para finalizar, minha opinião pessoal de como um sistema de comentários deve ser em um blog: com a ajuda dos leitores, uma espécie de Digg. Quem é bom comentador ganha mais destaque, quem não merece o espaço é banido pela própria comunidade. Um sistema que acho interessante é um sistema de “pontos”, assim cada usuário vai ganhando credibilidade e vai ganhando mais liberdades, como mais destaque para seus comentários. Mas este sistema não está disponível nem mesmo como produto.

emBlog

Comentários: Pré-Moderar é pior que deixar solto?

Por em 30 de julho de 2006


A frustração do Leo é simples de entender, um simples troll se deixado solto estraga um artigo inteiro. Ao mesmo tempo, a pré-moderação de comentários traz um efeito que, a meu ver, é muito mais danoso que simples idiotas em crise de pré-adolescência querendo se afirmar diante de um mundo que não dá a mínima pra eles:

A perda de credibilidade. Existem vários blogs que para mim são unanimidades suspeitas. Trabalham com comentários moderados, e coincidentemente só vejo mensagens positivas. Será que ninguém discorda deles? Notem, não digo xingar, ofender, “trollear”. Ninguém é obrigado a publicar um comentário ofensivo. Digo apenas “Nada a ver, você errou nessa, por causa disso, disso e disso” ou então “Você está desatualizado, o Linux faz isso desde 2003″.

Quando eu envio um comentário e não tenho garantia NENHUMA de sua publicação, depois de 2 ou 3 não-publicados, eu abandono o blog, pois percebo que não é uma comunicação bilateral.

Com a pré-moderação, não importa o quanto o dono do blog diga que só vai censurar os posts ofensivos. Como vou saber? Se for um dia ruim, o que era OK ontem hoje é ofensivo. Trabalhar sob esses critérios fica difícil.

Quando a moderação ocorre a posteriori, os próprios usuários percebem quando os comentários somem, mas ninguém em sã consciência vai reclamar do comentário desaparecido igualando a mãe do autor com uma mula manca, ou um cheio de palavrões.

Mesmo assim, não é satisfatório. Ninguém aqui é o dono da verdade, muitas vezes opiniões contrárias são mais informativas que o próprio artigo original. E o melhor a decidir isso são os leitores.

Note que isso não é Democratite, é pragmatismo no mais alto nível. Um site com 10 mil comentários/dia em modo moderado significa 416,6 comentários / hora. Seria preciso uma equipe dedicada, 24/7 pra isso. E convenhamos moderar comentários é PIOR do que trabalhar com telemarketing.

A Regra do 1% demonstra que os criadores de conteúdo são minoria, mas pode ser expandida para os que comentam o conteúdo também.

Peguemos um exemplo: Tenho um post em meu blog profissional com 1040 pageviews em julho. E UM comentário no mês. Se foram usuários que entraram enganados, poderiam postar sua indignação, mas não há comentários negativos. Qual o motivo de poucos comentários?

São vários, mas podemos resumir em preguiça e timidez. Ou o visitante não acha o asunto polêmico (no bom ou no mau sentido) o suficiente para comentar, ou acha que não tem nada relevante a dizer e não solta um “legal, gostei” por achar atitude “fanboy” demais.

Realmente, mesmo ratos de internet como eu pensam duas vezes antes de “comentar por comentar”, por mais que isso seja benéfico ao autor do texto. Felizmente surgiu um modelo de autogestão que tem se mostrado vencedor.

O Digg é o maior portal de notícias geek do planeta, com uma base inimaginável de comentários, que facilmente descambaria para a barbárie, não fosse seu modelo de gerenciamento.

Nele um usuário cadastrado marca, via um botão e um backend AJAX, se um comentário ganha ou perde pontos. Abaixo de um certo nível, o comentário fica oculto. Não invisível, apenas oculto. Fechado em sua aba.

Esse simples artifício torna a leitura de temas polêmicos (leia-se Microsoft) muito mais agradável, sem impedir que os nerds que têm toda sua satisfação sexual resumida em postar “L1|\|u>< rules d00dz" participem, pois estes também têm seus fãs.

Acho a idéia de poder ignorar solenemente um troll muito mais eficiente do que simplesmente eliminá-lo da face da Terra (se bem que a solução contra trolls no final do Jay And Silent Bob Strikes Back é imcomparável).

Convenhamos, o que deixa mais irritado um troll? Ter seu comentário apagado ou ver seu comentário enterrado cada vez mais, pelos próprios usuários do site?

emBlog