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Átomos a preços de moléculas

Vocês se lembram, claro, dos processadores Atom, da Intel, certo? Aqueles que entregam alta performance gastando poucos Watts...  cptatom_62

A outra grande vantagem deveria ser o baixo custo, já que foram projetados para equipamentos portáteis e de consumo, certo? Pois não é o que acontece (ao menos, enquanto a demanda está muito maior que a oferta).

Uma loja australiana está vendendo o Gigabyte M528 (um UMPC de 15cm x 8cm x 2,2cm, processador Centrino Atom de 800MHz, 512MB de RAM, tela de 4,8'' 800x600 e que pesa 340g) por apenas US$ 1.199.

Leis de mercado...

[via Crunchgear]

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AMD: Boatos e mais boatos...

Já conhecemos essa história: a empresa não vão tão bem das pernas quanto gostariam os analistas e acionistas. Daí, surgem boatos e mais boatos (Dvorak enterrou a Apple umas duzentas vezes).

Os mais recentes, envolvem a AMD. Especula-se que a empresa anunciaria hoje (dia 08) a venda de suas fábricas para um parceiro, tornando a produção um negócio independente. O que "sobraria" (marketing, vendas e projeto de microprocessadores e GPUs) ainda teria um corte substancial na mão-de-obra, especialmente no setor administrativo.

É uma boa idéia? Talvez. A ARM faz isso desde sempre, com enorme sucesso. No entanto, a AMD depende de processos produtivos que são o estado da arte (45nm e, brevemente, 32nm), que pouquíssimas empresas têm condições de oferecer (e uma delas ainda é a rival). Citando um caso emblemático: quando a Apple, ainda na época do 68040, precisava de um chip mais rápido, foi obrigada a criar um novo pois a Motorola atrasou a produção do 68060. Depois, teve que migrar para os PowerPCs fabricados pela IBM, porque a Motorola tinha problemas de produção. Então, quando a IBM não conseguiu entregar novos processadores, a solução foi migrar para a Intel.

A AMD pode acabar neste mesmo caminho, com um agravante: de onde virão os chips, se as fábricas da IBM ou da TSMSC não tiverem os processos produtivos mais recentes e/ou competitivos?

Esses dias comprei uma licença para um software que para mim foi revolucionário, o Papers, que é um gerenciador de referências bibliográficas. Acontece que ele (como a maioria dos aplicativos) restringe o uso da licença a um único computador. Não há nada de errado com isso, mas eu fiquei pensando como as coisas vão mudando, e como as licenças também podem evoluir.

Para o mundo desconectado, onde cada usuário tem uma única máquina, a licença por máquina é perfeitamente aceitável. Mas eu tenho 3 máquinas que uso constantemente: o notebook, o desktop em casa, e o desktop no trabalho. Eu uso o software nos 3, e como meus arquivos são sincronizados entre eles, eu costumo trabalhar nos projetos em diferentes máquinas. Portanto o uso deste software, apesar de feito em 3 máquinas diferentes, é sempre pelo mesmo usuário.

Claro, existem as que permitem que um mesmo usuário abra o aplicativo em uma única instância, porém este tipo de licença somente existe (ainda) com os grandes fabricantes, como Adobe, por exemplo. Mas como estamos vendo cada vez mais o software como um serviço, eu gostaria de ter este serviço disponível onde eu estiver, bastando autenticar e usar. E com a Internet cada vez mais disponível, autenticar já não significa ter um servidor na empresa para gerenciar os usuários conectados.

Creio que no futuro pagaremos pelos grandes pacotes uma taxa mensal (ou anual) de uso, como uma assinatura mesmo. Será que pega ?

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Átomos e placas mini-ITX

Para diferenciar PCs "baratex" (mais conhecidos como entry-level) daqueles que usarão os processadores Atom, a Intel está restringindo a produção destes últimos apenas a plataformas que usem placas mini-ITX, com um único slot PCI Express e máximo de 2GB de RAM.

O padrão mini-ITX foi desenvolvido pela VIA, mirando o setor de computadores embarcados e micros de baixo consumo, mas nunca foi um grande sucesso comercial devido à falta de apoio dos outros fabricantes. Agora, com a cartada da Intel, os fabricantes de gabinetes em Taiwan já estão preocupados com um pico de consumo.

A Asus e a ECS já confirmaram que produzirão a plataforma, que está sendo chamada de "NetTop".

[via DigiTimes]

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Obsolescência programada

Dando continuidade ao fio de raciocíno do Leo, estou com dois exemplos interessantes na cabeça, sobre a tão falada "obsolescência programada". Não conhece? Imagine que você produza guarda-roupas. Seu avô começou a fábrica, seu pai a expandiu e agora você tem a árdua tarefa de continuar o negócio da família. Infelizmente, há outros milhares de fabricantes de guarda-roupas no mundo (globalização, lembra?) que insistem em competir nesse mesmo nicho de mercado. Então, o que fazer?

Seu avô ficaria horrorizado mas, certamente, você chegará à conclusão de que é preciso construir guarda-roupas que se auto-destruam em dois anos, obviamente para que o sujeito compre outro. Simples assim.sidewinder_ff_pro

Um caso mais concreto: tenho um joystick fantástico. Na verdade, é o melhor joystick que já tive o prazer de usar: um Microsoft Sidewinder Force Feedback Pro. Lindo, ergonômico, cheio de botões... mas não funciona direito no XP e nem tem suporte a portas USB (usa aquele antigo conector DB15, da saída MIDI, alguém lembra?), afinal, tem mais de dez anos (uma eternidade em informática).

Agora, vejamos: o hardware funciona perfeitamente, o troço é resistente, feito para durar... mas a Microsoft decidiu não fazer drivers para o XP. Mesmo que instale uma placa de som mais antiga, com a tal saída MIDI, ele será apenas um peso de papel. O curioso é que a MS nem fabrica mais joysticks "force feedback"... mas a lógica do "está desatualizado, compre um novo" persiste.

Outro exemplo, bem mais conhecido: o recente caso dos drivers da Creative, melhorados por um programador brasileiro, Daniel Kawakami, para rodarem perfeitamente no Vista e com recursos "extras" encontrados em modelos superiores. Sem entrar no mérito da questão, dele estar certo ou não, o ponto é: como várias empresas, de vários ramos, a Creative fabrica o mesmo produto e o vende a diferentes faixas do mercado, podando algumas características via software (antigamente, era via "jumpers" na placa).63238-audigy-4-oem-bulk-non-pro-52208

Ilegal? Não. Imoral? Talvez. Engorda? Certamente faz um bem danado aos cofres deles. Seria muito caro desenvolver dezenas de placas diferentes, com "firmwares" diferentes. Chama-se economia de escala (a repetição faz o lucro).

Enquanto a indústria não encontrar um novo modelo de negócio, vai continuar produzindo equipamentos que têm data para ir para o lixo. E não adianta espernear.

Existe saída? Bem... eu tenho um micro rodando o Windows 98 só para jogar Crimson Skies com meu amado joystick. Além disso, minha SB funciona perfeitamente. Portanto, para que mudar?

Vejam a situação: meu local de trabalho tem várias estações de trabalho que são razoáveis, porém estão ficando ultrapassadas e estão dando problemas de hardware com certa freqüência. São o que eu chamaria de computadores de meia idade, ou seja, que ainda são úteis para boa parte das tarefas, porém estão no limite para serem substituidos.

Tenho uma situação similar, porém em menor escala, em casa, com um micro Athlon que roda Windows tranquilamente, mas ninguem quer usá-lo pois temos um outro computador mais poderoso. Se fosse para vender, ninguem compraria, ou se comprasse seria por uma mixaria. Pensei em usá-lo como servidor de arquivos, por exemplo, mas o consumo de energia não é desprezível, e o armazenamento é fraco. E lógico, não quero jogar fora um equipamento que ainda funciona (aliás, nem isso posso fazer mais, tenho que "desová-lo" em um local adequado, que aceite lixo eletrônico).

Imagino quantas pessoas tenham computadores que sejam ainda bons, mas que não sejam mais usados por terem se tornado obsoletos mais rapidamente que o previsto.

Nos últimos 5 anos (talvez mais), a complexidade das tarefas que executo não subiu, porém o equipamento necessário para fazê-las sem dúvida é mais poderoso. Agora o meu desktop é 3D, o som é 5.1 e tenho uma placa de vídeo de 256 Mb.... e não sou gamer. Por outro lado, hoje em dia rodo tranquilamente de 10 a 15 aplicativos simultâneamente (Firefox, Entourage, iTunes, Adium, Word, Excel, por exemplo), o que é de fato uma mão na roda... e algo que o meu PC mais antigo não faria. Claro que sendo eu um geek, não sou modelo para a maioria dos usuários, que precisam de menos poder de processamento/armazenamento ainda.

E vocês, o que acham que devemos fazer com estes micros mais antigos ?

Leonardo Faoro's picture

Ações da Yahoo despencam

Hoje na abertura dos mercados de ações americanos, o destaque foi a enorme queda (16%) do valor da Yahoo, depois da Microsoft desistir da compra no sábado passado.

Ao mesmo tempo, Google e Microsoft ambas ganhavam mais de 1% durante a manhã.

Claro que isso é a euforia inicial, a Yahoo ainda vale modestos US$33.74 bilhões, o que não é troco de cachaça. O melhor mesmo, nestes casos é não fazer nenhum movimento brusco, acalmar o mercado, tomar uma aspirina e ir pra cama.


Gráfico, obviamente, via Google Finance.



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