Meio Bit Games

Pode tirar seu Stallmanzinho da chuva, o Skype não vai virar GPL. O que aconteceu foi uma violação da GPL, sim, mas em um produto específico, o telefone Skype WIFI WSKP100, vendido pela Skype Corporation.


O telefone é baseado em Linux, e como o Arnaldo pode confirmar, a regra é clara. Se é GPL você tem que distribuir o código-fonte ou instruções de como ter acesso ao mesmo. O pessoal do GPL Violations percebeu que o tal telefone não vinha com nada disso. Tentaram conversar, mas o pessoal da Skype não foi lá muito receptivo.

O assunto foi parar na Justiça, onde em um julgamento preliminar a Skype perdeu. Apelaram. A Corte de Apelação manteve a decisão de primeira instância, e ainda deu a dica: "Não percam tempo prosseguindo com a ação".

O recado foi entendido, e o quanto antes os fontes serão devidamente disponibilizados.

Simples assim: Não sabe brincar, não desce pro play. É a Lei do Oeste, quer usar o Linux e economizar no desenvolvimento de um SO do zero, perfeito. O preço é aceitar a GPL.

Fonte: Ars technica

Em um gesto pra lá de simpático, o Discovery Channel, aquele canal que sua namorada detesta remasterizou em Alta Definição e doou para a NASA um monte de filmes clássicos feitos pelas missões espaciais nos anos 60 e 70.

Parte de um documentário a ser lançado em Junho, as imagens foram restauradas de forma primorosa. Quem estava acostumado aos filmes granulados, imagens de TV de baixa qualidade, vai se surpreender com o material. <PIADA> Vai dar até para ver os fios da maquete quando falsificaram o pouso na Lua. </PIADA>

Abaixo um exemplo do material restaurado, a primeira caminhada espacial, com o astronauta Ed White:





A NASA disponibilizará o material para o público e para pesquisadores, como é de hábito. Seria muito legal ver isso por aqui, mas quando o site da Agência Espacial Brasileira têm TRÊS VÍDEOS e mais nada, fica difícil. (nem adianta clicar, estão em WMV e pedem plugin no Firefox. Além de não saberem lançar foguete ainda não descobriram o FLV)

Fonte: MSNBC

Com o lançamento da versão 2.4 do Pidgin os desenvolvedores resolveram tirar a opção de redimensionar a caixa de texto onde se digitam as mensagens. Alguns usuários não gostaram e pediram para voltar o modo anterior ou que esse novo comportamento se tornasse opcional.

Os desenvolvedores do Pidgin não quiseram mudar. Alguns usuários fizeram um fork do código.

Isso mostra que o movimento/pensamento/whatever de código-livre é maduro e imaturo. Ao mesmo tempo!

Veja só, ele é maduro porque assim que os desevolvedores se recusaram a acatar as decisões por motivos pessoais - até um certo ponto aceitáveis - os usuários fizeram um fork e foram trabalhar nele. Muito bom!

É imaturo porque o fork só aconteceu porque os desenvolvedors do Pidgin disseram com todas as letras que eles fazem o software para eles próprios e que se mais gente consegue usar muito legal. E o fork é imaturo porque agora terão duas versões de software basicamente iguais mas que seguirão rumos diferentes. Muito ruim!

É por essas e outras que algumas pessoas não levam a sério uma comunidade dessas, e gerentes de empresas de verdade dão risadas de propostas envolvendo soluções código-aberto como essas. Aonde já se viu não atender um pedido do usuário porque você não quer?

Esse pessoal precisava de algumas aulas de administração. E convívio em sociedade.

Fontes: Slashdot

Que o open movie está a caminho, todo mundo já sabe. Quem acompanha a produção desde o início também sabe que o "Big Buck Bunny", do projeto Peach, (como foi seu antecessor Orange, que deu origem ao "Elephants Dream") não tem nada de "Oh, vamos pegar nossas foices e martelos e revolucionar o mundo através da cultura livre!": é um esforço coordenado para criar um filme, obviamente, mas principalmente desenvolver as ferramentas do Blender enquanto uma equipe de profissionais mete a mão na massa - o filme é só uma desculpa.

O projeto está com seu cronograma um pouco atrasado devido a uma série de problemas, descritos por Ton Roosendaal (chairman da Blender Foundation) numa lista um tanto quanto engraçada, e que pode ser vista nesta postagem no blog do Peach. Mas a premiere foi em Amsterdã, pontualmente no dia 10, como havia sido anunciado, e estará disponível para compra e download a partir do dia 15 de Maio.

Por conta do filme, parte da equipe do Peach esteve em um programa de televisão, foram pauta de revistas, entre outros. Entre esses "outros", Ton Roosendaal esteve numa conferência que aconteceu logo depois da premiere, e que discutia justamente a tal da cultura livre. Infelizmente, na comunidade open source sempre tem um que quer transformá-la num comuna livre, já que open é diferente de livre, como bem definiu o ilustríssimo RMS.

Durante a discussão na conferência, um idio-, digo, indivíduo fez uma pergunta que simplesmente não precisava ser feita: Por que as produções open source não podem ficar longe do uso da violência, posto que violência só gera violência?


Como se pode perceber por esta imagem, o filme produzido pela Blender Foundation é uma verdadeira ameaça, um incentivo às práticas criminosas

Anthony McCan, o politicamente correto que fez a pergunta poderia receber uma bela resposta do tipo "Wrong and dumb question! STFG!", mas Ton deu uma resposta melhor: a liberdade criativa e as potencialidades do Blender vêm em primeiro lugar. Em outras palavras, o software é uma ferramenta e deve dar toda a liberdade possível para o criador, seja para este fazer um filme com coelhinhos rosa fofinhos ou uma animação realmente bárbara e sanguinolenta.

Sacha Goedegebure, que escreveu sobre o assunto no blog do projeto, finalizou seu texto de maneira brilhante: "Crescer num mundo violento não é brincadeira, mas o que mais me preocupa é que algumas dessas pessoas desse mundo não conseguem distinguir violência real da violência dos cartoons que conhecemos de Looney Tunes e Tom e Jerry… e logo conheceremos do Big Buck Bunny".

Fonte: Peach

Saiu a decisão do Julgamento de Hans Reiser, criador do ReiserFS, acusado de premeditar e matar a ex-esposa. Acusado do crime, ele tomou atitudes que fariam o pai e a madrasta da Isabella parecerem Gênios do Crime, como comprar livros sobre homicídios e andar com o carro com sangue da vítima, sem o banco do passageiro, com sacos de lixo e fita adesiva, etc. Além do carpete recém-lavado.
Como era de se esperar o Juri não engoliu o argumento da defesa de que como todo geek ele era meio distraído e muito ocupado, então não percebeu que poderia estar em atitude suspeita comprando os tais livros, lavando o carro, etc.

Agora Reiser espera a sentença, ela pode pegar de 25 a perpétua.
Quanto ao futuro do ReiserFS, há controvérsias. A Namesys, empresa de Reiser que cuidava do design e implementação do ReiserFS estava à venda, para cobrir os custos do processo, mas ninguém se interessou. Agora a empresa está fora do mercado, segundo Edward Shishkin, um funcionário (ou ex) de Hans Reiser.
O Reiser4, que seria um novo Filesystem criado do zero, não foi incorporado ao kernel do Linux por não seguir os padrões de desenvolvimento Linux (segundo o pessoal do pinguim) ou por razões políticas (segundo Reiser). Mesmo assim o Reiser4 teve investimentos da DARPA e da Linspire. E se a DARPA coloca dinheiro, ou é algo muito sério ou uma besteira completa. Eu fico com a primeira opção.
O fato do Reiser4 ser OpenSource pode não ser o suficiente para que ele sobreviva. Não por um julgamento moral associando Hans ao software, ou a piadas questionáveis dizendo que o Reiser4 é uma killer-application, ou que foi renomeado para OJ_FS, e sim por Hans Reiser ser uma figura controversa mas com muita personalidade, que sempre tocou pessoalmente seus projetos.
Para o bem ou para o mal, projetos personalistas e restaurantes só funcionam com o dono por perto.
De resto, é só esperar o episódio de Lei e Ordem sobre o caso.
Fonte: San Francisco Chronicle

Semana passada o Ubuntu Hardy Heron foi lançado. Sem ganas de manter o sistema atualizado, e por ter uma conexão deveras frágil em casa - em outras palavras, uma verdadeira merd, enfim -, além da preguiça para este tipo de procedimento, deixei pra outro dia. Mas o outro dia veio mais rápido do que eu imaginava.

Via BR-Linux, cheguei ao Tecnoclasta e vi que atualizar o Ubuntu estava mais fácil do que eu pensei. Tudo bem que eu li o post, e fiquei lembrando de relatos de amigos que atualizaram a distro via "dist apt-upgrade" dois, três anos atrás, e depois aconteceu o Apocalipse, mas resolvi tentar mesmo assim.

Carlos Cardoso's picture

Manhê!!! o Debian está me xingando!

Sebastian Dröge é um desenvolvedor alemão envolvido em diversos projetos Open Source, mas que não tem muita experiência no mundo fora de seu bunker, digo, porão. Tanto que se meteu em um barraco com outros desenvolvedores, e acabou sendo devidamente sacaneado no código-fonte da biblioteca quodlibet.

Com razão, aliás. Ele transformou um bug que envolvia UMA condição rara e específica (URIs no formato file://) em um chamado classificado como GRAVE, dizendo que tornava o pacote inutilizado.

Em resposta, a correção do bug saiu com uma "homenagem":

--- player.py (Revision 4026)
+++ player.py (Revision 4027)
@@ -287,7 +287,9 @@
def init(pipeline, librarian):
gst.debug_set_default_threshold(gst.LEVEL_ERROR)
- if gst.element_make_from_uri(gst.URI_SRC, "file://", ""):
+ if gst.element_make_from_uri(
+ gst.URI_SRC,
+ "file:///Sebastian/Droge/please/choke/on/a/bucket/of/cocks", ""):
global playlist
playlist = PlaylistPlayer(pipeline or "gconfaudiosink",
librarian)
return playlist

a mensagem diz mais ou menos "Sebastian Droge por favor sufoque-se em um balde de pintos".

Sebastian deu um ataque de pelanca e abriu um outro bug no Debian, dizendo que o Código-Fonte o estava insultando...

Ah, essas crianças...

Fonte: Fark.com



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