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Quando surgiu Bluetooth era uma tecnologia que iria acabar com cabos de dados. Nossos celulares, scanners, faxmodems, impressoras, câmeras digitais, interócitos, joysticks e mouses falariam com os PCs de forma simples, transparente, automática.

Durante anos, muitos anos a única coisa Bluetooth digna de nota foram os headsets para celulares. Mesmo hoje seu uso é confuso. Cada modelo tem uma obscura, quase arcana sequência de comandos e cliques. Nunca sabemos se estamos clicando redial ou invocando Astarot, Demônio-Mor e Grão-Lorde do 7o Cìrculo do Inferno. (dica: em geral é o 2o)

Impressora bluetooth, nunca vi. Mouses, ainda hoje são caros. Faxes, scanners, não existem. Telefones? Até funciona, mas há um problema: Com smartphones virando iPods, câmeras e o diabo a quatro (para ficar dentro do tema) a quantidade de dados transferida se torna impraticável.

Mesmo através do cabo sincronizar o Nokia N97 (com 32GB de armazenamento) é demorado. Via Bluetooth, com velocidades que com sorte chegam a 100KB/s, é irreal como a especificação de velocidade máxima teórica de 3Mbits.

O protocolo está em sua versão 4.0, mas a totalidade dos aparelhos vendidos –em se tratando de celulares- não chegou sequer na 3.0. O N900 que é o N900 está na versão 2.1.

Quando O Sony-Ericsson T68 era o ó do borogodó, com sua câmera VGA a baixa velocidade de transferência não incomodava, mas hoje uma foto de 5Megapixels dá trabalho. Imagine um vídeo de 10 minutos.

Agora a versão 4.0, que chegará ao mercado no final do ano promete a mesma velocidade teórica de 24Mbits da 3.0 mais um consumo baixíssimo e inteligente de energia.

Quando foi lançado a Microsoft ignorou solenemente o protocolo, Bluetooth só passou a fazer parte realmente do Windows na versão 7. O suporte do Vista era bonzinho, o do XP capenga e do 98 e do 2000 inexistente. Agora quem despreza Bluetooth é a Apple, que o trata da mesma forma que vendedoras de lojas de celular: “Bluetooth é o foninho que vai na orelha”.

Será que Bluetooth sairá algum dia do gueto ou permanecerá tendo como maior sucesso o fato de ser usado no controle do Nintendo Wii?


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No mercado de processadores gráficos, a Intel é, de longe, a líder em vendas, tal qual o é no mercado de processadores centrais (CPUs).

Mas, diferentemente dos Core i5/i7/i9, que chicoteiam sem dó nem piedade os (até decentes!) Phenom e Athlon II, as GMAs, essas GPUs integradas nos diversos chipsets Intel que infestam desktops e (sub)notebooks por todo o planeta, têm a péssima fama de desempenho ridículo em jogos e outras aplicações que exijam pesados gráficos tridimensionais, renderizados em tempo real.

Ao compararmos o desempenho das GMAs com as duas maiores concorrentes no setor de soluções em GPUs integradas (as GPUs integradas também são conhecidas como “vídeo onboard”), as atuais GMAs até conseguem decodificar razoavelmente bem os vídeos em alta definição, sem sobrecarregar tanto a CPU. Para boa parte dos consumidores, isso talvez seja suficiente.

Intel_Katana

Mas há aqueles consumidores que não querem (ou não podem...) pagar por uma GPU dedicada para jogar e aí as GMAs são um problema, pois mesmo em configurações gráficas mais modestas dos jogos, vemos a diferença que é ter uma GPU integrada da nVidia ou AMD+ATi nesse quesito: mais de uma década de intensa guerra, entre as GPUs dedicadas GeForce e Radeon, fizeram com que mesmo as básicas GPUs integradas atuais delas, que possuem uma fração do desempenho das poderosíssimas irmãs dedicadas, consigam desempenhar bem tal função via hardware mesmo, não forçando a CPU, via software, a também renderizar boa parte dos recursos gráficos, como é o lamentável caso da Intel e suas GMAs.

E é aí que chegamos ao Larrabee, a grande e, até agora, ‘fracassadaaposta da Intel na computação visual:


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Quando o SBTVD foi anunciado, creio que muitos o viram com desconfiança, já que tratava-se de um padrão de transmissão e recepção digital de TV, em alta definição, que, até então, era apenas utilizado pelo país onde fora originalmente desenvolvido como ISDB-T, o Japão.

Sudamérica Digital TV Broadcasting

O receio, de muitos brasileiros, em ver todas as emissoras de TV aberta adotarem uma tecnologia tão exclusiva, era de que ocorresse algo parecido com o PAL-M, padrão analógico de transmissão e recepção de imagens em cores e sinônimo de “isolamento” comercial, já que só o Brasil usava tal padrão, enquanto a maior parte do continente sudamericaño adotou o PAL-N ou o NTSC e, assim, em teoria, o uso do padrão japonês, aparentemente tão exclusivo quanto o PAL-M, limitaria as exportações de televisores e outros aparelhos receptores produzidos no país.

Bom, para a infelicidade geral daqueles que torciam contra o SBTVD (ou ISDB-Tb), não foi desta vez que o Brasil reviveu o pesadelo do PAL-M. Muito pelo contrário: outros países sul-americanos conseguiram ser convencidos de que podem ser unidos pelo mesmo modelo de televisão digital em alta definição.

O Peru entrou primeiro, no barco sudamericaño do ISDB-T, ao firmar parceria com o Japão para a aquisição de equipamentos e transmissores, além de planejar testes oficiais com o SBTVD já em março do próximo ano.

Em seguida, la Argentina dançou um belo e triste tango contra as aspirações del Grupo Clarín (ATSC) e os devaneios da Telecômica Argentina e Telefe (DVB/T), ao oficializar, durante a reunião de cúpula da Unasul de 2009, no final de agosto, a adoção do padrão nipo-brasileiro de TV digital, o ISDB-Tb.

E, agora, é a vez do Chile que, assim, se torna o quinto país do mundo a adotar o ISDB-T e o quarto a utilizar o ISDB-Tb. A formalização do Fórum Internacional ISDB-T, que está planejada para março de 2010, é algo proposto pelo Brasil e aceito pelo Japão, Peru, Argentina e Chile. Esse fórum reafirma o compromisso de colaboração mútua, entre os países membros, para a troca de experiências sobre a implantação do ISDB-Tb nos novos integrantes.

Bom, tais países de la Sudamérica podem não ser tão expressivos quanto um México (ATSC) ou Uruguai (DVB/T) da vida, mas, ainda sim, serão potenciais clientes dos receptores do SBTVD fabricados no “Brasil-sil!”. Posso dizer, então, que a larga oferta de receptores baratos, estes prometidos no início do SBTVD, aparentemente será cumprida. E espero que seja primeiro no Brasil, mesmo sem multiprogramação.

Por falar nisso, como anda o sinal do SBTVD em sua cidade?


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Mesmo que não tenha o mínimo talento, acredito que a maioria das pessoas já brincou em algum tipo de teclado musical sensível à pressão. Quanto mais força se fizer ao pressionar uma tecla, mais alto o som será produzido, e quanto menos força, menos volume. Essa divagação inicial pode parecer nem um pouco relacionada ao assunto do texto, mas serve para dar uma idéia de como funciona um possível novo produto da Microsoft - e também sugerir um uso para ele.

A empresa do Monkey Boy tem um baita laboratório de pesquisa e desenvolvimento, de onde saíram várias coisas bacanudas. Com o constante desenvolvimento e aprimoramento dos produtos, vez ou outra sai uma boa idéia para um produto já existente, fora do padrão habitual, e conseqüentemente curiosa, como o teclado demonstrado no vídeo abaixo:

O teclado será apresentado em outubro, na UIST 2009 (User Interface Software Tecnology), um concurso para estimular estudantes a desenvolverem tecnologia inovadora, a ser realizado no Canadá. O desafio proposto aos estudantes é criar novas possibilidades de interação a partir deste teclado. Prêmios de 2 mil dólares serão distribuídos aos projetos que se destacarem em utilidade, melhor implementação e inovação.

Como se pode ver, as possibilidades são infinitas, e vão desde facilitar estilização de texto até coisas mais complexas, como tornar o teclado tão ou mais sensível quanto um joystick. A má notícia é que a Microsoft não pretende comercializá-lo. Não tão logo, pelo menos.

Fonte: Ars Technica


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No Brasil é impossível encontrar NAS a um preço que não envolva partes do corpo e/ou seu primogênito, e backups em DVD não são realmente práticos. Depois de muito estudar a melhor alternativa, fora montar um miniservidor Linux com placa-mãe VIA (planos para os próximos meses) é utilizar HDs, que estão estupidamente baratos.

Inicialmente tentei cases externos, mas cada case significa um cabo de força, um cabo de dados, um tijolo ligado na tomada e um emaranhado de fios que deixaria Peter Parker emocionalmente perturbado. Abandonada essa estratégia, descobri as docking stations, suportes externos para HDs, onde posso espetar os discos, ler e gravar o que tem que ser lido ou gravado, guardar o disco na gaveta e pronto.

Um hard disk vira um disquetão.

O modelo escolhido foi o da imagem abaixo, comprando na Deal Extreme por algo em torno de US$18,00. Infelizmente o site está fora do ar neste momento, então nada de link direto.


Carlos Cardoso's picture

Apagando 17 HDs de uma vez

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Quando um HD passa dessa para melhor, ou apenas é substituído, temos os dados ainda gravados nos discos, o que é uma falha de segurança. Há programas que prometem apagar essas informações, mas são muito demorados. Como garantir que seus HDs velhos nunca mais serão lidos, sem tomar o dia inteiro?

Seus problemas acabaram!

Com um fuzil para tiro de escol, munição .50 anti-blindagem incendiária, um pouco de silvertape e 18 HDs com desejo de morte, vemos como é rápido o processo:


Não é muito recomendado para ambientes fechados, e silvertape é muito caro, mas nada que um estagiário não resolva.

Fonte: The Firearms Blog


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Não é piada não, Tom Cruise pode estar no Brasil mas a tecnologia de seu filme vem de Portugal. Mais precisamente da YDreams, uma empresa com sede em Lisboa e filiais em Austin, Barcelona, Rio e São Paulo.

Eles se especializaram em desenvolver tecnologias de imersão, onde a interação homem/máquina é feita com interfaces diferentes, sem uso de mouses, teclados e meios físicos. Parece ficção? Pois é, mas estamos chegando lá.




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