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Jon Maddog Hall, o Stallman do Bem propôs um desafio bem legal para a Campus Party, em Janeiro: Um concurso para escolher as melhores criações de músicas e vídeos feitas sob licença Creative Commons e usando somente Software Livre. (mais detalhes aqui)
Até aí tudo bem, não é diferente da Microsoft fazer um concurso e exigir que os programas participantes utilizem .Net ou componentes específicos, embora os freetards chiem quando os Malvados de Redmond fazem esse tipo de concurso.
O problema é que uma brincadeira legal que dará exposição a diversas ferramentas livres, servirá de vitrine para criadores e tem tudo pra ser divertido virou mais um palanque ideológico onde a VERDADE é colocada de lado em nome do evangelismo. Vejam o que diz Marcelo Branco, Diretor-Geral da Campus Party e coordenador da SoftwareLivre.org:
"Os programas comerciais fechados que existem no mercado para criar multimídia custam caro, reduzindo a possibilidade de serem usados por muitas pessoas. E muitas vezes limitam a criatividade do usuário por não permitirem executar determinadas idéias".
Um velho ditado diz para nunca atribuir à malícia o que pode ser explicado pela ignorância, então assumo que o Marcelo ignora COMPLETAMENTE o mundo do software de criação multimídia. Sem falar o próprio conceito de Software Livre.
Marcelo, meu querido, é FREE AS FREEDOM, não FREE AS BEER. Você está apelando pro fator custo quando não é esse o conceito. Converse com o Maddog, ele explica em detalhes.
Quanto aos softwares em si, vamos lá. Já ouviu falar do iMovie? É um dos programas de edição de vídeos mais usados no mundo, quase tudo no YouTube é feito nele. Vem de graça com todo Mac. Se você quiser também pode baixar do site da Apple o iMovie 2006, que tem uma das maiores comunidades do mundo de criação de plugins, efeitos, animações, etc. As especificações são abertas, você pode criar seus próprios plugins.
Ah, conhece esse programinha aqui?
É o GarageBand, um programa de qualidade profissional para mixagem de áudio. Quanto custa? Nada, vem com todo Mac, igual ao iMovie. E se você quiser pode baixar mais 1,2GB de samples para usar nas suas gravações.
No mundo Windows também não é exatamente um horror. O Windows Movie Maker é um editor de vídeos com mais recursos que o iMovie 2008, e uma comunidade MAIOR que a do iMovie. Quer um efeito? Visite estes foruns aqui. Você sairá com um bloquinho de código XML com o que precisa. Não achou? Há um SDK inteiro para o Movie Maker. Aberto o bastante?
Pois é, o Windows Movie Maker vem com qualquer Windows Vista da vida.
Eu apóio software bom, seja livre ou não, por isso uso Firefox até no meu Mac, mas existe uma diferença entre apoiar algo e praticar perjúrio. Alegar que é possível criar bons materiais com ferramentas livres é algo que eu concordo plenamente, mas dizer que as alternativas comerciais são caras e limitantes, aí já é forçar a amizade.
Antes tarde do que nunca! Com uns 10 anos de atraso, a Sun finalmente lançou a versão 1.0 do JavaFX. O mercado agora complicou um pouco mais com esse novo jogador. A Sun vem bater de frente contra Adobe e Microsoft com o diferencial de rodar em cima da plataforma Java. Isso significa, segundo a Sun, que os seus 6.5 milhões de desenvolvedores podem começar a criar aplicativos imediatamente.
A estratégia, é bastante conhecida: a Web quer sair do browser. E obviamente, é necessário integrar o fluxo de trabalho de designers e desenvolvedores. O suporte para bibliotecas gráficas das ferramentas da Adobe como o Photoshop e o Illustrator, é nativo.
No vídeo de apresentação, eles mencionam 4 pilares do que a empresa pretende com o JavaFX:
1. “Plataforma Expressiva”: rodando em cima no Java, gráficos, animações, música e som, vídeo e interatividade.
2. Resolver problemas complexos…
3. … e com várias fontes de dados diferentes. Pense assim: vídeo vindo de uma fonte, dados em XML de um serviço web (WebService) e fotos puxadas do Flickr.
4. Disponibilizar em múltiplas plataformas e ambientes: browser, desktop, mobile e televisão.
Não me lembro de já ter visto a licença GPL ser defendida (ou atacada) em um tribunal. Mas no que depender da FSF (Free Software Foundation), isso não vai ficar assim.
Desde 2003 que a Fundação vive às turras com a Cisco, alegando violação da licença ao não disponibilizar o código-fonte utilizado em seus roteadores e demais produtos. Como paciência tem limite, a GNUzada apelou e vai processar a empresa. Simples assim. O ponto principal para os usuários/compradores é que a ação pede a cessão da venda dos produtos.
Muitas empresas usam o Linux "embutido" em seus produtos sem nem ao menos ler a GPL. Outros, mais conscientes, utilizam sistemas operacionais baseados em licenças que permitam sua comercialização sem a liberação dos fontes. Tomara que este caso abre uma grande discussão entre nossos desenvolvedores, de forma a "regularizar" seus produtos.
[via ARSTechnica]
Continuando na linha "lançamentos do mês", a Sun apresentou a nova versão do OpenSolaris (antigamente, muito conhecido como "Slowlaris").
Para o usuário final, as principais mudanças são o Gnome 2.24, Firefox 3, Songbird (media player), OpenOffice 3, "Time Slider" (que guarda as mudanças em arquivos automática e periodicas" class="" title="">dicamente, usando o sistema de arquivos ZFS), "Desktop Search" e um cliente BitTorrent. A lista completa pode ser vista aqui. Há também uma palestra de Roman Strobl, "evangelista OpenSolaris", disponível aqui.
A Sun está levando a sério o desenvolvimento do sistema (segundo dizem, a pilha TCP melhorou sensivelmente desde o Solaris 10) encarando o S.O. como porta de entrada em empresas menores, com planos de suporte variados.
Ainda não pude testar, mas os interessados podem apontar o navegador para este link. Um DVD de instalação também pode ser solicidade, mas é preciso se registrar.
[via ARSTechnica]
Há algum tempo, um amigo meu passou por um sério problema: suas placas ARM queimavam sem motivo aparente. Não a placa toda, claro, apenas o subsistema I2C (protocolo serial desenvolvido pela Philips, muito usado na comunicação entre chips na placa-mãe). Depois de três delas no lixo e horas de análise do hardware, a suspeita recaiu sobre o software: o módulo do kernel que cuidava do barramento.
Como toda aquela parte veio da empresa que fabrica o chip, era de se supor que estava funcionando, não é mesmo? Afinal, há milhares de usuários pelo mundo afora, centenas de desenvolvedores... a chance desse problema acontecer apenas com ele era muito pequena. Pelo menos, era o que pensávamos.
Algumas horas de estudo depois e a conclusão: o problema era mesmo o módulo, que mais parecia uma versão "pré-alpha": nem inicializava os registradores direito!
Para encurtar a história: refizemos o módulo e nunca mais uma placa queimou (ao menos, não por esse motivo).
Agora vejam: a maior vantagem do GNU/Linux©, que os lusers (Linux Users) berram aos quatro ventos é justamente ser aberto. Afinal de contas, o sujeito foi lá e consertou o código. Fantástico, certo? Talvez... sem contar as horas perdidas antes do "remendo", é praticamente impossível que outro desenvolvedor já não tenha passado pelo mesmo problema. E, se de fato isso aconteceu, por que o código ainda estava defeituoso? Porque uma minoria dos usuários desenvolve algo. E, dessa minoria, uma porcentagem ínfima tem vontade/motivo/interesse em compartilhar as modificações. O ser-humano é egoísta.
É fácil sair dizendo que o código-livre é a salvação da lavoura... que se der algum problema, a comunidade ajuda... mas tente usar um fórum ou lista de emails especializada. Nas primeiras dez perguntas, a resposta-padrão será: "como você é burro... já leu o manual?" "Já procurou no Google?" "Você sabe ler?".
É por essas e por outras que o mundo é da Microsoft. Ao menos, seu modelo é mais honesto: pague e terá todo o suporte que precisa.
Se cada usuário escrevesse ou melhorasse UMA linha de código, em vez de sair jogando ovos em empresários ou deixando de tomar banho, o pinguim já teria saído de cima da geladeira há muito tempo. E você? O que fez pelo Linux hoje?
Para quem gosta de versões de teste, os últimos dias têm sido generosos. Agora é a vez da Fundação Mozilla lançar o "Beta 2" do Firefox 3.1.
A principal novidade é o aclamado modo de navegação privada (conhecido por aí como "pron mode", "porn mode", "pra ver as primas" e por aí vai...), onde o histórico não fica gravado no micro. Para ativá-la, basta ir ao menu "Ferramentas" (espero que o pessoal dê uma polida na tradução...).
Além disso, é possível apagar o histórico recente, escolhendo entre a última hora, as últimas duas horas, as últimas quatro horas ou todo o histórico do dia. O pessoal da Fundação Mozilla anda mesmo acessando sites duvidosos... digo... se preocupa mesmo com a privacidade.
Outra novidade bem interessante é a possibilidade de arrastar as abas para fora da janela do navegador e vê-las se transformarem em novas janelas! Não tinha reparado se já estava disponível antes e a utilidade é meio duvidosa... mas certamente é bem divertido e causa aquele efeito "...o seu navegador faz isso? Nããããããããoooooo?"
Para os desenvolvedores, as maiores novidades ficam por conta do suporte a "web worker threads" e o "engine" javascript Trace Monkey. Veja a lista completa aqui.
O consumo de memória não parece ter mudado muito e a velocidade das páginas javascript não surpreende. Mas a versão traz novidades importantes para continuar crescendo na preferência do público (lembrando que o navegador já marca presença em mais de 20% dos micros. Ao menos, dos micros americanos). Aqui no Meio Bit, ele é o preferido por 46,57% dos visitantes, seguido pelo IE (43,44%), Chrome (4,86%), Opera (2,80%) e Safari (1,57%).
Se animou a testá-lo? O link é este aqui. Bom download (são pouco mais de 7MB).
Outro benchmark muito interessante do website Phoronix e dessa vez os adversários são o Mac OS X Leopard 10.5.5 contra o Ubuntu 8.10. O hardware usado é um Apple Mac Mini, versão Intel.
Esse comparativo é interessante pois estamos falando de sistemas operacionais voltados para o consumidor. Como o Cardoso diz, o Mac foi feito para quem não gosta de computador e o Ubuntu foi criado com a clara intenção de ser uma opção voltada para quem só quer usar o computador.
A máquina usada vem equipada com um Intel Core 2 Duo T5600 1.83GHz, com 1GB de RAM e o chipset é o Mobile Intel 945 com Southbridge ICH7-M e apenas 1GB de RAM. Maiores detalhes da configuração, basta ler a primeira página do artigo.
Foram feitos vários testes, com leitura e escrita de arquivos, criptografia, compressão zip, conversão de arquivos de música e vídeo. O Ubuntu ganhou em tarefas como compilar o PHP. O artigo acredita que a diferença seja por causa do Apple XCode , que usa o GCC 4.0, enquanto o Ubuntu usa a versão 4.3. Se o que vale é a experiência do usuário, o Ubuntu ganha. O problema com esse teste é que eles testaram versões diferentes. O ideal teria sido usar a versão 4.0 do GCC para ambos.