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Um parente daquela cabeça de burro que está enterrada debaixo da sede da Microsoft reside a 7 palmos, na sede do Twitter. Essa semana não foi um, foram dois acontecimentos constrangedores. Primeiro um scam com um site falso solicitando senha e username, que todas as ovelhinhas prontamente preencheram, passando para picaretas milhares de senhas.
Agora uma falha nas ferramentas internas do Twitter (sim, foi sério assim) permitiu que um cidadão malvado colocasse as mãos em um monte de twitters de gente famosa, como Barack Obama, Fox News e Britney Spears.

O pessoal do Twitter reconheceu o problema em seu blog, e juraram que todas as contas voltaram a seus legítimos donos, e que o bug foi resolvido, mas sugere que todos verifiquem seus dados e mudem suas senhas.
O que podemos tirar disso tudo? Bem, o Twitter já é relevante o bastante para atrair a atenção dos Caras Malvados. É o mesmo motivo de terem surgido tantas falhas de segurança no Firefox, em 2008. Ninguém vai se dar ao trabalho de procurar falha de segurança em programa ou serviço que não é usado.
Também fica claro que o Twitter tem bem mais que problemas de escalabilidade, se as ferramentas internas estavam acessíveis a estranhos assim, muito provavelmente não há um modelo pensado para proteção de dados e segurança do serviço. Eu já vi gente que se defendia de investir em segurança com a lógica "somos muito pequenos, ninguém vai nos invador", e é possível que o Twitter tenha a mesma postura.
Veremos. 2009 será o Ano do Twitter, ele se tornou uma ferramenta válida não só para dizer ao mundo qual foi meu café da manhã quanto para reportar notícias de importância mundial, praticamente em tempo real.
O Twitter está pronto para ser o Centro das Atenções? Sinceramente, acredito que não.
Fonte: Twitter
O governo comunista de Pequim (para mim sempre será Pequim) que já tem o Grande Firewall, filtrando conteúdo politicamente não-interessante para o Status Quo resolveu ir adiante em sua cruzada de censura e proibições.
Agora, defendendo uma pretensa "moral" chinesa, iniciaram uma campanha contra sites que -segundo eles- promovem pornografia e vulgaridade, conteúdo que:
"Danifica seriamente a saúde física e metal da juventude chinesa e diretamente afeta os interesses do povo Chinês"
Ah coitadinhos... mas piora:
Eles querem, com a campanha, "limpar" a Internet, e cuidar de sua "Atmosfera vulgar"

Curioso é que o Japão, que está ali do lado, é muito mais bem-sucedido socialmente e em termos de sacanagem na Internet são imbatíveis. E nem por isso são vistos (exceto pelos Internautas) como uma sociedade sexual e moralmente doente.
O que vemos é mais uma vez um pequeno grupo querendo impor sua ética e moralidade a uma maioria, que não compartilha da mesma visão. Só que sendo na China, é muito pior.
A "campanha" já chegou a uma lista dos maiores contraventores. Os sites que mais promovem a pornografia, a devassidão, a safadeza e que trarão a ruína moral ao Povo Chinês são:
Google, Baidu, Sina.com, Sohu.com, QQ.com, NetEase.com, Chinaren.com,
Zhongsou.com, Mop.com, OpenV.com, Vodone.com, Tianya.cn, Uuu9.com,
Yesky.com, Hefei.cc, Tiexue.net, 131.com, SoGua.com e Kuaiche.com.
Vão ser bem-sucedidos? Provavelmente. Para operar no deliciosamente lucrativo mercado chinês os sites de busca já aceitam filtros que alteram a realidade de uma forma Orwelliana, pesquisas sobre o Dalai Lama só trazem resultados críticos ao líder tibetano exilado, e pesquisas sobre o massacre da Praça Tiananmen, bem...
Fonte: ChinaTechNews
O Catholic Google é um buscador que utiliza a API do Google para retornar resultados com a opção SafeSearch ativada, e dando mais peso para os sites católicos, removendo pornografia, nudez, conteúdo questionável e tudo mais que torna a Internet interessante. Mesmo assim, há quem goste.
Não é o primeiro nem o último site no estilo. Temos o GodTube, o Gospelr - um Twitter para cristãos, sites de Namoro Evangélico, sites de busca muçulmanos e vários outros serviços que procuram filtrar os resultados de acordo com seu sistemas de crenças e valores.
Sob um certo ponto de vista é esquisito, é como colocar um filtro rosa diante dos olhos e ver o mundo assim, ocultando o que não nos interessa, fingindo que não existe, como os Discípulos de Stallman que insistem que o Windows dá tela azul o tempo todo e que todos os usuários são insatisfeitos, pobres coitados e anseiam por "liberdade". É bonito, mas não é o mundo real.
Por outro lado, o pessoal que quer essa "liberdade" e trabalha ativamente por ela nos dá coisas como o Apache, o Firefox e o Linux. Os CHATOS passam o dia fazendo mimimi e chamando Bill Gates de chato, feio e bobo.
No caso dos serviços online religiosos, os criadores dos Catholic Googles da vida estão exercendo a liberdade de dar a seus seguidores uma série de resultados, uma visão da Internet que os agrada. SEM AFETAR O RESTO DO MUNDO, que é a grande diferença, se compará-los aos chatos que não gostam de um monte de coisas e querem proibí-las para todos.
Assim, ironicamente, ao criar um serviço que filtra, limita e censura resultados de busca, o pessoal do Catholic Google está dando um exemplo de tolerância.
Não que isso seja o suficiente para evitar que o Google caia em cima deles com um enxame de advogados, afinal é violação descarada de marca registrada e direitos reservados...
Fonte: TechCrunch
É impressionante. Enquanto aqui projetos como o do Senador Azeredo tratam usuários de Internet como criminosos, enquanto qualquer novidade tecnológica é vista com medo e desconfiança (celular dá câncer, WIFI faz meu filho espirrar) países com mais tradição tecnológica abraçam as novas ferramentas sem medo.
Vejam por exemplo o último fuzuê em Israel; enquanto parte dos diplomatas tratam com a imprensa pelas vias tradicionais, um outro grupo, no Consulado de Israel em Nova York decidiu experimentar algo mais "social": Uma coletiva de imprensa (na falta de nome melhor) via... Twitter.

Leitores podiam fazer perguntas e receber respostas na hora, e fora os tradicionais trolls, o evento foi muito bem produtivo, o pessoal do Consulado economizou palavras (é parte da cultura, Mazel Tov!) mas respondeu direitinho, em 140 caracteres.
A idéia veio do grupo que toca o Blog do Consulado de Israel, o que por si só já é uma boa sacada em termos de relações públicas.
As perguntas e respostas podem ser vistas neste post do blog do Consulado, e em outros.
Fonte: Ars Technica
A Wikipedia está de novo em campanha de doações. EU sou contra.
O site é um sucesso incontestável, com visitas na casa dos milhões. Tem um conteúdo altamente contextualizado, é um caso quase didático para veiculação de publicidade. Caramba, há até uma área para um superbanner no cabeçalho.
Problema: Seu fundador não aceita a idéia. Ele quer que a Wikipedia seja tratada como entidades assistenciais e bibliotecas, que vivem de fundos públicos e/ou doações.
Meu problema com o problema deles: Doações devem ser reservadas para quem não tem condições de se sustentar, e a Wikipedia TEM. Não estamos falando de formas de sustento envolvendo a exploração sexual de bebês-foca ou matar com pauladas pré-adolescentes pobres na Tailândia para fazer casacos, mas de um simples e prosaico BANNER.
Se o Jimmy Wales acha que um simples banner compromete toda a credibilidade editorial da Wikipedia e seus milhares de colaboradores, então eles se vendem bem mais barato do que eu imaginava.

Levando-se em conta que a maior carga de trabalho é feita de graça por colaboradores, para onde está indo o dinheiro? Sabe-se que o staff é MUITO bem-pago. Longe de mim reclamar de gente ganhando bem, mas uma entidade não-lucrativa, sustentada por doações não deveria gastar mais que o necessário em salários.
Se você acha que a Wikipedia não deve mesmo veicular publicidade, sugiro que desinstale seu Firefox AGORA, pois o nosso navegador favorito vive basicamente de dinheiro do Google AdSense (e outros programas), algo como US$100 milhões / ano.
Enquanto isso a Wikipedia fica esmolando ridículos US$6 milhões. Será que orgulho de não veicular uma porcaria de um banner vale tanto assim?
Fonte: Ars Technica
Há algum tempo recebi um e-mail da Microsoft na qual me foi permitida a participação do Community Technology Preview (CTP) dos serviços do Windows Azure. Olhem só o que eles fornecem apenas para um desenvolvedor brincar e estudar a tecnologia:
Total compute usage: 2000 VM hours
Cloud storage capacity: 50GB
Total storage bandwidth: 20GB/day
Isso é o que eles oferecem para nós desenvolvedores estudarmos e brincarmos com serviços do .Net, SQL Server, etc. Agora imagine o mundo que temos adiante? Alguns leitores afirmam categoricamente que o browser ficou é mais relevante que o Sistema Operacional. Na verdade, o browser é apenas mais uma forma de distribuir aplicativos, é mais um cliente de uma plataforma ainda mais ampla.
Software + Serviços ou o Cloud Computing vai além do browser. É a conectividade parcial. Um aplicativo pode funcionar 90% do tempo na máquina do usuário. Aí podemos clicar num botão e ele faz uma consulta, em background, a um serviço na nuvem. Se o serviço estiver lá, ele puxa os dados mais recentes. Caso contrário, usa o cache local, mas fica esperando o momento em que a rede ficará disponível novamente para ele buscar a informação.
E aí chega a d0#%@ da minha operadora, e limita minha velocidade. O aplicativo, super ágil quando a banda larga está disponível, fica com tempo de resposta mais lento e vai me obrigar a trabalhar em um modo off-line até que eu diga para sincronizar tudo e deixo lá, até o dia seguinte.
Concordo com os leitores: nossa internet banda larga é ruim. E concordo que a culpa não é apenas dos impostos, mas a falta de concorrência. Quem mora em Manaus, por exemplo, deve achar quem mora no Rio ou em São Paulo uns bebês chorões. Lá a Internet de 300Kbps custa o mesmo que uma internet de 4Mbps pelas bandas de cá e olhe lá.
E não vai adiantar termos lindos serviços online como os que eu estou vendo no Azure, se a banda larga é esse lixo justamente para o meu público-alvo, o consumidor. Falta planejamento, gestão e controle, para garantir qualidade e concorrência. Os impostos já estão no seu devido lugar, demais até.
Mais de 30% da sua conta de Internet são impostos. No Japão são 5%. Ora bolas, como queremos desenvolver um país na área de software se o computador aqui custa 150% mais caro que nos EUA, a internet custa 50% a mais por um serviço com 1/10 da qualidade? Inclusão digital? Eu também quero!
Distribuição digital de games e seus demos. Aplicativos inteiros rodando sobre o browser + alguma_tecnologia + banda larga. vídeos e trailers de filmes, games, bobagens ou brincadeiras. E não esqueça que ficamos hoje conectados via Skype, forum/software/windows_live_mensenger_9_0_beta_em_ingl_s" class="" title="">MSN, etc. E-mail aberto o dia inteiro, consumindo banda. Hoje em dia até backups no Skydrive ou servidor próprio de ftp.
Tudo mundo bom até você descobrir que 20 GB de tráfego para o uso atual de banda larga é pouco. Sim, é pouco. Uma reinstalação minha do Steam consome uns 18GB, sendo conservador. Os novos jogos são downloads entre 7GB e 9GB.
As operadoras juram que não fazem isso, mas fazem sim. Eles não cortam o acesso ou cobram a mais pelo megabyte, mas reduzem a velocidade de 2Mbps para 150kbps. Isso significa o seguinte: uma instalação nova do Windows Vista demora umas 20 horas para ficar totalmente atualizada. E que tal tentar assistir webcasts, screencasts ou outros tutoriais? Nem pensar.
Pois é justamente o elo fraco das aplicações ricas, 100% conectadas, na qual o "browser substitui o sistema operacional" (não canso de criticar quem fala uma sandice dessas): a banda larga. Desconectou, a velocidade caiu e não há sincronização e caching locais, dançou. Como as empresas sabem disso, farão bastante uso dos preços cartelizados da banda 3G. Não precisa pesquisar muito para descobrir que o acesso "ilimitado até 1GB" custa o mesmo preço em todas elas.
Quem pegou a era da internet discada, ouviu bastante a seguinte pergunta: "eu quase não uso internet, pra quê vou pagar a mais pela banda larga?" e a resposta é simples: conexão constante e rápida muda seu hábito de uso. Faça a experiência: desligue o computador, desplugue o cabo de rede e ligue-o novamente e tente usar a máquina por 1 hora, sem ligar o browser. Possível, mas no momento que você descobre que não tem acesso ao google para saber o significado de uma palavra, ou acesso ao seu repositório online de códigos... ou aquele fórum que teria a resposta de como fazer para a cedilha funcionar com o Suse (tive que abrir um arquivo de configuração e editei, mas não teria conseguido sem ajuda do fórum).
Usa torrent? Então está em maus lençois, porque é uma das formas de você games.meiobit.com" class="" title="" rel="external">jogar toda a banda disponível para o mês em questão de dias e os mais gulosos em horas. Um amigo pediu o upgrade do Net Vírtua para 8Mbps não por causa da velocidade, mas pela garantia de que ele terá 80GB de tráfego sem redução.
O nosso maior problema é que infraestrutura de telecomunicações no Brasil é muito cara. Os equipamentos custam aqui mais que o dobro do mundo civilizado. Os impostos em cima das empresas e dos usuários são acachapantes e o custo para trafegar dados é altíssimo. E o governo toma ações sem coordenação: notebooks para crianças, ok. Sem um programa educacional e comunicações associados, o computador vai ser usado essencialmente para inutilidades como bate papo, joguinhos online e Orkut.