0

Se juntar Kim Jon Ill, Hugo Chavez, Evo Morales e Ahmadinejah em um liquidificador da Blendtec, filtrar a relevância e deixar secar o que sobrar, com certeza teremos Richard Stallman. A maioria dos sites publica suas declarações apenas pelo valor humorístico, como a brilhante "Liberdade não é liberdade de escolha".

Agora o novo alvo do maior antipropagandista do Software Livre desde o GnuBabySealKiller 1.0 é o Mono, mais precisamente o C#.

A decisão do Ubuntu em manter o Mono, implementação Open Source do .Net, e do Debian, de incluir suporte a Mono e aplicações rodando no framework em sua versão 5.0, codinome "Lenny" caiu foi um banho de água fria no Fundador da Free Software Foundation.

Stallman acredita que o Mono é parte de um plano maligno da Microsoft, Fonte de Todo o Mal para destruir o Linux acrescentando-lhe funcionalidades.

Diz ele que o problema não são as aplicacões em si, mas o medo de que a Microsoft um dia exerça seus direitos de patentes sobre o C#.

Se a Microsoft fosse a única detentora de patentes do planeta, eu entenderia. Se o Mono não fosse Software Livre, reconhecido por TODOS os envolvidos sérios do Movimento, inclusive pelo pessoal do Debian, notórios "chatos", eu entenderia.

Só não entendo a necessidade do Stallman de falar besteira, sem antes pesquisar 5 minutos em seu navegador web via email e descobrir que C# é um Padrão ISO / ECMA, e se é para ter medo da Microsoft por causa de patentes de um padrão ISO, temamos então o ODF também.

Fonte: Desktop Linux


0

Pelo menos é isso o que estão dizendo os desenvolvedores da distribuição Linux mais popular no pequeno universo constituído pelo único por cento dos usuários de computador que o utilizam como sistema operacional. A promessa é que o tempo de boot do Ubuntu que será lançado em abril do ano que vem caia dos atuais ~25 segundos para dez segundos.

Para melhorar a performance do boot, a equipe da Canonical focará seus esforços em tentar fazer com que os componentes estejam prontos em menos tempo, de modo que o Xorg carregue o mais rápido possível. A meta é fazer com que o kernel e o initramfs (arquivo temporário que facilita o processo de inicialização) levem dois segundos para estarem prontos, drivers, sistemas de arquivos e outros processos demorem mais dois segundos, e mais dois segundos para o Xorg. Os quatro segundos restantes seriam para a inicialização do desktop e da sessão de usuário.

Usando um Dell Mini 9 - que já vem de fábrica com Ubuntu instalado - como hardware referência para a realização dos testes de performance, à primeira vista dá pra se pensar que o foco está nos netbooks. Porém esta meta é para Ubuntu rodando em PCs comuns.

Fonte: Ars Technica


0

Um dos maiores xingamentos que um programador nos anos 90 poderia ouvir era “aspeiro”.

Qualquer programador de respeito gastou meses de sua vida consertando as asneiras que vinham das tais “fábricas de software” e dos “pogramadores” contratados a preço de banana.

Eram horrores como um sistema de importação de dados que abria um recordset em memória com TODO A TABELA PRINCIPAL (sim, SELECT * FROM USUARIOS) depois varria linha a linha, seqüencialmente, em busca do registro a exibir.

Também encontrei um Gênio que guardava os dados do email “esqueci minha senha” (incluindo a senha) em um campo HIDDEN no HTML.


genial.

Do mesmo jeito que o mercado foi inundado por “designers” criadores de logotipos por R$15,00 graças ao CorelDraw, eu culpo a Microsoft pelos “programadores ASP”, formados pelo grupo que achava CLIPPER muito complicado.


0

A necessidade faz estranhos companheiros de cama,  assim como a tequila, mas nem toda a cachaça do mundo faria alguém imaginar algo como a imagem abaixo:

Isso mesmo: Uma carta conjunta (cuidado, PDF) da Microsoft e da Linux Foundation, ambas protestando contra o American Law Institute.

O motivo de tal união é que o instituto divulgou novas diretrizes instruindo seus membros sobre como interpretar contratos e licenças de software, sendo que tais diretrizes são, na opinião da Microsoft E da Linux Foundation, extremamente prejudiciais, tanto para o software comercial com licença fechada, quanto para o Open Source em geral.
Segundo a interpretação do ALI, o software vendido vem com a garantia implícita de que não há nenhuma falha, bug ou vicio, de conhecimento do fabricante. Também há uma exceção, software disponibilizado sem custo não possui tal garantia.
Isso geraria por exemplo responsabilidades completamente diferentes para um Ubuntu baixado e um Ubuntu comprado via CD da Canonical.

Principalmente, todo software comercial que use componentes open source teria parte coberta, parte não coberta pela garantia.

As partes consideram a interpretação “Vaga, excessiva e em desacordo com a Lei Vigente”.  A criação desse tipo de garantia implícita resultaria em enorme quantidade de processos, afetando não só as produtoras de software fechado como as Open Source.

As licenças existem, são várias.  Se um software não funciona, ele não vende. Simples assim. Quanto aos bugs, faz parte do jogo. Qualquer um que programou algo mais complexo do que bubble sort em Pascal na faculdade sabe que programas SÃO falhos.  Estamos constantemente atualizando e consertando, e matematicamente é impossível um programa complexo não ter bugs.

O processo do American Law Institute é uma das coisas mais fechadas que já vi, o próprio Jim Zemlin, Diretor-Executivo da Linux Foundation comentou isso em seu blog.  Daí a carta-aberta junto com a Microsoft.

Funcionará?

Pelo bem do Mercado, espero que sim.

Fonte: Ars Technica


Marcellus Pereira's picture

Começou a choradeira

0

Já conhecemos essa história: “a Microsoft é monopolista!”… “Morte ao povo de Redmond!”… “Sejam livres, usem eCos!”

Desta vez, o motivo da choradeira é o Windows 7. Segundo a Fundação Mozilla e a Opera Software, o novo sistema operacional maligno-mas-bonitinho tem uma versão “expressa” da instalação, que reverte o navegador “default” para… adivinhem!… o Internet Explorer! Pronto. Monopolista. Afinal, se eu estou instalando um novo sistema operacional, ele deveria manter minhas configurações. Inclusive, deveria manter meu papel de parede e o protetor de tela, que é o mesmo desde o Win95 (não se fazem mais torradeiras voadoras como antes. Talvez em Galactica…).

Mesmo que haja uma forma de manter as configurações durante a instalação (“Custom Settings”) e que a versão liberada seja um “beta”, para Mitchell Baker esta é uma forma da Microsoft “…mudar a dinâmica do mercado de navegadores…”.

Desta vez é exagero do pessoal… daqui a pouco vão exigir que a Microsoft retire o Paint e a Apple venda uma versão “OEM” do OS X…

[via Financial Times]


0

Quem nunca ouviu alguém numa empresa culpar software open source ou livre por causa de problemas técnicos, saiba que há um problema de percepção.

As empresas precisam economizar para maximizar lucros, baixando preços e uma das saídas que muitas encontraram foi usar software livre. Mas aí surge um pequeno problema: isso muitas vezes é feito por filosofia dos profissionais de TI contratados e não por avaliação técnica. Aí quando acontece algum problema e o "pessoal da TI" não sabe resolver, quando confrontados:

"Foi pedido a solução mais barata possível. Encontramos essa que atendia aos requisitos na época e não tem mais barato do que de graça. Não gastamos nada com licenças."

O problema aparece quando por qualquer motivo, aquele software livre ABC não funciona com o hardware XYZ ou é incompatível com o programa XPTO. E aí o software livre é usado como bode expiatório: não tem ninguém para reclamar/exigir/processar/etc e que a comunidade não tem urgência para o SEU problema. Se a empresa não quer investir para que o trabalho seja feito, porque exigir o comprometimento comunitário?

Se a escolha foi errada, não culpe depois se o conserto ou alteração custa o mesmo que uma licença comercial. Total Cost of Ownership (TCO) em alguns casos, pode até ser maior com o FOSS, portanto não existe isso de almoço gratuito. O dinheiro apenas flui de forma diferente.

Dentro de empresas, o suporte aos usuários é feito pelo departamento de TI. Cabe a esses profissionais decidir prós e contras de uso de software livre ou proprietário. Depois não adianta culpar o FOSS em geral porque a sua decisão foi filosófica e não técnica. Pense, pese prós e contras, há riscos tanto em software fechado (falência, cancelamento, venda a terceiros, etc) quando livre (estagnação, lentidão de correções, poucos desenvolvedores, etc).


0

Resumindo a história, temos duas extensões famosas: AdBlock Plus e NoScript. O primeiro é baseado numa lista negra de anunciantes e é mantido por uma pessoa com o apelido (nick) de Ares2. O segundo, é um programa que essencialmente bloqueia vários tipos de execução de scripts e plug-ins e torna o browser ainda mais seguro.

George Maone, do NoScript, sustenta o projeto com anúncios no website oficial da extensão. O problema começou quando Wladimir Palant, o desenvolvedor do AdBlock Plus pediu ao mantenedor da lista negra para incluir os anúncios que sustentam o NoScript.

Pronto. Começou uma batalha de gato e rato entre G. Maone e o tal Ares2. Ele fez modificações no script de exibição dos anúncios para continuar burlando o filtro do AdBlock Plus. E assim foram sendo feitas mais e mais regras de bloqueio que resultaram, no final, do website do NoScript simplesmente parar de funcionar e não ser nem mesmo possível instalar a extensão.

Num acesso de raiva, o Sr. Maone resolveu criar uma atualização que atacava o funcionamento correto do AdBlock Plus e mascarou essa modificação de forma que mesmo com o código-fonte, ninguém percebeu isso.

É óbvio que uma estupidez dessas, ainda mais no mundo open source, teria pernas curtas. O código malicioso estava lá e quando os usuários descobriram o tempo fechou. Tanto que logo em seguida ele pede desculpas aos usuários e a toda a comunidade.

E com isso, foi exposto o seguinte: o modelo de extensões do Firefox deixa com que os programadores façam o que bem quiserem com ele. A interatividade é total e praticamente não há limites para o que elas possam fazer. Esse poder todo fez com que o maior trunfo do browser sejam aplicativos muito úteis, como o ScribeFire que estou usando para escrever esse post. Mas como diria o Tio Ben, grande poder trás grande responsabilidade. E foi justamente uma atitude irresponsável o ocorrido.

Nesse modelo a Mozilla optou por não usar modos protegidos, ou sandbox, no jargão técnico. É a velha caixa de areia, em que uma aplicação fica totalmente isolada da outra e só pode se comunicar através de um conjunto específico de protocolos e interfaces de programação e nada mais. Como eu sei disso, limito o uso atual a menos de 10 extensões, somente o essencial. Mas existem os viciados que apinham o browser de tal forma que quando algo dá errado... melhor jogar fora e começar de novo, ou seja, remover tudo e instalar um por um, até isolar o problema.

Com isso, a Mozilla foi obrigada a mudar a política e restringir um pouco mais a liberdade que antes era gozada por todos. A última coisa que eles precisam é uma batalha de egos com programadores intencionalmente quebrando outras extensões, concorrentes ou não. A verdade é o seguinte: todos somos humanos e somos passíveis de erro.

Nesse caso, os dois cometeram erros. O AdBlock Plus foi criado para que o usuário tenha controle dos anúncios. A lista negra deveria ser uma coletânea de sites que abusam e colocam uma quantidade colossal de propaganda e fazem de forma que confunde o leitor. Concordamos plenamente. Mas jogar na lista negra o site de uma extensão que vive de donativos e alguns parcos anúncios? Fala sério.
E ao invés de apelar para a comunidade e trazer a discussão para a mesa de negociações e expor e conversar, optou-se por quebrar o aplicativo.

Mas no final, tudo deu certo, depois de pedidos de desculpas, correções e uma explicação sincera.

Fonte: Ars Technica


Entrar



Design Wenetus